Névoa e Quintessência

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G. R. Martins
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Re: Névoa e Quintessência

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Capítulo 16 – O Nundu

Daken: Stelmaria.

Stelmaria: Mestre Daken?! Por que aparatou para cá?!

Daken: Tenho uma única ordem. Flora morreu. Você deve soltar o Nundu na Floresta para que o sacrifício
dela e de Belias não seja em vão.

Stelmaria: Sim, Mestre.

Daken: Eles são bem escorregadios... mas vamos pegá-los de jeito.

. . .

Lari: Temos um Nundu vindo. Ele nunca foi subjulgado por menos de cem bruxos unidos... e o que temos aqui... são dois Windu, um bruxo, um bruxo lanceiro, uma curandeira, uma arqueira, um lanceiro, uma espadachim, dois lutadores, um pirata e um ex-General... estou certo?

Belias: Sou um bruxo também.

Leon: Em resumo; dois Windu, quatro bruxos e seis trouxas...

Guarda: Estamos perdidos!

Leon: Não. É hora de fazer história.

Leon riu. Ele estava deliciado com a idéia de novamente, fazer um milagre. Porém, os outros não estavam tão confiantes.

Leon: Nós vamos vencer. E sem baixas.

Lari: Leon... acha mesmo que...

Leon: Podemos derrotar um Nundu? Não sozinhos... mas como Flora nos mostrou, não estamos sozinhos...

Leon pegou o cajado que Flora usava e o observou. Ele então sorriu e parou de manejá-lo, entregando-o para Evita.

Leon: Use-o. Você saberá usá-lo melhor do que todos nós.

Evita: Mas Leon...

Leon: Por favor. Não teremos sucesso se você não segurá-lo.

Evita: Tudo bem, então, Sr. Leon. Espero que não se arrependa de sua decisão.

Leon: Eu sei que não vou.

Ele então foi mais para o meio, onde Firion começava a concentrar as tropas para dar as instruções mais importantes.

Firion: Muito bem! Um Nundu é...

Leon: ...um enorme leopardo. Ele se desloca em silêncio apesar de seu enorme tamanho. Seu hálito é capaz de causar uma doença que pode dizimar uma vila inteira.

Firion: Pois bem! É isso que iremos enfrentar, damas e cavalheiros! Espero que estejam preparados!

Lennart: Então, temos de ter alguma estratégia de como atacá-lo...

Leon: Ora, um Nundu? Os humanos superestimam as habilidades desta criatura. Nosso mundo tem mais magia e as pessoas são mais fortes. Ainda assim, é um inimigo que não pode ser subestimado de forma alguma... Muito bem, quais são nossos recursos?

Firion: Eh, você não...

Firion estava confuso. Lari e Lennart se entreolharam por um momento antes de dizer, simultaneamente:

Lari /Lennart: Teremet.

Leon: Hm, creio que possam me chamar assim, se quiserem. Já vivi tantas vezes e tive tantos nomes que sou incapaz de me lembrar de todos... no entanto, me lembro de coisas mais importantes...

Lennart: Por exemplo?

Leon: Hm... Ai, caramba! Na minha última vida, eu morri e deixei a torneira aberta! Será que eles fecharam antes que a casa ficasse encharcada?!

Firion: Teremet! Temos problemas maiores aqui!

Leon: Ah, claro, a questão Nundu. Quais são nossos recursos?

Lari: Dois Windu. Quatro Bruxos. Seis trouxas que sabem lutar.

Leon: Hm... é, não temos chance. O melhor que podemos fazer é fugir e deixar uma pessoa para trás como isca. Porém...

Firion: Porém?

Leon: Leon é muito chato. Se eu fizer isso, ele vai ficar nervoso... então... vamos usar Evita e o... ele já decidiu por fazer isso, não é?

Evita: Sim...

Leon: E o outro Windu é...

Lari: Sou eu.

Leon: Pois bem. De acordo com as memórias de Leon, seu nome é Lari, estou certo?

Lari: Está.

Leon: Bom saber. Agora, creio eu que esteja familiarizada com o plano de ataque Windu Duplo Z-9?

Lari: Plano de ataque?

Leon: Ah, eu devo explicar tudinho?! Que seja. Então, começaremos...

Aaron: O monstro está aqui, Leon! O que faremos?!

Leon: Bem, agora acho que teremos de improvisar. Srta. Lari, está comigo?

Lari: Sim.

Leon: Bom. Firion, a espada.

Firion olhou para Leon hesitante antes de passar para ele a terrível lâmina espectral. Leon deu um riso calmo e disse:

Leon: Lari, você distrairá o monstro com seus poderes de manipulação de Névoa. Depois, eu, como Excalibur, usarei esta lâmina para pará-lo e finalmente, Evita controlará as plantas com o cajado de Flora e prenderá a criatura.

Lennart: Ei, não íamos matá-lo?

Leon: Não, ele é só uma criatura selvagem agindo como a natureza dita. Além disso, desconfio que, se o matarmos, Daken virá e extrairá a quintessência dele... e não sabemos quanto poder ele ganharia ao extrair a quintessência de um Nundu.

Devon: Hm... Mas ele não seria capaz de extrair a quintessência de um Nundu mesmo com a criatura viva?

Leon: Um Nundu vivo seria capaz de retaliar, o que tornaria tudo mais arriscado para ele, entende? Firion e Belias. Confio em vocês para protegerem Lennart e Lari. Hydell e Verona, cuidem de Evita. Devon, Aaron e Thatcher, por favor, usem os galhos caídos e cortem algumas árvores para criarmos um cerco. Jenna, se o Nundu chegar perto demais de Lari ou Evita, por favor, atire algumas flechas para chamar a atenção dele.

Lennart: E você vai para as linhas de frente... sozinho?!

Leon fechou os olhos por um instante e logo os abriu, com um novo brilho no olhar. Ele então falou, com uma voz fria e maligna.

Leon: Alguém tem que fazer, não é? Então que seja o sanguinolento Excalibur!

Lennart: Excalibur?!

Lari: O que tem ele?

Firion: Bem, é que apesar de Kigall ser a personalidade mais maligna de Leon, Excalibur é de longe a mais violenta.

Eles olharam para Excalibur. Ele ria bradando com sua lâmina e cortando árvores rapidamente, mais rapidamente do que Devon, Aaron e Thatcher juntos. Aparentemente, ele encantara sua lâmina com um feitiço de petrificação, porque as árvores caíam no chão duras como pedras.

Lari: O Nundu está acuado! É hora de distraí-lo!

Ela começou a manipular a Névoa de modo rápido, criando ondas que cercavam a criatura. Leon então pulou com um sorriso cruel no rosto e deu um golpe no pescoço do Nundu.

Lennart: Não pode matá-lo! Isso vai ser bom para Daken!

Leon: É tarde demais... ou não?

O Nundu estava vivo. Aparentemente, a lâmina perdera o poder do encantamento e se tornara translúcida novamente. Antes que Leon pudesse reagir de alguma forma, a criatura soltou seu bafo venenoso bem na cara dele, fazendo-o cair, desacordado. Evita ficou assustada por um momento, mas logo moveu o cajado com maestria e conseguiu dominar o Nundu usando o visgo-do-diabo que Flora trouxera. Ela então simplesmente deixou o bicho se soltar e ele fugiu, acuado, para algum canto. Leon continuou desacordado, aparentemente intacto, mas na verdade, entre a vida e a morte.

Lennart/Firion: Não... não diga isso...

Lari: Ele... falou com vocês?!

Lennart: Sim. Sentimos uma última mensagem dele antes de cair na total inconsciência...

Thatcher: É mesmo?! O que foi que ele disse?!

Firion: Ele disse “Belias estava certo. Eu sou inocente demais... e essa é a razão da minha ruína.”

Belias: Não... ainda há como salvá-lo, não?!

Evita: Eu sinto que os sinais vitais dele são fracos... mas existem... acho que até agora, ele está lutando... contra a morte.

Hydell: E o que podemos fazer?

Lennart: Eu sei o que ele iria querer... ele ia querer que continuássemos com o plano. E é isso que faremos...

Firion: Lennart, espere um instante. Acho que sei como podemos curá-lo...

Lennart: Sabe?

Firion: Sim... mas para isso, teremos que achá-lo. O lugar onde toda essa saga começou... quando éramos só eu, Leon e Ewandar... a Torre Interdimensional.

. . .

Leon: Bem, aqui estou eu de novo...

Ewandar: Leon. Nos vemos novamente.

Leon: Ewandar! Mas você está... então eu estou também?!

Ewandar: Não, não está... Eu poderia responder todas as suas perguntas... mas não temos tempo para
isso... então eu preciso lhe contar algo.

Leon: O que é, Mestre?

Ewandar: Sei o que Daken procura... e sei como impedí-lo.

Leon:Conte-me, então...

Ewandar: Espere... você ainda não está pronto para saber...
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Capítulo 17 – Guerra Espiritual

Verona: Quanto tempo se passou desde aquele dia?

Lari: Duas semanas. Ele continua a resistir, mas não sei por quanto tempo... eu pensei tê-lo visto uma vez quando caí desacordada há alguns dias, mas não tenho certeza... Leon...

Belias: Está tudo bem, Lari. Pode chorar. É uma ocasião triste... mas eu sei que ele vai voltar, de alguma forma...

Lari: Ele vai voltar?

Firion: Claro que sim! Leon não é do tipo que deixaria essa missão enorme para nós!

Lennart: E ele não gostaria de nos ver chorando... especialmente você, Lari.

Devon: A Torre não está visível para o Sul, Firion.

Aaron: Também não está ao Norte.

Jenna: O Oeste parece limpo também.

Hydell: Mas... ela não está no Leste também! Onde ela poderia estar?!

Firion: Esperem um pouco... pelas minhas contas, o dia em que a Torre se move... é hoje, então é por isso que não podemos vê-la. Sinto muito, irmão... mas teremos que esperar mais um dia.

. . .

(13 dias antes...)

Daken: Interessante, muito interessante...

Stelmaria: O que aconteceu, Mestre?

Daken: Eu encontrei algo... que me revela quem é o inimigo oculto, o líder da resistência...

Daken riu e pegou o objeto. Era um velho cantil, mas não era isso que importava. O que realmente importava era que nele, havia um fio de cabelo que não era preto ou branco. Era prateado.

Daken: Você não vai conseguir correr para sempre, garoto... Ewandar pensou que podia... e o destino dele foi bem obscuro, você e eu sabemos disso...

Stelmaria: Senhor, o que faremos agora?

Daken: Voltemos para o Palácio. Tenho novas ordens, mas não ouso dá-las aqui. Afinal, até as árvores tem ouvidos.

Eles então aparataram, desaparecendo no ar. E um velho que estava escondido atrás de uma árvore, deu um sorriso.

. . .

(7 dias antes...)

Evita: A Febre dele está muito forte... não sei por quanto tempo ele pode continuar assim... Leon...

Verona: Ele tem que prosseguir. Um garoto tão honrado... não pode morrer dessa forma... não sem antes passar pela sua grande provação...

Firion: Então... Leon... está nevando. Lembra o que você me dizia? A neve que cai na verdade são pequenos sonhos... e por isso, eu revelarei o meu. Espero que você acorde, Leon... e que juntos, possamos derrotar Daken e o exército dele... mas antes de mais nada, quero que esteja vivo. Nada disso fará sentido se você não estiver.

Lennart: Eu me sinto triste, é verdade... mas não tanto quanto você, Firion... seu enlace com ele é mais profundo...

Firion: Não... é só que ao contrário de você, eu sou incapaz de simplesmente acreditar que ele está vivo... E Lari?

Lennart: Ela só desmaiou de novo. Os sinais estão estáveis.

Belias: Ótimo. Não sei como poderíamos continuar se os riscos estendessem até ela também...

. . .

(3 dias antes...)

Leon: Agora eu posso entender tudo o que me disse, Mestre...

Ewandar: Ótimo. Tenho novas informações para você... Daken sabe.

Leon: Ele sabe?! Bem, eu sabia que não poderíamos esconder para sempre... então... ah, acho que descobri um conhecimento que pode ser muito útil!

Ewandar: É mesmo? Mostre-me, Leon.


. . .

Lennart: É estranho, não acham? Quase dois Generais vão direto para cima da gente e de repente, em duas semanas, não somos atacados por nenhum...

Ele não disse mais nada, porque um monte de Névoa quase o envolveu, sendo interrompido por Lari no último instante.

?????: Continua tão boa quanto da última vez, não é, Lari?

Lari: Delfo, como pôde?! Como você foi capaz de trair Ewandar?

Delfo: Ele se recusou a ir além... e aí, eu só procurei outras fontes de conhecimento... e encontrei o Imperador Daken. Graças a ele, eu sou muito mais poderoso! Mais poderoso até mesmo do que Ewandar! Ele está morto, Lari, porque foi tolo o suficiente para desafiar o grande lorde deste mundo!

Delfo ria cruelmente. Ele então começou a manipular não a Névoa, mas sim a quintessência, criando um jorro daquelas malignas chamas azuis e o lançando na direção de Lari. Ela tentou fazer um escudo de Névoa, mas foi inútil. A quintessência era mais forte e em instantes, o golpe a acertaria em cheio.

Firion: Ah, ela também não!

Firion bradou, pegando a garota pela roupa e a puxando firmemente, tentando tirá-la da frente do alvo... mas o poder os seguia e logo, não só Lari como também Firion e Lennart estavam na mira.

Delfo: Hah, queimem! E eu darei suas quintessências ao Mestre, me tornando seu maior aprendiz!

?????: Acho que não!

Um velho saiu das sombras, pulando para a frente de Lari e Firion. Ele tinha cabelos brancos que pendiam em seus ombros e um bigode enorme. Seus olhos eram escuros e ele usava uma túnica que descia até os pés e uma capa. Deu um sorriso e logo colocou a mão na frente do jorro de quintessência de Delfo, simplesmente o absorvendo.

Delfo: Ah, então ainda existe outro! Isso é ótimo! Quem diria que eu conseguiria encontrar o terceiro!

?????: Saia daqui ou enfrente-me. A decisão é sua.

Delfo: Ah, isso é ótimo?! Acha mesmo que pode me derrotar?!

?????: Não pense que pegarei leve com uma criança.

Delfo: E não pense que pegarei leve só porque você é um velho.

“Leon: O-o que está acontecendo aí... Ewandar? Ewandar, cadê você?”

Firion: Não podemos enfrentá-lo... não com Leon dessa forma.

?????: Então vão! Eu o distrairei por quanto tempo eu puder!

Lari: Não! Por causa dessa guerra, eu já vi boas pessoas morrerem! Não deixarei que aconteça de novo!

?????: Boas pessoas? Bem, não é o meu caso.

Lari: Não deixarei que a tragédia de Ewandar se repita!

O velho parou por um momento, mas logo depois passou a seguir as tropas da resistência, que recuavam.

Delfo: Pois bem... eles virão para dentro do Palácio um dia... e lá, a armadilha se estabelecerá.

O General riu mais uma vez e no instante seguinte, aparatou para longe dali...

. . .

Lennart: A Torre não pode estar longe... não pode...

Firion: Mas para todas as direções que olhamos... nada! Estamos no topo da colina mais alta da região e ainda assim... nada!

Lari: Não há outro modo?

?????: Hm... A Torre Interdimensional? Talvez ela esteja invisível... mas invisível não significa impenetrável.

Lennart: E para achar algo invisível... bem, o melhor jeito é lançar uma cortina de Névoa e ver em qual lugar ela não simplesmente fica... Lá, estará a Torre, invisível, mas sólida. Aliás, senhor, qual é o seu nome?

?????: Me chame de Eddie. Eu conheci Ewandar há um bom tempo e... bem, só agora estamos realmente quites. Mas vou ajudá-los... porque pelo que eu já observei... seu garoto ali é muito interessante.

Firion: Pois bem... apenas Lari pode usar a cortina de Névoa em si, mas... podemos mover pilhas de areia e tentar perceber por onde elas não passam...

Eddie: É tão fácil assim acreditar em mim?

Firion: Sim. Depois do meu irmão e tudo que ele fez, não vejo como não crer em você. É bem a cara dele um plano desses...

Belias: Leon... ele está bem?

Evita: Não... a temperatura dele está caindo! Eu diria que temos meia hora antes que isso possa passar de hipotermia para...

Firion: Não... pode ser... Leon... por favor...

. . .

Daken: Sr. Delfo.

Delfo: Sim, Mestre?

Daken: Me traga um jovem. Preciso de um agora. Um jovem garoto... de cabelos ruivos... por favor.

Delfo: O que fará com ele, senhor?

Daken sorriu. Delfo não precisava saber. Não se queria continuar tendo livre-arbítrio. Era chato ter subordinados com vontade própria, mas era necessário. Meros fantoches não teriam tanta determinação.

Daken: Farei apenas o necessário, Delfo. Agora, tem mais alguma notícia para mim?

Delfo: Sim. Encontrei um terceiro Windu. Ele está atualmente com Lari e Leon.

Daken: Excelente... logo eles virão e meu plano se concretizará...

. . .

Leon: Eles estão sofrendo... e logo, eu não poderei voltar!

?????????: Você não poderá voltar agora. Eu não deixarei.

Leon: Então prepare-se para levar uma surra espiritual!

?????????: Que venha! Logo, você suará frio sob o fogo e este corpo será meu!

Leon: Ah, quer este corpo? Sinto muito, queridinho, mas já tenho cinco aqui dentro.

?????????: Não importa! Todos tremerão diante de Ermenrich!

Teremet: Ermenrich... nome interessante. Em uma língua, ele significaria “poder universal”, coisa que obviamente, esse cara não tem. Vejam só, ele é só um translúcido!

Ivaldi: Ah, então é assim que eles se parecem!

Leon: Ivaldi?! É você?

Ivaldi: É, sou sim.

Leon: Nossa, dos outros, você é de longe o mais calado!

Ivaldi: Bem, você é interessante. Eu me sinto deleitado o suficiente só assistindo...

Ereshkigal: Chega disso, vamos chutar ele para fora daqui!

Excalibur: Quer que eu o destrua, Leon? Faz tempo desde que eu destruí um desses.

Leon: Não. Eu tenho pena desta criatura. Minha história ainda não acabou e eu não vou jogar tudo fora só porque ele prefere a versão dele! Saia daqui!

Ermenrich: O que é isso?! Leon?

Leon: Você está fora, Ermenrich... ou eu deveria chamá-lo de Eron?

Ermenrich: Do que está falando?!

Leon: Dane-se, monstro. Suma daqui.


Evita: Febre e hipotermia... eu não entendo! Não são sintomas da doença que o bafo de um Nundu causa! Há outra coisa afetando Leon!

