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Grimmauld Place • Exibir tópico - Aposentos do Prof. de DCAT - Ariel Ruthven

Aposentos do Prof. de DCAT - Ariel Ruthven

RPs antigas? Histórias que quer rever? Subfórum destinado ao arquivamento dos tópicos de jogo do RPG. Você veio ao lugar certo!

Moderador: RPG

Aposentos do Prof. de DCAT - Ariel Ruthven

Mensagempor Storyteller » 09/10/08, 22:29

Professor Vigente: Ariel Ruthven


No sexto andar do castelo, em um lugar difícil de se achar, encontra-se os aposentos do professor de Defesa Contra as Artes das Trevas. Para se ter acesso ao mesmo, o visitante deve passar por uma escada circular que terá como destino um grande portal de carvalho. Uma porta ornamentada rusticamente em estranhos desenhos permanece fechada a maior parte do tempo, abrindo apenas para aqueles que são convidados do próprio professor. Logo acima da porta, incrustada sobre a parede há uma placa de madeira que carrega alguns dizeres para quem deseja se encontrar com o mestre de DCAT.

Aposentos do Prof. de Defesa Contra as Artes das Trevas
Não perturbe


Ao entrar no interior dos aposentos, uma diversidade de objetos estranhos são distribuídos entre duas estantes laterais que cobrem o corredor de entrada para a sala principal dos aposentos. Armas de guerra, algumas medalhas empoeiradas, vários tipos de criaturas estranhas embalsamadas em frascos de vidro e até mesmo crânios humanos fazem parte da paisagem do local. Logo após a passagem do corredor - nada convidativa, vale ressaltar - um imenso carpete vermelho cobre toda a extensão dos aposentos do professor.

Bem mais a frente encontra-se a escrivaninha, fabricada por um madeira rara, totalmente negra, um pouco maior do que as comuns. Logo atrás, um grande escudo com as inscrições da família do professor fica a vista de todos que entram em seus aposentos. Ao lado, uma enorme bandeira da sonserina fica estiada o tempo todo, assim como alguns quadros de bruxos famosos que completam o espaço. Logo a frente de sua mesa, duas cadeiras ficam encostadas sobre a escrivanhia para possíveis visitantes.

Mais ao fundo da sala, em um local quase imperceptível, situa-se o item mais curioso de sua coleção de bizarrices. A famosa donzela de ferro; um instrumento de tortura da Idade Média que assemelha-se ao um grande sarcófago, com a diferença de que em seu interior é repleto de espinhos pontiagudos e afiados. Nunca utilzou-se do instrumento, mas quem sabe futuramente...

Por último e não menos importante, os seus aposentos privativos. É fortemente protegido por uma porta de ferro que é constantemente reforçada com diversos feitiços de proteção. Em seu interior, existe uma estante com livros um tanto quanto secretos e nada felizes. Uma mesa de cabeceira é acompanhada por uma cama simples e aconchegante. Ao fundo, uma janela que tem plena vista para a floresta proibida e os campos de quadribol permanece sempre fechada, ao não ser nos dias em que se queira aproveitar a vista... E, ainda mais escondido, em um alçapão secreto feito pelo próprio professor, alguns itens que ninguém gostaria de saber são mantidos sem o conhecimento de mais ninguém.

# ~ #
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Re: Aposentos do Prof. de DCAT - Ariel Ruthven

Mensagempor Gui M. » 03/05/10, 21:31

Let’s have some fun.


    Johann Strauus ditava o ritmo da noite. Oh, grande Strauus! Violinos ardentes, violoncelos ácidos e um coro celestial; a marcha apocalíptica estava anunciada. Sempre apreciou com muito zelo a música trouxa, principalmente aquela que tangia à sua terra natal. Cada vez que os seus ouvidos eram tocados com tais ondas sonoras, seu corpo respondia instantaneamente com um estado de prazer quase orgástico. Um transe hipnótico que o bruxo daquela noite adorava experimentar, nas ocasiões que lhe pareciam eventualmente especiais. E, como se dever ter intuído, ele se encontrava em uma dessas ocasiões.

    Andando com leveza entre os móveis do seu aposento, Ariel Ruthven encontrava – se em um estado de pura elevação. Munido de calma beneditina, foi – se ao encontro da garrafa de hidromel que estendia – se sobre a sua escrivanhia, misturando – se com papéis já amarelados pela ação corrosiva do tempo e de penas que antes lhe serviam como instrumento de trabalho. Dois copos, por favor! Agora sim, o líquido se encontrava em duas taças – enormes, só para título de curiosidade – que teriam uma missão muito nobre naquela noite.

    Ah, o paraíso está entre nós. Enquanto a orquestra despejava fúria sobre as notas emitidas de Also sprach Zarathustra, o singelo professor deleitava – se em puro êxtase ao participar mais ativamente daquele momento, com um gole profundo do hidromel que lhe convidava para uma valsa solene. Antes de atingir o seu alvo, passeou pelo clima fúnebre e sombrio de sua ante – sala, antes de entrar para os seus aposentos pessoais. A música brincava com seu corpo, guiando – o para lugares incertos, sem destino, manipulando – o como uma marionete. Chega! Era hora de se impor, sim, com mais vigor.

    A pesada porta de ferro cedeu, magicamente, como em um sopro sutil, mas poderoso. Dentro do seu aposento mais íntimo, ninguém antes havia entrado. Um candelabro do século passado pendia sobre o teto, portando incríveis velas que se incandesciam em um tom vermelho opaco. Uma estante de livros – não se valorizavam mais a cultura, tamanha vergonha! – e uma pequena poltrona colocado embaixo de um enorme brasão da sua família. Ao longe, ao lado de uma escrivanhia, sua cama, simples, tamanho único, mas indispensável e reconfortante quando necessária. Em um canto escondido, o alçapão. Ah, aquele alçapão. Mas isso não vem ao caso, por hora.

    Deixou aberta a porta que divida os seus aposentos principais do hall de entrada, propositadamente, para que a trilha sonora que vinha do gramofone enfeitiçado do outro lado da sala pudesse ser ouvido em todos os centímetros do local. Já dentro do quatro, permaneceu alguns segundos estáticos, paralisado pelo terceiro ato da obra que se iniciava naquele momento. Em sinal de pequeno transe, a sua cabeça balançava conforme o maestro ditava a sua cria. “Magia pura! Esplêndido! Schönheit!” – assim insistia em pensar.

    Aliado ao fundo musical, a obra de arte completou – se com uma beleza adormecida; em sua própria cama – tamanha honra não era cedida a qualquer outro bruxo comum – jazia a professora de rosto glabro e pele macia. Veja como brilha! Lirismo à parte, a realidade era que a respiração pausada, lenta e, ao mesmo tempo, suave, hipnotizavam Ariel. Imagens passaram rapidamente em sua cabeça ao imaginar as infinitas possibilidades de ações que lhe era permitido (ou não) fazer com aquele belo corpo inconsciente.

    Logo depois do duelo na Casa dos Gritos, Sophie ficara sob seus cuidados, trazida em seus braços até a cama onde se encontrava naquele exato momento. Não sabia calcular o que havia feito todo aquele tempo, apenas recordando - se dos acordes que ainda soavam pelo ambiente. Como que procurando coragem, bebeu mais um pouco do hidromel de uma das taças, com o olhar ainda fixo em sua convidada. Colocou os copos ao lado da cama, em uma pequena estante pessoal, antes de tomar sua decisão derradeira.

    Retirou a capa preta que sobrepunha – se ao seu corpo, trajando apenas as vestes mais leves que eram habituais ficarem escondidas pelos longos sobretudos usados pelos bruxos. Olhar ainda penetrante no objeto de desejo, e seus passos rumando cada vez mais perto do destino. Curvou – se diante da cama, encostando um de seus joelhos na borda da mesma, e indo em direção ao rosto da dormente professora, cada vez mais perto.

    Um sorriso malicioso entre seus lábios e, com uma leve bater de palmas, as luzes – já fracas – do ambiente, se apagaram. Sua boca, em um sussurro, encosta – se ao ouvido da jovem bruxa. Escuridão total. O que iria acontecer, ninguém ao certo poderia imaginar.

