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Grimmauld Place • Exibir tópico - O Paciente Inglês [Fic Nova da Regina] TERMINADA!!!

O Paciente Inglês [Fic Nova da Regina] TERMINADA!!!

Publiquem suas fics aqui para os outros opinarem.
Não se esqueçam de também postarem no Floreioseborroes.net.

Moderadores: O Ministério, Equipe - Godric's Hollow

Mensagempor Sally Owens » 08/05/06, 13:44

Nãããããoooooooooo!!!!!!

Os pais queridos e maravilhosos da Sarah, nãooo! :emo112:

Regina, eu fiquei arrasada com essa. Que coisa triste!!!

Por favor, posta logo o próximo capítulo para eu ver um pouco adiante, ou vou ficar com essa tristeza até lá!

Dez, todo o resto, como sempre!

Beijão!
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Mensagempor Regina McGonagall » 08/05/06, 14:28

Sally Owens escreveu:Nãããããoooooooooo!!!!!!

Os pais queridos e maravilhosos da Sarah, nãooo! :emo112:

Regina, eu fiquei arrasada com essa. Que coisa triste!!!



pois é... tô ficando malvada que nem a JK... :twisted:
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Mensagempor Belzinha » 08/05/06, 17:44

Regina, apesar de eu já ter lido issoa há algum tempo... (se você der uma olhada nos meus cometários vai perceber)...

BUÁAAAAAAAAAAAAAAAA!

Os velhos mais queridos não! :cry: :cry: :cry:

Meu consolo é que tudo tem um motivo de ser... (sorriso cúmplice).

Ah, adorei a Susan! E aquela musiquinha... Hum... Eu conheço ela e o filme: "Simplesmente Amor"... AMO O FILME!!! Nossa, vou correndo para casa escutar ela agora!

O Alan Rickman tá beeeeeeeem diferente do personagem Snape lá. Emma Thmpson também. E eu nunca gostei tanto do Hugh Grant quanto quando ele diz: "Nós temos Harry Potter!"

Hi, falei demais! Capítulo maravilhoso, como sempre!
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Mensagempor Regina McGonagall » 09/05/06, 10:07

Pois é, Belzinha, a música é linda mesmo.
Ela também foi usada no "Quatro casamentos e um funeral", mas mal aparece no filme... só um trechinho que a banda está tocando em uma das festas, se bobear, você nem reconhece...
Adorei mesmo foi a versão natalina... aquele cara cantando... um pândego! :emo109:

mas vamos ao que interessa! :lol:
====================
Cap 16

Os dois dias que se seguiram, Sarah os passou meio em suspenso. O primeiro, gastou comprando roupas mais apropriadas para o inverno londrino, já que tinha poucas peças de sua última viagem. A peça mais inusitada era um cachecol vermelho e amarelo, feito por Aline- a menina aprendera tricô com Irmã Bernadete - que muito a emocionara, ao se despedir.
- Você vai pra terra de Harry Potter – a garota dissera, fazendo-a a rir com gosto – tem que levar algo que o faça reconhecer você.
- E como este cachecol vai ajudar? – ela perguntara, tentando entender o raciocínio da garota de 9 anos.
- Ora! É igual ao que ele usou no filme, lembra?
Sarah sorrira, lembrando-se de que uma das voluntárias da fundação doara fitas e livros que sua filha resolvera não querer mais, entre eles, alguns volumes de Harry Potter. Aline fora uma das crianças que mais apreciaram os filmes e livros. Sarah aceitara o presente, com alegria. Afinal, frio no pescoço não ia sentir de jeito nenhum, mesmo que não encontrasse o tal de Harry Potter, respondera. Duvidava que ele existisse.
- Existe sim! – a garota insistira.
- Ah, eu sei. VOCÊ é que não existe, sua danadinha!
Elas haviam se abraçado, e Sarah por um momento quase desistira.... Depois, pensou, quando ajeitasse as coisas, talvez trouxesse a garota e seu irmão para morar com ela. Talvez, a resposta que aguardava a respeito saísse mais cedo do que pensava. E ela continuaria a tradição da família Laurent, de aumentar os seus membros sempre que possível, da forma não usual. Será que os dois se adaptariam à Inglaterra, tão diferente de tudo que conheciam, se ela resolvesse mesmo não voltar ao Brasil?

Lembrando-se disso agora, suspirou. Primeiro, teria que arranjar um emprego para sustentar a si mesma, antes de pensar em trazer uma criança, aliás, duas, para sua responsabilidade. E se perguntou: será que ali, encontraria oportunidade de trabalhar no que estava habituada?
Haveria mercado para uma assistente social, formada também em letras e pedagogia, com pós graduação em psicologia infantil? Seu currículo costumava espantar até seus colegas de trabalho mais graduados, que viviam se perguntando como ela tinha conseguido cursar 3 faculdades e ainda trabalhar tanto.
Ela respondia simplesmente que era “mal de família”. Sim, Martinho também era formado em 3 cursos diferentes e sempre estimulara os filhos a estudarem e muito. A fama de CDF’s perseguia todos os filhos da família Laurent, e Sarah era seu maior expoente neste sentido.
Ma ainda tinha a questão de providenciar o reconhecimento de seus títulos ali, naquele país. Os primeiros contatos com a burocracia inglesa quase a desanimaram.
- Por que não me mudei pra Portugal? Lá, pelo menos a língua não atrapalha...
Quando chegou em casa, estava exausta. Os pés, frios e molhados. Pensou em quanto quisera ver a neve, quando criança... com certeza, a neve de seus sonhos não se transformava na lama gelada em seus sapatos agora.
- Botas. Tenho que comprar botas novas, as minhas não vão agüentar.

*****

E chegou o grande dia. O casamento de André! Sarah nem conseguia acreditar que era isso mesmo. Seu irmão caçula estava se casando. Agora, ela seria a única Laurent solteira.
Sorriu para seu reflexo no espelho, enquanto exclamava baixinho:
- Definitivamente, estou ficando pra titia...
Seu reflexo, por um minuto, lhe pareceu o de uma mulher estranha. Não sabia exatamente porque escolhera justo aquele vestido. Verde, presente de um professor inglês que conhecera no ano anterior e passara o Natal com sua família, a convite de seu pai, era apropriado para o inverno, com certeza, mas... pareceu-lhe tão estranho, de repente.
Não que fosse espalhafatoso ou “brega”. Pelo contrário. Era um vestido clássico, apesar da cor incomum. E tinha um ar de... coisa de filme... daqueles filmes sobre princesas encantadas, bruxas e fadas... Talvez pelo falso xale que lhe envolvia os ombros num calor gostoso, naquele inverno tão diferente do que estava habituada.
Dando de ombros, pois se não fosse com ele não teria outra opção, André lhe avisara em cima da hora que tipo de festa faria, acabou de se aprontar e saiu para pegar o táxi que já a esperava. Uma sorte em véspera de feriado, conseguir achar um disponível para o horário que pedira.

O local da festa era inusitado: um prédio antigo, que Sarah jurava estar a ponto de ser demolido. Dentro, porém, o ambiente era requintado e muito bonito, além de quentinho.
A família de Susan, pelo visto, era de gente importante, pois todos estavam em trajes de gala. Ou, então, na Inglaterra era comum se vestirem para um casamento como se fossem a um baile na Corte, Sarah pensou com bom humor e deu graças a Deus por seu vestido não ser inadequado, enquanto seu casaco era guardado por uma mulher pequena de aparência estranha. Só de uma coisa sentira falta ao se arrumar: uma jóia que tinha desde pequena e que ficara perdida, talvez até deixada pra trás, pois não a encontrara em suas coisas.
Os amigos brasileiros de André se misturavam com os amigos ingleses, por alguns trabalharem juntos ou já terem se conhecido através de André ou freqüentarem os mesmos lugares. Eram os que Sarah poderia considerar de “normais”, em ternos ou smokings, infalíveis pretinhos básicos ou combinações despojadas de peças da moda.
Mas os amigos e a família de Susan.... eram realmente, “um grupo à parte”. Em tudo. Era notável a maneira como evitavam conversar muito com os demais, embora um senhor ruivo que já começava a branquear os cabelos parecesse afoito em conversar com o máximo possível de pessoas, enquanto uma mulher também ruiva como ele, mas baixinha e rechonchuda, provavelmente sua esposa, tentasse evitar isso, puxando-o para trás, com olhar preocupado, a todo momento. E Sarah, nunca imaginaria, por exemplo, ver suco de abóbora em uma festa de casamento...

Notou que muitos deles a olhavam com simpatia, como se a conhecessem ou soubessem algo a seu respeito que ela não sabia. Em parte, percebeu, podia ser pelo seu vestido, de alguma forma mais próximo do que eles usavam do que o pretinho básico das amigas de André. Uma das jovens lhe perguntara se era da loja de Madame Malkin. Ela respondera que não sabia, que o ganhara de um amigo no Natal passado e... uma lembrança fugidia passou por sua mente, deixando-a com o olhar triste. A jovem pedira desculpas e se afastara, enquanto ela tentava em vão identificar as imagens fracas que lhe vinham à mente...
André fizera questão de apresentar à irmã um convidado em especial. Negro como ele, alto e forte, vestindo um terno elegante e discreto, e um inusitado brinco de ouro na orelha, Kingsley Schakebolt sorriu para ela, enquanto André comentava:
- Ele já foi assessor do Primeiro Ministro, acredite!
O homem fizera um gesto de quem diz que isso não era importante, enquanto Sarah imaginava que o homem poderia muito bem ser um daqueles agentes especiais que ela via em filmes de ação. Era o que chamariam no Brasil de “armário de quatro portas, aberto!” Alguma coisa nele parecia familiar... o nome, talvez... tinha certeza de já ter visto este nome. Mas Susan desviara sua atenção, apresentando-a aos seus pais.

