Ala Hospitalar

Curta as magias do Castelo de Hogwarts!
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Sheu
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Re: Ala Hospitalar

Post by Sheu »

Sheu chegou à Ala Hospitalar apoiada no braço esquerdo da Professora de Trato de Criaturas Mágicas. Havia muitas pessoas e ali parecia ser o último lugar aonde as pessoas iriam para se tratar e descansar. Sheu não achou que demoraria muito ali. Estava apenas tonta por conta da visão que tivera na Floresta Proibida, embora soubesse que, se perguntada, diria que tinha se alimentado mal pela manhã. Sentou-se em um dos leitos e esperou pela curandeira da escola, a Srta Gaby Lovegood. Ignorou os acontecimentos ao redor e mergulhou nas lembranças do que tinha visto e sentido.

- Venha e eu lhe mostrarei.

*Mostrar o que? Será que a Floresta está me chamando? E por que somente eu tive essa visão? Por que o Jão não compartilhou hoje? Será...será que eu devo ir sozinha? Bom...não vou sozinha. E se eu desmaiar dessa vez?*

Sheu achou que a professora estava intrigada com ela, porque olhava de canto de olho. Depois que ela se virou para Elizabeth, Sheu deixou esse pensamento ir embora. Já estava melhorando e queria saber mesmo se podia ir embora. João e Nana entraram na Ala e vieram na direção dela. Sheu aproveitou que a professora estava longe e que a curandeira estava preocupada com casos mais graves para cochichar com eles.

- Escutem! Eu vi algo lá - pela cara de espanto dos primos ela sabia que tinham entendido errado - Não. Olha, eu tive uma visão...só que sozinha, pelo visto - e lançou um olhar para o irmão - Eu tenho que voltar para a Floresta. Eu sinto...de uma forma muito estranha...que alguma coisa lá vai me mostrar algo que eu quero saber. Talvez a nós dois, João!

Sheu pensou em como Hogwarts estava mexendo com seus sentidos e em como as visões começaram assim que pisaram nas proximidades. Tinha que ter algo.

- Só que eu estou com um pouco de medo, sabe? Essa Floresta dá medo. Mas eu preciso...será que vocês entendem? Eu...eu vou voltar lá. Esta noite. Aproveitar enquanto ainda lembro o caminho para a clareira dos cavalos-alados.

Sheu notou que a Professora Sophie fez um leve movimento de cabeça. Talvez ela estivesse escutado algo, só que Sheu não fazia idéia de quanto ela estava sabendo. Tratou de disfarçar.

- Era uma aula tão legal ali. Acho que eu ajudei a estragar, né? Espero que a professora volte a nos levar lá. Bom, eu acho que vocês não vão pode ficar aqui, mas eu não devo demorar. Então...eu encontro com vocês depois tá?

Viu os dois saírem bem na hora que a Srta Lovegood parecia notar uma superpopulação na Ala. Sheu aguardou ser atendida para sair e olhou de esguelha para a professora.

*Será que ela ouviu alguma coisa?*

Off: Gente, movimentação da Nana e do João autorizadas. Na verdade, aqui é só passagem, pois vamos para outro lugar, ok? Mas eu acho que eu volto *sorri maliciosamente*
Gaby, sinta-se à vontade apenas para liberar (para constar e tals)
Rah!!! boralá!!! lol
off final: vou passear na Floresta, enquanto seu lobo naum vem.

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Petyr Van Abel
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Re: Ala Hospitalar

Post by Petyr Van Abel »

Abel tinha permanecido quieto e imparcial a todos os fatos. Na verdade sua mente estava em outro mundo. Um mundo de lembranças. Ignorara as imagens do Black, sua oclumência sempre foi uma das mais imbatíveis entre... Entre eles . Intrigado e, de certa forma, nervoso consigo mesmo por estar pensando neles Abel decidiu tomar o lugar de Gaby quanto ao assunto da perna quebrada. Passou por Gaby, pôs a mão em seu ombro e sussurrou:

- Deixe que da aluna cuido eu, tente por a cabeça dessa ai no lugar...

Num movimento singelo aproximou-se da garota que estava ao lado da professora de Trato de Criaturas mágicas. Olhou a perna da menina, tomou as devidas observações (principalmente ao fato de duvidar que um cavalo alado fizesse aquele pequeno estrago, mas no mundo mágico de nada se duvida... Apenas se acredita.) e iniciou o processo. Remendou ossos, “apagou” cortes. Fazia algum tempo que não exercitava tantas magias de cura em tão pouco tempo. Com um aceno e um murmúrio a perna da garota já estava quase boa... Talvez uma poção revigorante ajudasse a deixá-la num estado mais "ativo" ou... Esquecera-se da segunda opção. Preferiu a primeira. Num gesto singelo, rápido e bem delimitado um frasco apareceu nas mãos de Abel. O mesmo deixou o recipiente ao lado da aluna na maca. Feito isso saiu silenciosamente, voltando-se para a outra garota que, segundo a professora, estava quase desmaiando. Aproximou-se dela e mesmo que ela não quisesse havia escutado a conversa dela com os outros dois alunos de passagem. Momentos depois, trouxe um frasco com um liquido rosa, molhou num pano e entregou a garota. O aroma era extremamente agradável. Esta era uma de suas criações medicinais (uma das quais ele já nem lembra mais porque foi criada)

-Apenas cheire este pano, o aroma ira fazer com que a sensação de “desmaio” desapareça... – Então se aproximou de maneira que só a aluna ouviu – A Floresta Proibida é assustadora porque animais, criaturas, monstros, se preferir, habitam seu interior... Mas nunca se aproximarão de alguém que carrega luz... Cuidado com cavalos-alados ok? Não quero ter que remendar mais pernas hoje...

Depois disso Abel sorriu carinhosamente e se retirou para a janela mais próxima, tentando se abstrair de qualquer confusão que aquele lugar trazia...


Obs.: Sheu sorry me intrometer na sua “historinha”
Galera post beeeeeeeeeeeem básico ok?
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E do riso fez-se o pranto!!!


E hoje em dia... como é que se diz eu te amo?
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Re: Ala Hospitalar

Post by Gina GabriellyWeasley »

Dia:10 de abril de 2009

Dia de semana:Sexta-feira

Periodo:Noite

No Ala Hospitalar.
Vanessa depois, de volta das suas férias, mas ela estava atrasada como sempre,quando finalmente ela chego la, ela começo a da uns gritinhos meio baixos dizendo:
-Aiaia, esta dor de cabeça, algume me ajuda, logo.
Depois, dela, se comsultar, ela se retira do ala hospitalar.
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Re: Ala Hospitalar

Post by Sheu »

Sheu sentia como se todo o corpo formigasse e tinha certeza de ver o calor de seu corpo abandoná-lo e misturar-se ao vento frio. Iria morrer. Estava presa a uma visão estranha e iria deixar para trás sua prima e seu irmão. Não se preocupava com Nana, ela era safa e saberia lidar com sua morte e seguiria sua vida. Mas Jão era tão ligado a ela que Sheu teve medo dele cometer uma besteira qualquer.

Iniciar uma busca pelo pai desaparecido e terminar morta. Grande empreitada! - pensou.

Sheu começou a delirar, visualizando um vulto em sua direção.

É a morte vindo me buscar.

Aos poucos sua visão foi clareando e as coisas foram entrando em foco.

Vá para a luz Carolaine - brincou e riu de si mesma.

Sentiu seu corpo mais quente e se questionou se estava realmente morrendo. Como magia parecia retomar o controle de tudo e, ainda com dificuldade, conseguia ver o rosto de uma mulher. Demorou um pouco, mas sua memória a identificou: era a Profª Sophie, de Trato de Criaturas Mágicas.

Oh-ho! Estamos encrencados.