Eddie: Deixe-me ver... Hm... Quintessência... Isso deve tê-lo protegido do poder do Nundu, mas... um translúcido interferiu e está tentando tomar o corpo dele.

Firion: E como o tiramos daí?!

Eddie: Não há como. Ele terá de sair dessa ele mesmo... mas não será fácil. O translúcido o deixou doente para tomá-lo com mais facilidade... tudo o que podemos fazer é sentar e esperar.

Leon: O que é isso?!

Ermenrich: Todo o meu poder, Sr. Leon... Entregue o seu corpo logo... ou você morrerá. Seus outros não podem ajudá-lo. Agora morra... ou me deixe dominar...

Leon: Esteve... se escondendo o tempo inteiro, não é, monstro?

Ermenrich: Sim. Estive te enfraquecendo... seu corpo... só se recuperará se eu o usar... Deixe-me usá-lo ou ele não será de nenhum de nós.

Leon: ...


Eles de repente ficaram surpresos porque o corpo de Leon começou a tremer, como se ele levasse um choque. Assim que terminou, ele levantou-se e abriu os olhos. Os olhos dele não eram mais prateados e sim dourados.

Firion: Leon!

Leon: Leon? Não mais! Agora este corpo pertence a Ermenrich e com ele, me tornarei imortal!
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Re: Névoa e Quintessência

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Capítulo 18 – Jornada para o Velho Mundo

Eddie: O translúcido... tomou conta dele... são os olhos dourados...

Leon: Ah, temos um sabichão aqui, não é?

Eddie não respondeu. Ele simplesmente pegou sua varinha e a apontou para a face de Ermenrich.

Eddie: Sabe qual é a única forma de matar um translúcido, Ermenrich? Mate o corpo que o hospeda... e ele morrerá junto.

Leon: Faça! Eu não tenho medo da morte!

Firion: Não, Eddie! Precisamos de Leon!

Eddie: Eu sei. Eu o estou incitando.

Leon: Há! É ótimo, velho! Acha mesmo que só isso vai o salvar? Tolo! Não é o suficiente para... Gah! O que é...

Leon: O corpo já está curado. E a alma agora deve voltar! Ermenrich! Agora, me devolva ou morra em escuridão!

Ermenrich: Me matar, Leon? Essa é ótima! Não há como matar um translúcido! Até porque... eu já morri!

Leon: Eron... você que já foi humano e perdeu sua humanidade... Eu ordeno que saia!

Ermenrich: Não me venha com essa! Não há como se livrar de mim! Conforme-se e viva apenas como um espectador!

Leon: Cale-se e saia.

Os olhos de Leon se viraram e ele caiu no chão. Mas logo, ele se levantou, e abriu os olhos, normal novamente, apesar de ainda estarem dourados.

Leon: Acho que eu dei algum trabalho para vocês, não é?

Lari: Leon! Eu pensei que você...

Leon: Estava morto? Não vão se livrar de mim tão facilmente. Firion, Lennart. Obrigado por não desistirem de mim... eu senti a força que me mandavam do outro lado...

Firion: Eu não poderia, irmão. Não depois de tudo o que fez por mim.

Leon: Ainda temos muito para fazer... ainda há quatro Generais lá fora, não é? Ah, e você é?

Eddie: Meu nome é Eddie. Eu era um antigo amigo de Ewandar e farei de tudo para ajudá-los em sua jornada.

Lennart: Ele é como você e Lari, Leon. É um Windu.

Eddie: Sim. Sou um Windu. E eu devia uma ao grande Ewan. E pelo que sei, ele está morto, então eu os ajudarei, assim como ele queria.

Leon: Obrigado, Sr. Eddie. Sua ajuda será inestimável.

Eddie: Ah, pare, Leon, eu não sou tanto assim.

Leon: Temos de continuar com o plano. Mas antes... eu preciso de algo que ficou lá atrás... no mundo antigo.

Firion: Leon, do que você está falando?

Leon: Lembra-se do livro que eu perdi? Aquele que deve estar no Aeronavio que tomamos? Pois bem, eu precisarei dele. Sabem onde foi parar a Torre Interdimensional?

Aaron: Ei, aqui está o ponto! Acho que eu a encontrei, pessoal!

Leon: Ah, timing perfeito. Porém, devo dizer que um exército em miniatura não daria certo por lá. Aquele mundo é muito diferente. Os magos vivem na clandestinidade, então quanto menos de nós, melhor.

Firion: Leon! Você não pode ir sozinho!

Leon: Eu sei que não. Um trio seria perfeito... então... Firion, você vem comigo, somos uma equipe temível há séculos... e... Lari, você também. Pronto, somos três.

Eddie: E EU irei com vocês também. Ewandar não ia querer que dois de seus protegidos andassem descuidadamente assim. Ainda mais no velho mundo, onde a Névoa é mais escassa.

Leon: Ah, pois bem. Cuide dos outros, Lennart. Eu não poderia confiar esta tarefa para mais ninguém.
O grupo de Leon acenou e se despediu dos outros. Logo depois, eles corajosamente entraram na Torre, preparados.

Hydell: Ele levou a baforejada de um Nundu na cara e sobreviveu?

Belias: É. Milagres são a alcunha dele, como ele disse.

Subiram as escadarias o mais rápido que podiam e logo, se viam na sala onde a odisséia de Leon começara, quase sete meses antes.

Leon: Eu irei primeiro. Se algo der errado, por favor, continuem como se nada tivesse acontecido.

Lari: Leon. Não morra. É uma ordem.

Leon: Morrer? Quem falou em morrer?! Eu apenas supunha que –

Firion: Não suponha mais nada. Dará certo, Leon.

Leon: Ah, o que é isso... parece que nossa volta estabilizou o tempo... agora aqui e lá, as coisas fluem como um.

Eddie: Sim... e isso é um sinal estranho... deveria significar algo... mas não entendo o quê.

Leon não respondeu. Ele só tocou o cristal no meio do círculo de magia e em um flash, desapareceu. Depois disso, foram Firion, Lari e Eddie, desaparecendo ali, sendo levados para o velho mundo.

. . .

Daken: Flora está morta e Belias é um traidor... então Leon é capaz de quebrar votos perpétuos... pois bem, eu já tenho os quatro necessários. Agora só preciso trazê-los até aqui.

Delfo: Mestre Daken... não eram três?!

Daken: Ah, claro... mas agora que eles estão juntos, ELES vão achar o quarto e ele virá com eles até aqui. Tudo vai como a valsa pede. Tudo como o Mestre Daken rege.

Delfo: Mestre... o que fará com Belias?

Daken: Na hora certa... ele provará à quem é leal... na hora certa, no dia em que tudo se concretizará.

. . .

Leon: O Velho Mundo.

Lari: Alguma idéia de onde viemos parar?

Firion: Na Inglaterra. No meio de um depósito fechado em Hogsmeade.

Eddie: Pois bem. Alguma idéia de onde devemos ir?

Leon: Felizmente... não precisaremos ir para lugar nenhum. Zeffa, você pode trazer aquele garoto para cá, por favor? O que me mandou a carta.

Eles pensaram que Leon falava consigo mesmo de modo estranho, mas não deu outra. Menos de um minuto depois, uma explosão em chamas deixou o garoto cair ali.Zeffa pousou no ombro de Leon e o garoto lhe deu alguns biscoitos.

Leon: Feitos em casa, imersos em chá. Uma receita minha.

Lyon: Leon! O que você está fazendo? Como me trouxe para cá?

Leon: Com Zeffa. Você irá me devolver o que me pertence, Lyon. O meu livro. Passe para cá.

Lyon: Eu esperei muito por isso... quase fiquei louco... mas finalmente, a vingança está em meu alcance!

O garoto pegou uma faca e começou a apontá-la para Leon.

Lyon: Que ironia, não será? Você morrer pela sua própria lâmina? Sei que é você! Pode se esconder atrás desta aparência, mas não me engana, Leon!

Firion: Não precisa derramar sangue, Lyon! Apenas nos dê o maldito livro!

Lyon: Cale a boca! Eu sei quem você é também, me lembro dessa voz! É o guarda-costas morônico desse assassino vil!

Lari: Não chame Leon de assassino!

Lyon: Mas ele é! Eu sei que você matou meu tio, Leon! E agora, com a mesma faca, eu me livrarei de você!

Lyon lançou a faca, rindo. Leon conseguiu se esquivar a tempo, mas a faca acertou o cristal de transporte interdimensional, o quebrando.

Leon: Seu imbecil! Era uma relíquia arcana!

Lyon: Ah, a raiva finalmente está vindo, Leon! Excelente! Por sete meses, eu treinei e treinei para o nosso duelo!

Leon: É um tolo se pensa que lutarei com você.

Lyon: É mais tolo ainda por pensar que tem escolha!

Lyon desembainhou duas espadas curtas e riu, sinistramente.

Lyon: Gostou? Eu as consegui apenas para me livrar de você, Leon!

Leon: Me vejo sem escolhas.

Zeffa voou do ombro dele e ele pegou sua lâmina espectral, com um sorriso.

Leon: Palavras são inúteis. Mais uma vez, descemos a isso... Eu, como um velho amigo, cumprirei o meu dever.

Lyon: Você foi tolo, muito tolo de se meter comigo... e agora, eu trarei o seu fim!

Os dois pegaram suas espadas e começaram a duelar. Lyon parou o golpe de Leon com uma lâmina e tentou cortar a cabeça dele com a outra, mas Leon sorriu e se abaixou, resolvendo deslizar pelo chão. Porém, Lyon foi capaz de pegar de volta a faca e a usou para prender o terno de Leon no chão, limitando os movimentos de seu inimigo. Leon resmungou.

Leon: Ah, esse terno era emprestado!

Lyon: Bem, vai precisar dele no seu caixão!

Leon: Cale-se. Eu ainda nem comecei.

Ele pegou a sua varinha e depois de girá-la nos dedos duas vezes, apontou para sua lâmina espectral.

Leon: Petrificus Totalus!

Lyon pareceu surpreso e Leon se aproveitou disso. Ele transpassou a lâmina por Lyon, que caiu no chão sem poder se mover.

Lyon: Ugh... Gah...

Leon: A loucura o tomou. Eu posso curar seus ferimentos... mas a mente dele está além do meu alcance.

Ele roubou a mochila de Lyon e tirou o livro de lá, o colocando na sua própria bagagem. Ele então pegou uma das espadas de Lyon e disse, secamente.

Leon: Adeus, Lyon.

Ele então fincou a espada no chão, logo do lado da cabeça do jovem.

Leon: ...era o que eu gostaria de dizer. Mas essa não é a minha dimensão e você nem faz idéia da burocracia que eu poderia enfrentar se intervisse de tal forma no seu mundo! Bem, até nunca mais e eu espero que não destrua aquele cristal de novo, Lyon, porque se o fizer, aí eu só vou mandar a burocracia se danar!

Leon roubou as duas espadas de Lyon, entregando uma delas para Lari e depois pegou a faca e a deu para Eddie. Ele então foi em direção ao cristal e o consertou com Névoa, mas disse:

Leon: O corpo está intacto, mas a conexão não. Demorará semanas para ela se restabelecer completamente e usá-la antes disso é de longe muito arriscado.

Lari: Mas Leon! Como voltaremos ao nosso mundo? Você não propõe que esperemos, não é?

Leon: Não, creio eu que o Mundo Novo não possa passar tanto tempo sem nós. Então temos apenas uma opção... vamos ter de usar os Portões.

Firion: Os Portões?! Mas Leon, eles estão no...

Leon: ...Triângulo das Bermudas? Eu sei. Aquela região pode ser um desafio... mas precisamos recorrer a ela. Não temos escolha.
Eddie: Acho que podemos passar por lá, Leon. Eu realmente acho.

Leon: Pois bem. Vamos deixar Lyon aqui. Não quero um inútil nos seguindo.

Lari: Leon?

Leon: É, eu sei, é maldoso. Mas é verdade. Não precisamos de nenhum atraso... mas espera um pouco.

Leon pegou sua mochila, a abriu e tirou uma carta intocada dali. Ele então a abriu e sem nenhuma cerimônia.

Leon: ...Não fui eu. Procure vingança em outro lugar.

Ele saiu dali sem outra palavra, sério, seguido pelos outros, deixando Lyon para trás, paralisado.

Leon: Não temos tempo para isso. Um universo depende de nós e ele me atrasa com seus planos irritantes de vingança pessoal. Vamos.

Lari: Mas Leon! Você não pode meramente...

Leon: Perdoar e esquecer? Não de acordo com a cultura. Neste mundo, assassinato é uma coisa muito mais mal vista e como ele me acusou disso...

Firion: Leon. Somos todos o que ele diz sermos. Só não somos os assassinos daquela pessoa.

Leon: Por que querem tanto que eu o perdoe? Por que insistem nisso?

Eddie: Guardar rancor não é bom, Leon. Não fará bem para você.

Leon olhou para eles antes de voltar, meio nervoso e ver um Lyon ainda parado.

Leon: Finite Incantatem.

O garoto era capaz de se mover novamente e assim que se deu conta, pulou para cima de Leon. Os dois caíram no chão e Lyon começou a estapear Leon, que apenas ignorou.

Lyon: Eu sei que foi você!

Leon: Não.

Lyon: Não minta para mim!

Leon: Eu não estou mentindo.

Lyon: Encontrei um fio de cabelo seu na faca que matou meu tio!

Leon: E que raios de prova é essa?

Lyon: Não adianta insistir! Eu sei que foi você!

Leon: Acho que eu vou matá-lo se não parar com isso, Lyon. Está me irritando e, se você está certo, ser assassino é minha alcunha.

Ele virou os dois, ficando por cima de Lyon e pegou uma das lâminas dele, se sentindo pronto.

Firion: Não, Leon! Você não foi feito para ser um assassino! Salvar as pessoas é a sua alcunha! Lembre-se de Thatcher!

Leon: Essa alcunha é boa demais. Não sou tão bom assim.

Firion: Lembre-se de Belias!

Leon: Ele mesmo me falou que eu teria de matar pessoas para cumprir minhas metas.

Firion: E QUANTO AOS SEUS IRMÃOS? E QUANTO A MIM?!

Ele hesitou. Firion caiu de joelhos, ofegante.

Firion: Não... comece... por um motivo tão tolo... depois que você mata pessoas... se torna cada vez mais difícil deixá-las vivas.

Leon: Que seja. Mas eu não irei perdoar este garoto. Não posso. Escute as minhas palavras, Lyon; meu irmão acabou de salvar a sua vida, mas ela continua por um fio. Qualquer coisa que você tentar e eu não hesitarei novamente.

Leon se levantou, embainhando a espada que era de Lyon.

Leon: Fique aí pensando por meia hora, sim? Quero que entenda a sorte que teve... e mais do que tudo, quero que entenda a tolice que foi se meter comigo.

Eles saíram. Leon não se importava muito com aquilo, mas aparentemente, sua alcunha antiga ainda era forte o suficiente para salvá-lo de si mesmo.

Leon: Vamos para os Portões.

. . .

Lennart estremeceu. Era a primeira vez desde que Leon saíra e ele ficara captando os sinais de seu irmão que ele esboçara alguma reação.
Ele então abriu os olhos.

Lennart: Leon virá pelos Portões.

Hydell: Pe-pelos Portões?!

Verona: Ele tem coragem de fazer isso?

Lennart: Aparentemente ele não tem escolha. Um imbecil quebrou o cristal.

Hydell: É. Estamos ferrados.

Belias: Acha que Leon tem alguma chance, Lennart?

Lennart: Antes de conhecê-lo, eu diria que ninguém tem chance... mas agora, eu digo que se alguém é capaz... esse alguém é Leon.
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Capítulo 19 – Windu e o Triângulo das Bermudas

Leon: Bem, temos que saber como chegar lá antes. Qualquer Capitão com alguma sanidade se negaria a nos levar até lá. Ir de vassouras não é recomendável, a distância é grande demais para pilotos inexperientes como nós.

Eddie: Será que aquele... Lyon poderia ter nos ajudado?

Leon: Não, era um primeiranista. Ele não saberia voar.

Firion: E uma chave de portal?

Leon: É uma opção, só precisamos de uma.

Lari: Hm... que tal criarmos uma?

Leon: Criarmos uma?! Pois bem, somos... Windu. E eu ainda tenho um trunfo para lhes revelar.

Firion: Um trunfo?

Leon: Sim, um belíssimo trunfo. Ele mudará tudo.

. . .

Daken: Stelmaria. Eles derrotaram seu Nundu. Parece que precisaremos de mais do que uma criatura para derrotá-los. Vá até eles com todo o seu exército e puna-os pela insubordinação. Capture os Windu e Belias. Mate os outros.

Stelmaria: Sim, senhor.

A General saiu, calmamente. Daken então olhou para a esquerda.

Daken: Viu tudo, não foi, Larsa? Como a General Stelmaria hesita?

Larsa: Sim, eu vi, Mestre. Acho que eu deveria seguí-la para confirmar de que lado ela está, não é?

Daken: Sim, minha querida. E te dou permissão para fazer qualquer coisa. Apenas traga os Windu vivos para mim.

Larsa: É claro. Seria triste se um material tão importante fosse desperdiçado.

Daken: Excelente...

Daken sorriu. Ele sabia bem do que Larsa era capaz e por isso, ela era sua General favorita. Era uma alma selvagem, feita para a guerra e combinada com seu estilo discreto, se tornava uma arma mortal.

Delfo: Mestre, não acha que está dando liberdade demais para Larsa?

Daken: Ah, você acabou de chegar, não foi, Delfo?

Delfo: Sim. Por que a manda atrás de Stelmaria?

Daken: Desconfio que ela vá me trair. Larsa impedirá que tal coisa aconteça. Sabe, Larsa é a arma perfeita. Ela não se importa em matar, é rápida e discreta e o melhor: ela não me trairá de forma alguma.

Delfo: Mas se Belias já o fez e Stelmaria pode fazê-lo...

Daken: A resistência de Leon é a única com poder significativo. Eles não vão ter o apoio de Larsa, de forma alguma... isso porque o que eles querem é a paz. Não funcionará para Larsa, ela é uma alma de guerra.

Delfo: Mas como a usará depois que Leon estiver em suas mãos?

Daken: Depois que eu obtiver os Windu... bem, não importará mais, não é?

. . .

Lennart: Gah... o que é isso?!

Lennart caiu, desacordado, subitamente. Belias conseguiu pegá-lo antes que a cara dele acertasse o chão, mas o acontecimento deixou todos eles assustados. Afinal, aquilo seria causado pelo Império... ou algo teria acontecido com Leon e Firion?

Belias: Lennart? Lennart!

Evita: Ele não parece estar ferido...

Thatcher: Algo a ver com a conexão dele. Leon está em perigo. Precisamos ir para lá.

