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Grimmauld Place • Exibir tópico - POTTER E O SEGREDO DE HOGWARTS - cap 24 a 30(att 10/03/2014)

POTTER E O SEGREDO DE HOGWARTS - cap 24 a 30(att 10/03/2014)

Publiquem suas fics aqui para os outros opinarem.
Não se esqueçam de também postarem no Floreioseborroes.net.

Moderadores: O Ministério, Equipe - Godric's Hollow

Re: POTTER E O SEGREDO DE HOGWARTS - cap 16!

Mensagempor Sheu » 03/03/09, 01:35

Hello, people!! Demorou, demorou, mas tá aí. Com muita criatividade...tive muito o que pensar antes de escrever esse capítulo. Ele informa e desinforma. *Olha para os lados e procura o povo* Cadêêeeeee??? Me abandonaram? buaaaah! Ok, não só de coments vive um ficwriter. É o prazer de deixar algumas pessoas intrigadas que vale a pena. Hannildes, minha fiel escudeira, vamos que vamos. Esse capítulo é em homenagem a vc que é rexona e não me abandona. Bella, bem-vinda xuxu. Então, vamos ao mais novo capítulo!

_____________________________________________________________________________________________

17
OS VISITANTES DO LAGO


Os raios de sol surgiram no horizonte através de grossas nuvens cinzas que tomavam todo o céu. Embora indicassem chuva iminente, as nuvens estavam completamente secas e falhas, o que permitia à luz solar iluminar as paredes de pedra do castelo, revelando a manhã mais estranha que Hogwarts já teve. Os alunos da Grifinória e da Corvinal foram despertados pelos monitores e encaminhados para a Sala Comunal onde ouviram atentamente, de seus diretores, o que havia acontecido na noite anterior. A ordem expressa era de que ninguém poderia sair sem a companhia de um professor até que tudo estivesse seguro novamente. O café da manhã foi servido nas salas comunais e as aulas estavam suspensas, para a alegria de muitos.

Após o café, aqueles que tinham irmãos nas outras Casas foram encaminhados até eles. Jonathan foi levado à Ala Hospitalar pelo Prof Longbottom para ver sua irmã e quando chegou não pôde deixar de notar o clima pesado que dominava o lugar com suas camas praticamente lotadas de sonserinos. Ainda que todos estivessem acordados, ninguém ousava sequer respirar alto. Ele encontrou Elizabeth recostada no sexto leito à esquerda e a abraçou forte. Ela resumiu, num sussurro que só o irmão poderia ouvir, o que havia presenciado e que Deymon a salvou de um afogamento. Ele escreveu uma carta aos pais confirmando que ela estava fora de perigo e ambos assinaram.

Assim que Jonathan saiu para enviar sua carta, várias corujas irromperam pela porta da Ala, deixando Madame Pomfrey aturdida: eram as cartas dos pais em resposta às que a diretora McGonagall havia enviado durante a madrugada. Todos queriam notícias de seus filhos. O corredor do 2º andar, onde os sonserinos e lufos tomavam café juntos, também estava repleto de corujas que aguardavam, ansiosamente, uma oportunidade de entrar na sala. O chão já exibia manchas de sujeiras das aves e era de se estranhar a ausência do zelador Argo Filch para reclamar de tudo enquanto limpasse com o esfregão. Depois de todas as crianças estarem bem alimentadas, Madame Pince abriu a porta da sala permitindo a entrada do correio-coruja e de alguns alunos que tinham irmãos na sala.

Alvo recebeu cartas de sua mãe e sua avó, assim como a visita de James, que estava um pouco pálido e parecia louco para abraçá-lo, mas apenas deu um soco leve no ombro e balbuciou um fraco “E aí, Al? Como é que você está?”. Peter se surpreendeu com a carta dos pais, que nunca haviam utilizado a forma bruxa de comunicação antes. Eram cartas angustiadas e preocupadas. Madame Pince tratou de distribuir pergaminhos, penas e tinta e logo tudo o que se ouvia era o barulho de diversas penas escrevendo ao mesmo tempo. Quando Alvo terminou, esticou os braços e estalou os dedos, satisfeito. James escreveu algumas linhas também e se retirou da sala, após um abraço enforcador no pescoço do irmão. Foi enquanto James saía que Alvo notou o olhar pálido de Malfoy direcionado para o nada, segurando sua carta amassada à mão, sem sequer tocar no material que a bibliotecária lhe havia entregue.

Outro lugar repleto de cartas e corujas era a sala da diretora Minerva McGonagall, que ainda não havia dormido. Sua aparência estava muito diferente da diretora que havia recebido os jovens alunos no início do ano. Seus cabelos não estavam impecavelmente amarrados, sua pele não estava macia e brilhante e seus olhos estavam acompanhados de profundas marcas roxas. Todos os recentes acontecimentos misteriosos na escola estavam deixando-a preocupada e a noite anterior foi a pior desde a Grande Guerra Bruxa. Alunos correndo risco de vida era sinal de que ela não os protegia da forma que a escola sempre, reconhecidamente, o fez. McGonagall estava começando a questionar sua capacidade de dirigir a escola. Todas as cartas e berradores que recebeu desde que informou aos pais sobre a inundação parecia confirmar ainda mais o que estava em sua mente. Contudo, os antigos diretores, num consenso, decidiram que não havia precedentes e nem como alguém prever tais ocorrências na escola. Isso a havia reconfortado, um pouco. Uma batida em sua porta a despertou de seus devaneios.

– Entre.

– Diretora McGonagall?

– Pois não, Prof. Longbottom?

– Eles chegaram.

– Foram acomodados no Salão Principal?

– Sim, senhora.

– Muito bem, professor. Estou descendo.

O Salão Principal, assim como todas as outras áreas da escola, já estava completamente seco. A água havia recuado horas atrás, restanto aos elfos e professores o trabalho de secar todas as salas e reorganizar os dormitórios, ainda que os alunos, provavelmente, não retornassem. A diretora não tinha escolha senão avisar aos pais sobre o acontecido e, evidente, eles não se contentaram em apenas receber corujas para serem informados de que os filhos estavam bem. Desde cedo, Hogsmeade estava cheia de pais angustiados, a maioria, de sonserinos.

A tapeçaria de Hogwarts decorava o local. Havia apenas uma grande mesa paralela à dos professores e os bancos onde as crianças sentavam foram substituídos por cadeiras confortáveis, acolchoadas e revestidas por um veludo negro. Um grande burburinho ecoava no local. Os pais conversavam entre si e os professores aguardavam na mesa, junto aos dois bruxos do Ministério que presenciaram o acontecido. A diretora entrou no Salão com autoridade, fazendo com que todos se calassem até que ela assumisse a cadeira central da grande mesa.

– Bom dia a todos! O recente acontecimento permitiu a presença de vocês aqui na Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts. Devo informar que a inundação já foi controlada e estamos investigando o motivo que levou as águas do Lago para dentro do Castelo. As crianças das Casas Lufa-Lufa e Sonserina, que são de maior interesse para todos nós, levaram um susto muito grande, mas foram tratadas imediatamente. É o segundo acontecimento sem precedentes em Hogwarts e o Ministério já está a par de tudo, inclusive, membros estiveram presentes na noite de ontem e nos ajudaram a resgatar as crianças. Sei que todos estão ansiosos em encontrar seus filhos e, por isso, nossos professores irão levá-los até onde eles estão.

Uma mão foi erguida pedindo permissão para falar. Educadamente, Minerva cedeu a fala para o homem alto e loiro, de vestes verde-musgo impecáveis e nariz empertigado. Harry e Neville não conseguiam evitar um olhar de desprezo para Draco Malfoy, posto de pé, apoiado numa belíssima bengala negra, cravejada de esmeraldas.

– Diretora McGonagall, sabemos que o Ministério está avaliando os últimos acontecimentos na escola, contudo – e fez uma pausa, levantando o indicador direito e a sombrancelha – a segurança de meu filho, de nossos filhos, está claramente em risco. Como posso permitir que meu único herdeiro estude em uma escola que oferece riscos a sua integridade e, baseado no argumento de que não há precedentes, não oferece nada que possa ser feito em eventos futuros? Vamos ter que aguardar uma ocorrência...fatal, para que a escola feche sob investigação? A magia está, de fato, acabando?

O burburinho geral voltou a tomar conta do local. Alguns pais estavam horrorisados com a hipótese de uma das crianças morrer nesses acontecimentos imprevisíveis e pareciam concordar com as palavras de Malfoy. Outros compartilhavam da visão do Profeta Diário em sua matéria sobre a estagnação das escadarias estar relacionado ao fim da magia. Minerva se sentiu ofendida, contudo manteve a linha.

– Senhor Malfoy, como o senhor sabe muito bem, a segurança dos alunos é nossa prioridade! Os dormitórios do subsolo serão inutilizados até que a investigação do Ministério se encerre, as aulas nas masmorras também serão transferidas e as rondas à noite serão duplicadas. Já contactei o ministro Shacklebolt e, agora há pouco, ele nos ofereceu dois de seus melhores bruxos responsáveis pelo Departamento de Desastres Mágicos para permanecer no Castelo, prontos para intervir da melhor forma possível em futuros eventos. Não acreditamos em boatos sobre o fim da magia. Hogwarts já passou por coisas piores e se manteve firme. É claro, todos são livres para transferir os alunos para outra escola, se acreditarem que isto será o melhor para eles.

Diante da resposta da diretora, Malfoy perdeu um pouco de sua força e a maioria dos pais estava mais calmo.

– Formaremos dois grupos para visitar os alunos que estão descansando na Ala Hospitalar e os que estão alojados em outra sala. Por favor, sigam os professores.

Quando os pais e professores designados para guiá-los saíram da sala, Minerva se permitiu afundar em sua cadeira.

– Diretora?

– Pois não, Prof Potter? – respondeu prontamente, retomando sua postura rígida.

– Estive discutindo uma idéia com os animagos do Ministério e gostaria de saber a opinião da senhora. Para sabermos o que aconteceu no Lago, podemos perguntar aos sereianos.

– Eles não sobem à superfície com facilidade, Harry.

– Sim, senhora. Por isso estive pensando em mergulhar e conversar com eles.

– O senhor sabe falar serêiaco, Potter?

– Aprendi – e abriu um largo sorriso – Acredito que teremos uma boa chance de descobrir algo sobre o que aconteceu aqui. Os sereianos têm uma vida mais longa do que a nossa e, talvez, isso já tenha acontecido antes, em menor proporção e não foi notado.

– É possível. Contudo, Harry, não sabemos como andam as coisas no Lago desde a última Grande Guerra.

– Por isso que serei acompanhado pelo Sr. Beezinsky e o Prof Pratevil também se prontificou.

– Bom, neste caso, podemos tentar, este fim de semana, quem sabe? Se me permite, Harry, vou até a Ala Hospitalar e a sala conjunta averiguar a visita e aproveitar para conversar com alguns pais. Com licença.

Assim que viram seus pais, as crianças correram em direção a eles, abraçando-os. Choro, beijos e longos relatos seguiram depois. Nem todos receberam visitas, apenas os pais mais insistentes e insatisfeitos com a carta da diretora haviam se deslocado até Hogsmeade exigindo ver os filhos. Quando Draco Malfoy entrou na sala, encontrou seu filho fileiras ao lado, ainda sentado e segurando sua carta. Ainda que sua vontade fosse a de correr a encontro dele e abraçá-lo forte por estar vivo, Malfoy manteve a postura rígida com que foi criado e caminhou até seu filho, que se levantou. O abraço foi comedido, mas sincero. Ambos conversavem em um tom reservado, natural para eles.

– Vejo que se manteve forte.

– Sim, meu pai.

– O que aconteceu?

Deymon narrou para o pai o ocorrido, como todos os outros.

– Esta escola não é mais segura, na minha opinião. A diretora McGonagall não está fazendo um trabalho impecável. Conversei com sua mãe e acreditamos que é melhor transferi-lo para Durmstrang.

– Não, pai – o olhar do garoto era de súplica – O senhor disse que Hogwarts é a melhor escola do mundo.

– Sim, é. Contudo, não posso me dar ao luxo de pôr meu único herdeiro em risco.

– Mas pai, eu estou bem. Eu não quero deixar a escola.

– Essa decisão não é sua, Deymon.

– Eu sei...mas...mas...é a Sonserina. É a sua Casa! É o orgulho da nossa família...gerações estudaram aqui. É isso que o senhor e o vovô sempre falaram!

– Talvez seja a hora de mudar isso.

– Eu não quero ser o culpado disso. O vovô não ia gostar nem um pouco.

– Ele está morto, Deymon – os olhos do garoto se encheram de lágrimas.

– Eu sei.

O sonserino desviou o rosto para que seu pai e ninguém pudessem vê-lo secá-las. Um garoto do terceiro ano e seu pai se aproximaram dos Malfoy, discretamente.

– Olá, senhor. Eu sou Caim Hiccock e este é meu filho Seth. Eu gostaria de parabenizá-lo pelo filho. Seth estava me contando que presenciou o resgate ousado que ele protagonizou. Salvar sua amiga de se afogar foi um ato de astúcia. É bom saber que podemos contar com aqueles de nossa Casa. E não foi uma amiga qualquer, veja só, uma Dumbledore! Deve estar orgulhoso. É um prazer conhecer um homem de vastos negócios e o pai do garoto que salvou a Srta Dumbledore.

O homem de vestes finas e elegantes esticou sua mão para Malfoy, que estava absolutamente pasmo. Deymon havia ocultado esta informação. A educação lhe rendeu reflexos que a mente não pôde acompanhar. Enquanto apertava a mão do outro homem, Draco era tragado num turbilhão de lembranças em que ele se encontrava diante de um velho fraco, desarmado. Em seguida, impossibilitado de matá-lo, o viu ser morto por Severo Snape. Por anos, Draco havia carregado o fardo de ser o responsável pela morte do ex-diretor, pois ele o havia desarmado. Ele o havia deixado exposto para a morte iminente. Ele havia colocado os Comensais dentro do Castelo. Ele. Agora, seu filho, seu único filho, havia reconquistado a honra dos Malfoy perante os Dumbledore. Uma dívida que Draco jamais sonhou ser possível pagar.

– Os negócios vão bem, senhor Malfoy? O mercado de vassouras prevê crescimento de vendas este ano.

Malfoy despertou de suas reflexões.

– Com certeza. Temos um lançamento de uma nova linha em breve. O ramo imobiliário também está crescendo. Quem sabe não consigo um bom imóvel para suas férias, Sr Hiccock. Escreva para meu escritório e lhe garanto um bom desconto. Como disse, podemos contar com aqueles de nossa Casa.

– Isso seria ótimo, Sr Malfoy. Escreverei. Com licença, vou deixá-los a sós.

– Tchau, Deymon.

– Tchau, Seth.

Draco encarou o filho por um longo tempo. O garoto estava completamente desconsertado, cabisbaixo e com vergonha. Draco não conseguia entender o porquê de seu filho esconder um ato desses. Será que, mesmo com o esforço para que ele não descobrisse, Deymon sabia que seu pai esteve envolvido na morte de Alvo Dumbledore?

– Explique.

– Foi uma bobagem. Achei que não teria importância, pai.

– Você coloca sua vida em risco para salvar uma sonserina e acha que isso não tem importância? Uma descendente de Dumbledore? Você é amigo de uma Dumbledore? Defina essa amizade de vocês.

– É só...amigo. Fazemos tarefas juntos e sentamos em algumas aulas como parceiros.

– Por que você a salvou?

– Porque ela estava morrendo.

– Ela é sua colega ou sua amiga?

O garoto permaneceu em silêncio analisando o pai. Queria saber qual seria a resposta que Draco esperava dele. Mas a expressão de Draco era ilegível.

– Amiga – disse, baixinho, olhando para o chão.

– Não ouvi.

– Amiga, assim como o Khai.

– Quem?

– Khai Macbeer, ele está na Ala com ela.

– Macbeer?

– É. O pai dele está em Azkaban por ter...

– Sei quem é Macbeer. Você tem...amigos aqui?

– Sim.

– E quanto ao que lhe pedi?

– Os outros são uns grandes idiotas. Não quero andar com gente idiota. Principalmente aquele Gilbert Goyle. Um trasgo em forma de bruxo. Devia ser proibida a entrada de gente burra na escola.

Malfoy deu um discreto sorriso.

– Concordo. Ainda assim, quero que fique por perto. Nunca se sabe o dia de amanhã.

O garoto lançou um olhar atônito para o pai.

– Isso quer dizer que eu posso ficar?

– Você salvou uma Dumbledore, isso lhe deu um certo crédito. Contudo, da próxima vez que algo imprevisível acontecer e isso lhe colocar em perigo, você será transferido. Estamos entendidos?

O garoto o abraçou fortemente, ignorando os olhares ao redor.

– Sim, senhor. Obrigado, pai.

Malfoy o afastou, desconcertado pelos olhares dos outros pais.

– O que é isso em seu bolso?

– Nada demais. É uma pedra diferente que achei perto do Lago. Estava brincando com ela quando tudo aconteceu – mentiu.

– Escreva para sua mãe, dando notícias.

Malfoy passou a mão pelo cabelo liso do filho e deixou o local. Imediatamente, Deymon começou a escrever uma carta com um sorriso estampado no rosto. Do lado de fora, Draco encontrou com um velho conhecido.

– Prof Slughorn.

– Pois não? Oh...senhor Malfoy. Como vão os negócios?

– Bem, é claro.

– Soube do ocorrido com seu filho. Um bom garoto.

– Sim, ele é. Escute, professor, eu gostaria de conhecer a garota que ele salvou: a Srta Dumbledore.

– Você não vai – uma voz severa respondeu logo atrás de Malfoy. Ele se virou lentamente com os dentes trincados e a expressão falsa.

– Harry Potter.

– Draco Malfoy.

– Senhores... – a voz de Slughorn soou como um aviso.

– As visitas são restritas aos parentes, Sr Malfoy. E se depender de mim, você nunca chegará perto de um Dumbledore mais uma vez, com vida.

– É uma ameaça, Potter?