As coisas fugiram de foco novamente e Sheu caminhou só Merlim sabe com que pernas. A garota viu quando saíram da Floresta e quando entraram no Castelo. Por minutos conseguiu acompanhar o ritmo das pessoas que caminhavam com ela e não tardou a identificar Jão e Nana ali. Sorriu feliz por estar viva e poder tê-los ao redor. Tinha sentido na pele o terror de morrer sozinha. Percebeu que tomavam o caminho da Ala Hospitalar e já podia andar com 80% de consciência.

Quando entrou com a pequena comitiva, Sheu notou que a Ala estava menos ativa do que pela manhã. Era engraçado pensar que neste mesmo dia ela já estivera ali. Nana sentou com Sheu na mesma cama em que a garota foi atendida pela manhã por sua leve "tontura" e segurou sua mão, embora Sheu não entendesse porque a prima estava com uma cara preocupada e furiosa ao mesmo tempo. A garota se tocou de como essa situação na Ala Hospitalar era irônica: mesma cama, mesmo lugar, mesma professora. Sheu gelou.

Eu acredito em coincidências, mas isso já está passando dos limites. Quanto será que a professora teria ouvido pela manhã? Não, não. Estou ficando neurótica, definitivamente - e balançou a cabeça negativamente.

Foi então que reparou na expressão da professora e sabia que boa coisa não sairia dali.
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Rah ~
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Re: Ala Hospitalar

Post by Rah ~ »

  • Sophie chegou acompanhada pelos alunos ; João, Nana e Sheu, que estava andando com ajuda de seu irmão e de sua prima, ainda meia desacordada. A jovem professora não tinha uma expressão concreta. Seus pensamentos estavam confusos, talvez seria por causa do colar. Ela ajudou os alunos á colocar Sheu na maca, sem dizer nada. Ao ver que Sheu melhorava aos poucos olhou para João ainda séria, e filtrou com seus olhos azuis como se estivesse vasculhando sua mente em busca de algumas respostas.

    -João Castells...Estou certa? – Disse ela com um meio sorriso.- Me diga exatamente o que aconteceu?Sem rodeios, quero saber exatamente o que houve lá na Floresta, já que sua irmã quase morreu, acho que isso é algo muito grave para se esconder...

    Ela fitava o garoto com um olhar serio e ao mesmo tempo amigável.Seu colar ainda estava morno, e sua mente as vezes se perdia em outras lembranças que não pareciam ser suas, mas ao ver as imagens fechava os olhos calmamente e ao abrir, sua mente voltava ao “normal”. Ela caminhou calmamente até Sheu e a analizou por alguns instantes.


    -E apesar de estarmos no final do ano...já saibam que os três terão detenção comigo no próximo ano, já que continuarei a ser sua professora.
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João M. Castells
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Re: Ala Hospitalar

Post by João M. Castells »

Jão estava caminhando para a ala hospitalar, apoiado em sua prima Nana. Seus pensamentos não estavam muito bem focados no que estava fazendo e sim no que Jão presenciara alguns minutos atrás dentro da floresta. O percurso até a Ala Hospitalar foi horrível, eram quatro pessoas caladas caminhando, sendo que Sheu, sua irmã estava tão mal que quase não conseguia se arrastar.

-Caracaaaaa. O que foi aquilo? Pelas barbas de Merlin!!

A caminhada até a ala foi rápida, pelos cálculos de jão ainda estava por vir a pior parte: as detenções e as especulações do que eles passaram dentro da floresta.

Sheu então sentou-se na cama em que ironicamente estivera naquela mesma manhã e Nana sentou-se ao seu lado para ajudá-la.A professora Sophie olhava fixamente para Jão que, meio sem saber o que fazer ou sentir, abaixava os olhos e contemplava o frio e antigo chão de pedra da Ala Hospitalar, que por incrível que pareça estava quente. Por ser um lugar de enfermos, era uma atmosfera meio pesada. Estava mais difícil ficar ali dentro do que normalmente, pois o ambiente estava levemente claro, numa penumbra mais precisamente. Cade vez que Jão baixava seus olhos as lembranças ruins vinham á tona. Ao levantar seus olhos dava de cara com o olhar fixo, porém não ameaçador da Prof. Sophie. assim foram por alguns minutinhos até que em um certo momento os olhos azuis da Professora fixaram-se tanto nos de Jão que foi como se ela estivesse tentando praticar a legilimencia.

Ela não piscou e calmamente falou em um tom amigável e doce, porém investigativo.

-João Castells...Estou certa?– Disse ela com um meio sorriso. porém antes que Jão pudesse fazer qualquer sinal em resposta ela continuou.

-Me diga exatamente o que aconteceu?Sem rodeios, quero saber exatamente o que houve lá na Floresta, já que sua irmã quase morreu, acho que isso é algo muito grave para se esconder...

Jão pôde sentir um calafrio subir sua espinha, suas mãos começaram a suar quase que instantaneamente. Os olhos azuis da Professora continuavam vidrados nos seus. Ela piscou como se saísse de um transe e começou a caminhar até o lado de Sheu, que estava se recuperando aos poucos. Parou e fitou a garota ali deitada por alguns breves instantes e após uma rápida conclusão falou.

-E apesar de estarmos no final do ano...já saibam que os três terão detenção comigo no próximo ano, já que continuarei a ser sua professora.

- O QUÊ ? COMO ASSIM? DE DETENÇÃO O ANO QUE VEM?! - Gritou Jão desesperado.

logo viu que tinha se exaltado muito e corou quase tão rapidamente quanto levou sua mão á boca. Todos olharam pra Jão e então ele disfarçadamente foi para perto da maca em que Sheu estava deitada ,sentou-se ao lado dela e pegou sua mão, e fez carinho por alguns instantes, ao baixar sua cabeça pra perto do ouvido de sua irmã começou a chorar baixinho e falou...

- Sheu, não mi deixe sozinho aqui por favor.. sniff.. sniiff.. Eu não sei o que fazer sem você. - limpou as lágrimas nas mangas ainda sujas de terra e sangue e virou para encarar a professora.

- A gente foi parar lá na floresta porque a Sheu teve uma visão lá na sua aula que a gente tinha que fazer isso. Daí a gente foi lá e viu dois homens... Aaaaaaai!

João foi interrompido por um cutucão da irmã.


[OFF] post meio podre, desculpem, u.u
mas o que importa é q nóis ehh maraaaa!!! ahuehuahueh

aguardandoo a continuaçãão!
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Re: Ala Hospitalar

Post by Sheu »

A Prof Sophie olhou para João como se estivesse lendo sua mente e isso deixou Sheu bastante preocupada. Sabia que sua habilidade em bloquear sua mente para as invasões mentais de um irmão gêmeo xereteiro era suficientemente forte, mas teria condições de bloquear total ou parcialmente a invasão de uma adulta? Na certa, esse seria o momento para pôs isto em xeque.

-João Castells...Estou certa? – Disse ela com um meio sorriso.- Me diga exatamente o que aconteceu?Sem rodeios, quero saber exatamente o que houve lá na Floresta, já que sua irmã quase morreu, acho que isso é algo muito grave para se esconder...

A professora caminhou até Sheu e a analisou por alguns instantes. Sheu sabia que ela buscava algo, mas não tinha certeza do quanto ela pôde extrair de seu momento fragilizado. Sabia que sua aventura havia sido perigosa, que acabou ficando presa por algum motivo e que tudo podia ter um final muito mais dramático.

*Droga, odeio ficar exposta assim*, se chateou.

-E apesar de estarmos no final do ano...já saibam que os três terão detenção comigo no próximo ano, já que continuarei a ser sua professora.

- O QUÊ ? COMO ASSIM? DE DETENÇÃO O ANO QUE VEM?! - Gritou Jão desesperado.

Sheu se assustou mais por conta da gritaria do irmão do que com a detenção em si. Saberia que ela viria, afinal estavam na Floresta Proibida. Olhou de esguelha para sua prima Nana e viu que ela estava com seu olhar assassino número 2, o que significava que ela iria ralhar muito com os gêmeos e que cobraria a conta depois. A garota não fazia idéia que as detenções podiam vingar para o ano seguinte. Depois da explosão repentina de seu irmão, pareceu que as coisas ficaram mais claras na mente dele e ele sentiu o perigo que passou de ficar só.

