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Grimmauld Place • Exibir tópico - Em algum lugar do passado

Em algum lugar do passado

Publiquem suas fics aqui para os outros opinarem.
Não se esqueçam de também postarem no Floreioseborroes.net.

Moderadores: O Ministério, Equipe - Godric's Hollow

Em algum lugar do passado

Mensagempor Regina McGonagall » 02/06/10, 21:56

Hoje, acordei e pensei: e se eu tivesse imaginado uma história diferente? Qual seria a história de Regina McGonagall, se eu a tivesse criado desde o começo, ou entrado para o RPG?

O resultado... ou melhor, a tentativa de imaginar isso, saiu assim:


======

Incidente em Spinners End

Desde que passara o cargo de Ministro da Magia para sua antiga lugar-tenente, Regina McGonagall, Kinsley Schakebolt se dedicava ao treinamento de novos aurores com disposição invejável, apesar dos boatos de que ele na verdade estaria treinando um novo sucessor para a própria Ministra.
E este seria ninguém mais do que Harry Potter, famoso em sua adolescência como o Menino-que-sobreviveu-e-derrotou-Voldemort, e hoje líder da equipe de Aurores do Ministério.
Quanto a Harry Potter, este pensava acima de tudo em sua família, os três filhos já em Hogwarts e o afilhado, Teddy Lupin, prestes a se casar com Victorie Weasley. Não estava nem um pouco preocupado em ser Ministro da Magia, agora ou daqui a décadas... Aquela mulher estranha, que fora por anos o braço direito de Schakebolt, principalmente depois da morte de Tonks, de quem pouco se sabia do passado, poderia muito bem ficar lá até quando bem entendesse.

Harry a vira pela primeira vez nos jardins de Hogwarts, no dia posterior à sua batalha final com Voldemort. Fora ela a responsável pela dolorosa tarefa de contar e nomear os mortos, tendo resgatado pessoalmente da Casa dos Gritos o corpo de Severus Snape.
A imagem ficara gravada na mente de Harry: o corpo inerte de seu ex-professor de poções sendo levitado gentilmente para fora da passagem do Salgueiro Lutador por ela, suas roupas de cores vivas sob a capa roxa de auror, a ponta de um velho cachecol grifinório aparecendo, os cabelos negros levemente avermelhados, mal puxados para trás por uma presilha, em vivo contraste com as vestes totalmente negras e a pele agora pálida de morte do homem sobre a capa transformada em maca. Ele lembrava-se também de Minerva McGonagall correndo até a mulher e abraçá-la – alguém, provavelmente Hermione, contara a Harry que a auror era sobrinha da professora - e depois debruçar-se sobre o antigo colega, tocando-lhe as mãos geladas e levando-as ao próprio peito, como a se desculpar por não ter sabido a verdade a tempo.
Regina McGonagall enxugara as lágrimas furtivamente e então fitara Harry, como que atraída pelo seu exame. Neste momento, ele sentira aquela velha impressão de alguém tentando penetrar sua mente, e por algum motivo, deixara que ela “visse” as imagens das memórias de Snape. Não conseguira entender porque, mas sentira que era importante, que ela poderia cuidar da limpeza de seu nome, levando a público o que fosse necessário – mesmo que Harry já o tivesse feito em pleno salão de Hogwarts, quando enfrentava Voldemort, a comoção posterior teria feito muitos se esquecerem deste fato importante: Severus Snape fora até o fim “um homem de Dumbledore”.

***

Depois de vinte e um anos, Harry não sabia porque se lembrava daquilo tudo, enquanto vigiava a velha casa de Severus Snape.
A notícia corrente era de que a casa fora comprada por alguém desconhecido, mas continuava desabitada e a aparência de sua fachada decadente não mudara. Nem Harry nem ninguém nunca entrara ali, mas haviam recebido uma denúncia de tentativa de invasão. Tudo que se referia a Severus Snape ainda era questão delicada, por isso Kinsley pedira a ele que cuidasse disso pessoalmente. E lá estava Harry Potter, numa manhã fria de janeiro, sob sua capa de invisibilidade, esperando...
De repente, percebeu algo estranho. Um besouro parecia se debater contra as janelas. Era evidente que o inseto tentava passar por um buraco no vidro, provavelmente resultado de uma bola infantil no passado, mas não conseguia... que estranho!
Harry se aproximou, sem ruído, tentando observar sem espantar o inseto. Para sua surpresa, constatou que uma barreira mágica é que impedia o bichinho de entrar. Chegou a estender a mão para pegar o inseto e tirá-lo de lá, levando-o para um jardim próximo onde seu vôo poderia ser mais produtivo, quando, inesperadamente, ele se transformou em uma mulher, de roupas berrantes e óculos enfeitados de pedras brilhantes, os cabelos tingidos num tom absurdo que não conseguia esconder os sinais de sua idade.
- Rita Skeeter! Eu deveria ter imaginado! – Harry riu para si mesmo.
A velha repórter não poderia estar fora dessa, parecia ainda farejar escândalos – ou produzi-los, como nos velhos tempos.
Provavelmente tentara adentrar a casa de forma usual – ou quase – e isso gerara o alerta de invasão. Primeiro sinal de que o proprietário atual era mesmo um bruxo, não um trouxa como todos haviam pensado todos esses anos. Feitiços de proteção lançados pelo dono anterior não poderiam estar vigentes até hoje, pois esse tipo de feitiço cessava com a morte. Alguém, como na velha casa dos Potter em Godric’s Hollow, fizera isso por ele. Mas quem? Eram pouquíssimos os bruxos que tinham um dia tomado conhecimento do endereço de Severus Snape, e assim mesmo, a maioria estava também morta a esta altura...
Enquanto pensava tudo isso, Harry observou Rita Skeeter esbravejar contra a falta da “liberdade de imprensa” e coisas do tipo, e até suas tentativas de lançar feitiços contra a casa, rechaçados admiravelmente pela barreira mágica. Ele pensou em se revelar, mas resistiu. Ela nunca desistira de assediá-lo em busca de detalhes, e o fato dele estar ali em pessoa alimentaria ainda mais sua fértil imaginação, colocando-o em uma situação no mínimo constrangedora. Ele chegou a imaginar a manchete: “Menino que sobreviveu vai em busca de seu guardião secreto” ou algo de maior mau gosto.
Contendo o riso, viu-a se afastar da casa e aparatar, sem ao menos observar se havia algum trouxa por perto. Talvez uma visita dos aurores alertando-a sobre quebra da lei de sigilo a faria ficar quieta em casa por uns tempos...Rony adoraria fazer isso.