Todos pareciam ao mesmo tempo querer se aproximar e manter a reserva... E ela continuava com a estranha sensação de já conhecer pelo menos alguns, como aquele rapaz de olhos verdes e óculos, por exemplo. Notara que ele não perdia um só movimento seu, e parecia vigiar quem se aproximava dela. E quando o menino estranho, todo vestido de preto se aproximou, ele cruzou rapidamente a distância que os separava, chegando perto a tempo de ouvir o garoto se apresentar.
- Oi, você é a Sarah, não é? Sou Alan Patrick Sn... – e foi interrompido bruscamente pelo outro.
- Oi, sou Harry. Prazer.
Sarah estranhou. Ingleses não tinham o hábito de se apresentarem só pelo primeiro nome... isso era coisa de brasileiro, completamente desligado de formalidades. Mas sorrira para os dois, gentil. Depois daquela apresentação incomum, o que se apresentara como Harry disse alguma coisa para o menino, que se afastou, indo falar com a mulher ruiva, a baixinha esposa do homem alto também ruivo, que logo veio até eles.
- Molly! – Harry a cumprimentou – Você já conhece a irmã de Andrey?
Sarah estava achando engraçada a forma como falavam o nome de seu irmão, mas já quase se acostumara.
- Ah, você é a Sarah, não é mesmo? Que bom que pode vir, querida. Andrey comentou conosco que é... como é mesmo? Ah, sim. Assistente social? Isso é maravilhoso!
Harry sorriu, e comentou:
- A Molly já está querendo “te laçar”... cuidado.
- Harry, que exagero! Não é nada disso – Molly arriscou um tom ofendido, que a Sarah pareceu forçado. Aliás, a conversa parecia já ter sido ensaiada, mas ela não sabia suas falas, pensou com um toque de ironia.
- Sabe, uma de minhas seis... – Molly se interrompeu, Harry teria lhe dado um cutucão? Mas continuou como se nada tivesse acontecido - Tenho uma nora brasileira, mas infelizmente não pode vir, compromisso de trabalho. Ela é uma...
De novo, Sarah pensou ter visto Harry cutucá-la, mas fingiu que nada estava acontecendo. Os dois já estavam bastante constrangidos, pelo jeito, pois mantinham a custo um sorriso “amarelo”.
- É que a Molly está muito entusiasmada com um novo... projeto, e está o tempo todo tentando nos convencer a ajudá-la, na certa vai fazer o mesmo com você – Harry se apressara em explicar.
- Ora, Harry, se ela tem mesmo experiência com esse tipo de coisas, poderia nos dar umas dicas de como fazer...
O sentido profissional de Sarah nunca desligava, por isso, seu olhar mudou de imediato. Do que falavam? Algum projeto social? Ou alguma escola especial? Porque tinha sim, formação e experiência e, inclusive, procurava uma colocação. Pretendia firmar residência na Inglaterra.
- Está vendo, Harry? Ela está procurando trabalho. E nós, uma profissional como ela. Não é muita sorte? Por Mer...
De novo, o cutucão, e Sarah imaginou que a pobre senhora já estaria com as costelas roxas a esta altura.
Molly, um pouco sem graça, começou a falar sobre crianças deixadas sem lar pela guerra, acolhidas de maneira... emergencial, mas elas não podiam ficar assim, precisavam de famílias de verdade, a vida em orfanatos não era muito... promissora, por melhor que se tentasse fazer. Sempre havia o risco...
Aí, estranhamente, ela se interrompeu, emocionada. Harry, prontamente, completou.
- Nossa preocupação é porque não temos uma experiência muito positiva com isso... Eu mesmo fui criado por uma família que me via como... um fardo.
- Sei como é – Sarah, falou, compreensiva – Eu fui adotada também, por uma família que, felizmente, sempre me amou muito. E André também, foi adotado. – ela procurou André com os olhos, ele estava do outro lado do pequeno salão, abraçado feliz com a jovem esposa, e por um momento, Sarah se lembrou de Martinho e Beatriz, seus queridos pais, de como eles estariam felizes se pudessem estar ali, e completou mais para si mesma – Com certeza estão...
- O que disse, querida? – Molly perguntou com voz gentil, percebendo os olhos marejados da mulher à sua frente.
- Desculpem-me, sim? – Sarah balbuciou, e se afastou em direção ao banheiro.

Lá, deixou-se ficar por alguns minutos, tentando recuperar a serenidade, fazendo força pra não chorar.
Os pais estavam ali, sim, com certeza, em espírito, e estariam sempre com ela, torcendo por sua felicidade. Não gostariam de vê-la tão triste, ainda mais num dia como aquele. Nem André, ou sua noiva.
Resoluta, lavou o rosto e, sem se preocupar em retocar a maquiagem, que era quase nenhuma mesmo, voltou ao salão.

Rapidamente, localizou Harry e Molly, no meio de grupo de “amigos da noiva”. Foi até lá em passos decididos, causando espanto a alguns que pareceram confusos com sua chegada.
Mas não ligou pra isso, cumprimentou a todos com um sorriso tímido, e falou diretamente para os dois:
- Este projeto de vocês... No que estão pensando, exatamente? Já existe uma casa, um espaço, qualquer coisa, onde estas crianças podem ser acolhidas? E vocês querem mesmo que eu trabalhe com vocês? Acham que posso ajudar, mesmo sendo recém-chegada ao país? Vou ter que me colocar a par das leis aqui, dos procedimentos, tudo pode ser diferente do que já vi, mas... eu aceito!
A expressão de alívio no rosto deles só não foi maior que a de espanto nos rostos dos demais. Mas Molly já a abraçava, feliz, e dizia que esperaria por sua visita na segunda-feira, sem falta.
Então, um pedaço de papel lhe foi passado, onde se lia um endereço em caligrafia fina e miúda, que ela teve a impressão de reconhecer.

====================
Aposto que vocês sabem exatamente quem são os "amigos da noiva"... :lol:
Editado pela última vez por Regina McGonagall em 17/05/07, 11:03, em um total de 1 vez.
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Mensagempor Belzinha » 09/05/06, 11:53

Hum... Deixa eu ver.... “Molly, Susan, Harry....”

Eu acho que já vi esses nomes, tipo assim, em um livro sabe? Sei perfeitamente como a Sarah se sente, então! Hehehe!

Ah, o Arthur tentando falar com o maior número de trouxas possível! Ele é um fofo mesmo! Eu acho que ele devia receber o título de “cidadão trouxa honorário”!

Fiquei com uma peninha da Sarah... Ela deve estar se sentindo muito sozinha. Espero que agora a vida dela mude – e para melhor!

Nora brasileira, é? Acho que sei quem é. Hihihi! A Molly é um máximo. Quase que “eu” é que dei uns cutucões no Harry! Deixa ela falar oras! Como se o mundo inteiro já não soubesse das coisas que ela ia dizer! Hihihi!

*Ai, surtei de novo!*

Maravilhoso o capítulo, Regina!
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Mensagempor Morpheus-O- » 09/05/06, 13:03

Olha, não sei dizer com qual parte me diverti mais...
Muito bom!!! é chover no molhado, mas ralmente tá muito legal!!!
Ps:Entre, leia e comente as minhas fic's:
---------->História da Fundação-<----------
e a nova:
----------> Resolvendo o Passado (Lupin/Mary)<----------

sem mais,
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Mensagempor Sally Owens » 09/05/06, 15:44

Geniallll

Adorei esse contato da Sarah com o mundo bruxo!!!
Só fiquei com curiosidade sobre o nome de solteira da noiva, só para ver se é a Susan que eu conheço, hehe!!

E o Harry, ai,ai!!!

Não demora com o próximo, please!
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Mensagempor Regina McGonagall » 10/05/06, 10:15

Atendendo a pedidos dos que se manifestaram (poruqe os outros não dizem nada, mesmo, já estou acostumada... :? )

Acho que está na hora da Sarah ir se apresentar em seu novo emprego...

(editado em 17/05/07 - pequenos detalhes para ajudar no entendimento de "Close to you")

========================
Cap 17

- Pai? – um garoto, enfiara a cabeça pela porta entreaberta de um escritório mobiliado de forma austera.
- Já disse, não sou seu pai – o homem sentado à mesa, que tinha os cabelos negros escorridos ocultando a metade do seu rosto, respondeu com voz seca, sem ao menos levantar os olhos.
- Bom... a Vovó disse que é... que o senhor é pai de todos nesta casa.. – o garoto retrucou, mas vendo o olhar que agora lhe fora dirigido, completou rapidamente – “Ela” chegou.
O homem se ergueu da cadeira. Por um segundo, pareceu ansioso e aflito, mas se controlou rapidamente e dispensou o garoto com um gesto de mão.
Então, começou a caminhar pela sala, devagar e pensativo. Um velho surgiu ao lado da mesa, o que não o assustou, sinal de que aquela “visita” devia ser freqüente.
- E agora? – ele fitou o velho – Pela primeira vez em muito tempo, não sei exatamente o melhor a fazer.
O velho de longos cabelos e barba muito branca o olhou com seus profundos olhos azuis, por cima de oclinhos meia-lua.
- Você pode ir lá e recebê-la prontamente, deixando as coisas acontecerem, ou pode esperar até que ela se habitue com tudo e só então, se apresentar e revelar finalmente toda a verdade.
- Acho que a segunda opção será a melhor. Pelo que soube, ela sofreu muitos choques recentemente.
O velho sorriu, concordando. Aquela era uma decisão sábia, sem dúvida. Precipitação não era o melhor, nunca fora em momento algum, principalmente naquele instante.

