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Grimmauld Place • Exibir tópico - Aurores, um noir policial

Aurores, um noir policial

Publiquem suas fics aqui para os outros opinarem.
Não se esqueçam de também postarem no Floreioseborroes.net.

Moderadores: O Ministério, Equipe - Godric's Hollow

Aurores, um noir policial

Mensagempor The Aurors » 08/08/11, 18:31

Então, tava querendo dividir um projeto que eu estou fazendo... =)
É só por prazer até o momento, então deve ter episódios só aos fins de semana.

Não é uma "fanfic" no modo tradicional da palavra. Seria mais uma série policial com elementos de romance e violência... Enfim, fugindo um pouco do rumo normal das fanfics, sem mudar muito a história original. Escrito num estilo "noir", como se fosse uma narrativa policial de época.


________________________________________________


Episódio 1
Jimmy empurrou o aro do óculos de volta para a posição. A chuva não dava trégua. Seus cabelos castanhos estavam tão encharcados quanto seu sobretudo negro. Estava parado num beco escuro enquanto observava o movimento em um diner do outro lado da rua vazia. Jimmy teve um mau pressentimento. Levantou a gola de seu casaco e arrumou sua gravata enquanto levava o jornal acima da cabeça. Queria parecer comum. Correu até um Ford Galaxie preto estacionado a alguns metros dali. Havia um homem no volante. Jimmy se agachou enquanto o homem se debruçava sobre o banco do passageiro e rolava o vidro.

- Então? Acha que é ele? - Perguntou o homem com uma longa cabeleira negra que descia até os ombros e uma barba por fazer. Usavam roupas semelhantes. Uniforme de trabalho.

- Acho. O informante disse que ele foi o último a ter contato com Frank antes de ele desaparecer. - Respondeu Jimmy sem tirar os olhos do diner. - Talvez ele tenha informações sobre Alice também.

- Não vamos nos precipitar. - Respondeu seu parceiro recostado no banco. Parecia tranquilo, mas seu sangue estava fervendo. O casal havia desaparecido havia uma semana e a trilha estava esfriando. Aquele homem parecia ser a última pista.

- Bacana. - Comentou Jimmy finalmente olhando para o carro. Queria quebrar a tensão. Sua cabeça parecia a ponto de explodir.

- Eu sei! - Respondeu seu companheiro animado. - Digam o que quiserem, mas eles têm classe.

Jimmy estava pronto para fazer um comentário sarcástico quando sentiu movimentação. O homem saiu do diner e abriu um guarda-chuva. Olhou para os lados procurando algum sinal de que estava sendo seguido e saiu caminhando em direção à Praça Trafalgar. Os dois esperaram-no tomar alguma distância e foram atrás, tentando permanecer incógnitos. O homem atravessou a praça e tomou o canho seguindo ao norte de St. Martin's Place e depois Charring Cross.

Os dois homens continuaram nos calcanhares do suspeito. Londres parecia estranhamente sem vida naquela noite chuvosa. Luzes podiam ser vistas pelas janelas dos predinhos que ladeavam a rua estreita mas não se ouviam vozes. Chegaram na estação de metrô de Leicester Square e o homem virou à esquerda, seguindo a oeste na Cranbourn Street.

- Onde estamos? - Perguntou Jimmy, que não era familiarizado com Londres.

- Shhhsh. - Respondeu seu parceiro, cutucando-o com o cotovelo. - A gente vem aqui desde que éramos crianças e você nunca saiu pra conhecer?

- Não.

O outro balançou a cabeça em desaprovação. A rua começou a se encher. Pessoas agora populavam as veias da capital tornando tudo um pouco mais difícil. De repente, o homem começou a correr.

- Merda! - Xingou Jimmy enquanto os dois começaram a perseguir seu suspeito.

Os dois foram empurrando pedestres enquanto o homem corria tateando as vestes em busca de sua arma.

- Você colocou um rastreador nele, certo? - Perguntou o cabeludo ofegando enquanto corriam.