Sozinho novamente, Harry observou mais uma vez a casa. Agora que Rita estava longe, ele pode perceber uma luz acesa no andar superior, que acabara de se apagar. Alguém descia as escadas e logo, a porta foi aberta. Atento, sem ao menos respirar, ele aguardou.
Uma mulher que ele nunca vira antes saiu da casa. Tinha uma semelhança tão grande com seu antigo professor que Harry até se assustou. Lembrou-se do bicho papão de Neville no terceiro ano, Snape vestido com as roupas de sua avó... mas aquela mulher não tinha aparência tão bizarra. Apenas... se parecia com Severus Snape. O rosto pálido fustigado pelo vento da manhã, os cabelos negros divididos ao meio e presos por uma espécie de elástico logo abaixo das orelhas, dando-lhe um ar quase jovial, a silhueta magra toda vestida de preto... a não ser por alguma coisa dentro da capa que parecia ser amarelo e vermelho.
Curioso, Harry aproximou-se o máximo que pode sem ser detectado, e constatou que a estranha mulher tinha o pescoço vigorosamente enrolado em um cachecol da Grifinória, e sorriu.
Harry a seguiu a uma distância que julgou segura. Desconfiava de que aquela mulher era a bruxa responsável pelos feitiços de proteção, e não queria ser detectado antes de descobrir alguma coisa. Isolara sua mente, para não ser um possível alvo de legilimência, e caminhava com cuidado, sem outro artifício mágico além de sua velha capa da invisibilidade.
Com assombro, percebeu que a mulher se encaminhava ao velho cemitério, um lugar desolado, onde poucos visitantes pareciam se aventurar, tamanho o abandono de tudo.
Então, para sua surpresa, ela parou em frente ao túmulo da família Snape – ali estavam enterrados Tobias e Eillen Snape e também seu filho Severus Snape.
A mulher tocou em cada nome na lápide familiar, as lágrimas lavando seu rosto silenciosamente. Harry pensou ter ouvido palavras balbuciadas, um pedido de perdão, que ele não saberia ao certo dizer a qual dos mortos era destinado.
Ia finalmente se revelar, quando alguém o fez antes dele: Rita Skeeter não desistira! Ali estava novamente, seu bloco e sua velha pena a postos, flutuando ao seu lado.
Harry tirou a capa, pois agora a repórter fora longe demais. Enquanto se aproximava, ainda ouviu sua voz estridente a indagar:
- Quem é você e porque visita o túmulo de Severus Snape? Por acaso é uma viúva ou filha desconhecida que vem reclamar seus direitos e...
Rita Skeeter não falara mais nada. Num gesto tão rápido que Harry Potter achou difícil até mesmo para ele antecipar, a mulher sacou a varinha da manga de sua veste e apontou para a repórter intrometida. O feitiço não verbal tomou-a completamente de surpresa e, enquanto ela permanecia estática e muda, a mulher aparatou, não sem antes dirigir a Harry um breve sorriso.
Refeito do susto, ele próprio tratou de se aproximar de Rita, varinha em punho. Constatou com seu olhar experiente que Rita sofrera um feitiço de memória conjugado a um leve estuporamento, comumente aplicado por aurores em situações de extremo risco, que faziam a "vítima" sentir uma forte vertigem e imaginar que sofria um mal súbito, como era comum entre os trouxas. Aparatou rapidamente para o St Mungus, levando-a para atendimento.
Deixando-a aos cuidados de uma curandeira, voltou rapidamente ao Ministério, para prestar seu relatório a Schakebolt.

O rosto magro e pálido da mulher no cemitério voltou à sua mente. Quem seria ela? Tinha certeza – sem entender como – que as suposições de Rita Skeeter estavam erradas, muito erradas.
Provavelmente, era uma parente próxima, membro da família Prince, já que se tratava de uma bruxa. Lembrou-se do cachecol, e a idéia de Snape ter uma parente na Grifinória lhe pareceu esquisita, mas deu de ombros. Aprendera a duras penas que o chapéu seletor não era infalível...

Disposto a não se preocupar mais com a figura pálida caminhando por Spinners End, Harry foi à procura do velho chefe dos Aurores.

====

Esqueci de dizer: Belzinha deu uma espiada nele, numa betagem informal, e achou legal que eu invertesse a ordem dos capítulos
(este não era pra ser o primeiro... hehe...)
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Re: Em algum lugar do passado

Mensagempor Belzinha » 07/06/10, 14:14

Misterioso, misterioso...
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Re: Em algum lugar do passado

Mensagempor Regina McGonagall » 22/07/10, 23:12

Gente, este novo capítulo é novo mesmo... nem foi betado, então, me desculpem se houver algum erro muito trágico... :mrgreen:

É que fiquei meio impaciente pra postá-lo...

bom, um pouquinho mais de mistério, ou nem tanto...

não pensem que conhecem a nova personagem... vocês podem estar levemente enganados... :roll:


=====================

Entre velhos amigos


A conversa com Schackebolt fora a mais estranha que Harry já tivera.
O velho auror rira sem parar, enquanto Harry contava as peripécias de Rita Skeeter. Só deixara de rir ao ouvir a descrição da bruxa que a atacara, ficando infinitamente sério ao saber como a repórter enxerida fora atingida.
- Você disse que ela usou um feitiço de uso exclusivo nosso? Não é possível! Apenas os aurores mais graduados o aprendem, sob voto de sigilo. Não é um feitiço que seja de conhecimento geral, foi o desejo de quem o criou.
- E quem o criou? Eu nunca soube...
Mas o homem mais velho o interrompeu com um gesto. Uma vistosa coruja acabara de entrar voando e pousava suavemente na mesa entre os dois. Era cinzenta, quase negra, a não ser pelo que parecia um colar de penas flamejantes em volta do pescoço, algo tão incomum que Harry estendeu a mão para tocar.
Ao contrário do que se poderia esperar, a coruja não recuou ao seu toque, nem o bicou. Apenas o fitou com seus grandes olhos, fazendo-o por um minuto sentir saudades de sua velha Edwiges. Suspirando, Harry olhou para seu mentor, que sorria estranhamente, balançando o pequeno pergaminho que a coruja trouxera em sua pata:
- Você tem uma reunião importante esta tarde, Harry. Às cinco horas, não se atrase.
- Reunião? Com quem?
- Com a Ministra da Magia.

***

Na hora marcada, envergando sua melhor veste de trabalho e sua capa de auror, Harry Potter chegou ao Gabinete da Ministra da Magia. Há muitos anos atravessava aqueles corredores todos os dias e as lembranças do seu quinto ano já haviam se desvanecido, mas algo o fazia sentir-se de novo como um adolescente, e isso o incomodava um pouco.
Bateu à porta e uma voz juvenil mandou que entrasse. Girou a maçaneta levemente, tentando entrar o mais respeitosamente que pode, mas só o que viu foi uma pequena sala de espera, cheia de puffes e almofadas. Na parece em frente, uma pintura representava um vagão do Expresso Hogwarts com sua porta de entrada e uma janela, da qual uma jovem estudante parecia acenar eternamente para alguém na plataforma. “Hora da partida”, era o nome escrito na pequena tabuleta ao lado do quadro.
Sem saber o que fazer, Harry esperou, até que a garota risonha pareceu cansar-se de acenar e se virou para ele – já que logicamente se tratava de uma pintura bruxa.
- Quem é você?
- Harry Potter. E você?
- Sou a guardiã do Gabinete. – ela sorriu – Meu nome é Alice.
Harry sorriu gentilmente para a menina que lhe parecia vagamente familiar e se virou, procurando um lugar apropriado para se sentar, já que teria que esperar que a Ministra ou qualquer outra pessoa aparecesse...
- Ei! Não vai entrar? Ela pediu que você entrasse assim que chegasse. – a menina piscou e apontou para a porta pintada.
Atônito, Harry a fitou por alguns instantes. Então se lembrou de um outro quadro que se transformava em passagem, e avançou para a porta pintada. Tocou a maçaneta pintada, que magicamente ganhou volume sob seus dedos... e a porta se abriu.
No instante seguinte, já estava entrando em uma sala não muito grande, decorada em estilo vitoriano, mas com alguns objetos que em qualquer outro lugar pareceriam deslocados mas que ali se encaixavam perfeitamente ao ambiente, como uma guitarra espanhola sobre uma almofada colorida.
A sala estava vazia e ele se sentiu perdido novamente, até que uma voz conhecida lhe falou:
- Sente-se meu rapaz, ela teve um contratempo no Ministério dos trouxas, mas já vai chegar.
- Professor Dumbledore? – Harry procurou à sua volta, até ver que a voz viera de um retrato do velho diretor.
Harry se aproximou, e seu espanto foi ainda maior ao constatar que mais três rostos conhecidos o fitavam de suas telas: Minerva McGonagall, Olho Tonto Moody e... Severus Snape.
- Professores... – ele titubeou.
- Ora, Potter, sente-se logo. – a voz de Olho Tonto era incisiva, e ele obedeceu prontamente.
Nem poderia se lembrar da última vez que vira os quatro juntos com vida, e isso o perturbava.
- Ah, garoto! – a voz de Moody o despertou de seu devaneio – Obrigado.
- Por que?
- Por resgatar meu olho – o ex-auror apontou para seu olho mágico e sorriu.
Harry ia agradecer, mas uma voz roufenha, vindo de um outro quadro – um homenzinho com cara de sapo e peruca prateada – anunciou:
- A Ministra da Magia está retornando.
Em seguida, a lareira faiscou em chamas verdes e dela surgiu uma mulher, balançando elegantemente as cinzas de seu terninho escuro, enquanto tirava a capa de viagem.
- Por Merlin, fica cada vez mais chato isso. Se ao menos ele fosse realmente Hugh Grant...
- Regina! – a voz chocada de Minerva McGonagall-retrato assustou o jovem auror, mas a mulher apenas deu uma risada.
- Ora, tia! Eu sabia que ser Ministra não é divertido, mas... francamente! Certas coisas poderiam melhorar...
Um raspar de garganta soou do quadro de Severus Snape.
- O que? – a mulher fitou o retrato e então olhou em torno – Ah, Harry! Você já chegou. Vejo que Alice já o recebeu... Que tal um chá enquanto eu me ajeito?
Imediatamente, uma xícara de chá surgiu flutuando à frente de Harry. Ele olhou meio acanhado, incerto do que fazer.
- Ela não vai bater na sua cabeça se você não quiser... – a Ministra disse, enquanto Dumbledore piscava para Harry.
Antes que Harry pensasse em algo pra dizer, ela já transformara o elegante terninho de tweed que a fazia se parecer uma executiva trouxa por vestes “normais”, que no seu caso eram saias amplas e uma blusa de manga longa, além do infalível cachecol da Grifinória, o mesmo que Harry a vira usando após a batalha em Hogwarts. Era sem dúvida uma peça muito, muito velha.