Aaron: Não! Lembra-se do que ele falou? Ele vai tomar os Portões porque a conexão entre esse cristal e o de lá foi enfraquecida! Usá-lo é suicídio!

Devon: Sim. Agora, tudo o que podemos fazer é esperar e torcer.

Thatcher temia que eles falassem isso. Ele odiava esperar.

. . .

Leon: E então? O que acham?!

Firion: Caramba, Leon... obrigado por nos mostrar isso.

Lari: Hm... Por essa, nem mesmo Daken estará esperando...

Eddie: Acho que temos uma chance maior agora. A chave está pronta?

Leon: Sim. Estamos prontos?

Lari: Sim.

Eddie: Agora.

Firion: Vamos!

Os quatro pegaram a chave e começaram a girar e girar e girar...

. . .

Stelmaria: Está tudo pronto. Vamos, meus queridos. Temos magos para capturar... a nossa condução está pronta?

Guarda: Sim, senhora. Mais alguma coisa?

Stelmaria: Não fique no nosso caminho.

Guarda: Está bem... nossa rede de espiões diz que eles foram vistos na última vez ao norte... perto do litoral, nas colinas.

Stelmaria: Pois bem.

. . .

???: Então... ele está vivo?

Hydell: Hã?! Quem é você?

Don: Ah, eu sou Don...

Verona: Isso não ajuda muito...

Belias: O Guarda de Flora que Leon não matou. Ele estava nos seguindo desde então...

Devon: Sério?!

Don: É... eu não tinha como simplesmente voltar... então acabei vindo com vocês. Ele está vivo?

Lennart se levantou naquele momento e riu.

Lennart: Ah, Leon, você vai ter que me explicar essa!

. . .

Leon: A construção mais antiga dos Atlantes... o último escape deles deste mundo... a verdadeira fronteira entre os dois mundos... Os Portões!

Eddie: Ele é sempre assim, não é?

Firion: Você nem imagina.

Trovões rugiam e raios caíam. O vento não recuava e o mar era revolto. Mas a construção resistia, o símbolo da existência dos Atlantes no mundo que agora era puramente humano. E aquela construção nunca poderia ser apreciada, porque a sua mera existência trouxe tal estabilidade no local onde foi construído que acabou criando as lendas do Triângulo das Bermudas.

Firion: E por que será que paramos de usá-los? Só pelo clima do lado de fora?

Leon: Não, isso é um pequeno contratempo. O maior problema é que guarda o lado de dentro.

Lari: O lado de dentro?!

Leon: Sim. Os Atlantes não podiam deixar que os humanos os encontrassem tão facilmente, não é? Quer dizer, apenas as lendas deviam ficar para trás para que elas fossem eventualmente desacreditadas e as pessoas pudessem crer que eram apenas uma história que ensina que a arrogância é um mal.

Eddie: Ora, Leon, você conhece bem este mundo...

Leon: Como eu não poderia? Agora, mantenham-se atrás de mim. Eu abrirei a porta.

Firion: Não, Leon. Mantenha-se atrás de mim.

Leon: Firion, pensei que já tínhamos discutido isso mais do que o suficiente.

Firion: Aparentemente você não se lembra de que é o visionário.

Leon: E aparentemente você não se lembra de que, como o visionário, eu lidero tudo. Então está decidido.

Vocês ficarão atrás de mim enquanto eu abro a porta.

Lari: Firion, por favor. Apenas escute Leon.

Firion: Ah, está bem, irmão. Mas eu não lhe dou a permissão de morrer, está bem!

Leon: Eu nem sonharia com isso, meu irmão. Não se preocupe comigo. É o meu papel manter vocês a salvo.
Sempre foi. Lembra-se do que me disse? Salvar outros é minha alcunha.

Firion: Pois bem. Estamos prontos para nos defendermos, Leon.

Leon: Então vamos ver o que temos aqui dentro.

Leon colocou as mãos nas portas da construção e a abriu, sem cerimônia. Eles entraram.

Leon: Não era bem isso que eu esperava.

Firion: Nada? Ora, o perigo é nada? Que estranho...

Lari: Deve ter alguma coisa... talvez isso explique todos os desaparecimentos de pessoas que ousaram passar por aqui...

Leon olhou para os lados antes de prosseguir até a próxima porta e a abriu. Mas quando deu o próximo passo, ele se viu no mesmo ambiente do qual teria supostamente saído.

Eddie: Interessante...

Firion: O que é interessante?

Eddie: Há um bloqueio aqui... e acho que precisamos pagar algum tipo de preço para passar.
Leon: Então vamos para a moeda de transação clássica, não?

Ele foi até as portas que o levariam para o segundo ambiente novamente e usou a lâmina de Lyon para fazer um corte em sua mão. Leon sorriu e com a mão sangrando, empurrou a porta, agora indo para outro lugar. O segundo ambiente era como o primeiro; mas ao invés de ser um corredor comum, ele tinha pequenos lagos dos lados, sustentados por cachoeirinhas que estavam na parede, dos lados da porta que os levaria para outro lugar.

Lari: E agora, o que vai acontecer?

Leon: Algo vai mudar. Depois daquela porta, acho que teremos é que provar nosso valor.

Eddie: Nosso valor... sim, sim, exatamente... Então agora... como vamos proceder?

Leon: Magia... nos guiará pelo caminho.

Leon sorriu. Ele estendeu o braço e logo lançou uma onda de Névoa que explodiu a porta. Firion ainda parecia empolgado com a notícia anterior.

Firion: Caramba, Leon, isso é ótimo!

Leon: Sim, é excelente. Eu desconfiava disso desde que descobri sobre os meus poderes... mas só quis contar agora.

Lari: Por quê?

Leon: Temos um espião. Há alguém dentro do nosso grupo que está vazando informação para o Império.

Firion: Quem poderia ser? Belias?

Leon: Não. Estão nos vigiando desde antes da nossa missão nas Cavernas do Inferno. Porque acha que Belias estava lá, em um mero campo de concentração? Há um espião entre nós, e ele veio no recrutamento. Então quem seria? Devon? Aaron? Hydell? Jenna? Evita? Verona? Um deles não está realmente do nosso lado. Um deles... é um traidor.

Lari: Então todos os nossos passos estão vigiados?

Leon: Exatamente.

Firion: Eu não acredito! Estavam brincando conosco o tempo inteiro? Por que ela nunca simplesmente nos capturou?

Leon: Porque Daken provavelmente quer esperar. Ele queria que nós pensássemos que tudo dava certo e nos ver indo confiantes para seu reino, apenas para sermos traídos e capturados. Mas ele não sabe que nós sabemos que ele sabe e esta é a chave. Apenas chegaremos e tiraremos o traidor.

Eddie: Matá-lo?

Leon: Se necessário... não temo mais ter de matar. Não me importo de ser bradado como assassino, traidor ou herético. Agora, eu irei agüentar qualquer alcunha para cumprir meu destino.

Lari: Leon... você...

Leon: Eu cresci. E não importa o que esses Portões tragam, iremos derrotar. Há muitas pessoas nos esperando do outro lado e não podemos falhar com elas... Eddie, você está chorando?

Eddie: Me desculpe... é que... suas palavras me lembraram de algo... triste...

Firion: Eddie...

Eddie: Está tudo bem agora. Vamos. Temos que prosseguir.

Eles andaram para o próximo nível. Lá, havia uma escadaria e no topo dela, um trono de pedra.

Leon: Ali, atrás do trono. Os Portões.

E lá estavam. Duas portas enormes, cheias de símbolos e desenhos. O ambiente também era cheio de caveiras enormes e ossos gigantes. Um instante antes de acontecer, Leon sabia o passo seguinte.

Leon: Preparem-se.

As caveiras se moveram e os ossos também, até que eles estavam diante de dois Inferis enormes. Leon sorriu, calmo.

Leon: Ah, tentando nos intimidar com tamanho. Clássico. Bem, tenho isto. A lâmina espectral.

Ele pegou a lâmina e atacou um dos Inferi, o fazendo desabar. Leon então rapidamente atacou o outro e em menos de um minuto, os dois estavam no chão.

Leon: Vamos subir?

Firion: Caramba, Leon! O que foi isso?!

Leon: Só minhas habilidades.

Ele subiu e foi seguido pelos outros até que se viram diante dos Portões. Leon, de modo confiante, o abriu.

Leon: Segurem-se em mim. Lari, precisa pensar no onde; a Torre Interdimensional. Firion, pense no quando. Eu e Eddie manejaremos a energia e faremos o necessário para que o transporte seja bem-sucedido.

Leon segurou a mão de Eddie e de Lari, sendo abraçado por Firion. Os quatro então, unidos, foram sugados pelos Portões.

. . .

Lennart cutucou Belias de modo discreto.

Lennart: Belias. Temos um traidor entre nós.

Belias: Não sou eu, eu juro.

Lennart: Sei que não. Leon também acha que não é você. O espião está entre nós desde antes da nossa missão nas Cavernas do Inferno.

Belias: Isso explicaria porque eu fui mandado para lá. Afinal, por qual outro motivo um General seria mandado para vistoriar uma prisão?

Lennart: Pois bem. Leon confia em você, então não sei em quem mais confiar. Teremos de investigar os outros, eu e você.

Belias: E quem está sob nossa mira?

Lennart: Hydell, Verona, Devon, Aaron, Evita e Jenna. Um deles é o nosso culpado. E enquanto não o encontrarmos, não conseguiremos nos safar das investidas do Império.

Belias: Tudo bem, Lennart. Desde aquele dia, sou fiel à Leon... e estenderei minha confiança para você.

. . .

Uma incrível onda de energia pôde ser sentida por eles. Um grande jorro de luzes e cores era visível, mas o mais incrível não era isso. Era a conexão de mentes que se criara entre eles; para Leon e Firion, as duas novas mentes que eles viam eram maravilhosas. Para Lari e Eddie, a conexão de mentes era uma coisa totalmente nova e inesperadamente bela. Leon, Firion e Lari compartilhavam seus passados, seus sonhos e seus medos entre si, mas Eddie não passava tantas informações. Eles não falavam ou ouviam nada, mas sentiam tudo o que era possível. A passagem do tempo e do espaço, o poder do universo e segredos ocultos se abriam para eles, mas eles armazenavam sem reagir, se concentrando para o onde, o quando e a energia necessária. E logo, em um flash de luz, estava acabado.
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Re: Névoa e Quintessência

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Capítulo 20 – O Duelo de Mestras

Lennart: Leon!

Leon: Eu estou de volta.

Belias: Pegamos o traidor, Leon! Foi fácil!

Firion: Quem vocês pegaram?

Lennart: Eu disse para ele que não, que ele devia esperar vocês, mas...

Belias: Aqui está ele! Hydell!

Belias voltara, trazendo Hydell, amarrado. Leon respirou fundo, cético.

Hydell: Eu já disse que não sou eu!

Leon: Não é ele, Belias. É outra pessoa. Não poderia ser Hydell... precisava ser alguém discreto... alguém que fosse capaz de se misturar sem chamar a atenção... alguém bem quieta e calma... como Jenna. Ela é a nossa traidora.

Firion: O que fazemos agora, Leon?!

Leon: Nós a libertamos. É um domínio mental... ou ela é mesmo, conscientemente, uma espiã. Nesse caso, não temos opção a não ser matá-la.

Ela não respondeu. Leon apontou a varinha para ela.

Leon: Jenna. Para quem você trabalha?

Ela não respondeu. Leon então pegou uma poção da mochila e sem drama, fez três gotas pingarem na boca de Jenna.

Leon: Agora, Jenna. Para quem você trabalha?

Jenna: Leon! Ora, ora, ora... nos vemos mais uma vez!

Ele olhou bem fundo nos olhos de Jenna. Como todas as vezes anteriores, os olhos dela eram dourados. Mas agora, mais do que nunca, Leon sabia o que aquilo significava.

Leon: Quem é você, translúcido?

Jenna: Ah, não me conhece? Talvez o nome Levard lhe traga memórias...

Leon: Hm... não, nenhum sino.

Jenna: Sou um grande causador de problemas, um mercenário famoso... Isto é, eu era, até que você apareceu. Por sua causa, na China, eu fracassei pela primeira... e última vez! Daken me matou, mas eu consegui essa segunda vida... e resolvi dedicá-la a missão de me livrar de você!

Leon: Pois bem. Acho que eu vou testar algo novo aqui.

Ele riu antes de lançar uma onda maciça de Névoa na garota e sentir os ventos. Firion, Lari e Eddie se juntaram à ele e logo, inesperadamente, uma forma púrpura saiu. Leon não hesitou; logo em seguida, atacou a forma com sua lâmina espectral, a sugando. Ele logo em seguida, colocou-a em um pote e o fechou.

Leon: Pronto! Deve estar preso!

Jenna: Oh, onde estou?!

Firion: Está livre, senhorita Jenna.

Jenna: Eu... posso ver o que aconteceu agora... Senhores! Já que eu causei tantos problemas, passarei a vocês as informações que sei! A General Stelmaria está vindo... com todas as criaturas que tem em sua disposição.

Leon: Pois bem. Jenna, Don, posso contar com vocês , não é?

Don: Bem, o Império me descartou e você me salvou, então...

Jenna: Nunca poderei pagar o suficiente pelo que fiz...

Leon: Não se preocupe, Jenna. Eu sei como é... Se não fosse por Firion e Lennart, eu não voltaria também...

Jenna: Pois bem. Eu farei o máximo possível para ajudá-los!

Lennart: E o tal de Levard? O que vai acontecer com ele?

Leon: Ah, está preso aqui. Um pote de sombras. Roubei alguns dos Portões.

Firion: O que você não tem aí?

Leon: Não sei. Foi presente de Ewandar. A capacidade de armazenamento dela é quase a mesma de um shopping.

Hydell: Shopping?

Leon: É uma central de lojas... Enorme.

Hydell: Ah.

Belias: Hydell, eu... me desculpe...

Hydell: Ah, guardar ressentimento vai nos atrapalhar, então estamos bem.

Verona: Então, o que será que a tal de Stelmaria tem em seu estoque?

Belias: Da última vez que eu soube, eram duas quimeras, um erumpente, um kelpie, um par de barretes vermelhos, um cavalo alado, um iéti... e não me lembro dos outros, mas há outros, com certeza.

Lennart: Estamos ferrados!

Leon: Claro que não. Só precisamos saber como derrotar cada um dos monstros.

Devon: Mas não temos tempo, Leon! Ela está nas colinas, nos esperando! Ela sabe onde está a Torre, estamos cercados!

Leon: Uma cerca mágica ou de criaturas?

Devon: Fogo mágico.

Leon: Excelente. Vamos sair juntos e rapidamente. Isso os deixará confusos.

Aaron: E depois?

Leon: Eu coordenarei o ataque, passando instruções para todos rapidamente, está bem?

Thatcher: Muito bem, Leon! Vamos nessa!

Eles saíram e a situação estava pior do que esperavam. Um bando de barretes vermelhos corriam em nossa direção, segurando pedaços de metal. Leon mas não o suficiente. Leon tirou um livro de sua mochila e jogou para Evita.

Leon: Leia em voz alta! Rápido!

Ela pegou o livro e começou. Os barretes pareciam se sentir incomodados e logo explodiram, desaparecendo no ar deixando apenas dentes no chão.

Evita: Leon, que livro é esse?!

Leon: A Bíblia! É um livro religioso do Velho Mundo!

Evita: Poxa vida, que livro estranho!

Leon: Agora, para o Erumpente!

Ele sorriu. Leon logo pegou a espada de Lyon e a lançou por cima do erumpente, o distraindo por tempo o suficiente para prendê-lo em uma jaula de Névoa.

Firion: Excelente. Então vamos ver!

Ele estava atento e manipulou a Névoa, usando-a como um pó de sono e fazendo o erumpente dormir calmamente.

Leon: Excelente. Venha o próximo.

Os próximos; dois trasgos, correram para cima de Leon. Porém, Devon e Aaron se colocaram entre o garoto e os monstros. Leon olhou para Lari, que agora estava ao seu lado.

Leon: Para cima!

Os dois moveram as mãos e fizeram com que Devon e Aaron fossem lançados. Os dois caíram encima dos trasgos e com golpes maciços dos seus machados, mataram as criaturas.

Stelmaria: Quem é o líder desse grupo?!

Leon sorriu.

Leon: Sou eu quem você procura, General. E sou eu que farei o necessário para manter meus aliados vivos. Então venha!

Ela apontou para Leon e naquele momento, as quimeras começaram a voar, indo na direção dele.

Leon: Alguns dizem que as quimeras são seres feitos através de experiências que procuram fusionar vários animais em um só...

Uma delas quase arranhou Leon, mas ele se esquivou e a pata da criatura acertou o chão. Leon em seguida passou por baixo da outra e acertou um canteiro de rosas.

Leon: Outros dizem que são apenas uma das criaturas feitas para punir os seres humanos pelos seus pecados...

Ele bateu as mãos e o canteiro foi envolvido por Névoa. Quando a Névoa parou de rodeá-lo, Leon estava ali, segurando uma das rosas. Elas tinham se tornado, misteriosamente, azuis.

Leon: Ainda pode-se dizer que são parte da chave para a imortalidade. A tão desejada imortalidade. Porém, ela é inalcançável, não é?

A quimera veio novamente, mas Leon não reagiu. Ele deixou que ela a segurasse, mas quando ela tentou arranhá-lo, Leon estalou os dedos. Uma onda de Névoa pegou os dois e eles ficaram ocultos para os olhos dos outros. A outra quimera foi em direção à nuvem que Leon criara e também acabou sendo capturada por ela.

Firion: Mas o que será que...

Lennart: Firion, temos que continuar! Stelmaria ainda está mandando criaturas!

Firion: Mas Leon...

Lari: Leon pode ter chances! Mas não adiantará nada se formos capturados.

Elfos-da-Bavária. Quatro deles correram na direção do grupo de Firion, mas Hydell e Verona foram capazes de cortá-los rapidamente, tirando-os do caminho.

Firion: Vai precisar fazer melhor do que isso!

Um par de cavalos alados então voou contra eles, tentando pegá-los, mas Jenna e Don foram capazes de fazê-los recuar com várias flechas, atiradas rapidamente.

Firion: E agora?

Ela gritou antes de atacar diretamente, agora com todo o resto do grupo, que era uma mistura de humanos, barretes vermelhos, aranhas bem grandes, elfos-da-bavária e trasgos. Porém, alguns instantes antes do embate final, a Névoa estourou, fazendo com que as tropas de ambos os lados parassem, confusas.

Leon: Achei que queriam nos capturar. Pois bem, acho que eu estava enganado.