– Estou apenas lhe informando, Malfoy.

– Bom, não importa. Isso é apenas uma questão de tempo, Sr. Potter. Caso não saiba, meu filho a conhece e a salvou.

– Deve sentir que sua dívida foi paga, mas para mim você continua sendo uma doninha repulsiva.

– É melhor escolher melhor suas palavras, Potter. Ou farei uma reclamação formal sobre sua postura como Professor de Hogwarts.

– Faça. Será sua palavra contra a minha. Quer medir forças comigo, Malfoy?

– O que está acontecendo aqui?

Minerva McGonagall podia sentir a quilômetros a tensão entre os dois bruxos diante de si.

– Sr Malfoy, se já falou com seu filho, tenho certeza de que o Prof Slughorn ficará feliz em acompanhá-lo até a saída.

– É claro, diretora McGonagall. Tenha um bom dia.

Assim que eles se retiraram, Minerva lançou um olhar de recriminação para Harry.

– Potter, essa não é uma postura de um Professor de Hogwarts. Não saímos por aí enfrentando os pais dos alunos por conta de desentendimentos antigos.

– Isso vai além de desentendimentos, diretora. A senhora sabe - sibilou.

– Então por que deu uma declaração favorável aos Malfoy? Por que testemunhou a favor deles na Suprema Corte dos Bruxos? Você lhes deu a liberdade na época, Harry, por acreditar que, no fim, eles estavam sendo forçados. Foi o seu julgamento que permitiu a Draco caminhar entre nós. E ele deu a volta por cima e tem o sucesso profissional para alimentar seu ego.

– Ele queria ver a Srta Dumbledore. Eu não posso permitir que ele chegue perto de um Dumbledore novamente.

– Não seja infantil, Harry Potter. Draco Malfoy não tentaria nada estúpido contra a garota. Ele sequer conseguiu fazer o trabalho anos atrás, conforme você testemunhou. Agora, você precisa se reunir com o Prof Pratevil e o Sr Beezinsky para definir uma ação para o fim de semana, não estou certa?

– Sim, senhora – Harry girou em seus calcanhares e partiu a caminho de sua sala, amaldiçoando Draco de todas as formas possíveis, em seus pensamentos.

O resto da semana passou lentamente. Embora inicialmente os alunos estivessem felizes sem as aulas, logo a permanência em suas Salas Comunais os fazia pensar seriamente em como seria melhor ter algo a mais para fazer. Os alunos da Sonserina e da Lufa-Lufa foram realocados para o 4º andar, na ala direita e esquerda, respectivamente, em quatro grandes salas: duas para as meninas, outras duas para os meninos. Seus pertences foram levados para os novos dormitórios com uma disposição diferentes de camas. Empilhadas nos cantos, elas agora formavam tribeliches e, no centro, uma grande mesa com largas poltronas indicava que ali seria a Sala Comunal particular de cada dormitório.

A agitação mesmo estava fora do Castelo, mais precisamente à beira do Lago. Minerva olhava ainda um pouco apreensiva com a decisão de Harry em conversar com os sereianos. Por mais que se esforçasse, às vezes Minerva continuava a enxergar o homem diante de si como o estudante que viu passar por tantos perigos. Mas Harry não estava sozinho e não havia perigo em três bruxos adultos e experientes mergulharem no Lago. Além disso, ele já era um veterano.

Quando tinha 14 anos, Harry teve a incrível experiência de participar do Torneio Tribruxo e mergulhar no Lago para recuperar seu amigo. Ele nunca esqueceu as coisas estranhas e interessantes que viu naquele dia, muito menos dos sereianos. Ao longo dos anos, como auror, Harry teve contatos com outras espécies e desenvolveu a habilidade de falar com eles. Agora, seu conhecimento era de grande valia e ele estava orgulhoso de si mesmo. Diferente de anos atrás, não era necessário o guelricho. Com um movimento complexo de varinha, Harry adiquiriu guelras, suas mãos desenvolveram pele entre os dedos para facilitar no nado e suas pernas foram subtituídas por uma longa calda esmeralda. Com um salto, ele mergulhou nas águas não mais geladas do Lago. Sentia-se em casa, enxergava com clareza e não se lembrava de ter experimentado um oxigênio tão puro. Em instantes, outros dois bruxos transfigurados se juntaram a ele.

Harry liderava o grupo, pois era o único que já havia visto o povoado dos sereianos. Pouca coisa parecia ter mudado ao longo dos anos. O silêncio era absoluto, a paisagem ainda era escura e enevoada e à medida que mergulhava em direção ao fundo, o cenário mudava. Em pouco tempo, os três bruxos já não enxergavam o leito e, usando feitiços não-verbais, iluminavam com suas varinhas o caminho que possuía uma misteriosa claridade acizentada. Diante deles, surgiu uma floresta de plantas verdes e ondulantes, emaranhadas entre si, numa vasta extensão e profundidade, que nem era possível enxergar ao fundo.

– Tomem cuidado! – falou com clareza, sem que as bolhas o atrapalhasse – Os grindylows costumam surgir do nada.

Bastou que falasse para Harry tomar um grande susto com pequenos peixes que passaram em grupo como flechas ao seu lado. Ele sorriu para os outros bruxos e nadou em frente, cada vez mais fundo no Lago. Foi então que um vulto negro chamou sua atenção, fazendo-o assumir uma postura de defesa, com a varinha à mão. Os outros dois o imitaram e olharam assombrados a aproximação da nova lula gigante do Lago. Jovem e curiosa, ela deu uma volta inteira analisando os intrigantes visitantes do lago, que estavam com suas varinhas em riste, preparados para se defender de um ataque. Seus tentáculos compridos de cor roxa e suas ventosas tocaram Harry, que se arrepiou todo, mas pediu aos bruxos que mantivessem a calma e cautela. Da mesma forma, a lula encostou nos outros bruxos. Após alguns minutos, ela pareceu perder o interesse e se afastou do grupo.

– Fantástico! – explanou Pratevil.

– Vamos continuar – disse Harry.

A floresta ondulante ficou para trás e um belo prado aquático surgiu diante deles, com uma iluminação dourada. Finas e claras, as plantas lembravam um vasto campo aberto. Logo a seguir a água ficava mais densa, escura e opaca. Eles entraram com cautela, varinhas à mão. O silêncio incomodava, pois a sensação era de que algo estava à espreita. Suas caudas esmeraldas golpeavam a água, lançando-os à frente. Foi então que vários grindylows surgiram das sombras e vieram em disparada na direção dos bruxos. Eles lançaram feitiços não-verbais e acertaram diversos, mas ficaram surpresos quando os seres aquáticos passaram por eles, fazendo gestos com o punho e mostrando os dentes.

– Eles estão fugindo de algo – explanou o Sr Beezinsky.

E eles logo viram o porquê. Uma criatura que não pertencia ao Lago há anos assustou os bruxos: uma muraena irlandesa de cauda bifurcada. Seu corpo era volumoso como um barril, brilhante e visguento. Seus dentes eram esverdeados e triangulares, bastante afiados e sempre à mostra e suas pequenas garras eram capazes de destroçar grindylows, facilmente. Seu maior perigo, no entanto, era sua cauda bifurcada que ricocheteava e soltava uma descarga elétrica em contato com a pele. Pega de surpresa pela presença de invasores em seu território, ela investiu contra os três bruxos, que se espalharam, desviando. Prof Pratevil, com um movimento de varinha, imobilizou o animal. Não havia necessidade de matá-lo, pois não oferecia perigo para os alunos.

– Olá, Harry!

– Murta?! – Harry se afastou, instintivamente.

– Você está bem diferente da última vez que o vi por aqui. Cresceu. Eu não posso crescer! – e desatou a chorar.

– Vamos, Murta. Não fique assim. Pelo menos você ficará jovem para sempre. Eu vou ficar cheio de rugas e virar um velho gagá.

Ela deu um largo sorriso, sinal de que Harry havia dito a coisa certa.

– Bonita cauda.

– Hum...obrigado, Murta.

– Quem é esse fantasma? – perguntou Sr. Beezinsky.

– A garota que foi morta pelo Basilisco anos atrás, no Castelo – Prof Pratevil esclareceu.

– Oh!

– Indo salvar alguém, Harry?

– Na verdade preciso falar com os sereianos.

– Oh! Então é melhor ir por ali – e apontou para o lado da vasta escuridão das águas – Esse bicho chegou e fez a maior bagunça por aqui, tomando esse espaço todo. Mas tem uma caverna que dá para o outro lado.

– Obrigado, Murta.

– Não há de que, Harry. Eu até iria com você, mas sabe que eles sempre me perseguem quando me aproximo demais. Mas eu quero que saiba que se algo acontecer, se eles te matarem por invadir, eu vou adorar nadar com você por aqui.

Prof Pratevil e o Sr Beezinsky trocaram olhares surpresos e desaprovadores, deixando Harry completamente desconsertado.

– Obrigado, Murta, mas creio que não será necessário.

– Tudo bem então – e soltou uma risada que mais parecia um soluço – Até mais, Harry Potter.

O grupo seguiu em frente, pelo caminho indicado por Murta. Assim que atravessaram, eles puderam ouvir uma melodia gostosa e misteriosa. Harry viu, mais uma vez, o penhasco que emergia da água lodosa com pinturas gastas de sereianos com lanças e caçando uma lula. Prosseguiu como no dia do Torneio Tribruxo até avistar o pequeno povoado, com suas casas de pedra enfileiradas, envoltas por algas e folhagens, que lhe fazia lembrar os jardins da superfície. Os sereianos espreitaram pelas janelas os três visitantes do lago até que eles pararam próximos à estátua esculpida em pedra, que manteve seus amigos presos em outra época.

– Olá! – disse em serêico – Eu sou Harry Potter e estes são o Sr Beezinsky, do Ministério, e o Prof Pratevil, de Hogwarts. Existem coisas acontecendo na superfície e acreditamos que o Lago está envolvido. Algumas crianças passaram por traumas terríveis. Por isso, gostaríamos de conversar com Murcus, se for possível.

Um grupo de 20 sereianos prestaram atenção nas palavras de Harry. O Prof Pratevil nunca havia visto tantos em uma distância tão curta e sua pele cinzenta, cauda prateada, cabelos verdes e olhos amarelos eram diferentes da espécie que vivia mais ao norte da Bretanha. Todos estavam munidos de lanças afiadíssimas e se posicionaram de modo que poderiam atacar sem piedade a qualquer momento. Uma fêmea se aproximou do grupo: era jovem e possuía os cabelos verdes encaracolados.

– Estávamos esperando por vocês – disse, numa voz melodiosa e hipnotizante.

Uma série de outros sereianos se uniram à jovem, cantando em uníssono para os visitantes, que se sentiam acolhidos e confortáveis.

– Venham conosco! Permitam-nos levá-los até nossa grandiosa líder. Relaxem em nossas águas quentes e aproveitem nossa melodia para descansar. Vocês irão onde ninguém jamais irá. O caminho é um segredo e não podemos revelar. Durmam agora e acordarão quando for a hora apropriada.

Harry estava se sentindo estranho. Lembrava de estar ouvindo um belíssimo canto em conjunto dos sereianos e de repente tudo havia assumido um tom colorido, como num sonho. Sentia a água corrente fluir ao lado de seu corpo, mas não conseguia enxergar nada além. Aos poucos a concepção do que aconteceu veio a sua mente: os sereianos haviam hipnotizado o grupo para manter secreta a localização de suas casas. Mas Harry achou desnecessário, afinal, eles já haviam chegado ao povoado sozinhos. Por um momento, imaginou se os sereianos do Lago de Hogwarts eram capazes de apagar a memória de um bruxo e ninguém nunca havia registrado isso antes.

Aos poucos, Harry começou a notar que o barulho ao redor era mais claro e podia jurar que uma criança havia dito “Não sabia que nós também tínhamos um Harry Potter”. Com um pouco mais de esforço, ele conseguiu abriu os olhos e a queda de seu queixo foi mera conseqüência. O que ele via diante de si era algo nunca catalogado em livros antes: uma imensa estrutura de pedras seguia à frente, como um castelo. Havia um intenso movimento de sereianos indo e vindo, em ruas que mais pareciam escorregadores esculpidos. Sr Beezinsky e Prof Pratevil haviam acordado antes e ainda se encontravam maravilhados com tudo aquilo. A jovem sereiana que os havia encontrado na Vila estava, mais uma vez, diante deles.

– Murcus irá atendê-lo, Harry Potter.

Ao passo que os três bruxos seguiram a jovem, os outros sereianos, com suas lanças afiadas em riste, impediram a passagem do grupo.

– Murcus atenderá apenas a Harry Potter. Os outros ficam aqui.

Os dois bruxos pareciam confusos.

– Parece que a líder deles só receberá uma pessoa. Fiquem aqui.

Harry seguiu em frente, impressionado com tudo. A grande estrutura tinha várias colunas em vértice que se assemelhavam a torres, uma especialmente grande e alta no meio, e todas eram interligadas por fios de pedra, que na verdade eram caminhos esculpidos como escorregador. Esses caminhos se encontravam e pareciam desaguar pelas laterais em direção à entrada, como dois braços prestes a abraçar algo. Dentro da estrutura, havia um grande salão repleto de pinturas de algo como um festival de caça e uma série de arcos de pedras esculpidas em uma seqüência gradativa do maior para o menor, apoiado em duas largas pilastras tomadas por plantas aquáticas em espiral. Tudo isso preparava o visitante para a visão da cidade dos sereianos. Uma série de diversas casinhas de pedra tomava conta de uma vasta área, diferentes das que Harry vira no início, cercadas por uma floresta de algas azul-acizentadas, que lembravam a pele dos sereianos e se confundiam com as pedras numa perfeita camuflagem. As casas eram mais bem trabalhadas e bonitas, com várias espécies de plantas que decoravam em seus tons verdes, cinzas e azuis.

Boquiaberto, Harry continuou a seguir pelo que parecia ser o meio da rua. Viu dois sereianos carregando uma grande pedra para o meio do jardim, quase foi atropelado por dois filhotes que pararam abruptamente diante dele e nadaram para o outro lado como um raio, ouviu um coral de jovens machos cantando maravilhosamente enquanto pareciam tecer uma grande rede, viu um casal enamorado fugir sorrateiramente por trás de uma casa e, acima de tudo, viu como todos reparavam em sua cauda esmeralda brilhante e cochichavam.
Ao fim, uma casa maior se destacava e Harry viu que era para lá que estava sendo guiado. Dentro, um grande lustre de bolas de cristal adornava um espaço absolutamente vazio, exceto pelas paredes repleta de sereianos esculpidos em alto relevo e pela fêmea particularmente selvagem e de aspecto feroz, no centro.

– Olá, Harry Potter.

– Murcus – e fez uma longa reverência – Um lugar atípico para uma residência – disse, olhando ao redor.

– Não moro aqui, Harry Potter.

– Pensei...

– Mais uma vez Harry Potter não entende que os sereianos são sempre diretos, quando podem. Harry Potter não veio aqui para uma visita a minha casa, veio?

– Sabe por que vim?

– Estávamos esperando. Siga-me.

Murcus cantarolou algo muito belo e um vão redondo começou a abrir logo abaixo deles, revelando uma caverna natural que fazia o caminho inverso, levando-os de volta para baixo da torre mais alta que ele havia visto lá fora, embora Harry nunca tivesse a certeza absoluta disso. Tudo era escuro e Harry iluminava o caminho com sua varinha, mesmo com a contestação de Murcus. Decerto, eles não precisavam daquilo para enxergar. Quando entraram no grande vão, Harry ficou abismado: ali estava toda a história dos sereianos do Lago de Hogwarts. Esculpidas, pintadas ou penduradas, estava tudo naquele local gigantesco. Ela começou a nadar para cima e ele a seguiu, observando tudo com muito entusiasmo. Viu logo no começo sua imagem no Torneio Tribruxo e admirou por alguns segundos. Notou que havia momentos cobertos com algas e espaços vazios como se coisas tivessem sido retiradas dali. Provavelmente, nem toda a história deles podia ser revelada. Então, bem ali, à sua frente, ele viu a pintura de três sereianos de caudas verdes prostrados diante da imagem da gigante sereiana de pedra.

– Uma lenda antiga do nosso povo fala sobre a chegada de três espécies de caudas esmeralda – ela começou a contar, antes que Harry pedisse – Eles vieram de longe pedir conselho à líder-mãe Zurcus, pois sua cidade estava em decadência. Zurcus escolheu um deles e o mandou olhar para trás. Erros, acertos, o previsível e o imprevisível caminharam lado a lado até o momento presente da destruição. O escolhido notou que nem tudo o que estava finalizado, estava finalizado. Então perguntou à líder-mãe Zurcus o que fazer e ela os mandou escutar a cidade e manter a mente e os olhos abertos. Os três voltaram e propuseram um jogo ao povo. Por dias eles ouviram, viram e pensaram livremente. Por fim, descobriram o que tinha de errado no coração da cidade e ela pôde reviver, novamente.

– É isso o que devemos fazer?

– Não sei, Harry Potter. Isso é apenas uma lenda.

Permaneceram em silêncio durante o retorno até a sala do lustre.

– Sabe algo sobre a inundação em Hogwarts?

– Alguns foram olhar. Não há fissuras na parede de pedra na base de Hogwarts.

– Já aconteceu antes?

– Durante a construção da escola, talvez. Pelo que sei, foi algo resolvido imediatamente.

– Aconteceu algo depois disso? Alguma coisa estranha?

– Não.

– A magia de Hogwarts já esteve fraca? A ponto dos kramim também ficarem raros?

– Sim.

– Quando?

– Na última guerra da superfície.

– Os kramins ficaram escassos durante a guerra contra Voldemort?

– Não durante...depois. Mas foi resolvido naturalmente...até agora. Foi um prazer recebê-lo, Harry Potter. Nirlus irá levá-lo de volta ao povoado. Agradeço se comentar sobre o que viu apenas com as pessoas necessárias.

– É claro, Murcus – e fez uma nova reverência.