- Sheu, não mi deixe sozinho aqui por favor.. sniff.. sniiff.. Eu não sei o que fazer sem você. - limpou as lágrimas nas mangas ainda sujas de terra e sangue e virou para encarar a professora.

Sheu segurou a mão do irmão e apoiou a outra mão em seu ombro, em sinal de que estava ali e era isso que importava. A garota já raciocinava o que seria melhor contar ou não para a professora, afinal, privacidade era algo essencial. Quando deu por si, percebeu que João dava com a língua nos dentes.

- A gente foi parar lá na floresta porque a Sheu teve uma visão lá na sua aula que a gente tinha que fazer isso. Daí a gente foi lá e viu dois homens...

Trocou olhares rápidos com Nana e, em meio ao pânico de ter que revelar o que não sabia ao certo se deveria, deu uma cotovelada em seu irmão.

- Aaaaaaai!

*Merlim, me avada! O que eu sei ficar calada, o Jão não sabe segurar a língua. E ainda tem que ser escandaloso*, revirou os olhos.

Infelizmente, a reação explícita do irmão denunciou que a garota não queria revelar exatamente tudo e Sheu já podia sentir o olhar da Prof Sophie sobre ela, queimando. Sabia que não teria jeito e começou a falar antes mesmo que ela perguntasse, mantendo os olhos irritados no irmão, no começo.

- Nós não somos daqui, a senhora sabe, professora – e voltou seu olhar para ela - Há algum tempo a gente tenta encontrar nosso pai e acabamos aqui em Hogwarts. E desde que a gente chegou, coisas estranhas começaram a acontecer...essas...visões estranhas – gesticulou com os braços, nervosa – que vêm nas horas mais inapropriadas. Eu não sei como controlar isso e o Jão também não – apontou para o irmão, ainda choroso do cutucão – E a gente vê a mesma coisa. Deve ser alguma ligação mágica porque somos gêmeos, não é? Na sua aula, hoje mais cedo, eu tive uma que ele não teve e senti que devia voltar. Eu achei que a Floresta não teria magia pra fazer a gente ver coisas, né? E daí que a gente viu dois homens e uma mulher numa perseguição. A gente não veria essas coisas do nada, a senhora não acha? Deve ser magia que fica guardada, esperando o momento e o bruxo certo pra se manifestar, não existe isso?

Sheu brincou com as mãos por um momento. Estava particularmente ansiosa pela próxima pergunta que faria. A resposta poderia significar uma esperança ou a eterna dúvida.

- Professora...quando algum parente bruxo morre... parente desses de ligação de 1º grau... se a gente também é bruxo...mesmo que não tenha muito contato... a gente pode sentir que ele morreu?

Ao terminar de fazer a pergunta olhou para os próprios pés. Não queria encarar os olhos azuis inquisidores da professora e tentava levar sua mente para outro lugar que não fosse o momento da morte daquele homem na floresta, embora isso fosse realmente difícil.
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Re: Ala Hospitalar

Post by Rah ~ »

  • Sophie analisava a ação e expressão de cada aluno ali presente na Ala Hospitalar. Ao ouvir o grito de João, a professora quase soltou um sorriso, concerteza ele não esperava por uma detenção para o próximo ano letivo. Escutou atentamente o que o garoto dissera sobre sua irmã ter tido visões em sua aula naquela manha. Era estranho o fato de dois adolescente terem visões. Quando Sheu começou a falar a sobrancelha da professora levantou amostrando sua surpresa pelo que eles diziam. Estava claro ali que não havia algo de normal, e não era apenas uma aventura adolescente e sim algo sério. Sophie descartou a hipótese de Sheu e João estarem mentindo, e enquanto ouvia toda a historia olhava para a janela que estava ao seu lado e deu um suspiro. Aquilo tudo era complicado demais para ser resolvido naquela noite.

    -Bem...o que posso dizer? - Ela deu um pequeno sorriso.- Acho que hoje aconteceu muita coisa, quero que esqueçam o que viram...pelo menos por enquanto. Conversaremos isso mais tarde, quando Sheu melhorar...

    Sheu
    [- Professora...quando algum parente bruxo morre... parente desses de ligação de 1º grau... se a gente também é bruxo...mesmo que não tenha muito contato... a gente pode sentir que ele morreu?]


    - Olha...acho que tem duas formas de isso acontecer, uma é por magia...e a outra...é apenas sexto sentido. Esta muito tarde...

    A professora caminhou até o armário da Ala e abri-o. Retirou dali uma garrafa e um copo, logo depois despejou o liquido dentro do copo e caminhou calmamente até Sheu e a entregou. Fez sinal para que bebesse. A historia da garota era realmente muito estranha, e o clima na floresta, onde encontrara os garotos, não era normal. A professora de Trato de Criaturas Magicas tambem, não queria falar sobre esse assunto agora naquele momento, seus pensamentos estavam confusos diante do poder do colar.

    - Beba tudo...Como já disse estamos no final do ano, e vocês já tem uma detenção comigo para ser comprida ano que vem. - Ela falou calmamente, com um olhar passando uma certa segurança, apesar de estar tão confusa quanto os alunos.- Quando vocês voltarem quero que venham conversar comigo...para marcarmos a detenção e para conversarmos. Essa poção irá te ajudar Srta. Castells...beba e vá para seu dormitório...todos vocês. Estou indo para o meu. Qualquer outra duvida estou lá...preciso pensar.

    E sem dizer nem mais uma palavra, caminhou em direção aos seus aposentos. O colar ainda queimava e visões diferentes e confusas percorriam sua mente.
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Re: Ala Hospitalar

Post by João M. Castells »

A Prof. Sophie depois de entregar uma certa poção para Sheu se retirou da ala hospitalar.Nesse exato momento Jão, que ainda sentia dores onde sua irmã o cutucara, correu os olhos até dar de cara com os da sua irmã e sem pensar muito começou a fazer um questionário.

- Por que vc me cutucou?? Eu ia falar pra ela o que você falou!
Passou a mão onde ainda doía e voltou a falar com sua irmã.

- Sheu, não me esconda nada viu?! - Coçou a cabeça e continuou. - Quando nós estávamos na floresta eu acordei e tu continuou lá. Você estava estranha e sangrando, seu corpo estava frio como a noite e tenso. Fiquei com medo de perder você.

Jão gesticulava tanto com os braços que podia sentir um vento em seu rosto quando suas mãos passavam. Seu rosto estava vermelho pois não respirava direito de tanto falar. Fez uma pausa enquanto lembrava-se de alguns fatos interessantes, sentou-se do lado de sua irmã e apenas olhou atenciosamente para os olhos dela. Com um tom bem baixo falou:

-O que aconteceu com você? Por que você não voltou quando eu voltei?- Respirou profundamente e continuou - Tu teve mais visões? E que pergunta foi essa que tu fez pra professora? Eu não entendi nada.

Do seu jeito, Jao olhava intensamente para os olhos verdes da irmã. Não com a intenção de invadir sua mente, mas querendo passar a preocupação e sinceridade de suas palavras.

- Mas me diga o que você viu exatamente?!



[OFF] Post muiitoo²¹³¹² pequeno, porém teu seu valor viuuu?! não me julguem ahuehuahuehuahe
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Re: Ala Hospitalar

Post by Sheu »

Depois da explicação da garota sobre o acontecido na Floresta, a professora Sophie preferiu adiar a conversa. A resposta mais importante que Sheu esperava veio vaga e não foi exatamente uma resposta. A professora parecia querer desviar do assunto.

- Olha...acho que tem duas formas de isso acontecer, uma é por magia...e a outra...é apenas sexto sentido. Esta muito tarde...

Sheu bebeu o copo com poção que a professora lhe deu, mas tinha um gosto horrível de tinta de caneta. A garota fez uma careta e sentiu uma grande vontade de vomitar.