A mulher sentou-se, tomou o próprio chá, observando Harry em silêncio.
O auror não se sentia assim desde os tempos de escola, quando Dumbledore o chamava em seu escritório. A lembrança o fez fitar o velho professor, que lhe sorriu tranqüilizador.
Mas Harry nãos conseguia se sentir tranqüilo. Não na presença da Ministra da Magia – mesmo a tendo conhecido durante seu treinamento de auror, pois ela substituíra Schakebolt. Sua mente devaneou um pouco sobre o estranho costume que a Suprema Corte dos Bruxos tinha adotado de só nomear ex-aurores para o Ministério, como se temesse que um novo bruxo das trevas pudesse surgir a qualquer momento e esperasse que aurores fossem melhores dirigentes por isso.
- Também pensou nisso de vez em quando, por isso tenho conversado muito com Kinsley sobre meu sucessor... Você gostaria da ideia, Harry?
- Na verdade, não. – Harry espantou-se com a pergunta, ainda mais por perceber que ela sabia no que ele estava pensando. Não erguera seu escudo de oclumência, nem pensara ser necessário, mas também não sentira nenhuma invasão...
- Vigilância constante! Não é isso mesmo, Tio Moody?
- Isso mesmo. Potter, você anda sendo descuidado... – a repreensão não foi mais estranha do que ouvi-la chamar o velho auror de tio.
- Não se espante, Harry. – a Ministra sorriu e fez um gesto abrangendo os quatro retratos – Eles são a minha família, desde há muito tempo. Alastor nem tinha ainda seu olho mágico, quando o conheci. Ele e Tia Minerva são meus padrinhos.
- Sério? Eu só o vi antes de ter o olho mágico em uma...
- Memória em minha penseira. – Dumbledore completou por ele.
Harry se sentiu ainda mais desconfortável, mas a Ministra pareceu não notar. Ao invés disso, ela falou:
- Recebi um relatório do St Mungus antes de ir à reunião com o Primeiro Ministro dos Trouxas. Eles diziam que a nossa amiga repórter seria liberada agora à tarde. Mas, não se preocupe, ela não voltará a Spinners End. O curandeiro que a atendeu relata que ela só se recorda de ter entrevistado um famoso apanhador sobre algum escândalo de sua vida pessoal, esta manhã. Portanto, você está liberado da vigilância da casa.
Harry a olhou sem entender. Se aquilo era o que ela tinha pra lhe dizer, poderia ter dito na mensagem que a coruja levara a Schakebolt.
- Você viu bem a bruxa que enfeitiçou-a? Seria o caso de a procurarmos por uso de um feitiço tão forte, ou você pode afirmar com segurança que foi em sua própria defesa?
- Eu... – Harry hesitou por um segundo, enquanto recordava toda a cena estranha no cemitério. – Bom, eu acredito que a mulher agiu defensivamente. Rita Skeeter agiu abusivamente, aliás, como sempre fez. No seu lugar, eu talvez causasse mais danos que um Olvido estuporum...
- Verdade? – a Ministra sorriu, enquanto provava seu chá, aparentemente muito à vontade em sua cadeira de trabalho, as pernas esticadas sob a mesa.
- Senhora... – Harry tinha os olhos fixos no cachecol, e uma idéia repentina surgiu à sua mente – Há registros de parentes do Sn... do Professor Snape na casa grifinória?
A xícara foi parada no ar e o silêncio durou alguns segundos. Os retratos pareciam inquietos, enquanto a Ministra pousava cuidadosamente a xícara sobre a mesa. Olhou para os retratos um por um, e depois perguntou a Minerva McGonagall:
- Tia Minerva, algum Snape...
- Ou Pince – Harry completou rapidamente, e ela o fitou por um instante, antes de continuar.
- Sim. Algum Snape... ou Pince, já pertenceu à Grifinória?
- Não. Não que eu me lembre. – Minerva respondeu em voz baixa, e Dumbledore confirmou com um gesto de cabeça.
- Por que pergunta, Potter? – o retrato de Snape parecia guardar toda a antiga postura rancorosa contra o ex-aluno. Será que ele nem sabia que Harry dera seu nome ao filho mais novo?
- Ele sabe disso, Harry. E se sente honrado. Não ligue pros maus modos dele, velhos hábitos... você sabe...
Sem ligar para o que parecia ser novamente uso de Legilimência por parte da Ministra, ele assentiu com a cabeça. E respirou profundamente, antes de responder à pergunta do ex-professor.
- Eu deduzi que fosse uma parente do Professor Snape, não apenas por ter acesso à casa, mas também por se parecer muito com ele. E imaginei que pudesse ter sido da Grifinória, porque usava um cachecol da casa, como este que a senhora usa...
- Este cachecol? – a Ministra pareceu só perceber que trazia um cachecol ao pescoço neste momento. – Nossa, eu nem noto mais se o coloquei ou tirei do pescoço... acho que já faz parte de mim, ainda mais com esse frio todo... – ela fitou o auror com um sorriso estranho – Quer dizer que apenas quem pertenceu à Grifinória estaria usando um cachecol vermelho e amarelo?
- Bem... – Harry se sentiu ainda mais infantil. Será possível que não conseguiria agir como adulto na frente desta mulher? O que ela pensaria dele? Só podia ser o choque de reencontrar de uma vez – ainda que em retrato – os quatro maiores mentores que ele tivera na vida. Sim, porque já reconhecera para si mesmo, e após a lógica irrefutável de Hermione a lhe mostrar como e porque disto, que Severus Snape fora um de seus mentores na juventude.
A Ministra percebeu seu desassossego, e falou com voz triste.
- Me perdoe, Harry.devia ter-lhe avisado com antecedência que gozo da feliz companhia desses quatro. Eles me intimidam também.
- Agora deu pra mentir... – Severus Snape pareceu furioso – Depois reclama que os jovens aurores não agem com naturalidade. Não sabe mais agir como uma bruxa normal.
- Eu nunca fui uma bruxa normal, meu caro. Você sabe disso mais do que ninguém.
- “Esqueci”. – foi a resposta em tom irônico do ex-professor de poções.
Isso despertou um alarme dentro de Harry.
- O que ele quis dizer?
A Ministra pareceu pensar bastante. Então, com um longo suspiro, abriu uma gaveta de sua mesa, tirando de lá uma pequena penseira.
- O que você prefere? Ouvir uma longa história, ou visualizar algumas memórias?
Sem entender, Harry olhava da bacia prateada para a bruxa à sua frente, que agora parecia despojada de qualquer aura de autoridade. Era apenas uma mulher normal, com a expressão de quem passara por grandes sofrimentos.
Pela primeira vez, Harry se viu pensando em quem ela seria realmente. Ninguém sabia nada de sua vida pessoal, ela comparecia a poucos eventos sociais, mesmo celebrações oficiais, e tinha uma lista de poucos amigos conhecidos. Seus contatos pareciam ser exclusivamente de trabalho, que lhe dava uma certa fama de arrogante e anti-social.
Mas, mesmo sob o efeito de algum feitiço intimidante – como ficara sugerido pela intervenção de Snape – ele pudera ver uma mulher agindo com naturalidade e até certo ponto divertida. Citara até o nome de um conhecido ator inglês, embora Harry desconhecesse o que ele teria a ver com o governo britânico. Acompanhava as notícias trouxas o suficiente para saber que não tinham nomeado um ator para Primeiro Ministro. Os americanos faziam isso, não os ingleses...
Ma foi tirado de seu devaneio pela voz da Ministra.
- Então? O que vai ser?
- O que vamos ver? – ele arriscou-se a perguntar.
- A resposta para a pergunta que me fazem todos os dias...
- Que é...
- Qual foi a minha casa em Hogwarts... se é que estive mesmo lá! – ela piscou divertida.

