Ruas de Londres

Há locais mágicos em cidades trouxas também!

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Ruas de Londres

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Ruas de Londres

***



Ruas e locais trouxas da cidade de Londres. Aproveite para fazer uma visitinha à rainha no Palácio de Buckingham ou simplesmente caminhar pelas vielas, amplas ou estreitas, escuras ou bem iluminadas, movimentadas ou desérticas, que podem levá-lo a diferentes lugares, sejam eles agradáveis ou sombrios. Mas não esqueça: nada de magia!
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David Bergerson
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Re: Ruas de Londres

Post by David Bergerson »

Um homem estranho caminhava pelas ruas da cinzenta Londres naquela manhã. Bem, talvez não tão estranho, não fosse pela longa capa negra que esvoaçava com o vento – o clima não era frio o suficiente, embora o vento soprasse forte. Deixara King's Cross há alguns minutos e agora caminhava a pé por um longo trecho da Pentonville Road, até chegar ao Finsbury, onde poderia dizer que se sentia "em casa". Talvez não tanto. Desceu por algumas boas quadras a movimentada Goswell Road a passos largos, finalmente chegando à Percival Street e aproximando-se de seu destino – um edifício velho em um beco sombrio entre a Agdon e a Cyrus Street.

Passou pelo porteiro, um senhor roliço e de pele rosada, sem dizer palavra. Já o conhecia, embora fossem poucas as vezes em que se viam durante o ano. Subiu lentamente pelo estreito corredor de escadas até chegar ao último andar. Novo trajeto percorrido ainda mais devagar. Chegou ao fim do corredor, parando diante de uma porta velha de madeira quase encostada à janela que dava para o beco escuro. Permaneceu ali por alguns instantes, estático, como que tentando ouvir ou sentir algo que viesse lá de dentro. Então retirou do bolso da capa um objeto – uma varinha – e o apontou na direção da fechadura da porta.

Seus lábios não se moveram; nenhum músculo de seu corpo, aliás. Apenas uma pequena luz azulada acendeu-se na ponta da varinha e, num instante, – blam! – a porta abriu-se, quase num solavanco, levantando uma pequena nuvem de poeira. Não entrou imediatamente. Não... Ainda que soubesse que aquele lugar lhe seria seguro. Mas não era como se ele se sentisse seguro em algum lugar. Adentrou lentamente o pouco-mais-que-minúsculo apartamento, analisando minuciosamente com o olhar a cada canto que podia enxergar. Procurava por alguém.

Atravessou a sala, dirigindo-se diretamente até o cômodo que servia de quarto – e logo encontrando a porta fechada. Hesitou antes de abri-la. Não sabia exatamente em que estado encontraria a pessoa que ele acreditava que poderia estar ali dentro. Achou-se idiota por imaginar o quanto ficaria incomodado caso a pegasse em condições constrangedoras. Não seria o caso. Abriu a porta vagarosamente...

Vazio. O vento que entrava pela janela amplamente aberta fazia as cortinas empoeiradas esvoaçarem pelo quarto. O lençol sutilmente amassado e algumas marcas de sapato no chão revelavam que, sim, alguém estivera ali há muito pouco tempo. Ela aceitara o "convite", mas já se fora. Talvez para bem longe. Caminhou até a janela, pondo-se a observar a paisagem cinzenta. Nisso, um pedaço de papel, carregado pelo vento, enroscou-se em sua perna esquerda. Abaixou-se e o tomou, pronto para rejeitá-lo. No entanto, um rabisco aparentemente incompreensível, feito com algo semelhante a carvão, lhe chamou a atenção.


- Runas... – murmurou para si mesmo ao observar atentamente o desenho feito no papel.

