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Grimmauld Place • Exibir tópico - O Paciente Inglês [Fic Nova da Regina] TERMINADA!!!

O Paciente Inglês [Fic Nova da Regina] TERMINADA!!!

Publiquem suas fics aqui para os outros opinarem.
Não se esqueçam de também postarem no Floreioseborroes.net.

Moderadores: O Ministério, Equipe - Godric's Hollow

Mensagempor Regina McGonagall » 12/05/06, 14:19

Eu só ia postar este capítulo mais tarde, pra vocês terem o que fazer no fim de semana :lol:
mas como a nete aqui não está confiável... vai agora de uma vez.
:D
Observações:
- Aquela a quem Belzinha aguarda com tanta ansiedade... aparece afinal.
- faço uma referência A Brumas de Avalon, quem leu vai entender
- este capítulo ficou meio estranho... me desculpem o mau jeito.

=========================
Cap 20


Tomar café com os Weasley, ainda mais na manhã de Natal, foi realmente uma experiência memorável e única. A casa inteira, ou melhor, a Toca, era ainda mais impressionante que nos livros ou filmes, e Sarah se sentiu tão ou mais maravilhada que o próprio Harry, quando estivera ali pela primeira vez, aos 12 anos. Como se aparatar abraçada a Snape já não tivesse sido uma experiência e tanto...
Tinha que se lembrar de perguntá-lo como conseguira autorização do Ministério da Magia, sempre tão preocupado com os trouxas, para ela circular assim e presenciar tantos feitiços...
Mas era tanta novidade, tantas caras novas.. que ela esqueceu-se disso. A nova geração Weasley já prometia: crianças corriam daqui pra lá, exibindo presentes completamente inimagináveis para Sarah, mesmo já conhecendo “alguma coisa” do mundo bruxo. Os gêmeos espalhavam novos produtos, sob a vigilância desconfiada de sua mãe. Alan que chegara ntes pela rede flu, estava todo sorridente e veio até ela assim que a viu, mostrando o presente que ganhara de Lady Marjorie antes de vir para a Toca:
- Olha, tia! Que maravilha este telescópio novo que ganhei! O meu quebrou no semestre passado...Pirraça o derrubou do pedestal... Você sabe quem é o Pirraça, não sabe?
Sarah fez que sim, divertida, embora ainda um pouco incomodada com a facilidade cm que o garoto a chamava de “tia”. E teve certeza de que Pirraça era um personagem que estava fora de sua lista dos que gostaria de conhecer.
Em dado momento, viu Snape conversando com o Sr. Weasley, e os dois olharam em sua direção por um instante, com ar preocupado. Depois disso, notou que todos da família evitavam fazer-lhe perguntas de ordem pessoal, e achou bom que fosse assim. Estava cada vez menos à vontade, e até arrependida de ter aceitado aquele emprego... Estava tentada a telefonar para André assim que voltasse, ou então, pediria uma coruja emprestada.
Este pensamento lhe causou tanta estranheza, que começou a rir de si mesma, e riu alto sem perceber.
Apenas quando Snape lhe perguntou o que acontecera, ela percebeu.
- É que... pensei uma coisa tão engraçada que... – ela olhou em volta, encabulada por ter chamado a atenção da família.
Alguém que chegava a tirou de seu constrangimento e monopolizou as atenções, para seu alívio: Harry e Gina, que ostentava os sinais evidentes de uma gravidez.
Depois dos efusivos abraços de toda a família e amigos, o jovem auror chegou até eles. Cumprimentou Snape com um breve aceno, surpreso por encontrá-lo ali, e depois voltou-se para Sarah:
- Como vai? – ele perguntou com um sorriso, que ela respondeu timidamente – desculpe não ter me apresentado direito na festa, mas... não tínhamos autorização para isso. Do Ministério, já que você parece que já tinha um conhecimento prévio de nossa existência... os livros...er... desculpe, não podemos citá-los.
- Compreendo. – ela disse, vacilante, imaginando que o Ministério da Magia já teria conhecimento do “vazamento” sobre eles e teria tomado alguma providência inibidora.
Alguém se aproximou neste instante, uma mulher magra e mais ou menos da sua altura, de cabelos negros e encaracolados, a pele levemente bronzeada, seguida por um provável Weasley, pois era ruivo.
- Oi, você deve ser Sarah. Sou Ana Weasley. Prazer em conhecê-la. – a mulher disse, em português, cumprimentando-a.
O choque por ouvir sua própria língua foi imenso. Então, se lembrou de Molly dizendo alguma coisa sobre ter uma nora brasileira. Sorriu para a recém-chegada, também respondendo em português.
- Oi, muito prazer. Desculpe, mas estou ainda meio perdida por aqui. Tudo é novidade e... começo a pensar que é melhor o Snape me aplicar um novo obliviate e me deixar voltar sossegada para o Brasil.
- Não diga isso! – Ana falou em tom brincalhão, depois de um olhar rápido para Snape, que parecia ter sido petrificado com o susto da afirmação de Sarah – Você se acostuma logo. Até seu irmão está se acostumando... Venha, vamos caminhar um pouco, deixar essa balbúrdia para trás... E vamos sozinhas, senhores, por favor.
A firmeza com que dissera as últimas palavras fez os homens estacarem o movimento que já faziam para segui-las.
- Isso mesmo. Fiquem aí. Eu e Sarah temos muitas figurinhas pra trocar, e queremos fazer isto sozinhas. Tenho coisas importantes a perguntar, tipo... como terminou a última novela das oito que consegui assistir até a metade... – e virando-se para Sarah – Você já deve saber que aqui não tem tv. Aliás, nem pega sinal de tv. Magia demais.
Sarah admirou-se por até Snape obedecê-la sem dizer nada. Que mulher incrível era essa?
Caminharam em silêncio por alguns minutos, até estarem um pouco distantes da casa. Ana conjurou duas cadeiras de jardim com a varinha, causando estranheza em Sarah, que pensou que a outra fosse uma trouxa como ela.
Ana riu quando ela comentou isso, e tinha uma estranha expressão, mas Sarah quase se acostumara com isso também. Todos pareciam estranhos por ali. Devia ser normal, ela é que estava fora de lugar, afinal.
- Calma. Uma coisa de cada vez. – Ana disse, enquanto vasculhava o terreno em volta, explicando rapidamente – Orelhas extensíveis. Nesta casa, sempre pode haver uma por perto...
Finalmente se dando por satisfeita em sua vistoria, voltou sua atenção para a conterrânea.
- Vejo que você está ainda meio assustada com tudo... Como estão indo, você e o “Morcegão”?
- Você o chama assim? E ele não briga?
- Na verdade, só longe dele. Só pra quebrar o gelo um pouco... Olha, pode contar comigo a qualquer hora, ok? Pra mim foi difícil, quando caí aqui, literalmente...– ela observou o local em que haviam parado - É, foi mais ou menos aqui. Desabei em cima da tenda do casamento de Gui e Fleur, trazida por um livro que era uma chave de portal.
- eu vim de avião mesmo... quer dizer, até Londres. Pra cá, aparatei com... Snape.
- Pensei que você o tratasse por Severus. Afinal, são...
- Ele é meu patrão, ou era... estou mesmo pensando em desistir disso tudo... não o chamo de Professor, porque ele se zangou... Mas chamá-lo de Severus seria muita intimidade, não é? Antes... não sei, era diferente. Eu tive é que desaprender a chamá-lo de John...
- É... eu soube que você o tinha colocado em minha família... Sou uma Smith.
- Não fui eu, foi... – Sarah arregalou os olhos – Mas você não é brasileira?
- Sim, minha mãe era inglesa, e bruxa, da família dos Smith. Meu pai também era bruxo, mas de ascendência ameríndia. Fui criada no Brasil, só descobri que era bruxa há... mais ou menos 8 anos. Praticamente no fim da guerra, depois de ter caído aqui, como disse. Mas... E você? Já conseguiu aprender algum feitiço? Já tem uma varinha?
- Mas eu não sou bruxa! – Sarah exclamou.
- Não? Que estranho... pensei que fosse. Afinal, parece que foi você que acionou a chave de portal, pelo que Harry nos contou. A chave que levou Snape para o Brasil. E como é... – Ana interrompeu o que ia falar e ficou pensativa por alguns instantes, depois mudou de assunto - Você é de onde, mesmo? Eu sou de Santa Catarina, mas morava em Brasília, antes de vir pra cá.
- Eu sou mineira. Morava em Belo Horizonte, mas minha família era de Monlevade... Quer dizer, eu fui adotada por eles, mas na verdade, não sei nada de minha origem. Tenho algumas pistas pra seguir mas...
- Ah, isso me lembra. André comentou conosco que você está com uma pesquisa pra fazer. É sobre isso?
- Sim. Tivemos... algumas pistas que apontam pra Inglaterra...
Ana pareceu pesar muito as palavras seguintes, mas Sarah não deu importância a isso.
- Se precisar, pode falar. Além de já conhecer as coisas por aqui, sou uma auror. Posso ver se tem algum registro no Ministério. E, claro, era agente da Inteligência, no Brasil, ainda tenho uns contatos lá, se for preciso. Trouxas, claro.
- Eu agradeço muito. Snape me prometeu folga até dia 02 de janeiro, então vou tentar usar esses dias... Isto é, se ficar mesmo no emprego... Volto hoje mesmo para o apartamento do André, acho que me precipitei saindo de lá...
Ana percebeu que Sarah estava realmente confusa com tudo aquilo. Teria uma conversinha com Snape, ele a estava pressionando muito, isto podia não ser bom.