    - Hora de acordar, pequena Sophie.
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Re: Aposentos do Prof. de DCAT - Ariel Ruthven

Mensagempor Rah ~ » 13/05/10, 16:52

    Novamente as sombras a encontravam. Não se lembrava direito do que tinha acontecido nas ultimas horas, e ainda não dispertara do seu "sono". Desde quando desmaiara Sophie entrara em pesadelos continuos onde havia um conjunto de joias feitas de esmeralda em um palacio feito por marmore, onde havia vários falcões mortos pelo chão.

    Sophie que andava pelo local com uma expressão de indignação e assombro olhava toda aquela cena com lagrimas quase caindo dos olhos, era realemnte macabro ver o piso de marmore coberto por sangue de animais. Mas logo sua atenção foi desviada pelo conjunto de joias que estava ao centro da sala em cima de uma grande mesa, ela reconhecia aquele colar, o mesmo colar de esmeralda que Sophie usava desde seus 6 anos de idade. Ela caminhou com uma certa cautela até o objeto mas logo algo entrou pela grande janela que dava em direção ao mar indo em sua direção.

    "Sky..."

    O grande falcão que Sophie conhecia pousou sobre seu braço e o mordendo para que a mulher não pegasse no objeto. Imediatamente obdeceu a ave que logo voltou a voar , não demorou para Sophie a seguir até uma passagem que dava para fora da casa de marmore branco. Olhou em volta parecia que tinha aparatado sem querer em outro lugar, mas esse já conhecia, era a casa da sua avó na Grécia.

    A grande arvore ainda estava lá igualmente como da ultima vez que se lembrara ter a visto. Sophie não deixou de sorrir ao ver a bela casa naquele belo dia, observava sky voar freneticamente até parar em sua frente soltar um pio e desaparecer, em seu lugar uma mulher muito bonita, de cabelos castanhos longos encacheados com belos olhos verdes a encarava, logo abriu a boca para falar algo mas no lugar de uma delicada voz de mulher, Sophie apenas escuto um tom masculino e logo...escuridão.

    Ariel.
    [- Hora de acordar, pequena Sophie.]


    - Mas o que...?

    Estava tudo escuro, seus olhos demoraram para adaptar-se ao local. Sentiu o calor corporal do professor de Defesa Contra as Artes das Trevas que estava colado ao seu lado. Sem pensar muito bem no que estava acontecendo ali, a professora o chutou exatamente naquele ponto fraco e levantou da cama quase tropeçando no individuo que agora estava caido choramingando qualquer coisa. Uma raiva incontrolavel subiu do estomago da jovem professora que tentava se lembrar de algo que talvez pudesse ter tido acontecido. Procurou a varinha nas vestes e ao encontrar invocou uma luz que iluminou todo o aposento do professor. Sophie ficou calada boquiaberta com o que estava acontecendo ali, não era possivel que...

    -O QUE VOCE PENSA QUE ESTA FAZENDO? - Gritou ela andando pelo aposento meia desnorteada. Sua cabeça doia, ainda estava meia abalada pelo ultimo acontecimento.- MAS O QUE ...Tá, não to acreditando nisso!! Eu deveria te denunciar maldito!!

    Sua face estava rubra, tanto de odio como de vergonha pelo que estava acontecendo, não sabia o que fazer, olhou em seu corpo para ver se ainda estava de roupas, afinal sua explosão de furia tinha sido tão instatanea que nem parou para ver se estava em condiçoes de correr pelo corredores. Já estava indo em direção a porta, seus passos pesados e rapidos logo pararam e voltaram ao professor jogado no chão. Se aproximou o quanto pode, enquanto ele se contorcia no chão sussurrou em seu ouvido.

    -Assim vce não vai conquistar nem a Murta que Geme meu caro...

    E deu um sorriso malicioso e logo voltou a andar em direção à porta, com a mesma expressão séria que havia antes. Bateu a porta do aposento e foi em direção ao seu aposento, estranhamente gostou um pocuo daquilo tudo. Poderia esta ficando louca? Talvez...
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Re: Aposentos do Prof. de DCAT - Ariel Ruthven

Mensagempor Gui M. » 14/05/10, 19:14

The fun is over.


    Suas pretensões foram estranhamente contrariadas, acompanhadas por uma forte dor que, rapidamente, alastrou – se por todo o seu corpo. Alguns pensamentos rapidamente passaram por sua cabeça, sem nenhum entendimento possível para aquele momento: totalmente bizarro. Ao chão, ele foi. Sentiu ser bruscamente deslocado da posição que mantinha anteriormente, até cair ao lado de sua cama. Maldição!

    Sim, foi ela. Em um ataque de fúria animalesco, a incrivelmente renergizada professora vociferava palavras nem um pouco amistosas para aquele que havia lhe dado todo o cuidado enquanto permanecia enferma. Uma retribuição muito generosa e peculiar, de fato. Enquanto a antes – eternamente – adormecida – Sophie despejava rancor com suas palavras por todo o ambiente, o pobre professor ferido ressentia – se com algumas breves injúrias sussurradas de uma forma totalmente inaudível. Ao não ser para ele mesmo, claro.

    Teve que concordar que aquela não era uma cena totalmente comum de se presenciar, mas, devido as circunstâncias, poderia fazer dela uma longa noite de puro prazer. Perversão! Onde estava o foco, Ariel? Afinal você não veio para Hogwarts para satisfazer os seus desejos mais íntimos e obscuros... poderia dizer que sim, em partes, mas não nesse ângulo de análise.

    Ele achou graça; por que não? Enquanto a boca da bruxa escancarava – se em intensas palavras de incredibilidade, o professor derrubado tentava mascarar um sorriso diante da dor, que, por Merlin, estava se dissipando. O que houve de errado? Strauus, seu maldito. Nem todos eram apreciadores da beleza da arte mais pura; deveria ter considerado essa hipótese. Tarde demais, agora, para construir lamentações.

    Já era a segunda vez que a – aparentemente serena – Sophie o levava ao chão. Só esperava que não fizesse disso um hábito.

    Conseguiu, por fim, pôr – se de pé novamente, ao tempo de ouvir algo qualquer sobre a Murta – Que – Geme. O que seria, não o importava, agora. Vendo a outra sair pela porta dos seus aposentos, soube que, ao menos, possuía uma ótima capacidade de trabalhos recuperativos. Para alguém até então desmaiada, ela estava muito bem, com toda a certeza. Bruscamente, lembrou – se de algo que o fez mudar totalmente a sua linha de preocupações... O baile, oh não.

    Com uma expressão de total desgosto, retirou as suas vestes de gala do guarda – roupa e depositou sobre a cama. Refletiu, perdido em devaneios, enquanto encarava as roupas que havia escolhido... o chapéu, sim, faltava – o. Lembrou – se, então, que o seu objeto de zelo estava com a pessoa que acabara de sair dos seus aposentos. Respirou fundo, enquanto se auto - flagelava em pensamentos.

    Tudo pronto, finalmente. Vestido à caráter, bengala em mão e sem chapéu na cabeça, desceu as escadas que davam acesso ao Salão Principal. Deixou a música ainda tocando em seus cômodos. Desligaria - se, quando acabasse. Enquanto isso, era melhor deixar do jeito que estava, seria um desrespeito interromper, tamanha heresia! Nem se atreva a pensar de tal forma. Que as entidades divinas o perdoem por nutrir sentimentos tão repulsivos!

    Pensou que, dessa vez, iria acompanhado. Mas, pensando bem, era melhor continuar com a sua própria personalidade marcante. Tamanha honra merecia alguém mais capacitado, e, certamente esse ser não existia em comparação com Ariel. Ego ferido e passos acelerados, para o baile, ele foi.