Leon riu. Ele acariciava a cabeça de uma das quimeras, a primeira que ele vira com asas. Estava montado nela.

Leon: Ora, ora, estamos surpresos, não é?

Firion: É uma...

Leon: Uma quimera? Eu sei. Ela também sabe o que sou. E podemos conviver assim... por causa de Daken.

Stelmaria: Hã?! Do que é que você está falando?

Leon: Sabe como você ganhou tanto controle sobre eles? Quintessência. Ele os dominou e logo depois, deu o controle para você. Tudo o que eu fiz com estes queridinhos foi libertá-los. Agora, deixe meus amigos em paz ou terei que atacá-la eu mesmo.

Stelmaria: Quintessência?!

Leon: Quintessência. Uma forma de energia, como a Névoa... mas enquanto a Névoa é a forma criada quando as pessoas pensam e fazem a energia surgir... enquanto a quintessência, mais poderosa, é pior para se obter... porque ela é a energia vital dos seres. Então, para conseguir quintessência... é necessário matar a pessoa... e bem, seu mestre faz isso com uma freqüência preocupante.

Stelmaria: É mentira! Vocês são assassinos selvagens!

Firion: É mesmo? Prove!

Leon: Eu sei que é verdade. E você pode discordar, mas antes, pergunte ao seu mestre. Quem sabe a teia de mentiras não acabe aí?

Belias: Eles estão certos. Eu vi com os meus próprios olhos quando Delfo a usou... e Delfo é o aprendiz de Daken.

Stelmaria: Be-Belias?! Você está com eles?

Belias: Sim. Leon é ainda mais incrível do que Daken! Ele preferiu desafiar as possibilidades e destruir um voto perpétuo do que me matar!

Leon: Enquanto seu mestre lançou Flora como um atraso para tentar nos matar com um Nundu. Então eu creio que Daken a esteja enganando. Mas se realmente ousar nos desafiar, não hesitarei. Nem por um segundo.

Stelmaria: Pois bem. Vão. Eu os deixarei passar por hoje. Se vocês mentiram para mim hoje, porém, eu voltarei pelas suas cabeças.

Leon sorriu e ajudou Lari a montar em sua quimera, enquanto Firion e Lennart montavam na outra. Verona foi no cavalo de Hydell e todos partiram, rapidamente.

Guarda: Por que os deixou ir, General?

Stelmaria: Esse tal de Leon pode ser muita coisa, mas ele não me pareceu mentiroso... e se o que ele diz for verdade...

?????: ...o que vai fazer? Vai traí-lo?

Stelmaria: General Larsa. Ao que devo o prazer de sua companhia?

Larsa: Estou apenas de passagem, Lady Stelmaria. Então... se o que eles disseram é verdade, o que vai fazer?

Stelmaria: Se for... o Imperador está brincando com vidas... e nesse caso, eu cuidarei dele pessoalmente.

Larsa: Ah, mas eu não posso deixar que isso aconteça, posso? Não, não, minha querida, você pensa em traí-lo. Então, sua vida acabará aqui.

Larsa sorriu. Stelmaria hesitou por um momento, mas mandou os barretes vermelhos atacarem a outra General. A ninja apenas desembainhou suas facas e se livrou de todos eles antes que um minuto fosse cronometrado.

Larsa: Minha querida... uma batalha entre Generais está aqui. Faz o sangue ferver, não é?

Stelmaria: Você é louca! Pare com isso!

Larsa: Tarde demais para implorar, Stelmaria. Agora pare, ou perderá isto, o delicioso momento de sua morte... e eu odiaria não ouvir seus gritos de agonia.

Stelmaria logo pegou sua arma, um cajado longo e tentou atacar Larsa, mas esta foi mais rápida e fincou uma kunai na mão da outra. A General tentou pegar a ninja novamente, mas foi atacada mais duas vezes, nos tornozelos. Sem muito controle, ela caiu ajoelhada no chão, com Larsa na frente dela, rindo.

Larsa: Sua morte nem será tão divertida, afinal...

Um golpe rápido no estômago. Pronto. Ela ainda sofreria muito. Logo depois, Larsa olhou para os soldados de Stelmaria.

Guarda: Uh... não vamos atrás de Leon?

Larsa: Não, vamos deixá-lo ir por enquanto. A guerra nunca esteve tão doce...

Stelmaria: Gah! Sua...

Larsa: Ah, ainda está aí? Aproveite estes últimos minutos, General...

Ela não terminou a frase. Stelmaria conseguiu pegar seu cajado e perfurou a perna de Larsa. A ninja riu.

Larsa: Há! Acha que é o suficiente?! Stelmaria, até nunca mais!

A ninja acenou e logo, tanto ela quanto as tropas não estavam mais ali.

. . .

Leon: Estranho... eu me pergunto porque será que ela apenas deixou a gente passar...

Lari: Eu sei... não faz muito sentido... e ainda assim... bem, vamos aproveitar a oportunidade, não é?

Eddie: Hm... Não acho que ela vá nos seguir de forma alguma?

Devon: Como não? Não seria isto uma armadilha para nos pegar desprevenidos?

Firion: Sei o que quer dizer... Posso sentir um aroma bem doce... e ao mesmo tempo, bem ruim.

Leon: ...Quintessência. Uma batalha deve estar acontecendo.

Lari: Ainda bem que saímos de lá a tempo, Leon! Eu não sei o que faria se as quimeras tivessem...

Leon: Quimeras não são malignas, apenas mal-compreendidas e exploradas incorretamente. Não é, Hugh?

A Quimera pareceu responder. Leon sorriu. Lá estava ele, um jovem que nem sequer podia existir e que já tinha morrido duas vezes montado em um animal que não se submeteria a ninguém em condições normais. Ele sorria com as perspectivas do futuro e mais ainda, ria das possibilidades que sua mente encontrara. Ele pegou uma das rosas azuis que colhera dos canteiros que transformara e passou-a para Lari.

Leon: Ma Chérie, um presente para você.

Lari: Ah, Leon, obrigada!

Leon sorriu enquanto olhava outra das rosas. Horas tinham se passado e a rosa não parecera envelhecer nem um instante. Leon a cheirou e sentiu que ali, um leve aroma de mistério.

Leon: Um gênio deve experimentar, não é?

E sem mais delongas ou dramas, ele comeu a rosa e sentiu o gosto de um segredo.
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Re: Névoa e Quintessência

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Capítulo 21 – Conflitos dos dois mundos

Leon: Voltamos para Hydon, há três dias, não foi? Bem, pelo que o nosso espião nos trouxe, aparentemente, o Império de Daken está quase dominando todo o Continente.

Firion: Apenas uma cidade ainda resiste. A Cidade Fortificada de Tharnigan. Ela fica do outro lado do continente e o Imperador mandará várias tropas para tomá-la. É a nossa chance de invadir o lugar e acabar com Daken de uma vez por todas.

Eddie: Olha, eu não quero ser chato, mas só tem um problema com a nossa “chance”.

Lennart: E qual é?!

Eddie: Há uma quantidade enorme de tropas do inimigo lá fora, lideradas não só por um, mas sim por DOIS Generais.

Belias: Sim. Consigo ver Larsa e Ignatio liderando as tropas deles. E Leon, devo admitir que nosso grupo não tenha muitas chances. A não ser que você tenha outro de seus planos desesperados em mente.

Leon: Eu tenho. Eu sempre tenho.

Ele comeu outra rosa azul. Era hora.

Leon: Não vamos conseguir. Vamos falhar.

Firion: Leon, do que é que você está falando?!

Leon: Isto é o que um comandante normal diria ao ver os números. Porém, nem mesmo eu vejo como resolver este embate. Temos a Torre, que foi abandonada, mas não podemos nos esconder para sempre... e por isso... Eu tenho uma idéia louca. Vou para o Velho Mundo achar outros meios para vencer. Peço que segurem o ataque até lá.

Firion estendeu a mão para seu irmão, mas Leon olhou para ele tristemente e disse:

Leon: Sinto muito, Firion, mas é uma viagem solo.

Ele logo fuçou em sua mochila até tirar o medalhão azul. Ele não era um mero medalhão, mas só agora Leon era capaz de ver sua verdadeira utilidade.

Leon: Firion, por favor, guarde isto assim que eu desaparecer, está bem?

Firion: Desaparecer? Mas você não vai usar os Portões?

Leon: Não será possível. Não vejo como sair daqui vivo. Não dessa forma. Então usarei outro meio. Um objeto repleto de magia que será a minha âncora.

Firion: Então isto é o seu meio de volta? Tem certeza de que deseja confiá-lo a mim?

Leon: Ah, tenho. Eu não confiaria a mais ninguém... só você e Lennart.

Firion: Então é melhor que Lennart o carregue. Eu provavelmente estarei nas linhas de frente se um ataque for necessário e posso até...

Lennart: Não. Não te damos permissão para morrer, irmão.

Leon: Pois bem. Não morram até que eu volte. É uma ordem.

Firion: E nos prometa que não vai morrer lá, irmão!

Leon apenas tocou o medalhão e sumiu no meio do ar, do nada. Ele não respondeu, não prometeu para eles que não iria morrer... porque na verdade, talvez essa fosse exatamente a intenção dele.

. . .

Ignatio riu. Os inimigos deles, na verdade eram um bando de garotos e garotas assustando que não saíam do Forte de Hydon. Pois bem... covardes mereciam uma morte covarde, não é? Uma flecha explosiva podia facilmente acabar com eles... derrubando aquele Forte inútil ao mesmo tempo.

Ignatio: Isso vai desagradar Larsa... mas é o melhor a se fazer.

Ele pegou a flecha, acionou os explosivos e depois de mirar com perfeição, atirou visando um pequeno buraco bem no chão, entre a parede e o solo.

. . .

Lari: Ah, mas não vai!

Ela estendeu a mão e foi capaz de tirar a flecha da trajetória, acertando um dos acampamentos dos soldados. Ele explodiu e os sobreviventes estavam em chamas.

Lennart: Bem, agora estamos perdidos. Não vejo como a situação pode se resolver... eles dirão que atacamos primeiro e contra-atacarão.

Belias: Se já não temos mais chance, Lennart... a única coisa que farei é garantir que o máximo de soldados imperiais caiam junto conosco! Assim, gravaremos nossos nomes na história... como o maior obstáculo que o Império já teve!

Eddie: Não. Isso não vai funcionar... a maioria dos Impérios decaem sozinhos, depois da morte do mestre, mas isso é impossível. Daken não morrerá tão cedo.

Thatcher: Mas eu o vi há sete meses e ele já me parecia bem velho! Ele não deve ter muito mais tempo de vida?

Lari: Quintessência.

Eddie: Sim... se ele a usa, porque não o faria para manter-se vivo além do tempo? Tudo me leva a crer que ele é o primeiro a alcançar uma imortalidade verdadeira.

Evita: Mas e as Horcruxes? Elas não seriam o método de imortalidade?

Lennart: Não, porque nenhum bruxo realmente pode passar pela eternidade com elas. Poucos sabem, mas por mais que a pessoa pareça inalterada, ela reparte sua alma... e de modo bem lento, mas constante... sua quintessência perde poder até que ele morra por falta dela.

Lari: Hm... E a Pedra Filosofal pode criar o Elixir da Vida, mas a pessoa se torna dependente dele... não, quintessência é bem mais fácil de se repor e pode-se passar mais tempo sem obtê-la novamente. Então... será que é isso que Leon foi buscar no outro mundo?

Eddie: Não é um plano ruim... que eu saiba, há bilhões de pessoas lá... então de que custa perder algumas? Porém, ao mesmo tempo... cada vida tem um valor inestimável... então, Leon está em um enorme dilema agora... deixar os que conhece e preza para morrerem... ou sacrificar desconhecidos para não deixar que este trauma aconteça?

Lennart: E ele não quis que fôssemos com ele... então acho que parte dele sabe qual é a dura decisão que tomará...

Firion: Mas como podemos ficar tranqüilos se ele não compartilha conosco... ele nem sequer nos prometeu que não morreria.

Devon: Firion. Não posso dizer que entendo. Mas digo que enquanto eu puder ajudá-lo de qualquer forma, farei o meu melhor.

Firion: Sim. Não podemos ficar lamentando. Pelo contrário! Devemos garantir que Leon tenha um lugar para voltar! Bloqueiem as portas e carreguem nossas catapultas! Vamos continuar com nossa defesa até que não seja mais possível!

. . .

Lyon: Leon. Por que voltou aqui e agora?

Leon: Bem, Lyon. Tenho de lhe pedir um favor.

Lyon: E como eu poderia dar um favor a você?

Leon: Eu não o matei mesmo com quase uma obrigação de fazê-lo. Me deve uma.

Lyon: Qual é o favor que quer, Sr. Leon?

Leon: É simples. Você deve assumir o legado de seu tio. Devemos ressuscitar o Aeronavio.

Lyon: Não.

Ele pegou sua lâmina e a de Lyon.

Leon: Não estou brincando, Lyon. Todos os que eu mais prezo morrerão a não ser que eu cumpra meu objetivo aqui. Seu tio morreu, então você entende como é. Mas você tem uma família para retornar... e aqueles em risco são a minha única família.

Lyon: Família. Vou ajudá-lo, então. Mas antes disso, precisamos saber onde meu tio deixou a nave.

Leon: Ah, Zeffa pode nos ajudar com isso... não é, Zeffa, minha querida?

A ave apareceu e assentiu, pousando no ombro de Leon. Ele sorriu e pegou a mão de Leon e no próximo instante, eles explodiram, deixando apenas um pequeno monte de neve para trás.

. . .

Delfo: Não acha que mandar Ignatio E Larsa para aquele Forte foi uma ação exagerada, mestre?

Daken: Claro que foi. Mas não acho que o suficiente. Não o suficiente para vencê-los... mas só para atrasá-los... até que meu comitê de boas vindas esteja pronto.

Delfo: Convite de boas-vindas... do que você está falando?

Daken: Acalme-se, Delfo. Na hora certa, você saberá.

E ele riu. Uma risada aterradora, maligna e clara. Seus inimigos deveriam temer o dia em que se meteram com ele e logo pagariam um preço mais caro do que o que podiam imaginar.
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Re: Névoa e Quintessência

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Capítulo 22 – O último plano se cria

Leon: Então, conseguiu fazê-lo funcionar, é, Sr. Lyon... estamos no ar, finalmente! Então... vamos para... – ele olhou um mapa do mundo antes de apontar para um lugar – Aqui.

Lyon: Mas-mas tem uma guerra lá, cara!

Leon: ...Exatamente.

Lyon: Leon, eu não sei o que está planejando, mas eu não quero morrer!

Leon: Ah, mas você não vai, Lyon. Não deixarei que passe por esse risco.

Lyon: Leon, você...

Leon: ...vou fazer o impossível. Mais uma vez.

Lyon: ...Bem. Eu vou ajudá-lo, então. Segure-se, Leon! É hora de ativarmos a ultra-velocidade!

Leon: Ultra-o-quê?!

Ele não ouviu a resposta. No momento seguinte, eles pareciam estar deslizando pelo céu. Ele apenas percebeu que Zeffa parecia cantar. Ora, ora, o plano dele parecia ter frutos inesperados.

Leon: Então chegamos, Lyon?

Lyon: Sim, aqui estamos... parece que eles estão batalhando lá embaixo... trouxas tolos. É melhor que nós... Leon, o que está fazendo? LEON!

O jovem não respondeu. Ele apenas esperou Zeffa ir para suas costas e pulou do aeronavio, caindo para o chão, para o meio daquele campo de batalha. E com um sorriso em seu rosto.

. . .

Firion: Leon... não ouse...

Lennart: Irmão! Eddie e Lari estão lá encima nos defendendo e atacando as tropas. Jenna e Don estão atirando flechas e Aaron e Belias manipulam as catapultas, que são recarregadas por Devon e Thatcher. Está tudo como você disse.

Firion: Alguma mudança?

Lennart: Não, tudo continua na mesma.

Firion: Caramba!

Lennart: Firion... e a nossa arma secreta?

Firion: Não. Leon disse que nos avisará na hora certa de usá-la... ainda não é a hora certa.

Lennart: Nem sabemos se Leon está vivo! Temos que –

Firion: Ele vai voltar. Eu sei que vai.

Lari: FIRION! BOMBAS DE LIMPEZA!

Firion: Bem, agora é a minha hora de agir!

Firion pegou sua lança e com um golpe perfeito, rebateu a próxima bomba de limpeza, a lançando para longe. Ele rebateu mais outras até que, depois de alguns instantes, felizmente elas pareceram ter acabado. Ele quase sorriu, mas uma fala de um dos soldados o deixou assustado.

Soldado: Preparem os canhões!

. . .

Leon sorria. Era o ambiente perfeito, com justamente aquilo que ele precisava. Depois de alguns instantes de trabalho perfeito, porém, ele se virou apenas para ver um homem, aparentemente um trouxa, apontando um objeto que ele nunca vira em sua cara.

Leon: Uma arma de fogo, creio eu. O que vai fazer com ela, soldado trouxa, me matar?

O soldado se preparava para disparar o gatilho, mas Leon riu. Com um estalo de seus dedos, a arma levitou e foi parar na mão de Leon.

Soldado: O-o que é isso?!

Leon: Poder. E com ele... logo conseguirei aquilo de que preciso. Huhuhun...

. . .

Lyon: Hm... Leon não matou meu tio... então quem poderia ter sido?

Leon: Então, Zeffa... um de seus irmãos está aqui. Não, espera... em um Templo, você diz? Bem, vamos resgatá-lo, então.

Ele riu. Definitivamente, a situação estava dando para ele mais do que ele esperava obter.

. . .

Devon: Firion! Acabaram as pedras que poderíamos usar em nossa catapulta! O que faremos agora?

Lari: Usem as bolas de canhão que pudemos pegar! Usem-nas contra eles!

Thatcher: Pois bem! Mas não sei se podemos resistir por muito mais tempo! Todos parecem exaustos!

Lennart: Temos que prosseguir. Nossa rendição... é o que Daken quer.

Belias: Ele se livrará de qualquer um que não for um Windu... então temos que resistir. Não digo isso por mim, não me importaria em morrer aqui e agora... mas há pessoas mais preciosas do que eu aqui.

. . .

Leon: Mas como eu farei para... é claro.

Ele via o pássaro. Era uma estátua majestosa e ele sabia que uma única coisa podia ser feita para libertá-lo. Calmamente, Leon sorriu e tocou seu instrumento. A música ecoou pelo ambiente, até que um enorme estrondo indicou que algo acontecera.

. . .

Ele observava quando a terra começou a ceder. Leon ainda estava lá. Lyon não sabia dizer se estava alegre ou triste com isso... Por um lado, ele finalmente se livraria do garoto-problema, mas ele também sabia que o objetivo de Leon era salvar seus aliados, então isto tornava a situação mais triste.