Durante todo o percurso de volta Harry esteve recluso numa bolha de pensamentos. Com certeza a lenda dos sereianos era feita para eles e, claro, para este momento em particular. A cidade em decadência era a própria Hogwarts e no passado devia estar a resposta para o caos que enfrentavam agora. A inundação tinha ocorrido no início da construção da escola e, na certa, o que estava finalizado não estava finalizado. E Hogwarts havia sido construída mais uma vez. Talvez o Ministério estivesse certo sobre as falhas durante a reconstrução da escola, afinal, o que parecia finalizado não necessariamente estava finalizado. Tudo parecia absurdamente claro. Ouvir Hogwarts: o pedido de socorro na escadaria. Observar Hogwarts: sinais claros de que algo estava errado. Mas manter a mente aberta...para que? O que ele deveria fazer dessa vez?

Encontrou os outros dois bruxos entediados, cercados por sereianos com lanças afiadas. Eles prontamente se levantaram e Harry fez sinal de que esperassem. Logo os sereianos entoaram uma belíssima canção e todos caíram num sono leve. Quando acordaram, estava de volta ao povoado.

– O que aconteceu, Prof. Potter?

– Explico a todos assim que voltarmos, Prof Pratevil.

O caminho de volta foi muito mais fácil e rápido. Em poucos minutos eles já estavam na superfície, desfazendo os feitiços e se secando. Harry não pôde dizer que estava surpreso ao ver duas figuras visivelmente aborrecidas diante dele, embora por motivos diferentes.

– Oi, Mione! Oi, Ron!

– Eu não acredito que ao primeiro sinal de suspeita no Lago você resolveu mergulhar sem sequer pensar nas criaturas que podem ter migrado para cá desde os tempos da última guerra. Merlim sabe que tipo de associações Voldemort pode ter feito para...

– Mione, está tudo bem. Encontramos uma muraena irlandesa de cauda bifurcada e foi só.

– Só?! – ela parecia prestes a começar um discurso, mas Rony interviu.

– Podia, pelo menos, ter esperado eu chegar.

– Ronald! – e bateu nele com a edição do Profeta Diário que tinha em mãos.

Ronald resmugou de dor e depois sorriu, piscando para Harry. Era tão bom e divertido ter os amigos por perto, que Harry quase esqueceu do que deveria fazer.

– Diretora McGonagall, acredito que seria melhor conversarmos em sua sala.

– Sim, claro.

A sala da diretora ficou lotada com os professores e bruxos do ministério, além dos antigos diretores, é claro. Todos ouviram atentemente tudo o que Harry contou sobre a lenda dos sereianos e concordaram que encaixava perfeitamente em tudo o que acontecia com a escola. Hogwarts parecia estar realmente querendo dizer algo, alertá-los sobre alguma coisa errada, por mais incrível que aquilo fosse. Mas se tratava da Escola de Magia e Bruxaria mais misteriosa do que qualquer outro lugar no mundo, então, tudo era possível. A discussão sobre a mente aberta gerou uma profusão de teorias das mais diversas e ninguém conseguiu concluir nada. De repente, Rony falou:

– E quanto ao jogo?

– Jogo? – Profª Carmelita Trelawney perguntou.

– Sim. A lenda diz que os três propuseram um jogo. Eu acho que o único jogo que se encaixaria em Hogwarts é o xadrez de bruxo.

– Xadrez de Bruxo! É claro, Ronald! Brilhante!

Hermione estava estasiada. Rony havia aberto sua mente para um raciocínio absurdamente rápido não acompanhado por ninguém. Ela estava radiante por ele estar certo, mas ele estava muito incerto quanto ao porquê dela estar tão radiante. Ao ver aqueles olhos brilhando daquele jeito, Rony sabia que tinha perdido algo no meio do caminho.

– Existem 7 peças fundamentais em um jogo de xadrez: o peão, o cavalo, a torre, o bispo, a rainha, o rei e, claro, o tabuleiro. Sabemos que sete é um número mágico e se falamos de lendas e tradições, com certeza ele está envolvido. Agora me acompanhem: o tabuleiro é Hogwarts e nós somos as peças brancas, pois tudo isso começou depois que algo saiu errado. Algo que, provavelmente, nós fizemos sem perceber. Então o peão negro seria a infiltração, o cavalo as escadarias e a torre a inundação.

– Isso quer dizer que temos dois movimentos antes do xeque-mate? – a diretora parecia horrorisada.

– Isso se algo não aconteceu sem que percebêssemos. E nós já fizemos o movimento, uma vez que Harry já entrou no Lago. Então...é a vez de Hogwarts.

Todos seguraram a respiração por um instante e desataram a falar ao mesmo tempo, concordando com a nova teoria.

– Se você estiver certa, Sra Weasley, então temo que o melhor seja fechar a escola – a diretora disse, com a expressão séria.

Mais uma chuva de opiniões se espalhou pela sala. A maioria concordava que, com o suporte necessário do Ministério, seria possível garantir a segurança dos alunos até o final do ano letivo. A diretora contrapôs afirmando que as crianças que, porventura, se perdessem na multidão numa eventual evacuação poderiam ter um fim nada agradável. Todos concordaram com a diretora neste ponto e foi do Prof Pratevil a idéia que salvou Hogwarts de ser fechada.

– Ensinaremos a eles como mandar mensagens de socorro e localização. Podemos fazer uma escala de complexidade e inserir durante as aulas sem que eles percebam. Para o primeiro-ano, por exemplo, podemos ensinar a enviar, bilhetes voadores, já que é um feitiço inferior aos memorandos. E então aumentamos a complexidade até a mensagem através de um patrono falante.

– Sim, sim, é possível! – exclamou a professora de Feitiços.

Todos os olhos estavam voltados para a diretora McGonagall, tensos. Hermione não parava de pensar em como seria interessante saber esses feitiços na época em que ainda estudava na escola.

– Oh, está bem. Vamos tentar.

A comemoração dos professores fez a sala vibrar. Aos poucos, eles foram se retirando, voltando-se aos seus afazeres. Ron, Mione e Harry estavam na ponte que dava para Hogsmeade, conversando.

– Parabéns, Rony! Aquela idéia do xadrez de bruxo foi genial.

– Bom, eu só tive a idéia. A teoria foi toda da Mione.

– Mas você foi brilhante, amor!

– Bom, acontece, você sabe. Não sou de todo um trasgo.

– Claro que não! Você é um auror e nós não queremos esse tipo de rotulação.

– Ah, cala a boca, Harry!

Os três riram abertamente.

– Sinto falta disso aqui.

– As coisas não mudaram muito – Harry sorriu para a amiga – Ainda temos os Harrys, Ronys, Miones, Dracos, Lunas, Ginas, Nevilles, Goyles, Crabbles... o tempo muda, mas sempre vai existir um padrão de crianças em Hogwarts.

– Mas eles não viverão nossas aventuras, né?

– Ainda bem, Rony! Merlim sabe como tudo aquilo foi apavorante.

– Mas foi divertido e excitante também – Harry ressaltou.

– Vai, Mione, não tem como negar isso.

– Ok, ok. Admito.

– Vamos, eu pago uma rodada de cerveja amanteigada pelos velhos tempos. Enquanto isso, vocês me contam como vai a investigação.

Os olhos de Hermione brilharam e Rony resmugou algo enquanto seus olhos giravam nas órbitas. Os três seguiram sorrindo e conversando, como nos velhos tempos.
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Re: POTTER E O SEGREDO DE HOGWARTS - cap 17 - Novo!

Mensagempor João M. Castells » 04/03/09, 00:58

uuuuuuhuull.
\o/
já era tempo heim!?

affff só pra hannah éé?
BOBONAA =Opp
mas saibaa que tahhh mooooohh bãão heimmM!
e q meuuu deusss conte rapido o segredo de hogwarts pqqq tah todo mundu curiosoo!!!

se superou maninhaa

bjããoooo
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Re: POTTER E O SEGREDO DE HOGWARTS - cap 17 - Novo!

Mensagempor Lepitas » 04/03/09, 04:30

UHHH, o titulo me atraiu logo para aqui para ler a fic :D

É, viciei , quero ler o próximo :wink:
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Re: POTTER E O SEGREDO DE HOGWARTS - cap 17 - Novo!

Mensagempor Nany*Potter » 05/03/09, 09:57

filhaaaaaa
que cap. nossa Simplismente perfeito!!! a Ala hospitalar, Draco Vs Harry, O Lago,
O Xadrez, A teoria da Mione ( como sempre magnifica) O Trio e mais uma aventura,
o Padrão fantasticos das crianças de hogwarts .

Filha vc tem uma magia para escrever, quando começamos a ler simplismnte não da pra parar ....
você deixa a agente com água na boca de anciedade par saber o q vai acontecer!

ufaa
filha bjão minha linda!
olha amei o cap anterios, so me desculpe por não ter postado antes
sabe, sou meio lerdinha hehhe
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Re: POTTER E O SEGREDO DE HOGWARTS - cap 17 - Novo!

Mensagempor Drica Potter » 05/03/09, 13:18

Oi querida, adorei esta leitura (1- EXPRESSO HOGWARTS), as outras eu não entendi muito bem o início então não vou ler , deve ter anteriores né!? Se você puder me mandar em ordem agradeço. Qualquer coisa manda MP. Você pode ser uma grande escritora! Você está de parabéns! Estou anciosa para ter em minhas mãos as suas fic`s.
Beijos, aguardo novidades.
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Re: POTTER E O SEGREDO DE HOGWARTS - cap 17 - Novo!

Mensagempor julie granger » 18/03/09, 12:40

Sheuu sua fica esta simplesmte maravilhosa! imprimi ela pra mim ir lendo na minha ultima viagem a bh foi um conforto e tanto ter ela como diversão durante as 8 horas de viagem x)
I find love with you s2


Uma nova fic está no ar ....
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Re: POTTER E O SEGREDO DE HOGWARTS - cap 17 - Novo!

Mensagempor Agatha Saphira » 18/03/09, 14:11

Minha manusca esqueve taum biito

Amei este capítulo Sheu, Harry infantil discutindo com um Draco maduro, Murta cantando o Harry, Hermione brigando com o Rony....estava com saudade disso tudo

Você escreve super bem Sheu, estou aguardando o próximo capítulo.

PS: Quero autógrafo :mrgreen:
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Re: POTTER E O SEGREDO DE HOGWARTS - cap 17 - Novo!

Mensagempor Menthe » 19/03/09, 12:50

huahauhauahu...xeu falar uma coisa xéu???? vou falar do msm jeito :mrgreen:

tipo qdo eu li o cap na primeira vez mal prestei atençao no resto pq fiquei pensando na caldo do Harry


kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

*ploft*

aiai...oh...tipo desculpa nao ter comentado antes :mrgreen: mas tu viu q aquele dia o grimm sabotou-me..alias sabotou obom e a kuta tb... :roll:

enfim...o cap eh meeeeeeeeeeeeeeu...weeeeeeeeeeeeeeeeee

*pega e sai correndo*

entendam a historia sem esse cap..quero ver...nhe nhe nhé! *lingua*

e como assim a julie imprimiu??/ num pode julie..soh eu q posso :mrgreen:


ta moh baum msm... jaum peh de feijaum para de ser ciumento...e pah q um dia a gente encosta ela no cantinho e a tortura comendo chocolate na frente dela ate ela nos contar...q talz? o/\o

xeuzinha comofas pra mim adotar o Deymon??? ai gzuizi ele eh muito fofo /õ\

e a murta eh mais sem noçao q eu :shock: kkkk..atttttttttttoro ela!

ta q eu super axo q descobri duas pistas q apenas compartilharei com meu assessor pra assuntos aleatorios (leia se jaum) *lingua pra xeu*

amora ta tudo lindo..mas demorou pro c postar mais..anda anda...vai minha geniazinha fofa

*taca limao nela e lambe*
Do you know how much you meant to me?
Oh no.

Do you know I still carry the memories?
Oh no

Did you know that for me letting go wasn't easy?
Oh no, no you don't



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Re: POTTER E O SEGREDO DE HOGWARTS - cap 17 - Novo!

Mensagempor Sheu » 26/03/09, 02:26

Olá pessoas!!! *olha ao redor e vê muitos leitores* Nossa, vocês voltaram!!! Que emoção!! :palmas Não fujam mais, sim? Fico com saudades *aperta todos* Maninho, vc sabe que msm que vc e a Hannilda me apertem no msn, nada será revelado...huahauhauhauha. Lepidas, portuguesinha, seja bem-vinda ao nosso humilde fic-lar! E eu que achava que a fic não tinha um nome muito atrativo...viciou, beibe?? Volte sempre 8) Mamys!!! *aperta, morde, assopra e beija* weeeeeeeeeee Fico tão feliz vendo você aqui! :mrgreen: Eu tenho magia pra escrever??? *brisei* Drica, gêmulaaaaaaa!!!! Já te expliquei tudo, beibe...não tem nada disso. Mas fiz uma mudancinha pra ficar mais claro, embora vc tenha sido a primeira a reclamar disso. Quero saber o que acha da fic de sua gêmula, viu??? *aperta* Julie!! Vc também??? MELDELS!! Todo mundo imprime a minha fis menos eu!! Daqui a pouco estarão encadernando e vendendo ilegalmente na escola! Aí a tia Jô vai me processar!!! *medo da tia jô* Nossa...ao invés de ler um bom livro vc leu minha fic em viagem... emocionei :oops: Ohanna??? ~desmaia Mana Ohanna vc leu minha fic?? MELDELS!!! *brisei de novo* Nossa, nem sabia que vc curtia ler...ou será que eu insisti e num lembro?? :roll: Autógrafo é item rde luxo...hauhauhau...só pessoalmente. Venham pra Bahia! Han...digo, Bluu!!!! Vc por aqui de novo!!! hehehehe *aperta ateh ficar roxinha e solta pra encher de cosquinha* Nem adianta vc me torturar com chocolate pq eu nao gosto de doce :twisted: Vc é uma das que está aqui desde o comecinho e fico feliz por ainda instigar discussões sobre esse segredo por ai...claro que não vou revelar...huahauhauuha...Curiosidade: o que tem a cauda do Harry??? Desculpe a demora, mas estou procurando emprego ainda :( Aí bate uma depressão quando escolhem alguém com mais experiência...Enfim...mas tô feliz também porque passei de mil visitantes nessa fic...que lindo...Sem mais delongas...aí vai o próximo capítulo! Espero que gostem e aguardo coments felizes ou tristes, se quiserem escrever, é claro!

______________________________________________________________________________________________

18
PERAMBULAÇÕES


A semana começou com muito burburinho entre os alunos, durante as aulas. Todos já sabiam que Harry e o Prof Pratevil tinham mergulhado no Lago e, evidente, apenas Harry era questionado sobre o que havia lá. O assédio foi tanto que ele, como professor, teve que proibir o assunto durante suas aulas. Teoria de Feitiços de Proteção eram mais relevantes para DCAT.

Os sonserinos e lufos já estavam adaptados aos novos dormitórios, contudo, privacidade era algo raro. Aos poucos, o ritmo das aulas foram retomadas, mas o medo de que algo acontecesse ainda existia. Foi no segundo dia de aula que a diretora McGonagall apresentou as duas figuras mais enigmáticas que os alunos haviam visto.

– Bom dia a todos! Como vocês sabem, desde os últimos acontecimentos Hogwarts está sob investigação do Ministério. Com a inundação da semana passada, concordamos que, para a segurança de vocês, deveríamos ter mais bruxos adultos experientes transitando na escola. Por isso, o ministro Shacklebolt ofereceu dois de seus funcionários para reforçar a segurança de Hogwarts. Eu gostaria de apresentar a vocês o Sr Barbossa Williack e a Srta Gupta Chernovil, funcionários do Departamento de Desastres Mágicos.

Os dois bruxos se levantaram e cumprimentaram os alunos que aplaudiram depois que os professores da mesa os incentivaram. O Sr Williack possuía uma vasta e longa barba ruiva, amarrada em três elásticos, e uma juba selvagem no lugar dos cabelos. Seus olhos eram estreitos e extremamente ágeis; treinados para ver cada movimento que acontecia no Salão Principal e reagir imediatamente. Era corpulento e quase chegava a 2m de altura, embora não tivesse nenhuma ligação com gigantes. Usava uma veste grafite, com uma estranha corda amarela-berrante amarrada na cintura e um chapéu cinza velho com a ponta caída para frente. A Srta Chernovil tinha a pele alva como neve, cabelos longos, lisos e de um loiro-esverdeado e usava vestes verde-musgo. Era esbelta, tinha feições frágeis, mas seus olhos revelavam que ela era uma mulher perigosa: tinham um estranho brilho vermelho faiscante.

As crianças, embora estivessem seguras, não omitiam o medo das figuras estranhas que circulavam livremente pelo castelo. Mas isso era algo que Minerva tinha que aceitar, se ainda quisesse manter a escola funcionando. A pressão dos pais assim como da imprensa estavam atingindo em cheio a diretora. Hogwarts estava virando a manchete preferida do Profeta Diário: Inundação em Hogwarts aflige pais e alunos, O que está acontecendo com a escola?, McGonagall é o que Hogwarts precisa? e até mesmo Hogwarts enlouquece após retorno de Harry Potter.

Logo após o café da manhã da sexta-feira, Alvo, Rose, Peter e Jonathan caminharam normalmente até a estufa nº 3, onde iriam tratar de protobetúberas com o Prof Longbottom. Contudo, a aula não durou nem 20 minutos, pois Timmy Bunglinton, o leão da Lufa-Lufa, se machucou feio. Ele utilizava luvas de couro de dragão muito gastas e, assim que começou o procedimento para retirar a seiva de cera da planta, de forma errada, recebeu um jato de gosma roxa direto na pele. Pelos gritos e choro de dor do garoto, aquilo parecia doer mais do que Neville havia explicado. O professor cancelou imediatamente a aula e levou Timmy para a Ala Hospitalar com muita pressa. Com o tempo vago, Al e Rose decidiram fazer uma visita a Hagrid com os amigos.

– Será que ele está em casa, Al?

