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Grimmauld Place • Exibir tópico - Se eu não te amasse tanto assim...

Se eu não te amasse tanto assim...

Publiquem suas fics aqui para os outros opinarem.
Não se esqueçam de também postarem no Floreioseborroes.net.

Moderadores: O Ministério, Equipe - Godric's Hollow

Mensagempor Éowyn & Tonks » 18/06/05, 22:30

Ah Mary percebeu q eu escrevi teu nome errado. Só vi agora! E eu falando q as pessoas nunca acertam meu nome foi mal


Ihih!
O feitiço virou contra a feiticeira! eheheh
E eu também estou louca pra Regina acabar de postar logo a fic aqui. Está quase terminando... quer dizer ainda faltam uns 5 capítulos! eheh! Mas o último é fantástico... e não vou falar mais nada!!!
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Minha fic: http://www.floreioseborroes.net/menufic.php?id=6555
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Mensagempor debbie granger » 18/06/05, 23:03

Déborah acha que vai conseguir ensiná-lo a falar algum feitiço antes de aprender a dizer papai e mamãe.


Eu também estou na fic da Regina!!! :emo262:
E o que é melhor: Remocei uns 20 anos! Agora Regina, só falta vc dar um jeitinho de me levar pra Hogwarts e me apresentar o Ron :wink:
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Mensagempor Regina McGonagall » 20/06/05, 10:04

Debinha... desculpe mas... essa Deborah não é você...
Desculpe baixar a sua bola, mas esses são personagens com nomes de pessoas reais (amigos mui queridos) e a Sarah é uma grande fã minha, hehe, ainda mais que foi a primeira a saber que eu inventara uma namorada para o Snape com o nome Sarah (Uma prece por Snape)

Mas... calma, prometo te recompensar... (nada de spoilers, já chega a Mary!)
Cala-te, boca!
Editado pela última vez por Regina McGonagall em 23/06/05, 08:49, em um total de 1 vez.
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Mensagempor Regina McGonagall » 21/06/05, 09:07

Como alguém me reclamou que estou demorando a postar o resto... (desculpe Zoé, não vai dar pra enrolar até de 16 de julho!)

=============================================

Cap.22 – Um novo pesadelo

- Você não a alcançará! – Snape gritou
- Claro que alcançarei! Ela também tem a marca negra, mais profunda que a sua. E o que lhe dei, posso tomar de volta!
- Não! – o grito de Snape ecoou...


Regina acordou. Vira um rosto viperino, olhos amarelos a fitá-la, uma mão pálida de dedos longos querendo envolver seu coração. Este pesadelo era diferente dos outros. Sabia quem era o dono daquele rosto horrível, mas não entendera bem suas palavras. Que marca negra seria essa? Era dela que falavam, Snape... e Ele.
Levantou-se, aflita, olhando o horizonte pela janela. O dia ainda demoraria a clarear, mas quase podia ver reflexos verdes e vermelhos se entrechocando no ar. Incapaz de se acalmar, trocou de roupa, instintivamente vestindo a velha saia cigana e a camiseta lilás com que fora a Hogwarts da primeira vez... Ao perceber, sorriu de modo estranho. Sentou-se à escrivaninha, munida de pena e pergaminho que trazia. Tinha algo muito importante a fazer.
Quando Maria acordou, sua amiga acabava de selar um pergaminho com o brasão dos Black.
- Regina... por que se levantou tão cedo? O sol ainda nem nasceu! – exclamou, sonolenta.
- Eu... preciso ir.
- Pra onde?
- Pra... lá! – disse simplesmente.
Aproximou-se do berço em que o filho dormia, beijou-lhe o rosto e, enxugando uma lágrima teimosa, foi até a cama da amiga. Sentando-se na beirada, estendeu-lhe o pergaminho.
- Esta é uma carta testamento – explicou – para caso eu não consiga... voltar. Nela, nomeio você tutora de Aldebaran. Mesmo que... seu pai o reclame.
- Mas... – Maria começou a dizer, e foi interrompida por Regina, que já se erguia, vestindo a capa negra e enfiando a varinha no cós da saia. Mesmo que não fosse muito boa com ela, pois nunca praticara realmente, poderia ser útil.
- Olha, não tenho tempo pra explicar, agora. Eu preciso ir, chegou a hora, e por mais de um motivo. Reze por mim, está bem?
Sem esperar por qualquer resposta de Maria, Regina apertou seu anel, murmurando:
- Se você o trouxe até mim, pode me levar até ele. Severus Snape!
E, para espanto da sua jovem amiga, desapareceu num facho de luz prateada, provocando apenas um pequeno estalo. Pela primeira vez em sua vida, desaparatou.