Lyon: O que será que...

Leon: Ah, Lyon, eu causei problemas demais lá embaixo, não foi? Acho que a minha cara estará em seus noticiários amanhã.

Lyon: Leon...

Leon: Sim, claro. Já conhece Zeffa... agora, conheça Kyron, o irmão elétrico dela. Ah, isso me lembra, Kyron, meu querido, você poderia ir para o outro mundo e ajudar meus irmãos?

A ave assentiu e saiu rapidamente em um raio. Leon sorriu. Trovão e Gelo, não eram? Então apenas uma faltava. E ele sabia onde teria de ir.

Leon: Agora, direcione a sua nave para o Oceano Atlântico, Lyon.

Lyon: Para qual lugar, exatamente?

Leon: Fossa das Marianas. Acho que vou mergulhar um pouco.

Lyon: Caramba... eu me meti com um monstro.

. . .

Larsa deu uma risada cruel. Eles não podiam resistir por muito tempo e a elite de suas tropas nem sequer tinha atacado.

Larsa: Ignatio, está tudo pronto?

Ignatio: Sim. Minha equipe está pronta para invadir e capturar os Windu. Temos uma bomba de limpeza que os deixará fora de combate!

Larsa: Ótimo. Preparem-se para atacar!

Ignatio assentiu. Eles ganhariam aquele conflito em poucas horas. Era uma excelente perspectiva.

Firion: Eles estão vindo! Não temos como defender o forte! Recuem! Eu os segurarei enquanto puder!

Eles continuavam vindo. Firion não tinha chances, não sem se arriscar altamente. Ele sentiu um pequeno incômodo na nuca, mas ignorou... afinal, ele não tinha tempo para pequenas dores. Não diante de um perigo como aquele. Mas logo antes de sofrer o ataque, instantes antes do embate, um raio caiu diante dele.

. . .

Leon: Então, aqui estamos. Já sabe como funciona, Sr. Lyon. Apenas me espere aqui, está bem?

Lyon: Pois bem. E Leon...

Leon: Pois não?

Lyon: Volte vivo, está bem?

Leon: É claro.

Lyon: Bem, é que eu não posso cobrar pagamentos de uma pessoa morta!

Leon: Cobrar pagamento? Eu achei que éramos amigos agora!

Lyon: Amigos? Acha que eu posso te –

Leon subitamente fez Lyon se abaixar. Estranhamente, um meteoro passou por cima deles, quase os acertando e descendo em direção ao mar.

Lyon: Valeu, Leon!

Leon não respondeu. Ele já pulara para baixo de novo, com Zeffa pousando encima do meteoro. Leon o sentiu e ele era perfeito para seus planos.

. . .

Ignatio: Uma tempestade! Eles não podem ter chamado uma tempestade! É IMPOSSÍVEL!

Do outro lado, no Forte, Firion ria, com a ave pousada em seu ombro.

Firion: Isso sim é uma arma secreta, Leon!

Eddie: E então, Daken, ainda acha que não temos uma chance?

A ave estendeu suas asas e mais relâmpagos caíram. Bem, isto definitivamente era um baita contratempo para o Império.

. . .

Leon: E esta é a terceira ave... Bolgan. Bem, agora só preciso dar mais alguns ajustes.

Zeffa acenou e Bolgan explodiu em chamas. Logo em seguida, os dois saíram dali, voltando para o barco de Lyon.

Lyon: Leon! E agora, para onde vamos?

Leon: Bem, você já me fez muitos favores... então eu devo perguntá-lo... quer algum favor de minha parte?

Ele sorriu.

Lyon: Pensei que não fosse perguntar.

Leon: Deixe-me adivinhar... os assassinos de seu tio, estou certo?

Lyon: Não. Vingança não me levará muito longe... eu percebi isso depois daquele dia, Leon.

Leon: É bom ver que está ficando mais sábio, Sr. Lyon. Pois bem... como posso ajudá-lo?

Lyon: Bem... quero que me ensine. Quero que me dê lições de magia.

Leon: Mas eu não posso, eu tenho que ajudar meus amigos e irmãos!

Lyon: Tudo bem, Leon. Não se preocupe.

Leon: Hm... Já brinquei muito com três dimensões, não é, Zeffa? Hora de brincar com a quarta.
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Capítulo 23 – O Extermínio Começa

Firion: Há outro grupo vindo! Lari, Eddie, preparem-se!

Lari: Eddie sumiu, Firion!

Firion: Ele nos traiu, então?

Lari: Eu não sei! Não consigo vê-lo nas tropas inimigas também!

Lennart: Ele fugiu. É simples. E eu não queria dizer isso, mas é óbvio que Leon o fez também.

Belias: Então como é que podemos vencê-lo?! Sem Eddie e sem Leon... estamos quase que sem chances.

Firion: Leon não fugiu. Ele nos trouxe Kyron, não foi?

Lennart: Temo dizer que apenas esta ave não será suficiente para compensar.

E naquele instante, como se escutasse um chamado inaudível, uma bola de chamas desceu pelo ar, seguida por várias outras. Uma voz disse, calmamente:

????: E este é Bolgan, a terceira e última ave do paraíso.

Lennart: Quem?!

Firion: Leon. Ele está conseguindo algo.

Tudo o que Leon juntara no mundo antigo fora necessário. Agora, ele estava tentando obter o quê, exatamente?

. . .

Lyon: O que é... isso?

Leon: Meu cofre.

Lyon: Mas está cheio de...

Leon: Vira-tempos? É só um. Deixado de novo e de novo, por pequenos atalhos e fendas... que eu criarei no futuro.

Lyon: Mas mexer com o tempo é...

Leon: Infinitamente perigoso? Não se você tiver a mente correta... e com uma destas belezinhas aqui, eu a farei.

Lyon: Ok, acho que eu mudei de idéia... eu já vou indo...

Leon não deixou Lyon correr, o puxando pelo colarinho.

Leon: Creio que não... precisarei de um escudeiro... então, acho melhor você andar armado.

Leon riu e com um gesto rápido, tirou a espada de Lyon, a jogou no ar, fazendo com que ela desse duas voltas, pegou-a novamente, a embainhou e entregou-a para Lyon.

Leon: Sua lâmina, meu caro.

Lyon: Eu tenho um pressentimento muito ruim em relação a tudo isso...

. . .

Ignatio atacou. As chamas caíam, mas elas eram departamento dele, então ele não tinha como se preocupar com isso. Ele riu ao ver que um casal estava perto de uma janela do Forte, desprotegidos. Eram da resistência, com certeza. E atacou com duas flechas. Um instante antes de ver o ataque, ele sentiu que uma pedra fora lançada em suas costas e se virou. Quando olhou de volta, os dois estavam no chão. Excelente.

. . .

Firion: HYDELL! VERONA!

Evita: Oh, não, eu não tenho como curá-los... é tarde demais!

Eles ficaram ainda mais preocupados, porque isso lhes mostrara que o Império começava seu ataque final... e também, porque a promessa de Leon, a maior certeza que os unia, se quebrara de vez...

Devon: Morreram como guerreiros. Mas o Império é covarde. Fomos tolos ao baixar nossa guarda.

Firion: Sim. Se não vamos sobreviver... vamos enfraquecer o Império ao máximo! Para que eles tremam sob a lenda de nossos nomes!

Lennart era incapaz de falar qualquer coisa, estava chocado. E no fim das contas, o cavaleiro pálido não perdoava ninguém.

Aaron: Temos que nos preparar. Eles logo virão nos pegar.

Devon: Leon vai voltar?

Lennart: Temos que agir como se ele não fosse retornar. Temos de pensar na pior das hipóteses. É isso que ele faria. E nesse caso, acho que precisamos achar algum outro meio de escapar.

Belias: O subsolo. Tem que haver alguma saída pelo subsolo!

. . .

Larsa riu.

Larsa: Ignatio. Você cumpriu a primeira parte da missão?

Ignatio: Sim. Dois já foram.

Larsa: Então deixe que eu cuidarei dos outros.

Ela pegou uma faca e partiu, correndo. Era hora de derramar mais sangue.

. . .

Leon: Bem, bem, pelo que sei, os ingredientes que precisamos são as penas das três aves do paraíso...

Lyon: Checado...

Leon: Um vira-tempo.

Lyon: Aqui.

Leon: O sangue de uma criança inocente...

Lyon: O quê?!

Leon: Brincadeira, brincadeira... e isto daqui...

Leon riu e tirou um pergaminho, que estava dentro do livro que Lyon teria “roubado” dele. Ele abriu a lista e mostrou para Lyon, calmamente.

Lyon: Que lista enorme!

Leon: Ora, que interessante. Acho que vamos demorar um bom tempo para obter todos os itens. Felizmente tempo não é um problema, monsieur Lyon.

. . .

Firion: EVITA, LARI, LENNART! VÃO!

Lennart: Estarei esperando por você do outro lado, irmão.

Firion: Também espero que possamos nos ver...

. . .

Ignatio: Eles não têm muita chance. Não com Larsa correndo até eles.

Guarda: Eles são melhores do que você imagina.

Ignatio: Não creio. Matei dois de modo rápido.

Guarda: Acho que você deveria observar melhor, General Ignatio.

O General pareceu sobressaltado com esta fala e olhou em volta. Aparentemente, todas as tropas dele tinham sido derrotadas, a não ser por aquele guarda. Mas ele parecia calmo demais para simplesmente ter sobrevivido. Ignatio pegou sua faca de emergência e a apontou para o guarda.

Ignatio: Quem é você?!

O Guarda sorriu e tirou o elmo. Era Ignatio também, usando uma armadura.

Guarda: Eu sou você. E tenho uma missão clara. Eu tenho o dever de matá-lo.

Ignatio: Está brincando com a minha mente, aberração! Eu... eu cuido de você!

Ele não hesitou. Com um golpe rápido, fincou a lâmina na cabeça do falso. O sorriso pareceu sair da boca do homem e ele caiu.

Ignatio: É meio macabro ver o meu próprio cadáver... não, é um falso.

Ele virou as costas e deu alguns passos para longe. Ele não sabia que tipo de brincadeira era aquela e não gostava nem um pouco daquilo.

. . .

Daken: Fechou os túneis subterrâneos que se conectam...

Delfo: ...menos os que os levarão para o campo de concentração. Sim. E há tropas vigiando o único duto de saída que eles podem tomar. Eles não têm como escapar, milorde.

Daken: Excelente. Logo, teremos a única peça que falta, a única coisa de que precisamos para dominar Tharnigan... e depois o resto do mundo...

Delfo: Mestre... porque almeja tanto dominar o mundo inteiro!?

Daken: Eu descobri como manter a forma perfeita... e quero usar meus poderes para fazer o mundo perfeito, Delfo. Agora, por favor, prepare tudo para a minha partida, sim?

Delfo: Certo.

Delfo saiu, mas deixou a porta levemente entreaberta.

Daken: Mundo perfeito... ah, tolice... por que eu deveria forçar a perfeição?

. . .

Larsa entrou, rindo, minutos depois que Lennart tomara a rota subterrânea. Ela conseguiu matar Don antes mesmo que eles percebessem a presença dela.

Devon: Recuem!

Aaron: Pai! Atrás de você!

Devon conseguiu parar a lâmina de Larsa com seu machado e Aaron tentou atacá-la, mas ela o chutou e o lançou para cima de seu pai. Quando os dois estavam um na frente do outro, Larsa riu cruelmente e transpassou sua espada por eles.

Larsa: Dois a menos!

Os dois não gritaram de dor, apenas ficaram ali, caídos no chão com a lâmina em seus corpos. Devon e Aaron também tinham se esvaído, mas eles deram a Thatcher, Belias, Jenna e Firion tempo para vigiarem os túneis. Larsa ia correr, mas percebeu que sua perna estava ferida. Bem, aquele garoto tinha deixado uma marca, então. Pois bem. Larsa sorriu. Ela nem sequer notou que perto dos dois cadáveres, um simples pendante azul estava caído no chão.

. . .

Thatcher: Ela está vindo!

Belias: Mas eu não vejo Devon e Aaron... então...

Firion: O sacrifício deles não será em vão.

Jenna: Não. Eu cuidarei disso! Vão!

Firion tentou retrucar, mas foi puxado por Thatcher e Belias. Eles corriam o mais rápido possível, mal sabendo que desde o começo, estavam perdidos.

. . .

Leon: Belíssimo.

Lyon: Então... Leon, o que está fazendo?

Leon: ...

Lyon: Leon?

Leon: Hm... Firion me deixou cair. Isso só pode significar uma coisa.

Lyon: O que isso significa, Leon?!

Leon: Vou brincar ainda mais com o tempo... Huhuhun...

Lyon: Leon...?!

. . .

Jenna: Sua vaca! Você vai morrer aqui!

Ela atirou uma flecha. Larsa se esquivou, rindo. Jenna atacou com outra, mas dessa vez, acertou. Larsa ficou presa na parede pela mão esquerda e Jenna prendeu a outra mão antes que Larsa reagisse. Ela tinha uma expressão de ódio em sua face e apontava diretamente para o coração da General.

Jenna: Eu vou te fazer pagar por tudo!

Larsa: Vai mesmo, querida? Acha que realmente me pegou?

Jenna: Cale a boca e morra!

Jenna atirou, mas Larsa retraiu os braços, quebrando a flecha no ato. As mãos fincadas na parede da caverna eram falsas. Larsa riu.

Larsa: Bela atuação... mas não o suficiente. Não para alguém tão fabuloso como eu.

Em seguida, ela foi capaz de lançar várias facas no teto e no chão, prendendo Jenna e fazendo o teto desabar. Ela correu para longe dali, para que eles não só não tivessem escapatória como também para que os túneis se encurtassem, impedindo algum reforço que pudesse vir.

Larsa: Uma a menos.
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Capítulo 24 – Rendição e Revelação

Lennart: Ah, não.

Evita: O que aconteceu, Lennart?

Lennart: Esta é a única saída... e há vários soldados nos esperando lá fora. É uma armadilha.

Lari: Se é uma armadilha, provavelmente alguém virá lá de trás para nos obrigar a sair. Então Firion e os outros...

Lennart: Firion e os outros estão encrencados.

Lari: Acha que Leon ou Eddie nos ajudarão?

Lennart: Tolice. Eddie nos abandonou. E Leon... acho que ele está ainda mais encrencado do que nós.

. . .

Leon: Bem, agora só nos falta um, Lyon.

Lyon: Sério?! Leon, você está indo mais rápido do que eu esperava!

Leon: Claro que sim. O tempo é tudo.

. . .

Delfo: Eles estão vindo. E então, Leon, como vai me agradar agora?

Guarda: Leon? Ele virá, eventualmente.

Delfo: Não é um guarda, é?

Guarda: Não. E não estou aqui pela sua cabeça.

Delfo: O que quer?

Guarda: É simples. Diga a Daken... que estou vindo. Ele não me pegou como pensou ter feito.

Delfo assentiu. O falso guarda então desapareceu calmo. Ao contrário de Ignatio, Delfo era útil para o plano final de Daken. E era igualmente útil para o contra-ataque de Eddie.

. . .

Evita: Tem alguém vindo!

Lennart assentiu e se preparou para atacar. Mas não era Larsa. Eram Firion e Belias que estavam exaustos, mas vivos.

Lennart: Irmão! O que aconteceu lá atrás?!

Firion: Larsa matou Don, Devon e Aaron. Thatcher ficou para trás, mas não acho que tenha muita chance contra ela. Não depois que eu a vi em ação... é uma máquina de assassinato, é sim.

Lennart: Então não temos chance, não é?

Firion: Só uma. Leon.

Firion então começou a procurar, mas era incapaz de encontrar o pendante. Ele tinha desaparecido, provavelmente fora deixado para trás.

Lennart: Você o perdeu, não é?

Firion se lembrou que o colocara no pescoço. Ele foi checar em volta do pescoço e foi capaz de sentir um pequeno corte na nuca, bem superficial, mas fundo o suficiente para que ele soubesse o que acontecera.

Firion: Eu não o perdi de verdade. Alguém o tirou de mim. Eu não sei como, mas alguém o fez.

Lari: Então algum inimigo oculto nos ataca... Talvez tenha sido Delfo. Ele é mais sábio do que os outros Generais.

Lennart: Não temos escolha. Precisamos sair. Lá fora está Delfo... e acho que ele não nos mataria.

Firion: Pois bem. Eu odeio isso, mas vamos nos render.

Ele tirou sua varinha da lança e a guardou dentro da bota. Logo depois, assentiu e junto com eles, saiu dali.

Delfo: Meus senhores e minhas senhoras. Estava os esperando.

Firion: Delfo. Então você continua com Daken.

Delfo: Sim. E ele os quer vivos.

Lari: Não é o que fomos levados a pensar. Larsa matou todos os nossos aliados.

Delfo: Apenas os Windu serão necessários. Os irmãos de Leon também... e Belias, ele quer você vivo. Mas a curandeira... bem, tenho algumas perguntas sem resposta... e gostei de você. Então, milady, você virá comigo. Todos vocês.

Belias: Você não vê o que ele quer fazer?! Ele usará os Windu – usará você! Usará os irmãos de Leon como uma ferramenta de barganha para que Leon o ajude! E depois ele o descartará! Descartará a todos nós.

Delfo: É por um mundo melhor.

Delfo os cercou de Névoa e os prendeu. Eles não resistiram. Mas no fundo, nos olhos dele, havia a dúvida.

. . .

Thatcher: Não posso deixá-la passar.

Larsa: Não há esperança para você, jovem. Matei todos que tentaram me impedir.

Uma lâmina apareceu do nada, direcionada por uma mão fantasma. Larsa levou um corte que arrancou sua mão direita. A lâmina pareceu desaparecer, mas no instante seguinte, cortou a mão esquerda de Larsa, mesmo levando em conta que ela tentara fugir. Ele atacou de novo, removendo as pernas da mulher. Logo depois, com um último golpe, a decapitou.

Thatcher: O que é isso?!

. . .

Eddie ia discretamente, seguindo o séquito de Delfo. Ele não tinha certeza do que Daken preparava, mas sabia que Belias estava certo. Ele queria ter estado lá para ajudá-los, mas tinha de obter algumas coisas antes. Armas.

Eddie: Perdoem-me por não ajudá-los antes... mas talvez essa seja a minha única chance de acabar com aquele monstro.

Ele pensou ter visto alguém olhando para ele, mas piscou. Quando abriu os olhos novamente, não havia mais ninguém lá.

. . .

Leon: Está concluído.

Lyon: E o que isso fará?

Leon: É a última arma. Isso fará coisas imprevisíveis comigo... mas se eu sobreviver...