– Acho que sim, Rose. Tem fumaça saindo da chaminé, olha! – e apontou para a grossa fumaça.

– O que é que ele está queimando? – John perguntou.

– Vamos lá ver – Alvo disse e tomou a frente, em direção à cabana.

Quando ia bater na porta, ela se abriu e uma grande poltrona saiu por ela, fazendo o garoto saltar para o lado, numa velocidade mágica.

– Olá, Hagrid!

O grandalhão se assutou.

– Por Merlim! Rose! Alvo! Não vi vocês. Como vão? Olá Peter, oi Jonathan.

– Oi, Hagrid – responderam.

– Vocês não deveriam estar na aula? – perguntou olhando de esguelha com uma sombrancelha erguida, enquanto colocava a poltrona de cabeça para baixo para tomar um sol.

– Teve um acidente na aula e fomos liberados – John explicou.

– Espero que não tenha sido nada grave.

– Nada que a Madame Pomfrey não possa cuidar – Peter sorriu.

– O que você está fazendo, Hagrid?

– Ah, Alvo, é que eu ainda não tive tempo de secar as minhas coisas, sabe? Desde a...a...enfim, desde aquele dia.

– Esteve muito ocupado? – Rose perguntou, fingindo admirar as abóboras da plantação.

– Todos estivemos. Com tantas coisas acontecendo...nunca vi tantas reuniões na escola.

– O que o senhor estava queimando, Prof Hagrid?

– Uma sopa especial para o canino. Oh, por Merlim! Nem convidei vocês para entrar. Vamos, vamos! Mas aviso que tudo ainda está um pouco úmido. Vou fazer um chá para nós. E Jonathan, me chame de Hagrid, já falei. Não me faça ficar chateado com você.

– Sim, senhor...digo, Hagrid.

A cabana do Guarda-Caças tinha um cheiro de cachorro molhado e ainda estava úmida, como ele havia alertado. Na certa, o feitiço para secar de Hagrid não tinha surtido o efeito esperado. Havia um grosso casaco largado numa cadeira e animais mortos amarrados numa corda, que deveriam ser o almoço de Asafugaz, o antigo Bicuço. Canino estava aconchegado no que parecia ser um cesto de roupa suja e mal levantou a cabeça para olhar os visitantes. O cão agora possuía um pêlo branco ao redor do fucinho e seus olhos pareciam cobertos por uma nuvem: estava velho.

– Não liguem para ele. Está velho e cansado. Temo que a hora dele esteja se aproximando – disse choroso e fungando dramaticamente – Não sei o que farei quando ele se for. Sua única alegria agora é encontrar a... enfim – cortou bruscamente – como andam os estudos? – perguntou enquanto servia chá para todos e ofertava uma bandeja com bolinhos que as crianças aceitaram apenas por educação, mas não comeram.

– Vão bem – Rose respondeu displicente – Hagrid...o que é tudo isso?

A garota se referia às novas aquisições da cabana do Guarda-Caças. Havia uma prateleira repleta de potes com plantas, pedras, penas, pequenos animais visguentos mergulhados num líquido amarelo e crinas de unicórnio.

- Desde quando você se interessa por herbologia e ingredientes para poções?

Rose estava intrigada e deixou Hagrid nervoso.

– Ora, Rosie...er...hum...eu preciso saber dessas coisas para...para...para tratar criaturas mágicas, é claro!

– Sei...

Antes que Rose contra-argumentasse, um barulho de algo pesado caindo e água batendo no chão, junto com um grito de susto chamou a atenção de todos. Jonathan tinha um caldeirão enfiado na cabeça e seu corpo estava tenso e encharcado. Os amigos riam da cara dele quando Hagrid arrancou o caldeirão, rapidamente em auxílio.

– Jonathan, você está bem? Merlim! Está todo molhado. Espere!

Hagrid pegou seu guarda-chuva, que na verdade era sua varinha, e lançou um feitiço no garoto, que fechou os olhos com força, rezando para que o Guarda-Caças não o transformasse numa xícara de chá, acidentalmente. Um vento forte e morno o atingiu, secando parcialmente suas roupas, deixando-as úmidas e com cheiro de cachorro molhado, sem falar no emaranhado que era o cabelo do garoto: tão selvagem quanto à juba do Sr Williack.

– Bom...hum...pelo menos está menos molhado – disse Hagrid, sem jeito.

– É. Obrigado, Hagrid. Se já é difícil secar a sua casa, imagino como não foi secar o castelo todo.

– Bom, foi até fácil – disse se servindo de um grande pedaço do próprio bolo – É verdade que tivemos ajuda dos elfos, né?

– Algum deles se machucou?

– Oh, não Rose. Eles são muito espertos e têm uma magia diferente da gente, por isso podem aparatar em Hogwarts. Trataram de salvar suas peles assim que a inundação começou. Mas foram muito úteis na hora de secar tudo: eles conhecem o Castelo melhor do que qualquer bruxo. O grande problema que tivemos foi o coitado do Filch pedindo demissão aos berros. Ele achou que provocou a inundação porque tirou uma pedra solta da infiltração do térreo, certo de que um aluno havia rabiscado a pedra. Bobagem, eu digo. Uma pedrinha de nada não faria nenhuma diferença no jogo que Hogwarts está jogando...

– Hogwarts está jogando? – as crianças perguntaram, atônitas.

– Eu não devia ter dito isso. Escutem aqui, não vão se meter em encrenca, ouviram? Eu não devia ter dito...

– Que tipo de jogo é? E...Hogwarts pode mesmo jogar? Como uma pessoa de verdade? – Alvo perguntou afoito.

– Eu não vou dizer mais nada.

– Ah, Hagrid, por favor!

– Não, não. Minha boca está selada, Rose.

– Você já começou, Hagrid. É só terminar.

– Nada disso, mocinha. Eu não disse nada tão importante como... – e parou bruscamente, tapando a boca – Ora, vocês não vão arrancar mais nada de mim. É melhor vocês irem andando, porque Jonathan precisa trocar de roupa. Sem falar que vocês devem ter alguma coisa para estudar. Vão, vão, vão.

– Mas Hagrid...

– Sem “mas”! Ora, até parece que estou vendo seus pais me atazanando o juízo – e deu um largo sorriso – Vamos, vamos logo. Eu tenho que terminar de arrumar a cabana antes da minha próxima aula.

As crianças saíram da cabana e seguiram a trilha que os levava de volta ao castelo. Pararam na entrada do corredor oeste da escola e se sentaram.

– Você precisa trocar de roupa, John. Está cheirando mal – disse tapando o nariz.

– Daqui a pouco, Rose. Então? O que vocês acham? Hogwarts está jogando?

– Deve ser a idéia dos professores, né? Mas jogando o que?

– Um jogo de detetive, Al?

– É...tem várias pistas mesmo, Peter.

– Para mim deve ser algo mais complexo, sabe? Hogwarts não jogaria um jogo qualquer – Rose defendeu.

– E Hogwarts pode jogar?

– Olha, John, como Hogwarts é Hogwarts eu acho que pode. Tudo aqui é diferente de tudo no mundo, não é?

– Eu acho que a gente tinha que dar um jeito e olhar a tal pedra que o Sr Filch achou. Se for igual à que temos?

– Eu também acho, John, mas como vamos fazer isso? – Peter perguntou.

– Bom...eu acho que tenho uma idéia.

– Alvo!

– Rose, você tem idéia melhor?

A garota abriu a boca por um instante, mas a fechou em seguida. Por fim, resolveu manter a postura receosa.

– A gente pode se encrencar, sabia?

– Mas não vamos.

– Como você pode ter certeza? James foi pego.

– Porque ele deu mole.

– Alvo, isso não está me cheirando bem.

– Eu acho que vamos achar uma pista importante lá. E ninguém vai nos ver.

– Eu ainda acho...

– Com licença – John cantarolou, pedindo a palavra com a mão – Será que podemos participar da conversa?

– Desculpe – Rose falou.

– Eu tenho uma capa da invisibilidade.

A garota revirou os olhos.

– Uma o quê? – Peter perguntou, confuso.

– Capa da invisibilidade. Uma capa especial que deixa a gente invisível. A gente pode usar ela para descer de noite e dar uma olhada na infiltração.

– Você tá louco? Tem bruxos do Ministério aqui, além dos professores! – Jonathan alertou.

– Qual a parte da capa da invisibilidade você não entendeu?

– E se eles puxarem a capa?

– Eles teriam que ver primeiro, não é?

– Desde quando você tem essa capa? - Peter perguntou, um pouco chateado pelo colega não ter falado antes.

– Ganhei no Natal. Desculpa, mas era tipo um segredo de família ainda.

– Não vai caber todo mundo nela, não é?

– Eu acho que só três, Peter.

– Então...como vamos fazer isso? – Rose perguntou com os braços cruzados.

– Acho que o mais justo é tirar na sorte – ele se levantou e apanhou 3 gravetos no chão, limpando-os – Quem tirar o menor está fora.

Os três respiraram fundo e se posicionaram ao redor de Alvo. Rose foi a primeira a segurar o graveto do meio, Jonathan escolheu o da direita e Peter o da esquerda. No três eles puxaram e olharam o resultado.

– Droga! Eu nunca tenho sorte nessas coisas – Jonathan exclamou.

– Bom, então está resolvido. Sábado à noite nós vamos pegar a capa e subir até a torre pra pegar você, Rose. Depois descemos até o térreo e ficamos lá com a capa, certo?

– E se pegarem a gente?

– Não vão pegar. Vê se relaxa, Rose. Vamos entrar.

O castelo ficava estranhamente vazio enquanto as aulas aconteciam. Os quatro deram uma passada rápida pelo térreo, olhando com curiosidade a infiltração. Dali seguiram para a Ala Hospitalar para saber do colega e Madame Pomfrey garantiu que ele iria se recuperar. As outras aulas foram tranqüilas e quando a última havia terminado, Deymon, Khai e Lizzie conversavam discretamente no corredor esquerdo do terceiro andar. O local era proibido desde o início das aulas, por não estar ativo há anos, mas agora havia se tornado o corredor de acesso à turma de Poções. Praticamente todos os alunos já tinham saído, rumo ao Salão Principal para jantar, mas, ainda assim, os três cochichavam.

– Vai ser amanhã à noite – Deymon informou.

– Droga! Maldita detenção.

– Pense assim: se formos pegos você fica livre.

– Pára com isso, Khai. Não seremos pegos, porque vamos usar a minha capa.

– Vê se encontram algo de útil.

– Falando nisso, eu acho que encontrei a oportunidade perfeita para aquilo.

– Aquilo o quê, Deymon?

– Aquilo. A poção que você fez.

– Nossa! Pensei até que você já tinha usado.

– Não, esperei o melhor momento.

– Pra que vai ser?

Khai perguntou ansioso, mas o grupo foi interrompido por passos ritmados vindo em sua direção. Amélia Bulstrode, Gilbert Goyle, Stella Qwysking e Vinny Bachking ficaram até mais tarde na sala para terminar uma atividade que o Prof. Slughorn passou.

– Olha só: os três patetas! – Vinny disse, enquanto seus amigos riam e Lizzie revirava os olhos.

– Pensei que depois que seu pai fez o maior escândalo você teria saído da escola como um bom elfo doméstico – Goyle provocou.

– E eu pensei que Hogwarts tinha parado de aceitar Trasgos na escola depois que seu pai entrou – Malfoy rebateu.

Goyle ia revidar, mas Bulstrode tomou a frente. Ela tinha outros interesses em Malfoy. Embora a família dele tivesse a fama de traidora, nos últimos anos o pai de Deymon se destacava cada vez mais e continuava a se envolver em ações abscuras. Desde o Natal, quando Amélia comentou que Malfoy era seu colega, seus pais tinham lhe passado instruções, pois a engenhosidade para fugir das batidas do Ministério era de interesse da família da sonserina.

– Você devia saber o seu lugar, Malfoy. Devia cumprir o seu dever e se juntar ao nosso grupo. Talvez assim a gente possa te perdoar.

– Me perdoar? Pelo quê? – perguntou com os braços cruzados.

– Por ser neto dos seus avós traidores.

– Você acha realmente que Malfoy iria querer entrar no grupo de vocês? Faça-me o favor! – disse Elizabeth, enquanto desdenhava com a mão.

– Vocês não têm nada a oferecer. São dois fracassados. Nós temos o poder de devolver o orgulho sonserino para a família dele. E você? O que tem a oferecer?

Nesse momento o Prof Slughorn apareceu no corredor e estranhou a disposição dos alunos.

– É melhor se apressarem ou perderão o jantar – disse, olhando para as carinhas de psedo-inocência.

– Professor, eu gostaria de saber se poderia conversar com o senhor, no domingo.

– Claro, claro. Sinto sua falta em nossas reuniões particulares.

– Será que posso levar Malfoy? – perguntou assim que o professor voltou a caminhar.

Slughorn parou e encarou a sonserina e depois o seu amigo.

– É sobre aquilo? Ah, claro! Prepararei algo especial para nós...hum...existem pratos e bebidas tradicionais que a senhorita precisa conhecer e creio que o Sr Malfoy há de concordar comigo. Nos vemos no domingo, ao meio-dia. Agora todos vocês vão logo jantar. Não é bom ficar perambulando por aí.

– Já vamos descer – Lizzie respondeu com um sorriso e uma piscadela que fez o professor sorrir. Assim que ele virou a esquina, o sorriso da sonserina foi substituído por um olhar de superioridade – Eu posso abrir caminhos, Bulstrode!

– É o seu nome.

– É o meu talento – rebateu – Você tem algum?

Khai deixou escapar um riso.

– Do que você está rindo, idiota? Você é uma sombra inútil. Um zero à esquerda.

– Ei! Olha lá como fala! Eu não escolho minha companhia pela força física, e sim pela inteligência – Deymon defendeu o amigo.

– O Khai tem muito mais a oferecer do que você, que tem o QI de um verme-cego.

Khai se sentiu honrado e feliz pela defesa que seus amigos fizeram. Estufou o peito e lançou um olhar superior, o que fez alguns dos sonserinos se perguntarem se ele teria algo de especial. Seus amigos o prezavam pela inteligência. A frase “O Khai tem muito mais a oferecer do que você” continuava a ressoar em sua mente. Sorriu e corou.

– Repita! – disse Bulstrode com o olhar de raiva.

– Repetir que você tem o QI de um verme-cego?

Amélia sacou sua varinha e a apontou violentamente para a garota. Elizabeth olhou para Khai e Deymon com um ar de ironia e fez a melhor cara de insanidade má que podia.

– Você tem certeza que quer me ver sacar a minha varinha?

Deymon e Khai deram alguns passos para trás, fingindo receio e logo os sonserinos que estavam com Amélia ficaram com medo. Eles tinham presenciado o que ela podia fazer.

– Eu não assumirei as conseqüências.

Bulstrode titubeou. Enquanto Lizzie movia lentamente a mão na direção do bolso, Khai e Deymon exibiam feições de terror. Os outros sonserinos estavam perdendo a cor dos rostos e quando Lizzie, num movimento repentino, sacou sua varinha, eles saíram correndo, empurrando uns aos outros. Assim que desapareceram do corredor, os três caíram na gargalhada.

– Viram só a cara deles? – a garota riu ainda mais – Uhh! – brincou – Eles têm medo de mim – todos riram – A cara de terror que vocês fingiram deve ter sido demais para eles ficarem assim.

– Quem disse que era fingimento? Toda vez que você puxa a varinha eu entro em pânico – Malfoy brincou.

– Idiota! – ela respondeu, dando um leve soco no amigo, que sorriu.

– Isso foi muito bom. Temos que fazer mais vezes.

– Com certeza, Khai. Eu daria tudo para mostrar a covardia deles para a escola. É com isso que vou recuperar o orgulho sonserino? – Malfoy revirou os olhos.

– Eu não vou esquecer nunca a cara de medo deles.

– Lizzie, você realmente soa psicótica falando daquele jeito.

– Você não sabia, Khai? Eu sou o que todos temem – disse, entrelaçando os dois em cada braço – A parte má de Dumbledore – e soltou uma risada má, forçada, fazendo os amigos rirem.

Assim que saíram da Câmara das Passagens, ainda sorrindo, deram de cara com Peter, Jonathan, Rose e Alvo. Aos poucos, os sorrisos sumiram e a carapuça sonserina encobriu suas feições. Os três se soltaram e passaram pelo meio do quarteto. Khai e Deymon se chocaram, propositalmente, com Peter e Alvo em cada ponta, lançando um olhar de rivalidade. Elizabeth passou entre Jonathan e Rose, tocando com carinho o ombro do irmão, sorrindo, e medindo a grifinória de cima a baixo, com olhar de desprezo. Assim que o grupo entrou no Salão, Rose deu um tremelique.

– Uhh! Vocês notaram a energia negativa que ela deixou aqui?

– Pára, Rose! Minha irmã não tem energia negativa.

– Você ta brincando, né John? Deu até frio na espinha.

– Isso é implicância sua. Eu conheço minha irmã.

– Você acha que conhece, mas não conhece mais. Ela é uma sonserina agora, como eles. É um caso perdido.

– Ah, pára! Isso já tá enchendo o saco! Não fica julgando ela só porque é da Sonserina. Ninguém coloca ou tira nada da cabeça dela e você não sabe nada da nossa história – disse, magoado, e seguiu para o 7º andar, sozinho.

Rose estava atônita.

– O que eu disse de errado?

– Nada. Mas se ele diz que sabe quem ela é, ele sabe – Peter explicou.

– Rose, pensa se fosse o Hugo. Você não deixaria ninguém chamar ele de idiota.

– Ei!

– Ta vendo? – Rose abaixou a cabeça – Eu acho que a gente deve parar de falar mal da Lizzie...

Lizzie? – Rose perguntou, com uma ruga na testa.

– Elizabeth, tanto faz. A gente tem que parar de falar mal dela quando estiver junto com ele. Mesmo que a gente tenha um motivo.

– Agora, eu acho que você devia correr para falar com o John.

– Vocês não vêm?