***

Enquanto isso, no hall, uma mulher aguardava, sozinha, observando tudo à sua volta.
Sarah, pois não era outra, chegara até ali, cercada de dúvidas. Pra começar, não conseguia localizar o endereço no bairro que ainda não conhecia bem. E quando achou a tal casa, ficou por uns quinze minutos sem coragem de bater à porta, insegura se aquela velha casa vitoriana caindo aos pedaços, espremida entre dois prédios comerciais, seria realmente a tal “instituição para acolher crianças sobreviventes da guerra”...
Mas batera, afinal, sendo atendida pelo garoto de 12 anos que se apresentara a ela na festa. Magro e alto, ele tinha os cabelos negros escorridos, caindo até os ombros, vestido inteiramente de negro, e ela novamente pensou que ele lhe lembrava alguém.
Tivera a mesma impressão ao vê-lo pela primeira vez, no casamento de André e Susan.
Aliás, muitas coisas naquele casamento lhe pareceram estranhamente familiares...
Enquanto esperava, rememorou a cerimônia mais estranha que Sarah já vira na vida, ainda mais que já comparecera a casamentos de ingleses antes...Aliás, ele pensou, “estranho” era a palavra mais apropriada para quase tudo que viu naquele dia.
E agora, ali estava ela, sozinha num saguão de entrada amplo e extremamente limpo, adornado por dois quadros que deviam ser muito antigos, a julgar pela vestimenta dos retratados, que curiosamente pareciam... vivos.
Na mesa que supostamente seria ocupada por uma recepcionista, um computador, juntamente com o monitor e teclado, tudo coberto por uma capa plástica, dando sinal ou de excesso de zelo de um usuário recentemente admitido às maravilhas da Informática, ou então, o que a Sarah pareceu mais provável, que nunca tinham sido ligados.

Mas o som de passos rápidos e curtos interrompeu seu exame.
Molly, a senhora ruiva com quem falara no casamento, apareceu esbaforida, usando um avental florido de cujo bolso apontava um cabo de madeira, provavelmente uma colher de pau no entender de Sarah – e esta idéia a fez se lembrar por um momento da mãe, sempre na cozinha preparando alguma coisa gostosa – e se desmanchando em sorrisos de autêntica alegria por ela ter realmente aceitado o convite e aparecido.
- Sarah, minha querida! – ela a abraçou efusivamente, não era em nada o que se imaginaria de uma inglesa, nada de rigidez ou frieza.
Sarah sorriu, forçando-se a ficar mais à vontade. E Molly já lhe perguntava o que queria ver primeiro.
Em algum alto-falante no interior da casa soou o aviso:
- Visitante na casa. Encerrar atividades esportivas. – a voz estridente chegara como de muito longe aos ouvidos de Sarah, que não refreou a curiosidade.
- Molly, desculpe. Mas... entendi bem? É que... desculpe, realmente desconheço as regras por aqui mas... creio que seria interessante ver como os garotos interagem nas atividades esportivas... isso nos ajuda a avaliar como estão reagindo à nova situação de vida.
- Entendo, querida – Molly pareceu desconcertada, como se esperasse que ela não tivesse ouvido aquilo – Mas teremos muito tempo pra isso... se você realmente ficar conosco, claro.
- Claro que vou ficar. Quer dizer... se vocês acharem que minhas qualificações atendem ao que desejam.
- Atendem, sim, com certeza. E todos esperamos ansiosos pela sua chegada... Nosso diretor achou melhor que todos estivessem prontos para recebê-la no salão principal.
Sarah pensou em Alan e perguntou:
- O garoto que me abriu a porta, o Alan... é um dos que vivem na casa?
- Sim, embora agora só fique conosco durante os feriados e nas férias, pois já está em Hog... Minha nossa, me desculpe! Esqueci-me completamente das boas maneiras, nem guardei seu casaco!
Espantada com a mudança brusca, afirmou não ter importância, apesar de ali dentro não estar sentindo frio como sentira lá fora. Mas Molly insistiu.
Sarah tirou então o pesado casaco de inverno e o cachecol, que chamou a atenção de Molly pela cor, fazendo-a sorrir de modo engraçado.
Sarah imaginou ouvi-la dizer que era igual ao dos filhos dela, mas ela já pegava também suas luvas, guardando tudo em um armário numa das paredes laterais do saguão. Depois, virou-se para Sarah e convidou-a para o “passeio de reconhecimento”, rindo mais uma vez ao dizer que aquilo parecia coisa que seria dita por um de seus gêmeos.
Sarah achou tudo isso curioso, mas voltou à pergunta anterior. Alan a intrigara e queria saber um pouco mais.
- Mas o Alan... Bem, o que quero dizer é... as crianças, são da mesma idade que ele?
- Ah, algumas sim, e como ele, já estão na Escola... – ela se interrompeu, como se pensasse com cuidado no que iria dizer a seguir – Na verdade, ele é o nosso “primeiro acolhido”. Eu fiquei com ele, quando tinha quatro anos de idade, quando o Professor... bem, quando foi deixado em minha casa, até que Lady Marjorie, sua parente mais próxima pudesse acolhê-lo.
- Se foi acolhido por uma parente, porque está aqui?
Molly pareceu confusa por um momento, então explicou:
- Ah, Lady Marjorie também trabalha conosco. É uma pena que não esteja, também está ansiosa por conhecê-la. Mas precisou fazer algumas compras de última hora.
- E por que ele se veste daquela forma? É de uma dessas tribos, que os adolescentes tanto gostam, hoje em dia?
- Tribo? – Molly pareceu confusa por um instante – Ah, não, ele se veste assim para ficar mais parecido com o pai, o Professor. Apesar de terem ficado praticamente oito anos longe, ele o idolatra.
- Mas ele não é órfão?
- Sim. O Professor ... o adotou. Foi ele que o encontrou, após a morte dos pais. Mas precisou... viajar de repente e então o deixou comigo. Quando voltou, teve a idéia de fazer esta casa. Sim, ele é o grande idealizador deste projeto, e os meninos até o chamam de “pai”.
- Interessante... E quando vou conhecer este... Professor?
Molly, agora, decididamente, estava desconcertada, sem saber o que responder.
- Ele... err... tem alguns compromissos esta manhã, mas acredito que está até mais ansioso do que as crianças para vê-la.
Sarah notou que ela não dissera “conhecê-la”, o que seria o mais certo, mas deixou pra lá. Já estava se acostumando com o jeito estranho desses seus “novos” amigos...e prováveis companheiros de trabalho. E se o futuro chefe era um homem temperamental ou cheio de manias, ela ia ter que aprender o melhor jeito de lidar com ele, mas já passara por isso antes, em outros lugares.

Enquanto elas avançavam por um corredor muito limpo, cujo chão de ladrilhos brilhava como um espelho, Molly falava sem parar, e Sarah ia assimilando as informações que conseguia distinguir: nome de cada criança, idade, procedência de cada uma...os horários das atividades, o que cada um mais gostava... Molly parecia ligada numa tomada. De vez em quando, citava novamente as tragédias provocadas pela guerra.
Só não conseguia entender a que guerra Molly se referia. Ela explicara que as crianças eram na maioria sobreviventes de ataques de um estranho grupo de terroristas – ou alguma coisa parecida, pois Sarah nunca ouvira a expressão que a mulher usou para denominá-los – que haviam continuado a agir mesmo após o fim da tal guerra, grupos isolados e fanáticos, extremamente cruéis em suas ações.

Mas algumas coisas pareciam escapar em meio a uma frase ou outra... Uma palavra que soava familiar, uma expressão... E Sarah sentia uma campainha soando em algum lugar de sua mente. Sentindo-se atordoada por um momento, tentou se distanciar do que ouvia, pois com certeza lhe contariam tudo de novo com mais detalhes no decorrer do tempo, para prestar mais atenção ao ambiente.
Aqui e ali, quadros na parede, de paisagens ou pessoas, e estes últimos sempre lhe davam aquela impressão incômoda que retratos dão na gente... de que estavam seguindo cada movimento, só que ela sentia isso mais forte do que o normal...
Vasos de flores, algumas desconhecidas para ela, eram vistos por todo o corredor, em aparadores ou pequenas mesas. Uma criança surgiu numa porta ao fundo, uma menina com um vestido comprido e um avental lilás forte. Olhou-as por um instante e correu de volta, fechando a porta atrás de si.
Este movimento repentino, a figura de Molly parecendo uma autêntica governanta, o lugar tão arrumado, tudo lhe falava de livros que já lera. E numa rápida e quase mágica associação de idéias, pensou em Oliver Twist e sinceramente esperou que aquela não fosse uma daquelas antigas instituições inglesas para abrigar os pobres órfãos...
Não, ali era tudo tão limpo e bonito... talvez fosse mais como o colégio de “A Princesinha”. Sorriu com a lembrança, pois as imagens de um de seus filmes favoritos vieram à sua mente, sempre pródiga neste tipo de associação. Uma das coisas que mais gostava naquele filme era justamente os cenários, as cores... a fotografia do filme era primorosa, em sua opinião. Quem era mesmo o diretor? Ah, Antonio Cuaron, o mexicano. Ela vira outros filmes dele... Qual fora o outro mesmo? Que coisa, vira recentemente, com os sobrinhos, antes de se mudarem, a entrevista do diretor nos extras do dvd era bastante interessante, mas o nome do filme teimava em fugir...