Lyon: Ué, se?

Leon: Desculpe-me. Quando eu sobreviver, estarei pronto para tudo. Me acompanha neste brinde?

Lyon: Não vejo porque não.

Os dois então encheram suas taças e beberam a poção índigo. Lyon e Leon caíram no chão simultaneamente, suando e sentindo dores intensas... mas aquilo era necessário... se eles quisessem ajudar Firion.

. . .

Daken: Então, temos todas as nossas peças vindo, não é? Vamos começar o jogo.

Ele riu. Um tabuleiro estava diante dele e em um círculo de magia de quatro pontas, ele colocava pequenos bonecos.

Daken: Delfo... Lari... Eddie... e Leon. É perfeito.

. . .

Daken: Estamos todos aqui, não é?

Firion: O que você quer, monstro?!

Daken: Ora, é simples...

Ele moveu seu cajado. Logo, todos, incluindo Delfo, estavam imobilizados.

Daken: A existência perfeita. Infinita. Eterna. E para isso, trouxe os Windu mais poderosos para o meu reino. Delfo, Lari... e os outros dois virão.

Delfo: Ah, então deve ser um deles... um velho me disse que virá... disse que você não se livrou dele como pensou ter feito.

Daken: Não me livrei?! Há, que engraçado! Ele mesmo sabia que nada sobrevivia ao velho Avada!

?????: É mesmo, Daken?

Um homem saiu de trás de uma pilastra, aparecendo no ambiente obscuro e enevoado. Ele estava com um capuz, mas o tirou. Era Eddie, e ele não parecia estar de bom humor.

Firion: Eddie! Você voltou!

Eddie: Sim e não. Eddie não existe.

Daken: Não mesmo! Ewandar! Muito obrigado por vir até aqui, mas temo que suas armas serão inúteis.

Daken girou seu cajado e o disfarce de Ewandar foi desfeito. Ele também foi imobilizado e colocado junto aos demais.

Ewandar: Leon está vindo.

Daken: Sim, está. E é isso que todos esperamos, não é?

Daken riu, antes de dar os últimos ajustes no seu plano. Afinal, ele não esperava que Leon o ajudasse por livre e espontânea vontade, não é?
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Re: Névoa e Quintessência

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Capítulo 25 – Ajustes Temporais

Leon: Então aqui estamos, não é? O Palácio de Daken. Pois bem.

Lyon: Devo lhe dizer que este movimento é altamente arriscado, Leon. Tem certeza de que não deseja recuar?

Leon: Eu não posso. Eles estão lá dentro; Daken os capturou.

?????: Mas pelo que sabemos, é óbvio que ele o quer, Leon! Se não for, talvez ele desista!

Leon: É a minha chance de finalizar isso, de uma vez por todas. Se quiserem recuar, eu não os condenarei de forma alguma; na verdade até me pergunto porque ainda não o fizeram.

?????: Sabe que não podemos. Não depois do que fez por nós, Leon.

Leon: Pois bem. É hora de dar o cheque-mate. Estão todos com os braceletes?

Lyon: Sim.

Leon: Então que entremos!

Eles entraram. Os guardas viam Leon e aquele séquito de pessoas encapuzadas o seguindo, mas não reagiam; afinal, o Imperador ordenava que, por aqueles dias, não tocassem em um garoto de cabelos prateados e não o impedissem de forma alguma. Logo, Leon chegou até a enevoada e escura sala do Imperador. E lá Daken estava, sentado em um trono que ficava no centro de um círculo de magia de quatro pontas. Atrás dele, estava Ewandar. Do lado esquerdo, Delfo e do lado direito, Lari. A ponta da frente estava vazia. Daken sorriu cruelmente ao perceber seu visitante.

Daken: Olá, Leon. Está atrasado.

Leon: Ah, é que eu estive ensaiando uma entrada.

Daken: Pois bem. Acredito que não vá simplesmente cooperar, não é?

Leon: Nem pensar.

Daken: Pois bem. É hora de um jogo!

Quando o Imperador bradou, duas bolas de cristal apareceram e a imagem delas era bem nítida. Em uma, Lennart estava correndo em uma caverna, que podia desabar a qualquer minuto. Na outra, Firion se via cercado por pedras que se tornavam afiadas e se aproximavam.

Daken: Um deles contém a chave que irá salvá-lo. Outro tem a chave que vai submetê-lo a mim. Escolha um e o outro morrerá. Você, Windu, pode salvar um, mas não os dois.

Leon: Está querendo que eu mate um de meus irmãos, Monsieur Daken?

Daken: Não. Quero que escolha a sobrevivência de um deles.

Leon: Me recuso a escolher.

Daken: Tolo! Vai matar os dois?!

Leon: Eu olharia mais atentamente se fosse você. Hora de jogar meu trunfo número um.

Daken olhou para as bolas de cristal e ficou chocado. Lá estava Firion, destruindo as rochas com Névoa. E na outra, Lennart era impulsionado por uma onda de Névoa, se sentindo calmo. Logo, os objetos se quebraram e os dois irmãos de Leon caíram ali, do lado de seu irmão sumido.

Firion: LEON! VOCÊ ESTÁ VIVO!

Lennart: Quem é este ao seu lado?

Leon: Lyon. Ele me ajudou com as pendências do Velho Mundo.

Daken: Bem, bem, bem, você é mais perspicaz do que eu pensava. Talvez o sacrifício de todas aquelas pessoas tenha te fortalecido. Mas não o suficiente!

Leon: Sacrifício...

Daken: Bem, se não vou tê-lo vivo... você morto me servirá bem!

E inesperadamente, ele atirou na cabeça de Leon com uma arma de fogo. Leon caiu no chão, aparentemente sem vida.

Daken: Agora é só trazê-lo para o círculo...

Mas o garoto se levantou, ainda com o furo na cabeça que lentamente se curava. Daken levantou uma sobrancelha, surpreso. Mas Firion e Lennart se viam chocados, assim como a maioria das outras pessoas ali. Ewandar mal reagiu. Ele esperava por aquilo.

Leon: Ora, ora, por que tanta comoção, Mestre Daken? Eu nem sequer terminei de contar a minha história...

Ewandar: Que história, Leon?

Leon: Que história? Não é óbvio? O porquê de eu ter me atrasado para chegar aqui... É bem interessante, na verdade e explicará todos os vultos atrás de mim... Bem... depois que Lyon e eu terminamos nossa grande pendência no Mundo Antigo...

Leon: Ah, isto foi cansativo.

Lyon: Leon! O que foi isso?! Eu vi coisas, ouvi coisas, senti coisas! Estou tão confuso.

Leon: Isso é porque você não estava tão preparado como eu para receber tudo... A última arma não é um item a ser usado, tampouco é uma emoção como o amor. Isto foi coisa do garoto “Potter”. Não, a nossa última arma é o conhecimento. Criamos um compêndio de conhecimento líquido e ele veio em nossas cabeças. Sei que é estranho, mas Teremet me deu a idéia, apesar de ser contra o meu uso dela.

Lyon: E agora? Usamos a última arma contra o chefão final?

Leon: É claro que não! Ainda não brincamos o suficiente com o tempo, Monsieur Lyon!

Leon riu. Lyon sabia que não gostaria daquela risada, mas pensou que ela seria mais agradável aos ouvidos.

Leon: Vamos para o Velho Mundo.

Lyon: Eu vou para lá também?! Mas como!? Se o pendante é a chave, então...

Leon: Chave? Não preciso mais de chave? Sabe, eu bebi mais algumas taças da poção e agora, conheço todo o mapa do tempo-espaço contínuo e dos mulit-universos. Sei como e onde abrir fendas que possam nos levar para qualquer lugar, à qualquer hora.

Lyon: Então nós vamos...

Leon: Andar pelo tempo-espaço e salvar algumas vidas.

Lyon: Tenho o pressentimento que eu não vou gostar disso...

Leon sorriu e colocou o dedo no ar. Em seguida, desceu-o calmamente e uma fenda pareceu se formar no meio do ar. Ele então olhou através da fenda e sorriu; pegara o quando desejado.

Lennart: Mas o quê?!

Firion: Locomotor Mortis!

Ewandar: Expelliarmus!

Daken: Protego!

Leon: Excelente.

Ele pegou o pote onde o translúcido estava preso e o abriu. Ele sabia o que fazer e tinha acabado de deslocar sua fenda para lá quando chegou o momento certo.

Daken: Vocês não podem vencer, Ewandar! Entregue os garotos e eu os deixarei viver!

Ewandar: Nunca! Estupore!

Daken: Avada Kedavra!

Daken se desviou do feitiço de Ewandar. Mas Ewandar resolveu ser ainda mais perspicaz. Ele viu a mão de Leon segurando o pote e fingiu cair. A maldição da morte atingiu o pote, mas o enorme flash verde fez com que o pote e Ewandar parecessem uma coisa só. Quando o flash se dissipou, não havia mais pote e Ewandar estava no chão. Morto. Era perfeito.


Leon: Nada sobrevive ao Avada. A não ser que ele erre o alvo.

Ewandar: Então foi você, Leon. Há quanto tempo sabia?

Leon: O tempo inteiro... bem, na verdade eu desconfiei quando vi o flash, mas só tive certeza de que eu o tinha feito... quando coloquei o medalhão de novo.

Daken: Muito engenhoso, mas...

Leon: Não, não! Eu ainda não terminei a minha história! Não queremos ser mal-educados, não é, Monsieur Daken? Pois bem. Depois que salvamos Ewan da morte...

Lyon: Leon, não quer falar com seu velho mestre?

Leon: Não, isso poderia arruinar o plano. Não, agora temos que fazer a nova parte do plano...

Lyon: E ela é...

Leon: Desafiar o tempo novamente. E peço sua ajuda, porque agora não posso atuar sozinho.

Lyon: Pois bem. Devo dizer que as coisas estão bem divertidas. Então eu não vou parar por agora.

Leon: Pois bem.Você terá sua recompensa.

Leon sorriu. Lyon não entendia muito bem, mas Leon o levava pelo mapa do tempo-espaço até que eles pareceram chegar no ponto certo.

Leon: É aqui, Sr. Lyon. Na Batalha de Hydon, que não acabou ainda e não acabará do jeito aparente... Afinal, as pessoas vão querer ser enganadas...e eu vou dar a elas o que querem.

Ele riu. Era hora de ir para Hydon... e fazer história.

Leon: Vamos avançar sete meses e meio no tempo.

Leon então bateu palmas, criando outro buraco no tempo e colocou a mão por ele. Leon então olhou e viu Firion virado de costas, esperando o ataque que poderia vir. Era arriscado, mas era necessário.

Leon: Desculpe-me por isso, irmão.

Leon tirou uma faca e deu um corte no pescoço de Firion, apenas para retirar o medalhão.Leon então o pegou sorrateiramente. Firion pareceu perceber, mas não reagiu, não tinha tempo para aquilo. Leon então jogou o medalhão no chão e sorriu. Fechou a fenda antes de se redirecionar e abrir outra, para que Lyon passasse.

Lyon: Ao meu sinal, jogue esta pedra.

Lyon saiu da fenda e se viu atrás de Ignatio, o arqueiro. Ele se preparava para atirar em Hydell e Verona, que estavam aparentemente abraçados. Ignatio atacou. As chamas caíam, mas elas eram departamento dele, então ele não tinha como se preocupar com isso. Ele riu ao ver que um casal estava perto de uma janela do Forte, desprotegidos. Eram da resistência, com certeza. E atacou com duas flechas. Leon estalou os dedos de modo audível. Era o sinal. Lyon atirou a pedra em Ignatio, que se virou. Naquele pequeno instante, Leon tirou as flechas do caminho e petrificou Hydell e Verona, os deixando no chão.
Quando o General olhou de volta, os dois estavam no chão. Excelente. Ele se virou e saiu dali. Larsa poderia cuidar do resto. Na verdade, o homem estava tão satisfeito que nem sequer foi capaz de notar um jovem que era o lançador da pedra.
Leon acenou e fez Lyon subir até ali.

Leon: Finite Incantatem.

Hydell e Verona se levantaram.

Hydell: Mas o que é que – Leon!

Verona: Você está de volta! Temos que...

Leon: Não, não temos. Nossos jogos temporais ainda não acabaram.

Lyon: O que é que você fez, Leon?!

Leon: Bem, apenas salvei vocês e ao mesmo tempo obriguei todos a crerem em sua morte. Os outros estão lá embaixo. Lyon, por favor, me chame quando a hora chegar. Preciso resolver um outro detalhe.

Leon riu. Hora de manipular um pouco da quintessência que obtivera no velho mundo. Ele tomou a forma de Ignatio e colocou uma armadura, rindo. Ele então saiu dali e simplesmente destruiu os soldados de Ignatio em instantes, tomando a quintessência deles.

Ignatio: Eles não têm muita chance. Não com Larsa correndo até eles.

Guarda: Eles são melhores do que você imagina.

Ignatio: Não creio. Matei dois de modo rápido.

Guarda: Acho que você deveria observar melhor, General Ignatio.

O General pareceu sobressaltado com esta fala e olhou em volta. Aparentemente, todas as tropas dele tinham sido derrotadas, a não ser por aquele guarda. Mas ele parecia calmo demais para simplesmente ter sobrevivido. Ignatio pegou sua faca de emergência e a apontou para o guarda.

Ignatio: Quem é você?!

O Guarda sorriu e tirou o elmo. Era Ignatio também, usando uma armadura.

Guarda: Eu sou você. E tenho uma missão clara. Eu tenho o dever de matá-lo.

Ignatio: Está brincando com a minha mente, aberração! Eu... eu cuido de você!

Ele não hesitou. Com um golpe rápido, fincou a lâmina na cabeça do falso. O sorriso pareceu sair da boca do homem e ele caiu.

Ignatio: É meio macabro ver o meu próprio cadáver... não, é um falso.

Ele virou as costas e deu alguns passos para longe. Ele não sabia que tipo de brincadeira era aquela e não gostava nem um pouco daquilo.

Guarda: É falta de educação matar uma pessoa antes que a conversa termine, senhor Ignatio.

Ele se virou. A pessoa não tinha mais a forma dele e sim de Delfo, mas continuava com a faca fincada na cabeça.

“Delfo”: Ah, isso é incômodo.

Ele tirou a faca e Ignatio se viu chocado ao ver como ele se curava.

“Delfo”: Ele me tem em mais alta estima do que você, Ignatio... O problema é que você é bom até demais... e sua serventia se esgotou.

Ignatio: Eu estou avisando, Delfo, não chegue mais perto ou...

Leon deu seu sorriso mais macabro como Delfo.

“Delfo”: Ou o quê? Vai me matar, Ignatio-san? Como já o fez?

Ignatio: Não chegue mais perto!

Ele riu, antes de mudar novamente de forma. Agora não era mais Delfo, e sim Firion.

“Firion”: Lembra-se dos velhos dias, General?

Ignatio: Ge-General Firion?!

“Firion”: Ex-General. Eu lhe disse que o Império nos usaria como peões para depois nos descartar. Eu tentei te avisar, amigo, mas você não me escutou.

Ignatio: Eu não podia desistir! Eu lutei para alcançar aquele lugar... e logo, depois que essa resistência inútil sumir, eu tomarei Tharnigan e finalmente serei rei!

“Firion”: Será? Creio que não. Sabe, eu sou parte da “resistência inútil” e você matou dois de meus aliados... e por sua causa, meu irmão foi lançado ao velho mundo, para nunca mais voltar! Então, Ignatio, eu vou te matar. Não me odeie por isso.

Leon rapidamente desembainhou sua faca e junto com a de Ignatio, atacou-o bem nos pulmões. Nessa hora, ele resolveu parar com o jogo e desfez o disfarce de quintessência, tomando sua verdadeira forma.

Leon: Adeus, Ignatio.

Ignatio: Não! Um pouco mais... e a coroa seria minha... eu dominaria Tharnigan...

Leon: Seu domínio já acabou. Antes de começar.

Ele olhou para o relógio de bolso. Caramba, ele já estava atrasado! Leon sorriu e correu, tirando a armadura para voar até lá e ver Larsa entrando. Era tarde demais para salvar Don, mas ainda havia a chance de salvar Devon e Aaron.

Devon: Recuem!

Aaron: Pai! Atrás de você!

Devon conseguiu parar a lâmina de Larsa com seu machado e Aaron tentou atacá-la, mas ela o chutou e o lançou para cima de seu pai. Quando os dois estavam um na frente do outro, Larsa riu cruelmente e transpassou sua espada por eles. Ou pensou tê-lo feito. Na verdade, Leon engenhosamente fez Hydell trocar a lâmina da mão dela pela sua lâmina espectral, infundida com um feitiço estuporante. A operação foi feita em milésimos de segundo para que fosse perfeita. Para convencer, Verona derramou um pouco de sangue nele enquanto eles caíram, mas o mérito supremo foi de Lyon. Ele lançou um feitiço de memória em Larsa, que a impediu de perceber tudo aquilo. Logo que ela estava fora de cena, Leon pegou o medalhão caído logo ao lado de Devon para, logo em seguida, remover a lâmina espectral do corpo dele.

Leon: Finite Incantatem.

Devon e Aaron se levantaram, confusos. Ao perceber o sangue em seu peitoral, ele o tocou e percebeu que era real.

Devon: O que aconteceu aqui?

Leon: Você “morreu”.

Devon: Leon! Você está vivo!

Leon: Sim. Agora temos que descer pelo túnel. Acho que não terminei meu trabalho com o tempo.

Aaron: Ele fala de trabalho com o tempo?!

Lyon: É. E quanto mais você vê, menos sentido faz.

Leon: Ei, eu sei que é estranho, mas eu sei que fiz tudo isso, não vêem?

Todos olharam para ele com uma clara expressão de “não”. Ele riu.

Leon: Pois bem! Olhem! Lá está Jenna!

E lá estava ela, aparentemente tentando atacar Larsa.

Jenna: Sua vaca! Você vai morrer aqui!

Ela atirou uma flecha. Larsa se esquivou, rindo. Jenna atacou com outra, mas dessa vez, acertou. Larsa ficou presa na parede pela mão esquerda e Jenna prendeu a outra mão antes que Larsa reagisse. Ela tinha uma expressão de ódio em sua face e apontava diretamente para o coração da General.

Jenna: Eu vou te fazer pagar por tudo!

Larsa: Vai mesmo, querida? Acha que realmente me pegou?

Jenna: Cale a boca e morra!

Jenna atirou, mas Larsa retraiu os braços, quebrando a flecha no ato. As mãos fincadas na parede da caverna eram falsas. Larsa riu.

Larsa: Bela atuação... mas não o suficiente. Não para alguém tão fabuloso como eu.