Off ~ Post infeliz. u_ú
Para o baile, here I go. -q
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Re: Aposentos do Prof. de DCAT - Ariel Ruthven

Mensagempor David Bergerson » 07/09/10, 17:21

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O sol se punha e as trevas, aos poucos, tomavam conta do
Veluwe. Solitário, o homem adentrara a floresta sem que fosse notado – e não era como se isso fosse realmente difícil. Já não havia ninguém por ali, obviamente. Os sons esparsos provinham de insetos e outros pequenos animais que habitavam o ambiente. E em poucos minutos, a luz azulada da noite seria a única fonte de iluminação do lugar. A ele, no entanto, aquilo não era motivo de pavor – muito pelo contrário.

Spoiler
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Correu os olhos ao redor rapidamente, escolhendo o melhor lugar para que pudesse se instalar – um local no qual teria certeza de que não seria atrapalhado pelo que quer que fosse. Sorriu levemente, satisfeito, ao finalmente encontrar um espaço adequado – um ponto da floresta no qual a mata tornava-se um pouco mais fechada. Felizmente não fazia tanto frio, mas também não era como se isso fosse incomodá-lo – ou atrapalhá-lo –, a menos que fosse tão intenso como na Sibéria. Não seria o caso, obviamente. Retirou a longa capa negra e a ajeitou por entre os galhos de uma árvore, desamarrando uma segunda que carregava nos braços e vestindo-a, cobrindo-se, inclusive, com o capuz que ela possuía. Pôde, por fim, sentar-se. O suspiro profundo e pesado que veio em seguida não se deu necessariamente por causa do cansaço.

Cruzou os braços e abriu-os em seguida, num gesto claramente intencional. Hesitou, no entanto, antes de seguir para o próximo passo. Era necessário, estava certo disso. E aquele era o momento – com sorte, seu alvo haveria mordido a isca e agora estaria pronto. Não havia mais tempo a perder. Refez o primeiro gesto, certificando-se de que a interrupção momentânea não acabasse por prejudicar o todo, ao final. Em seguida, desenhou no ar, diante de seus olhos, um símbolo imaginário formado, dentre outras coisas, por um círculo. Quase pronto. Faltava pouco. Assim esperava.


"Ekari. Bīti. Ambi-rādo..."

O nome. Era só o que restava para que aquilo tivesse início. Um círculo de luz verde começou a formar-se aos poucos diante do homem, mas, por motivos óbvios, ele ainda não podia ver coisa alguma além de um fundo mostrando uma floresta um tanto quanto desfocada. Fechou os olhos. Passaram-se alguns segundos até que ele pudesse encontrar forças para continuar. Deixou, finalmente, que o nome completo da vítima fluísse de seus lábios. Seus olhos abriram-se quase que espontaneamente.

"David... Feather."

Aquilo lhe daria apenas acesso aos pensamentos do garoto. Sabia que precisava ir além. David Feather era mais forte do que imaginava e uma simples conexão mental não seria suficiente para subvertê-lo. Não. Desta feita, acabaria com aquilo de uma vez por todas. Faria agora uma última e bem sucedida tentativa. Estava certo disso. Pôde visualiazar o garoto recostado em uma árvore, num ambiente completamente vazio e tranquilo. Ouviu outra voz ali, mas não pôde discernir o que dizia. Alguém tentava ajudá-lo, por certo. Seria inútil. Se soubessem do que se tratava, não ajudariam o garoto pelo que quer que fosse.

"Miskeo!', ele disse, quase num urro.

Numa fração de segundos, sentiu como se estivesse sendo tragado para dentro do círculo de luz esverdeada à sua frente, que havia, agora, sido completo. Fechou os olhos novamente. Quando os abriu, já estava – no mesmo espaço no qual o garoto se encontrava. Não se tratava apenas de uma visão desta vez. Chegara a hora. O menino tinha os olhos fechados, parecia descansar tranquilamente ali, como se nada estivesse por acontecer. O homem hesitou, mas sabia o que tinha de fazer. Fechou os olhos e concentrou-se. No mesmo instante, uma imensa nuvem negra cobriu o céu então azul-claro, e a brisa fresca que soprava transformou-se num vento gelado e cortante. Ótimo.


"O que tá fazendo aqui? Vá embora!", o garoto gritou assim que o notou ali.

Aproximou-se do garoto com velocidade incomum. Ali, agora, poderia tudo. Estava no controle. Prendeu os braços do rapaz – antes que ele tentasse algo – e disse, tentando parecer o mais frio possível. Ainda tinha esperanças de que...


"O que foi? Não pode se defender agora? Não se preocupe, não tenho muito tempo a perder; vou acabar com você bem rápido. Foi isso que você escolheu, garoto."

Antes, porém, que pudesse concluir, foi surpreendido por uma nova e inesperada interrupção. Uma garota. Como, afinal, ela conseguira entrar ali? Ela lhe apontou a varinha e tentou atingí-lo, mas não era como se ele a temesse. Não. Apenas não queria ferí-la. Não queria que outros acabassem sendo envolvidos, mas parecia que o o garoto – ainda que inconscientemente – criara uma considerável rede de amizades. Recuou, deixando-se permanecer oculto às sombras por alguns intantes, e logo notando a presença de mais alguém. Um homem, desta vez.

O homem tocou a árvore na qual o garoto havia se recostado e, ao que ela começou a brilhar, a paisagem voltou à sua forma primitiva. Quem quer que fosse, aquele homem era poderoso. E, por isso mesmo, quando os invasores desapareceram por completo, o bruxo decidiu não perder tempo. Materializou-se em meio às sombras – ou como uma própria, não saberia dizer a forma em que o garoto o visualizava – e imediatamente disse no mesmo tom frio de anteriormente, antes de atingir o outro com velocidade considerável:


"Hora de acabar com isso, garoto. Prepare-se... para morrer!"

Ainda velozmente, aproximou-se e se ajoelhou ao lado do menino caído, dizendo-lhe mais alguma coisas que talvez parecessem extremamente cruéis – mas que julgava serem necessárias, visto que a criança poderia... O garoto não se manifestou, entretanto. Apenas fechou os olhos, aparentemente conformado. De alguma forma, ele sabia de seu destino. E talvez também soubesse que a morte, enfim, seria a única maneira de escapar. O homem levantou-se, tomando a varinha nas mãos. Apontou-a na direção do garoto e concluiu ainda, num tom decididamente menos frio:

"Jamais se esqueça que poderia ter sido diferente, David. Adeus!"

Firmou o punho que segurava a varinha e preparou-se para o ataque final. O menino jazia no chão, totalmente indefeso, um tanto quanto trêmulo, os olhos fechados, apertados. O homem hesitou. Erro fatal – do qual se arrependeria pelo resto da vida caso o garoto não tivesse morrido alguns meses depois, num acidente totalmente casual, ou talvez nem tanto. Alguns poucos segundos se passaram até que uma luz forte, azulada, invadiu o lugar. O homem demorou a entender o que estava acontecendo – quando o fez, já era tarde demais.

"Não! A magia do artefato foi... desfeita. NÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃO..."

O grito de espanto e dor fez-se ecoar nos ambientes psíquico e físico – em instantes, o homem viu-se atirado com certa violência contra o tronco da árvore sobre cujos galhos estava assentado. Estava de volta à floresta do Veluwe. O círculo de luz à sua frente esvaíra-se, deixando em seu lugar algo como uma fumaça esverdeada que se desfez aos poucos, até desaparecer por completo. Havia falhado. E não sabia se viria a ter outra oportunidade como aquela novamente...


--------------------------------


- D-David?

O nome escapou-lhe dos lábios. Estava ofegante. Abriu os olhos e, num sobressalto, sentou-se no lugar sobre o qual jazia – uma maca? Correu os olhos pelo local no qual se encontrava – ainda sem conseguir identificá-lo por completo –, até pará-los na figura que se encontrava ao seu lado, encarando-o. Mas o que, afinal, seria aquilo?

- McKinnon? O que...? O que pensa que está fazendo?

Inconscientemente – ou talvez não tanto – preparou-se para levar a mão ao bolso onde deixava a varinha. Não era como se achasse que sua hora havia chegado – ao menos não nas mãos de Ariel.