– Não, isso é coisa de grifinório – Peter riu e Alvo também – Nós vamos para cama.

– Tchau, prima – e saíram sob o olhar raivoso da garota.

O sábado transcorreu como um dia qualquer. Alguns poucos alunos apoveitavam o dia nublado para fazer as tarefas pendentes, mas a maioria conversava alegremente pelo pátio ou jardins do castelo. Era o primeiro fim de semana depois da inundação, então, sempre havia um professor por perto.

Rose não conseguiu encontrar Jonathan na noite anterior ou durante todo o dia. Aparentemente, ele estava muito chateado com a amiga. Peter trocou algumas palavras com ele na aula extra de Herbologia e John pediu para ficar sozinho. Assim que todos tiveram tempo livre, Alvo, Rose e Peter foram assistir ao treino de James. O jogo contra a Sonserina se aproximava e Potter dava bronca no time por pequenos erros. Era até divertido ver o terceiro anista gritando com Jeremiah Newton, o apanhador do 5º ano.

– James precisa relaxar. Eles estão dando duro.

– Ah, Rose, é quadribol! E contra a Sonserina! É um clássico dentro de Hogwarts! – Alvo tentava justificar o comportamento do irmão.

– Mas o time de James não é o melhor?

– Sim, mas os sonserinos trapaceiam.

– Mas a Madame Hooch não vai deixar ninguém roubar, Peter!

– Mas eles podem dar um jeito. O jogo promete ser cheio de faltas, com os balaços todos em cima do James.

– Ano que vem vai ser a gente, Peter.

– Tomara! – e uniram as mãos em compromisso.

A noite chegou mais rápido do que os alunos gostariam. Uma chuva fina ainda caía, se despedindo de mais um dia em Hogwarts. Havia muita agitação dentro da escola, pelos corredores e salas comunais. Sábado costumava ser a noite de visitas nas Salas entre as diferentes Casas, mas os professores pediram que os alunos evitassem, pois havia um toque de recolher imaginário. Somente alunos acompanhados poderiam caminhar. Esse era o caso dos cinco de detenção que aguardavam na Câmara das Passagens.

– Tiago? O que você está fazendo aqui? – Lizzie perguntou surpresa.

– Detenção – disse dando de ombros – Eu voltei depois da janta ontem para pegar uma coisa na sala de Poções e o professor não gostou da minha explicação. Aí...detenção.

– O que você foi pegar?

– Foi besteira minha. Deixa pra lá.

Além deles, estavam James Potter, um garoto da Sonserina do 6º ano e uma garota da corvinal, também sexto anista. Esses dois últimos pareciam ter brigado entre si, pois lançavam olhares de raiva, constantemente. O primeiro a chegar foi o Prof Slughorn, seguido por Hagrid. Elizabeth parou bruscamente quando James começou a segui-los.

– O que você está fazendo?

– Cumprindo minha detenção – disse, com um sorriso irônico.

– Hagrid, ele... ele vai com a gente?

– Sim, Elizabeth. Vai ser ótimo, não? Vamos ter tempo para nos conhecer melhor. Hagrid, Potter e Dumbledore – disse, com olhos marejados – Como nos velhos tempos.

A garota revirou os olhos quando o Guarda-Caças voltou a caminhar na frente e fez cara de quem ia vomitar. James não gostou e lançou caretas para a sonserina, deixando claro que o desprazer era recíproco. Essa era uma noite de andanças na Floresta Proibida, mas também havia muita movimentação dentro do castelo.

Alvo e Peter montaram um plano para não serem vistos. Potter dormiu com a roupa do corpo, uma trouxa e a capa de invisibilidade por debaixo das cobertas. Assim que a luz da sala provisória se apagou, Alvo aninhou a trouxa e o travesseiro para parecer que ainda estava ali. Com cuidado e vestido com a capa, desceu do tribeliche e encontrou Peter na última cama. Alvo cutucou o amigo que fez o mesmo processo, tomando cuidado para cobrir todo o falso corpo com o lençol, enquanto Alvo o protegia com a capa. Mesmo estando escuro, não queriam ser surpreendidos com o lumus de algum professor. Sob a capa, tiveram que esperar a ronda e, assim que a Prof Trelawney entrou na sala, eles se espremeram e saíram para o corredor, no momento exato em que ela conjurava uma lamparina. Permaneceram grudados à parede do lado de fora, sem respirar, até que a professora passou por eles. O coração dos lufos batia enlouquecido, enquanto eles tomavam o rumo da passagem para o 7º andar.

Rose estava sentada na Sala Comunal sozinha, fingindo fazer uma tarefa que nem foi passada. Essa e a espera por James eram suas desculpas caso algum professor aparecesse. Alvo combinou de cutucar o retrato da Mulher Gorda debaixo da capa para que ela reclamasse e Rose, próxima à entrada, pudesse ouvir. Dito e feito. Enquanto a Mulher Gorda abria a passagem para Rose, Alvo e Peter entraram e ela pôde escorregar para debaixo da capa. Dessa forma, todos saíram sem ser vistos, o que deixou a guardiã da passagem extremamente confusa.

O trio não encontrou obstáculos para chegar ao térreo, onde pretendiam dar uma olhada bem de perto na tal pedra solta que Filch havia descoberto. Se tivesse um professor de prontidão ali, eles estariam perdidos, mas o lugar estava absolutamente vazio. Os três pararam por um instante, ouvindo barulho em algum canto dali e taparam a boca, encolhendo-se ainda mais sob a capa. Ninguém apareceu. Decidiram olhar a infiltração com a proteção da capa o máximo possível.

– Aqui continua molhado – sussurrou Peter.

– É. Muito estranho que aqui continue assim depois da inundação. Deve dizer algo, né? – Rose respondeu no mesmo tom baixo.

– Vamos achar logo essa pedra, antes que apareça alguém – Alvo disse, enquanto segurava a capa aberta, escondendo os outros dois.

Lumus! – Rose sussurrou e eles começaram a tatear a parede.

Após alguns minutos, Peter a encontrou.

– Está aqui!

– Shh! – repreenderam os outros dois.

– Tire com cuidado – Alvo alertou.

Havia uma tensão no ar. E se, ao retirarem, eles provocassem uma segunda inundação? Seria o fim da escola. Mas Alvo sabia, de alguma forma, que isso não aconteceria. A curiosidade falava mais alto. Peter foi o primeiro a examinar e, em pouco tempo, suspirou desgostoso.

– Não é nada.

– Como assim não é nada? Deve ser como a outra pedra e temos que molhar com a água do lago para aparecer as inscrições – Rose afirmou e fez menção de colocar a pedra maciça na poça abaixo deles, mas Peter segurou sua mão.

– Não é isso. Veja!

Peter mostrou o outro lado da pedra onde havia, de fato, algo talhado. Era a imagem tosca de um homem lendo com uma varinha na mão e, acidentalmente, acertando o feitiço em algo que parecia um porco espinho, ou, provavelmente, Madame Norra sendo eletrocutada.

– James – ela suspirou.

– O que? – Alvo olhou ao redor confuso. Não estava acompanhando.

– Filch tinha razão. Um aluno esteve aqui. Olha!

Alvo deu uma olhada e viu o desenho na pedra que Rose segurava.

– Isso é tão James.

– Totalmente – a prima revirou os olhos – Toma, Peter, coloca no lugar. Bom, estávamos errados. Só nos arriscamos aqui, como eu tinha dito. Agora vamos logo antes que peguem a gente e nos coloquem em detenção. Ou pior: nos expulsem.

Peter já estava se levantando e limpando a mão na roupa quando Alvo exclamou:

– Rose, olha!

A prima olhou e não viu nada.

– Ali, na parede. Tem alguma coisa ali, bem ali no alto!

– Onde? – Peter caçava o que o amigo via.

– Ali, ó! Tá... meio que ficando mais claro agora?

– Por Merlim! Eu to vendo! – Rose ficou extasiada.

– Shh! – Alvo reclamou.

– É algum tipo de símbolo – Peter concluiu – Está vindo das pedras. Deve ser o jogo que Hogwarts está jogando, como Hagrid falou. Tem que ter a ver com a voz da escadaria!

– Eu vou copiar – Rose disse, enquanto tirava um pergaminho e uma caneta do bolso – Peter, me coloca no ombro pra eu ver melhor e Alvo, ilumina com sua varinha.

Lumus – obedeceu, deixando a capa um pouco de lado.

– Você anda mesmo com pergaminhos para onde quer que vá, né? – Peter falou enquanto agachava para Rose subir.

– Você trouxe uma caneta? Isso é artigo proibido!

– Eu trouxe na bolsa e não pretendo usar para trabalhos. É só para emergências.

– Se a tia Mione descobre...

– Ah! Cala a boca, Al!

Rose posicionou o pergaminho ao lado da inscrição e copiou: tinha um hexágono no meio, sustentado por duas barras, como se fossem pernas. Tinha dois arcos acima do hexágono, um maior do que o outro e uma barra vertical de cada lado. Dentro do hexágono e acima dos arcos, tinha um símbolo que lembrava o jogo da velha. Depois que Peter a ajudou a descer, Rose se aproximou do primo, em frente à infiltração e levantou o pergaminho a fim de que os três pudessem analisar, sobre a luz da varinha.

– O que vocês acham que é? – Peter perguntou.

– Deve ser uma runa – respondeu a garota – Minha mãe tem uns livros sobre isso em casa. Lembra muito os desenhos que vi.

– Então a gente pode achar o que é na biblioteca – Alvo disse, sorrindo, mas logo ele se desfez – Estou ouvindo barulhos. Rápido, pra debaixo da capa! Nox!

Os minutos seguintes foram tensos e angustiantes. Os três permaneceram encostados na parede ao lado da porta do Salão Principal, esperando. Mas um silêncio estranho tomou conta do saguão, como se o universo não ousasse respirar. Eles começaram a caminhar para a Câmara das Passagens e mal se deram conta de que estavam quase correndo. Então, se chocaram com algo e todos foram para o chão, gemendo. Ao levantarem as cabeças, os dois grupos estavam absolutamente surpresos.

– O que vocês estão fazendo aqui? – Alvo perguntou, enquanto Rose empurrava o pergaminho para mais fundo no bolso.

– O que vocês estão fazendo aqui – Malfoy revidou.

– Não é da sua conta – defendeu Peter.

– E por que o que fazemos seria da conta de vocês? – Khai zombou.

– Não sabia que tinha uma capa, Potter.

– O mesmo vale pra você, Malfoy.

– Não está com medo de receber uma detenção, Weasley? E manchar sua imaculada reputação – Malfoy continuou a provocar.

– Eu não tenho medo de nada – respondeu a garota, com o nariz empinado.

– Shh! Estou ouvindo passos. Escondam-se! – Alvo alertou.

Os dois grupos entraram, rapidamente, debaixo de suas capas e se espremeram, lado a lado, na parede lateral da entrada para a Câmara. Dali surgiu um Prof Pratevil de varinha em punho, iluminando tudo. A centímetros de distância, a luz intensa quase deixou Alvo cego. O professor deu alguns passos em direção à infiltração e parou no meio do caminho, quando Rose respirou um pouco mais alto e Peter tapou sua boca. Ele parecia dividido e permaneceu ali, no que pareceu uma eternidade.

– Eu sei que você está aí – bradou – Não pode se esconder de mim. Accio...

Antes que terminasse, porém, Harry surgiu do Salão Principal.

– Prof Pratevil? O que faz aqui? Não deveria patrulhar o 1º andar?

– Ouvi vozes vindas daqui, Prof Potter. Deve ter alunos fora das camas.

Harry já ia responder que o ajudaria a averiguar a suspeita, quando notou um pedaço de tênis conhecido, na parede.

– Deve ter sido eu, sinto muito.

– Mas eram cochichos. Mais de uma voz.

– Eu estava aqui dentro e não ouvi nada. O Prof Longbottom esteve aqui agora há pouco – mentiu – Se tivesse outra pessoa aqui, ela não teria onde se esconder a não ser que saísse do castelo.

O Prof Pratevil lançou um olhar para a porta.

– Eu vou dar uma olhada – Harry disse, mas antes que chegasse no meio do caminho ela foi aberta.

– Pai? – James parou.

Hagrid surgia atrás do garoto com a sonserina ao lado.

– Oh! Olá, Harry. Estava esperando?

– Sim – era verdade – Pensei que podia te ajudar levando eles para os dormitórios, afinal, precisamos do nosso Guarda-Caças lá fora. Falando nisso, viu algo suspeito?

– Não, nada. E obrigado, Harry. Bom, já vou então. Vejo vocês daqui a uma semana. Estão em boas mãos agora – e se retirou.

– Você se importa de encaminhar a Srta Dumbledore, Prof Pratevil? Enquanto checa aquilo?

– Não. Vamos, Srta Dumbledore – respondeu a contragosto. Harry havia se oferecido a ajudar, não ele.

Assim que todos desapareceram na Câmara, os dois grupos escondidos respiraram à vontade.

– Tenho certeza de que meu tio viu a gente aqui – sussurrou.

– Shh! – ralhou Malfoy e Rose não gostou.

– Em silêncio agora – Alvo disse, quase inaudível.

Os dois grupos trataram de voltar aos dormitórios antes que dessem falta deles nas camas. Saberiam pela manhã se Harry realmente salvou todos eles. O que as crianças não faziam idéia é que existia mais uma pessoa que foi salva naquele momento.

Tiago ainda processava o que tinha visto e ouvido, imóvel e estirado em um dos degraus da escadaria, atrás de uma pilastra. Fingiu entrar em sua Casa quando Prof Slughorn o deixou, mas estava morto de fome e se arriscou a uma ida ao Salão para tentar achar algo para comer. Ouviu passos atrás de si e aquele foi o único lugar que pensou para se esconder. Deduzia, agora, que aqueles deveriam ser os sonserinos. Quando tomou coragem para sair dali, ouviu novos passos e petrificou outra vez. Quase foi descoberto quando uma abelha passou ao seu lado e ele deu um tapão nela, que bateu contra a escada e morreu. As três vozes conhecidas o chocaram e ele escutou e observou, atentamente. O encontrão dos dois grupos sob capas de invisibilidade e tudo o que ouviu, junto ao que já sabia, pareceu fazer o maior sentido do mundo. Aos poucos, um sorriso iluminou seu rosto: tinha um plano ousado e absolutamente infalível.
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Re: POTTER E O SEGREDO DE HOGWARTS - cap 18 - Novo!

Mensagempor Menthe » 26/03/09, 12:23

medo da moça dos zoios vermeios faiscantes *treme*

*corre pro colo da xeu*

tia xeu eu gosto qdo a lizzie eh malvadona...huahauhaua...mas eu tinha enfeitiçado assim sem querer o povinho nojentinho *assovia*

e ja q estou aqui palpitando..to com medo do Tiago tb :shock: e oi, ja disse q sempre confundo James e Tiago???

bjus gata..continua logo e nao me obrigue a te caçar ta?

ta lindoooooo...e esse cap foi tri longo..gostei!
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Re: POTTER E O SEGREDO DE HOGWARTS - cap 18 - Novo!

Mensagempor JCA » 26/04/09, 16:55

Aew Aew!!!

*faz dancinha, corre em círculos*

Terminei, terminei!!!!

*joga confetes*

Preciso falar algo? É maraaa! A Lizie é td d bom, apesar da sonserinidade dela; o capítulo das férias d natal é d++ e o Harry despensa comentários como professor.

Mana tô adorando, num demora p postar [-o<

Agora vô me juntar a Dinda e ao Jaum p t cobrar os post's :twisted:

T adoro!
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Re: POTTER E O SEGREDO DE HOGWARTS - cap 18 - Novo!

Mensagempor Agatha Saphira » 28/04/09, 12:48

Mana, vc cada vez orgulha mais a sua mana =P~

Não sei pq :roll: , mas eu estou me apaixonando pela Rose :mrgreen: Ela é tão guti e esperta

Mas numa coisa eu concordo com a Hanny, confusão James e tiago tah perfeita na minha cabeça.

Naum gostei do Malfoyzinho nesta parte :|

Parabéns Mana
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Agatha Saphira
Conhecendo A Toca
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Re: POTTER E O SEGREDO DE HOGWARTS - cap 19 - Saído do forno

Mensagempor Sheu » 04/05/09, 12:05

Olá, people!!! 8) Esse capítulo custou para sair...tive que ler 3 livros e fiquei sem tempo de escrever :mrgreen: E aí, quando está pronto, o GP ficou off...anyway...como de praxe, deixa eu agradecer a presença constante da Power Ranger Rosa *elri* lol que lê essa fic desde que eu postei. Mana JCAAAAAAAAAAAA!!! Finally vc terminou de ler [-o< Achei que já tinha desistido, huahauhauhuahuahau! Gostou da Lizzie com sua "sonserinidade" *amei* Seja bem-vinda ao hall dos cobradores. Mana que me abandonou *sofre* tá curtindo a Rose, hein? hehehe... Eu adoro todos...poxa, ninguém curte os meninos não? huahauhahuau Deixa eu agradecer ao Jao tb, porque ele foi o primeiro a ler o cap 18 lá na FeB e deixou um coment lindoso! Então...para esclarecer bem...no original, o nome do filho de Harry é James e aqui no Brasil foi "aportuguesado" para Tiago. Vamos combinar que James é muito mais estiloso então pensem nisso quando lerem. Tiago é o fofo, lindoso; James é o estiloso! hauahuahuahu
8) Sem mais delongas...vamo que vamo! 8)

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19
PERIGO E PERIGOSOS


A primavera chegou com uma brisa floral que invadiu todos os cantos do castelo. O Salgueiro Lutador estava belo como nunca e até na orla da Floresta Proibida brotos coloridos começavam a desabrochar preguiçosamente. O clima propício para o amor estava lançado e muitos casais de Hogwarts começaram a assumir mais os relacionamentos. O café da manhã estava delicioso como sempre: frutas cristalizadas, ovos mexidos e cozidos, chá, suco de abóbora, bolos de gengibre, pudins caramelados, pães diversos e salada de frutas, com todas as possíveis e inimagináveis. Os alunos comiam alegremente, mas Alvo estava tão angustiado que mal conseguia fazer uma gelatina de abacate amarelo descer goela abaixo. Harry ainda não havia dado sinal algum, mas o lufo sabia que cedo ou tarde uma punição o esperava.