Em seguida, ela foi capaz de lançar várias facas no teto e no chão, prendendo Jenna e fazendo o teto desabar. Ela correu para longe dali, para que eles não só não tivessem escapatória como também para que os túneis se encurtassem, impedindo algum reforço que pudesse vir.

Larsa: Uma a menos.

O teto quase desabou, mas não o fez. Leon manipulou a Névoa em volta para impedir o teto de desabar. Jenna parecia intacta e Leon riu. Os ajustes estavam acabando e todos davam certo.

Jenna: O que é isso?! Leon?!

Leon: Lyon-kun, é hora de matar Larsa. Vamos ter de usar um atalho porque isto...

Ele puxou Jenna para fora dali e parou. A Névoa foi até ele, o que fez tudo desabar.

Leon: ...precisa ficar caído.

Lyon: Pois bem.

Leon sorriu e levou todos eles por uma fenda. Logo, outra fenda foi aberta, mas apenas a mão de Lyon passou com sua lâmina. Era o momento certo.

Thatcher: Não posso deixá-la passar.

Larsa: Não há esperança para você, jovem. Matei todos que tentaram me impedir.

Uma lâmina apareceu do nada, direcionada por uma mão fantasma. Larsa levou um corte que arrancou sua mão direita. A lâmina pareceu desaparecer, mas no instante seguinte, cortou a mão esquerda de Larsa, mesmo levando em conta que ela tentara fugir. Ele atacou de novo, removendo as pernas da mulher. Logo depois, com um último golpe, a decapitou.

Thatcher: O que é isso?!

????: Uma morte que há muito devia ter ocorrido.

A fenda se abriu mais e uma mão saiu, puxando Thatcher. Era Devon que o puxara e os outros também
estavam lá, calmos.

Thatcher: Devon! E... Verona! Estão todos vivos?!

Leon: Praticamente.

Thatcher: E agora? Vamos ajudar Firion?

Leon: Não, é tarde demais. Ele já foi capturado. Eddie – digo, Ewandar está os seguindo, mas não podemos ir. Não agora.


Daken parecia entediado. Tá, e daí que o garoto não tinha perdido ninguém?

Daken: Já terminou sua história? Podemos prosseguir?

Leon: Isso não explica meu atraso. Mas eu acabei, sim.

Os vultos tiraram seus capuzes e suas capas. Estavam todos ali; Devon, Aaron, Jenna, Hydell, Verona e Thatcher. Daken riu e com seus poderes de quintessência, puxou Leon para perto dele e o prendeu na última ponta do círculo.

Daken: Sim, sim, sim! Agora que seu corpo e sua vontade é meu, tenho os cinco Windu mais poderosos do mundo sob meu controle! Que se dane o exército, eu não preciso mais dele! Não para garantir a existência perfeita!

Firion: Leon! LEON!

Leon não respondia mais; tampouco faziam os outros. Ele agora não passavam de marionetes de Daken. E o plano de Daken se encerrara, de modo perfeito. Ele se teleportou dali junto com o círculo e seus quatro lacaios. Ia para Tharnigan, dominar a parca resistência de lá.
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Re: Névoa e Quintessência

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Capítulo 26 – O ser perfeito ataca Tharnigan

Daken ria. Era como ele planejava. Ninguém questionava, as pessoas até mesmo fingiam que não viam ele levitando em seu trono com seus quatro poderes.

Daken: Vamos ver se resiste a isso, Tharnigan.

. . .

Firion: Ele sumiu! E está com Leon!

Lennart: Temos que pegá-lo de volta... mas para onde Daken poderia ter ido?

Belias: Só há um lugar para o qual ele iria... Tharnigan.

Verona: Então temos um problema.

Hydell: Um problema. E qual seria, Verona?

Verona: Eu sou de Tharnigan. E sei que as defesas de lá não estão preparadas para aquilo.

Lyon: Então... é hora de avançarmos. Ele não vai se teleportar, seria fácil demais. Não. Ele irá se mover pelo solo... e este será o erro que o fará perder.

Devon: Então você diz que tem um meio de transporte mais rápido?

Lyon: Sim.

Ele colocou um bracelete no braço de Belias e sorriu. Belias se libertou do feitiço de Daken e logo em seguida, ele ajudou Evita a se soltar. Logo que estavam todos livres, Lyon correu até o lado de fora, seguido pelos outros.

Lyon: Deleitem-se com a minha belezinha aqui...

Firion: Hahah! Você conseguiu!

Lyon: Isso mesmo. Um aeronavio, Firion-sempai. Agora, entrem, entrem, temos pouco tempo para chegar até Tharnigan!

Eles entraram correndo. Quando Firion e Belias passaram, Lyon sorriu, entregando para eles suas armas.

Lyon: Vão precisar delas.

Firion: Obrigado, Lyon.

Lyon: E Firion... ele pediu que você e Lennart bebessem isto.

Lyon entregou dois frascos que continham a poção índigo para os irmãos de Leon. A nave levantava vôo quando os dois beberam a poção e caíram no chão.

Devon: O que é isso, Lyon?!

Lyon: Um presente de Leon.

. . .

Leon: É um grave problema que tenho aqui... eu posso me mover, mas não posso me opor a Daken...

Ewandar: Você é incapaz de se opor porque ele nos controla... mas não podemos nos mover... porque será que você é capaz?

Delfo: Você tomou a poção índigo, não foi?

Leon: É sim. Como sabe sobre ela?

Delfo: Eu as vi em seu bolso quando veio... e por isso, sei como impedir este maníaco a esta altura...

Lari: E porquê deveríamos confiar em você, Delfo?!

Leon: Eu confio em você, Delfo.

Lari: Como assim, Leon?! Ele podia ter nos salvado, mas ainda assim, nos colocou nessa situação! Não podemos confiar nele.

Leon: Ele é sábio, Lari. Sábio o suficiente para saber que eu teria um trunfo na manga.

Ewandar: Seus trunfos não se esgotaram?

Leon: Não. O meu último trunfo é nada mais do que o uso dos meus outros trunfos. E Delfo nos colocou aqui porque... este lugar é o pior e melhor... se conseguirmos tomas de novo o controle... Daken não terá defesas.

Delfo: Sim. Eu sinto muito por traí-los... então, agora vou pagar a dívida.

Leon: Não da forma que está pensando, Delfo-san.


. . .

Daken: Chegamos. Tharnigan. O lugar onde tudo se concluirá, de uma vez por todas.

Um homem saiu sobre um cavalo. Ele veio junto de vários guardas armados, que estavam preparados para atacar o intruso. Porém, aquele intruso era algo que eles não esperavam. Ele era constituído de quatro pessoas na diagonal, presas por elos imateriais de quintessência ao homem central. Aquele homem estava sentado em um trono de pedra e segurava um globo negro em seus dedos.

General: O que quer aqui, viajante?

Daken: Tharnigan. Vim para fazer uma declaração de guerra.

Ele sorriu, malignamente. Logo depois, estendeu a mão com o globo negro e várias lanças saíram dele, acertando todos os soldados e absorvendo a quintessência deles. Resolveu deixar o General vivo, como uma testemunha. Uma testemunha de sua invencibilidade.

Daken: Mwahahaha! Renda-se, Tharnigan! Renda-se ou perecerá!

. . .

Firion: Gah... isso foi... o que era isso?!

Lyon: Conhecimento líquido. Foi o que Leon me disse. A última arma.

Lennart: Então temos que ir... Tharnigan... eu já estive lá. E sei o que Daken realmente quer...

Verona estava afiando sua espada, mas a deixou cair neste momento, chocada...

Verona: Não pode ser... não os outros Portões...

Belias: Os outros Portões, você diz? Pensei que eles não passassem de lendas...

Verona: Eles são reais. Há alguns anos... quando um misterioso monstro tentou destruir Tharnigan, a cidade criou estes Portões... eles deveriam aprisionar o mago-monstro, mas... eles tiveram um efeito colateral... vários de nossos habitantes morreram misteriosamente nos anos seguintes... e há pouco tempo que a situação se estabilizou... se eles forem abertos novamente...

Lennart: Não serão. Não podemos deixar que sejam.

Firion: Parece que estamos chegando... sinto o vento frio do norte... mas ainda não vejo a cidade... quando a veremos?

Lyon: Demorará um pouco. Estamos voando baixo... mas acho que em algumas horas, estaremos lá.

Hydell: Não se preocupe, Verona. Chegaremos lá em segurança... E impediremos Daken de obter o que quer...

. . .

General: Ele tomou a Entrada Leste e o Pavilhão Noroeste! Temos que impedi-lo!

Guarda: Alguma idéia de qual é o objetivo dele?

General: Apenas uma... e eu torço para estar errado.

Guarda: E se... matarmos aqueles que o protegem? Aqueles que são, aparentemente, a base do poder dele?

General: É uma idéia para se considerar. Não temos nada a perder tentando. Atenção! Vão atrás dos que estão em volta do monstro primeiro! Depois que os matarem, se direcionem ao mago mestre!

Os soldados assentiram. Naquele momento, Daken apareceu no corredor onde estavam. Um soldado se preparou para atacá-lo, mas quando se virou para acertar Leon, não era o Windu que ele via, mas sim o amor de sua vida, que tinha morrido anos atrás, durante a epidemia da doença dos Portões. Ela riu para ele e ele hesitou. Foi o suficiente para que Daken fizesse Leon, disfarçado, estentder a mão e a fechar, explodindo o homem.

Daken: Amor, amizade, dependência... pode ser a maior força de vocês, mas é a maior fraqueza... e por isso, eu prevalecerei.

Ele riu e começou o extermínio novamente. Qualquer um que passasse pelo caminho dele era morto de uma maneira. Alguns foram queimados vivos, alguns simplesmente caíam como se dormissem, Vários pareciam ser envenenados, asfixiados, afogados, esfaqueados, baleados, entre várias outras formas.

General: O que é isso?!

Daken: Eu vou cumprir meu objetivo... e nada nem ninguém me impedirá...

General: Ah, mas eu vou! Não pense que passará por Gant!

Daken: Ah, mas passarei! Não duvide do meu poder!

Daken riu e tentou perfurar Gant com uma lança de sombra, mas o General de Tharnigan foi capaz de se esquivar no último instante. Interessantemente, a mão de Leon foi capaz de se mover em direção ao bolso naquele momento...

. . .

Eles finalmente estavam chegando, mas a imagem não era positiva. Aparentemente, Daken já tinha percorrido um bom caminho, deixando um rastro de destruição.

Verona: Tá bem, pessoal! Eu tenho notícias ruins e notícias ainda piores!

Firion: Quais são as notícias ruins?

Verona: Daken parece estar bem perto dos Portões de Tharnigan agora...

Lennart: E as outras notícias?

Verona: Eles acham que somos os reforços de Daken e os canhões deles estão prontos para nos intercep-
A fala de Verona foi interrompida por uma bala de canhão que passou direto pelo aeronavio e passou bem perto dela, a derrubando. O veículo pareceu perder um pouco de altitude depois disso...

Lyon: Firion! Lennart! As balas de canhão!

Eles assentiram e foram tentar defender a nave.

Lyon: Verona! Tente falar com eles! Persuadí-los de que estamos do lado deles!

Verona: Eles não vão nos escutar!

Lyon: Eu temia que dissesse isso... então vamos ter que fazer um pouso forçado.

. . .

Daken: Volte aqui!? Onde aquele General foi parar?

Ele levantou a mão e sorriu. Não importava mais... porque ele finalmente encontrara o que queria... os Portões. Leon foi capaz de abrir uma fenda na realidade e fez o corpo de Delfo beber a poção índigo. Excelente. Agora, só precisava fazer o mesmo com Lari e Ewandar... entretanto, uma terrível onda de energia foi sentida por ele.

Leon: Gah! O que é isso!?

Ewandar: Resista, Leon... ele os encontrou... e agora, está os abrindo... os Portões.

Delfo: Eu sinto o conhecimento, Leon! É uma energia incrível!

Leon: Sim. A última arma. E logo poderemos usá-la.
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Capítulo 27 – Duelo de grandes no outro lado

Lyon pousou o aeronavio e assim que puderam, eles desceram e seguiram a trilha de destruição de Daken. Estavam quase chegando ao fim dela quando Verona pareceu ter sua atenção tomada.

Verona: Gant?! Irmão?

Gant: Ve-Verona? Como veio parar aqui?

Verona: Longa história! Temos que salvar aquelas pessoas do monstro que as está manipulando, o Imperador!

Gant: Aquela coisa é o Imperador?!

Gant estava preso debaixo de uma pilastra que caíra. Devon logo correu até ele e tirou a pilastra dali, permitindo que o General se movesse novamente.

Hydell: Sim. Ele foi para os Portões, não é?

Gant: Foi...

Lyon: Então temos que nos apressar! Você vem?

Gant: Sim.

E eles voltaram a correr. Lyon, assim que pôde, colocou um bracelete no braço de Gant. Leon realmente pensara em tudo. Talvez tenha pensado nos outros até demais.

Gant: Ah, não.

Daken: Sim! Agora que eles estão abertos, o poder é todo meu!

Daken abrira os Portões, mas o sorriso do rosto dele se apagou. Aparentemente, eles lançavam raios para fora e depois de alguns instantes, um vórtex de vento foi criado e lançou todos eles lá para dentro, se fechando misteriosamente depois disso.

Guarda: Será que isso acaba com o Império...?

. . .

Belias: Ei... onde estamos?

Devon: Não pode ser... o Templo Obscuro...

Era uma construção bem antiga, ainda mais antiga do que os Portões no Triângulo das Bermudas. Em todo o lugar, plantas cresciam de modo selvagem. O lugar parecia ter se chocado com o chão de uma caverna, porque era possível perceber várias pedras atravessando o chão e trechos que eram constituídos de rocha natural... todo o ambiente era obscuro e tinha um cheiro meio desagradável.

Firion: Leon! LEON! Estamos indo!

Daken: Acho que não, Firion. É tarde demais para vocês.

????: Monsieur Daken... é bem interessante vê-lo aqui... de todos os gênios malignos que já vieram até aqui, você é de longe o mais criativo... Quintessência e quatro Windus escravizados... Genial... Mas não o suficiente...

Daken: Quem... o que é você?!

Aren: Sou Aren. O último dos magisters. O magister das trevas... Agora venha... e eu lhe mostrarei a verdadeira arte!

Ele se mostrou. Era, ou pelo menos aparentava ser um jovem garoto de cabelos brancos que usava uma túnica escura.

Aren: O que foi? Se assusta com a minha forma? Quer que eu a mude?

Aren assentiu, sorrindo e mudou os cabelos dele, os deixando negros agora e mais curtos.

Aren: Posso tomar qualquer forma.

Daken: Ah, isso será fácil!

O Imperador riu antes de lançar uma lança obscura no garoto. A lança pareceu perfurar a cabeça dele, mas ele a tocou com sua mão e sem nenhum esforço, a quebrou.

Aren: Previsível. Isso acabará logo... e vocês, eu não tenho necessidade de vocês então saiam antes que eu me sinta incomodado com a sua presença.

Firion: Não! Não sairemos daqui sem eles!

Aren: Ah, sentem amor, é?

Daken: Emoção inútil! Isso será a sua queda, depois que eu me livrar dele!

Aren: Todas são. Amor, ódio, raiva, alegria... nenhuma delas tem utilidade... e todas podem ser usadas contra uma pessoa...

Daken: É mesmo?! Não me diga que não sente raiva por causa da nossa invasão!

Aren: Não. Apenas sinto que sua quintessência seria útil de se estudar... e o único jeito de extraí-la é com sua morte.

Daken: Então venha!

Aren então se moveu fluidamente até Daken, mas quando ia atacá-lo, Daken se esquivou. Daken tentou asfixiar Aren usando quintessência, mas o magister desfez o poder de Daken sem esforço algum.

Aren: A raiva o fará errar.

Aren riu enquanto Daken lançou inúmeras lanças das trevas, mas Aren apenas bateu palmas e suas próprias lanças das trevas surgiram, absorvendo as do Imperador.

Aren: Não desafie o Mestre, Monsieur Daken. Já sou um Magister desde antes de você ter nascido.

Daken: E eu tenho várias mentes sobre o meu domínio, Magister! Então não me subestime você!

Firion e os outros só podiam assistir chocados. Em um momento, Lennart tentou tomar a dianteira, mas foi parado por Lyon.

Lyon: Tenha fé nele. Ele tinha tudo em mente.

Daken mais uma vez insistiu em atacar indiretamente, lançando várias bolas de chamas na direção do Magister. Aren apenas dançava e usava algo que parecia uma raquete de matéria negra para rebater as chamas com classe e perfeição. Ele mal podia notar que com muito esforço, a mão de Leon se movia de novo, lentamente...

Daken: Você é irritante, Magister!

Aren: Sou. Pois bem.

Ele parecia não se importar com aquilo, porque do mesmo modo artístico que fizera quase tudo, ele simplesmente criou várias gárgulas de escuridão e as direcionou para Daken, que mal teve tempo de se esquivar das garras delas. Ele conseguiu usar suas lanças obscuras para quebrar os monstros e tentou novamente lançar mão delas para matar Aren, mas quando elas estavam a milímetros de distância dele, o magister simplesmente levantou um escudo de chamas negras que absorveram as lanças.

Aren: É só o que tem, Daken?

Daken: Eu nem sequer comecei, Magister!

Lari: Isso... é o conhecimento?! A última arma.

Leon: Ewandar. Prepare-se.

Ewandar: Eu já bebi a poção antes, Leon. Então mande, e nós obedeceremos.

Delfo: Sim, Leon. Você pode ser o mais novo de nós, mas é de longe o mais sábio. Então confio minha vida a você.

Leon: Eu não falharei com vocês.


Daken desistiu de manipular a quintessência e estendeu a mão. Logo, seus quatro “servos” pularam para cima de Aren, que mal teve tempo de reagir. Leon parecia pronto para atacá-lo com a lâmina espectral, coisa da qual Aren não escaparia a tempo. Daken ria de modo extremamente cruel.

Daken: Quem disse que sentimentos atrapalham?! Se você não os tem, mate-o! Mate-o antes que a espada dele perfure seu coração!
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Capítulo 29 – A última batalha

Leon não tinha ódio no olhar. Ou raiva. Nada. E então, um brilho pareceu voltar aos seus olhos.

Leon: É hora de acabar com os jogos, Daken-san.

Daken: Hã?!

Aren: Bem, parece que o jogo virou, Daken-kun.

Lari: Caramba, eu sinto que um peso enorme deixou as minhas costas.

Delfo: Não. Estamos conscientes, mas não livres. Ele ainda pode nos usar.

Daken. Leon... mate-o.