Sem escutar mais nada do que Molly continuava falando, Sarah continuou se esforçando para lembrar, até que um som externo, o latido forte de um cão, talvez na rua mesmo ou nos fundos da casa, funcionou como um gatilho...no filme, havia um cão negro... e ela se lembrou: sim, o filme de Cuaron, “Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban”... Harry Potter... Harry... Harry! Não, não era possível!
Ela parou de súbito. Tudo parecia querer girar à sua volta. Ficou ligeiramente tonta e ela se encostou à parede, levando a mão à testa, que latejava de mansinho.
Molly parou também e se voltou, fitando-a um misto de curiosidade e preocupação maternal:
- Algum problema?
Sarah a fitou, murmurando:
- Molly... Molly...Molly Weasley! - então, quase gritou - Você É a Sra Weasley! A mãe do Rony, o melhor amigo de... Harry Potter!

Um clarão pareceu invadir sua mente. agora, "reconhecia" as pessoas com quem conversara há apenas dois dias, pessoas que pareciam dispostas a não falar muito de si mesmas, principalmente o nome completo.
Sim, claro, aquele homem negro e forte, Schakebolt, o auror da Ordem, que trabalhara sob disfarce na proteção do Ministro “trouxa”. E Susan... André lhe falara o sobrenome: Bones. Sim, era Susan Bones, que participara da Armada Dumbledore, neta de Amélia Bones, assassinada misteriosamente...
Agora entendia porque “Madame Malkin” – conferira a etiqueta por curiosidade, ao voltar da festa - parecera familiar, claro, a dona da loja no Beco Diagonal. E o homem ruivo, era, só podia ser, Arthur Weasley, o sempre curioso “amigo dos trouxas”. Sem falar em Harry Potter em pessoa.
Mas ainda havia Alan...
Não, não se lembrava deste nome nos livros, apenas nos filmes. Não um personagem, mas um ator: Alan Rickman! Então, uma suspeita passou por sua mente, como uma última esperança:
- Já sei! Isso é uma pegadinha!
- O que? – Molly, que já parecia apavorada, agora a olhou sem entender nada – O que é isso?
- Uma brincadeira de mau gosto... meu irmão preparou isso, não foi? Ele sabe que li os livros, vi os filmes... acompanhando os meninos de Neuza, mas será que imagina que sou uma fã tão fanática, pra me pregar uma peça dessas?
- Querida... – Molly estava atônita – Realmente, não sei do que você está falando, mas lhe asseguro que isto não é nenhuma brincadeira... Por Merlim!
- O que?
As duas se olharam por um minuto, ambas aflitas e inseguras. Molly, no entanto, estava quase às lágrimas quando falou de novo:
- Sinto muito, querida. Eu não entendo. Ele... er... me disseram que você já nos conhecia mas... que havia esquecido, que precisávamos ir com calma, mas ele... ele não... ah! Dane-se! O gato já está solto entre os diabretes, mesmo...
Sarah não pode conter um sorriso... também já ouvira aquela frase, na boca de uma personagem que achara adorável: Sra Figg.
- A Sra Figg, ainda vive? Gostaria de conhecê-la.
- Ah, sim. Arabela é uma mulher muito forte, ainda cria seus gatos e amassos na mesma casa em Surrey... Ela se acostumou lá, mesmo não estando mais em missão... – Molly a fitou, e sorriu – Você já se lembra de tudo, não?
- Dos livros? Claro, eu li todos de uma vez, praticamente, há pouco mais de um ano, quando...
Ela estacou, mais chocada ainda com o que vinha à sua mente.
O que acontecera afinal, há um ano? Sua mente parecia um mar de névoa... E a tontura aumentou, fazendo-a cambalear, sendo amparada imediatamente pela Sra Weasley, agora nitidamente preocupada.
Se alguém perguntasse isso a ela no dia anterior, ou mesmo pela manhã, enquanto tomava café, diria que passara as férias com os pais, as últimas férias em que estavam todos juntos. Diria que vira os filmes de Harry Potter e lera seus livros, convencida por seus sobrinhos de que eram “o máximo”.
E que ganhara aquele vestido de festa estranho - que usara no casamento de André - de um ex-paciente do hospital onde trabalhava, um professor de química inglês, que sofrera amnésia em conseqüência de um grave acidente, quando fora para o Brasil participar de um projeto do Departamento de Química da Universidade em que Sarah estudara. Que este professor passara o Natal com sua família, a seu convite, por estar longe de sua terra e de sua gente, e passara horas “filosofando” com seu pai na biblioteca. Sim, era disso que se lembrava. Fora o que acontecera... ou não?

Outras lembranças pareciam lutar para aflorar, tentando sobrepujar as que haviam sido... plantadas em sua mente por um competente obliviador ou então por um exímio legilimente!
Agora sim, ela entendia!

E outro rosto emergiu de sua memória “esquecida”: primeiro, viu o ator em sua interpretação tão elogiada, mas, gradativamente, o rosto verdadeiro foi tomando seu lugar. Um rosto pálido a princípio, que se tornara mais corado à medida que o tempo passava e ele tomava mais sol. Uma barba bem aparada que escondia um pouco a “semelhança” e impedia a associação imediata “do nome à pessoa”, como diria sua mãe.
E ela se lembrou de tudo: de como o paciente inglês da enfermaria sete, que atendia pelo nome de John Smith, descobrira ser na verdade...
- Snape. Severus Snape! – ela exclamou, surpresa consigo mesma.
- Sim? – a voz vinda da ponta do corredor às suas costas, a fez se voltar imediatamente.
Molly estava ainda mais aflita, mas nem Sarah, nem o homem que a fitava em silêncio, os olhos negros e profundos que pareciam querer atravessar sua alma, pareciam notar.
- Não! – Sarah exclamou – Não faça de novo!
- Não vou fazer. – Snape respondeu simplesmente, enquanto ela finalmente conseguia mover as pernas e se aproximar dele, embora um pouco trêmula.
Enquanto isso, Molly Weasley pareceu evaporar-se no corredor. Agora que não estava mais em suas mãos, podia se entregar novamente aos seus afazeres, e avisar a Madame Hooch que já podia reiniciar a aula de quadribol. Afinal, não era assim tão fácil se deslocar de Hogwarts para isso...
Mas tanto Sarah quanto Snape nem notaram sua partida, ou, se perceberam, não deram sinal de se importarem com o fato.
Estavam agora a um passo de distância, os olhares fixos um no outro, num silêncio estarrecedor.
Parecendo ter se convencido de que ficar ali parado não levaria a nada, Snape disse, por fim:
- Vamos até minha sala. Lá conversaremos... com calma e tempo. Mas, claro, temos “todo o tempo do mundo”.

=========
E obrigada por vocês terem toda a paciência do mundo para ler mais esta fic maluca. :lol:
Editado pela última vez por Regina McGonagall em 17/05/07, 09:52, em um total de 2 vezes.
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Mensagempor Morpheus-O- » 10/05/06, 11:07

Regina McGonagall escreveu:=========
E obrigada por vocês terem toda a paciência do mundo para ler mais esta fic maluca. :lol:


Eu quero é mais!!!!
:lol: :lol: Que loco! :lol:
Ps:Entre, leia e comente as minhas fic's:
---------->História da Fundação-<----------
e a nova:
----------> Resolvendo o Passado (Lupin/Mary)<----------

sem mais,
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Mensagempor Sally Owens » 10/05/06, 16:58

:shock: Queixo completamente caidoooo!

Não consegui parar de ler :downtown:

Muuiiitoooooo boooommm!!!

Hehe, Amo a Molly! E esse fim foi... genial!!

P.S.: Eu achei que era a Susan que eu conhecia, hihi! :palmas :palmas :palmas

Maiiissss!
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Mensagempor Belzinha » 10/05/06, 18:15

Regina McGonagall escreveu:- Visitante na casa. Encerrar atividades esportivas. – a voz estridente chegara como de muito longe aos ouvidos de Sarah, que não refreou a curiosidade.


Genial!

Ai, por onde começo? O ambiente: perfeito. O garoto (PAI! - Gente, que demais!). E ele ainda atende a porta sendo uma cópia de alguém que a gente conhece. Tem gosto para tudo mesmo...

A Molly: nossa, que mulher mais FOFA!

O susto da Sarah. Caramba eu ia ter o mesmo choque se tudo voltasse a minha mente de uma vez só.

Essa conversa vai bater todos os récordes de audiência!
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Mensagempor Regina McGonagall » 11/05/06, 10:16

Obrigada, Morpheus, obrigada meninas. Voc~es é que são uns amores.

olha, este capítulo eu fiquei com preguiça de mexer, ficou muito grande.
vou postar duas vezes, então.