********

por enquanto é isso...

quem será que vai descobrir uma nova pista para tanto mistério?
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Re: Em algum lugar do passado

Mensagempor Belzinha » 27/07/10, 10:37

Ah, eu tb preferia que o Ministro trouxa fosse o Hugh Grant, kkkkkk (adoro aquele filme).

Acho que fui também atingida por algum feitiço de intimidade, porque me senti a vontade, pela primeira vez, em um gabinete do Ministro da Magia. A nova ocupante conseguiu, sem dúvida, fazer com que a sala parecesse com uma sala de estar quentinha em um dia de frio, repleta de amigos queridos.

E, por Merlin, entremos ligo nesta penseira! Estou louca para saber que mistério é este!
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Re: Em algum lugar do passado

Mensagempor Regina McGonagall » 04/08/10, 21:07

Como eu esqueci de dizer no começo, e lá no FeB já fui questionada a respeito, resolvi explicar aqui também:

Esta fic não tem ligação com "O Paciente Inglês" e "Close to You" (fora o fato de ter nome de filme...)
É uma história diferente, a partir do livro 7, respeitando assim o final proposto por JK para os personagens.
Quem morreu na saga tá morto aqui também, até porque esta fic é do gênero "Angust" (embora ainda não pareça, até porque fico tentando fazer humor, ainda que britânico... :roll: )

desculpem por não ter dito antes. :oops:
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Re: Em algum lugar do passado

Mensagempor Regina McGonagall » 13/08/10, 21:48

Poxa, 95 exibições até agora!
Como não são todas minhas e da Belzinha, acredito que mais alguém esteja lendo, mas não comenta... talvez seja quem vota em mim no GA pra "melhor escritora de fanfics"... ou não.
Comentem, por favor! É o que dá ânimo ao escritor, pobre mortal que anseia voar até o infinito e voltar.

bem, este sim, era pra ser o primerio capítulo...
não resisti à ideia, então, há alguma coisa em comum entre os irmãos desta e da outra fic... o que será?


=========================

De volta ao começo

- Você estava com elas de novo, não é?
- Estava sim.
- Elas te acham esquisito.
- Só a outra, “ela” não.
- Não foi o que eu “vi”...
- Você não pode ficar fazendo isso, é errado.
- Mas mamãe não me deixa sair!
- Claro, você não sabe se controlar. Fica fazendo magia o tempo todo!
- Não é por querer! Só... acontece. Não sei de onde vêm essas coisas.
- Está vendo? É por isso.
- Mas é muito ruim ficar aqui sozinha. Você pode ir lá fora, brincar, fazer suas experiências... Eu sei, eu vi você testando aquela poção esquisita.
- Eu já tenho onze anos. Vou pra Hogwarts no mês que vem.
- Ela... vai também?
- Sim. Já recebeu a carta. A outra também queria ir, imagina? Escreveu para o Professor Dumbledore. Mas ele respondeu que trouxas não podem ir.
- Coitada! Por isso está tão brava hoje.
- Não fique “vendo” ela. É errado, já disse.
- Mas eu “vejo” você o tempo todo. E você me “vê” também.
- Somos irmãos. Entre irmãos não há problema... Olhe, comporte-se. Papai acaba de chegar.
- Não vi! Você devia ter me lembrado, queria vê-lo pela janela!
- Pra que?
- Ele sempre olha pra minha janela quando chega... Aí, eu penso que é porque gosta de mim e quer ver se estou bem.
- Mas não é por isso que ele olha.
- Eu sei...
- Não entendo porque você escolhe sofrer.
- Porque o amo.
- Bobagem. Amor é bobagem de meninas...
- Eu amo você.
- ...
- Ei! Você ouviu o que eu disse?
- Sim... eu amo você também.
– pausa – Olhe, mamãe já vai subir. Está pronta?
- Me ajude!
- Calma. Faça como te ensinei: feche os olhos, respire fundo, conte até dez, bem devagar. Pronto?
- Sim.
- Agora,abra os olhos. Está tudo no lugar certo? Nada suspenso ou girando?
- Não.
- Ótimo. Então... surpresa!
- O que?

A porta do pequeno quarto se abre. Um menino alto e pálido de roupas surradas olha em volta, checando todo o quarto, até pousar o olhar sobre uma menina franzina, cabelos tão negros quanto os dele, repartidos ao meio e presos logo abaixo das orelhas, de roupas grandes demais para ela, sentada na cama, abraçada aos joelhos.
- Mamãe disse que eu podia vir te chamar para o jantar. Vamos?
A menina deu um salto da cama, um sorriso imenso iluminando seu rosto pálido. Correu até o irmão, estendeu a mãozinha, esperando.
Depois de um segundo de espera, ele sorriu brevemente e tomou a mão pequenina, conduzindo a irmã para o jantar em família.
Aquele era um momento raro, que os irmãos aproveitariam ao máximo.

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Re: Em algum lugar do passado

Mensagempor Tina Granger » 17/08/10, 00:44

apareceu a margarida, ole ole o a apareceu a margarida ole...
:twisted: :twisted: :twisted: :twisted: :twisted: :twisted:

voltei so pra ver mais uma fic tua... e a proposito... ta muito boa!


bjs

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Re: Em algum lugar do passado

Mensagempor Belzinha » 17/08/10, 09:10

Desculpa a demora em comentar. Tava meio doentinha este findi...
Pinceladas ocultas do passado... E mais mistério! (Assim coração não aguenta!)
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Re: Em algum lugar do passado

Mensagempor Regina McGonagall » 02/09/10, 22:53

Tina e Belzinha, amigas fiéis. Que saudades de nossos papos lareirísticos (msn)

Aí vai mais um pouco...