- Beba tudo...Como já disse estamos no final do ano, e vocês já tem uma detenção comigo para ser comprida ano que vem. Quando vocês voltarem quero que venham conversar comigo...para marcarmos a detenção e para conversarmos. Essa poção irá te ajudar Srta. Castells...beba e vá para seu dormitório...todos vocês. Estou indo para o meu. Qualquer outra duvida estou lá...preciso pensar.

Mal a professora cruzou a porta, Jão soltou a língua.

- Por que vc me cutucou?? Eu ia falar pra ela o que você falou!

- Porque você não sabe calar a boca. Não era pra contar exatamente tudo pra ela, mas você não sabe segurar essa língua solta...Tive que parar antes que você detalhasse a cores e alta definição tudo o que a gente passou hoje à noite.

- Sheu, não me esconda nada viu?! - Coçou a cabeça e continuou. - Quando nós estávamos na floresta eu acordei e tu continuou lá. Você estava estranha e sangrando, seu corpo estava frio como a noite e tenso. Fiquei com medo de perder você.

- Eu não sabia que eu estava assim. Não quis preocupar você, mas não podia fazer nada. Desculpe. Eu não pude controlar as coisas.

- O que aconteceu com você? Por que você não voltou quando eu voltei?- Respirou profundamente e continuou - Tu teve mais visões? E que pergunta foi essa que tu fez pra professora? Eu não entendi nada.

- Jão, calma. Relaxa, tá? Eu te explico tudo melhor quando a gente voltar pra Casa. Essa Ala Hospitalar pode ter olhos, ouvidos, narizes... de repente um corpo inteiro...

Jão olhava pra irmã daquele seu jeito especial irresistível. Seus olhos azuis brilhavam com uma intensidade verdadeira. Aquilo amolecia sempre sua irmã, embora ela nunca lhe revelasse isso.

- Mas me diga o que você viu exatamente?!

- Eu vi... eu vi o fim daquilo – sussurrou – Aqueles dois... mataram aquele homem. Eu não sei se aquilo era pra gente ou pra outra pessoa. Eu não sei por que essas coisas acontecem com a gente. Teve a ver com aquela capa preta...sempre tem. E eu quero te falar sobre outras coisas, mas vamos esperar chegar em casa para conversarmos – e se levantou da cama, rapidamente, totalmente recuperada – Acho melhor irmos para a sala comunal arrumar nossos malões, antes que a gente pegue outra detenção por andarmos sozinhos pelo Castelo a essa hora. Vamos.

Off: Se der tempo de o Gui postar a gente faz mais um. Senão, terminamos por aqui e aguardamos a nova saga :mrgreen:
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Re: Ala Hospitalar

Post by Gui M. »

  • Era óbvio que isso não ia dar certo. Tinha sido um idiota. Como, afinal, pelo bruxo mais sagrado, aquilo poderia dar em algum resultado satisfatório? Foi o que pensou. Mas não conseguiu se segurar diante de toda a sua empolgação em conseguir prolongar em mais um ano a sua estadia na escola de Hogwarts. Ainda poderia continuar com o que havia iniciado por ali tempos atrás, e, ainda por cima, se ver de volta com o seu nome limpo e mais uma vez glorioso. Enquanto todas as suas aspirações não se realizavam - por questão de tempo, ele insistia em pensar - ficou claro que, pela última vez, aquilo não daria, como não deu certo.

    Corria. Na verdade, seus passos eram mais rápidos do que de costume, mas não chegou a se desesperar. Precisava manter as aparências, antes de mais nada. Sua longa capa negra esvoaça ao vento na medida que descia os corredores da escola na direção da Ala Hospitalar. Em sua rápida reação ao ferimento, esqueceu a sua varinha e, ainda pior, a porta de seus aposentos entreaberta. Caso algum sonâmbulo se atrevesse a entrar dentro de seu próprio recinto, seria necessário que o fizesse se lembrar de nunca mais acordar durante a noite. Mas, pelo menos esperava que os seus feitiços de proteção servissem para alguma coisa. Deixou os seus pensamentos para trás, até por que, precisava se preocupar com o seu estado nada saudável.

    A cada passa que dava, um rastro de sangue o perseguia por toda a extensão do castelo. Segurou a sua mão esquerda que sangrava incessantemente, tentando estacar o ferimento com uma pequena tarja negra de suas vestes. O desavisado poderá até pensar: "Mas por que o inteligente não usa os feitiços adequados para interromper o sangramento? Nem parece um bruxo." Antes fosse com apenas um Episkey que aquele corte desapareceria. Sua última opção, certamente, era ir para a Ala Hospitalar. Mas como não conseguiu reverter a situação, decidiu fazer uma breve visita onde os enfermos se encontravam; e rápido, se ainda quisesse continuar com a sua obscura vida.

    Magia negra, magia negra. Era isso, caso ainda não percebeu. Todos esses anos em reclusão e parecia que o improvável acontecera: perdeu a prática. Apesar de saber que não era uma boa idéia realizar aqueles tipos de encantamentos dentro de Hogwarts, ele precisava saber... estava perto... muito perto. Não se deu conta das faíscas ou da presença de outros dois professores que iam em direção à floresta proibida. Perdia - se em pensamentos, claramente demonstrados pelo brilho psicótico de seus olhos. A dor de seu punho, ao invés de enfraquecê - lo, lhe dava ainda mais ânimo com a sua descoberta. Ah, um masoquista. No fundo, bem no fundo, todos nós somos. E, Ariel não era diferente.

    Um perfeito contraste entre vermelho e preto. Sempre fora uma combinação de certo luxo, os especialistas em moda diziam. Os filetes de sangue - vivo desciam calmamente sobre as vestes do professor, que parecia pouco se incomodar com a sua aparência de ter sido atropelado por trestrálios enfurecidos. Seu corpo era o aspecto que menos lhe importava naquele momento. Ao longe, já poderia avistar a porta da ala hospitalar. Percebeu, com olhares rápidos, que não estaria sozinho. Ótimo, toda a escola resolveu se machucar ou então fazer uma visita até o local. Seria mais difícil de manter - se despercebido ao olhos de alunos que não tinham nada melhor para fazerem. Precisava manter - se firme em sua expressão. Nunca fora de se preocupar com simples alunos, e não seria naquela noite tão importante que mudaria a sua concepção.

    Amadores. Foi a sua primeira impressão ao encontrar dois gêmeos deitados, precisando de cuidados da enfermeira. Pelo que lhe pareceu, ao olhar para eles no momento em que entrou na ala, algo de grave havia acontecido. Quem sabe assim, aprenderiam a não ultrapassar as condições de meros adolescentes incapazes de viverem sem arrumar algum tipo de problema. Ignorou - os, por um tempo, quando viu a professora Crawfort deixando o lugar. A princípio, não havia percebido a sua presença, mas curvou - se elegantemente quando a mesma deixou a ala hospitalar. Ariel não sabia responder, mas algo na jovem professora lhe instigava. Hum, isso era no mínimo, estranho. Em se tratando do todo incorruptível Ariel, era muito estranho.


    - Mas onde estará a encarregada desse local, afinal? Acho que vou ter que reportar esse caso para o diretor, antes que a sua falta de competência cause alguma morte.

    Sua voz saiu em um sussurro, falando mais para si mesmo do que para qualquer outra pessoa. Ainda segurando a sua mão que sangrava, começou a procurar por qualquer remédio ou esquisitice que o ajudasse naquele momento. Foi até os armários, abrindo - os com certa violência, espalhando os frascos e poções que encontrava. Alguns chegaram a cair no chão e espatifarem - se. Recolheu rapidamente um grande pote azul que encontrou no fundo de um compartimento onde certas remédios mais fortes eram guardados. Abriu - o, examinado um líquido viscoso amarelado, ainda pela metade. Poderia ser de muita utilidade para o seu caso.