- Sim, não sou um idiota! - Respondeu Jimmy rabugento. - Mas se ele sumir das nossas vistas a pé, não vai adiantar nada! Então CORRA!

Os dois apertaram o passo até que chegaram numa encruzilhada de ruas. Sem saber para onde o homem foi, os dois se separaram. Jimmy continuou reto pela rua Long Acre em direção ao Covent Garden. Quando a multidão se dispersou Jimmy avistou seu suspeito correndo. Estava perto. Quando chegaram na esquina com James Street, o homem virou-se. Jimmy sabia que ele sacaria sua arma mas foi mais rápido. Se sentia invencível naquela noite. Não deixaria o homem fugir... Resgataria Alice e Frank.

O homem mal viu o movimento que Jimmy fez e sequer ouviu qualquer som. Seu braço pareceu apenas um borrão. Sentiu seu corpo ser envolvido por uma corda pesada e foi jogado no chão, caindo com um ruído molhado. Seu captor se aproximou e o homem cuspiu vários insultos e ameaças, até que reconheceu seu rosto.

- Ah... Você. - Disse ele relaxando o corpo desistindo de resistir. Não haveria fuga. Não daquele homem. Não com a fúria que ele trazia nos olhos - Não vou dizer nada...

- Sabe qual a melhor parte de agir na clandestinidade? - Perguntou Jimmy. Quando ele e seus companheiros notaram que a corrupção havia atingido até aqueles que deveriam manter a ordem, eles saíram. Tomaram a lei nas próprias mão.

- Oho... - Debochou o prisioneiro com um sorriso desenhoso. - Vai me torturar, Potter?

- Você não tem idéia. - Sorriu James malignamente com a bota no rosto do homem. O deboche murchou no rosto do Comensal. Murchou e deu lugar a terror.


_________________________________________________________

Tá curtinho porque eu escrevi numa sentada... pra tirar minha cabeça de outro texto que eu estou trabalhando.

http://aurorproject.blogspot.com

O endereço do blog onde estou postando os episódios semanalmente. =)
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Aurores, um noir policial