Off- ¹ Files > Quem leu, entenda ~hoho

² sequestrado u_ú *bate
ahauahaauahu

³ post 1200, veja, edição comemorativa '-' -qq
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Re: Aposentos do Prof. de DCAT - Ariel Ruthven

Mensagempor Gui M. » 08/09/10, 18:43

Special Guest


    Graças à inusitada ordem de evacuação dada pelo diretor, como regra geral para todos os alunos, não enfrentou nenhum tipo de questionamento constrangedor pelos corredores que pudesse relacionar a sua imagem com qualquer outra coisa que ainda não lhe servia de atributo – muitos ali o taxavam de assassino (consequência do escândalo no baile de boas-vindas), lunático, megalomaníaco, prepotente, uma víbora; e a lista ainda continua a crescer. Mas, por outro lado, conseguiu também a tutela de alguns fiéis admiradores que baseavam-se na figura enigmática do bruxo, seja para conseguirem um mínimo de atenção, ou por realmente gostarem daquele a quem se inspiravam.

    Espaços vazios, corredores enchidos apenas pelos ventos cada vez mais sibilantes. O nada. Percorreu o trajeto até os seus aposentos sem nenhuma dificuldade, com a maca flutuante seguindo os seus passos, lado a lado. Esporadicamente, lançava alguns olhares para o homem desacordado, o qual parecia estar em uma espécie de conflito interno: as mudanças repentinas de expressões, mesmo com o desmaio ainda operante, eram linhas que poderiam ser facilmente lidas por Ariel. E que representavam um leve sinal de preocupação, já que caracterizavam um sonho – ou seria pesadelo? – de grande incômodo para quem o executasse.

    Adentrou em seus aposentos, com certa cautela. Recolocou o leito voador na frente de seu corpo, enquanto acompanhava pelo lado de trás. Estava óbvio que o corredor de acesso para a sala principal não fora feito para visitas exageradamente volumosas, muito menos para os objetos da enfermaria. Trancou a porta com um feitiço simples, mas que seria de muita praticidade. Nesse meio tempo em que lecionava em Hogwarts, recebera apenas uma visita, infame, certamente. Mesmo assim, havia trago a jovem mestre Sophie inconsciente, sem o real consentimento dela; o que veio a trazer consequências nada agradáveis, como já pudemos constatar.

    Da mesma maneira que ocorria com Bergerson, naquele momento. Claro que não iria deixá-lo em sua cama, seria uma afronta. Esta, por sinal, permanecia bem protegida em seu cômodos privativos, atrás de uma gigantesca porta de ferro – carregada de alguns feitiços de proteção – e que destoavam com as cores fúnebres de todo o resto do ambiente. Limitou-se apenas em afastar as cadeiras que dispunham-se na frente de sua mesa de escrivanhia, deixando, logo em seguida, já sem nenhuma influência do feitiço levitador, a maca com o bruxo desmaiado.

    Aí estava. Poderia sacar a varinha e acabar com muitos dos seus problemas de maneira rápida, simples e sem maiores aborrecimentos. Mas as suas concepções acerca daquela situação eram outras. Teria propostas a fazer, e se convictou de que o outro as aceitaria. Caso contrário, ainda poderia tirar certa vantagem por estarem em um terreno de sua familiaridade e, até segunda ordem, totalmente lacrado. Não necessitava e nem possuía o interesse de armar qualquer tipo de conflito, mas sabendo da estranha surpresa que o inconsciente professor teria, seria de bom grado que tomasse cuidado e certas precauções no momento em que ele viesse a acordar.

    Sem mais nada a fazer, por ora, sentou-se. Tamborilou os dedos pela mesa de mármore negra, com impaciência. Poderia acordá-lo, de fato. Mas perderia toda a surpresa que esperava da reação do outro em relação ao pseudo-rapto. A cada minuto que passava, percebia a agitação de um corpo quase desperto; era questão de minutos. Sabe-se lá o que estava se passando pela mente do bruxo naquele exato momento; não era algo que lhe fazia sentir-se agradável. Esboçou uma feição de tédio ao alarme falso de um possível recobramento de consciência. Até quando perduraria este dilema sem fim?

    Olhos abertos. Aleluia, irmãos! – pensou consigo. Inclinou-se na borda da escrivanhia, recostando os cotovelos na mesa, observando o cativo com um olhar atento. Assim como previra: o espanto instaurou-se. Regozijou-se em escárnio diante da tentativa desesperada de se alcançar a varinha, prevendo, dessa forma, um possível combate. Aproveitou-se da desastrada distração do homem para sobressair-se perante a situação. Mais veloz, e com a varinha já em punho, conseguiu apontá-la na direção do outro professor, antes que ele obtivesse êxito ao encontrar o seu objeto de ataque.


    “Isso são modos de me agradecer, Bergerson? Digamos que, salvei você de um ambiente um tanto quanto abaixo da sua capacidade de convivência, com pessoas, que, presumo, não são de seu total feitio. Ah, Bergerson, até quando continuará com essa máscara falsária de sociabilidade? Antes de querer enganar os demais, engana-se a si mesmo...”

    Dado o discurso, procurou a bengala e encaixou a varinha que empunhava em seu devido lugar de costume. Desarmou-se. Talvez assim, David pudesse perceber que a intenção daquele encontro era outra, não apenas uma mera troca de farpas de inimigos estudantis. Levantou-se calmamente, andando com destreza pelos móveis dispostos aleatoriamente pela sala, com exímio conhecimento do local. Ignorando qualquer tipo de questionamento que lhe pudesse ser feito, divagava filosoficamente por entre os espaços abertos dos aposentos, aludindo uma certa comicidade ao se comparar o seu comportamento à de um nômade pensador eremita – só que bem vestido, ao invés dos trapos.

    Manteve o suspense, para o desagrado do convidado. Sabia que o bruxo ali presente em seus aposentos apresentava um temperamento inconstante, vide quase todos os momentos em que se encontraram, e a ousadia em deixá-lo com a sua varinha poderia custar caro à Ariel. Mas, afinal, o que ele poderia realmente fazer? Estavam presos, por feitiços que os enclausuravam naquele local. Apenas queria ter a absoluta certeza de que suas palavras seriam devidamente ouvidas – seja por espontaneidade ou pela simples prisão momentânea.

    Dirigiu-se até uma estante afastada, preenchida de livros e alguns discos trouxas. Demorou-se em demasia na frente dos objetos, para logo depois, retirar um empoeirado vinil que apresentava-se a meio palmo de seu rosto. Alguns passos à direita e encontrou-se com uma jóia contrabandeada de seus tempos de aborígene fugitivo: um esplendoroso gramofone. E o melhor de tudo: em puro marfim da melhor qualidade.


    “Gosta de música barroca, professor? Tenho que dizer que não há nada melhor do que o meu grande conterrâneo Bach, um dos maiores trouxas que já pisou neste mundo infeliz. Hoje, não temos mais homens de talento como ele, não mesmo... Uma pena. Mas enfim, espero que aprecie. Simplesmente encantador. Genießen!

    E assim todo o ambiente encheu-se de sonoridade, poesia e melodia. O orquestramento daquelas músicas, de certa forma, lhe davam um prazer desproporcional – sentia-se ainda mais nobre, ao encontro dos templos e grandes salões de uma terra remota, mas ao mesmo tempo, épica, cheia de vida e honra. Um sonho idealista que só era rapidamente alcançado pelas notas dúbias entre a suavidade e a melancolia dos compositores alemães.

    Voltou-se novamente para a cadeira atrás de sua escrivanhia, encarando Bergerson outra vez. Deixou escapar um olhar sobre uma garrafa de hidromel sobre a sua mesa, conjurando um copo razoavelmente grande, entregando-o para o outro em um gesto maquinal. Alongou-se um breve período de tempo em que apenas a música dominava o local de assalto. Por alguns minutos nada falou. Apenas transmitia certa leveza em seus traços conforme as notas musicais tornavam-se mais brandas; em contrapartida, fechava a expressão para os nuances mais rancorosos.