    Foi só então que lembrou - se da presença dos gêmeos e de uma outra aluna da sonserina no local. Virou a cabeça lentamente na direção deles, olhando - os severamente. Empertigou - se, arrumando as suas vestes e indo na direção dos mesmos. Não achava que os garotos pudessem lhe atrapalhar em qualquer que fosse os seus planos, mas era melhor eliminar de uma vez todas as suas suspeitas. Jogou o pote azul debaixo de seu braço, enquanto uma de suas mãos tentava, inutilmente, segurar o sangramento de outra. Não poderia perder muito tempo ali, antes que lhe desse uma hemorragia. Fitou os três novamente, mas dessa vez com o seu olhar característico de poucos amigos. Poucos? Nenhum, para ser mais exato.


    - O que fazem aqui, a essa hora? É melhor voltarem para os seus dormitórios antes que eu lhes peça para que me acompanhem até os meus aposentos... então, como vai ser?
Off ~ Já tava com saudades do tio Ariel '-'
auhsushsaushsuha!
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Re: Ala Hospitalar

Post by Sheu »

Sheu já estava de pé, pronta para ir para sua sala comunal, enquanto os outros permaneciam sentados. Quando se virou com a intenção de se dirigir para a saída, estancou no mesmo lugar. O Prof Ariel tinha acabado de entrar na Ala Hospitalar com a aparência de quem tinha sido atropelado por testrálios. Sua mão esquerda sangrava muito e ele nem parecia sentir dor. Era um homem estranho, sem sombra de duvidas.

Sussurrou algo incompreensível e começou a vasculhar a Ala em busca de alguma coisa. Sheu estava boquiaberta, totalmente em choque. Havia parado no meio do movimento que fazia e todos os seus músculos pareceram retesar em seu corpo. O professor, além de tê-los ignorado e não se importado no fato de sua mão estar praticamente inutilizável, não parecia se importar com a impressão que aquilo causava a quem assistia a cena.

O barulho de coisas caindo no chão tirou Sheu do estado apático em que se encontrava e ela trocou olhares com os outros dois. Todos estavam atônitos com a atitude do professor.

*Ele é um bruxo. Poderia se curar com a varinha. Por que não o faz?*

Parecia que o professor tinha lido seus pensamentos, pois virou a cabeça lentamente na direção da garota. Por alguns segundos, Sheu prendeu a respiração, preparando-se para o pior. A forma como arrumou suas vestes, ensanguentada, fez com que a lembrança do acontecido voltasse com força e a garota desviou o olhar para o lado.

*Ele estava no Três Vassouras da primeira vez. Ele está aqui agora. Não seria coincidência demais?*

- O que fazem aqui, a essa hora? É melhor voltarem para os seus dormitórios antes que eu lhes peça para que me acompanhem até os meus aposentos... então, como vai ser?

O choque com a voz peculiar do professor acordou Sheu de seus devaneios. Teve um leve reflexo de susto e voltou seu olhar para Ariel. Algo naquele olhar fez os músculos da garota tremerem e sentiu um arrepio por todo o seu corpo. Pela primeira vez parecia ver o professor com mais clareza, fazia conexões absurdas e sentia, através daquele olhar, que ele seria capaz de fazer tudo. Tudo. Era um olhar...imperdoável. Tratou de desviar o olhar novamente.

- De-desculpe-nos, professor. Estávamos com a Prof Sophie. Já estamos indo.

Trocou olhares significativos com os outros e todos se dirigiram para a porta. Sheu foi a última a deixar a Ala, parando na porta e lançando um olhar sobre o professor que demonstrava ao mesmo tempo reflexão, preocupação, curiosidade, dúvida e receio. Tinha a mente num completo turbilhão enquanto olhava para aquela capa... negra como a noite de hoje.

Off1: Terminamos a ação.
Off2: Era pro Jao terminar, mas como ele desapareceu não quis deixar o Gui no vácuo, já que a nova fase do rpg pode começar.
Off3: ...
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Re: Ala Hospitalar

Post by Storyteller »

Atividades encerradas até aqui. Fim do Ano letivo.
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David Bergerson
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Re: Ala Hospitalar

Post by David Bergerson »

David chegou à ala carregado acompanhado pela sra. Woodcroft. Os olhos semicerrados, além de uma dor de cabeça já quase que insuportável que acometia o pobre professor, que, ainda que aos poucos, começava a se dar conta da besteira que acabara de fazer. Não que aquilo, de alguma maneira, não fosse realmente sua intenção - no fundo, era exatamente o que gostaria de fazer. No entanto, costumava controlar suas vontades. Especialmente em situações como aquela...

A ala era fria como gelo - ao menos lhe pareceu, a princípio. Não sabia se a srta. Skuli já os estava acompanhando, mas lembraria de lhe relatar o fato mais tarde. Engraçado que não se recordava de ter entrado ali uma vez sequer no ano anterior. Este mal começara, e ele já havia ido parar na ala. Bem, por consequência de atitudes a princípio conscientes, deve-se dizer, mas ainda assim... A cabeça, além da dor latente, girava em todas as direções. Tudo ao redor parecia uma única coisa disforme e móvel.

Quando se deu por si, já estava deitado em uma maca. Em uma maca foi suposição sua, pois ele não tinha realmente certeza disso. Só podia ver o teto da ala girando, girando, girando. Ouviu vozes. Provavelmente, a sra. Woodcroft conversando com a curandeira. Ou com qualquer outro feliz que estivesse por ali, e que ele esperava sinceramente que não fosse um aluno. Não era como se ele estivesse em seu juízo perfeito quando ouviu o diretor ordenar que os alunos se recolhessem. Bem, também não era como se eles fossem de fato obedecer a essa ordem.

De repente, viu a figura do teto sombrio aproximando-se, como se ele estivesse descendo. O desenho condensou-se em uma única forma enegrecida, longa e quase circular. E, num instante, David viu o que ele vira ali, naquele exato local, naquela mesma maca, quase dois anos antes. Uma serpente negra, descendo do teto em sua direção, a boca escancarada como que para engolí-lo, os olhos vermelhos, brilhantes. Arregalou os olhos azuis; ao contrário do outro pobre, ele sabia muito bem o que aquilo representava. Ouviu o som sibilante que saiu da boca escancarada da serpente, a língua bifurcada tremelicando - e entendeu tudo. Cerrou os olhos, apertando-os com força. De nada adiantou.


- David... que ironia. Será coincidência... ou destino? O que seria se eu acabasse com você aqui mesmo, agora?

Ainda com os olhos fechados, David moveu-se levemente, ainda que de uma maneira imperceptível aos demais ali presentes, mas murmurou algo que talvez pudesse chamar atenção. Disse, movendo lentamente a cabeça de um lado para o outro e sentindo-se extremamente inconfortável:

- V-você não... não pode...

- Ora, David, não me subestime. Você teve suas chances. Desde o início. Não se lembra, David? Farei com que se recorde.

A figura da serpente caiu sobre o corpo então inerte do professor, como se de fato o estivesse engolindo. Ele abriu bem os olhos e saltou na maca, como se tivesse levado o impacto de um choque. Depois, fechou novamente os olhos, muito lentamente... E, de repente, já não estava mais ali. Estava no passado.

As imagens lhe pareceram um tanto quanto confusas a princípio. Mas, sim, ele se lembrava muito bem daquele dia. Como de todos os outros. Estava sentado à beira do lago, ao lado deles. Jason e Anna. Seus amigos. Únicos. Sob o brilho alaranjado, quase vermelho do sol, que refletia de uma maneira sem igual no lago, as crianças conversavam animadamente. Inocentemente. Sim, apenas crianças, primeiranistas. Melhores momentos, um dos poucos que teve em sua vida... Estavam tão distraídos, conversando entre si, que sequer notaram a presença do garoto de cabelos longos, bem ali ao lado - a não ser quando ele se pronunciou.


- Será que está ocupado demais para uma conversa?

Arregalou os olhos, identificando o garoto de pronto. Embora não soubesse seu nome, David sabia que ele era do grupo de Leyb. E, ainda que tivesse apenas 11 anos de idade, sabia também de que natureza era aquele grupo. Além disso, não podia dizer que Leyb lhe era o melhor irmão do mundo. Muito pelo contrário. Após sua recente entrada em Hogwarts, e sua posterior seleção para a Grifinória, o irmão fizera questão de transformar sua vida num verdadeiro inferno. Não que antes fosse muito diferente, mas...