– Diz que a gente tava com você – Peter disse, tentando ajudar.

– Vai ser pior. É um segredo de família, lembra? – respondeu, pálido.

– Eu digo que a culpa foi minha. Pelo menos, vai demorar até o fim do ano pra minha mãe reclamar.

– Não, Rose. É melhor resolver logo. Espero que não dê para minha avó mandar um berrador – engoliu a seco – Isso ia ser horrível.

– Você não pegou detenção, então ela não pode espalhar pra todo mundo o que você fez.

Alvo suspirou aliviado e Jonathan, que já estava junto ao grupo, dava leves tapas de consolo. O lufo pensou que iria se livrar do puxão de orelha pela manhã, mas foi impedido de caminhar com os amigos para a aula de vôo por uma mão pesada e conhecida em seu ombro.

– Foi por muito pouco, Alvo.

– Desculpe – respondeu, fitando os pés.

– Será que vou ter que passar o mesmo sermão de James sobre o cuidado com nossas heranças?

– Sinto muito, pai. Se o senhor quiser, eu vou lá em cima pegar ela agora e devolvo.

Harry o avaliou por um momento.

– O que você estava fazendo?

– Eu só estava testando...queria...dar um susto no James quando ele voltasse.

– O motivo de termos horários estabelecidos, rondas e bruxos do Ministério
aqui é porque coisas inesperadas estão acontecendo. Isso não é uma brincadeira, Alvo e você sentiu isso na pele. Se você for arriscar sua vida ou a de Rose, sim tenho certeza de que ela estava com você, como posso confiar aquilo em suas mãos?

– Desculpe. É que o senhor disse para usar...

– Sim, mas não quando for sob circunstâncias perigosas.

– Mas o senhor fez coisas perigosas quando era criança, também.

– Eu não tinha escolha, Alvo. Nós já conversamos sobre isso. Eu lutei para que você tivesse uma escolha e não quero ver isso desperdiçado enquanto coisas inesperadas acontecem na escola. Se você receber o feitiço petrificus totalus quando a estiver usando, quem vai conseguir te encontrar?

O garoto olhava para os próprios pés.

– Desculpe. Quer que eu vá pegar?

– Você não foi pego, portanto vou lhe dar um voto de confiança. Quando chegarmos em casa resolveremos isso. Agora vá para sua aula.

A aula de vôo não foi uma das melhores, já que todos os sonserinos implicaram com o lufo durante a aula, por conta do jogo de domingo. Isso, claro, quando a Madame Hooch dava as costas. Alvo já estava cansado das inúmeras simulações de quedas e choro de James, seguidas de comemorações de gols sonserinos. O fim da aula foi um alívio e ele seguiu direto para a aula de Feitiços feliz da vida, enquanto os sonserinos se dirigiram para Herbologia, junto com os corvinais.

A atividade do Prof Longbottom consistia em identificar, em duplas, os 15 tipos de plantas em exposição na estufa e entregar 60cm de pergaminho sobre suas características, com consulta ao livro. Khai era sempre o parceiro de Lizzie nessas horas e Deymon ficou abismado quando Tiago se postou ao seu lado, sob o aval de Neville, o que impossibilitou o garoto de declinar. Bruce olhou surpreso e as meninas da corvinal pareciam muito decepcionadas.

– O que você pensa que está fazendo – cochichou Malfoy.

– Identificando 15 tipos de plantas em dupla – Tiago sorria do próprio cinismo.

Malfoy revitou os olhos e procurou a amiga sonserina pela sala, lançando-lhe um olhar de reprovação e desgosto. O fato de o corvinal se achar no direito de se meter entre eles era culpa dela.

– Vamos fazer a atividade ou não? – Tiago perguntou e Deymon bufou de raiva, abrindo o livro – À propósito, eu sei o que aconteceu – sussurrou.

– Não faço idéia do que você está falando – respondeu o sonserino sem sequer olhar para o colega, enquanto folheava o livro.

– Sábado à noite – continuou falando baixinho de modo que apenas seu parceiro ouvisse.

Deymon parou de virar uma página no meio do caminho por alguns segundos e depois retomou a atividade, mecanicamente.

– A detenção de Carter com Potter, já sabemos.

– Na verdade, eu estou falando de uma coisa mais... invisível – disse baixinho.

Malfoy direcionou seu olhar lentamente para o corvinal.

– O que?

– Podemos falar sobre isso depois? Prof Longbottom já fez cara feia duas vezes pra gente – e começou a rabiscar em seu pergaminho como se não tivesse dito nada demais.

O sonserino encarava o corvinal incrédulo com sua capacidade de cinismo. Se perguntava como era possível o garoto tê-los visto sob a capa e então lembrou-se de seu pai dizendo que a capa dava defeitos de vez em quando, por ser muito velha. Enquanto fazia a tarefa, Deymon tentava imaginar o que se passava na mente do corvinal. Ele seria capaz de entregá-lo para a diretora? Afinal, capas de invisibilidade eram artefatos mágicos restringidos por lei, a não ser que fossem comprovadamente relíquias de família. Elas deixaram de ser confeccionadas há uns 100 anos por conta de uma ação de proteção ao seminviso, que corria risco de extinção. Mas o corvinal não ganharia nada entregando o grupo para a diretora. Então, o que ele queria?

A aula custou a passar e toda vez que Malfoy retomava a conversa, Tiago se ocupava da aula. Lizzie e Khai foram os primeiros a terminar e Neville concedeu 2 pontos para cada pelo excelente e rápido trabalho.

– A gente te espera nas pedras – Lizzie sussurrou para Deymon, quando passou pelo colega.

Elizabeth e Khai largaram o material apoiado nas pedras inferiores e escalaram o pequeno relevo de pedras ao lado do castelo, onde a garota havia escutado uma certa conversa entre grifinórios e lufos tempos atrás. O sonserino chegou logo ao topo e ajudou a amiga a subir, estendendo-lhe a mão. Os dois se sentaram lado a lado, com as pernas cruzadas.

– Deymon vai me crucificar. Viu a cara dele quando Tiago formou dupla?

– E com razão. Não sei porque você fica dando trela pra aquele menino. Não gosto dele. Estamos muito bem, só nós três.

– Tiago é meio esquisito, mas é até legal e inteligente.

Khai cruzou os praços e balbuciou algo indecifrável.

– O que você vê de errado nele?

– Primeiro, que ele não é sonserino...

– Ah! Então agora estou proibida de falar com quem não seja da Casa de Salazar? – a garota mantinha uma expressão divertida.

– E ele fica querendo se meter em tudo.

– Verdade. É um pobre coitado querendo fazer amizade, Khai – desdenhou com a mão.

– Que ele vá procurar amigos do lado dele. Quem disse que nós queremos ser amigos dele?

– Pois é. Acho que é justamente por isso que ele tenta ser amigo de Deymon, que também não gosta dele. E eu acho que sou a única garota que não suspira por ele, porque até Amélia eu já vi ficar meio boba.

– Você gosta dele? – Khai perguntou, olhando para o outro lado, parecendo procurar algo.

– Menino, você tá surdo? – e deu um tapa de leve na cabeça do amigo – Acabei de dizer que sou a única que não tô nem aí!

– Mas as meninas às vezes fazem isso, quando gostam – disse, massageando a cabeça.

– Não seja ridículo, Khai. Eu não sou uma dessas meninas idiotas.

Khai abriu um sorriso enquanto mantinha o olhar para o horizonte. Um barulho logo denunciou que pessoas se aproximavam, atraindo a atenção dos dois. A expressão de Khai mudou gradativamente de uma certa felicidade para a reprovação máxima.

– O que ele está fazendo aqui? – se levantou e apontou desgostoso para o corvinal.

– Temos um problema – falou enquanto escalava as pedras. Fez uma pausa, olhou para Tiago e depois para os amigos – E é um grande problema.

Tiago subiu sem maiores esforços e trazia no rosto um sorriso de ironia e satisfação.

– Oi, Lizzie!

– Malfoy, o que está acontecendo? – a garota perguntou sem desviar os olhos do corvinal, que deu um largo sorriso sedutor.

– Conta de uma vez! – Deymon falou no mesmo tempo em que se jogava numa pedra, abatido e zangado – Sei que você tá doido pra isso mesmo.

– Lizzie, você sabe que eu peguei detenção no mesmo dia que você, não é?

– Sim.

– Então! Tive que ficar horas limpando caldeirões com o Prof Slughorn e depois ele me levou para o dormitório. Só que eu estava morrendo de fome e me arrisquei a tentar encontrar um elfo e pedir algo para comer...

– E daí? Nada disso importa pra gente! – Khai o cortou, com raiva.

– É claro que importa. Acontece que fui para o Salão Principal, só que me escondi porque achei que tinha algum professor por perto. E eu fiquei escondido por muito tempo. Muito tempo mesmo. Tempo suficiente para ver vocês e os outros se chocarem sob capas de invisibilidade.

Elizabeth estava absolutamente chocada. Os amigos haviam lhe contato que o outro grupo rondava pelo local no mesmo dia, mas o fato deles terem sido descobertos por uma pessoa qualquer a deixava chocada. Isso poderia levar todos os seus esforços por água abaixo.

– O que você vai fazer? Vai contar para a diretora?

– Eu até poderia, Lizzie. Mas como eu também estava no lugar errado e na hora errada, seria tão castigado quando vocês. Claro que o fato de Malfoy ter uma capa de invisibilidade seria um problema maior e poderia até abrir uma brecha para uma batida do Ministério na casa dele. O que não seria nada bom, eu acho.

– O que você quer, então? – Khai gritou, apertando sua varinha sob a capa, louco para lançar uma azaração no garoto.

Malfoy, que se manteve distante e aborrecido, pois já sabia o rumo da conversa, voltou duas atenções para a conversa. Não seria nada bom se Khai azarasse o corvinal e ele, como vingança, fosse contar tudo para a diretora. Embora ele certamente merecesse uma boa quantidade de azarações. Tiago já sabia que os sonserinos não reagiriam de forma positiva, mas, ainda assim, a atitude explosiva de Khai o deixou assustado. O corvinal ergueu o nariz e disse de forma mais segura possível:

– Quero entrar para o grupo.

– O quê?? – Lizzie e Khai perguntaram, incrédulos.

– É claro que não! Isso é impossível – Khai disse.

– Você só pode ter pedido um parafuso da cabeça, garoto – Lizzie também retrucou.

– Malfoy, você não concorda com isso, não é?

– É claro que não, Khai! Não quero ele andando com a gente – tratou de esclarecer – Mas...

– Mas o quê?? – os olhos de Khai saltaram das órbitas de raiva.

– Eu não tenho lá muita escolha, você não reparou?

– Mas Deymon... ele vai... estragar as... coisas!

– Você quer dizer que vou estragar a busca pela voz? O segredo da pedra mágica e a procura pelos quadros dos fundadores para saber o que tem de errado com a escola? É isso, Lizzie?

Os sonserinos estavam sem voz e sem ar.

– Como... como você...

– Sou muito inteligente, Khai. Sei juntar 1 + 1.

– Por que a gente? Porque não se junta com os outros? Deixa a gente em paz! – Khai continuava revoltado.

– Porque eu escolhi vocês.

– Taí! Por que? – Lizzie cruzou os braços – Nem somos seus amigos. Nem gostamos de você.

- Exatamente.

Khai e Lizzie estavam atônitos. Olhavam de Tiago para Deymon, totalmente sem saber como proceder.

– Quer dizer que agora somos chantageados? Isso é ridículo. Por mim, a gente joga ele no Lago pra virar comidade de lula gigante.

– Não é de todo uma má idéia, mas seríamos expulsos.

– Ele ta chantageando a gente, Malfoy! Chantageando sonserinos! Não sei como se atreve...

– Isso é um ponto positivo, temos que reconhecer.

– Você também, Lizzie?? Malfoy, você vai aceitar esse idiota?

– Relaxa, Macbeer. Você quer o que? Que o Ministério faça uma batida lá em casa? Que a diretora saiba o que a gente está fazendo?

Khai bufou de raiva e seu rosto estava absolutamente vermelho.

– A Lizzie pode fazer uma poção de aquecimento.

Os garotos olharam para a garota que coçou distraidamente o queixo, fazendo esforços para se lembrar de que ingredientes precisaria. Antes mesmo que ela respondesse, Tiago resolveu jogar com a sua carta da manga.

– Se vocês me derem uma poção de esquecimento eu não vou poder dizer a vocês o que os outros três descobriram.

Malfoy erguem uma sombrancelha.

– Do que você está falando?

– Eu tenho uma informação muito valiosa.

– Ele está menindo, Malfoy. É óbvio!

– Você acha mesmo, Macbeer? – virou para o sonserino, cínico.

– Se é verdade, então diga!

– Eu não sou idiota, Malfoy. Me aceitem no grupo e eu divido com vocês o que sei. É claro que vamos ter que fazer um Voto Perpétuo.

– Um o quê? – Elizabeth perguntou.

– E o Khai pode ser o Avalista. Sei que vocês dois sabem como funciona.

– Eu não vou fazer um Voto Perpétuo.

– Então vocês correm o risco da diretora saber de tudo e ainda por cima mandar uma batida pra casa do Malfoy. Sem falar em deixar toda a glória pro outro grupo. Bom, eu não vou perder a aventura porque posso me juntar a eles. Mas não quero. Quero ficar com vocês.

– Eu não vou fazer um Voto Perpétuo.

– E eu não vou ser Avalista coisa nenhuma.

– Pensem direito. Vocês têm até a partida de quadribol pra me responder.

Dito isso, catou as suas coisas e abandonou os sonserinos, caminhando calmamente para o Salão Principal, a fim de almoçar. Os três permaneceram em silêncio por alguns minutos.

– O que você acha, Lizzie? Ele está mentindo?

– Ele não ia chantagear a gente sem nada, Malfoy.

– Você quer que ele entre pro grupo, não é, Lizzie? – disse, raivoso.

– Khai, eu... – tentou falar, ofendida.

– Fomos sempre nós três! Ele não pode entrar assim, de repente!.

– Sim, mas...

– Eu não sou obrigado a concordar com isso!

– Khai, você quer parar de fazer cena? – Lizzie levantou o tom de voz, sobrepujanto o colega – Ninguém aqui quer ele se metendo nas nossas coisas, mas a gente não tem escolha. Agora vê se pára de choramingar que nem um bebê!

O garoto lançou um olhar de orgulho ferido e abandonou os dois sem dizer mais nada. Não apareceu no almoço e nem nas aulas da tarde. Malfoy cruzou com o garoto no dormitório, mas Khai ignorou a presença dele. Deymon deu de ombros e foi dormir também. Já tinha problemas demais para se importar com uma birra de criança.

Embora ainda irritado, Khai voltou a se comportar com os colegas no decorrer da semana. Os dias pareciam se arrastar de segundo a segundo e os professores já podiam notar que os alunos estavam ansiosos. É claro que o clássico de quadribol no fim de semana tinha muito a ver com o estado elétrico de todos. Contudo, não se poderia esquecer que esta era a última semana das aulas extras de reforço. Pensar em ter mais tempo livre e retornar a uma vida normal de estudante era o que todos mais queriam. O resultado da nova postura educacional de Hogwarts já podia ser colhido entre os primeiro anistas que juravam nunca mais passar por isso de novo.

Na sexta-feira, houve uma espécie de comemoração silenciosa nas últimas aulas: os alunos trocavam olhares felizes, sorrisos discretos e davam longos suspiros. Assim que foram liberados, era possível observar passos rápidos e nervosos pelos corredores. Cada aluno seguia para sua própria Casa. Do lado de fora, um pequeno zumbido era escutado, contudo, assim que passavam pelas portas, os alunos encontravam uma grande festa com penas e pergaminhos sendo jogados para cima. Havia comida contrabandeada da Dedos de Mel e muitos dos artigos Weasley, como o kit de fogos de artifício para festas dentro de casa e bombas de caramelo com recheio de cerveja amanteigada.

O jantar da noite estava particularmente festivo com muitos doces de sobremesa: tortas de abóbora, bombas de alcaçus, balas de caramelo e, inclusive, um caldeirão repleto de feijõezinhos de todos os sabores em cada mesa. A diretora McGonagall providenciou tudo para celebrar os esforços dos alunos e dos professores, que tinham até uma reserva especial de hidromel. Harry e Neville conversavam animadamente sobre o torneio de professores que se aproximava e Carmelita se juntou a eles, com os olhinhos brilhando.

Jonathan e Alvo faziam caras aflitas para provar feijõezinhos de cores azul-celeste e marrom, que eram de banha de diabrete da Cornuália e borra de café, respectivamente. James estava concentrado demais com o time, sem falar com as fãs incondicionais que vibravam a cada lembrança do último embate em que os grifinórios saíram vencedores. Elas pareciam esquecer a presença da artilheira e namorada do capitão do time, Lena Jordan, bem ao lado dele, que, aliás, não estava com uma cara muito feliz.

Do outro lado do Salão Principal os sonserinos também curtiam as sobremesas e falavam que desta vez a Casa de Salazar levaria a melhor. Amélia Bulstrode e Bella Parkinson babavam no Klaus Larvineck e Callum Darkmouth, respectivamente, enquando Klaus se gabava e o colega apenas aplaudia com um sorriso. Lizzie revirava os olhos sentindo náuseas e Khai fazia balas de caramelo flutuarem com o Wingardium Leviosa.

– Você está ficando bom nisso.

– Obrigado – sorriu com a observação da amiga.

– Onde ficou praticando que a gente não viu?

– Pelos corredores, quando estava sozinho.

– É? – Malfoy perguntou meio desconfiado – Eu já te procurei pelos corredores.

– Devia ser quando eu estava no banheiro da Murta – a sonserina fez um barulho angustiante – Ela não enche o saco depois que você a ofende e faz ela descer pelo cano. Descobri que dando descarga ela some por um bom tempo e as meninas não usam aquele banheiro mesmo... É um bom lugar pra ficar sozinho.