As duas caminharam de volta, falando de coisas do Brasil, Ana comentando que sua sobrinha estava em Hogwarts, Sarah curiosa sobre a escola, enfim, aquele velho jeito de conversar que só mulher tem, associando um assunto com outro, voltando ao ponto inicial, indo embora de novo...
Quando chegaram junto aos outros, Snape estava visivelmente preocupado. Ana falou baixinho alguma coisa com ele, que Sarah não ouviu, mas não deu importância. Só notou que Snape não ficara satisfeito.
Sua atenção foi atraída por uma coruja, que entrou direto pela janela, vindo pousar à sua frente. Sem saber o que fazer, com medo de levar uma bicada, deixou que Ana olhasse do que se tratava.
- É pra você, de seu irmão. Ele soube que viria pra cá. – Ana lhe entregou o pequeno embrulho e um envelope.
- Meu Deus, ele se lembrou de me mandar um presente, e eu nem pensei nisso! – Sarah comentou, emocionada, abrindo a pequena caixa, que continua um bonito par de brincos verdes – Mas que mania que todo mundo está agora, de só me dar coisas verdes... – ela riu, olhando para Snape, e depois se lembrou – Com exceção da Lili, que me deu um cachecol...
- Amarelo e vermelho, grifinório! – Rony, que se aproximara ao ver a coruja, terminou – mamãe nos contou que você tinha um cachecol da Grifinória.... Bem... quer dizer... parecido.
- Ah, então foi isso? – Sarah riu – Pobre Aline... Será que poderei contar pra ela que quem reconheceu o cachecol foi o Rony, e não o Harry, como ela pensara? – sua expressão se suavizara, lembrando-se da menina, e se entristeceu de repente. Talvez não conseguisse adotá-la, afinal. Mas voltou sua atenção para a carta, pedindo licença aos que estavam próximos e se afastando para ler com calma e um pouco de privacidade.

Sentada próxima à janela, leu com um misto de alegria e surpresa:
“Querida mana do meu coração,
Feliz Natal!
É uma pena não podermos nos ver hoje, ainda estou fora da cidade. Mas não podia deixar de te mandar o que achei. Susan também ajudou um pouco, pesquisando no jornal deles. Então, isto é tudo que encontramos. Espero que lhe seja útil.
Ah, sobre o brinco, comprei-o de uma artesã brasileira, acredita? Está tentando a sorte por aqui, também. Então, é como se estivéssemos em casa, não é?
Saber que você está perto de mim, e que posso compartilhar com você tanta novidade (porque, acredite, ainda custo a acreditar que me casei com uma bruxa de verdade, um personagem de um livro que eu li).
Olha, vá com calma. Se precisar de ajuda, pode contar com a Ana, ela é super legal, é uma espécie de polícia deles, uma auror, lembra o que é isso?
E vou repetir o que já te disse: seja lá o que descobrir, mesmo achando sua família biológica, eu serei sempre, sempre, seu irmão.
Te amo muito.
Um beijo
André
P.S.: Susan lhe manda um grande beijo de cunhada do coração.”


Emocionada, Sarah dobrou a carta novamente, sem ao menos olhar as duas folhas anexas. Até aquele momento, conseguira segurar a falta que sentia de toda a família. Agora, porém, estava difícil. Deu curso às lágrimas, embora silenciosas. Quando deu por si, Molly Weasley colocava o braço em seus ombros, sentando-se ao seu lado e lhe oferecendo uma xícara de chá.
Ela aceitou, agradecendo num murmúrio, e a cada gole foi sentindo-se mais calma. Desconfiou até que tivessem colocado alguma poção, mas deixou a suspeita de lado. Não ia ficar agora com medo de beber ou comer qualquer coisa que lhe oferecessem...não era “Morgana no país das fadas”!
- Olha, pode contar comigo, está bem? Eu ficaria feliz em ter mais uma “filha brasileira”.
- Obrigada, Molly. Você é realmente a mulher especial que todos dizem. Obrigada mesmo.
Molly deu mais uma palmadinha em seu ombro e se levantou.

Sozinha novamente, pois todos pareciam ter concordado em deixá-la à vontade, resolveu conferir os documentos que o irmão lhe mandara.
O primeiro, era um anúncio de desaparecimento em um jornal londrino. O segundo falava aparentemente do mesmo caso, só que era no jornal bruxo “O Profeta Diário”. Mas os dois, com certeza se referiam a uma mesma criança: uma menina de poucos meses de idade fora raptada. A diferença era que no jornal “trouxa”, davam a descrição de uma louca não identificada, que fora vista rondando a casa dos pais da criança. Já o jornal bruxo, divulgava a foto de uma bruxa, que era a principal suspeita do crime. Como a foto conferia com a descrição do outro jornal, Sarah concluiu que podia ser a mesma pessoa. Incomodou-a o fato da foto parecer viva, a mulher ora gargalhando como louca, ora cobrindo o rosto comas mãos e se virando, tentando se esconder. Quando se acostumaria com as fotos bruxas?Talvez nunca... Entretanto, o que impressionou a Sarah foi que a bruxa era exatamente como a descrição que Martinho Laurent fizera da mulher em cujos braços fora encontrada. Porém, deveria haver algum engano: a data do jornal... março de 1960... Mas ela nascera em 1971, fora registrada com a mesma data de Berenice, 01 de março de 1971...
Intrigada, porque André não se enganaria tanto, resolveu ler o corpo da reportagem. Talvez a tal bruxa fosse uma dessas loucas que repetem sempre a mesma ação, talvez ela tivesse seqüestrado mais de uma criança no decorrer de vários anos, sem nunca ser capturada. Lia com atenção, quando sentiu o ar lhe faltar. A menina era descrita como de pele clara, cabelos muito lisos e pretos, mesmo com a tenra idade. Quando desaparecera usava roupinhas de bebê verdes, com seu nome – Serenna – gravado.
Parou de ler, procurando Snape com os olhos. Ele logo estava ao seu lado, preocupado.
- O que foi?
- Lembra do que papai contou, sobre quando me achou? Veja isto.
Snape pegou o recorte de jornal, mas apenas relanceou os olhos por ele, e disse:
- Acho melhor irmos para casa, agora. – ele olhou em volta, fez sinal para Ana, que se aproximou.
- Aconteceu alguma coisa? – ela perguntou, preocupada ao ver a expressão de ambos.
- Sim... Por favor, desculpe-se com os Weasley por nós... tenho que levá-la pra casa.
Dizendo isso, abraçou Sarah com força, e aparatou, provocando espanto nos presentes.

========================
bem, pessoal, enquanto a Sarah se recupera de mais uma aparatação...
vocês descansam de mim até segunda feira...
Regina McGonagall
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Mensagempor Morpheus-O- » 12/05/06, 14:50

Sinceramente quando vi ela recebendo uma coruja...
Até pensei que seria de Hogwarts!
Ps:Entre, leia e comente as minhas fic's:
---------->História da Fundação-<----------
e a nova:
----------> Resolvendo o Passado (Lupin/Mary)<----------

sem mais,
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Mensagempor Sally Owens » 12/05/06, 18:37

:palmas :palmas :palmas

Até segunda?!?!?!?!?! :shock: :shock: :shock:

Pôxa, Regina! Maldade, hein? Depois desses dois capítulos maravilhosos!

Tá, vou ter que esperar, né? :( Fazer o que?

Beijo grande e bom findi, querida!
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Mensagempor Trinity_Skywalker » 12/05/06, 20:57

:shock: Meu Deus!! O que eu faço se esse fórum acabar mesmo?? Como eu vou aguentar ficar sem os seus capítulos novos, Regina?? Eu estou amando a sua fic!! você escreve super bem, e colocar a Ana aí foi sensacional!! Beijão! :wink:
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Mensagempor Zoé Magnus » 13/05/06, 17:06

Ai, ai mais uma semana sem os capítulos maravilhosos da Regina :cry: ... Eu adorei tudo, claro que naum queria ver a Sarah órfã de novo, mas amei ver o Alan chamando o Snape de pai :mrgreen: ... huahuahua me lembrei daquele quadro do Zorra “Papiiiiii!” #-o rsrsrs
Bem naum há muito que falar, perfeito como sempre...:palmas :palmas
*Zoe morde a mesa esperando o próximo capitulo :roll: *
Parabéns e bjux
“Da mesma forma que tudo é mortal na natureza, pode dizer-se também que todos que amam estão mortalmente atacados de loucura”

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Mensagempor Belzinha » 13/05/06, 18:02

YES!
A Ana apareceu! *mamãe orgulhosa da filha*.
Regina, este capítulo teve a dose certa de tudo: humor, suspense, drama... E os elementos da trama que você criou começando a se encaixar. Demais!
Não é à toa que o pessoal tá roendo as unhas e querendo mais.

Até, segunda! :D
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Mensagempor Morpheus-O- » 13/05/06, 21:05

Ai não! Eu quero ler o final!!!
Têm como trocar e-mails?
Ps:Entre, leia e comente as minhas fic's:
---------->História da Fundação-<----------
e a nova:
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sem mais,
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Mensagempor Regina McGonagall » 15/05/06, 10:22

Nóis aqui tarda mas não falha...

mais um capítulo, e olha que este deu trabalho... :?

==================================
Cap 21

Quando Sarah deu por si, depois daquela sensação maluca que a aparatação repentina lhe causara, fazendo seu estômago revirar, estava de novo na sala em que conversara com Snape, na noite anterior, e ele a fazia sentar-se na poltrona.
- Então? – ele perguntou, por fim – Melhor agora?
Sarah o fitou por alguns instantes, depois acenou positivamente com a cabeça. Ainda não entendia o porque da partida intempestiva da Toca, mas desistiu de perguntar a razão ao ver sua expressão carregada e séria. Então, voltou a atenção para o recorte em suas mãos. Precisava ler aquilo com atenção, ter certeza de que não se enganara em suas conclusões.

“ Magda Dolohov foi vista pela última vez esta manhã, em frente ao Caldeirão Furado. Ao ser interceptada pela equipe de Aurores, acionou uma chave de portal ilegal, levando consigo a criança raptada no dia anterior, de uma família residente em Spinners End...”

Sarah largou o Profeta e pegou o outro recorte, do jornal trouxa.
Uma criança foi raptada ontem de sua residência, em Spinners End, na vila fabril de...
... A menina, nascida a 09 de janeiro, filha do casal Eileen e Tobias Snape, foi levada por uma mulher desconhecida, que há dias já era vista rondando a propriedade, segundo comentaram alguns vizinhos...”