- C-claro, eu não... não estou ocupado. - repsondeu, olhando antes brevemente para os dois amigos ao seu lado, e voltando a encarar o outro garoto - Aahn... O Leyb quer falar comigo?

Lembrava-se bem do receio que sentira - podia sentí-lo novamente. Levantou-se e saiu com o garoto, não sem lançar um olhar apreensivo aos dois colegas de casa, que o seguiriam e ouviriam, escondidos. E, de certa forma, David não precisava ser um gênio para imaginar do que se trataria a tal conversa do garoto - que ele, desde a primeira vista, julgara bastante esquisito, assim como o irmão mais velho, William, amigo de Leyb. O sol não demorou a desaparecer completamente naquele fim de tarde, deixando-os na mais completa escuridão.

Escuridão. David adentrou a floresta correndo, desesperado. Quatro anos mais tarde. Tarde demais. Não queria, não podia se culpar. Ele era pequeno demais, assustado demais naquela época. Tinha medo; e esperança de que, de algum modo, as coisas melhorassem. Por isso aceitara o convite naquele fim de tarde. Ainda assim, a coisa mais estúpida que poderia ter feito. Não havia mais volta. Não para ela, talvez. Ele sabia do local. Viu a fumaça negra e o brilho do fogo, a alguns metros. Não hesitou, correu para dentro do acampamento, gritando, desespero e remorso transparecendo claramente na voz trêmula.


- Não! Parem! Parem agora! Não podem fazer isso!

Mas já era mesmo tarde. Já haviam feito. Sobre uma tábua escura, negra, seu corpo jazia inerte. Em choque, David se ajoelhou ao lado dela, tocando-lhe o braço ensanguentado e caindo com o rosto, aos prantos, por sobre o rosto da jovem. Ele jurou algo naquele dia. Algo silencioso que, tinha certeza, somente ele mesmo e ela, onde quer que estivesse, saberiam. E faria questão de cumprir a promessa, levando-a até o fim de seus dias.

As imagens desapareceram, desvancendo-se aos poucos. Não a serpente. De olhos ainda fechados, David podia ver e ouvir apenas a criatura - e nada mais. Viu novamente sua boca escancarada se abrindo, os olhos vermelhos postos sobre si, e ouviu a voz sibilante da serpente. Sem reação.


- Fraco. Patético. Não imagina o quanto me desapontou, David. Mas, não, ainda não é o suficiente. Farei com que lembre mais. Farei com que enxergue o sujeito patético no qual se tornou, David. Ssssim...


Continua...



Off- ~hoho
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Re: Ala Hospitalar

Post by Meig@ »

  • As coisas naquele castelo estavm cada vez mais confusas, ma Meig@ não demonstrava nenhum interesse a isso, sua expressão continuava vazia e sem vida apesar de seu sorriso sempre ser encantador, bom encantados para as pessoas , não para ela mesmo.

    O baile de abertura esse ano tinha sido uma verdadeiro Show de horror : Mortes no trem, Chapaeu roubado, mais morte ... morte ... e morte. A professora de poções sentiu um arrepio na espinha desde sua dolorosa perda a morte era a unicaque estava a cercando com uma enorme facilidade?

    Será que a morte queria a ela ? so que não estava conseguindo? Queria ela mata-la de infelicidade e dor? Não era dificil sentindo tantos sentimentos de dores e perdas que o castelo estava enfrentendo juntamente com sua propria dor.
    Sorriu para si mesma, não um sorriso bom ... era um sorriso colerico e ironico.

    Caminhava com passada lentas e demorou muito mais do que o normal para chegar a ala, David Begerson era um tanto pesado, apesar de ser magro com um porte atletico. Bom que peso nunca fora um problema para Meig@ que apesar de tudo caminhava, ou delisava, como se estive carregando algo leve.

    Ele estava um tanto quente, ou era ela que estava muito fria nso ultimos tempos?? Não sabia responder... ela mal se reconhecia nos ultimos tempos, sabia que precisava sair daque angustia, da escuridão que tinha domado sua vida, do buraco negro. Como? não fazia a menor ideia, não tinha força para isso. Tinha sido muito forte para tantas coisas, mas essa em questão estava a corroendo, em larga extensão e com uma velocidade incrivel. Soltou um supiro inaudivel.

    Comoeço a reparar na situação em que David estava, acordado, mas o olhos semi cerrados provavelmente não focalizando nada, torceu para que o estomago dele não embrulhase apesar de osmovimentos dela serem por demais de leves, era possivel sentir dele, nausea, tontura.

    Chegando a ala procurou a primeira maca que ficava menos a vista dos curiosos. e colocou o Professor de Astronomia cuidadosamente na maca. Ele fazia expressão que estivera forçando para ouvir vozes. Apesar da Ala estar mais silenciosa do que cemiterio. O que era Raro geralmente a ala estava bem agidata de cheia. Mas era somente o inicio do ano , logo isso mudaria ou não... isso se eles tivessem sorte.

    Ela sentou em uma cadeira ao lado da maca, tentando não fazer jus a algumas memorias por la, tentando pensar que era so uma ala hospitalar qualquer. Os pensamentos silenciosos foram interrompido com mudanca de comportamento e sentimento do Professor. primeiro fora um movimento muito discreto e frases sussuradas que se ala não estivesse tão silenciosa a ponto de serem ouvidas somente a respiração de ambos, o moviment não teria sido notado. Depois panico e medo.. o que David Begerson teria pra temer tanto?

    o corpo do professor se movimentou de forma um tanto brusca, o que fez de imediato Meig@ saltar da cadeira e segura-lo para não cair da maca. Começou a medir a temperatura e o manteve travado entre seus braço e a maca.

    Meig@ sentiu um arrepio lhe passar pela espinha o que a fez fechar o senho e trincar o dentes, o sentimento do professor estava totalmente instavel e estranho. E aquilo com certeza não era efeito de qualquer bebida que ela conhecia , e ela conhecia muitas inclusive as mais perigosas.


    Isso não é nada bom hein Begerson... não era pra vc estar assim...não bem de um remedio que voce vai precisar...- ela disse com uma sussuromantendo os dentes tricados, e ainda sentia o arrepio indo e vindo na espinha.
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Re: Ala Hospitalar

Post by David Bergerson »

- Observe, David! Veja o fracasso que você é! Um covarde... Traidor...

Uma noite fria de inverno. Já haviam se passado três dias desde o incidente. E David ainda não fizera absolutamente nada. Jason lhe fizera perguntas, estava desconfiado. E arrasado. Ele e Anna... bem, haviam acabado de se declarar. E agora ela estava morta. David iria contar à nova diretora, a pobre que assumira em tempos conturbados. Não podia guardar aquele segredo, não podia deixar que aquilo passasse impune, ainda que seu próprio irmão estivesse envolvido. Eles haviam ido longe demais. Agora era tarde.

Porém, ainda, por algum motivo, se perguntava se devia mesmo denunciá-los. Por mais que Leyb não fosse o irmão que ele gostaria, David ainda o respeitava e - até mesmo - amava. Sabia muito bem que as consequências poderiam ser drásticas. Leyb jamais o perdoaria. Bem, talvez jamais o perdoasse pelo que fizera há três dias... Mas não importava. Irmão ou não, Leyb era um assassino; eles eram, e teriam de pagar. Justiça. Caminhou decidido pelo corredor, a longa e grossa capa arrastando no chão gelado. Passaria antes no quarto, rapidamente, apenas para certificar-se de que estava tudo em ordem, e então iria até a sala da diretora, a fim de lhe contar toda a verdade. Nem precisaria.

