Antes ela apoiava o amigo que se sentia mal, agora segurava com força na cintura do menino. Seus olhos estavam fechados com força, como se, ao abri-los, fosse dar de cara com algo muito mal. Suas mãos estavam frias e a respiração acelerada. Só queria que aquilo acabasse logo. Só queria que a luz voltasse. Sarah não gostava do escuro, mas aquele tipo de escuro fazia sua nuca arrepiar. Não era algo bom.
Tum-dum.
Havia um barulho que parecia acalmar a lufa.
Tum-dum.
Era algo ritmado, gostoso de ouvir.
Tum-dum. Tum-dum. Tum-dum.
Sarah sentiu um par de braços envolvê-la. No mesmo instante, percebeu que ouvia o batimento do coração de Daniel. Esqueceu de respirar e sentiu tudo rodar. Seu próprio coração começou a bater em um ritmo acelerado, mas não era de medo. Sarah não estava sentindo medo. Algo havia levado aquelas sensações estranhas para longe, como se estivessem no fundo do mar.
De repente, não tinha mais as mãos frias. Podia sentir seu rosto quente e aninhou-se no garoto, sem ao menos saber que saberia fazer algo assim. Estava confortável, estava seguro, estava perfeito ali. Quanto tempo ela ficou ali, nunca soube dizer. Poderiam ser segundos, minutos ou uma eternidade. Borboletas pareciam dançar no seu estômago e ela sorria.
A luz voltou e, com ela, muito barulho ao redor. Sarah parecia acordar aos poucos, ainda abraçada com o grifinório. As pessoas pareciam preocupadas, alguém gritava, procurava por alguém, mas não eram coisas que a mente da lufa conseguisse entender.
Saiu do abraço do menino lentamente, como se aos poucos a verdade fosse brotando como o crescimento de uma semente em velocidade máxima. Seu rosto queimava, seu coração disparava, não sentia seus braços ou pernas. Quando finalmente encarou aqueles olhos azuis, um rio de lágrimas brotou em seus olhos. A verdade a encontrou como um tapa. Como poderia ser tão idiota? Sarah fez a única coisa que seus reflexos a permitiam: saiu correndo dali.
*Eu não posso... eu não posso...Eu...*
Em seus pensamentos, a negação diante da verdade. Corria sem direção, a caminho das ruas de Hogsmeade. Precisava ficar sozinha. Precisava pensar sozinha. Precisava... fugir dele. O desespero em seu coração, sem saber como lidar com aquilo, nem a fez notar que deixou para trás, no chão da loja, o colar musical que tanto gostava. Estava em pânico. Estava apaixonada.
Off: ai, gente, adoreeeeeei escrever isso ^_^
off2: a correntinha eh pro daniel
off3: sarah precisa de uma amigA que vá atrás dela. Alguém vai?
off4: ruas de hogsmeade, nos fundos de alguma casinha











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