Mensagempor The Aurors » 09/08/11, 13:01

Episódio 2

A porta da casa da família Dumbledore se abriu repentinamente e um homem amarrado com grossas cordas torcidas foi empurrado para dentro. Jim entrou logo em seguida com olhos vidrados e dentes cerrados. Pegou o homem pela gola de seu blazer e o socou brutalmente. Sentiu as juntas dos dedos doerem. Não reclamou. Não daria a Rodolphus a satisfação. Jim tateou as vestes de seu prisioneiro e retirou sua varinha, tomando-a nas duas mãos e arqueando-a dolorosamente. Sirius entrou logo em seguida, parecendo estranhamente alheio ao que acontecia. Tirou um maço de cigarros do bolso interno e acendeu um com a varinha. O olhar do homem procurou os seus e suplicaram por misericórdia. O jovem Black devolveu uma expressão de completa indiferença.
- Isso é realmente necessário? - Perguntou o homem. Se encolhendo enquanto James arqueava mais e mais sua varinha. - Eu não vou dizer nada!
Os Comensais que haviam sido capturados e interrogados sempre levavam uma distinta expressão de desdém. Como se tivessem certeza de que nada do que sofreriam nas mãos de seus captores seria pior do que sofreriam nas mãos de Voldemort. Às vezes simplesmente subestimavam da Ordem, como se soubessem que não seriam feridos. Mas naquela noite, Rodolphus sabia que estava perdido. Os Comensais tinham empurrado alguém além de seu limite.
- Eu não perguntei nada. - Respondeu James lentamente, saboreando o efeito de suas palavras. O homem virou os olhos e escutou sua varinha sendo partida.
Jim chutou a parte interna da coxa do Comensal, fazendo-o abrir a perna dolorosamente. O homem gemeu, mas não reclamou. O jovem alinhou os óculos meticulosamente, estudando sua próxima ação. Queria aterrorizar aquele homem. Iria extrair as respostas que precisava.
Sirius não estava surpreso em ver seu amigo naquele estado. Conhecia James a quase dez anos e nunca o vira tão fora de si. Entendia. O desaparecimento dos Longbottoms mexeu em algo novo dentro de James. Algo que ele havia descoberto a apenas alguns meses. Mas algo tão forte que Sirius temia que seu companheiro faria uma loucura. Ele estaria lá para impedí-lo.
- Sabe, parente. - Começou Black, ironizando a situação dos dois. - Comece a falar... - A expressão do homem se fechou e ele estava pronto para vomitar insultos e proferir sua lealdade a Lord Voldemort, mas sua voz foi-lhe roubada. James pisou em seu estômago. O homem dobrou-se e cospiu. - Depois que ele fizer a pergunta...
Jim começou a andar em círculos em volta de Rodolphus, como se convidasse-o a se levantar, ou até mesmo desafiá-lo. O homem começou a ofegar e então vomitou, deixando uma poça ao lado de sua cabeça. Cospia repetidamente para tirar o azedume da boca, mas ele não ia embora. Jim colocou o pé na virilha do homem, pisando, cada vez mais forte, em seus genitais.
- Sabe, Lestrange... - Disse James, retomando a compostura. Fechou os olhos e suspirou enquanto desalinhava o próprio cabelo, deixando-o com uma aparência maníaca. - Não vou usar a Cruciatus em você. - O homem sentiu-se levemente aliviado, apesar da dor de ser pisado nas bolas. Seu rosto se contorceu de dor. Não soltou um pio sequer. - Mas a gente pode se divertir muito sem ela.
O jovem Potter puxou a própria varinha de mogno do bolso. A metade superior do objeto tomou uma coloração vermelha alaranjada, e sua ponta ficou branca; brilhante. O prisioneiro podia sentir o calor emanar da varinha de Potter mas tentou manter um olhar desafiador. Um grande erro, pensou Sirius. James, num movimento rápido, enfiou a ponta incandecente da varinha dentro do olho de Rodolphus. Um chiado cruel se fez ouvir e o cheiro de carne queimada pôde ser sentido instantaneamente. O Comensal urrou de agonia enquanto a luz abandonava seu olho esquerdo. A dor era esmagadora. Sentia como se seu olho derretesse. Um líquido viscoso escorria pela sua bochecha mas James sequer piscou. Tudo que conseguia pensar era na tortura que seus amigos estariam sofrendo e no choro de seu filho Neville.
- Ok, já é o suficiente... - Falou Sirius passando o braço em volta de James e puxando-o para longe. Potter resistiu, mas naquele momento ele ouviu o som de alguém aparecendo no alto das escadas.
A residência dos Dumbledore era um lugar fascinante e sombrio ao mesmo tempo. Existiam uma infinidade de aparatos mágicos que soltavam barulhos engraçados e fumaças coloridas. A decoração era pesada e sem nenhum padrão evidente. Se não parecesse abandonada, talvez fosse um lugar aconchegante. As pessoas das fotos haviam abandonado suas molduras quando viram o que Jamie Potter faria... exceto Ariana. A irmã mais nova de Albus e Aberforth mantinha um olhar de desaprovação para Potter. O jovem não se importou.
A voz de uma mulher chamou por James. Sua dona apareceu em seguida. Era uma garota linda. Uma vasta cabeleira vermelha e olhos verdes. Apenas vinte e um anos, mas já tinha jeito de mulher. Um rosto redondo e carinhoso. Lábios vermelhos e bem deliniados e um sorriso encantador. James olhou para a barriga de sua esposa. A gravidez já estava mostrando sinais que estava perto do fim. Ela desceu as escadas correndo e se jogou nos braços molhados de seu marido, acariciando-lhe os cabelos. Sirius, tomando a deixa, levantou seu prisioneiro e levou-o para longe dali. Remus e Aberforth, que também foram atraídos pela comoção no hall de entrada, ajudaram. Notando o estado em que Rodolphus se encontrava, os dois trocaram olhares e procuraram Sirius por explicação. Almofadinhas fez um simples sinal de negativo com a cabeça.
- Desculpe... - Sussurrou a mulher enquanto engolia o choro que não chegou a sair. - Eu tenho andado emocional demais... E fiquei preocupada de você sair. Agora com o bebê... mas você estava com Sirius...
- Está tudo bem... - Respondeu James suspirando. Parecia que estava segurando a respiração desde que chegou. Acariciou os cabelos macios de sua esposa e encostou o rosto em seu pescoço. Sentiu falta de seu cheiro. Da sensação de estar em seus braços. Era como... Estar em casa. - Deu tudo certo, Lily. Vou descansar um pouco e depois vamos interrogá-lo.
- Ia me sentir mais calma se me deixasse ajudar. - Reclamou a mulher, detestando estar no papel de donzela em apuros. - Eu posso me defender. Eu sou mais talentosa que Sirius, você sabe.
- Lily... - Respondeu James suspirando. Já tinham tido aquela discussão. E somente sua expressão cansada a calou. Ela sabia que agora ela tinha outra vida dentro de si. O pequeno Harry.
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Re: Aurores, um noir