Adentrou o quarto e logo notou a presença sisuda da diretora, de pé, ao lado de sua cama. Mas não só ela. Leyb também estava ali. David mal teve tempo de se perguntar como e por que seu irmão - sonserino - entrara ali. Assim que o avistou, a diretora conjurou o malão de David, que estava até então sobre a cama - aberto, revirado. Com um ar bastante sério, ela retirou de dentro dele, com um gesto com a varinha, alguns objetos. Negros. David os conhecia muito bem; Leyb e os demais costumavam usá-los. Nos rituais. Mas o que estavam fazendo dentro de sua mala? Boquiaberto, não conseguiu dizer nem fazer nada; não conseguia entender o que estava acontecendo. Até que Leyb se pronunciou.


- Que decepção, meu irmão. Jamais pensei que você fosse capaz de se envolver com essas... coisas, manchar o nome de nossa família dessa maneira. Muito menos que chegaria ao ponto de matar a própria amiga, após 4 anos...

David arregalou os olhos, quase não acreditando no que acabava de ouvir. Leyb estava dizendo que aquelas coisas eram dele? E que ele havia matado Anna? Sim, o irmão estava lhe jogando toda a culpa. David balançou a cabeça, completamente atordoado com aquilo. Não podia simplesmente se calar, aceitando como se fosse verdade. Porém, o nervosismo do momento não deixou que ele conseguisse organizar na fala um argumento decente.

- E-eu não... Leyb, por que está fazendo isso? Você sabe que... Senhora, por favor, tem de acreditar em mim! Eu não matei a Anna, essas coisas não são minhas, e-eu não sei como... Leyb, Leyb e os outros fizeram aquilo, essas coisas são deles, não minhas, eu...

Interrompeu a fala num gesto de "basta" da diretora. A bruxa estava ainda mais séria, firme, e parecendo bastante insatisfeita. David sabia que ela não acreditaria nele, mas não era como se ainda não tivesse alguma esperança disso. Tivesse.

- Quieto, garoto. Estes objetos foram encontrados nas suas coisas. É melhor que confesse logo, por bem. Ou terei de forçá-lo a isso.

David balançou a cabeça mais uma vez, ainda atônito e confuso. Sabia o que aconteceria com ele a partir dali. Na época em que estavam vivendo, seria algo bastante grave, muito mais do que em qualquer outro momento. Ficar ali era concretizar sua morte. Por isso, sem pensar duas vezes, deu um impulso e transformou-se em kea, voando por uma fresta aberta em uma das janelas do quarto, e ouvindo os gritos da diretora. Não parou de voar naquela noite. Só descansou no outro dia, bem longe dali, na janela de um edifício antigo de Londres...

Foi de lá mesmo, pouco mais de dois meses depois, que David, talvez por vingança, resolveu enviar um pergaminho anônimo ao Ministério, contando o que sabia sobre o então futuro ataque de bruxos das trevas. No pergaminho, escritos com letras propositalmente tortas, mas compreensíveis:


Cuidado, meus senhores! Um perigoso ataque ao Ministério está sendo planejado. Servos do lorde das trevas irão até vós, e somente a morte poderá detê-los. Portanto, sugiro-vos que vos defendam com força total. E acabem com estes miseráveis. Recordações deste que vos alerta,

Um amigo do sul.



Não fizera aquilo por bondade. Isto era a única coisa de que tinha certeza. Mas soube, poucos dias depois, do resultado. Leyb e Esther estavam mortos; haviam sido gravemente feridos após uma tentativa frustrada de ataque ao ministério. Mas ele não se arrependeu. Talvez não a princípio. Entretanto, era hora de parar de se recordar. Assim ele determinara.

- Patético, não é? - disse a serpente, com voz sibilante, enquanto David voltava a ver sua imagem - E, no entanto, tão perfeito... Vingativo, traiçoeiro... Ainda tenho esperanças de que poderei contar com você, David. E será melhor para você se fizer tudo o que eu lhe disser. Do contrário, sua existência será varrida da face da terra. Como a do garoto idiota que ousou me contrariar. Não queira fazer o mesmo, David.

De súbito, a serpente lançou-se sobre o professor, desta vez violentamente - mas só ele a viu. Seu corpo, porém, reagiu como se acabasse de receber uma violenta pancada, chegando a cair da maca e a dar um urro com a dor - e isto todos poderiam ver e ouvir. Caiu no chão, colocando-se de joelhos, e despertando do que quer que fosse; o abdômen doía como se tivesse sido estuporado por duas ou três vezes consecutivas. Pela boca saíam algumas gotas de sangue. Sua respiração bastante ofegante, e os olhos agora levemente arregalados. No rosto, suor frio. Aquilo não fora bebida. Delírio, muito menos. Ao contrário, talvez, do pobre garoto, David sabia muito bem que tudo fora real...



Off- *se morde, pq detestou o coiso ><
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Re: Ala Hospitalar

Post by Emmeline Lupin »

Narração
Fala

Pensamentos
Fala do Thomas
Fala da Bru
Fala da Stella

off


Muitas coisas haviam acontecido nesse dia. E Emmeline estava ali na Ala hospitalar relembrando a chegada fatídiga a Torre de Astronomia.
Lembrava-se de estar realmente aliviada por aquela vassoura ser capaz de suportar o peso dos dois. E de sentir-se muito mais aliviada por estarem voando cada vez mais perto da Torre de Astronomia. Pensara que finalmente conseguiriam retornar ao castelo e que com um pouco de sorte não encontrariam ninguém pelo caminho. A única coisa que a incomodara durante o trajeto, era o vento frio de encontro ao seu corpo dolorido. Mas felizmente haviam chegado a Torre em segurança.
A partir daí as coisas estavam acontecendo rápido demais.


Sussurrando um "obrigada, Thom", Emmeline agradecera Thomas e saíra da vassoura.

- E agora, oque vocês vão fazer? Eu quero tentar ir para meu dormitório e com sorte ninguém jamais saberá que estive fora tanto tempo durante essa noite. Mas vocês duas, creio que devem ir à Ala Hospitalar.


Num segundo, estavam ali, vendo as coisas se desenrolaram bruscamente. A porta de entrada para a Torre fora aberta pela mais nova bibliotecária de Hogwarts. Emmeline nem tivera tempo de responder a pergunta de Thomas. Ela os olhara surpresa e não era para menos. Do jeito que estavam feridos e suas roupas destruídas, já era um comportamento deveras esperado de qualquer pessoa. Emmeline a olhara meio assustada. Realmente encontrar com alguém ali não era algo que Emmeline pudesse esperar.

- Ma che cosa! - a mulher exclamara - O que se passa por aqui? Eu não sei aonde é, cheguei hoje como você bem sabe. Leve as mocinhas pra lá. Certamente isso não vai passar em branco e vocês vão ter que explicar tudo isso pro Diretor. - dizia com um olhar severo para Thomas. Emmeline queria retrucar mas a bibliotecária não lhe dava tempo.

- Não se preocupem, darei um jeito de achar o diretor rapidamente. E antes que alguém pense em fugir, devo anunciar que o que me empregou foi minha excelente memória. - continuava ela bradando severamente. Seus olhos passando de Emmeline e Bru para Thomas.

Emmeline piscara várias vezes atônita. O que acabara de acontecer não era certo. Acreditar que o estado lastimável em que ela e Bru se encontravam era culpa de Thomas, isso não era certo.
Thomas vendo que com aquela mulher não teriam chances, havia aberto a porta para que ela e Bru pudessem passar.

Os três caminharam diretamente a Ala Hospitalar. - Sinto muito Thomas - Emmeline diseera sentindo-se envergonhada, por sua culpa ele estava metido nessa enrascada - Mas vou te tirar disso. Pelo menos do que essa mulher acha que você fez. Como ela pôde pensar isso de você?

E agora estavam ali, esperando o que mais aquele dia havia lhes reservado. Emmeline e Bru sentaram-se em macas, enquanto Thomas ficava olhando para elas.