    E então lançou um último olhar para o bruxo a sua frente, dessa vez em uma mudança repentina de comportamento. Permanecia sério, sem maiores alterações em seu semblante. Talvez fosse um indicativo do teor da conversa que estaria por vir, ou então, apenas uma demonstração de como Ariel realmente encarava aquele assunto. Uma importância colossal seria dada em seu tom de voz, a partir da primeira palavra que viesse a abrir o seu pronunciamento. Por vezes, demais perigoso, seja para ambos os lados – o locutor e o seu respectivo interlocutor.


    “O filho de Leyb e, por consequência o seu próprio sobrinho...” – abordou de prontidão. – “Eu quero que você o entregue a mim, Feather. Penso que não é necessário eu demonstrar os meus motivos, já que creio que você os sabe muito bem. Apenas entregue o garoto, ou melhor, esqueça de cuidá-lo ou, então, sequer comente sobre o parentesco de vocês. Tenho a total certeza de que assim queria o próprio pai...”
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Re: Aposentos do Prof. de DCAT - Ariel Ruthven

Mensagempor David Bergerson » 10/09/10, 09:49

Ótimo. Já não bastassem os milhares de problemas – e sensações não muito agradáveis – pelos quais estava passando, agora ainda isso. Se o astrônomo David caminhasse pelo viés da Astrologia, diria que estava passando por um inferno astral. Mas não era como se sua vida toda não tivesse se tornado um, se fosse o caso. Irônico. Apaixonara-se pelos astros, e seriam justamente eles a causa de seu tormento? Não. Aquilo não fazia sentido algum. Em nenhum dos aspectos.

Antes que pudesse, enfim, alcançar sua varinha, Ariel já tinha a dele em mãos – e apontada para o rosto de David. Obviamente, o professor de Astronomia desistiu do ato imediatamente, parando a mão por sobre o bolso da capa, mas sem, contudo, retirar a varinha de dentro dele. Então tudo acabaria ali assim, daquela maneira? Culparia os astros, talvez, se não tivesse certeza do quanto havia sido idiotamente descuidado nos últimos dias. Ouviu o outro falar, ainda pensando em aproveitar qualquer eventual chance para se defender.


- Isso são modos de me agradecer, Bergerson? Digamos que, salvei você de um ambiente um tanto quanto abaixo da sua capacidade de convivência, com pessoas, que, presumo, não são de seu total feitio. Ah, Bergerson, até quando continuará com essa máscara falsária de sociabilidade? Antes de querer enganar os demais, engana-se a si mesmo...

Não respondeu as provocações do outro. Por pouco. Achou ainda mais desnecessário quando Ariel, inesperadamente, encaixou a varinha, antes apontada para David, na esdrúxula bengala, a deixou de lado e, como um doido varrido, começou a caminhar pelos espaços vazios do lugar – que só então David julgou tratar-se dos aposentos do mestre de DCAT. Era óbvio, entretanto, que Ariel tinha outras intenções. David só não sabia exatamente quais.

Sem dizer palavra, o professor de Astronomia manteve-se apenas observando o outro atentamente, enquanto ele parava diante de uma estante repleta de livros e outras velharias coisas. Ariel moveu-se um pouco mais e parou diante de um objeto trouxa antigo e promoveu uma breve explanação sobre o compositor alemão – cuja música, agora, invadia a sala. O que aquele louco queria, afinal, com tudo aquilo?

Em seguida, o bruxo conjurou um copo – entregando-o a David – e uma garrafa de hidromel que jazia sobre a mesa. Mas o que estava pensando? Não, David não cairia naquele truque, não novamente. E enquanto o outro tinha a expressão do rosto alterada de maneira tão inconstante quanto a música que preenchia o silêncio já exagerado no ambiente – e Ariel parecia deliciar-se com isso –, David levantou-se quase como um leão em fúria, batendo o copo sobre a mesa, os olhos azuis já novamente mais brilhantes. A poção-trocada-de-Raina o havia revigorado, de certa forma, ainda que levemente. Menos mal.


- Acabe logo com isso, McKinnon, e vamos direto ao ponto! Acho que não preciso lembrá-lo que a escola está em emergência e que devemos ir para Hogsmeade. – vociferou, quase que num rugido incompreensível, mas que seria entendido muito bem pelo outro.

A expressão de Ariel se alterou para algo um tanto mais sério e David imediatamente imaginou que aquele tormento teria fim, afinal. Por um lado, ao menos. Aguardou ansiosamente – ou nem tanto – até que o outro finalmente decidiu se pronunciar, no mesmo tom sério – e absolutamente exagerado – que dera à expressão do rosto. Até que enfim...


O filho de Leyb e, por consequência o seu próprio sobrinho... Eu quero que você o entregue a mim, Feather. Penso que não é necessário eu demonstrar os meus motivos, já que creio que você os sabe muito bem. Apenas entregue o garoto, ou melhor, esqueça de cuidá-lo ou, então, sequer comente sobre o parentesco de vocês. Tenho a total certeza de que assim queria o próprio pai...

David apertou o copo que segurava, e o teria quebrado se aplicasse um pouco mais de força. Não admitiria, de maneira alguma, que o garoto fosse perturbado como ele mesmo fora, nem mesmo por ele, e quanto menos por Ariel. A expressão do rosto do mestre de Astronomia fechou-se por completo, ainda mais do que antes, e ele, então, passou a encarar o outro de maneira claramente furiosa. Curvou-se levemente, permitindo que seus olhos alcançassem diretamente os de Ariel – e quase fulminando-os, se possível fosse –, e então disse, de maneira pausada mas de forma que deixava claro que aquilo não o agradara nem um pouco:

- Deixe o garoto fora disso, McKinnon. Leyb está morto, assim como quase todos os seus amiguinhos. E eu vou garantir até o fim que Daniel não passe por tudo pelo que passei – e que não tenha o mesmo destino do pai.

Fez uma pausa, mantendo-se a encarar o outro e já sabendo qual seria a resposta. Ariel insistiria, por certo, e não desistiria até que arrastasse o garoto para sua corja. E não era como se David pudesse simplesmente afastá-lo de Daniel, especialmente porque, infelizmente, Ariel ainda era um dos mestres do garoto. A única maneira seria...

Num impulso rápido, e sem pensar duas vezes, levou a mão esquerda ao bolso e retirou sua varinha, apontando-a imediatamente na direção de Ariel. Seus olhos faiscavam, os dentes cerrados rangeriam se apertados um pouco mais uns contra os outros. Afastou a mesa diante de si com um empurrão bruto, e então deu dois passos à frente, aproximando-se ainda mais do outro. A música parecia ressoar ainda mais, e David poderia ajudar que, nela mesma, a tensão havia aumentado. O clímax aproximava-se, de fato. O momento perfeito.


- Não me subestime, McKinnon. – disse, levando a varinha quase à garganta do outro, tal qual uma espada afiada – Seu maior erro... O maior erro de vocês.... sempre foi duvidar do que eu seria capaz. E eu posso garantir, McKinnon, que não faz a mínima idéia do que eu seja capaz.

Encarou o bruxo ainda mais de perto, seus olhos a poucos centímetros dos de Ariel. Apertou a varinha contra a garganta do outro como se quisesse rasgá-la. A música parecia estar quase no fim. E David já não responderia por si. Não mais.

- O que me impediria de acabar com tudo, agora, aqui mesmo? Nada! Absolutamente. – concluiu, a pressão sanguínea subindo com os tons da música que estava por se findar, e permitindo-se um breve sorriso tão inexplicável quanto os astros – Você cavou o próprio túmulo, Ariel. Agora é tarde. Vá para as sombras!

...




Off- tio surtou '-' ~hoho *foge
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Re: Aposentos do Prof. de DCAT - Ariel Ruthven

Mensagempor Sheu » 10/09/10, 21:53

invasão


"Há mais mistérios entre o céu e a Terra do que supõe a nossa vã filosofia", já dizia William Shakespeare, através de Hamlet. Frase mais acertada não poderia nascer em nenhum outro lugar, senão nos seios fartos da Inglaterra. A subjetividade do homem era imensurável, dada sua capacidade ilimitada de relacionar-se entre si e com o universo mediante os mais complexos e intricados sentimentos.