========================

Depois o silêncio

- Por que você não vem pra Páscoa?
- Como você soube?
- Ouvi mamãe dizer... ela disse pr’aquele homem que tudo bem se você não quisesse vir.
- Que homem?
- O homem da sua escola, acho que era um professor. Ele esteve aqui com aquele outro... O que vem toda vez que... eu faço alguma coisa.
- O auror esteve aí de novo?
- Ele é amigo de mamãe, né? Acho que vem sempre por isso.
- Pode ser... mas o que um professor... Qual era o nome dele?
- Dumb...
- Dumbledore! O Diretor esteve aí?
- Ei, não grite! Minha cabeça dói!
- Desculpe... Mas me conte tudo.
- Está bem. Foi assim:

“Eu tinha visto uns garotos pulando o muro lá atrás e indo mexer nos canteiros da mamãe, aí fui lá correndo para espantá-los, tem ervas perigosas lá, você sabe, e... bom, eu os fiz voar de volta pelo muro... Foi uma gritaria danada, acho que tiveram que fazer os meninos esquecerem de tudo, por isso o auror veio com os outros...
Mamãe ficou apavorada, pensando que iam me prender, ou a ela por não ter cuidado direito de mim. Então, o Professor chegou, dizendo que queria falar sobre você. Ela ficou preocupada e eu também, quando vi. Pensamos que por minha causa você ia ter que sair da escola...
Ele tranqüilizou mamãe, não se tratava disso. Eu tentei vê-lo... mas algo estranho aconteceu. Uma luz forte me impediu e, de repente, ele estava me vendo também, me perguntando coisas. Então, mandou que eu descesse. De alguma maneira, a porta do quarto abriu, então, eu obedeci.
Quando cheguei à sala, ele me olhou por cima daqueles óculos engraçados, os olhos dele pareciam ir lá no fundo... tive medo e tentei não deixá-lo me ver. Acho que ele achou isso engraçado, porque sorriu e me ofereceu um doce. O outro só ficava em silêncio, me observando. Às vezes resmungava alguma coisa, mas nem tentei olhar pra ele.
Mas o Professor dizia à mamãe que ficasse tranqüila. Você está indo bem na escola, é muito inteligente e sabe mais do que a maioria sabe no primeiro ano. Isso deve ser bom, né?
Então, ele disse que nos visitará mais vezes, pra me ver. Que já houve um caso semelhante e que... ele vai me acompanhar de perto. Pareceu tão triste ao dizer isso e eu fiquei com pena dele. Então, pensei ter visto uma menina, mas a luz forte me impediu de novo. Ele sorriu pra mim, disse pra me cuidar, e foi embora.”

- Você disse que tentou vê-lo e não conseguiu. Isso confirma o que eu imaginava...
- O que?
- Dumbledore é um “Oclumente”. E eu preciso aprender a ser um também.
- O que é isso?
- Um oclumente impede as outras pessoas de verem sua mente, suas lembranças ou pensamentos. Algumas pessoas conseguem fazer isso. Eu tive essa impressão quando ele veio falar comigo, outro dia. Parecia que ele sabia o que eu estava pensando, mas eu não tinha sentido nada... Eu sempre sinto você, então, não tinha prestado atenção a nada diferente.
- Ele é como nós?
- Sim. Só que a maioria precisa treinar muito e até usar um feitiço pra fazer como você faz.
- Você não consegue? Ver todo mundo?
- Como você? Não. Só um pouco. Estou treinando isso também.
- Dá pra ser as duas coisas?
- Claro! Olha só o Dumbledore. Ele também “viu” você, não foi? E não deixou que você o visse. Eu preciso aprender rápido a fazer isso, e você também. É mais seguro pra você.
- Tem alguma cosia sobre isso nos livros aqui em casa?
- Você ainda está com alguns em seu quarto?
- Sim.
- Então procure sobre “Oclumência e Legilimência”. Deve estar nos livros de Feitiços de Defesa.
- Essas palavras são difíceis...
- Você não vai esquecer, vai?
- Não, não vou. Oclu...mência, Leg... legilimência. Pronto.
- Ótimo. Preciso ir, hora da aula de Transfiguração.
- Posso “ir” com você?
- Humm...não sei. Acho melhor não.
- Mas eu estou com tanta saudade! E você não vem no feriado!
- Está bem. Mas não me distraia perguntando ou dizendo nada.
- Combinado.
- Então, vamos. Droga, outra aula com os grifinórios...
- Posso dizer só uma coisinha?
- O que é?
- Eu amo você.


***

O auror pegou um pequeno punhado de pó de flu e jogou na lareira.
- Albus Dumbledore! – exclamou.
Logo, a cabeça do diretor de Hogwarts flutuava nas chamas verdes.
- Moody, velho amigo. Algum problema? Estou numa reunião com Minerva e...
- A nossa menina, Albus. Desta vez, é impossível encobri-la. Aconteceu uma tragédia.
O outro perdeu instantaneamente a aparência despreocupada.
- Ela está...
- Em estado de choque. Não consegue acreditar que a filha fez o que fez.
- Moody, seja mais claro. O que aconteceu?
- Ela... a menina... matou o próprio pai.
- Merlin! – o professor ficou pensativo alguns segundos. – Chego aí em alguns minutos – e voltando-se para alguém ao seu lado – Minerva, acho que seria oportuno você me acompanhar...

Alastor Moody afastou-se da lareira e voltou-se para a mulher sentada à mesa, completamente apática. O corpo de seu marido estava a um canto, sua filha não estava à vista. A garota refugiara-se no quarto, e o auror nem sabia se ela percebera a extensão dos acontecimentos. Talvez nem tivesse percebido que o pai estava morto e a mãe em choque.
O auror já vira de tudo, mas uma tragédia familiar como aquela... Como contariam ao garoto que estava em Hogwarts? Bem, isso era preocupação para Dumbledore, não ele, mas, seguramente Azkaban não poderia ser o destino de uma menininha de oito anos. Era duro demais. Cruel demais. Por outro lado, entregá-la ao St Mungus ou aos Inomináveis também seria crueldade... Ou não?
Seus pensamentos foram interrompidos pelo estalar duplo. Albus Dumbledore e Minerva McGonagall acabavam de chegar.