- Não é possível, quer dizer... o que isso tem a ver comigo? Eu tenho 35 anos, nasci em 71. Por que uma notícia de uma menina raptada em 1960 pode ser importante pra mim? Tudo bem que esta mulher é uma maníaca que passou décadas raptando crianças sem ninguém conseguir prendê-la, mas...
- Mag Dolohov era esposa de um comensal da morte – Snape falou.
- E daí? – Sarah continuava perdida.
- Enlouqueceu, quando o marido matou a própria filha, por achar que era um aborto. Daí, passou anos vagando, dizendo que a filha fora raptada, tentando encontrá-la. Chegou a ser internada no St Mungus, mas um descuido dos funcionários permitiu sua fuga... foi quando viu a pequena Serenna com a mãe, na saída do hospital, e seguiu-as. Ficou espreitando a casa da família, até conseguir uma oportunidade de entrar... e levar a criança. Ao que parece, enfeitiçou um objeto da própria criança para produzir a chave de portal, e como este objeto já possuía uma carga mágica própria, a chave não funcionou como de costume...
Sarah continuava aflita, e não entendia do que ele estava falando. Snape respirou fundo, ficando na beira da poltrona, estendendo o corpo para a frente e retirando do bolso a corrente de prata com o medalhão, que Sarah tão bem conhecia.
E colocou-a na palma da mão de Sarah, fechando-a e retendo-a entre as suas.
Ao fazer isso, algo diferente aconteceu. Suas mãos quentes apertavam as de Sarah, úmidas e frias, mas ela sentiu um calor vindo de dentro... da jóia. Snape forçou-a a abrir as mãos, e os dois puderam ver algo incrível... a jóia emitia pequenos e fracos raios luminosos, verdes e azuis. Então, Snape a tomou de suas mãos, e ao contrário do que Sarah esperava, a colocou gentilmente em seu pescoço.
Então, ante seu olhar confuso e amendrontado, levou suas mãos aos lábios, e as beijou, murmurando:
- Bem-vinda ao lar, Serenna Beatriz... Snape. E pelo visto, você é tão bruxa quanto eu... e nossa mãe, Eileen Prince... ou não acionaria esta chave de portal tão facilmente.
Sarah o fitou, ainda mais assustada.
- O que você disse?
- O que você ouviu.
- Não estou entendendo. Por favor, que tipo de brincadeira você resolveu fazer agora?
- Não estou brincando. Não entendeu de quem este jornal fala? De minha irmã, minha irmã gêmea, seqüestrada com pouco mais de um mês de idade, e nunca encontrada... até agora. – Snape estava muito sério, mas Sarah não conseguia acreditar.
Eles ficaram em silêncio por longos minutos. Por fim, Sarah se soltou de suas mãos, ergueu-se e correu. Segurava o pingente entre as mãos, aflita, murmurando como se proferisse uma prece.
Não sabia pra onde ia, só sabia que queria ir pra longe dali...para casa... e a jóia piscou, e ela ficou zonza... e caiu.

Sarah abriu os olhos. Onde estava? De que se lembrava? Ah, sim, sonhara um sonho estranho, pensou, ao reconhecer-se na velha casa dos pais, em seu velho e seguro quarto, que sempre dividira com Berenice. Mas ela não estava lá, agora, Sarah estava sozinha.
Sentou-se na cama, sentindo um calor intenso. Por que fora dormir com todas aquelas roupas? Em pleno verão? Suava e sentia frio, devia estar com febre. Tirou as roupas de inverno, atirando-as pelo chão. Tinha a garganta seca, então quis ir à cozinha buscar água.
Tivera um pesadelo estranho, sonhara que fora a Londres, e descobrira que Snape, um bruxo dos livros de Harry Potter, existia de verdade... Só ela mesmo, pra sonhar uma coisa assim.
Foi no escuro mesmo, até chegar lá e automaticamente procurar a geladeira, que estava vazia, vazia... e desligada.
Atônita, tentou acender a luz. Nada. Então, tentou perceber alguma coisa na escuridão quase total. Voltou pela casa, abrindo cada cômodo para perceber apenas o abandono. Móveis cobertos por lençóis que a pálida luz da lua minguante ainda fazia cintilar, poeira sobre o que estava desprotegido, silêncio e solidão.
Já começava a ficar desesperada, pensando que saíra de um pesadelo e caíra noutro, quando um forte estalo a faz pular e gritar de susto.
- Lumus! – alguém disse, e a casa se iluminou.
Então, ela piscou várias vezes, até se acostumar com a luz súbita, e o que viu a fez gritar de novo.
Snape se aproximou com passos rápidos, segurando suas mãos. Vendo que não estava com a jóia, respirou aliviado.
- Por um minuto, pensei que você fosse sumir de novo... e talvez se perder no tempo... esta chave é perigosa, ainda não sabemos controlar seus efeitos... Você deve estar louca, pra...
- Por favor... – Sarah o cortou, com voz súplice – eu... não estou entendendo... o que aconteceu? Como vim parar aqui? Estou ficando louca mesmo, é isso.
Snape a olhou, penalizado. Esperou alguns minutos, até que ela se mostrou menos confusa, sabendo pelo menos quem era ele. Então, com delicadeza, perguntou:
- A corrente, com o medalhão, onde está?
- Não sei, deve ter caído no chão, acordei no meu quarto.
Ele a deixou sozinha e foi até o quarto, voltando em seguida, com a corrente na mão. E lhe pediu:
- Por favor, confie em mim. Vou te levar de volta, e então, prometo explicar tudo, com calma. Certo?
Sarah olhou para ele e suspirou. Era só o que podia fazer agora, confiar nele... por mais estranho que pudesse parecer isso. Tentou pensar apenas no homem que conhecera antes, que passar tantos dias naquela casa, sem ao menos saber que era um bruxo. Tentou ver o homem que se surpreendera ao lembrar o passado, e mesmo assim conseguira sorrir e brincar com aquilo, transformando suas pantufas preferidas em coelhos rosados. Esta lembrança a fez se sentir mais tranqüila, e ela sorriu debilmente, respondendo que sim.

Mais uma vez, Snape a levou de volta para casa. Quando chegaram, ele a fez se sentar novamente, mas com muito carinho e cuidado, como se achasse que ela desaparecia a qualquer gesto brusco.
Depois de conjurar um chá calmante – sim, este continha uma poção calmante, ele disse – Snape também se sentou e esperou que ela terminasse de bebê-lo.
Foi a própria Sarah quem quebrou o silêncio:
- Estou bem, agora. E acho que já consigo concatenar as idéias sem entrar em pânico, como se fosse o fim do mundo...- ela respirou fundo enquanto pensava que não deixava de ser o fim de um mundo: o seu mundo!
- Então,vou repetir o que já tentei te explicar, ontem – Snape estava sério, mas seu rosto era sereno, não havia sinal de raiva ou impaciência – Esta é uma jóia de família. A família de minha mãe. Mas ela se casou com um trouxa, como você já sabe...
- Sim, eu sei. Mas como... – ela já quase se levantava.
- Sarah...
- Está bem, continue, estou ouvindo – ela fez um gesto de rendição com as mãos e se recostou novamente na poltrona.
- A inscrição no verso da medalha, alguma vez você conseguiu ler?
- Sim, quando jovem. Mas não entendi seu sentido, são dois adjetivos aparentemente tão opostos que...
- Não são adjetivos, são nomes... Veja você mesma – e com um aceno da varinha, ele projetou as palavras no ar, ampliadas

“Para Sempre Serenna e Severus”

- Entendeu agora? – ele tinha o olhar ansioso, embora a voz fosse contida.
- Mais ou menos... quer dizer. Severus é você, claro. E Serenna...
- Minha irmã gêmea, ou seja, VOCÊ.
Sarah o fitou, ainda confusa. Não conseguia assimilar aquilo totalmente...
- Mas... minha data de nascimento... não confere... e...
- Você parece ter esquecido dois pequenos detalhes: primeiro, que... seu pai... lhe deu a mesma data de nascimento de Berenice, ao registrá-la como filha, tornando-as “gêmeas”, como você mesma me contou.
Ele esperou que ela desistisse mais uma vez de interrompê-lo, e continuou:
- Segundo: esta chave de portal é diferente das outras. Age também sobre o tempo, ou isso aconteceu sem que fosse esperado, um erro no feitiço de portal. Diga-me, quantos anos eu tenho?
- 46, não é? Você nasceu em 1960, todo mundo nos... fóruns, sabe. Em 09 de janeiro.
- E aparento ter 46? Esqueceu que estive desaparecido por praticamente 8 anos? Que desapareci em frente ao Caldeirão Furado, em 1998, e só apareci em sua cidade, em 2005? Esqueceu que você mesma brincou que minha aparência ajudaria a convencer a todos que eu dizia a verdade, pois não tinha “envelhecido”?
- Mas... ah, meu Deus, isso é muito louco pra ser verdade!
- Os testes que fizemos com seu cordão e esta medalha, mostraram que ela já continha um feitiço poderoso, para que sempre fosse acionada em defesa de um membro da família. Só que a louca da Mag... sobrepôs um feitiço formador de portal, o que provocou alguma espécie de “efeito colateral”... abrindo uma brecha de tempo. Foi isso que a levou, e ao bebê, ou seja, você, para uma faixa de tempo diferente. Quanto ao local – Snape respirou fundo – Imagino que ela tenha pensado que Brasil era longe o suficiente para não ser encontrada... os controles mágicos lá são completamente diferentes dos nossos... menos rigorosos... isso sempre foi fato conhecido.
- Então...
- Minha cara... você ganhou 8 anos a menos, sem precisar do que as mulheres trouxas chamam de cirurgia plástica. – ele comentou, risonho, tentando quebrar a tensão.
Sarah entendeu, mas não riu, como ele esperava.
- Você quer dizer que perdi 8 anos, isso sim. E por duas vezes...Quer dizer, aquela noite, no Beco Diagonal, então fui eu quem provocou seu desaparecimento?
- Sim. Harry e Lupin, após eu simplesmente sumir, não conseguiam entender. O comensal fora estuporado a tempo, embora tivesse me ferido gravemente antes de cair.
- E você me salvou do feitiço dele, pulando daquele jeito – Sarah exclamou, reconhecendo o quanto correra perigo naquele momento.
- Mas você me “salvou” primeiro. Acionou um feitiço que só funcionaria em favor de um membro da família, e me tirou do perigo. Infelizmente, o “efeito colateral” ocorreu de novo, talvez seja o local, Mag desapareceu dali também... Pode ser uma interferência dos feitiços anti-trouxas do Caldeirão.
Snape se pôs pensativo. Aquilo não tinha lhe ocorrido antes. Afinal, Mag Dolohov desaparecera no mesmo local, isso era possível. E, claro, ele “aparecera” no mesmo local que Sarah, com um lapso de tempo semelhante.
Sarah, de alguma forma, acompanhara-lhe o raciocínio. E perguntou:
- Será possível que o Caldeirão Furado, por ser a passagem para o Beco Diagonal, tenha uma ressonância com aquele depósito velho? Como se fossem duas entradas para um mesmo portal alternativo?
A expressão que ela usou o fez franzir o cenho, provavelmente tirada de um daqueles filmes trouxas, mas ele entendeu o sentido. Era possível sim, ainda mais que se lembrou dos comentários de Martinho sobre o lugar. Talvez valesse a pena fazer contato com o Ministério Bruxo Brasileiro e averiguar esta possibilidade, ou perguntar se haveria próximo dali uma região legitimamente bruxa, o que explicaria a força da chave no local.