Mensagempor The Aurors » 14/08/11, 22:49

E aí galera, estão gostando? Estou vendo várias vizualizações mas nenhum comentário. Ia ser legal um feedback pra eu saber se continuo postando ;)

Episódio 3

Quando os membros da ordem preparavam-se para interrogar Rodolphus Lestrange, alguém pousou no quintal de entrada da residência, fazendo soar o alarme silencioso. Naqueles tempos incertos de perseguições políticas, aparatar estava se tornando cada vez mais perigoso. O feitiço deixava cicatrizes no espaço-tempo que podiam ser rastreadas. Bruxos rebeldes optavam por meio de transporte mais discretos.

Alastor Moody apareceu quando ouviu que James e Sirius haviam capturado um dos Comensais responsável pelo desaparecimento dos Longbottoms. Diferentemente de James e Sirius, Alastor não havia deixado a divisão de aurores a pedido de Dumbledore. Moody tinha um rosto severo e sólido, como um tronco de árvore. Seus cabelos castanho claro estavam começando a tomar tons de branco. Seu corpo, que já não era tão rápido quanto no começo de sua carreira, já começava a mostrar um aumento de circunferência na cintura.

Quando ainda estava na força, Alastor foi designado como parceiro e mentor de James. Assim que entrou na sala, lançou um olhar autoritário a Potter, que instantaneamente, o seguiu.
- Então, você e Black rastrearam o desgraçado. - Assentiu Moody satisfeito ainda que sem relaxar as feições.

Eles desceram para o sotão da casa onde Alastor puxou a correntinha de metal, acendendo uma lâmpada solitária. As paredes de pedra estavam úmidas e a madeira das escadas rangiam a cada degrau. Rodolphus estava logo abaixo da luz, amarrado a uma cadeira com uma mesinha à sua frente. Ele levantou a cabeça e virou o rosto de maneira pouco natural, para poder enxergá-los com os olho bom. O outro tinha sido queimado até o fundo da órbita, deixando um ferimento grotescamente cauterizado.

Alastor se aproximou da mexa e arrastou, consigo, uma cadeira. Colocou-a de frente para Lestrange inspeccionando lentamente o rosto do Comensal.
- Quem fez isso? - Perguntou a James, com uma expressão de curiosa satisfação.

Seu jovem protégée não respondeu. Ficou em pé atrás de Moody; braços cruzados e um olhar penetrante na direção de seu prisioneiro.

- Sabe Lestrange... - Começou Moody com um tom casual. Abriu um sorriso estranho em seu rosto rude. Sorriso de quem não o faz com muita frequência. - Depois de brigar muito, Crouch conseguiu convencer o Ministro Bagnold a aprovar uma lei que permite aurores usarem as Imperdoáveis.