Por que o ódio? Por que o amor? Por que a traição, a subjugação, a vontade inquestionável de colocar o seu objetivo em primeiro lugar? Julstificaria para o fim qualquer ferramenta utilizada no meio? O que levava o ser humano a posicionar-se de forma vil diante do outro? História de vida? Ordem suprema? Destino? Ou uma mera escolha egoísta? Que maquinário fantástico era aquele que tecia sobre a humanidade redes tão finas e intercruzadas, das quais era impossível salvar-se?

Zaphyra filosofava enquanto seguia pelos corredores, seguindo, por dedução, o caminho que julgava ser o dos aposentos do Sr Ruthven. Havia algo de prepotente naquele homem que criava a certeza, em seu instinto, de que o único lugar no qual se encontraria em total liberdade e gozo das mais complexas proteções seria o seu aposento. Certamente, ele jamais havia encontrado, naquele Castelo, alguém que soubesse tanto quanto ele a respeito das Artes das Trevas, ou melhor, muito mais.

Uma perturbação na energia mágica emanava de algum ponto distante daquele corredor do sexto andar. Parecia que, a pouco tempo atrás, vinha de lá o barulho de uma pesada porta se fechando. Coincidência? Zaphyra não acreditava nisso. Seguiu a passos firmes e cautelosos, de varinha em punho. A vida ensinou àquela mulher que jamais se deve subestimar aquilo que não conhece; e que a precaução era a melhor defesa daquilo que se julga conhecer.

Logo encontrou uma escada em circular, que a deixou em frente a uma porta ornamentada rusticamente com desenhos - a um olhar inocente -, apenas estranho. Para um viés mais experiente, demonstrava que o dono dos aposentos possivelmente encantou o lugar com algum tipo de proteção fortíssima. Para Zaphyra, aquela porta significava algo mais. Algo que a fez estagnar e observar, de forma chocada, como o Sr Ruthven havia se tornado o seu pior problema naquela escola.

Tratou de examinar com precaução, passando a mão, sem enconstar, naquela porta. Como suspeitava, a um simples bater, seria ativado uma proteção contra os inimigos do dono do aposento e a professora, neste momento, não possuía pensamentos positivos com relação ao outro. Certamente, um convite para uma xícara de chá estava fora de cogitação. Tampouco queria ser anunciada através dos dizeres incrustrados sobre a parede. Zaphyra não queria ser detectada, ainda.

Desvendou cautelosa as inscrições na porta e julgou-se ciente de como fazer para ultrapassar aquela simples, porém eficaz, forma de proteção. Talvez, se não tivesse visto o tipo de leitura a que estava dedicado aquele homem, não pudesse ter tanta certeza de seu sucesso. De varinha em punho, sentiu sua energia mágica pulsar ofensivamente e, em resposta, sentiu o movimento de algo vivo (?) naquele simples pedaço de madeira. Uma vibração mágica impregnou o ambiente, como uma sombra negra a envolvê-la e, num átimo de segundo, balbuciou frases intermináveis e indecifráveis.

Um leve clic ressoou pelo silencioso corredor e a porta veio abaixo, preenchendo o local com... música?

Zaphyra foi revelada pela porta, que jazia completamente rendida no chão dos aposentos. A bruxa tinha uma postura séria, expressões vazias e a varinha em punho. Menos de um segundo foi necessário para que tomasse sua atitude seguinte. Com um feitiço não verbal desarmou o Sr Bergerson, confiscou sua varinha e a bengala do Sr Ruthven. Certamente, não fosse pelo elemento surpresa, aquilo não seria tão fácil.

- Eu bati - disse, carregada de ironia para o dono dos aposentos.

Seus olhos brilhavam num verde pantanoso das mais profundas águas sombrias. A expressão surpresa, furiosa e assassina do Sr Ruthven não era novidade. Ela mesma se sentiria assim caso ele conseguisse ultrapassar suas próprias barreiras mágicas.

Mais uma vez, foi acertada a minha intuição de proteger com uma camada ainda mais complexa o que possuo de mais precioso em meus aposentos. Começando pela entrada do mesmo. Ele cometeu este erro apenas esta vez e não o cometerá novamente, pensou, enquanto diminuía o volume da música.

- Como Professora de Poções, o diretor desta escola me insituiu o dever se prezar pela saúde do Sr Bergerson. Como posso ver, já está devidamente recuperado e com pleno controle de suas capacidades.

Dito isso, depositou a varinha e a bengala na mesa próxima a si, ainda que distante dos outros. A um primeiro olhar, desarmá-los era a atitude mais sensata, a fim de evitar derramamento de sangue. Contudo, desarmá-los era a melhor precaução para evitar uma morte instantânea, a julgar pelo demasiado controle que podia sentir da energia assassina do Sr Ruthven.

- Perdoe-me por interrompê-los na discussão acalorada de seus interesses. Não obtive resposta quando procedi educadamente à porta e imaginei que estivesse com problemas, Sr Bergerson - afirmou, numa seriedade que beirava a mais completa ironia - O procedimento de retirá-lo da Ala Hospitalar não foi prudente, Sr Ruthven, certamente o diretor e a Srta Skuli farão questão de lembrá-lo.

Passou os olhos discretamente pelos aposentos. Seria sua única oportunidade para fazê-lo antes que o Sr Ruthven retirasse materiais que, anteriormente, julgava incapaz de denunciarem contra suas atividades. Havia muita coisa ali que o elevava a patamares antes nunca encontrados por Zaphyra. Ah, sim. Ela estava diante de um sério problema.

- Peço desculpas pela porta e pelas varinhas retiradas contra a vontade dos senhores, mas, hão de convir, era o procedimento correto a ser tomado. Tenho certeza que, como um excelente bruxo como é, Sr Ruthven, poderá recolocá-la no lugar, do modo apropriado.

Fez um breve silêncio, carregado de inúmeras afirmações. Certamente, faria muito mais sentido para Ariel do que para David, embora, neste momento, o Professor de Astronomia já poderia deduzir seu conhecimento avançado sobre Arte das Trevas. Zaphyra julgou ter visto uma névoa de satisfação perpassar por seu rosto.

- Ah! Senhores, antes que me esqueça, nossa presença em Hogsmeade é imperativa.

Zaphyra mantinha-se séria. Sua expressão vazia e seus olhos pantanosos. Dizia muito e não dizia nada. Por dentro, uma grande agitação tomava o íntimo. Maldito momento em que aceitou vir para Hogwarts. Suas intenções eram breves, pontuais e sem alarde. Agora, teria de redobrar a níveis exponenciais a sua atuação. Contudo, aquilo servia também como um sinal gritante de que estava no caminho certo.

Off:
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Spoiler
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Re: Aposentos do Prof. de DCAT - Ariel Ruthven

Mensagempor Gui M. » 15/09/10, 19:11

Look who’s coming...


    O meio-tempo entre a pergunta lançada e a sua respectiva resposta perdurou-se em tensão; na mão do outro bruxo, o copo que o havia oferecido sofria em um afago que não seria muito bem-vindo, caso fosse direcionado para qualquer pessoa com terminações nervosas sensíveis. Esperava com ansiedade, apesar de já prever uma possível negação, como mandava a pseudo-ética de bruxos como Bergerson. Este, incapaz de pensar por si, limitava-se a seguir postulados de morais baratas que eram impostas indiretamente pela sociedade, como um todo. Alguém sem nenhuma expressão ideológica.

    Assim, tornava-se quase impossível fazer qualquer tipo de negociação.

    Observava com atenção as constantes mutações das expressões faciais daquele à sua frente, tonalizando um semblante crescente de um ódio pungente e que, como poderia-se imaginar, se transformaria em um perigo eminente para o anfitrião do encontro. Não chegou sequer a mexer-se, quando percebeu que, a qualquer momento, encararia uma varinha pronta para despejar a morte diante de seus olhos. Mantinha-se ainda sério, esperando por uma utópica mudança de postura do outro; lhe daria uma chance para refletir sobre a proposta, antes que realmente pudesse entrar em ação para executar aquilo que circulava por sua mente, sem qualquer tipo de cuidado com posteriores represálias, seja advinda de qualquer parte.