Enquanto ele avaliava tudo isso, Sarah ainda digeria a informação, e lembrou-se de algumas coisas que haviam acontecido, coisas que ele dissera e que lhe pareceram estranhas, e resolveu por tudo em pratos limpos de uma vez:
- Quando você soube? Só depois de voltar pra cá ou...
- Bem antes. – ela a fitou com ar maroto – Na verdade... foi Felipe quem me contou.
- Felipe? Meu irmão? Agora, você é que deve estar louco. Como Felipe saberia uma coisa dessas? E ainda, como não me contaria?
- Ele teria feito isso, se eu não tivesse lhe aplicado um feitiço de memória. Nele e... em seu pai também.
- Você não fez isso!!! – Sarah estava indignada, e ele sentiu-se péssimo com isso.
- Foi no Natal, quando Felipe chamou a mim e a seu pai para uma conversa na biblioteca... você se lembra? – como ela não disse nada, continuou – Desde aquela seção de hipnose, em que relatei a lembrança de uma discussão entre meus pais, eu comecei a desconfiar de que não era filho único como sempre pensara, e Felipe tirou suas próprias conclusões também. E fez, como ele mesmo disse, umas pesquisas “laboratoriais”..
- Não entendi. – Sarah estava perplexa.
- Quando eu fui socorrido, tiraram uma amostra de meu sangue, não foi?
- Claro! Precisavam testá-lo, ver o tipo, fator rh, essas coisas, além de exames para detectar infecções, essas coisas...
- Bom, disso eu não entendo... mas foi você quem me doou o sangue que julgaram ser necessário, e acredito que saiba que uma amostra do seu também foi guardada.
- Sim, é o de praxe.
- Pois seu irmão, por algum motivo, ou somando dois mais dois, como ele mesmo disse, resolveu averiguar. E mandou as duas amostras para o laboratório e pediu um exame de...
- DNA?
- Isso!
- Meu Deus! – Sarah conseguiu murmurar – Não me diga que deu...
- Como ele disse, 99% de chances de termos os mesmos pais. Martinho, claro, achou maravilhoso que finalmente se descobrisse um parente consangüíneo seu. Eu, porém, imaginei que você, e todos eles, correriam perigo. Eu estava fora do mundo bruxo e sem notícias do que acontecera em mais de 8 anos... tive receio de que algum antigo comensal mais louco que os outros estivesse ainda provocando perseguições e mortes, ou uma caça aos “traidores”. Revelar a você que era minha irmã desaparecida pareceu extremamente perigoso. Então, alterei-lhes a memória e saímos todos da biblioteca como se falássemos daquele esporte favorito deles... futebol, não é?
- Sim... Entendo... E quem mais sabe?
- Bem... Apenas Ana e Molly Weasley, Harry Potter e Alan...
- Alan! – Sarah exclamou – Por isso, insiste em me chamar de tia!
Snape sorriu. Pelo visto, ela estava reagindo de forma mais tranqüila, agora. E não apenas pela poção calmante. Era de novo a Sarah que conhecera.

Com efeito, Sarah fora assimilando tudo que ele falava com tranqüilidade, resolvida a se manter serena.
Serena... ou melhor, Serenna era seu verdadeiro nome! Mas não achava que se acostumaria com ele. Preferia ser apenas Sarah Laurent. E aquela pobre mulher...
- Você ainda sente pena dela, depois de todo o mal que causou?
- E não deveria? Uma mãe que enlouqueceu de dor é digna de compaixão, não é? Ela causou muito mal, eu sei, dividiu uma família... imagino que sua.. que nossa mãe também tenha sofrido muito, mas Magda Dolohov foi vítima também. Vítima da loucura do marido, do Lord Voldemort, dos seus desvarios...
- Nisso você tem razão. Eu sei bem o quanto mal ele provocou. Mas perdoá-la assim, tão facilmente...
- Se você teve uma segunda chance... por que ela não? Nem teve como, já chegou morta. Além do mais, eu não posso reclamar da sorte... encontrei uma família maravilhosa... e acabei reencontrando você, não é? De um jeito ou de outro... Ah, por falar nisso... Será que você poderia parar de usar essa sua legilimência em mim? Isso incomoda muito, sabia?
- Eu nunca usei Legilimência em você, acredite! Nossa ligação é tão forte, que eu percebo com facilidade seus pensamentos, principalmente quando você está pensando em mim. E você poderá aprender a perceber os meus, basta treinar um pouco...
- Ah, seria muito esquisito...- uma lembrança súbita lhe ocorreu, e Sarah começou a rir.
- O que foi? O que é tão engraçado?
- Se você me disser agora: “Pois então, irmãzinha, agora teremos que ir juntos até a Montanha da Bruxa e aguardar o guardião do portal da Luz Roxa, para nos transportarmos para casa, finalmente!”, eu prometo que mato você.
- Não entendi... que montanha é essa? De que luz roxa você está falando?
Mas Sarah ria tanto que quase se engasgava, e só lhe acenava com a mão, como quem diz: esquece!
- Ela está falando do filme “Fuga da montanha enfeitiçada”, seu tonto! – a voz feminina vinda da lareira os assustou. Sarah olhou pra lá e viu a cabeça de Ana, flutuando nas chamas que agora eram verdes.
Ante o espanto de Sarah e a cara de poucos amigos de Snape, ela se desculpou, também tentando controlar o riso:
- Desculpe a intromissão, Snape. Só queria ver se estava tudo bem... Mas vejo que Sarah aceitou as novidades com... bom humor.
- Porque você não estava aqui pra ver o que aprontei antes... – Sarah retrucou, mais descontraída. Sentia que podia ter Ana como amiga, e esse sentimento lhe trouxe uma tranqüilidade imensa. Não se sentiria tão perdida por ali, podendo recorrer a alguém que falava a “mesma língua”...
Snape não conseguiu manter a cara de bravo por muito tempo. Não entre aquele verdadeiro fogo cruzado...e sorriu também. Mas algo lhe ocorreu, e ele novamente ficou sério.
- Aproveitando, Sra Ana Weasley...
- Epa! Formal assim? Aí vem coisa... – Ana piscou pra Sarah.
- Ana... desculpe. Vocês... me tiram do sério, mas não – e ele enfatizou as últimas palavras – repita isso pra ninguém!
Ana assentiu com a cabeça, mas virou-se para Sarah e cantarolou:
- “Mas eu tenho que manter a minha fama de mau...”
Sarah riu baixinho, mas um olhar de Snape a fez sossegar e tentar controlar o riso.
- Bem, há um ano que isso me intriga, só que não tive oportunidade de tocar no assunto com você ou com... o Potter.
Elas viram que o caso era mesmo sério e ficaram atentas.
- É que, depois que recuperei minha memória, fiz vários feitiços, na residência da Sarah. Por que vocês não me detectaram? Por que Potter só apareceu por lá, depois de minha mensagem?
- Ah, isso é simples. Ou, pelo menos, era, até que a Sarah me garantiu não ser bruxa...
- Como assim? – Sarah indagou – eu não sou bruxa! Nunca fiz feitiço algum!
- Na verdade, recebemos sim, uma notificação vinda do Brasil. Uma bruxa, chamada Adalgisa, mandou uma mensagem, dizendo que pensava ter visto o ex-professor conhecido como Severus Snape em um shopping...
- Adalgisa... Adalgisa... – Sarah forçava a mente – Não conheço nenhuma Adalgisa... “peraí”! Você disse “shopping”? – ela se ergueu, excitada – A vendedora de perfumes!
Snape se lembrou da mulher, também, da loja que lhe despertara alguns nuances de memória, por causa dos odores e frascos...
Mas Ana continuou:
- Infelizmente, isso não ajudou muito. Porque ela não tinha nenhum dado mais completo, sobre a bruxa que acompanhava você, no caso, a Sarah. Não sabia nem o seu nome.
- Mas ela pensava que eu era uma bruxa também?
- Claro! – Ana respondeu – Qual a dúvida? Nós conseguimos nos identificar mutuamente.
- Não acredito! – Sarah caiu no sofá, olhando incrédula para as chamas verdes.
Mas Ana falou direto pra Snape:
- Olha, posso ir até aí? Ficara ajoelhada aqui é fogo... Continuo achando que telefones seriam bem mais práticos... Meu reino por um celular... que funcione em casas bruxas, lógico.
- Tudo bem, pode vir. – Snape balançou a cabeça, resignado.
Ela agradeceu com um sorriso, e em poucos minutos saía da lareira, sacudindo um pouco de cinzas, e se sentava ao lado de Sarah no sofá.
- Agora, por favor – Snape disse calmamente – Explique melhor isso.
- Está bem – Ana voltou-se para Sarah – Ela disse que sempre tentou lhe dizer alguma coisa, em suas visitas à loja, mas você agia como se não soubesse do que estava falando. Então, nunca conseguiu se revelar totalmente, além do mais, você não passava por lá tão freqüentemente assim.
- Realmente. Eu só comprava alguns presentes lá, de vez em quando. Mas então... por isso é que ela vinha sempre com aqueles papos esquisitos?
Ana riu. Sim, era por isso, fosse o que fosse os tais papos esquisitos.
- Mas... você ainda não respondeu minha pergunta – Snape lembrou.
- Claro, desculpe. Acontece que Sarah é, sim, identificada no Ministério Brasileiro de Magia, como bruxa. Por isso, acredito que os sinais de feitiços emitidos de sua casa não chamaram nenhuma atenção especial por terem se intensificado de repente. E já verifiquei isso, não houve nenhum registro de atividade bruxa irregular em um certa casa de João Monlevade, em dezembro de 2005. Acho que... o controle deles não é assim tão intenso e severo como o dos britânicos, claro. – e como Snape ainda a fitasse com ar de dúvida, completou - Digamos que... os brasileiros aceitam a diversidade e as... “coisas foras do comum” melhor que os europeus, e os bruxos lá circulam entre os trouxas com... maior liberdade.
- Eu continuo não entendendo... por que teriam feito esse registro? Eu nunca fiz nada de anormal.
Snape lembrou-se de algo e indagou:
- E os tais acidentes com fogo que você me relatou? De quando era criança?
- Ah, não! Não vem com essa não! – Sarah exclamou – eram apenas isso... acidentes.
- Assim como a explosão do carro que matou seus pais? – Snape retrucou.
Sarah fitou-o de olhos arregalados. Carros que explodiam depois de acidentes era uma coisa comum.
- Tem certeza de que foi “uma explosão comum”? – ele perguntou novamente, antes que ela verbalizasse sua contestação.
- Eu... não sei... Ah, isso tudo é muito estranho pra mim, por favor.
Vendo que ela estava começando a perder o controle, Ana acenou para Snape, como quem diz “não force”.
Outro detalhe parecia estranho, então ela ainda argumentou:
- Esperem, uma coisa eu não entendi ainda: se para o Ministério da Magia brasileiro, eu já constava como bruxa, como nunca recebi nenhuma notificação a respeito, quando completei onze anos? Não é essa a idade em que as crianças bruxas são encaminhadas para uma escola de magia?Ou isso é diferente no Brasil também?
Snape olhou para Ana, visivelmente pedindo socorro, e ela não se fez de rogada:
- Já verificamos isso. Parece que, para eles, registraram a entrada de uma criança inglesa, simplesmente. Assim, contaram com a convocação de Hogwarts... Quer dizer, não investigaram a questão a fundo, ou imaginaram que sua família optara por não te mandar para a escola. Claro que a diferença no tempo não foi notada, o "caso Dolohov" já estava arquivado e esquecido... por completa foal,ta de algum sinal dela.
- Mas... e agora? Como é que eu fico? Continuo sendo Sarah Laurent... ou passo a atender por Serenna Snape?
- Teremos que verificar isso com o Ministério da Magia, mas não se preocupe.. Temos “todo o tempo do mundo”, agora que já sabemos o mais importante.
Sarah concordou, rindo de sua fala imitando seu irmão Felipe. Mas ele também era seu irmão, de verdade.