Foi muito rápido. Tão rápido, que ela não sentiu nada. Nem lareiras rodando, nem puxões no umbigo, desta vez. Mas não reconheceu o lugar em que estava, não no primeiro instante. Estava muito escuro.
De repente, um clarão verde iluminou tudo à sua volta e ela reconheceu, desesperada, o cenário de seu velho pesadelo. Era um cemitério muito antigo, como os de filmes de terror. A névoa era espessa como uma cortina, e ela mal enxergava onde estava pisando. Infelizmente, só agora percebia que partira descalça, os pés se ferindo em pedras geladas e mato úmido. Aos poucos, seus olhos pareciam se acostumar com a pouca luz e ela teve a impressão de perceber corpos caídos. Horrorizada, adivinhando o que acontecia, começou a gritar. Gritava o nome de Snape, repetindo sem querer os quadros de seu antigo pesadelo.
Mas não se surpreendeu ao se virar e deparar com Dumbledore, fitando-a com uma expressão intensa de cansaço e dor.
- Onde está ele? – perguntou com voz trêmula – O que está acontecendo?
- Acabou, filha. – ele respondeu, simplesmente – Voldemort. A guerra. Acabou.
- E Severus? Onde está – ela foi até ele, as lágrimas já rolando por seu rosto. Aquela mão que apertava seu coração desde que acordara, parecia agora se desvanecer, mas deixando uma dor fina como lembrança. Seu peito estava prestes a explodir de aflição e medo.
- Ele... – Dumbledore parecia querer escolher as palavras – Está muito mal. Papoula ainda não conseguiu...

Mas Regina não o escutava mais. Saiu em carreira desabalada, em direção ao castelo de Hogwarts, cujas torres já conseguia enxergar além da névoa. Tropeçando e levantando, ferindo os pés e braços, rasgando as vestes nos galhos e espinhos, correu como nunca correra na vida, até alcançar as portas da escola. Atravessou corredores sem ao menos notar que havia gente ferida ou morta à sua volta. Queria apenas encontrá-lo, e foi direto à Ala Hospitalar.
As portas da enfermaria estavam abertas, mas ela olhou cada leito sem encontrar. Então, percebeu o biombo no fundo, de onde Madame Pomfrey surgiu e parou, espantada ao vê-la. Caminhou resoluta até lá e o viu, enfim.
O rosto ainda mais pálido devido ao realce dos cabelos negros, Snape estava imóvel. Parecia nem respirar. Regina se jogou sobre ele, chorando, indiferente ao apelo de Pomfrey. Mas Dumbledore já a alcançara, e pediu à curandeira que a deixasse ficar.
Resmungando contra ações intempestivas que punham em risco o seu trabalho, ela foi ver seus outros pacientes graves, pois eram muitos, esta noite. E este, ela já acreditava perdido.
- Ele não está morto, está? – Regina soluçou, sem fitar Dumbledore.
- Não... embora não saibamos o que fazer para trazê-lo de volta – ele se aproximou e pousou a mão em seu ombro, antes de completar com voz doce – Mas acredito que, se há alguém capaz de realmente vencer a morte, este alguém é Severus Snape. Com uma ajudinha sua, claro. E de uma lembrança de Hogwarts, talvez.
Enigmático como sempre, Dumbledore se afastou, deixando-a só.
Regina tomou as mãos de Snape entre as suas. A esmeralda em seu anel pareceu piscar. Ela se lembrou das palavras de Lupin. E alguma coisa na fala de Dumbledore a fez se lembrar de uma antiga entrevista.