====================

Cap 18 - A

Enquanto atravessavam o saguão e subiam um lance de escada para chegar à sala de Snape, Sarah não dissera uma única palavra, nem lhe dirigira o olhar novamente. Ele percebia claramente o que lhe ia na mente, sem nem precisar usar a legilimência. Sabia que as lembranças haviam aflorado abruptamente, ao contrário do que ele planejara. As circunstâncias haviam trabalhado contra ele, mas talvez assim fosse melhor, ele explicaria tudo de uma vez.
Entraram, ele se sentou calmamente, mas Sarah continuava ali, de pé, olhando pra ele com expressão indignada.
- Por que? – Sarah suspirou longamente, parecendo não ser nada todas as coisas que tinha se lembrado, apenas importando o fato de que ele tinha "ousado" mexer com a mente dela. - Por que? - ela repetiu a pergunta, desta vez com o tom mais incisivo
Snape a fitou, como se já esperasse por isso, e já pensasse que até demorara.
- Sente-se, Sarah. – foi só o que ele disse.
- Você não vai me tratar como a um de seus alunos, vai, Professor Snape? – Sarah estava fora de si, não parecia em nada com a profissional sempre serena e firme de quem ele se lembrava.
Ele a olhou mais uma vez. Sem dizer nada. Sarah sustentou seu olhar por alguns segundos, então capitulou.
- Está bem, desculpe. – ela disse, depois de se sentar na cadeira que ele apontara.
Então, fechou os olhos, respirou fundo e se preparou para o que tinha tudo para ser a mais longa conversa de sua vida. Mas, como ele bem lembrara, ela tinha “todo o tempo do mundo”.
Snape a observava, agora, com uma expressão levemente divertida, uma sobrancelha erguida sinalizando sua curiosidade em ver o que ela faria ou diria.
Sarah, porém, mantinha os olhos fechados, tentando colocar em ordem seus pensamentos. Os acontecimentos do ano anterior, os verdadeiros acontecimentos, desfilavam por sua mente a uma velocidade incrível. Reviu o misterioso Sr. Smith na enfermaria E, os pequenos insights de lembrança, a conversa em companhia de Felipe, quando ela falara dos registros que André encontrara na net inglesa.

Só agora compreendia tudo. Na época, mesmo quando ele se lembrara de ser realmente Snape, não haviam pensado naquele anúncio de “procura-se”... bem, pelo menos não ela. Mas reviu o Natal, o episódio estranho do seu pingente, os presentes que ele conjurara com a varinha para cada um, o quanto riram disso, os dois sozinhos, o reveillon na praia e então, alguma coisa ainda permanecia nebulosa, pois agora lembrava-se apenas de estar frente a frente com Harry Potter, que apontava sua varinha para Snape. E então... que acordara no hospital, em virtude de uma “queda de pressão”, com Felipe ao seu lado, apreensivo e carinhoso. E nada de Harry Potter na mente, além da lembrança de ter lido os livros e visto os filmes em companhia dos sobrinhos.

Por todo aquele ano em que tantos acontecimentos marcaram sua vida. Não, não se preocupara mais com o fato Harry Potter ou de bruxos de verdade existirem ou não, até poucos minutos atrás. Mesmo quando assistira aos filmes novamente com as crianças da Fundação, o assunto merecera dela alguma atenção especial. Nem mesmo quando sonhava com aquela figura de quem nunca se recordava direito ao acordar...
Finalmente, quando Snape já começava a pensar se não era melhor usar mesmo a legilimência, Sarah abriu os olhos.

A princípio, não olhou diretamente para ele, mas examinou o ambiente, constatando a austeridade simples, a estante de livros, os objetos ligados à magia que esperaria encontrar com certeza, mas não muitos ou todos que imaginara.
Depois, analisou o homem à sua frente, comparando mentalmente com a lembrança de seu “hóspede de verão”.
Percebeu que ele agora estava seguramente em seu ambiente natural, e bastante à vontade nele. Ostentava novamente as vestes negras, não usava mais a barba e perdera o leve bronzeado que tanto melhorava sua aparência, ficando bem parecido com o Snape tão bem personificado por Alan Rickman e também, mais próximo do que JK Rowling descrevera. Mas havia algo mais, talvez aquela aura de magia real...

- Então? – ele perguntou, irônico quase que sem perceber, e Sarah sorriu.
- Bom... Sem dúvida, você É Severus Snape. Não há como negar, nem que eu queira. E tenho que concordar com JK, em relação à sua aparência... a falta de sol não lhe faz bem, sua pele está meio macilenta...e por algum motivo, seu nariz parece maior do que me lembro...
- E você – ele a interrompeu, “sacando” a varinha e apontando pra ela, com ar de estar profundamente ofendido – Continua gostando de viver perigosamente, arriscando-se a levar uma bela imperdoável.
Sarah recuou, instintivamente, e o medo se estampou em seu rosto sem que pudesse evitar. Afinal, por dois meses havia convivido com aquele homem sem receio algum, mesmo acreditando que era um bruxo de verdade, mas agora, era diferente.
Ela estava em “seu mundo”, no mundo bruxo. Embora não tivesse ainda assimilado isso totalmente, percebera a inversão de sua posição. Agora, ela era a “estrangeira”. E completamente indefesa contra feitiços e maldições, compreendeu em um segundo.

Seu movimento de recuo, praticamente se afundando na cadeira, assim como a expressão de medo em seu rosto, atingiram Snape como uma bofetada. Ela se assustara de verdade, quando sua intenção fora apenas brincar como fizera daquela vez, em sua varanda.
- Sarah, me perdoe. – ele murmurou, levantando-se e contornando a mesa para chegar até ela.
Sarah o fitou, meio perdida. Snape, o grande Severus Snape, lhe pedindo perdão? Qual leitor de Harry Potter pensaria em ouvir isso? Pensar nisso a fez sorrir, e ele suspirou aliviado.
- “Minha” Sarah está de volta – ele comentou sorrindo.
- “Sua” Sarah? – ela retrucou, já senhora de si como sempre – Que história é essa de “sua” Sarah, Professor Snape?
- Calma, sem nenhuma segunda intenção. Eu não sou um daqueles bobões com quem você convive na sua terra. Como aquele rapaz que você queria ter azarado lá no shopping. E pare de me chamar de “Professor Snape”, me chame de Severus, como sempre fez... ou John - ele sorriu.
- Você... ainda se lembra disso? – Sarah se surpreendeu.
- Sim, de cada detalhe, de cada um dos melhores dias da minha vida. Aliás, era uma outra vida...
Sarah sentiu a amargura em sua voz, e a interpretou mal.
- Sinto muito se minha presença trouxe tudo de volta... Agora, você é quem você é, e tem sua vida de antes e... deve ter percebido quanto tempo perdeu, naqueles meses em que...
Ele tomou suas mãos entre as suas, aflito.
- Não é nada disso! – Snape falou o mais suave que conseguiu, depois pareceu se exasperar – O que aconteceu pra você ficar assim? Não é a mesma...
- Não, não sou a mesma. Passei o pior ano de minha vida, se você quer saber! – Sarah explodiu.
Snape foi tomado de surpresa e soltou suas mãos. Sarah se ergueu, começando a andar de um lado pro outro,nervosa. Não, não queria falar daquilo tudo de novo...
- Se você não falar, vai acabar explodindo – Snape comentou em voz baixa.
Sarah o fitou, a princípio com raiva, mas suspirou, entendendo que ele tinha razão.
Sentou-se novamente, respirando lentamente para conseguir ganhar forças... e tempo.
Snape conjurou um copo de água, e estendeu-o a ela, que o pegou com mãos trêmulas. Antes que ela formulasse o pensamento súbito, ele disse:
- Fique tranqüila, não tem nem meia gota de veritaserum aí. Mas... uma poção calmante, nós podemos providenciar...
Ela fez que não, e tomou uns goles de água. Sentia-se tranqüila, agora, e pela primeira vez depois de muitos meses, as lágrimas verteram, silenciosas. E ela começou a falar:
- Papai... mamãe... eles morreram. Foi horrível. Um louco embriagado invadiu a contra-mão e bateu de frente com o carro deles...Eu estava no carro de trás, com Berenice e Felipe. Não conseguimos fazer nada... a não ser tirá-los do carro, já estavam mortos. Se não fosse isso, nem seus corpos teríamos para enterrar, porque... o carro explodiu minutos depois, nunca tinha visto uma explosão como aquela... – ela respirou fundo – Depois disso, nem sei dizer. Eu fiquei tão abalada, que não vi quem chegou, quem saiu, o que aconteceu com o outro motorista... nada!
Snape trouxe a cadeira para o seu lado e sentou-se, esperando que ela continuasse.
- André foi para o enterro, levou a namorada... ele tinha programado ir no feriado da Páscoa para apresentá-la à família... a doce Susan... ela foi um amor de pessoa...sempre do meu lado, prestativa e gentil.
- E depois?
- Bem... cada um seguiu sua vida, é o que resta a ser feito, não é? Em abril, Berenice casou-se. Com o filho de um colega de farda do papai, olha que engraçado! Ele foi ao enterro, eles prestaram uma homenagem bonita... Eu voltei pro meu apartamento, meu trabalho... e só. Foi só o que eu fiz, trabalhar. Não podia fazer mais nada, nada tinha importância mesmo...
- Minha criança! – Snape a abraçou, hesitante. Nunca consolara ninguém em sua vida, à exceção do pequeno Alan, o que também fora algo difícil de fazer.
Sarah chorou, amparada em seu inusitado abraço, por um longo tempo. Parecia que seu peito queria por tudo pra fora, definitivamente. Quando se acalmou, balbuciou um pedido de desculpas, molhara suas vestes.
- Não tem importância. O que são algumas lágrimas em minha roupa, se temos o mesmo sangue nas veias?
- Ah, claro, a transfusão. – Sarah o olhou, um sorriso tênue começando a se firmar – Eu tinha até esquecido... Aliás, agora que você falou... como foi para um sonserino, ainda por cima um ex... é ex, não é? – ela o fitou, meio receosa ainda - Er... um ex-comensal, descobrir que recebeu sangue de uma trouxa? Que baque!
- Você não... – ele se interrompeu, bruscamente – Venha, vou lhe mostrar a escola. Parece que Molly não conseguiu fazê-lo, afinal.
- Não foi culpa dela, desculpe. Eu parei no meio do caminho, quando...
- Se lembrou. – Snape concluiu, mas mudou de assunto - Espero que você aprecie nossas instalações. Claro, não somos como sua Fundação, aquele espaço lá era excelente para crianças, aqui temos algumas limitações, e nem todas podem ser solucionadas... com um agitar da varinha.
Ele sorria, e Sarah sorriu de volta. Se pretendia mesmo pegar aquele emprego, precisava antes conhecer o lugar direito. E o seguiu, pelos corredores e salas, novamente a profissional atenta e séria de sempre.