Um irmão de verdade!
De tudo aquilo, só o que lhe importava agora era esta informação preciosa, que aguardara por toda a vida. Tinha um irmão DE VERDADE.

E só isto, por enquanto, era o bastante pra ela.

===========================
E espero que, por enquanto, seja o bastante pra vocês também...
Afinal, teremos todo o tempo do mundo pra isso. :lol:

p.s.: sempre achamos alguma coisa pra editar... aqui faltava um "r" no infinitivo de um verbo... :roll:
Editado pela última vez por Regina McGonagall em 09/06/09, 09:27, em um total de 1 vez.
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Mensagempor Morpheus-O- » 15/05/06, 11:25

E laia!!!
Eita capitulo com gostinho de quero mais viu!!!!
Ps:Entre, leia e comente as minhas fic's:
---------->História da Fundação-<----------
e a nova:
----------> Resolvendo o Passado (Lupin/Mary)<----------

sem mais,
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Mensagempor Tina Granger » 15/05/06, 15:33

pode ter te dado trabalho...tá lindo! num aspecto concordo com a sarah: coitada da mulher que sequestrou ela. nao sei se isso acontecesse comigo, se perdoaria tao facil
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Duas mulheres - A um passo - A irmã da Serpente

mais fics? olhe no fanfiction.net...

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Mensagempor Sally Owens » 15/05/06, 15:42

:palmas :palmas :palmas :palmas

Delicioso!! É o mínimo para dizer desse capítulo, Regina!
Concordo com o Morpheus: o capítulo deixou um gosto imenso de quero mais!

Beijão!
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Mensagempor Regina McGonagall » 16/05/06, 10:03

Acho que fico mais ansiosa que vocês :lol:

lá vai...
Ah, antes que eu me esqueça:
"Leonardo" é uma homenagem a um certo "Leonard Gary..."
"Aline", bem, embora a inspiração tenha sido a "Bruna", uma garota super esperta da creche em que participo, tem esse nome em homenagem à Li Black, moderadora HP e minha mui querida amiga (só não sei se ela vai gostar de saber que etá "mudando de sobrenome..." :shock: aiai, spoiler do meu próprio capítulo :lol: )

outro detalhe: era pra fic ter acabado no ponto em que estão os "****" mas acabei mexendo e colocando mais coisa, então... hehe... o parágrafo final foi recortado e movido... :lol:
e, quase esquecendo, mas lembrando a tempo: para entender o nome da "casa", vocês terão que ler a fic da Belzinha: Harry Potter e o Segredo de Sonserina.
http://www.potterish.com/forum/viewtopic.php?t=18251

==========================

Cap 22

Quando Alan retornou da casa dos Weasley, ficou feliz por saber que Sarah já sabia de tudo. E que ele podia sim, tratá-la por “tia”.
E ela riu, desculpando-se por seu presente de Natal ter que chegar um pouco atrasado.
- Fique tranqüilo. Nenhum de meus sobrinhos teve algum motivo pra achar que sou uma tia relapsa... Não vai ser justo você, o primeiro. Quando Sn... Severus cumprir a promessa de me levar ao Beco Diagonal, você escolhe o presente, ok?
O rapaz sorrira, exultante, e a abraçara, fazendo-a sentir-se aliviada por ver que ele podia até ser parecido com o Snape “dos livros” externamente, mas era um rapaz amoroso e bem-humorado. Então, teve a curiosidade de perguntar:
- Você estuda em Hogwarts, não?
- Sim. E sou da Sonserina, como meu pai.
Já se acostumando a vê-lo se referir assim ao ex-professor de Hogwarts, imaginou como seria isso lá, na escola onde ele era conhecido por ter assassinado o antigo diretor...
E Alan explicou, sem muitos rodeios:
- Ah, eu não ligo pras provocações daqueles bobos... então, eles já se cansaram de tentar mexer comigo. Não me interessa o que ele fez antes. Aliás, sei que seus motivos foram importantes. Mas isso foi ANTES dele se tornar meu pai, então... pra que me incomodar com isso? Foi como membro da Ordem que ele me encontrou, depois do ataque de comensais malucos, que mataram minha família... Se não fosse ele, eu teria morrido sob os escombros, porque nenhum dos outros, nem os aurores, nem Lupin com seu famoso faro apurado... tinha percebido que ainda tinha alguém vivo. Devo minha vida a ele, e meu respeito também. E se o Prof. Dumbledore mandou ele fazer aquilo, quem sou eu para julgá-lo? Só sei dizer que ele foi muito corajoso ao obedecer e enfrentar todo o resto por isso. E quem pensa o contrário não merece um único segundo de minha atenção.
Sarah sorriu, abraçando-o, emocionada. Aquela fora uma defesa impressionante. E Alan tinha personalidade forte, e opinião também. Lembrou-se do relato divertido que Ana fizera do encontro de sua sobrinha Mel com o “Morcegão” (Harry presenciara, e contara para a colega auror). Pensou então, em como será que ambos estavam convivendo na escola.
Se bem que...eram de anos diferentes, e também casas diferentes... não deviam se encontrar muito, afinal. Pelo que se lembrava dos livros, a convivência entre alunos de outras casas era dificultada pela própria organização da carga horária, que ela sempre achara pesada.
Comentou isso com ele. O rapazinho deu de ombros, num gesto muito seu, que a tia logo aprenderia a reconhecer facilmente.
- Ela é legal, apesar dessa teimosia com relação a meu pai, mas eu não a vejo muito mesmo. È da turma do Hector. Ele também perdeu a família, como eu. É mestiço, sua mãe era trouxa. Ele também se orgulha do pai que tem hoje, um lobisomem. Não nos falamos muito, mesmo nas aulas em comum. Ele tem a turma dele, e eu...fico sossegado no meu canto. Estou lá pra me tornar um grande bruxo, não tenho tempo a perder.
Sarah o olhara, admirada. Perto dele, nem chegaria a ser chamada de CDF... Talvez ele só se equiparasse a Hermione Granger, embora Ana tivesse comentado que Mel era assim também. Mas o que Snape lhe dissera? Ah, sim. O Chapéu Seletor captava seus objetivos principais, suas metas de vida, mais que suas características. Por isso, Hermione fora uma grifinória, mesmo podendo estar na Corvinal. Com Alan, a opção mais forte fora Grifinória, mas o garoto escolhera Sonserina, e o Chapéu acatou sua própria decisão. Como fizera um dia, com Harry Potter.
- Sim. –ela respondera, na manhã seguinte, quando conversaram a respeito – Mas Harry repetia sem parar: “Sonserina não, Sonserina não”!
- Bem típico dele. – Snape respondera simplesmente, e ela preferira mudar de assunto, e lembrar-se do motivo primeiro que a levara àquela casa.
- Bem... – Sarah olhou para seu recém-descoberto irmão gêmeo e sorriu - Você me queria aqui pra trabalhar, não é? Pra ajudá-lo a achar as famílias desses garotos, não é? Então, mãos à obra! E aí, cadê as fichas das crianças? O que vocês já conseguiram de informações sobre elas? Já resolveram o problema da linha pra conexão na Internet? Porque vou ter que buscar informações entre os trouxas também, se a maioria é mesmo “mestiça”...ou será melhor aguardar até que tenhamos a confirmação se são ou não bruxos, antes de nos arriscarmos a alojá-los entre trouxas?
Enquanto ela enunciava mais uma lista imensa de providências e pesquisas... Snape sorriu. Agora sim, aquilo seria o que sonhara. Um ponto de partida para que aqueles garotos e garotas, as maiores vítimas da guerra contra o Lord das Trevas, encontrassem novos lares, e fossem bruxos e bruxas melhores no futuro...