- Perguntei a ele por que fizera isso. Ele disse que era por causa do “final” de Snape!

Chris Columbus, o diretor do primeiro filme, falando de Alan Rickman. Do que ele falava mesmo? De uma fala que o ator acrescentara. Repassou o filme mentalmente, já o vira trezentas vezes. Lembrou-se de cada cena de Snape, e descobriu do que Dumbledore e Columbus falavam...
Ao se inclinar sobre o peito de Snape, seu relicário balançou, cintilante à luz dos archotes. Lembrou-se de Fawkes e sussurrou ao seu ouvido:
- Se você fosse uma fênix, ressurgiria agora. E eu poderia lhe pedir perdão por ter sido tão tola. E te imploraria por uma nova chance de... amar você. Ficaria ao seu lado, como uma escrava de verdade, se você deixasse. E só respiraria pra você e por você... Mas você não nos contou como trazê-lo de volta.
Suas lágrimas quentes caíam sobre o rosto impassível e mudo. Queria poder fazer como sua personagem, na fic que Mary reescrevera o final, apenas para salvar Snape, a seu pedido. Mas aquilo fora inventado por elas, não existia um feitiço como aquele. Ou será que existia? Uma se suas lágrimas pingou sobre o relicário que repousara sobre o peito dele, e este brilhou intensamente, como se uma chama se acendesse. Ela, então, teve uma súbita idéia.
- Se você não pode ser uma fênix, eu serei. E minha vida será sua! Porque, se eu não te amasse tanto assim, eu nem teria vida dentro de mim – dizendo isso, abriu o relicário e depositou a pequenina pena de Fawkes sobre seu peito frio, cobrindo-a própria mão, enquanto se deitava sobre seu corpo e murmurava no romani em que o aprendera, o salmo que ensinara a Maria na noite anterior. Como fizera um dia em uma fic que escrevera pra ele...
- Alcali gran picali...
Sentiu um calor suave invadindo-a, enquanto palavras novas e misteriosas vieram à sua mente e ela as proferiu em voz baixa. Um feitiço! O feitiço correto! Sentindo o próprio coração pulsar fortemente, como se tivesse vindo parar em sua boca, beijou os lábios frios de Snape, forçando-os a se abrirem e tentando lhes infundir seu hálito morno. ..
Nem percebeu quando aquela boca se abriu ligeira mas voluntariamente para receber seu beijo, e que braços a envolviam, enquanto seu corpo todo ardia em fogo, pois sentira faltar-lhe o ar e desmaiara, pensando ver um par de olhos muito negros que a fitavam, surpresos.
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Mensagempor Regina McGonagall » 21/06/05, 09:16

E já que este capítulo também é pequenininho, e não quero deixar vocês sofrendo muito...

=============================================
Cap. 23 – Laços partidos

- A febre já baixou. Ela vai acordar, logo, logo. – a voz de Pomfrey vinha de muito longe.
- Graças a Deus! – alguém exclamou, e ela reconheceu a voz.
Maria? Ela estava ali? A mente de Regina funcionava com lentidão e dificuldade. Abriu os olhos. Viu um teto que não reconheceu. Tentou se virar. O corpo todo doía.
- Ela abriu os olhos! –alguém disse, ao seu lado. De quem era aquela voz? Ah, Isabel, mãe de Maria. Então, estava de volta a Portugal, em algum hospital?
- Vamos deixá-la descansar. Chamarei assim que ela puder conversar. – essa era, sem dúvida a voz de Pomfrey, pois alguns minutos depois a ouviu comentar, exasperada – Trouxas... em minha enfermaria! O que mais poderemos esperar?
A curandeira aproximou-se, sorriu para ela e a fez beber o conteúdo de um pequeno frasco.