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Mensagempor Regina McGonagall » 11/05/06, 10:24

peraí, que já vem o resto...

parte B...

===============

Sarah olhou-se no espelho, perguntando a si mesma se aquela era a decisão certa. Por várias vezes, pegou no telefone, para tentar falar com seus irmãos... e desistiu. Aquela decisão era sua, não deles.
Cada um tinha sua vida, não tinha? Todos haviam seguido seu próprio rumo, distanciando-se cada vez mais.
Já estava decidida antes, por que mudar de idéia? Só porque seus novos patrões eram bruxos? Pelo menos, ficando ali, estaria perto de André, teria um pedaço da família ao alcance... de uma coruja.
Este pensamento a fez rir para seu próprio reflexo. Quem diria, André, casado com uma bruxa!
- Bem, está na hora. Ou vou agora, ou desisto. Afinal, é um projeto interessante, um trabalho novo, um desafio. E um desafio é tudo que preciso pra lembrar que estou viva! E foi pra isso que vim pra cá!
Decidida, terminou de arrumar as malas. Fitou com carinho a foto dos pais em sua carteira, sorriu para eles como se lhes pedisse sua benção, e deixou o pequeno apartamento, pensando que era uma sorte ter consigo os negativos, pediria ao Snape para revelar novas fotos naquela tal poção.

O táxi a deixou na mesma rua de antes, mas desta vez ela caminhou segura até à porta da velha casa e bateu, não resistindo à tentação de imitar o “tan-tan-tan-tan” da 5ª sinfonia.
Como da primeira vez, Alan atendeu à porta, e lhe sorriu sem reservas, saudando-a com um jovial:
- Bom dia, tia Sarah!
Sarah estranhou o cumprimento. Até onde sabia, os jovens e crianças inglesas eram bem formais no tratamento a professores e funcionários de suas escolas.. Será que estavam tentando implantar um costume diferente por ali?
Mas o garoto continuava falando.
- Que bom que você pode vir para o Natal, não é mesmo? Assim, nossa festa vai estar completa, a família reunida de verdade, pela primeira vez.
Natal!
Sarah quase se esquecera de que era véspera de Natal! Respondera aos cumprimentos naqueles dois dias, sem nem se dar conta de que estava tão próximo. Claro! – ele bateu na testa com a mão – André marcara o casamento para a semana do feriado, assim ficaria mais fácil pra todos comparecerem. E ela nem se lembrara de comprar presentes, pro irmão e a cunhada... e também, em levar alguma coisa para os “moradores” da casa, para onde estava se mudando neste minuto. Que distração a sua!
Alan pegou suas malas, convidando-a para segui-lo com um sorriso gentil.
- Seus aposentos são lá em cima, vou lhe mostrar. As meninas estão todas ajudando Vovó Weasley, desculpe.
- Vovó Weasley? É assim que vocês a chamam? – Sarah se espantou.
- Bom... eu a chamo só de vovó, mesmo. Os outros é que a chamam assim. O rapaz explicou, meio desconcertado. Levou-a até seu quarto no segundo andar, despediu-se dizendo que “seu pai” a esperava no escritório, assim que ela se acomodasse.
- Pai? – mas o garoto já sumira pelo corredor.
Sarah deduziu, pelo fato do garoto parecer imitá-lo em tudo, menos no mau humor, que Alan só podia estar se referindo a Snape, e sorriu. Então, Snape tinha um filho? Que interessante!

Observou o quarto que lhe fora destinado, curiosa e satisfeita. As janelas davam para os fundos da casa, onde ela via um imenso parque, que desconfiou ser mágico... afinal, o quarteirão inteiro era um aglomerado compacto de prédios, não poderia haver aquele parque ali... a menos que os prédios é que fossem “projeção”, pensou com um sorriso, para parecer um bairro normal. É, devia ser isso, afinal, o que via à sua frente eram arcos de um mini campo de quadribol, com toda certeza!
Riu, pensando nos vizinhos de seu prédio e no quanto reclamavam do prédio vizinho, que tinha uma quadra de esportes, e de repente sua vida na capital mineira pareceu exatamente isso: outra vida.
Agora, estava em outra cidade, outro país... outro mundo! Sim, estava em Londres, mas a Londres que só os fãs de Harry Potter “conheciam”: a Londres bruxa.
Apenas um pequeno detalhe: não era bruxa. Então, e sentiu tristeza ao pensar nisso, talvez não conseguisse visitar todos aqueles lugares que vira descritos nos livros, e conferir se eram tão maravilhosos como nos filmes...
Mas não queria ficar triste na véspera de Natal – seu primeiro Natal sem sua família. Sua família...
O que o garoto dissera? Que a família estaria reunida de verdade... Pelo jeito, eles consideravam ali como uma família, e ela era o novo membro. Este sentimento a reconfortou, era bom se sentir incluída.
Resolvida a não pensar mais nisso, ou ficaria realmente deprimida, deixou o quarto, e desceu um lance de escada, tentando se lembrar do caminho para a sala de Snape.

Para sua surpresa, ele vinha ao seu encontro, e lhe sorrriu.
Ela sorriu de volta, reparando em como sua capa realmente parecia voar, quando ele andava. Lembrou-lhe vagamente outra capa esvoaçando, mas balançou a cabeça. Dizer-lhe que parecia o Batman, seria desastroso... Ele não gostara de saber-se comparado a um morcego, quando tomara conhecimento dos sites de Harry Potter...
- Isso não é engraçado. – ele disse com cara zangada, mas sorriu novamente ao lhe estender o braço, conduzindo-a para sua sala. E preferiu não dizer a ela sobre um certo encontro com uma figurinha difícil que o chamara de Morcegão...
Sarah ia abrir a boca para reclamar mais uma vez de sua “invasão”, mas desistiu. Resolveu deixar passar, devia ser involuntário...e não queria brigar com seu novo patrão no primeiro dia, ainda mais sendo véspera de Natal. E pensou em como era engraçado começar na véspera de Natal.
- Isso. Vamos conversar questões de trabalho, somente na quinta-feira... ou talvez não. Estou pensando em lhe dar folga até dia 02 de janeiro. Aliás, teremos muita coisa pra ver nesses dias, antes de começar efetivamente o trabalho.
Sarah suspirou, ele sorriu, de forma enigmática. Sabia que ela, mais uma vez o recriminara intimamente por usar a legilimência. Isso o lembrou de que tinha assuntos muito sérios a tratar com ela, e não podia adiar mais.
Mas quando se sentaram em sua sala, ele simplesmente lhe perguntou se aceitava um chá com biscoitos, pois o almoço demoraria um pouco.
- Algumas crianças foram “adotadas” para o Natal.
- Verdade?
- Sim. Está vendo? Você nem começou, e uma de suas idéias já funcionou. Lembrei-me de você dizendo algo a respeito... e resolvi experimentar. Claro que o mérito é da Molly e do Arthur. Eles fizeram os contatos, combinaram tudo. Agora, Molly está atrapalhada na cozinha, por mais incrível que isto possa parecer, pois resolveu fazer um almoço especial. A maioria parte à tarde. Os “anfitriões” vêm buscá-los a tempo do jantar em família.
- Sei... O Alan falou algo sobre família, inclusive.
- Aquele boca-grande... Vou sugerir que o Hagrid o adote, ele vai ver só.... Talvez assim, ele aprenda.
- Mas ele chama a VOCÊ de pai! – Sarah retrucou, demonstrando o quanto estava curiosa com isso.
- Er.. isso é uma longa história – ele começou, interrompido pela aparição de um elfo, que cumprimentou Sarah com uma reverência, após colocar sobre a mesa uma bandeja com chá e biscoitos, como Snape sugerira.
- Não me olhe assim! – ele falou, quando o elfo aparatou em seguida – Ele é um elfo livre, assalariado, com folga amanhã para estar com os amigos ou seja lá o que for que eles façam em suas folgas.
Sarah ficou contente em saber disso, mas sentia uma tensão no ar, que não entendia. Sabia que Snape queria dizer alguma coisa, e estava de rodeios. E isso era estranho para ela, ele sempre fora um homem direto. Mas aceitou a xícara que ele lhe estendia, e provou um biscoito.