*****

Agora, alguns dias depois, Sarah estava só em sua sala – pois tinha sua sala de trabalho, bem próxima à recepção, onde instalações elétricas e telefônicas “normais” estavam em andamento, para que ela pudesse trabalhar como estava habituada, e também manter contato com sua “família trouxa”. É claro que, no caso de André, as corujas e a lareira já eram aceitas com certa tranqüilidade. Ele tinha ficado bastante surpreso com a revelação de que, além da esposa, tinha agora uma irmã bruxa, mas reagira com bom humor.
- Agora entendo porque você tinha tanto amigo esquisito... eram bruxos também!
Sua alusão aos tipos estranhos com que Sarah sempre se relacionara sem problemas, principalmente na época de faculdade, fora mais um ponto para convencê-la de que não passara assim tão despercebida junto à comunidade bruxa brasileira. Eles sempre estavam por perto, mesmo não se revelando inteiramente. Talvez, pensou, esperassem por algum sinal de reconhecimento, que ela nunca fizera.

O isolamento mágico da casa estava sendo tratado com especial atenção por especialistas do Ministério da Magia, mas a visita de Arthur Weasley e sua curiosidade por tudo que dizia respeito a trouxas já era constante. E Sarah se divertia, respondendo às suas perguntas, e também aproveitando para indagar o que não tinha coragem de falar direto com seu irmão...
E foi numa dessas visitas do patriarca dos Weasley, acompanhado de Remus Lupin, , que descobriu mais sobre a “instituição” em que estava trabalhando.
Arthur lhe contou, sem cerimônias, que Snape passara alguns meses recluso, em lugar ignorado pela maioria. Apenas Ana tinha acesso a ele, como sua “guardiã legal” – foi o termo mais trouxa que ele achou para definir, mas Sarah já tinha entendido – então, depois de sua ação direta em uma nova missão, e quando ele finalmente resolveu procurar por Alan, que ficara sob a guarda dos Weasley, veio com a idéia da criação daquela casa, para abrigar os “órfãos da guerra”.
Mas o objetivo ia além de acolher as crianças bruxas cujas famílias tivessem sofrido ataques. Lupin explicou rapidamente que um dos objetivos prioritários era localizar e identificar em instituições trouxas, crianças bruxas, nascidas trouxas ou mestiças, para que pudessem ser trazidas para a casa e crescer sob sua guarda, evitando os desastres comumente causados por poderes mágicos aflorando sem aviso. Casos como o de Tom Ridle, por exemplo.
No que dependesse da Ordem da Fênix, não surgiria outro pretenso Lord das Trevas...
- E Harry se dispôs a contribuir, claro, já que recebera também a herança de Sirius, além da de seus pais. Mas Ana sugeriu que criassem uma... ONG... sabe o que é isso? – ao seu sinal afirmativo, ele continuou – Então, foi assim que surgiu a Fundação Fênix.
- Fundação Fênix? – alguma coisa, a lembrança de um velho seriado de tv, passou rapidamente pela sua mente.
- Sim, o nome foi Ana quem escolheu. – o Sr. Weasley voltou a dizer, demonstrando o orgulho que tinha de sua nora brasileira.
Sarah entendeu tudo. Ana parecia ter o mesmo gosto que ela por séries de tv, mas claro que aquele nome também era uma justa homenagem a Dumbledore.
Lupin se tornara assim, além de uma espécie de gerente administrativo da Ordem, também o representante legal da Fundação Fênix, já que Snape preferia ficar o mais longe possível de burocracia, fosse bruxa ou trouxa. Era apenas diretor “pedagógico”, completara o ex-professor, com um sorriso divertido. E Sarah teve que rir também, concordando que Snape escolher cuidar das crianças teria sido inimaginável há anos atrás...
Ela só não conseguira ainda entender porque a casa se chamava “Lar de Elizabeth”, já que não imaginava um motivo para ser uma homenagem à Rainha, mas Snape se recusara a falar a respeito. Ana Weasley fora outra que reagira de forma estranha ao assunto, então Sarah imaginou que isso dizia respeito a algo que apenas os dois conheciam, e resolveu deixar pra lá.

Além do trabalho, que era tudo o que previra, resumindo-se numa única palavra: Desafio! – ela ainda tinha que conviver com as conseqüências... de sua “mudança de status”!
Primeiro, eram os seus poderes mágicos que, agora, sem impedimento algum, afloravam mesmo. O passeio tão esperado ao Beco Diagonal resultara numa parada obrigatória na loja do senhor Olivaras. Depois, ter que se acostumar com seu “novo nome”, pelo qual sempre era apresentada no mundo bruxo, com os conseqüentes olhares de estranheza por ser uma Snape... mas Sarah não queria abrir mão do antigo, mesmo tendo gostado de saber que tinha como segundo nome o de sua mãe adotiva, tão cara ao seu coração: Beatriz.
Ela não queria abrir mão da nacionalidade brasileira, ainda mais que tivera notícias de que havia finalmente saído uma decisão favorável ao seu pedido de adoção dos irmãos Aline e Leonardo. André estava recebendo sua correspondência, até as coisas se “normalizarem” em seu atual endereço. E a carta tão esperada chegara.
Agora com a passagem para o Brasil na mão – coisa que Snape julgara completamente desnecessária, já que ela poderia simplesmente usar uma chave de portal, mas ela afirmara ainda não estar segura com aquelas “coisas”, Sarah era a ansiedade em pessoa.
Ana, que cada vez mais estava se tornando uma amiga preciosa e inseparável, se encontraria com ela no Brasil (partira dois dias antes em alguma missão como auror que não revelara).

Mas fora ela quem se dispusera a esclarecer os pontos mais críticos, quando conversaram a respeito, dois dias antes de sua partida:
- A questão é simples: a adoção foi aprovada, para sua identidade brasileira, assim, as crianças serão filhas de Sarah Lareunt. Isso quer dizer que, daqui para frente, todos os seus atos relacionados aos filhos serão como Sarah.
- Sim, isso eu sei. Mas o problema é que estou vivendo aqui agora.
- Para entrar na Inglaterra com eles, você pretende usar o método bruxo ou trouxa?
- Trouxa, é claro. Eles vão ficar loucos de alegria com a possibilidade de viajar de avião.
- Que tolice... – Snape começou a dizer, mas Sarah o cortou.
- É tão emocionante para uma criança trouxa, quanto é para uma criança bruxa aparatar pela primeira vez!.
- Então, não há problema, já que após assinar o termo de adoção, você será legalmente a mãe dos garotos. - Ana continuou, calmamente sentada à frente do dois irmãos (e isso ainda lhe parecia tão extraordinário, Snape ter uma irmã, que ela às vezes achava que era puro sonho). - Os passaportes deles constarão estes dados e, para conseguir visto permanente também para eles, você terá que usar a identidade de “Sarah Laurent”. Isso implicaria na renúncia à identidade de Serena, ao menos perante as autoridades trouxas.
Snape ia falar mais alguma coisa, mas desistiu, ao olhar das duas.
- Agora, se você quisesse adotá-los como estrangeira, pois o. Brasil não dá a guarda de crianças ou adolescentes brasileiros a estrangeiros, e só as dá em adoção em ultimo caso (o que quer dizer: que não exista nenhum brasileiro apto querendo adotá-las), você precisaria ter um período de convivência de trinta dias Se já são crianças com mais de dois anos, provavelmente não há nacionais querendo adotá-las: as pessoas, como sabe, preferem bebês.
- Por isso tive uma certa facilidade com o processo. Aline já vai fazer 9 anos, e o Leo fez 7 anos. Mas entrar com novo processo, como estrangeira, seria desgastante. Toda a burocracia, mais uma vez... Ainda mais agora que só falta ir lá, para assinar o termo de adoção.
- De qualquer forma, estas crianças serão brasileiras natas, porque nasceram lá. No entanto, se fossem adotadas por uma “estrangeira”, receberiam a nacionalidade desta ao residir com ela fora do país e assumirem esta nacionalidade estrangeira (o que provocará a perda da cidadania brasileira). Mas, realmente, não compensa passar por um novo processo, novamente.
- É que... não esperava uma reviravolta tão grande na minha vida! Ainda não sei como vou fazer pra regularizar minha situação aqui...
- Quanto à permanência na Inglaterra, você já tem um emprego garantido, as autoridades inglesas não vão “ficar no seu pé” e o visto de permanência, acredito, será concedido sem problemas e isso se estenderá às crianças, claro, já que já serão seus filhos legalmente reconhecidos. Ou, ainda, se você se casar com um inglês, e seu marido quiser adotar as crianças (no direito brasileiro isso é uma possibilidade), esse homem terá se casado com Sarah Laurent, que é legalmente a mãe dos meninos.
-Pode ser. Lembra do caso do filho do Biggs? Só porque os pais não estavam casados, ele não era considerado inglês e não bastava o pai dele ser. Então, a mãe dele veio até a Inglaterra e se casou com o velho, já quase morrendo, coitado.
- Claro, lembro sim. Para o Brasil, ele é brasileiro, já que nasceu lá, mas teria perdido a cidadania se o motivo dele pedir outra cidadania (no caso, a britânica) não fosse uma imposição da Inglaterra para que ele ficasse aqui e pudesse cuidar do pai doente. Nesse caso, o Brasil considerou que ele foi “obrigado” a fazer isso, portanto, não o “penalizou” com a perda de sua cidadania brasileira – no Brasil, não existe isso de “dupla nacionalidade”: ou é brasileiro ou não é.
- Então, não há problema – Snape falou de repente, com ar de quem achou o mapa da mina – Eu me caso com você, assim você ganha a cidadania britânica sem precisar abrir mão do nome “trouxa”...
As duas mulheres olharam para ele como se ele as tivesse atacado com uma maldição imperdoável. Sarah foi quem recobrou a voz, primeiro:
- Ficou louco? E aquele monte de fãs que você tem no mundo trouxa? Pelo menos a metade delas sonha com a chance de descobrir que você existe de verdade... aí, me matam! Não senhor, nada feito!
Ana se lembrou de ter lido algumas fics e se surpreendeu ao ver que Snape tinha conhecimento delas, mas atalhou, esforçando-se pra manter uma expressão séria:
- Bem... não sei como é na Inglaterra, mas... no Brasil, se descobrirem o embuste, o casamento é nulo de pleno direito: é impedimento legal absoluto o casamento entre irmãos. Além do que... – ela não resistiu a lhe dar uma cutucada - casar com a própria irmã, ainda que só no papel, não vai ajudar muito na sua imagem...É um pouco... pervertido!
Snape lhe lançou aquele olhar... que no Brasil seria um belo “seca-pimenteira”, e que ela traduziu como “avada” mesmo, mas ela piscou, marota, em resposta.
Sarah, indiferente a isso, concluiu com um suspiro:
- Pois é. O melhor é isso mesmo: vou lá, faço o que tenho que fazer, trago-os pra cá, e depois, com o tempo, porque nem sei se vão mesmo se adaptar aqui, então entro com o pedido de visto permanente. Nossa! – ela pareceu muito preocupada de repente – esqueci desse outro pequeno detalhe: estarei trazendo-os para uma casa bruxa... será que não terei problemas com o Ministério da Magia por isso?
Os dois bruxos ficaram meio estranhos de repente. Mas Ana respondeu rapidamente:
- Ah, não se preocupe com isso agora. Vamos resolver uma coisa de cada vez.
- É, realmente. Não vamos colocar o carro na frente dos bois.
- O que? – Snape, perguntou, sem entender.
- O mesmo que colocar a carruagem na frente dos testrálios – Ana respondeu, bem-humorada, e Sarah não pode deixar de rir com a comparação que soara meio tosca...