Ela estava em Hogwarts! Não sonhara tudo aquilo! E, pelo visto, Maria e Isabel também. Tentou se lembrar de porque estaria ali, na enfermaria. Então, tudo veio claro à sua mente: tentara reanimar Snape, mas pensara que estava morrendo também. E onde estava ele? Olhou para os lados, mas só viu o biombo que Pomfrey usava para isolar seus pacientes graves, principalmente de visitantes muito curiosos e barulhentos. Ouvia, além, a conversa animada de alguns jovens, que também já eram repreendidos pela curandeira, por estarem muito barulhentos.
Sorriu. Harry e seus amigos estavam, mais uma vez, na enfermaria, mas esta seria a última.
- E este animal? O que está fazendo aqui? – Regina ouviu-a indagar, exasperada.
Dali a pouco, um farfalhar no biombo, e ela sentiu algo quente ao seu lado: a pata negra e macia de um grande cão. Mas que se transformou na mão de um homem, que piscou pra ela, travesso, enquanto Madame Pomfrey tentava inutilmente convencê-lo a deixar sua paciente descansar.
- Ela queimou como uma fênix, homem! Merece um descanso! Nenhuma de minhas poções vai fazer efeito, assim.
Mas Sirius disse apenas que não iria demorar, e sorriu de um jeito charmoso que a mulher não resistiu.
Regina o fitou, divertida, apesar de se sentir muito fraca. Mas, sinceramente, não era quem ela queria ver. Ele sorriu como se soubesse disso e segurou sua mão.
- Só queria lhe dizer que pode contar comigo, se precisar. Se aquele... Ranhoso nem assim reconhecer o quanto você o ama, depois do que você fez... você poderá usar o nome Black, pela terceira vez e definitivamente. Eu assumirei você e o garoto, sem quaisquer segundas intenções!
Ele ergueu as mãos, como se quisesse reforçar suas palavras, e sorriu. Um sorriso cativante, afinal, mas inteiramente seu, Regina teve que reconhecer. Não era Tiago. Era Sirius. Libertara-se de seu fantasma, mas não adiantava mais. Não o amaria nunca. Não como ele merecia. E, se JK não providenciasse alguém, ela daria um jeito! Tinha uma lista inteira no fórum! De pretendentes ao título de Sra Sirius Black!
Foi o que disse a ele, que deu uma gargalhada, abafada rapidamente para que Madame Pomfrey não voltasse a repreendê-lo.
- E Lupin? – ela perguntou, num sussurro, adiando a pergunta mais importante.
- Está do outro lado, meio chamuscado, é verdade. Mas feliz, com aquela noivinha que você encontrou pra ele.
- Eu, não! Só dei um empurrãozinho...
- Então, pode dar um empurrãozinho desses pro meu lado, que não vou reclamar, priminha!
Regina riu, mas até isso doía. Levou a mão ao pescoço e constatou, desesperada, que estava sem o cordão de ouro.
- Está aqui. – Sirius percebeu o que procurava, e o pegou para ela, na mesa ao lado da cama.
Ela pegou o cordão e o levou ao coração. Lágrimas quentes escorreram por seu rosto, enquanto ela se lembrava do dia em que Tiago lhe dera aquilo: Fora na frente do Juiz de Paz, quando este perguntara pelas alianças e Tiago dissera não tê-las. Então, num impulso, tirou o cordão do próprio pescoço e colocou no dela, fazendo os votos do casamento.
Lembrou-se ainda dos dois abraçados, horas depois, sozinhos em seu quarto.

Ela, apoiada em seu peito nu, examinava pela primeira vez o estranho brasão gravado no fecho. E dissera:
- Você nunca o tirou... tem certeza? Não vai querer de volta? – brincou – Por que não vou devolver mais, hein? É a prova que eu tenho de que você e eu somos um, para sempre.
- Talvez não seja sempre assim... – o sorriso em seu rosto se desvanecera.
- Por que? Ah, não, não me diga que está pensando nas besteiras que a Cacau disse ter visto naquele tarô!
- Talvez não sejam... “Tá” bom, não precisa ficar com essa cara! Vamos fazer assim: se um dia, você não me amar mais, ou amar a alguém mais do que a mim, me devolva, certo?
- Como se fosse possível! – ela o fitara zangada e ele gargalhara, mas depois, sério, a fez prometer...