    E então se fez. Uma ameaça, palavras súbitas de repugnância e varinha encostada contra a sua garganta, em um gesto desesperador de tentar transmitir o temor pelo simples toque do objeto de madeira. Então, conheceria o verdadeiro instinto daquele que negou a própria família? Ou tudo não passava de um blefe? Por um momento, o mestre de Defesa contra as Artes das Trevas preocupou-se, de fato, com a preservação da sua vida. Jamais poderia imaginar um fim tão ignóbil e desonroso. A morte, propriamente dita, não era o maior dos problemas. Mas, tendo um ponto de vista pela ótica do monumental ego do professor, a maneira como ela se daria, era a principal das intempéries encontradas.


    “Vamos em frente, então, Bergerson... Mate-me e torne-se um deles; aqueles que tanto repudiou e que ainda continua odiando. Aliás, não tenho nenhuma dúvida do que você seja capaz de fazer, pelo contrário; tenho provas concretas de ações suas que lhe dariam uma passagem de primeira classe para umas das celas em Azkaban. Digamos que, homicídio não é algo que seja oposto ao seu ser íntimo!”

    Xeque. Pensou que revelaria as suas descobertas, já não tão recentes, em um momento mais oportuno. Não que a sua própria vida fosse de pouca importância mas, mesmo assim, existiam outras preocupações mais vívidas que o atingiam. Pensou que talvez Bergerson já soubesse do conhecimento alheio do seu passado ainda muito manchado, no qual Ariel tinha acesso fácil a muitos detalhes que os anos tiveram a árdua tarefa de transformar apenas em parcas memórias desfocadas. E, agora, tudo voltou para a luz da clareza.

    Manteve-se impassível, sólido. Por alguns minutos, chegou a imaginar que realmente estaria perto de seu fim; então, como o desvendar da marcha vienense, ditados com certa fúria pelas notas que eram cuspidas do gramofone enfeitiçado, lhe ocorreu A Verdade, pura, personificada. Sua razão interior havia feito um trabalho de recapitulação das suas condições de auto-preservação e, diante do perigo eminente em que se encontrava, brotou-lhe a mais aliviante das sensações.

    Bergerson não o poderia matar.

    Existiam coisas que ainda permaneciam obscuras para muitas pessoas que dignavam-se a estudar certos tipos de magia, tanto quanto muitas artes que certamente fugiam da alçada de todos os professores docentes de Hogwarts. Mesmo para ele, que não sabia nada, ou muito pouco, daquilo que o envolvia. Ou melhor refraseando: que o dominava.

    Deixou escapar um sorriso leve com a ideia esclarecedora que iluminou a sua mente, mas logo depois o desfez, ao constatar a sua real e penosa condição de dependência. Enquanto tivera um problema parcialmente resolvido, ao mesmo tempo, outro se interpôs à latejar nos caminhos que traçavam os pensamentos do bruxo. Uma situação extremamente deprimente.


    “Sabe que ao meu lado, o garoto estará preservado... Energias podem corrompê-lo, tornado-o fraco e passível aos mais infantis erros. Mas eu poderei torná-lo forte, vivo.”

    E foi com um floreio agudo de violino que tudo desabou. O estrondo invadiu suas linhas de audição de assalto, sem entender qual era o problema que se sucedia. Então, estava errado? Fora morto, aniquilado, ungido ao pó? Não poderia... Não dessa forma. Levantou-se sem qualquer tipo de cautela, percebendo que ainda permanecia com o seu corpo intacto; o carrasco à frente também perdera o foco do seu objetivo, dessa vez ocupado demais em prestar atenção para mais uma visita que invadia os aposentos e, por conseguinte, desarmando os dois professores.

    Professora Zaphyra, como imaginava. As palavras da mulher encheram o local com uma melodia extremamente irritante, carregada de ironia e deboche. Se fosse fazer um prévio e simples julgamento acerca da situação, diria que ela estava amadoramente lhe imitando. Além de confiscar a sua varinha – assim como a do outro bruxo ali presente – teve a audácia de abaixar o volume da música que ainda rolava sublime, em seus momentos mais derradeiros.

    Ouvia com desprezo e crescente ódio cada agitação que os lábios daquela bruxa produzia. Desde o momento em que se levantara, não havia sequer deslocado-se um passo sequer, para nenhum dos lados. Tremores afloravam por suas mãos, sendo logo conduzidos para toda a extensão do seu corpo. Quem ousaria invadir os seus cômodos, daquela forma? Mas o pior, claramente, nem fora a introdução da desagradável visita; e sim o desarme dos seus feitiços de proteção. Então ela sabia. E isso elevava-a a uma categoria que necessitaria ser rapidamente eliminada, sem qualquer tipo de vestígio que pudesse permanecer para causar lembranças.


    “A sua tentativa infantil de demonstrar o seu poder foi completamente desnecessária, para não dizer patética, senhorita...” - por fim pronunciou, controlando o âmago da sua fúria. – “Mas tenho que concordar que foi uma surpresa que tenha conseguido passar pelas minhas próprias proteções. Isso torna as coisas, um pouco mais, digamos, interessante. De qualquer maneira... aceita alguma bebida?”

    Antes mesmo de oferecer o que quer se fosse para a nova convidada, lançou-se calmamente até a mesa em que sua bengala estava depositada – deixada por Zaphyra, após um tempo – e a retirou do repouso. Sustentou o corpo sobre ela, voltando a retomar cada vez mais a sua paciência característica. Estava ficando cada vez mais penoso controlá-lo; de fato, a inconclusão dos seus desejos pela floresta estavam afetando o seu comportamento, de forma substancial. Um verdadeiro perigo, em principal, para ele mesmo.

    Não fez questão de acreditar em nenhuma das proposições ditas sobre a missão salvadora da mestre de Poções; estava ainda mais preocupado com o estranho brilho que os olhos dela insistiam em despejar sobre as extensões dos seus aposentos. Um estorvo sem precedentes, ela tornara-se. Precisava sair dali o quanto antes, afastá-la de qualquer ligação que a poderia tornar, ainda mais, uma perseguidora de estranhos interesses em relação a ele.

    Encarou com uma falsa surpresa a revelação sobre Hogsmeade – apesar de ter sido o próprio que sugerira uma evacuação da escola. Lamentou o tempo desperdiçado com a invasão da professora Zaphyra com extremo pesar: sabia que ela o seguira até ali, com base em algumas incursões mentais que ainda não eram claras para Ariel. Depois de causar certas desconfianças para a antiga professora de Feitiços – hoje não passando de um corpo debilitado – agora teria que encarar mais esse problema; que a princípio, classificou erroneamente como banal.

    Só esperava que ela tivesse o mesmo destino trágico da outro bruxa. Redobraria-se em profundas felicidades, com o todo o prazer que lhe poderia caber. Antes de alcançar a capa negra e jogá-la sobre os ombros, aludindo a uma possível retirado do local, lançou um último olhar para Bergerson; inquisidor, seco. Caso o breve e interrompido colóquio não surtisse nenhum efeito, teria que fazer-se mais presente em suas ações, indo além das palavras soltas que comumente soltava.

    Tudo isso com o adicional do crescente interesse que havia despertado na outra professora, que, dessa vez, imaginava-se evoluída o bastante para pôr-se nas alturas que as alucinações da sua prepotência púbere lhe permitia abstrair diante da verdadeira realidade.

    Indicou cordialmente com um gesto de mão a saída para o exterior dos seus aposentos, recolocando a porta de volta ao seu devido lugar, já com a sua varinha em posse. Antes de acompanhar os professores direto para a vila de Hogsmeade, fulminou com um olhar rápido a novata docente, perfazendo um estranho brilho psicótico por sobre o seus olhos. Esperava que ela pudesse entender o recado com exatidão.

    Uma cilada, Bino. Agora eram dois, aqueles que deveriam conhecer o derradeiro abraço maligno da morte. Contemplariam-se, assim, na finitude.


    “Então vamos todos juntos, professores...”