“Em Roma, faça como os romanos... ou espere pra ver” – pensou consigo.
Snape, por fim, pareceu se cansar do silêncio, e disse:
- Agora é minha vez de te perguntar: a sua memória “voltou” toda, ou você só lembra de partes?
- Como assim? – Sarah o fitou, intrigada – Lembro-me de tudo a partir do momento em que você entrou na Emergência, claro. Sua falta de identificação, a transfusão, nossas primeiras conversas... até...
Ela parou. Só se lembrava de vê-lo frente a frente com Harry Potter, e depois acordar naquele hospital, acreditando que tivera uma queda de pressão. E também que o Prof. Jonh Smith já terminara seu trabalho no Departamento de Química na Universidade e retornara para a Inglaterra.
- O que mais? – Snape perguntou.
- Nada. Por que? Há mais alguma coisa a ser lembrada?
Ele a fitou intensamente por um minuto. Parecia a ponto de lhe lançar um feitiço qualquer, mas desistiu. Ao invés disso, foi até o armário atrás de sua mesa e voltou de lá com algo parecido com uma bacia de prata... uma penseira.
- Acredito que você saiba o que é isto, não? Ficará mais fácil você ver o que aconteceu, do que eu simplesmente contar.
Ela respondeu que sim, imaginava o que era.
Ele, então, puxou sua varinha, encostou-a na fronte, e Sarah pode ver o frio prateado muito fino que se formou.
Ele tocou a superfície estranha da penseira com a varinha, fazendo Sarah se lembrar vagamente do filme de HP.
Então, quando o líquido brilhante se estabilizou, pegou-a pela mão:
-Pronta?
Ela fez que sim com a cabeça e, guiada por suas mãos, ela mergulhou no que lhe deu a impressão de ser uma nata gelada, para logo depois se sentir caindo como que em câmera lenta, no que reconheceu como sendo a praia em que haviam passado o último revellion.

Era noite, sentiu até a brisa vinda do mar, arrepiando sua pele. Snape pôs a mão em seu ombro, e disse em voz alta.
- Acredito que você já saiba onde e quando estamos.
- Sim – ela sussurrou.
Acabara de vê-lo, parado a certa distância. Era estranho saber que ele estava atrás de si e ao mesmo tempo vê-lo à sua frente, mas tentou pensar que estava apenas em um daqueles antigos “cines 180°” que visitara quando criança. Onde as imagens eram projetadas à sua volta, dando a impressão de estar onde não estava.

Mas ficou atenta à cena que se desenrolava à sua frente...

Viu Snape jogando o feitiço de memória sobre sua família e projetar o patrono.
Viu-o se afastar sem ver que ela estava distante, na água, e também o moento em que Harry apareceu à sua frente, num brilho azul.
Escutou o diálogo dos dois, viu a si mesma correndo para alcançá-los, e ficou surpreendida em ver que Snape, e não Harry, a atingira com um feitiço.
Estupefaça, acompanhou a conversa dos dois enquanto Snape alterava sua memória, antes de partir com Harry...

Uma névoa se formou em volta, demonstrando que a memória chegara ao fim, e Sarah foi puxada por Snape, de volta ao seu escritório.


- Então... – ela conseguiu dizer com voz fraca – Foi isso que aconteceu... mas... do que vocês falavam, afinal? Como Harry pode ter me reconhecido, se eu nunca estive...
- Você não se lembra? A cena que me contou ter vivido, em sua visita a Londres, anos atrás...
Sarah arregalou os olhos, muda de espanto. Não era possível!
Então, naquele momento, ela estivera realmente no meio de uma luta entre membros da Ordem e comensais da morte? Em frente ao Caldeirão Furado?
Lembrou-se que despertara em frente a uma livraria...
- Ao lado, há com efeito, uma livraria trouxa. E uma loja de calçados, se me lembro bem. – Snape comentou.
Sarah assentiu. E sua mente voltou ao momento da praia. Só se lembrava, mesmo depois de ter visitado a penseira, do instante em que reconhecera Harry e saíra em disparada, achando que Snape estava em perigo. E depois, que acordara meio zonza de uma súbita tontura, vira que os outros estavam meio longe, caminhara até eles, caindo em frente a Felipe, novamente desmaiada.
- Acho que o feitiço teve um efeito retardado. Você voltou a si, momentaneamente... entretanto, foi bom que acontecesse dessa forma. Você pode ser socorrida, sem muita dificuldade.
- Sim... – Sarah respondeu, num fio de voz. Ainda pensava em como correra, pensando apenas em “salvar” Snape. Que idéia tola a sua, achar que poderia defendê-lo de Harry Potter. Pensar que pudesse se interpor entre dois bruxos poderosos como eles...
- Você agiu por instinto, como da primeira vez.
Sarah não atinava com o que ele dizia. Como assim? Já tentara defendê-lo antes? Não estava entendendo.
Snape percebeu sua confusão, porém preferiu deixar o resto pra depois. Temia que ela sofresse um colapso mental, era muita informação nova de uma vez só.

Providencialmente, Alan bateu levemente à porta e entrou, para informar que o almoço já seria servido, que todos só esperavam por eles.
- Que vergonha! – Sarah exclamou – Fazer todos esperarem por mim...
- A culpa é minha, que estendi demais nossa “conversa”... embora tenhamos que continuá-la mais tarde.
Sarah concordou e o seguiu pelo caminho até a sala de jantar.

=====================
Belzinha, eu editei a parte da praia, acho que não precisa repetir tudo, né?
já tá imenso.... :lol:
ah, claro, "citei" nossa querida "sobrinha".

Bem, as respostas já estão aparecendo... :D
Editado pela última vez por Regina McGonagall em 09/06/09, 09:22, em um total de 1 vez.
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Mensagempor Morpheus-O- » 11/05/06, 11:56

:P Que coisa viu!
Quanto mais eu leio...
Mas eu quero ler!!!
:lol: :lol: Risos... :lol: :lol:
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sem mais,
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Mensagempor Belzinha » 11/05/06, 12:58

Ficou muito bom Regina. Então, você também foi mordida pelo bichinho da insatisfação do escritor? Sempre "reeditando" a obra... Hehehehe!

Ah, mal posso esperar para quando certa pessoa aparecer pessoalmente. hihi!

Gente, os capítulo estão evoluindo de forma a deixar os leitores em estado de curisidade crescente, heim? Agora que eu estou sentindo na pele isso, e olha que já li ela inteirinha...
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Mensagempor Sally Owens » 11/05/06, 17:19

:palmas :palmas :palmas

O que eu posso dizer senão, POSTA OUTROOOO!!! :mrgreen:

Está realmente muito bom!
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Mensagempor Regina McGonagall » 12/05/06, 10:01

Belzinha escreveu:Ah, mal posso esperar para quando certa pessoa aparecer pessoalmente. hihi!


Ainda não, mas está quase...
(hehe... lembrei daquela música:
"Ela vem chegando, e eu aqui fico esperando.
a espera é difícil, mas eu espero cantando"
)