E era chegada a hora de cumprir a promessa. Por isso, estendeu-o a Sirius, dizendo:
- Fique com ele... É o que Tiago gostaria que eu fizesse, agora. Ainda mais, que não sou mais exatamente uma viúva...
Sirius a olhou, sem entender, e ela explicou, com esforço, e não apenas pelos ferimentos:
- Era como uma aliança, já que Tiago odiava convenções e formalidades. Mas me deu a corrente, para simbolizar nossa união... - ela sorriu com as lembranças daquele dia que parecia tão longe, agora - Um dia, sem aviso, ele me pediu meus documentos, deu entrada nos papéis e um mês depois estávamos nos casando, apenas com a irmã dele e o Edu, nosso amigo, como testemunhas. Só os dois souberam por algum tempo que não estávamos simplesmente “morando juntos”... Foi alguns meses antes... dele ser morto.
Sirius a olhou por um longo tempo com admiração. Percebia que ela lutava para se desfazer daquele laço com seu passado, mesmo não sabendo o que o futuro lhe reservava. Sabia também, que ela não se sentiria leal com sua memória, continuando a usá-lo, quando amava outro homem.

Aceitou, enfim, e colocou-o, junto com o outro cordão. Então, algo extraordinário aconteceu: os cordões se juntaram e se torceram um no outro, transformando-se em um só.
Emocionado, Sirius não soube o que dizer, mas sentiu-se reconfortado por ter algo do irmão que não conhecera e agradeceu a Regina num sussurro. Beijou-lhe mansamente os lábios, e disse com a voz embargada:
- Eu já vou deixá-la em paz, “cunhada”. Descanse. E não se preocupe. Tudo vai dar certo, agora. De qualquer jeito, você não será importunada por ser quem é... Dumbledore dará um jeito de “esquecerem” esse detalhe, que não mudou nada.

Sem entender do que Sirius falava, ela quis pedir que explicasse, mas a sensação de sono foi mais forte e fechou os olhos, cansada, enquanto ele se afastava em direção ao leito do afilhado, disfarçando uma lágrima. A poção vencia, finalmente, sua resistência. Não chegou a ver o homem que se aproximou de seu leito, um ar de profunda preocupação e medo em sua face também debilitada, os olhos negros que faiscavam ao fitar seu rosto adormecido.
Editado pela última vez por Regina McGonagall em 10/02/06, 07:04, em um total de 1 vez.
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Mensagempor Regina McGonagall » 23/06/05, 08:09

Cap. 24 – o segredo de fogo

- Falem baixo, ou vão acordá-la!
Regina abriu os olhos, virando a cabeça bem devagar para a direção de onde viera aquela voz, que reconhecera como sendo de Harry.
Alguém a olhava e se virou rapidamente, então ela só percebeu uma massa de cabelos vermelhos. Gina Weasley. O biombo fora retirado, sinal de que estava fora de perigo, pelo menos, pensou aliviada.
- É verdade, então? Que, além de ofidioglota, ela é uma animaga? Sem ter estudado pra isso? – era a voz de Rony, sussurrando – Será que ela é mesmo quem estão dizendo?
- Em alguns bruxos de linhagem muito antiga, é possível esse dom nato. Não é como um animago comum, eles não se transformam em animais mágicos – Hermione, como sempre, tinha a resposta tirada de algum livro.
- Ora, ela é uma heliopata! – Luna interrompeu Hermione, que a fusilou com o olhar, enquanto os outros sacudiam a cabeça como se dissessem: isso de novo?
- Eu a ouvi falando numa língua estranha, embolada, enquanto Pomfrey cuidava dos ferimentos do Lupin e não via o que estava acontecendo. Dumbledore estava aqui, do meu lado, de olhos fechados, e murmurou alguma coisa. Pensei ter ouvido quando ela repetiu as mesmas palavras. – Harry comentou, pensativo.
- Você não lembra? – Rony quase gritou de excitação, mas Hermione o repreendeu na hora.
- Alguma coisa como... “Fênix enervate”! É isso! – Harry falou, entusiasmado – Aí, Pomfrey viu que a cama de Snape estava em chamas, Fawkes entrou voando, e só quando Snape gritou desesperado, é que Dumbledore permitiu que alguém se aproximasse. Usaram um feitiço de levitação para levá-la, ainda queimando, até aquela cama.
- Uau! – a exclamação de assombro dos jovens abafou o seu grito fraco, mas Gina fez sinal para os outros. Mesmo sob o efeito de uma poção de sono, ela poderia acordar com tanto barulho.