Ali na claridade Emmeline pôde observar melhor seus ferimentos. O braço atingido pela flecha lançada pelo centauro, e que ainda estava com uma atadura improvisada, feita com um pedaço de sua capa, voltara a sangrar. O corte longo em sua perna, era mais profundo do que imaginava. Com certeza deveria haver cortes menores em suas costas. Além daquela cicatriz, uma estrela de cinco pontas dentro de uma lua, marcada por um feitiço das trevas em seu ombro e que repousava também, no pulso de Bru. Uma marca referente a magia negra.
O que a enfermeira iria pensar quando os visse...?

Emmeline agora olhava atentamente para Thomas. Logo o diretor estaria ali. Precisava tira-lo dessa confusão.




off - nossa...isso era inesperado..mas...agora não tem mais jeito...~confusão...weee~
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Re: Ala Hospitalar

Post by Thomas_Black »

Thomas estava sentado em uma das cadeiras que serviam para as pessoas visitarem as pessoas internadas na Ala Hospitalar. Olhanva à sua volta de maneira absorta, sem realmente enxergar o ambiente que o cercava. Estava cansado, com sono e de mau humor. Não fazia idéia de quanto tempo teria que ficar ali, esperando que o diretor viesse para repreendê-los, ele e as garotas. Não queria esperar, mas não tinha escolha. A bibliotecária havia sido clara em sua ameaça e não havia como escapar.

Thomas bufava de tédio e irritação. Já que era inevitável, que pelo menos o diretor viesse logo para terminar logo com isso. Assim quem sabe ainda conseguirei dormir pelo menos umas duas horas antes da primeira aula, pensava Thomas, cruzando os braços e bufando outra vez.

Off: Tomara que o diretor chegue logo, o pobre coitado do Thomas precisa dormir, rs.
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Non serviam
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Re: Ala Hospitalar

Post by Emmeline Lupin »

Narração
Fala

Pensamentos
Fala do Thomas
Fala da Bru
off

Emmeline continuava sem saber o que fazer. Bru estava silenciosa demais e a estava deixando preocupada. Olhava a amiga que parecia estar com a mesma expressão que ela, um misto de confusão e surpresa. Como iriam explicar o que aconteceu ao diretor e a enfermeira quando as visse.

Pelo menos Bru não estava mais tão ferida. Mas a perna da amiga também estava cortada. E além disso ela também havia sido marcada por aquele feitiço. Podia ver a marca claramente no pulso da amiga. O olhar de ambas se encontraram, estavam marcados pela preocupação.

- Bru, você está bem?

- Só um pouco confusa com o que acaba de acontecer, Emme.
- Também estou.

Depois desse breve diálogo, as duas ficaram ali se olhando em silêncio, esperando pelo diretor. O cansaço atingia Emmeline, e além disso, precisava se alimentar, sentia-se fraca demais.
Thomas parecia irritado. Bufava repetidas vezes. Mas agora não tinham outra escolha a não ser esperar...


off - post pequenininho...pq to com sono ¬¬
Movimentação autorizada de personagem, pq o pc da Bru quebrou...
Agora vou criar vergonha na cara e ir estudar que tenho teste amanhã na faculdade.
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Meig@
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Re: Ala Hospitalar

Post by Meig@ »

  • A professora de poções ainda segurava David na maca, ele se remexia e se debatia muito, ela tinha arrepios na espinha seqüencialmente aos movimentos. Aquilo era horrível, uma sensação péssima, o que quer que estivesse na mente dele era algo ruim.

    Por alguns intentes Begerson ficou imóvel como uma pedra, foi o tempo que ela teve de se recompor. Respirou fundo varias vezes. Ao mesmo tempo em que o arrepio permanecia nela, só deixar de tocá-lo não impedia que ela não sentisse o que se passava. tentava se concentrar.

    Esta próxima de David para caso tivesse de segura-lo novamente, mas o que quer que estivesse acontecendo estava a afetando. Ela não conseguiu bloquear o sentimento, de pavor... Tristeza e perda que vinham dele. Aqueles sentimentos estavam fáceis de serem sentidos, afinal elas os estava sentido diariamente. Sentir isso dos outros era notória mente fácil nesse momento.

    Estava quase conseguindo bloquear quando ouviu vozes. Alunos entravam na Ala hospitalar. Eles porem não estava à vista, mesmo assim Meig@ puxou um biombo para deixar o professor isolado. Os calafrios voltaram novamente estava conectada a aflição do professor. "Mas que droga é essa!"

    Deixou David só por alguns instantes e atravessou a ala, onde tinham três alunos, feridos, com o uniforme totalmente. Analisou-os superficialmente, ou seja, não ficou analisando como estavam se sentido, apesar de que a cara de uma das crianças era de pavor.


    Muito bonita Srta Emmeline, pelo visto andou passeando fora do castelo em horário inapropriado e seus coleguinhas também. E pelo visto não sairam inteiros do "passeio"

    Os alunos cochichavam algo e derrepente ficaram brancos que nem cera e se calaram, provavelmente não esperavam que ela estivesse ali.

    Ela se aproximou dela, tirou um estojo das vestes pingou algumas gotas, e com certeza o braço dela adormeceu Meig@ tirou delicadamente as ataduras sujas de sangue, limpou o ferimento, pegou a varinha disse algumas palavras em outra língua e a ferida estava fechada. Ela colocou uma nova atadura, branquinha no braço da garota.


    Assim esta melhor, pela sua cara pálida parece que logo teremos visita do diretor à ala... Bom e quem mais temos aqui? -olhou para mais dois alunos. Posso saber o que aconteceu?


    Meig@ já estava em silencio esperando uma resposta, quando ouviu um barulho, alto, um urro, alguém caindo no chão. Claro que mais poderia ser. David tinha caído. Deixou os alunos apressadamente e voltou-se para onde estava o biombo fora do alçasse dos alunos encrenqueiros.

    Novos arrepios passaram por ela, ela trincou os dentes e foi ao encontro do professor de Astronomia, ele estava péssimo e caído realmente ao chão.

    A professora de poções foi ate ele e se ajoelhou ao seu lado, levantando-o para que ele ficasse sentado. Ele tinha uma terrível expressão de dor no rosto, A boca estava suja de sangue, e ele estava muito ofegante. As duas pedras azuis arregaladas encarando o vazio pasmos. Estava suando frio. Mas agora ela não sentia a mesma sensação de dor agonia e os calafrios que a estavam atormentando. Pegou um lenço, e começou a limpar o sangue da boca do homem que ainda estava parado e aturdido no chão.

    Ela tocou-lhe o rosto delicadamente, como se enxugasse o suor, mas também sentido a expressão no seu rosto.

    David... -sussurrou ao pé do ouvido do homem, tinha que falar baixo afinal eles tinham companhia na ala- esta tudo bem... - ela afagava o rosto dele ainda o analisando -pelo menos agora esta... Você me fez ter incríveis calafrios tenebrosos...

    Ela falava muito baixo com a sua voz delicada. Segurou o rosto do professor entre as mãos, notou que ele era bonito, apesar do temor... seus olhos tinham um intenso tom de azul. O encarou. Quanto tempo fazia que não encarava ninguém? Quanto tempo fazia que não notava ninguém? Ela não fazia questão denotar ninguém, olhava somente o necessário para as pessoas, mas elas era como se estivesse com a expressão borrada, e também ela evitava o sentimento tanto quanto era necessário

    Então ela continuou um som mais de suplica querendo que ele lhe explicasse algo concreto. Não fazia idéia de o quanto o professor a conhecia. Mas se acontecesse o mínimo saberia que mentir não era uma opção, porem ela não obrigaria a nada. - David o que aconteceu? - Ela o encarava avidamente - Eu não senti arrepios normais, foram um pouco, mas doloridos -ela fez uma careta de dor, estava voltando a se expressar tambem? o.o - e bem... mas próximos aos meus sentimentos atuais, então foi muito impossível não sentir tudo isso - as palavras saindo muito baixas, ela ainda o segurando pelo rosto. Ele já não estava tão ofegante como antes. Ela soltou o rosto dele e desviou o olhar. Sentando-se ao lado do professor de astronomia. E ficou em um silencio fúnebre.
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