***

- Ela não é minha filha! Não depois disso!
- Por favor, se acalme. Vai ficar tudo bem?
- Tudo bem? Meu marido está morto! Morto! E foi ela. Ela é um monstro!
- É só uma criança que não sabe controlar os poderes ainda. Ela vai aprender. E precisa de você pra ajudá-la a se recuperar disso tudo.
- Não. Ela não precisa de mim. Eu não preciso de uma filha como ela. E o meu menino? Como vamos dizer isso a ele?
Minerva balançou a cabeça, desalentada. A mulher estava apavorada e nada mudava seu sentimento de rejeição pela própria filha. E a professora de transfiguração temia que nunca mudasse. Teriam que tomar alguma atitude mais drástica. O que mais a preocupava era a pobre menina. O que fariam com ela?
Era justamente isso que Moody e Dumbledore discutiam. Pareciam já ter chegado num acordo.
O infeliz acidente ocorrera porque a filha pensara que a mãe estava em perigo, numa discussão violenta com o marido. Querendo proteger a mãe, a menina se interpusera entre os dois, pensando apenas que empurrava o pai para longe. Entretanto, não fora a força física limitada de uma menina de oito anos que ela usou pra isso, mas uma magia elementar, que o jogou contra a parede violentamente. Uma fratura no crânio, e o homem estava morto.
Não fora sua intenção machucar o pai, mas a mãe estava transtornada demais para ver isso. E Moody não conseguiria desviar a atenção do Departamento de Controle de Acidentes Mágicos por mais tempo.
Então, só havia uma solução: porque Dumbledore temesse por uma tragédia ainda maior, a menina teria que ser levada. Mas... para onde? Quem poderia ter a missão de controlar sua magia? Ainda era muito pequena para ir a Hogwarts, onde poderia ficar sob sua vigilância pessoal. Sem contar que ele ainda tinha outros problemas, como um pequeno lobisomem pra manter em segurança e uma certa onda crescendo entre os sangues-puros, principalmente na Sonserina.
Foi então que Minerva pareceu ter uma idéia:
- Meu irmão. Ele e a esposa podem cuidar dela. Minha cunhada tem poderes que podem ajudá-la.
- Você consegue falar com eles rapidamente?
- Se eu der sorte de estarem onde tenha uma lareira...
- Então tente.
- E a mãe e o irmão?
- Alteraremos suas memórias. A menina nunca terá existido pra eles. O pai e marido terá simplesmente caído da escada e batido com a cabeça. Os resíduos mágicos já se dissiparam, e ele é um trouxa, além de claramente estar alcoolizado... Os trâmites legais ocorrerão normalmente.
- E ela? A menina?
- Também teremos que alterar sua memória. Para que ela não os procure depois. Não será seguro.
- Vamos lá?
- Esperemos por Minerva. Será melhor em três, principalmente porque a menina tentará impedir. Se não funcionar inteiramente, será preciso um feitiço de segredo ou até um voto perpétuo, e ela ainda não tem varinha, precisará de uma “madrinha” para isso.
- Bem pensado.
- Minerva?
A professora voltava da lareira.
- Tudo certo, Albus. Eles concordaram. Estarão aqui em minutos.
- Então, vamos.
Ele sacou sua varinha, no que foi imitado pelos outros dois, e subiu em direção ao quarto da menina.
Havia um trabalho importante e delicado a ser feito.

***

- Por favor, não esteja treinando Oclumência logo agora, eu preciso de você!

Silêncio.

- Eu ouvi o que eles querem fazer! Não vou deixar! Como faço? Me ajude!

Silêncio.

- O que eu posso fazer... Já sei. Oclumência. Esconder meus pensamentos e sentimentos. Preciso tentar com força, ele é muito poderoso... Mas vou conseguir, vou conseguir...

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Re: Em algum lugar do passado

Mensagempor Tina Granger » 03/09/10, 21:08

CARACA!

MEU QUEIXO CAIU!


bom... espero que a menina consiga ter tido um futuro mellhor que o q eu to imaginando...


bjs


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Re: Em algum lugar do passado

Mensagempor Regina McGonagall » 03/09/10, 21:26

Querida Tina!
Espero, siceramente, que o próximo capítulo signifique um "Sim, ela teve um futuro melhor", mas ... quem sabe?
Vai depender do ponto de vista...
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Re: Em algum lugar do passado

Mensagempor Regina McGonagall » 16/09/10, 22:10

Em vista das terríveis ameaças recebidas pela minha lareira... corri aqui para postar o novo capítulo.

Tina, este é dedicado a você, apesar de um pedacinho especial em hopmenagem a Belzinha (acho que vocês reconhecerão uma certa personagem na mesa de uma certa casa... Saudações... epa! quase entreguei o ouro, quer dizer, a casa, antes da hora... hihi


==================

A Seleção

Três anos depois...

A névoa branca era espessa o bastante para apenas os que passassem bem próximos perceberem a pequena família a se despedir. Um homem alto e magro de vestes escocesas, um cachecol muito velho ao pescoço, o olhar sereno no rosto de barba bem aparada e uma mulher bonita de cabelos avermelhados e roupas coloridas e amplas sob a capa de bruxa, grandes brincos dourados e pulseiras tilintantes nos pulsos, sorrindo condescendentes para uma menina, muito parecida com ela própria, usando amplas saias roxas sob o uniforme novinho em folha da escola. A menina também trazia brincos de argola, e pulseiras douradas, mas demonstrava grande preocupação e receio.
- Eu tenho medo de não conseguir... e se os feitiços falharem? Como vou reativa-los?
A mulher acariciou os cabelos da menina, levemente ondulados e cheios, que pareciam mais desarrumados que penteados, e disse:
- Não se preocupe, querida. Seu cabelo vai permanecer arrumado até o Natal, eu garanto.
- Mesmo se eu cair no lago?
- Mesmo se você cair no lago. – a mulher riu suavemente, e sua risada lembrava o canto de um pássaro na floresta.
- Mas você não vai cair no lago, nunca soube de alguém que o tivesse feito. - o homem comentou, divertido.
- Eu posso muito bem ser a primeira...
- Bobagem... Você só precisa... – mas suas palavras seguintes foram esquecidas, pois o forte apito do trem lhes chamou a atenção.
A mulher abraçou a menina e disse, carinhosa:
- Você precisa apenas se concentrar, como fez todo o verão, no principal: controlar seus poderes, manter-se tranqüila, e não procurar o...
- Tome. – o homem interrompeu a mulher, tirando do pescoço seu velho cachecol e enrolando-o no pescoço da menina. – É meu velho companheiro desde a escola, vai lhe dar sorte. Minha mãe o fez pra mim, e um igualzinho pra minha irmã, logo que soube pra qual casa fomos selecionados.
A menina fitou a peça listrada de amarelo e vermelho, um suspiro triste saindo de seu peito.
- Se eu não for para a Grifinória...
- Se você for, ficaremos orgulhosos, mas se não for, ficaremos também. Saberemos que está na casa que mais lhe ajudará a cumprir seu destino.
- Mas não posso ir para a Sonserina...
- Não seria...aconselhável. Você sabe.
- Sim, mãe, eu sei.
- Resista à tentação, querida. Seja forte, e será melhor para todos. E,,, leve isso com você – ela levou a mão à testa que parecia lisa, mas de lá tirou uma pequena moeda de ouro e entregou à menina – Se você resolver usá-la, ficará invisível, não se preocupe. Pode ajudar a manter o controle.
A menina sorriu, acatando o conselho e guardando a pequena moeda em seu bolso, embora com uma tristeza imensa tomando conta de seu pequeno coração.
Abraçando mais uma vez os pais, ela entrou no trem, procurando rápido por uma janela enquanto as portas se fechavam, indiferente ao burburinho e às risadas dos outros alunos.
Ela acenou para os pais até que eles sumissem sob a névoa que envolvia toda a estação, e depois acomodou-se para a longa viagem até a famosa Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts.

*****

- McGonagall, Regina!

O salão inteiro silenciou, surpreso. Afinal, a Professora de Transfiguração acabara de chamar alguém de sua família para experimentar o chapéu seletor. Centenas de olhares se voltaram, curiosos, para a garota que se encaminhou sem pressa para o banquinho, após dar um pequeno sorriso - discretamente correspondido – para a professora. Ela ostentava um velho cachecol grifinório no pescoço, fato pouco usual antes da seleção. Sua pele levemente bronzeada e os cabelos negros, longos e levemente ondulados foram uma surpresa, e alguns sussurros começaram a ser ouvidos. Seu caminhar era acompanhado por um tilintar suave, cuja origem foi percebida quando ela se sentou e pegou o velho chapéu, pronta para experimentá-lo. Ela usava pulseiras coloridas e brincos de argola com pequenas moedas penduradas. Algo nunca visto em Hogwarts... Os sussurros aumentaram então. Que tipo de bruxa seria ela? Só ciganas – ou trouxas – usavam aquelas coisas barulhentas...
Então, alguns se lembraram de terem visto ciganos na plataforma 9 e ¾ da Estação Kings Cross, acenando para alguém enquanto o Expresso de Hogwarts partia.
Da mesa da Sonserina, um quartoanista levantou os olhos do livro de poções ao ser cutucado por um dos colegas e olhou para a frente do salão. Viu a menina, e esta o fitou rapidamente ao erguer o chapéu, desviando os olhos em seguida.
Foi um gesto rápido, mas não o suficiente. Uma onda de reconhecimento o invadiu, e o rapaz procurou sem sucesso um rosto correspondente em sua memória, enquanto uma voz bem fraquinha pareceu soar em algum lugar:
“-Por que você não vem para o feriado?”
Mas a sensação de reconhecimento se dissipou instantaneamente, e ele não se preocupou mais com o assunto. O livro absorveu novamente toda a sua atenção.
A garota, entretanto, ficara rígida. O desvio do olhar pode ter parecido rápido, mas para ela fora um esforço imenso fazê-lo. Há quanto tempo...
Um arranhar de garganta chamou-lhe a atenção, e ela olhou para a Professora McGonagall.
- Coloque o chapéu, minha querida. Não há o que temer.
- Eu sei, tia Minerva. – ela respondeu, obedecendo imediatamente e finalmente colocando o chapéu, sua voz baixa sendo ouvida pelos alunos mais próximos e a informação sendo rapidamente repassada para os demais: ela chamara a professora de “tia”!