- Permitam o que quiserem, vocês não têm estômago pra isso. - Respondeu Lestrange com um muxoxo.
Ao ouvir isso, James avançou em direção à luz fazendo Lestrange se encolher na cadeira. Ele puxou a varinha e, apontando para a cabeça de Rodolphus, fez um movimento brusco para baixo. O prisioneiro bateu a cabeça violentamente contra a madeira. Ainda sob o poder da varinha, sua cabeça foi levantada para que encarasse o ex-auror.

- Sua boca diz não ter medo mas seus olh... Seu olho, diz o contrário. - Moody deu mais um sorriso e um tapinha na cara de Rodolphus antes de se levantar, puxando James para sairem.


Foi uma noite barulhenta em Godric's Hollow. Pelo menos teria sido, se o sotão não tivesse tido o som isolado magicamente. Remus e Sirius comandaram extensos interrogatórios ao longo da noite. James havia sido afastado quando Dumbledore chegou à sua residência, pois temia-se que o jovem Potter torturasse o prisioneiro até a morte. Dumbledore encontrou o jovem Potter em pé no meio da rua com um guarda-chuva. Chovia muito e James observava a água caindo nas colinas que circundavam Godric's Hollow; mal se lembrava da última vez que viu o sol.
- Há tanto a ser feito, James. - Disse o diretor com gentileza enquanto acordava Potter de seu devaneio. - Deixe que outros se ocupem de encontrar Frank e Alice.

A princípio James não respondeu. Voltou os olhos para o chão da rua onde poças de água se acumulavam e eram perturbadas pos incontáveis gotas que caiam sem dar trégua. Ele então voltou-se para o seu ex-professor com um olhar decidido.
- Como pode me pedir isso, Professor? - Perguntou James rispidamente. Ninguém o impediria de encontrar e punir os culpados.

- Mesmo sendo um menino problemático e travesso... - Começou o professor reminiscendo sobre os primeiros anos de James e companhia em Hogwarts. - Você sempre foi um amigo leal... E consciente das dificuldades de seus amigos.
"Chegando até mesmo a dominar magia avançada e, no seu caso, ilegal, - E ao dizer isso arrancou um olhar perplexo de James. -para auxiliar um amigo em necessidade. Não se preocupe, não vou denunciá-lo."

Os dois riram como se o mundo não estivesse condenado mas aos poucos o riso morreu. Aos poucos a gravidade da situação retornou com seu ar pesado.
- Eles tinham acabado de ganhar um bebê, Professor. - Lamentou James com o olhar perdido no céu carrancuro e cinzento.
- E você está prester a se tornar pai, James. - Retrucou Dumbledore serenamente. - Você está ficando temerário; impulsivo... Violento.
- Eu e Alastor somos os melhores combatentes da atualidade... - Respondeu James. - Com excessão do senhor, Grindewald e Voldemort. - Corrigiu o rapaz com um sorriso. - Talvez sejamos a única chance deles.

O diretor suspirou. Não conseguiria impedí-lo.
E em algum lugar, os Longbottons gritavam.
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Re: Aurores, um noir policial

Mensagempor Mr. Lipe » 15/08/11, 10:23

Oi The Aurors adorei o esse "estilo" de fic... e assim... acho que está tá bem escrita, ainda que a personalidade de alguns tenha sido "adaptada para a história" but, gostei muito muito mesmo da cena de perseguição no primeiro episodio... pois ficou ficou bem realista e tudo... apesar de ter uma idéia de como irá terminar, quero muito ver o desenrolar do caso. Por favor continuem!

Uma dica... não sei se está nos planos de vocês, mas também aqui no grupo Potterish, tem a http://fanfic.potterish.com/ onde tem uma galera que sempre tá lendo as Fics... acho super válido postarem aqui pro pessoal acompanhar e eventualmente comentar e lá, pois no FeB tem "especialistas" no assunto!
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Re: Aurores, um noir policial

Mensagempor The Aurors » 15/08/11, 14:22

Muito obrigado!
Sim sim, eu jah cheguei a dar uma passada lá e cheguei a postar o primeiro epi. Mas não tive muito tempo pra entender como funciona o site ainda, mas com mais calma vou lá postar o resto.
Valeu pela dica =)
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Re: Aurores, um noir policial