Off ~ Hogsmeade, eu acho. u.u
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Re: Aposentos do Prof. de DCAT - Ariel Ruthven

Mensagempor David Bergerson » 16/09/10, 16:30

Mantinha os olhos fitos no outro, e já não podia esconder o furor incontido neles. Estava, mesmo, quase ao ponto de acabar com tudo ali mesmo. Quantos de seus problemas seriam resolvidos se o fizesse? Talvez a metade deles, ou ainda mais. Sem dizer que seria uma forma de de arrancar todo o ódio de dentro de si – uma forma violenta, é verdade, mas nem por isso menos eficaz. Não demorou até que o outro se pronunciasse, numa clara tentativa de convencimento – à qual David não sabia se realmente atenderia:

- Vamos em frente, então, Bergerson... Mate-me e torne-se um deles; aqueles que tanto repudiou e que ainda continua odiando. Aliás, não tenho nenhuma dúvida do que você seja capaz de fazer, pelo contrário; tenho provas concretas de ações suas que lhe dariam uma passagem de primeira classe para umas das celas em Azkaban. Digamos que, homicídio não é algo que seja oposto ao seu ser íntimo!

"Provas concretas"? Mas que tipo de provas concretas Ariel poderia ter? Riu na face do outro, certo de que aquilo se tratava de um blefe, tão somente. Obviamente, não descartou totalmente a possibilidade de que fosse verdade, de fato. Mas não era como se aquilo, também, fosse ser resolvido caso desse cabo da vida de McKinnon ali, definitivamente. E o que é que ainda o impedia de fazê-lo, afinal?

Fingiu ignorar as considerações do outro – ainda que não o tivesse feito, na verdade. Manteve-se na mesma posição, tentado a acabar com Ariel de uma vez por todas, e se perguntando quantos mais ficariam aliviados com aquilo. Ariel também não se movia, e chegou, em um momento, a esboçar um breve sorriso, como se aquilo o satisfizesse, de alguma forma. Louco. Se fosse o caso, daria a ele o que estava querendo. Ouviu-o falar, mais uma vez.


- Sabe que ao meu lado, o garoto estará preservado... Energias podem corrompê-lo, tornado-o fraco e passível aos mais infantis erros. Mas eu poderei torná-lo forte, vivo.

Não conteve um riso debochado dessa vez. Ariel era mesmo um louco cego. E o pior de tudo era o fato de que acreditava piamente nas próprias mentiras. Lhe daria o gosto de mais uma resposta desta vez – uma última, talvez. Disse, voltando a um tom sério, ainda apontando a varinha à garganta do outro:

- Você destruiria a vida dele, como destruiu a vida de muitos, como minha família destruiu a de Leyb, e como seu irmão e sua família destruíram a sua. – fez uma pausa proposital, e então continuou – Você me acha um idiota, Ariel, mas a verdade é que eu sou o rebelde nessa história toda. Você se limitou a seguir cegamente os passos de nossas famílias, sem questionar coisa alguma, mas eu tive a coragem de dizer não. Eu sou a ovelha negra, McKinnon. Não você.

Acalmando-se quase que subitamente ao se lembrar do velho no beco escuro de Londres, relaxou os músculos do braço, pronto para abaixar a varinha e ordenar que o outro apenas abrisse a porta para que saísse dali. Sua maior vitória estaria justamente em fazer o contrário do que se poderia imaginar – como sempre fora. Sorriu, satisfeito de si. Sabia quem realmente era. E quanto a isso, não tinha qualquer tipo de dúvida. Entretanto, antes que levasse a efeito o pensamento de parar a ameaça, a porta da sala despedaçou-se num estrondo, e por ela adentrou a professora de poções – Zaphyra. Surpreso, David não pôde fazer nada antes que a mulher fizesse sua varinha – e a de Ariel – voar para longe; no caso, para as mãos dela.

O que se sucedeu, em seguida, foi uma breve – e sutilmente acalorada – discussão entre Zaphyra e Ariel. David, entretanto, não deu tanta atenção às palavras dos dois quanto o deu à nervosa troca de olhares – a verdadeira troca de farpas estava ali, nos olhos dos colegas. Curioso. Por alguns instantes, perguntou-se o quanto, de fato, McKinnon conheceria a praticamente recém-chegada mestra de Poções. Lembraria-se de investigar isso mais tarde, quando conveniente. Despertou de seus pensamentos quando Zaphyra disse, em tom enfático:


- Ah! Senhores, antes que me esqueça, nossa presença em Hogsmeade é imperativa.

Limitou-se a concordar com a cabeça, logo tomando sua varinha de volta. Guardou-a no bolso, certo de que mais nada aconteceria ali – por ora. Sorriu discretamente, mais uma vez, ouvindo Ariel reforçar que fossem, afinal, juntos ao vilarejo. Não era como se houvesse outra opção, não é mesmo? Silencioso, como costumeiramente, o mestre de Astronomia esboçou um único e breve "Vamos" antes de finalmente cruzar o espaço onde existira a porta, a qual Ariel, obviamente, tratou de reparar antes de prosseguirem juntos pelo corredor. Havia, de fato, mais coisas ocultas em Hogwarts do que David poderia ter imaginado...



Off- ¹ Hogsmeade u_ú

² Post descoisado e lixado e curtado, só pra continuar o/
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Re: Aposentos do Prof. de DCAT - Ariel Ruthven

Mensagempor Sheu » 17/09/10, 20:36

A cena era, no mínimo, interessante: uma mulher segurando firmemente uma varinha a subjugar dois homens adultos, maduros e com larga experiência em duelos. Aquele era um dos momentos que engrandecia ainda mais o ego de uma pessoa, especialmente, tratando-se de uma mulher como Zaphyra. Há muitos anos não se encontrava em situação parecida, pois suas ações - sempre muito discretas - e seus inimigos - sempre muito insípidos -, não lhe propiciavam tal divertimento. Contudo, sabia que teria de redobrar sua atenção de agora em diante.

Olhou com prazer os tremores contidos do Professor de Defesa Contra as Artes das Trevas. Deliciou-se com a inicial supresa e curiosidade nos olhos do Professor de Astronomia. Este era um jovem tolo, cuja existência e conhecimento não ultrapassavam os níveis meramente comuns. Aquele era um homem perigoso, a julgar pelo controle e frieza de suas próprias emoções. Ao longo dos anos, Zaphyra tinha encontrado muitos como ele, mas nunca superiores a ela. Contudo, seu instinto julgava que Ariel tinha potencial para colocá-la em risco.

“A sua tentativa infantil de demonstrar o seu poder foi completamente desnecessária, para não dizer patética, senhorita...”

Manteve-se fria de emoções, embora um sorriso de ironia clamasse por ser expressado em sua face. Ora meu caro, que tipo de jogadora eu seria se mostrasse, de imediato, quais cartas possuo em minha mão? - pensou.

“Mas tenho que concordar que foi uma surpresa que tenha conseguido passar pelas minhas próprias proteções. Isso torna as coisas, um pouco mais, digamos, interessante. De qualquer maneira... aceita alguma bebida?”

- Agradeço a gentileza, Sr Ruthven, mas acredito que o tempo não nos é favorável. Talvez, em uma outra oportunidade.

Suas palavras não passam de falsa cordialidade, assim como as minhas. É evidente que está surpreso. Jamais julgou que alguém tivesse alcançado tais níveis de estudo. Um erro que eu mesma cometi, antes de encontrar meu primeiro adversário.

Observou Ariel recolocar a porta em seu devido lugar e aquiesceu quando o outro indicava cordialmente a saída. Suas atitudes forçadas eram mais agradáveis do que seu equivocado tratamento cavalheiresco.

“Então vamos todos juntos, professores...”

Zaphyra apenas movimentou-se para a porta enquanto ouvia um breve "Vamos" do outro homem no recinto. Encarou Ariel enquanto por ele passava e notou seu olhar fulminante, carregado de um brilho psicótico tão comum. Certamente, poderia intimidar seus outros fracos inimigos, mas ele não fazia ideia de quem era ela ou sequer da extensão de suas influências. Não desviou o olhar, pelo contrário, o respondeu no mesmo brilho hipnótico de sua íris violeta. Curvar-se, jamais.

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