Mas o chapéu já fazia seu trabalho admirável:
- Ora, o que temos aqui? McGonagall, hein? Não me parece certo.
- Mas é o que eu sou! – ela respondeu automaticamente, tão espantada por ter ouvido a voz do chapéu que sua exclamação soara em voz alta.
Ela olhou para os rostos ainda mais curiosos e piscou, impaciente. Sua mãe pedira tanto que ela evitasse fazê-lo, e agora, o chapéu a incitava a isso: conversar com a mente. Tudo bem, devia ser o costume daquele ente mágico – com certeza era um ente mágico que habitava aquele monte de panos rotos. Então, ela respirou fundo, fechou os olhos e relaxou.
- Assim é melhor, minha menina. Não se preocupe, eu sei guardar segredos muito bem. Todos esses que você vê e muitos que já se foram me experimentaram um dia. São mil anos de bons serviços, acredite!
A menina suspirou novamente, e o chapéu riu de sua impaciência.
- Bem, vejamos. Você é muito inteligente, se daria bem na Corvinal. Mas seu coração deseja ir pra Sonserina, estarei certo? Coisa fantástica, Sonserina ser escolha do coração.
- Mas não é minha escolha! Não posso ir pra lá!
– ela reagiu prontamente, embora tomando agora o cuidado de não se expressar pela fala.
- Entendo... você teve muita coragem para enfrentar tudo pelo que passou e ainda passará, mas a Grifinória, que seria natural por ser a casa de sua madrinha, também não é o melhor pra você. Todos os seus valores parecem presos a um severo código de lealdade. É isso, você é leal ao que toma como missão, e todo o resto, coragem, inteligência, sagacidade, põe a serviço dessa missão. Então, só há um lugar pra você: Lufa-Lufa.

As últimas duas palavras soaram em voz alta, retumbando no salão, e exclamações de surpresa foram ouvidas por todos os lados.
Até a Professora McGonagall pareceu surpresa por um segundo, mas a um olhar de Dumbledore, asserenou. Era melhor que ela fosse pra Lufa-Lufa, estar em sua casa traria à menina mais pressão do que o necessário. Principalmente... bem, era melhor assim, ela concluiu, depois de observar por alguns segundos um pequeno grupo de alunos do quarto ano.
A garota endereçou um pensamento carinhoso de despedida ao “Sr. Chapéu” e depositou-o no banco com cuidado. Então, sorrindo novamente para a professora – que lhe respondeu com um aceno encorajador e um sorriso aberto desta vez, dirigiu-se à mesa da Lufa-Lufa, de onde vivas entusiasmados eram ouvidos, caminhando com graça e segurança.
Seu olhar passou pela mesa da Grifinória, onde muitos pareciam desapontados ou a olhavam como se os tivesse traído, mas não deu importância. Sentou-se no espaço aberto para ela entre duas meninas que lhe sorriam acolhedoras. Elas se apresentaram: Alice e Elizabeth, e deram as boas vindas em nome da casa.
Ela aceitou, feliz. Sentia sinceridade nelas, mesmo não “vendo” seus sentimentos. Prometera aos seus pais se esforçar para não usar seus poderes naturais a todo instante e a escola seria um grande teste, depois de três anos de estudo e treinamento. Esperava conseguir fazer amigos, dissipando a solidão que sempre a acompanhara, mesmo nas rodas festivas da tribo de sua mãe.

Solidão era um sentimento de que não gostava, ao qual sentira-se condenada eternamente, durante esses três anos. Agora, pelo menos, estaria perto dele e poderia vê-lo com os próprios olhos, pelo menos no horário das refeições.
Seu olhar foi imediatamente atraído para a mesa da Sonserina, rapidamente encontrando o aluno que fitara antes, seus cabelos negros debruçados sobre um livro enquanto o jantar não chegava. Venceu a tentação de chamá-lo mentalmente, quase ao mesmo tempo que outra mente a chamava. Descuidara-se, mas o Professor Dumbledore estava atento.
- Perdoe-me, professor. Foi só... saudade. Vou tomar bastante cuidado.
- Se precisar de ajuda, conte comigo, criança.
- Obrigada, Professor. Acho melhor usar a moeda encantada de minha mãe...
- Se é tão eficiente quanto me disseram, aprovo inteiramente. É um enfeite gracioso...para quem puder vê-lo, claro.

Ela sorriu de onde estava, e o professor sorriu em resposta, disfarçando sua preocupação. Para a maioria dos alunos, era apenas o início de mais um ano letivo.

Para Regina McGonagall, era bem mais do que isso.
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Re: Em algum lugar do passado

Mensagempor Tina Granger » 16/09/10, 23:08

que fofo... bom, mas curiosidade fazendo a gente ficar por aqui pra ler a fic...

Ai... Curiosa pra ler o proximo... E o Snape nao vai se tocar da irma?

bjs

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Re: Em algum lugar do passado

Mensagempor Belzinha » 22/09/10, 16:12

Regina, cada vez que eu percebo que você já atualizou há dias me dá vontade de encarnar o Dobby e passar as mãos a ferro! Desculpe não ter comentado antes, é que realmente estou visitando os foruns com espaços grandes de tempo entre uma visita e outra... Às vezes só entro e dou uma olhada rapidinha quais tópicos tiveram mensagens novas, mas acabo não olhando... achando que a mensagem nova é uma que já vi em outro fórum...

Enfim! Vamos ao que interessa: o capítulo novo! Você sabe que eu adoro olhares novos sobre cenários já conhecidos, né? E esta sua fic é exatamente isto. Só que nem todos conseguem transformar algo já familiar com outra roupagem sem deixar tudo muito esquisito ou até estragar a coisa toda. Graças a Merlim, você é um destes privilegiados com imaginação e talento inesgotáveis. Eu me sinto a vontade e encantada com cada história nova sua.

Não foi diferente com este capítulo. Adoro histórias de Hogwarts, especialmente sobre gerações mais velhas que o Trio. E quem não tem curiosidade para dar uma olhadinha em Snape jovem? E a menina-Regina está me saindo cada vez mais interessante, querida, corajosa e... FOFA! (pronto, baixou a Ana de novo, hehehehe).

Como membro da Lufa-Lufa, achei nossa nova colega de Casa uma "aquisição" maravilhosa, e tenho certeza de que ela se dará muito bem no lar dos Justos e Leais (fora que nosso Salão Comunal é o mais próximo das cozinhas, portanto, com óbvias vantagens agregadas, hehehhe).

Ai, e finalmente: não sei se você está pensando em desenvolver o dia-a-dia dela em Hogwarts e com os colegas de Casa, mas já tem meu aval para usar a Elizabeth o quanto quiser. Sei que em suas mãos ela será bem cuidada.

Beijos!