Mensagempor The Aurors » 22/08/11, 16:20

Tô vendo que a história não tá fazendo muito sucesso, mas acho que agora que ela vai ficar com mais cara de "Harry Potter". Quem sabe assim eu arranco uns comentários, heh. Estou colocando no http://fanfic.potterish.com/ tmb =)

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Rodolphus sucumbiu. Todos acabam sucumbindo no final. A lealdade que Voldemort impõe é pelo medo e o medo não é o suficiente para manter a boca fechada quando você está deitado numa mesa. Medo da morte não é nada comparado com o desespero que você sente quando cobrem seu rosto com um pano e despejam água. O afogamento é uma sensação terrivél. A Cruciatus é conhecida por induzir dor mas aquilo não era apenas dor. Era terror. Ao final da noite Lestrange estava pálido, vomitado e trêmulo. Seus pulsos haviam se quebrado enquanto ele se debatia com mais e mais violência. Alastor aprendeu essa técnica com os trouxas. "Não ter mágica fez algo com a criatividade deles" comentou Moody após ver como Sirius e Aberforth ficaram surpresos e horrorizados ao mesmo tempo ao ver a simplicidade e crueldade do procedimento. "Tornou eles uns sacanas cruéis... Você-Sabe-Quem diz que devemos oprimí-los. Não queria estar no lugar deles se entrarem em guerra com os trouxas e forem tomados como reféns."

Eles obtiveram suas respostas afinal. O problema é que eles não perguntaram as perguntas certas. Muito mal poderia ser evitado se eles tivessem feito perguntas diferentes mas isso não importa mais. Talvezes e poréns não fazem parte dessa história. Eles descobriram que o resto dos Lestranges também estavam envolvidos com o sequestro. Podiam ter descoberto mais, porém Rodolphus não conseguia mais responder nada.
Moody e Potter voaram para Londres e pousaram suas vassouras numa esquina vazia em Islington. Os predinhos de tijolos pareciam todos iguais naquela rua. Potter olhou pra cima e viu uma plaquinha no primeiro prédio: Grimmauld Place. Ele viera naquela casa a muitos anos quando seu amigo ainda morava por aquelas partes. Lembrava que a família Black, apesar de tratá-lo bem, eram pessoas muito conservadoras e racistas, mas naquela época o pequeno Jimmy atribuiu isso à excentricidade que vem com a velhice. Nunca pensou que voltaria àquele lugar.

Os dois se dirigiram até o espaço entre o número onze e treze e esperaram. Apesar de James saber que a casa dos Blacks era ali, ele não a via pois Sirius havia explicado que o Fiel do Segredo era seu pai. De repente, as paredes entre os prédios se moveram e revelaram algo impressionante. Estava ali na frente deles: Grimmauld Place doze; mas não tiveram tempo de apreciar a engenhosidade do local escolhido pela família Black para sua residência. Os dois membros da Ordem subiram os degraus e Moody preparou-se para beter na porta, no entanto ela se abriu lentamente. Um elfo doméstico colocou a cabeça à mostra e olhou-os com desdém no olhar.

- James Potter... - Sibilou Monstro com seu rosto enrugado e sua voz gutural. Virou-se para Moody e extendeu a mesma cortesia. - E você... Já vi você no jornal. Aurores... O senhor mandou que deixassem entrar. O senhor se associando com traidores do sangue... - Resmungou Monstro para si mesmo lamentando mas deixou os dois entrarem.

Era um lugar sombrio e bem arrumado. Algumas poucas luzes iluminavam o hall de entrada onde haviam placas com cabeças de elfos domésticos e vários quadros olhavam-nos com repulsa enquanto passavam. James tropeçou num bengaleiro feito a partir de uma perna de troll fazendo Moody repreendê-lo com o olhar. Ambos deixavam pegadas molhadas enquanto subiam pelas de madeira, seguindo Monstro. Tudo era exatamente como Potter se lembrava: movéis antigos e papéis de parede antiquados. O assoalho rangia a cada passo e o silêncio era opressor. James tirou os cabelos molhados do rosto e limpou os óculos no interior do casaco, jogando ainda mais água no chão para desespero do elfo. Subiram dois lances de degraus até o segundo andar e assim que sairam das escadas os dois aurores puderam ver que a porta para sala de estar estava aberta. James lembrou-se de como era estar na presença dos Blacks e, por um momento, sentiu-se um garotinho de quatorze anos de novo. Monstro ficou parado no batente enquanto os eles entraram.