============================
Cap 19

A sala de jantar bem era ampla, para caber uma mesa comprida, onde cerca de vinte crianças e jovens se acomodavam, juntamente com alguns adultos.
Para seu alívio, Harry Potter não estava entre eles. Ainda se sentia uma tola por ter investido contra ele daquela maneira... Mas reconhecer os outros foi uma experiência e tanto! Finalmente conhecera Lady Marjorie e ali estavam, além do Sr. Weasley, Rony e Hermione. Os dois já adultos, sorriam para ela de forma gentil, e ao seu lado em uma espécie de carrinho, um bebê dormia. Sarah, no entanto, se emocionou com a recepção calorosa das crianças.
Lembrando a promessa feita a si mesma de não procurar motivos pra se entristecer, evitou pensar no que ficara para trás e sorria para os meninos e meninas, alguns já pré-adolescentes como Alan, que lhe eram apresentados um a um.
De todos, apenas Alan permaneceria, embora estivesse combinado de se juntar mais tarde aos mais vlehos que iriam com Lady marjorie “para o campo”, o que espantou Sarah. Quando Snape comentou que a Operação de Natal fora bem sucedida, não pensara em 100%, ou melhor, 90%, já que Alan ficaria... Pensara em um número bem menos significativo, ainda mais que Alan dissera que...
- A família a passar a noite reunida, seremos nós. Nós três. – Snape lhe disse, em voz baixa, e ela o fitou:
- Eu realmente gostaria que você parasse de fazer isso... – Sarah comentou.
- Me perdoe, você vai entender que é automático, não faço nada pra que isso aconteça... E que você poderá fazer o mesmo, se quiser.
- Não sou bruxa, não poderei aprender um feitiço de legilimência – ela retrucou.
Snape sorriu de modo estranho, enquanto Alan comentava:
- Tia, você é muito estranha!
Snape o repreendeu com um gesto suave, bem diferente do que os ex-alunos ali presentes esperariam por terem proferido alguma inconveniência. Rony não deixou de comentar:
- O velho Professor Snape está amolecendo? O que você fez, Alan? Ou não foi você? – o tom malicioso não passou despercebido nem das crianças, que agora olhavam a recém-chegada com uma expressão entre curiosa e apreensiva.
Molly repreendeu o filho com veemência, mas Hermione, sabiamente, demonstrando o quanto ainda continuava a ser a mais sensata do grupo, desviou a conversa pra outros assuntos, para os planos de cada um para o feriado.
Dali a pouco, almoço já terminado, o movimento foi grande. A lareira estava congestionada com a partida das crianças com seus “anfitriões de Natal”..
Quando, finalmente quase todos já haviam partido, restavam apenas os Weasley. Molly ainda abraçava Alan, meio chorosa:
- Gostaria tanto que você fosse lá em casa... Todos sentiremos sua falta! – ela tinha um ar choroso, sem ligar para a expressão da outra mulher, Lady Marjorie, que parecia de puro ciúme, no entender de Sarah. Ela percebeu claramente que o título de “vovó” era disputadíssimo por ambas, embora a primeira tivesse seus próprios netos.
- Eu também gostaria de rever todos, mas acho que meu pai tem outros planos... – ele olhou para Snape, que estava a ponto de repetir que não era seu pai, mas desistiu. Ao invés disso, ele disse apenas:
- Na verdade, eu tenho muito pra conversar com Sarah ainda... Mas acredito que será possível ir visit-los sim, se não causar incômodo ao restante de sua família. – ele olhou significativamente para Rony que já começava a se inquietar com a possibildiade de ter Snape em sua casa jsuto no Natal e completou, enigmático – Acredito que Sarah gostaria de conhecer sua outra nora.
- Seria maravilhoso! – Molly exclamou, enquanto Sarah arregalava os olhos ante a possibilidade de visitar a Toca, e encontrar os sete filhos Weasley de uma vez só, com suas respectivas famílias, claro.
- Ora, Sarah! – Snape retrucou – Isso vai ser como... transformar pantufas em coelhos, pra uma Laurent legítima!
Ela o fitou, os olhos piscando para evitar as lágrimas que a súbita lembrança de sua grande família reunida pela última vez provocou, e Snape pediu desculpas por ter sido inadequado.
Rony abriu a boca para falar alguma coisa, mas Hermione o empurrou para a lareira.
Em poucos minutos, todos haviam partido. No momento final, Alan acabou por acompanhar Lady Marjorie, depois de uma breve comversa com o pai. Rste lhe dissera discretamente que a conversa com Sarah se tornara mais difícil do que supunha, então, seria melhor estarem sós para terminá-la e, se fosse possível, se juntariam a eles no campo ainda a tempo dos presentes.
Quando finalmente a casa ficou silenciosa, Snape comentou com ar divertido:
- Como você me disse uma vez... Se fôssemos um casal, o que não somos... eu diria agora: Enfim sós!
O tom brincalhão despertou Sarah de seus pensamentos, que nos últimos minutos estavam muito longe dali. E ela o fitou, sem entender a princípio. Depois, viu que ele ria dela e fingiu-se de zangada:
- Pois é, Professor Severus Snape. Parece que o senhor armou a coisa muito direitinho, para ficarmos só nós dois aqui. Quer me explicar, por gentileza, o que significa isso?
Por um momento, Sarah pensou que Snape ia brincar mais um pouco com a situação, mas para sua surpresa, ele ficou sério.
Ele foi se sentar na poltrona ao lado da lareira, cujas chamas já estavam normais, crepitantes e alegres, e convidou-a com um gesto a sentar-se na que estava defronte à sua.
Quando ela fez isso, apreensiva, ele sorriu de modo estranho e disse:
- Engraçado como suas reações mudaram sutilmente... Quando eu estava em sua casa, agia como se eu fosse um amigo antigo, um membro da família inteiramente confiável. Nunca vi você sentir algum receio por estar sozinha comigo... e olha que estivemos inteiramente sozinhos em seu apartamento por dias inteiros... antes de irmos pra casa de seus pais. O natural, creio eu, seria você ter medo naquela ocasião.
- Era diferente – Sarah murmurou.
- Sim, era diferente. Eu era um desmemoriado com grande chance de ser um criminoso ou... como é a palavra... sim, um psicopata... poderia ter lhe feito algum mal... tê-la matado até... mas você não se preocupava com isso. Agora, que sabe exatamente quem sou eu... que é hóspede na minha casa, ou melhor, moradora e funcionária desta casa... tem medo de mim...
- Por favor, não se ofenda com isso, eu... – Sarah o fitou, os olhos inesperadamente úmidos – eu... acho que estou muito fragilizada ainda, talvez seja por ser natal... o primeiro Natal... sem eles. Lembra? Há um ano atrás, nesse momento, nos preparávamos para acompanhar meus pais à Missa do Galo...
Ela deixou escapar um soluço, mas conteve o pranto, levantando-se da cadeira e indo observar os pequenos objetos sobre o console da lareira. Lembrou-se do capítulo dois do livro seis e pensou que, definitivamente, não estava em Spinners End.
- Aquele lugar não existe mais, embora... pudesse ser interessante que você o visitasse. Talvez, facilitasse algumas coisas.
- Como assim?
Ele enfiou a mão num dos bolsos da veste, tirando uma pequena caixa.
- Acho que fiquei com algo que lhe pertence, e sem seu conhecimento. Peço desculpas pela falta, mas era preciso. Deixá-lo com você podia ser perigoso, além do mais, precisava dele pra fazer algumas... averiguações.
Ele lhe estendeu a caixa, que Sarah abriu, sem entender. Então, encontrou lá dentro sua corrente de parta, com o medalhão que tinha gravado um estranho “S”, abraçado pela serpente e tendo uma esmeralda no centro. O mesmo que usava naquela noite de Natal, e que pensou ter perdido, dias atrás.
- Meu colar! Então... você estava com ele! Mas... por que?
- Você não se lembra mais do que viu na penseira? Não lembra o que expliquei a Harry?
Vendo que Sarah continuava não entendendo, explicou:
- Esta é uma jóia rara de família, de uma família que se orgulhava de esposar os princípios de Salazar Slyterin, por muitas gerações, embora não fossem seus descendentes diretos, e é também uma poderosa chave de portal, que nenhum de nós ainda soube explicar com certeza como funciona.
- E como ela veio parar comigo? – Sarah estava cada vez mais confusa – Se é de uma família bruxa, como pode ter ido parar em minhas mãos, e tão longe? Esta família por acaso mudou-se para o Brasil?
- Até onde sabemos, não. – Snape estava nitidamente tenso, e Sarah teve medo, mais uma vez.
Por Deus, será que a jóia fora roubada de alguém importante, e quem a roubara fora exatamente a pessoa que Martinho supusera ser sua mãe biológica? Mas isso não explicava porque estavam no Brasil.
- Sarah, preste atenção. – Snape se exasperou – deixe de divagar no que pode ou não ter acontecido, e preste atenção no que estou lhe dizendo!
- Desculpe – desta vez, ele estava mesmo com raiva, ela pode sentir e... vislumbrar o que pareceu ser um pensamento de impaciência dele.
- Está vendo? – ele disse – Já começa a acontecer, sinal de que eu tenho razão.
Sarah fechou os olhos, mentalmente contando de trás pra frente, começando do 20, até se acalmar totalmente.
Somente aí, abriu os olhos e encarou Snape, dizendo:
- Olha, foi um dia cheio. Estou muito cansada e... já tenho muito em que pensar. Será que podemos conversar amanhã? Eu... estou começando a ficar com dor de cabeça.
Snape a fitou, como se pensasse que era apenas uma desculpa, mas a cabeça de Sarah já latejava levemente.
- Se quiser, tenho como preparar uma poção rapidamente. – ele disse, levemente preocupado.
- Não... prefiro não tomar nada, obrigada. Só dormir. Com licença e... boa noite. Ah, feliz Natal!
Dizendo isso, Sarah deixou a sala, andando pelo corredor vazio com uma sensação de tristeza infinita, indo para seu quarto sem olhar para trás. Tinha certeza de que os “retratos” a observavam, curiosos.
Quanto a Snape, continuou na sala ainda um pouco, olhando para o medalhão, que pegara das mãos de Sarah novamente, com expressão preocupada. Mas guardou-o no bolso, com um gesto brusco, e também foi se deitar.
Teria que se preparar para a visita aos Weasley, como prometera. E acabou por concordar que era melhor fazer isso logo cedo, Molly não se incomodaria em preparar café para mais dois...
Ainda bem que eles não sabiam de nada. Era preferível ouvir outros comentários idiotas como os de Rony, do que colocar tudo a perder com uma observação ou pergunta inadequada...

=======================
Editado pela última vez por Regina McGonagall em 17/05/07, 10:12, em um total de 2 vezes.
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Mensagempor Morpheus-O- » 12/05/06, 10:22

To ficando triste!
Lembro de vc dizer que ia até o Cap. 22. Não é?
Vc vai escrever uma continuação não vai?
Ps:Entre, leia e comente as minhas fic's:
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e a nova:
----------> Resolvendo o Passado (Lupin/Mary)<----------

sem mais,
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Mensagempor Regina McGonagall » 12/05/06, 10:37

Morpheus-O- escreveu:To ficando triste!
Lembro de vc dizer que ia até o Cap. 22. Não é?
Vc vai escrever uma continuação não vai?


Bem... continuação propriamente dita, não.

mas uns "bônus"... eu e Belzinha estamos pensando em montar juntas... ou umas reaparições dos personagens em fics futuras :lol:
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Mensagempor Belzinha » 12/05/06, 10:43

Ai, meus sais! A quantidade de vezes que eu prendi a respiração ao ler este capítulo! (E pela milionésima vez). E olha que nem chegou ao climax ainda!

Rony, Hernione, um bebezinho... Será que é o meu Siriuzinho? (Ops, nosso! *A Sally me mata: o ruivinho é dela também).

Estes personagens estão cada vez mais carismáticos! E a minha ansiedade aumentando, aumentando... :lol:
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