Agora, no aeroporto, pronta para embarcar, se perguntava se estaria fazendo a coisa certa, afinal. Adotar duas crianças e trazê-las para outro país, e mais, para outro mundo “paralelo”... Será que isso faria bem a elas?
E como Leonardo e Aline iriam reagir, ao saber que os personagens daqueles filmes que haviam assistido eram de verdade? Talvez reagissem com naturalidade, crianças tinham esta capacidade de adequação muito mais desenvolvida que adultos, já arraigados em velhos e confortáveis hábitos...
Mas, de qualquer forma, Sarah se viu pensando em procurar famílias que eram “mistas” para ver como administravam as coisas. Além do fato de que os meninos estariam de novo indo morar numa casa dividida por outras crianças sem família... Era verdade que haviam feito as coisas de forma que todas as crianças tivessem seus quartos individuais, sua privacidade, mas ainda assim, Sarah e eles não estariam em “uma casa só sua”...apesar de Snape ter resolvido logo a questão, refazendo os acessos dos aposentos de forma que dessem para os de Sarah, como se fossem um apartamento dentro da grande casa.

Ouviu a chamada para seu vôo, embarcou, e finalmente desembarcou já no Brasil, sem nem notar nada à sua volta, imersa em seus pensamentos e dúvidas.
Somente quando Ana bateu em seu ombro, perguntando se ela queria ser assaltada ou o que, parada daquele jeito em pleno saguão, é que deu por si de onde estava.
- Meu Deus, estava longe, mesmo. – as duas riram juntas, e Ana sugeriu:
- Que tal mais uma aparatação acompanhada? Sei que ainda não aparata sozinha.
Sarah aceitou a sugestão. Tiveram o cuidado de primeiro procurar um lugar onde não seriam vistas “sumindo”, escolhendo o banheiro feminino, que rapidamente ficou vazio... Sarah olhou para Ana, desconfiada, mas ela apenas piscou, alegando que não podiam perder tempo. Deram-se os braços, e em segundos, estavam em uma rua próxima ao Fórum, pois Sarah teria que se apresentar primeiro na Vara de Família responsável pelo seu processo.
Só depois da seção praticamente interminável de procedimentos burocráticos, em que Ana se vira tentada várias vezes a usar a varinha, elas puderam fazer o mais importante: ver as crianças. Mas Sarah quis ir da forma “normal”... não queria se arriscar a aparatarem no meio de uma turma de garotos.
Não se cansava de agradecer a Ana por ter deixado seus afazeres para acompanhá-la até o Brasil.
- Eu vim a trabalho, esqueceu? – Ana retrucou – Mas hoje, estou de folga, já fiz tudo que tinha que fazer. Então, só vou embora depois que você e seus “filhos” tiverem embarcado em segurança. Prometi isso ao Sn...
Ela se interrompeu, mas vendo que já entregara o ouro mesmo, explicou: Snape estava preocupado com a segurança da irmã e de seus novos “sobrinhos”, e Ana se dispusera a “escoltá-los” até o embarque.
- Rony deve ter razão. – Sarah comentou, brincalhona – Que o Morcegão não nos ouça, mas está amolecendo. Definitivamente.
- Você sabe que ele adotou o lema do Olho Tonto, não é? “Vigilância Constante!” Esses dois são de longe os caras mais paranóicos que conheço...
Às gargalhadas, elas tomaram um táxi até a Fundação, onde já eram aguardadas pelas irmãs Sofia e Bernadete. Sarah não estranhou o fato de Ana já conhecê-las, imaginou que tivesse tido o cuidado de “checar a área”, como boa profissional que era.
Logo, Aline e Leonardo foram chamados, e souberam a novidade, que ninguém lhes revelara para não criar ansiedade. Mal podiam acreditar que sua tão querida amiga fosse agora, legalmente e pra sempre, sua mãe.
Quando se refizeram do choque momentâneo, pularam em seu pescoço, gritando, rindo, chorando. Sarah também se emocionou, assim como a velha freira e até mesmo Ana.

Em instantes, a novidade correra pelo lar-escola, como diriam os gêmeos Weasley, como fogos do Sr Filibusteiro. Todos queriam compartilhar a alegria dos dois pequenos e sapecas irmãos.
Foi impossível impedir a festa, o barulho, o choro de alguns que sentiam por ver os amigos irem embora. E a emoção dos que os conheciam desde que haviam chegado ali, fossem funcionários, professores ou alunos e internos. Mas para as crianças, tudo parecia motivo de brincar e rir, então o clima de tristeza e despedida logo se dissipou.

Quando finalmente, depois de alguns dias de providências legais, que foram magicamente apressadas – embora Sarah não achasse isso inteiramente ético, mas dera o braço a torcer pela ansiedade pra voltar pra casa com os “filhos” - eis que eles estavam prontos para embarcar, aflitos, ansiosos, curiosos e falantes.
Ana, estranhamente, estava mais alerta desde que os meninos haviam deixado a “creche”. Mas Sarah preferiu não perguntar o motivo. Alguma coisa lhe dizia que a outra ainda estava na tal “missão” e não dissera nada.
Estava mais preocupada em como diria aos dois pequenos para onde estavam realmente se mudando.

=========================

será que Leo e Lili ficarão surpresos e assutados?
será que vão se adaptar?

estas e outras questões serão respondidas no próximo capítulo da fic a fic... O Paciente Inglês!
(hihi, você nem imaginam a voz que imaginei falando isso... :emo12: )
Editado pela última vez por Regina McGonagall em 17/05/06, 10:38, em um total de 1 vez.
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Mensagempor Morpheus-O- » 16/05/06, 10:45

Uia! :wav:
HEHEHEHEHHE
:emo262:
Não vai acabar!!!!!!
Ps:Entre, leia e comente as minhas fic's:
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e a nova:
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sem mais,
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Mensagempor Belzinha » 16/05/06, 11:33

Uau! Que capítulo, heim, Dona Regina?
As coisas se "acomodando" e ainda tem revelações a serem feitas... Demais! A história está com o pique todo!
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Mensagempor Sally Owens » 16/05/06, 16:22

:emo262:

Que Maravilhaaaaaa!!! Não vai acabar no 22! YUPIIIIIIIIII!!!!!!!!!

E o Hector apareceu :mrgreen: :lol: *Mãe orgulhosa, hehe* Adorei vc ter usado ele, mesmo! E tb estou orgulhosa da minha "afilhada": Ana Weasley é tudo de bom!!!!!

Ficou genial o capítulo, adorei! Adorei as mudanças do Snape e achei o Alan um fofo (*vc sabe que isso pega, né?). E, nossa, vem mais mistérios por aí? Obaaaaaaaaaaaaa!!! :palmas :palmas :palmas

Agora, cá para nós, hein? Ana, Hector, Alan e claro, a Sarah (Serenah) maravilhosa. Isso já está quase virando um universo paralelo. Thankz pelos coments lá na minha fic, Regina. Tb amo a família Weasley, aliás, como não amá-los, não, é?

Beijo grande e estou aguardando ansiosa o próximo capítulo.
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Mensagempor Regina McGonagall » 17/05/06, 10:35

Bem, não acabou no 22... porque foi ficando comprido demais...

mas, agora, não tem jeito.
mas acreditem: se começar a escrever é como gerar um filho, terminar é como vê-lo partindo de casa, adulto, emancipado...
:oops:

Obs.: Faço referências à escola de magia no Brasil, mais informações na fic da Belzinha:
Harry Potter e o Segredo de Corvinal.
http://www.potterish.com/forum/viewtopic.php?t=24737

=================

Cap 23

A viagem foi tudo que Sarah previra. Um sem fim de novidades e risos e gritinhos de espanto. E a chegada a Londres também. Sem que entendesse o motivo, o próprio Sr Weasley os esperava, com uma réplica perfeita de seu velho Ford Anglia, para o qual a esperta Aline olhou com ar de quem diz: “eu já vi isso em algum lugar”.
Ana estava junto, e pareceu reconhecer a expressão da garota, pois comentou risonha:
- Ela e Mel vão se dar super bem, eu tenho certeza.