– E quanto àquele caso? O que vamos fazer?

Khai entortou a cara em sinal de quem não gostava de tocar no assunto.

– A gente não tem muita escolha, se ele realmente sabe. Mas o que ele quer é demais. Não vou me arriscar por uma bobagem. Vamos deixar isso pra depois. Eu preciso falar com vocês sobre uma coisa que bolei.

Malfoy puxou a varinha da calça e apontou debaixo da mesa.

Abaffiato! – quem estava por perto nem notou que os chiados haviam aumentado.

– Eu já sei como vamos usar a poção atordoante que a Lizzie fez. Vamos usar no Potter e, com um pouco de sorte, ele vai levar um balaço daqueles de tirar da partida – os amigos abriram um largo sorriso – Vamos fazer o seguinte: Lizzie vai escrever uma carta de admiradora secreta, mudando a letra, claro, e nós vamos amarrar num doce especialmente recheado.

– Eu vou o quê???

– Lizzie, você é a única menina aqui. É para o bem da Sonserina! Olha, já deu pra perceber como ele fica tirando ondinha de ídolo que adora a baulação de fãs – e apontou para a mesa adiante – Por isso tenho certeza de que ele vai comer o doce.

– Ele é idiota, mas não é burro, Deymon. Ele vai sacar.

– Claro que não, Lizzie. Já pensei em tudo: o Khai vai usar o Wingardium e deixar o doce flutuando com um galeão e uma cartinha bem na saída da Grifinória, acobertado pela minha capa. Alguém com certeza vai pegar e entregar para ele. Pensei até em misturar a poção com o recheio de amora silvestre que ele gosta. Peguei um pouco dos elfos.

– Como você sabe do que ele gosta? – Lizzie tinha uma expressão marota.

– Não seja idiota, Carter. Eu pesquisei.

– Eu gostei. Estou doido pra direcionar minha raiva para alguém.

Os três riram e Malfoy desfez o feitiço. Continuaram comendo alegremente, passando na mente o que seria necessário para o grande momento. Antes, porém, Lizzie ainda teria que cumprir o último dia de detenção com Hagrid e o novo alvo dos sonserinos: James.

Hagrid havia combinado um horário mais cedo para que pudessem caminhar para o interior da Floresta ainda com a luz do sol, embora pouca luminosidade escapasse entre os ramos das árvores. Às 16h30, James bateu à porta da cabana do Guarda-Caças que o atendeu com um largo sorriso.

– Olá, James! Entre, entre! Vamos esperar a Srta Dumbledore. Ela me mandou um memorando dizendo que pode se atrasar um pouco. Veja só! Mal aprendeu a usar magia e já utiliza com toda a razão.

James torceu o nariz e fingiu que Hagrid falava sobre beterrabas e vermes-cegos.

– Você está virando colecionador, hein? – disse apontando para vários frascos empilhados num canto.

– Oh, eu não coleciono – James lhe lançou um olhar inquisidor – Eu... eu uso eles, é isso! Uso... uso, oras! Todo mundo tem seu próprio estoque em casa.

– Sei... Hagrid, fala a verdade! Eu sei que você tá catando tudo isso para ela! – o guarda-caças pareceu envergonhado e confuso – Vamos! Eu não sou burro, Hagrid!

– Oh, está bem. Está bem. Eu sei que ela gosta dessa área e resolvi juntar algumas coisas para dar de presente. Merlim sabe o quanto Dumbledore fez por mim no passado e eu tenho uma dívida enorme.

– Mas isso não justifica que ela transforme você num capacho!

– Por Merlim, James! Isso que você está falando não é verdade. Eu fiz porque quis.

– Sei... e ela nem insinuou?

– Não. Ela só falou que seria maravilhoso andar à vontade na Floresta e pegar ingredientes, mas não pode porque é proibido.

– Isso é insinuar, Hagrid.

– James, não seja tão mal!

– Eu?! Eu é que sou o malvado da história?

Canino deu um ganido baixinho e se pôs de pá com certa velocidade, para a idade avançada. Seu rabo balançava de um lado a outro num ritmo acelerado e latiu, rouco, para a porta, arranhando-a com a pata. James e Hagrid sabiam que isso significava que a garota se aproximava. O grifinório se deixou largar na poltrona de Hagrid que tinha os olhos marejados. Era quase um milagre que Canino levantasse de seu almofadão pulguento e Elizabeth sempre produzia esse milagre. Três batidas na porta fizeram o Guarda-Caças despertar e abri-la, ao passo que o cão atravessou como um raio.

– Oi, garotão! Como você está hoje? Hein? – falou, enquanto afagava e dava tapas carinhosos, procrando evitar a baba. Canino tentava derrubá-la no chão.

– Você tem um dom, Lizzie. É a única que faz o Canino virar jovem de novo – disse, secando as lágrimas e assoando o nariz.

– Gosto de animais! – deu de ombros – Perdi Nefertiti na inundação e acho que é um sinal para que eu só tenha o canino para afagar! Último dia, hein Potter? – falou, quando o garoto surgiu na porta.

– Já era hora – disse, seco.

– Bom, vou pegar algumas coisas e trancar Canino. Vamos, rapaz! – e puxou o cão com certa dificuldade.

Caminhavam por cerca de 1 hora numa trilha que os levava para o interior da Floresta. Não era a fundo o suficiente para dar de cara com as filhas e filhos de Aragogue, mas era perigoso e assustador, ainda assim. Hagrid ia à frente, com Lizzie e James logo atrás. A garota sempre catava coisas do chão e James já pensava seriamente em rasgar os bolsos dela com um movimento de varinha. Foi impedido por um tranco em Hagrid, que havia parado subitamente, fazendo-o cair no chão.

– O que foi, Hagrid? – Lizzie perguntou, preocupada.

– Essas marcas... – falou mais para se mesmo do que para as crianças. Se agaixou e analisou algumas pegadas e sinais de sangue negro nas raízes das árvores – Não pode ser!

O pânico pareceu se instalar e Hagrid tremia, olhando para todos os lados, desconfiado de um ataque iminente. Eram 17h30 e em pouco tempo a noite cairia. Um líquido frio pareceu escorrer por toda sua espinha: precisava tirar as crianças da Floresta o mais rápido possível.

– Vamos, vamos! – e virou-se.

– O que foi, Hagrid?

– Não fala perguntas, James! Só agora me dei conta do horário. Olhe como está tarde! Temos que correr para voltar a tempo do jantar.

– Mas Hagrid, ainda temos muito tempo até o jantar!

– Vocês estão de detenção, não estão? Vamos. Agora! – a propriedade com que ele falou fez as crianças caminharem imediatamente – Vão na minha fcrente e mantenham as varinhas em punho.

– Está acontecendo alguma coisa – James sussurrou para Lizze, ao seu lado.

– Acho que estamos em perigo – respondeu, pálida.

– Andem mais rápido. Vamos.

Hagrid fez as crianças correrem numa tentativa inútil de chegar na orla da Floresta. Fora dali eles estariam a salvo. Mas a noite caía rapidamente e sem trégua, pontual como sempre. O Guarda-Caças tentou pensar em algo enquanto corriam. As crianças poderiam não seguir suas ordens e isso seria mortal. Olhou ao redor e notou vultos seguindo-os de longe. Ou Hagrid fazia alguma coisa ou estariam perdidos.

– Parem! Parem! – as crianças obedeceram, sem compreender – Venham aqui!

– Hagrid, precisamos correr se quisermos nos salvar! – Lizzie disse, sem saber do que exatamente fugiam.

– Não haverá mais tempo. Só temos poucos minutos até o pôr-do-sol. Venha! – dito isso, Hagrid a pegou no colo, assustando-a – Segure-se e suba o mais alto que puder. Depois, não se mexa de forma alguma.

– O que? Mas...

Não pôde continuar a falar, pois o meio gigante a lançou árvore acima e ela gritava até se agarrar num galho.

– Sua vez – olhou para James e fez o mesmo, lançando-o acima – Agora subam!

As crianças obedeceram, tremendo de medo, e escalaram para o alto. Não podiam mais subir porque os galhos eram frágeis e de onde estavam puderam ver Hagrid lançar duas pedras enormes adiante e um tronco oco de seu próprio tamanho. Depois, ele se encostou na árvore e permaneceu imóvel. Do alto, James e Lizzie notaram coisas parecidas com enormes cães na direção que Hagrid forjara.

– Continuem aí até eu mandar descer!

Os corações dos dois batiam alucinados, com a adrenalina a mil. O que eram aquelas coisas? Cães selvagens? Lobos? Minutos depois, os animais voltaram exatamente pelo local onde Hagrid estava. As crianças notaram que eram dois e tinham o pêlo vermelho. Os bichos passaram desconfiados e um deles chegou a encostar em Hagrid, o que fez James e Lizzie prenderem a respiração. Se ele fosse devorado, o que seria dos dois, presos na árvore? Contudo, o Guarda-Caças permaneceu imóvel. Do lado oposto de onde estavam, as crianças puderam notar uma movimentação em grupo que se aproximava. Como instinto, os dois animais fugiram para as profundezas da Floresta. Os centauros alcançaram Hagrid e pararam.

– Você os viu, Hagrid?

– Sim, Matenzo. Seguiram para lá – apontou a direção e antes que pudesse ir, continuou – Encontrei um de vocês, morto.

– As três criaturas fizeram uma armadilha para ele.

– Só vi dois deles.

– Matamos um. A Floresta não está segura.

– Podia ter me dito isso antes, Matenzo.

O centauro não respondeu e tratou de guiar os outros à caça dos animais.

– Podem descer agora.

Receosos e curiosos, os dois desceram da árvore.

– Hagrid, você vai ter que explicar pra gente! Centauros! Nossa!

– Quando chegarmos na minha cabana, James – disse, com uma expressão ainda temerosa – Vamos.

Caminharam a passos largos com as varinhas em punho, iluminando a trilha, até atravessarem a orla ofegantes. Por alguns minutos continuaram ali, respirando profundamente, com os braços apoiados nos joelhos. Entraram na cabana logo depois e Canino fez festa, embora tenha recebido pouca atenção. Hagrid pôs a água para ferver um chá, enquando os outros dois aguardavam sentados na mesma poltrona gigante. A respiração de ambos ainda estava acelerada. O guarda-caças derrubou as canecas de cobre quando pegou a chaleira e reclamou algo para si mesmo.

– Hagrid? Está tudo bem agora, certo? – Lizzie tentou acalmá-lo.

– Hum... na verdade... – titubeou um pouco enquando brincava com as mãos, nervoso – Na verdade, eu queria pedir um favor a vocês.

– Você não quer que a diretora saiba que a gente correu perigo – Lizzie falou, categórica.

– Er... bem, sabem... não seria bom... ela ficaria muito zangada e...

– Sem problemas – James disse – Podemos manter segredo contanto que você diga pra gente o que eram aqueles cachorrões vermelhos – e olhou para a sonserina, que assentiu.

Hagrid olhou desconfiado para os dois e coçou sua vasta barba.

– Hum... bom, conhecimento nunca é demais, é o que Dumbledore diria. Certo, bem... – limpou a garganta seca – São hungús da Macedônia. Não parecem tanto com cachorros e sim com hienas de pêlo vermelho. Eles têm uma corcunda bem acentuada e pêlos espetados em toda a extensão da coluna. Eles são maus, nada amigáveis! Nem um pouco. Eu não sei como eles vieram parar aqui, porque nunca teve registro deles na Floresta.

– Mas você sabia o que fazer.

– Ah, sim, James. Uma vez Dumbledore me pediu um favor e eu encontrei com eles. Tive ajuda de algumas pessoas para saber o que fazer. Merlim os abençoe. Eles são completamente surdos, têm um olfato restrito e são cegos o bastante para não conseguirem distinguir uma pessoa de uma árvore. Mas quando atacam em grupo são letais. Basta ficar imóvel e eles nem percebem você.

– Então eles podem invadir a escola! – James se exaltou – Hagrid, nós temos que a visar a diretora!

– Não, James. Calma. Eu vou avisar a diretora e vamos caçá-los, não se preocupe. E eles não podem avançar para o terreno da Escola, fora da Floresta, a menos que sejam convidados.

– Como assim?

– É preciso que alguém faça uma trilha com sementes de fogo até a porta para que eles possam passar, Lizzie. Uma fêmea só dá a luz no meio de uma plantação de flores de fogo, que só são encontrados perto da Macedônia.

– Ah! – exclamou a garota.

– Então...eu...hum...vocês não vão me entregar, vão?

– Claro que não. Palavra de Potter grifinório – e bateu no peito, orgulhoso.

– Sem problemas, Hagrid.

– Obrigado – abriu os braços e os apertou, sob protestos – Sabia que vocês iam me ajudar mais uma vez. Agora vão – e soltou os dois – Estão liberados da detenção e Lizzie, aguardo sua visita depois – disse, dando uma piscadela desajeitada.

– Uh! Arranjou um admirador, hein Dumbledore?

– Não enche, Potter.

Na manhã seguinte, a escola acordou em clima de quadribol. Os alunos da Grifinória usavam e abusavam das cores de sua Casa e até emprestavam cachecóis e chapéus para os simpatizantes. Era raro encontrar alguém das outras Casas torcendo para a Sonserina. Lucy havia recebido um pacote enorme de sua mãe no meio do café da manhã e, ao abrir, tinha um chapéu com a cabeça de um leão. Ao tocá-lo, um grande rugido invadiu o Salão Principal e muitos grifinórios aplaudiram de pé.

Os sonserinos lançavam pragas baixinhas e ridicularizavam o presente recebido. Muitos haviam trabalhado secretamente no desenvolvimento de cobras de papel machê que ganhavam movimentos com um simples toque de varinha. Deymon e Lizzie, pela primeira vez, sentavam-se junto dos jogadores de quadribol para ouvir seus discursos e bom humor. Na verdade, precisavam omitir dos outros a ausência de Khai. Havia um falatório geral sobre gols e Elizabeth revirou os olhos e desdenhou com a mão.

– Só derrubem o Potter e ganhem o jogo.

Infelizmente, aquele havia sido um momento em que todos, incrivelmente, haviam parado de tagarelar ao mesmo tempo. Portanto, o que a garota falou ressoou bem alto. Ela se encolheu no banco de vergonha no momento em que uma gritaria invadiu a mesa.

– Isso mesmo! Derrubar o Potter e vencer o jogo! – gritou Lucius Morbinavell, capitão do time e sexto anista – Excelente frase, Dumbledore – e piscou para a garota.

Mesmo não tendo gostado da brincadeira, Elizabeth sorriu porque Amélia e suas amiguinhas a fuzilavam de inveja. Lizzie deu até uma jogada de cabelo para tirar onda de poderosa, o que fez a cara das meninas incharem feito sapo-boi. Malfoy sorria, divertindo-se, enquanto Khai escorregou na surdina para perto deles. Pouco depois, Deymon cutucou os amigos e levantou as sombrancelhas rapidamente, em sinal de que o plano caminhava.

James era o garoto mais ovacionado da manhã, não tinha como não notar. Um grupo se aglomerava onde quer que ele parasse e todos falavam com ele, desejando boa sorte, inclusive com beijos, o que não agradou a Lena de jeito nenhum.

– É o preço do estrelado, Lena. Você vai ter que se acostumar, porque eu vou ser um grande jogador de quadribol pela selação da Inglaterra!

Finelius Flowerwet, do 1º ano da Grifinória, aproximou-se timidamente do lugar onde James estava sentado e conseguiu furar o bloqueio dos mais velhos para lhe entregar um belo pacote vermelho, enfeitado com uma linda fita dourada.

– Mandaram entregar – e saiu correndo e sorrindo.

– O que é isso, James? – Oliver perguntou, curioso.

– Não sei. Tem uma carta. E perfumada!

Uma onda de expressões divertidas se espalhou pelo grupo. Seus amigos trocaram olhares divertidos e algumas meninas riram. Lena tentou pegar a carta, mas James tirou rápido do alcance da garota, lançando um olhar repreensivo.

– Por que só James ganha admiradoras? – perguntou invejodo Hugh Breaksville, batedor.

Lena Jordan estava visivelmente afetada. Suas bochechas estavam rosadas, seus olhos dilatados, a expressão assassina e uma ruga na testa alertava que era uma péssima hora para fazer gracinhas com ela. James leu em voz alta para que todos ouvissem.

“Querido James Sirius Potter” – alguns risinhos se espalharam – “Eu sou sua fã número um e sonho com o dia em que possa notar o meu olhar. Você é o garoto mais talentoso em quadribol e estarei torcendo muito para você marcar muitos gols” – os vivas interromperam a leitura – “Quero te dar esse presente especial num dia especial, porque você merece. Esse bolinho tem o recheio do que você mais gosta. Boa sorte no jogo! Sua admiradora mais que secreta.”

Uma chuva de ovações caíram sobre o capitão do time que teve o cabelo bagunçado por meio mundo de gente. Finalmente ele pôde abrir e olhar para o bolinho. Olhou desconfiado por um tempo até que os amigos o incitaram a morder. O gosto de amora silvestre deliciou seu paladar e seu cérebro não pensou duas vezes: devorou tudo rapidamente. Ele nem percebeu o sorriso vitorioso dos sonserinos do outro lado do Salão.

– Eu ainda não acredito que você me fez escrever. Era pura tolice! – falou baixinho.

– Mas funcionou, não é?

– Não sei o que é pior: ele descobrir que a gente aprontou ou ele descobrir que fui eu e achar que é verdade.

Malfoy não se conteve na gargalhada, que chamou alguma atenção.

– É! Ia ser interessante ver você se safar dessa. Ai! – reclamou do soco no braço da colega, nitidamente desgostosa.

Pouco tempo depois o trio de sonserinos se dirigia para o estádio, quando encontraram uma figura esperando, recostada numa grande pedra cinzenta. Os três trocaram olhares não muito felizes e se encaminharam para o corvinal.

– Um belo dia, hoje.