Guardou-o cuidadosamente no bolso. Retornou à sala, apenas para apontar a varinha na direção da porta de entrada e fechá-la do mesmo modo que havia aberto. Voltou para o quarto e, num impulso, saltou pela janela. Em segundos, antes que alcançasse a altura do térreo e se estatelasse no chão, seus braços se transformaram em asas e seu corpo diminuiu e ganhou penas. Não era mais um homem estranho. Era, agora, uma ave estranha. Bateu as asas e, aos gritos quase estridentes abafados pelo som do trânsito londrino, voou para longe – com rumo certo.
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Sheu
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Re: Ruas de Londres

Post by Sheu »

Londres. Ruas características. Pessoas polidas, outras, nem tanto. Um cheiro facilmente identificável, ora ocre, ora perfumado. Os trauseuntes passavam distraídos, sem a menor noção de que havia duas Londres bem debaixo do seu nariz. De dentro de sua limousine, ela observava com certa curiosidade o ambiente ao qual retornava, após anos de distância. Gostava da Inglaterra, de fato, mas cidades exóticas haviam dominado sua alma nos últimos anos. E a Inglaterra, com seu falho parlamento e pseudo reinado realmente havia caído um pouco em seu conceito. Continuou seu passeio notando bruxos e trouxas caminhando lado a lado. Houve um leve choque quando se beijaram, mas depois sorriu e deixou para lá. Os tempos eram outros, afinal.

- Hans, kom til hotellet, ja? º - ordenou, através do telefone.

- Ja, frue, Madame ¹, respondeu.

O Landmark sempre foi seu preferido. Elegante na medida certa para seu gosto. Em pouco tempo, Hans chegou ao local e abriu a porta para que ela pudesse descer. Linda, como sempre. Seu vestido longo dourado com bordados negros no colo e ao longo da cauda destacava-a das demais, mesmo usando seu sobretudo negro sob medida da grife trouxa Versace. As pessoas pararam ao redor, pensando tratar-se de alguma celebridade mas, de forma muito estranha, ninguém pareceu querer tirar foto alguma. A senhora de longos cabelos dourados e perfeitamente ondulados adentrou no salão, sorrindo para si mesma, enquanto seus olhos castanhos claros brilhavam numa intensidade dourada.

Zaphyra Elliot Qwysking não era famosa no mundo trouxa e não possuia tal pretenção. Contudo, uma mulher que reservava duas suíte de luxo para si, durante um ano, merecia a atenção de todos.

- Bem vinda ao Landmark, senhora.

Zaphyra apenas aquiesceu e em 2 minutos já estava em sua suíte, enquanto Hans cuidava dos trâmites legais. A mulher sacou uma antiga varinha, com cabo de marfim cravado de pequenas pedras preciosas e desfez algumas de suas malas. Deslizou sobre uma específica mala negra com fios de cobre suas mãos, como se acariciasse um filho. Com um movimento simples, ela e outras desapareceram, mas estas tinham destino certo. Por fim, dirigiu-se ao animal que estava trancafiado numa confortável casinha de viagem.

- Desculpe, Osíris.

O gato desapareceu deixando um miado de desgosto no ar e ela guardou a varinha no bolso interno, permitindo-se olhar através da janela.

Londres...

Seu pensamento, se é que em algum momento chegou a ser, de fato, isto, foi interrompido por leves batidas à porta. Ela se abriu para revelar o velho bruxo e levemente acima do peso Hans, que lhe servia há anos.

- Madame, er alt afgjort. Jeg vil gerne escort Hogwarts?²

- Nej, Hans, tak. Nyd din ferie. Farvel.³

Com um estalo, Zaphyra desapareceu. Tinha um encontro marcado, afinal.

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Legendas
º Vamos para o Hotel, sim?
¹ Sim, madame.
² Madame, está tudo acertado. Gostaria que a acompanhasse até Hogwarts?
³ Não, Hans, obrigada. Aproveite suas férias. Adeus.
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bubiks
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Re: Ruas de Londres

Post by bubiks »

Acabo de chegar em Londres, saio do Aeroporto de Heathrow e tento achar um táxi. Está chovendo muito agora e não vejo nenhum táxi. Estou encharcada finalmente eu vejo um daqueles maravilhosos carros pretos vindo em minha direção, peço para irmos para o hotel mais próximo.

Chegando lá, passo pela recepção e vou para o meu quarto, estou exausta, mas de volta à minha cidade natal. "Tenho que comprar meus livros", pensei. "Amanhã será muito cansativo, vou dormir agora".

Apago as luzes, deito na cama, ainda fico algumas horas acordada e após muito pensar no que irá acontecer de agora em diante, pego no sono.
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