Sarah bem que tentou levá-los primeiro ao quarto para se trocarem e descansarem, mas Leonardo já escapulia e corria pelas escadas, olhando aqui e ali, até dar de cara com Snape em sua sala, de onde um dos monitores saía naquele exato instante, sem ter ao menos tempo de fechar a porta.
O menino parou e olhou para o homem sentado atrás da pesada mesa de carvalho. Tinha uma cara séria, concentrada, mas o fitava sem qualquer sombra de advertência, apenas aguardando para ver o que o menino faria. Reconheceu-o no primeiro minuto, mas pelo visto, o garoto ainda não se recordara dele, provavelmente pela falta da barba, pelas roupas e pelo local diferente.
- Oi. Quem é você?
- Oi. Sou o dono desta casa, e você?
- Dono desta casa? Mentira, minha mãe é que é.
- Ela disse isso a você? – Snape arqueou uma sobrancelha, divertido.
- Bem... não. Não disse. Mas disse que é aqui que vamos morar, que é a casa dela e será a nossa também... – uma idéia súbita pareceu ter-lhe invadido a mente infantil, e ele perguntou - Mas você também mora aqui?
- Sim. E se sua mãe, como você diz, é a Sarah, então você pode me chamar de “tio” Severus.
- Tio Sev... – Leo engoliu o resto das letras, aquele era um nome muito estranho para um tio, e ficou por isso mesmo. No minuto seguinte, já estava correndo – Li, vem ver! Nós temos um tio! Vem conhecer o tio Sev!
- Tio Sev? – Sarah o olhou, espantada, ao conseguir cercá-lo no corredor. Aline, mais comedida que o irmão, porém igualmente curiosa, já queria saber que novidade era aquela.
- Sarah... mãe... – ela ainda hesitava no tratamento a usar, e Sarah riu.
- Sim, minha fofa.
- Eu... nós... temos um tio?
- Sim, querida. Além dos tios que você já sabia, né? Meus irmãos brasileiros. Lembra da tia Berê, não lembra? Pois é. O tio André também mora aqui pertinho, mas eu descobri que tenho outro irmão, o Severus.
- Que nome engraçado! Como você ganhou esse irmão?
- É uma história muito cumprida, Aline. Mas você lembra que fui adotada, não lembra? Pois é, só agora, depois de grande, achei meu irmão. Ficamos separados a vida toda, eu no Brasil, ele aqui na Inglaterra, veja só.
- Que triste. Eu não gostaria nada, nada, de ficar longe do Leonardo. Ainda mais que ele precisa de mim, né? É muito levado, esse meu irmão... O seu irmão também é levado? Também precisa de você pra tomar conta dele?
Sarah riu com a idéia. Tomar conta de Severus Snape... Quem se animaria a tanto? Embora ele estivesse realmente mudado, depois de tantos anos. Só queria ver a reação da menina quando se lembrasse do nome e descobrisse quem era seu tio...
Mas logo descobriu que seria mais tranqüilo do que pensara.

Ana, que já se encantara com os dois irmãos, estava com os outros no salão, quando Sarah entrou e apresentou os dois filhos adotivos.
Aline exigia uma expressão serena, como se imaginasse que deveria parecer madura e séria, enquanto o irmão era todo agitação, apesar da súbita timidez.
Molly, como sempre a mãezona de plantão, tratou de colocá-los mais do que à vontade. E de apresentar-lhes cada um dos presentes pelo nome. Claro que, além de dois monitores adultos, só os dez internos, menores de onze anos estavam na casa, os mais velhos já haviam retornado a Hogwarts, após o feriado.
Mesmo assim, não custou muito para Aline desconfiar de alguns nomes, e cutucar o irmão pra dizer, baixinho:
- Leo, você não viu? Viemos morar com os amigos do Harry Potter.
Sarah, ao lado, ouviu o comentário, mas não sabia como confirmar ou explicar, até que Snape veio em seu auxílio.
- Isto mesmo, mocinha. Eu sou Severus Snape, antigo professor de poções de... Hogwarts. E esta é a Sra Weasley, que todos nós gostamos de chamar de “vovó Weasley” – até Molly se surpreendeu com seu comentário – a mãe de Rony Weasley, o amigo de Harry Potter, como já devem ter desconfiado. E vocês dois, quando completarem 11 anos, provavelmente irão para Hogwarts, como todos aqui.
- Snape! – Sarah não se controlou. Esqueceu-se até de que já não o chamava mais pelo sobrenome.
- Desculpe, Sarah. Esqueci que dependemos daquela questão... jurídica. De conseguir primeiro o visto de permanência deles, junto ao governo trouxa. E também o reconhecimento deles como seus filhos, junto ao Ministério da Magia, para que tenham direito à vaga em Hogwarts. Mas até lá, teremos tempo. Aline tem 9 anos, não é? – ele olhou para a menina.
- Faço nove anos em março! – ela exclamou.
- Pois então? Ainda temos 2 anos, e para nós isso é “todo o tempo do mundo”...
Ele piscou para Sarah, que continuava não entendendo. Ela fixou seus olhos nos dele, brava, e então percebeu. Em pensamento, ele dizia:

“Só você ainda não sabe, eles também são bruxos!”

Boquiaberta, Sarah olhava dele para as crianças. Não podia acreditar nisso. Olhou também para Ana, que se desculpou, dizendo:
- Eu viajei antes de você, porque Snape já estava desconfiado, pelos comentários que ouvira sobre as crianças, no dia em que as conheceu. E realmente, eles são bruxos, já estavam sob a observação das autoridades mágicas brasileiras, com a vaga garantida para a escola de magia de lá, que fica na Amazônia, o Centro de Excelência em Educação e Pesquisas Mágicas do Rio Negro. Minha sobrinha teria ido pra lá, se não conseguíssemos a vaga em Hogwarts.
- Desculpem, crianças – Snape voltou a falar, e sorria gentilmente para os dois irmãos – Sei que nem vocês sabiam que as coisas diferentes que fazem não é porque são... hiperativos, como disseram a vocês, mas porque são bruxos. Sarah, sua nova mãe, também não sabia disso.
Sarah não sabia o que dizer. Só olhava para ele, tentando assimilar mais aquela novidade.
- Então, agora que vocês também já sabem, verão que não são diferentes de ninguém aqui. E que aprenderão tudo que precisam, a seu tempo. Por hora, nada de tentar fazerem feitiços, entenderam? Como todas as crianças de família bruxa, não irão a escolas de trouxa. Aqui, temos nossa própria escola de ensino fundamental e, quando chegar a hora, irão para Hogwarts. Mas, por enquanto, só o que vamos aprender é...
Ele parou e olhou para Sarah. Então completou:
- Falta Alan, que é meu filho adotivo, como vocês o são de Sarah, para completar a Família Snape, propriamente dita. Ele está em Hogwarts, no 2º ano. Mas vocês são igualmente bem-vindos a esta outra família, que somos todos nós do Lar Elizabeth...
Enquanto Molly enxugava disfarçadamente as lágrimas no avental, e Sarah nem se preocupava em esconder as suas, os garotos faziam uma saraivada de palmas e gritos e vivas, mas um gesto de Snape – ele ainda tinha aquele famoso dom de fazer uma turma se calar instantaneamente – todos se aquietaram.
- Vocês só não podem... – ele pareceu pesar bem as palavras, ficando com expressão quase assustadora – fazer como o Alan que teima me chamar de “pai”, ou então... me chamar de tio Morcegão, que lhes coloco uma semana inteira de castigo, caso aconteça. Estamos entendidos?
- Sim, senhor! – Aline murmurou, balançando a cabeça freneticamente.
- Sim, tio Sev – Leonardo exclamou, por sua vez, batendo a mão na fronte como quem presta uma continência.
Todos caíram na gargalhada com seu gesto, embora Snape tentasse manter-se sério. Quando olhou para Ana, viu que seria difícil manter segredo de seu novo título tão peculiar... e inacreditável para quem conhecesse o “velho” Snape. Mas, por fim, fitando a irmã que abraçava os filhos, emocionada e feliz, concluiu que aquela cena era muito mais preciosa para ele que sua tão proclamada “fama de mau”.

No outro canto do salão, mais alguém sorria: um velho de cabelos e barbas brancas, olhos azuis e oclinhos meia lua. Tinha a expressão de quem finalmente completara uma missão importante e já podia descansar. Descansar em paz, finalmente. Sem se preocupar com nenhuma daquelas crianças, as pequenas e as “grandes”...
Pelas barbas de Merlim, , que descansar que nada! Já estava era de malas mais do que prontas para sua próxima e emocionante jornada!

E então, sua imagem se desvaneceu numa névoa de prata, que apenas um dos presentes notou... e sorriu, em uma despedida silenciosa.


**********FIM ... e já não era sem tempo!!! *********
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Mensagempor Morpheus-O- » 17/05/06, 11:00

Regina McGonagall escreveu:**********FIM ... e já não era sem tempo!!! *********

Ah! Belo fim... Sem duvida!
Mas já não era sem tempo?!?!?
Pra quem lê sempre podia durar um pouquinho mais...

Parabéns! E Obrigado!
Têm cido muito bom ler sua história. :lol: :wink:
Ps:Entre, leia e comente as minhas fic's:
---------->História da Fundação-<----------
e a nova:
----------> Resolvendo o Passado (Lupin/Mary)<----------

sem mais,
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Mensagempor Sally Owens » 17/05/06, 13:40

AMEI esse fim, Regina. Sério, eu não sou muito de me emocionar, mas vc conseguiu... Ficou muito lindo. Aliás o fim teve só um defeitinho: o de ser o fim :mrgreen:

De resto, só :palmas :palmas :palmas
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Mensagempor Belzinha » 17/05/06, 20:26

Ai, eu vi que você deu uma "editada" neste capítulo. E ficou maravilhoso! Não consegui deixar de sorrir... Lindo!

Ah, Regina, o que eu vou fazer agora? Você me deixou apaixonada pela sua fic! :palmas
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Mensagempor Regina McGonagall » 18/05/06, 07:42

Belzinha escreveu:Ah, Regina, o que eu vou fazer agora? Você me deixou apaixonada pela sua fic! :palmas


Pra falar a verdade... hoje de manhã, enquanto tomava banho - o chuveiro é ótima fonte de inspiração, às 5:30 da manhã - imaginei uma cena extra:
duas amigas se encontrando no Beco Diagonal, e levando respectivos sobrinhos pra tomar um sorvete...
e uma fala pra outra:
- Sabe do que sinto saudades?
- Do que?
- Pipoca com guaraná.
- E eu, então? Brigadeiro de panela...
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