Leon hesitou por um instante. Ele sentia sua mão se mover, mas não queria fazê-lo. Estranhamente, Aren hesitava em matá-lo, como se não pudesse fazê-lo também.

Daken: ACABE COM ELE! AGORA!

Leon conseguiu fazer a mão parar. Ele deu um sorriso maligno, o pior possível e bradou:

Leon: Faça-o por si só.

Com um gesto rápido, ele usou a lâmina espectral para cortar a tênue linha que o mantinha preso a Daken. Logo em seguida, fez o mesmo com os outros, fazendo com que Daken perdesse completamente o controle sobre eles.

Daken: O quê?!

Firion: É assim que se faz, Leon!

Lyon: Eu disse que ele tinha tudo planejado...

Daken: Não! Não era assim que devia acontecer... mas ainda assim... eu tenho poder! Muito poder! O suficiente para fazê-los cair em uma noite eterna!

Leon olhou para Daken; não com medo, admiração ou ódio. O olhar de Leon não emanava nada além de pena.

Leon: É isso? Planeja obter poder por toda a sua vida? Independentemente de quem ou o quê você precise usar?

Daken: Sim! Para qual outro sentido a vida serve?! É usar ou ser usado, Leon! ENTÃO QUE EU ESTEJA NO TOPO! QUE EU SEJA O SER SUPREMO! O SER PERFEITO!

Delfo: Perfeito, você diz? Você não poderia estar mais longe da perfeição, Daken. Não passa de um imbecil que só sabe manipular e odiar as pessoas... porque teme a possibilidade de entendê-las.

Daken: Não! O mundo é frio e cruel! Só os mais fortes podem vencer! E EU VENCEREI!

Lari: Senti o tremor na sua voz, Daken. Você teme entender e ser entendido, não é? Pois saiba que é o jeito do mundo! Você precisa ferir e ser ferido, entender e ser entendido, se relacionar com as pessoas e as coisas à sua volta!

Ewandar: É por isso que eu sempre fui o favorito do nosso antigo mestre, Den.

Daken: Não ouse me chamar assim, Ewandar! Não ouse!

O Imperador parecia estar furioso e logo, começou a manipular lanças de sombra, com o intuito de acertar todos eles, mas ele não conseguiu sustentar as lanças e elas se desfizeram no ar.

Daken: Gah... Maldita... carne... muito quebradiça, muito fraca...

Aren: Ora, ora, a carne não é fraca, Daken... você é que não soube usá-la, a sobrecarregou.

Daken: Ah, é!? Pois bem! Tudo de que preciso é mais quintessência! Mais!

Ele riu e se direcionou aos Windu, mas a imagem de Leon em sua imponência o fez recuar e se direcionar aos outros, os não-Windu. Ele riu e logo estendeu suas mãos, tentando tirar a quintessência deles, mas nada vinha. Nada!

Daken: O que é isso?! O que... por que meus poderes não funcionam?!

Leon: Ah, isso me lembra! Eu nunca realmente expliquei o porque do meu atraso, não é?

Lyon riu. Era o último trunfo de Leon. A última defesa.

A fenda se abriu mais e uma mão saiu, puxando Thatcher. Era Devon que o puxara e os outros também estavam lá, calmos.

Thatcher: Devon! E... Verona! Estão todos vivos?!

Leon: Praticamente.

Thatcher: E agora? Vamos ajudar Firion?

Leon: Não, é tarde demais. Ele já foi capturado. Eddie – digo, Ewandar está os seguindo, mas não podemos ir. Não agora.

Lyon: Então o que vamos fazer, Leon?!

Leon: É simples. Obtivemos a última arma, não foi? É hora de termos a última defesa.

Leon sorriu e abriu outra fenda no tempo-espaço, voltando novamente aqueles sete meses e também para o Mundo Antigo. Eles se viam no deck do Aeronavio e o tio de Lyon estava deitado, olhando tranquilamente para o luar.

???: Lyon... será que ele está bem?

????: É algo que você não descobrirá, velho... não se não cooperar comigo... agora, onde é que o garoto de cabelos prateados está?

Leon sorriu. Era hora. Um simples sinal de mão foi feito por ele e antes que se pudesse dizer faca, Devon passara pela fenda e cortara o corpo do assassino ao meio. Leon passou pela fenda, meio constrangido.

Leon: Oh, me desculpe pelo incômodo, senhor Cid... mas eu não tinha muita escolha...

Cid: Leon... Lyon! O que está fazendo aqui?

Lyon: Longa história, tio...

Lyon não pôde se controlar e logo deu um abraço em seu tio, que retribuiu o gesto. Quando o soltou, ele voltou a se preocupar com o plano.

Lyon: Pois bem, estamos quites de vez, Leon. Agora, onde está essa tal de última defesa?

Leon: Seu tio a fará... ele resolverá tudo.

Leon segurava algumas bombas na mão, o que era meio aterrador... mas nada era mais aterrador do que o sorriso dele.

Leon: É hora de usar uma invenção do Mestre Daken contra ele mesmo.

Devon: Há, Leon! Você é ainda melhor do que eu esperava.

Leon: Muito obrigado, Mestre Devon. E você é um aliado inestimável.

Cid: E o que eu farei com isso?

Leon: Braceletes, anéis, colares... que tipo de jóia for mais conveniente. Apenas peço que não altere os mecanismos do interior... eles são a chave para tudo.


Aren: Então, se eu entendi bem, você fez um inventor bruxo forjar as bombas em braceletes, é isso?

Leon: Sim. Acho que Daken entende o que eu quero dizer. Não vai poder usar meus aliados contra mim, Daken... e não pode escapar... admita, você perdeu.

Daken: Não... eu ainda posso, sim, eu ainda posso! Há muita matéria prima lá fora! Milhares! E não vou deixar que me impeçam! Ewandar, saia da minha frente!

Ewandar: Não.

Daken: Ah, rebeldia, não é? Pois bem, vocês ainda subestimam a magnitude do meu poder!

Daken riu soturnamente outra vez antes de usar a escuridão em sua volta para criar asas e sair dali, voando.

Devon: Bem, agora o chefão escapou mais uma vez.

Leon: Não se esqueçam de todos os meus recursos. Hugh!

Leon riu e se lançou para cima, até desaparecer na escuridão como Daken fizera. Ele então voltou, montado em sua quimera, com outra atrás dele.

Leon: Muito bem! Nós não temos tempo! Precisamos decidir quem virá!

Firion: Vamos lá, Leon! Como nos velhos tempos!

Lennart: E eu logo...

Leon: Não, Lennart. Eu confio em você e Lari para tirarem os outros daqui... Firion, vá com Ewandar na outra quimera... Delfo, virá comigo?

Delfo: Vamos acabar com ele, Leon!

Leon sorriu e partiu para cima com Delfo, seguido por Firion e Ewandar. Eles subiam cada vez mais, em direção ao Imperador; em direção à batalha que poderia ser a última.

Aren: Então aquele era Leon, é?

Devon: Sim. O grande visionário.

Aren: Ah, que interessante... bem que eu ouvi falar dele... Bem, acho que ele mudou as minhas idéias...

Devon: Do que está falando, Sr. Aren?

Aren: Eu passei muito tempo sem interferir com o mundo exterior. Acho que já é hora de voltar. Querem uma carona?

Lennart: Se queremos?! É claro!

Aren: Então segurem-se, damas e cavalheiros, porque será uma viagem selvagem!

. . .

Daken: Gwaah! Vocês de novo! Me deixem ser! Me deixem em paz!

Leon: Não, não posso.

Ele riu. Hora de uma jogada de mestre. Leon subitamente manipulou a Névoa de modo inesperado, prendendo Ewandar, Firion e a quimera deles em uma jaula.

Firion: Leon, o que é isso?!

Leon: Traição. Mal ou bom, Daken é quase perfeito... e eu quero conhecer os segredos dele.

Ewandar: Não, Leon! O segredo dele não é o que você quer! Não vale a pena!

Leon: Suas palavras poderiam ter me enganado antes, Monsieur Ewan, mas agora eu sou sábio o suficiente para fazer minhas próprias escolhas. Está comigo, Delfo?

Delfo: Bem, você salvou minha vida. Não vejo porque não.

Eles desceram até Daken, que extraía a quintessência de várias pessoas. Quando pousaram, ele tinha terminado e os olhava com puro ódio em seus olhos.

Leon: Daken.

Ele sorriu e começou a andar na direção do decadente Imperador, que agora parecia ainda menos com uma pessoa... seus dedos eram longos e frios, seus olhos eram quase totalmente vermelhos e seus cabelos agora eram longos e frágeis. Seus dentes eram quase presas e ele estava mais curvado do que antes... Daken atacava Leon com várias lanças escuras, mas Leon só desviava, sem hesitar.

Leon: Daken, você tem a vida mais longa e os poderes mais incríveis que uma pessoa poderia almejar... é um ser quase perfeito, eu devo dizer...

Daken: Quase! O que quer dizer com isso?!

Leon: Apenas uma coisa lhe falta... a mente perfeita. E felizmente, eu posso lhe dar a mente perfeita.

Leon tirou um frasco da poção índigo do bolso e bebeu um gole, apenas para indicar que não era veneno. Ele então entregou o frasco para Daken, que o bebeu e jogou para longe.

Leon: Isso acaba com tudo.

Daken: Sim! SIM! EU SINTO FLUINDO PELAS MINHAS VEIAS... NÃO, NÃO PODE SER! GAH... O QUE É ISSO?! LEON, O QUE É ISSO?!

Leon: O último conhecimento. E você... não estava preparado para recebê-lo.

Leon riu ao ver que Daken caía no chão... sobrecarregado com tudo. Mas ele já sabia que não acabaria assim. Na verdade, era apenas o começo. Ele acenou, libertando Firion e Ewandar da jaula no mesmo instante em que o resto do grupo chegava ao solo, trazido por Aren.

Firion: Por que fez isso, Leon?

Leon: Ele ganhará poder, sim... mas o preço será bem alto. Posso dizer que isto gastará milhares de vidas antes que ele aceite o poder... porque ele não estava preparado como nós...

Ewandar: Entendo o que quer dizer... Daken já descartou vários corpos, então ele não é tão estável como nós somos.

Leon: Ele estará mais poderoso do que nunca quando terminar, mas ao mesmo tempo mais frágil. Acho que poderemos acabar com ele antes que ele mate mais do que um de nós.

Devon: Leon. O que está acontecendo?

Leon: Devon-sempai. E vocês também. Afastem-se. Esta é minha batalha.

Firion: Não! Enquanto você lutar, estaremos juntos, irmão!

Lennart: Sim! Não posso abandoná-lo, mesmo que ordene que eu o faça!

Ewandar: Palavras são inúteis... então, cumprirei meu dever...

Thatcher: Esta será por Celia!

Devon: Não pense que poderá escapar do meu machado, monstro!

Aaron: Isso mesmo! Mostraremos quem são os melhores, pai!

Jenna: O Império acabará hoje, Daken. De uma vez por todas.

Evita: Por um mundo melhor... por um futuro mais belo...

Hydell: É hora de mostrar para ele... que não deve subestimar os humanos!

Verona: Minha lâmina não terá misericórdia.

Belias: Vejo que deve temer, Daken. Tema pelo seu destino.

Lari: Nunca mais ferirá meus amigos, criatura da escuridão!

Lyon: Nenhum universo precisa de você, Daken. Então, o apagaremos.

Delfo: Como um Windu, farei tudo o que puder.

Gant: Tharnigan será testemunha de sua derrota, imbecil!

Aren: Bem, bem... não vejo porque não participar deste espetáculo.

Leon: Todos vocês... eu prometi que não faria sacrifícios... e eu não farei!

Daken: Não funcionou, Leon! Agora, eu tenho todo o poder... e meu primeiro ato como ser supremo será me deliciar do seu sangue!

Daken se levantou e todos se viram chocados. Agora, ele parecia um ser humano normal, exceto que ele tinha quatro braços... nos dois braços superiores, era possível observar olhos na palma da mão e nos dois outros, bocas cheias de dentes. Para finalizar, uma aura negra era vista em sua volta.

Daken: MORRAM!

Ele lançou um de seus braços, mas Leon se colocou na frente dele e foi atacado. Devon logo cortou-o no meio, mas o braço se regenerou instantaneamente.

Daken: Isso nem fez cócegas! Venham!

Leon: Continuem! Ele gasta quintessência para fazer isso... e logo, nem sequer será capaz de se manter vivo.

Ele riu e colocou a lâmina no braço de Daken assim que ele se regenerou, tirando-a e atacando de novo repetidamente. O Imperador esticou o outro braço para tentar acertar Leon por trás, mas Lari o prendeu com o uso de Névoa e Verona o fatiou de modo rápido.

Verona: Vai pagar por tudo o que fez, demônio!

Daken apenas riu. Os vários pedaços de braço formaram novos braços que se uniram ao corpo dele e atacaram. Logo, todos estavam imobilizados. Ele então olhou para Leon e riu.

Daken: Você será o primeiro. Sua quintessência é minha!

Leon tossiu sangue, mas não pareceu afetado. Pelo contrário, ele parecia ter um sorriso ainda maior, tão grande que poderia até mesmo rasgar sua face.

Leon: Ah, Daken, não compreende? Não é capaz de roubar a quintessência de nenhum de nós. Todos temos nossas defesas... físicas ou mentais...

Ele sentiu em volta e percebeu que todos os outros se soltavam de alguma forma; usando armas para fincar as mãos dele no chão ou solidificando Névoa em forma de lanças ou pilares.

Leon: Xeque...

Ele então estendeu a mão e de modo rápido, Zeffa, Kyron, Bolgan e Hugh atacaram juntos. Daken não era capaz de se defender, seus braços não voltavam e não se regeneravam. Quando ele já estava quase sem vida, Leon ordenou que eles parassem.

Leon: Xeque-mate.

E sem mais delongas, drama ou enrolação, ele transpassou a lâmina espectral pelo corpo de Daken. Estava feito.
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Re: Névoa e Quintessência

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Epílogo – O Fim de uma Jornada

Leon: Acabou.

Devon: Finalmente... o fim, não é?

Firion: Temo que não. As batalhas acabaram, mas temos bem ais trabalho pela frente... recuperar a honra de Atlântida, libertar o resto do continente... Mas o pior já passou.

Verona: Foi bom conhecê-los... mas ficarei aqui com Gant. Temos de fazer o melhor possível para recuperar Tharnigan.

Gant: Pois bem, Leon. Obrigado por tudo e espero vê-lo de novo.

Hydell: Quer saber? Acho que vou ajudá-los. Estou cansado do lado de lá do continente!

Leon: Pois bem.

. . .

Thatcher: Leon, temos que ficar aqui agora. O lugar vai precisar da gente! E depois de tudo, planejo fazer uma visita ao Forte Hydon.

Celia: Obrigada, Leon! Eu estava preocupada com o meu irmão!

Jenna: Até algum dia, Leon... e lembre-se, se precisar de algo, é só chamar, está bem?

Lennart: E você, Evita? Não vai ficar por aqui?

Evita: Não. Decidi que irei viajar para ajudar as pessoas pelo mundo... então, nos vemos algum dia, não é?

Firion: Sim. Adeus, pessoal!

. . .

Devon: Acho que as coisas vão ficar bem tumultuadas, não é?

Delfo: É... Ewandar, porque recusou o cargo de Rei de Atlântida?

Ewandar: O cargo não foi feito para um vida-longa como eu. Não. Acho que Belias fará um bom trabalho...

Leon: E o que fará de hoje em diante, Mestre?

Ewandar: Não precisa me chamar de Mestre, Leon. Depois de tudo que aconteceu, você se provou um verdadeiro Windu... Não sei o que farei... Acho que continuarei minha busca por conhecimento.

Leon: Pois bem. Eu também o farei... mas antes, investigarei o Velho Mundo por algum tempo... quando eu estive lá, senti algo interessante no ar... mas não sei dizer o que era... algum de vocês virá comigo?

Firion: Ei, o que posso dizer? Eu ainda sou seu guarda-costas, Leon.

Leon: Acho que sabemos bem quem guarda as costas de quem aqui, Firion...

Lennart: Ei, acho que vou ficar por aqui mesmo, Leon! Afinal, um de nós tem que cuidar deste mundo, não é?

Leon: Pois bem. Cuidem bem do meu irmão! Não deixem que ele caia em alguma armadilha, está bem?

Delfo: Pode deixar, Leon!

Lennart: Ei! Eu não preciso de uma babá!

Lari: Espere, Leon! Eu vou com vocês!

Devon: Ah, por que não? Eu acho que vou acompanhar vocês jovens em mais uma jornada! Alguém tem que ser responsável por vocês!

Leon: Pois bem. Lyon, vamos. Antes que tudo acabe, precisamos dar alguns retoques finais na história, está bem?

Lyon sentiu um calafrio na espinha. Ele sabia que não iria gostar dessa parte...

Lari: Para onde vamos, Leon?

Leon: Garantir que Lyon sinta ódio por mim.

Leon estendeu a mão e rasgou uma fenda no ar. Ele riu ao ver que estavam novamente perto do tio de Lyon, agora dentro do aeronavio.

Cid: Ah, Leon? Esqueceu-se de algo?

Leon: Sim. Isto.

Leon pegou uma faca e sem drama, deu uma esfaqueada em Cid, que caiu no chão, confuso. Ele logo em seguida estalou os dedos e curou a ferida de Cid com Névoa.

Cid: O que é isso, Leon?!

Leon: Apenas garantindo que o espaço-tempo permaneça estável. Agora, você irá morar em uma casa distante no Himalaia e não tentará contatar Lyon pelos próximos sete meses, está bem?

Cid: Mas por que eu faria tal coisa?

Lyon: É necessário... se não quiser nos prender em um vórtex de impossibilidade gerado pela quebra da integridade do espaço-tempo.

Cid: Pois bem.

Lyon sorriu tristemente... Leon então abriu outra fenda, os levando de volta para o presente, onde a nova jornada deles ia apenas começar...

Leon: Ah, antes que eu me esqueça...

Leon riu e arrancou um fio de cabelo, o colocando na lâmina da faca. Ele então embrulhou os dois e os entregou para Bolgan, dizendo:

Leon: Leve isto para Lyon, no Expresso de Hogwarts... sei não, mas acho que isto explica muita coisa, não é?

Lyon: Então, Leon, vamos embora agora?

Leon: Sim. O ciclo finalmente se fecha... e então, é hora de criarmos outro.

Lari: Então agora nós vamos...

Leon: Sim. Uma nova aventura, milady.

Devon: Leon... tem certeza do que quer fazer?

Leon: Bem, eu nunca tive! Nunca, nem sequer lá atrás, na batalha com Daken! Mas bem... é o que me parece certo... ou pelo menos, é o que parece certo para Teremet.
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