PS: HUFFLEPUFF FOREVER! 8)
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Re: Em algum lugar do passado

Mensagempor Regina McGonagall » 22/09/10, 23:24

Vocês duas é que são fofas, minhas únicas leitoras declaradas

(o número de visualizações diz que tem mais gente lendo... mas já cansei de pedir pra postarem dizendo o que acharam... devem ser tímidos... :roll: )

atualizei no Lumus e no FeB também (apesar daquela tela falando que está "fechado pra manutenção" aff...)

Você exagera, Belzinha, não sou tão inventiva assim :mrgreen: , você faz mais proezas do que eu, com certeza!

Bem, eu até pensei em desenvolver mais alguns capítulos... mas aí o Harry vai passar muito tempo na penseira, coitado... embora ele não rpecise necessariamente estar vendo tudo isso lá...

um, com certeza, já tá prontinho, acho que vou te mandar por email, ele merece uma betada básica... hihi...

e essa fic é um ponto de apoio pra "Regina McGonagall-personagem" no RPG (estou me divertindo um pouco por lá)
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Re: Em algum lugar do passado

Mensagempor Severus A. » 02/10/10, 22:46

Tipo ameei a fic !
Muito bem escrita e desenvolvida.
Citou a Lyly e sua irmã.
Fez coerência com a história de JK fazendo Snape esquecer completamente de sua irmã e mesmo assim a história não ficar confusa nem chata .
Continuarei a ler o/
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Re: Em algum lugar do passado

Mensagempor Regina McGonagall » 06/10/10, 22:48

Que maravilha, um novo leitor que se manifesta!

Agradeço de coração pela avaliação tão positiva e espero continuar a agradar com a fic (embora só tenha mais um capítulo pronto e esteja numa fase de falta de ideias pra continaur... hehe... acho que o RPG gastou muito de mim...)
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Re: Em algum lugar do passado

Mensagempor Severus A. » 29/10/10, 15:04

Reginaaaaaaaaaa tem mais de um mês desde a ultima postagem de capitulos D:
Não me deixe aqui chupando dedo >.<
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Re: Em algum lugar do passado

Mensagempor Regina McGonagall » 04/11/10, 20:44

Atendendo a tão aflito pedido... embora eu sinta dizer que ainda não escrevi nada depois deste...
Mas não se aflijam muito, dou um jeito de tirar o Harry da penseira logo logo, prometo.


========================================

Intervenção

- Quem quer ver eu tirar as cuecas do Ranhoso? (*)

A provocação não teve resposta. Pelo menos, não a que James Potter esperava.
Inesperadamente, sua varinha e também a de Sirius Black voaram longe, ao mesmo tempo que Snape era libertado do feitiço de levitação, pousando mansamente sobre os próprios pés e tratando de apanhar sua própria varinha.
Entretanto, ele não teve como fazer nada contra seus agressores, que tentavam em vão segurar suas varinhas, enquanto elas continuavam quicando no chão e soltando faíscas a cada tentativa de serem apanhadas. A Professora McGonagall surgira ao seu lado, silenciosa como um gato.
- O que está acontecendo aqui? Sr. Snape, o senhor tem algo a ver com isso?
- Sinceramente, não, Professora. Mas devo meus agradecimentos a alguém muito bom em feitiços não-verbais.
Minerva McGonagall fitou-o, sobrancelhas erguidas de espanto. Ele fora quase... insolente. Claro que ela vira o ocorrido e viera o mais rápido possível evitar que os alunos de sua Casa fizessem algo irremediável contra o sonserino... Mas alguém agira antes de sua chegada.
Um rápido e atento olhar em torno, e ela descobriu a origem, tanto do “finite incantantem” que gentilmente libertara Snape de seu constrangimento, quanto do estranho encantamento sobre as varinhas saltitantes. Mas, antes de qualquer coisa...
- Finite incantantem! – a professora exclamou, apontando sua própria varinha, e as varinhas dos dois rapazes caíram inertes no chão.
- Sr. Black, Sr. Potter, dirijam-se imediatamente à sala do Sr. Filch para cumprir detenção.
- Mas, professora... – Black começou a dizer, enquanto guardava a varinha no bolso da capa.
- Não piore as coisas, Sr. Black, eu SEI o que aconteceu. – e virando-se para o sonserino – Sr. Snape, se houver qualquer outro incidente, o senhor também sofrerá uma detenção. E quem mais estiver envolvido. Ouviram todos? Ninguém tem nada mais importante para fazer do que ficar aqui participando deste espetáculo ridículo?
Antes que ela dissesse mais alguma coisa, todos os estudantes sumiram de vista, cada qual buscando desesperadamente algo longe dali e de uma detenção certa.

Quando viu-se sozinha, a professora de transfiguração soltou um longe suspiro e falou:
- Pode sair agora, minha filha.
Das sombras emergiu uma forma indistinta a princípio, mas que logo revelou ser uma garota, usando as cores da Lufa-Lufa, assim que desfez o feitiço desilusório sobre si própria.
- A senhora vai me castigar também? – ela perguntou com voz fraca, que demonstrava algum cansaço.
- Não, desta vez. Mas tenha cuidado. Você quase se revelou. Se Potter e Black descobrem que você esteve ajudando Snape, não lhe darão mais paz.
- Eles são muito arrogantes pra isso. Nunca irão imaginar que uma lufana do segundo ano é capaz de fazer algo que eles ainda nem tentaram. Talvez o Lupin pudesse me descobrir, mas ele tem seu próprio problema peludo pra se preocupar... – ela sorria com certo orgulho, mas o olhar de repreensão da professora a fez retrair-se. Olhando para as próprias mãos, ela murmurou - Desculpe, tia Minerva, não fiz por mal. Mas não podia deixá-los humilhá-lo daquela forma. O que ele fez pra eles?
- Bem... essa rixa vem desde o primeiro dia, acredito, e eles vivem se atacando mutuamente. Ele também não é de todo inocente, você sabe.
- Sim, eu sei. Os outros comentam também, eu ouço... – ela ergueu os olhos negros – Vou tomar mais cuidado, tia.
- É bom mesmo. O Professor Dumbledore acredita que você possa se controlar mais. Ou teremos que tomar outras medidas...
- Eu... não vou ser mandada pra casa, vou? Por favor, eu preciso ficar perto de...
- Shiii, criança. – a mulher olhou em volta, subitamente preocupada. – Venha, vamos até minha sala, tomar um chá, antes que você desfaleça. Não vê que gasta muita energia mágica assim?
A professora estendeu-lhe a mão, que a garota aceitou, e ambas caminharam de volta ao interior da escola, para um bom e reconfortante chá.

Não perceberam que alguém permanecera escondido e ouvira a conversa, intrigado.
- Porque essa menina se importa comigo? – Severus Snape se perguntava.
Tentara usar o feitço de legilimência discretamente – ele já treinava feitiços não-verbais – mas encontrara uma estranha barreira.
- Como uma menininha do segundo ano pode já ser oclumente? – ele se indagara – E que ponto dourado era aquele em sua testa? Uma moeda?
Mas essa era mais uma pergunta que permaneceria sem resposta, mesmo depois dele deixar a escola... ou talvez perder a vida no interior da Casa dos Gritos.

=========

(*) O Harry (e nós também) finalmente soube o que aconteceu depois desta legendária frase, já que o Professor Snape o tinha tirado abuptamente da penseira, né? (Harry Potter e a Ordem da Fênix -cap. "A pior lembrança de Snape")
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Re: Em algum lugar do passado

Mensagempor Tina Granger » 23/11/10, 18:42

hun... Severus deve ter ficado com uma pulga enorme na orelha... acho que ele nao vai dar sossego enquanto nao descobrir alguma coisa!

esperando o proximo capitulo...
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