– Vamos direto ao assunto, Sr Richards – Malfoy começou.

– Tiago, por favor.

– Estamos tratando de negócios, não estamos? Nós três analisamos a situação e consideramos sua proposta. Não concordamos com ela. Nós não faremos Voto Perpétuo nenhum, pois ninguém aqui quer se comprometer com você por toda a enternidade, já que essa aventura pode acabar a qualquer momento. Dessa forma, você vai ter que confiar em nossa palavra.

– E eu tenho a palavra de vocês de que participarei ativamente das decisões do grupo? Que farei parte da equipe? Que passarei meu tempo com vocês?

– Exceto nos assuntos que dizem respeito à Sonserina – Lizzie completou.

– E nós não seremos seus amigos e nem lhe trataremos bem.

– Mas me considerarão um colega.

– Sim – Malfoy falou, seco – Contanto que sua informação seja realmente válida.

– Ela é.

– Você tem a palavra de Deymon Hyperion Malfoy.

– Você tem a palavra de Elizabeth Carter...hum...e...ahn...Dumbledore também.

– Khai? – Deymon se virou para o amigo quando o silêncio prevaleceu.

– Você tem a palavra de Khai Macbeer.

– E vocês têm a palavra de Tiago Grace Richards. Eis o que aconteceu: o trio foi para a infiltração e ficou por ali procurando uma pedra solta. Mas descobriram que era uma pista falsa e iam desistindo quando Alvo Potter viu algo na parede. Parecia que um símbolo estava se formando ali. Rose Weasley copiou o desenho e mostrou aos companheiros e foi aí que eu vi: tinha um hexágono no meio, sustentado por duas barras, como se fossem pernas. Tinha dois arcos toscos acima do hexágono, um maior do que o outro e uma barra vertical de cada lado. Dentro do hexágono e acima dos arcos, tinha um símbolo que lembrava o jogo da velha.

– Que símbolo seria esse? – Malfoy pensou alto.

– Eu sei o que é – respondeu Tiago, orgulhoso - É uma runa.

– Então vou pesquisá-la!

Antes que a garota conseguisse dar meia volta, Tiago interrompeu.

– Não precisa. Eu sei o que é – sorria.

– Então diga, ora! – Malfoy estava ficando irritado com a superioridade do garoto.

– É o símbolo para a palavra portal.

– Então a infiltração é o portal? Como uma chave? – Lizzie divagou.

– Bom, se for isso, a infiltração é o segundo portal.

– Como assim? – Malfoy questionou o corvinal.

– Os arcos acima indicam que existe uma duplicidade: dois arcos, dois portais. Talvez um deles seja falso. Onde quer que venham a dar.

– Precisamos descobrir se aquele símbolo aparece com a gente. Senão, vamos ter que descobrir o primeiro portal – Lizzie falou, segura de si.

– E eu vou ajudar vocês. Mas agora podemos ir assistir ao jogo? Seria muito suspeito ficarmos aqui pensando, enquanto todo mundo da escola está lá.

– E você vai assistir com a gente? – Khai perguntou, com nojo.

– Seria muito suspeito, Tiago. Melhor deixar para depois do jogo – disse Malfoy.

– Vocês estão me jogando para escanteio? – perguntou, magoado.

– Não. Mas vai parecer estranho, de repente, você ser o único corvinal do meio de sonserinos. Dê tempo para eles se acostumarem com isso e não decapitarem a gente no meio do jogo – brincou Lizzie e ele sorriu, aliviado.

– Está certo. Nos vemos depois do jogo, então – e saiu na frente para se juntar aos amigos.

– Esse garoto é perigoso – advertiu Malfoy – Temos que ficar de olhos abertos com o cinismo dele.

– Certo, Malfoy. Ele é tão perigoso quanto você. Ou esqueceu do seu plano cruel? – e fingiu ter garras no lugar das mãos. Ele riu.

– Vamos. Não quero perder o espetáculo de forma alguma.

Dentro das tendas dos times, havia muita concentração. Potter repassava as jogadas essenciais e motivava o time com genialidade. Era, de fato, um merecido capitão. O jogo era particularmente mais emocionante por ser contra os arquirivais sonserinos. À semelhança do ano anterior, Potter e seu time pretendiam esmagá-los com a superioridade de suas táticas que, de fato, eram mais elaboradas. James não havia contado para ninguém, mas, nas férias, havia dedicado um tempo só para pensar em manobras de ataque e esquemas de defesa. Seria um jogo brilhante do início ao fim. E a pressão em cima do apanhador Jeremiah Newton aumentava ainda mais. Por fim, começou se discurso pré-jogo.

– Senhoras e senhores, hoje, é um jogo épico. Hoje, toda a escola está conosco e eles estão sozinhos. Hoje, celebraremos a vitória por direito e por conquista. Sabemos que do outro lado estão um bando de desleais, capazes das maiores atrocidades para ganhar este jogo – gritos de buuh vieram do time – Mas deste lado, deste lado, senhoras e senhores, existe não um time, mas uma fraternidade de nobres corações capazes das maiores proezas em nome da justiça. E a justiça diz “que vença o melhor”. E quem são os melhores?

– Grifinória! – o time respondeu, em uníssono.

– Qual a Casa com a maior torcida apaixonada?

– Grifinória!

– Quem vencerá esse jogo?

– Grifinória!

– Quem levará a Taça de Quadribol este ano?

– Grifinória!

– Então vamos lá fora ganhar essa partida!

Gritos de animação envolveram o time que saíram empolgados assim que Graham Pompsky anunciou a escalação para os alunos. O ar estava com cheiro de flores, o céu era de um azul maravilhoso, a torcida triplicada gritava a favor de sua Casa e Potter sabia que aquele jogo seria o melhor de todos.

– Não quero saber de golpes baixos e faltas desnecessárias, ouviram? – Madame Hooch falava com os capitães.

– A goles foi lançada e começa o jogo! – anunciou Pompsky – Georgina Gumbles avança com a gole e...ow! Potter recebe um balaço de raspão e nem estava com a goles! Isso é uma jogada desleal típica...

– Hu-hum! – advertiu a diretora, ao lado do grifinório.

– Certo. Hum...Callum Darkmouth interceptou a jogada de Gumbles e avança pelo time da Sonserina. Passa para Ivanova Pervehell, ela avança...lança e... graaaande defesa de Oliver Wood, o melhor goleiro de todos! Ele liga o contra-ataque lançando para Potter, que avança desviando dos balaços enviados com endereço certo por Klaus Larvineck e Seth Hiccock. Que liiiinda jogada de Potter, saltando da vassoura e deixando Henrick Spearow passar reto no que seria um choque tremendo. Ele lança para Gumbles...e ela marca! Uma boa jogadora...muito boa ela!

– Sr Pomspky! Não me faça arranjar um novo narrador!

– Desculpe, diretora McGonagall. Darkmouth segue com a goles e passa para Pervehell que desvia do balaço de Pankeakes e lança para Spearow...graaaande interceptada de Potter por cima do artilheiro sonserino! Ele avança deixando Spearow desconcertado com esse chapéu e passa para Ho...uhg! Balaço certeiro de Larvineck. A goles está sem dono...mas Potter já recupera a vermelhinha. Ele avança, desvia do balaço de Hiccock, está de cara com o goleiro Lucius Morbinavell, vai lançar a goles no aro esquerdo...impressionante a guinada que Potter deu, deixando o aro direito livre...ele lança...e ele marca!

James Potter comemorou surfando na vassoura, dando tchauzinho para a torcida e voltando a sentar. O estômago dele fez um barulho estranho e ele pensou que não deveria ter comido o segundo prato de salsichas no café da manhã. Voltou à formação de defesa.

– Vector Pendraconis mergulha do lado esquerdo do campo, seguido por Jeremiah Newton...será o pomo? – um grande murmúrio invade as torcidas – Não, alarme falso do sonserino – uma saraivada de vaias se espalhou pela torcida grifinória e Pendraconis sorria – Spearow aproveita a distração de Ho e rouba a goles...que mole, hein, Ho? Ele avança...uh! Esse balaço de Hugh Breaksville passou raspando! O sonserino continua avançando.

James viu o jogo todo sair de foco e voltar ao normal. Colocou as mãos no estômago e limpou o suor da testa. Será que tinha sido aquele pacote de caramelos da Dedos de mel, depois do café?

– Ele passa pelo Potter que nem se dá conta dele e é deslocado pela Gumbles, que raça dessa menina! Ei! Ele deu um chega pra lá na artilheira da Grifinória, isso é falta, Madame Hooch! Ele avança. Darkmouth está livre próximo ao aro direito, ele pede a goles, mas Spearow ignora. Ele lança...direto nas mãos de Wood, sem problemas! Fominha esse Spearow, hein? Bem feito!

– Sr Promsky, se o senhor continuar desse jeito vou eu mesma narrar esse jogo!

Pomsky lançou um olhar impressionado para a diretora e depois balançou a cabeça negativamente, de forma divertida.

– Tá, parei. Wood lança para Potter...ow! Ele deixou a goles cair! Será que hoje Potter não está em seu melhor desempenho? Gumbles recupera...essa menina é mesmo demais! Ela avança com Potter dando cobertura, vermelho feito tomate. Passa para Potter no momento em que o balaço a atinge. Ele avança, atrai Morbinavell para a direita, faz da vassoura uma gangorra e lança a goles no centro! E é gol! Esse Potter realmente tem umas jogadas geniais! Se recuperou bem da jogada anterior. 15 minutos de jogo e a Grifinória lidera 30 a zero!

Os colegas deram tapinhas nas costas de James e voltaram para a defesa. James decididamente não estava bem. O último gol foi por sorte, mas não iria nunca admitir isso. Estava suando frio, seu estômago roncava estranho e ele piscava muito, tentando colocar as coisas em foco. Segurou fortemente na vassoura para não cair e viu Ho interceptar a goles. Lançou-se à frente. Não iria permitir que um mal-estar qualquer o impedisse de ganhar esse jogo. Fez sinal pedindo a goles e todo o campo pareceu entrar num turbilhão louco. Pelo menos ele podia ver o que estava à frente.

– Ho passa a goles para James, ele avança...cuidado!

Panc! O balaço de Larvineck acertou em cheio a cabeça de Potter, que não percebeu a aproximação da bola nervosa. Os sonserinos comemoravam. James perdeu os sentidos imediatamente e só não caiu direto no chão porque se agarrara forte à vassoura, que definhou lentamente. Harry e Neville, que torciam animados, desceram rapidamente ao mesmo tempo em que Madame Hooch apitava para atendimento. Um clima pesado se espalhou pelo campo e até os sonserinos ficaram quietos para saber o que aconteceu com o Potter. Os adultos levaram James rapidamente para dentro do castelo, mas o jogo teve que continuar.

Aos poucos Potter começou a ouvir algumas vozes. No início eram confusas, mas depois tudo foi ficando mais claro. Tentou se lembrar o que tinha acontecido no jogo e não entendia como podia ter dormido e esquecido a comemoração da vitória. Era difícil abrir os olhos, mas fez um grande esforço. A pouca claridade facilitou que seus olhos se acomodassem e percebeu que estava na Ala Hospitalar. Madame Pomfrey vinha correndo ao notar que o garoto finalmente acordava. Um outro vulto estava ao seu lado e segurava sua mão, enquanto fazia carinho em seus cabelos. James conhecia aquele jeito particular que lhe afagava.

– Mãe? – sua voz saiu baixa e rouca. James não conseguia entender o que havia acontecido.

– Estou aqui, meu amor. Não se preocupe. Mamãe está aqui com você.

– Bom vê-lo consciente, Sr Potter. Estávamos ficando preocupados – disse Madame Pomfrey, amorosa – Do que se lembra?

– Está tudo confuso.

– Eu sei meu bem. Mas faça um esforcinho. É preciso que sua mente se recupere. Lembra-se da concentração, antes do jogo?

– Sim.

– O que aconteceu depois?

– Saímos da tenda.

– E aí?

– Começou o jogo e...acho que alguém da grifinória marcou um gol. E eu marquei 2 gols, me lembro. E aí...aí...

– Se não estiver se lembrando agora, pode descansar e tentar mais tarde.

O garoto fechava os olhos e apertava a cabeça para tentar recuperar os momentos.

– Eu levei a pancada de um balaço! – disse, angustiado.

– Sim, meu bem. Isso aconteceu.

– Oh, não! Oh, não, mamãe! A partida já acabou?

– James, a partida acabou há uma semana. Você esteve desacordado esse tempo todo e eu já estava ficando muito preocupada. Mas agora você já acordou e se lembra de tudo.

– Nós ganhamos?

– James, não precisa...

– Por favor, mamãe! – seus olhos azuis intensos ansiavam e temiam a resposta.

– Não, meu bem. Os sonserinos ganharam a partida: 230 a 70.
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Re: POTTER E O SEGREDO DE HOGWARTS - cap 19 - Saído do forno

Mensagempor Agatha Saphira » 06/05/09, 14:30

Maninha,você quer me fazer ficar doente é?

Agora vou ter de esperar até vc escrever o próximo capítulo? Isso é injusto master :cry:

Será que os griffos vão me matar se eu disser que amei o resultado da partida?

~foge dos avadas vermelhos~

Estou amando o Thiago com as Runas e odiando o James :mrgreen:

Ficou lindo mana, parabéns!! :palmas :palmas
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Re: POTTER E O SEGREDO DE HOGWARTS - cap 19 - Saído do forno

Mensagempor Menthe » 11/05/09, 11:46

grimm mau ¬¬

vou escrever again ...

tipo, nao sei pq mas axo q o hagrid nao devia ter ensinado como fazer pros bixoes feios sairem da floresta :roll:

e gente q coisa feia...exijo q esse jogo seja cancelado e façam otro ...lizzie feia, deymon feio e khai feio :evil: *espanca todos*

nao gosto que roubem ...deviam deixar o jogo ser limpo, a sly ia ganhar se merecesse..oq nao aconteceu...oi, sou muito esportista, odeio adulteraçao de resultados..me deixa fula.

mas gente q lindo *______________* a ginny...amodoro ela...comofas pra superar? *aperta cabeça de fosforo*

continua logo xeu...anda..continua...vai guria...ta esperando oq ??? afff...

adorei esse \o/
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Re: POTTER E O SEGREDO DE HOGWARTS - cap 19 - Saído do forno

Mensagempor João M. Castells » 11/05/09, 15:29

maninhaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa*----*

meu deuuss..

o capitulo tahh óóótemooO!! Tb né tah nu sangue heuehueheu

sério..
bohhh que jogadass a do Potter heim!?
amoo quadribo..

bohh e o raven que viu tudoo,, safadoo.. issoo ainda vai dah rolo..

aahhh Runas né,, pra variar tinha que ser runas heuehuehe

meuu deuss sériooo a cada capitulo tu ti superaa maninhaaa*-*
postaaa ligeiro o próximo =oP

é ruim ficar espérando , meu reeeeii heuheue..
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Re: POTTER E O SEGREDO DE HOGWARTS - cap 19 - Saído do forno

Mensagempor Nany*Potter » 20/05/09, 09:09

oba parece que as coisas estão entrando no eixo.. ou melhor essa nova genração ja ta conseguindo comeaçr a solucionar weee...
A Mas tinha que ser logo runas? * capota* hehehe

Felhota, Que capitulo maravilho!!!
nosssa amei a parte do james, Lizze, e o Hagrid na floresta... me Lembrou a a câmera secreta quando o Rony e o Harry vão falar com aragor ^^
Hagrid e os bichinhos perigosos maravilhos da floresta...

QUADRIBOLL

nossa o Narrador foi perfeito *-*
Nossa o James tava mandando mt bem no jogo... Claro né? quadriboll ta no sangue dos potter, Sem contar uam mãe que é uma artilheria maravilhosa, e um pai que é o melhor apanhador...

msa mas nem tudo pode ser rosas né? tinha que ter algo apra estragar a felicidade aleia.
:evil:
* momento revolta ON*
E esse Sly argh como eles podem machucar o james? eles não tem amor a vida não?
que sujo, que mal carater, que olhojunto.. * sai xingando *

* volta*
Er filhota desculpa num ter comentado antes mas o Gp atav de mal de mim, ai eu eu imprimi do FF mesmo e li* o que o vicio na fic não faz* ai so agora que o GP deixou de birra que pude vir comentar...
Amei o capitulo, não seja má com sua pobre mãe e posta logo o novo capitulo... que minha teorias estão cada vez mais malucas em relação a esse segredo...
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Re: POTTER E O SEGREDO DE HOGWARTS - cap 19 - Saído do forno

Mensagempor JCA » 23/05/09, 21:15

Num briga c eu, li no msm dia q tu posto, eu q tava c preguiça d vir postar *foge*

Esse capítulo foi mara mana, tô adorando a Gina, e o moço da corvi hein, espertinho mas acho q ele vai levar uma rasteira da Sly


Mana escreveu:Será que os griffos vão me matar se eu disser que amei o resultado da partida?

Nem falo nada *hidratação na mana* :mrgreen:

o Narrador foi perfeito *-*[2]
O jogo foi emocionante, antes da trapaça :roll:

O Hagrid num muda nunk né, tadinho, sem querer ele vai acabar ajudando a Lizzie, e aí já viu né...

Oooownnnnn *_________* Amei a parte do parte Canino gente, deu dó ver ele velhinho.

Tá ótimo, continuaaaaaaa!
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Re: POTTER E O SEGREDO DE HOGWARTS - cap 19 - Saído do forno

Mensagempor Menthe » 02/07/09, 15:12

xeu ja faz mais de mes sem att...agora q seu pc resurgiu vc pode continuar??

[-o<

por favor
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Re: POTTER E O SEGREDO DE HOGWARTS - cap 19 - Saído do forno

Mensagempor Agatha Saphira » 02/07/09, 15:16

Menthe escreveu:xeu ja faz mais de mes sem att...agora q seu pc resurgiu vc pode continuar??

[-o<

por favor


Parece que a mana resolveu esquecer que algumas pessoas tem saudade de ler as fics dela :cry:
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