Era um cômodo largo para os padrões da casa. Um papel de parede marrom com padrões enfadonhos. As longas cortinas marrons estavam abertas e a sala estava bem iluminada apesar da manhã cinzenta e chuvosa. Um longo piano de cauda ficava logo na estrada, e um homem de cabelos longos e negros estava sentado encurvado no banco do pianista, mas de costas para a entrada. Jimmy sabia quem era mas havia algo de arrepiante em sua presença. Algo que faz os cabelos da nuca se arrepiarem e congelava as entranhas. Depois do piano haviam dois sofás, um de frente para o outro ao lado da lareira e num deles estavam os donos da casa.

Walburga Black era uma mulher magra com as mãos ossudas sobre os joelhos; o pescoço era longo e os cabelos brancos estavam presos num coque alto que repuxava seu rosto, deixando sua expressão de eterna desaprovação ainda mais evidente. Já Orion era um senhor distinto com o nariz arqueado e sobrancelhas altas; retas e o queixo proeminente. Seus olhos pareciam constantemente distantes e desligados do que se passavao ao seu redor. A mãe de Sirius parecia ativa e energética ao passo de que seu marido, antes sempre impecável, agora parecia exaurido e decrépito. Estava afundado em seu assento enquanto a Sra. Black estava com a coluna ereta como coluna de mármore.
- Aurores. - Cumprimentou Orion com a voz rouca e um aceno de cabeça.
James, que vinha na frente, se adiantou para cumprimentar os pais de seu amigo mais próximo.
- Sr. Black, Sra. Black - Disse ele hesitante olhando de um para o outro. O pai de Sirius cumprimentou-o com respeito ao passo que sua esposa lançou-lhe um olhar cortante seguido de um aceno mínimo com sua cabeça angular.
- James. - Disse ela com desgosto na voz.

Os dois aurores se sentaram e estava claro que Orion e Alastor estavam ávidos para irem direto ao ponto mas Walburga se adiantou em conversas triviais. Não era uma mulher acostumada a participar de assuntos importantes.
- Seus pais... Como estão? - Perguntou a mulher, deixando, deliberadamente, seu filho mais velho fora da conversa.
- Eles... ahm, faleceram a dois anos. - Respondeu James desajeitado. Sentia falta dos pais apesar de não lamentar sua morte. Os pais do rapaz eram idosos e o jovem Potter estava se preparando a algum tempo.
- De certo foi desgosto por ver o filho, um garoto tão brilhante, casar-se com uma sangue-ruim. - Disparou Walburga sem o menor pudor, fazendo James arquear a sobrancelha.
O rapaz não respondeu. Não era dado a desrespeitar os mais velhos, ainda mais quando os conhecia a tantos anos. James se ateve a devolver-lhe um sorriso torto.
- Sirius anda muito bem. Ele mudou-se lá de casa esse ano e o apartamento que ele comprou é muito bom. - James mudou de assunto. Uma mudança infeliz que ele arrependeu imediatamente. Alastor virou-se para ele assim que ouviu-o dizer o nome do amigo, mas nada falou.

A mulher apertou os olhos e abriu a boca para responder. Seu filho havia morrido para ela assim como seu irmão Alphard, tio de Sirius, que deixou-o ouro mesmo depois de o jovem Black ter sido deserdado. Felizmente Orion se interpôs à conversa e finalmente fez a pergunta que pairava no ar desde que os dois membros da Ordem chegaram a Grimmauld Place doze.
- O que trazem vocês aqui, cavalheiros?
E no canto, Regulus apenas observava.
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