Regina fez o possível para se manter quieta, olhos fechados. Queria ver até onde eles sabiam. Hermione voltou a comentar.
- Na verdade, o que Harry disse faz sentido – a menina falou com seu ar severo que lembrava tanto Minerva McGonagall – Me lembro de ter lido sobre “bruxas do fogo” em um livro antigo. Elas podiam arder como uma fênix para devolver a vida a alguém. Só que... a maioria não sobrevivia por muito tempo. Ficavam com tantas queimaduras, que não resistiam... a menos que uma fênix verdadeira as socorresse.
- Por isso a Fawkes veio até aqui! – Harry exclamou – Vi quando ela se debruçou sobre seu peito e chorou. Como fez no meu braço, lá na câmara...
- Mas, afinal, de onde ela veio? – Neville indagou, num sussurro – Por que apareceu de repente, só pra salvar o Snape?
- Eu ouvi o Sirius dizendo a ela que lhe daria o sobrenome Black pela terceira vez... o que será que ele quis dizer?
- Ora, que se casaria com ela. – Gina riu da ingenuidade de Harry – Mas só se o Snape não o fizesse... Estranho, eu o ouvi chamá-la de cunhada...
- Então, só pode ser uma coisa – Rony exclamou – Ela é uma Black, e também a viúva do Regulus, o tal irmão do Sirius que era comensal. E é uma comensal também. Vai ver, era o contato do Snape no grupo, e aí... – ele deu um sorrisinho - Eles estavam juntos, e o... Lord descobriu a traição dupla e o Snape tentou salvá-la, mas foi atingido. E quando ela conseguiu se libertar de onde estava presa, veio atrás dele. Vocês já viram aquele garotinho que as estrangeiras estão cuidando? Ouvi dizer que é filho dela com o Snape!
Regina sorriu consigo mesma. Rony daria um bom autor de fics, nem ela poderia ter imaginado algo assim...
- Estou imaginando... – Luna tinha um olhar sonhador – o menininho pelos corredores da Sonserina, chamando: “papi, papi” que engraçadinho!
Os outros não conseguiram deixar de rir ao imaginar a cena, e Rony ainda completou:
- Já pensaram? O Snape, trocando fraldas? Acho que não dá pra fazer isso com a varinha...
Regina não conseguiu segurar mais. Começou a rir, mas se engasgou, e eles se calaram assustados ao ver que ela estava acordada e, provavelmente, ouvira tudo.
Mas ela os tranqüilizou com um sorriso brando, enquanto perguntava, já sentada na cama:
- Então, foi isso? Você tem certeza, Harry?
Apenas Luna e Neville a olharam com estranheza, pois os quatro a reconheceram imediatamente, a lembrança voltando clara:
- Foi você! – Rony exclamou – a bruxa que trouxemos da casa de Harry! Que dizia ter perdido os poderes!
Regina suspirou, intimamente contente que eles se lembrassem dela. Talvez Dumbledore não tivesse “caprichado” no “obliviate”, ou, talvez, agora que ela estava ali de novo, retirara o bloqueio de suas memórias.
- É mesmo. A que tinha fotos de Snape e Sirius no computador – Gina lembrou, mas corou ao ver a expressão de Regina. Ela, porém, ficou mais constrangida.
Não, não podia continuar fingindo que isso não era importante. Desceu da cama, lentamente, com dificuldade, e caminhou até a cama de Harry. Neville passou uma cadeira pra ela, que agradeceu. Então, se apresentou:
- Eu sou...na verdade, Ariadne Regina Black. Regina McGonagall era...bem, eu não podia usar meu nome verdadeiro, ainda...
- Então, você é mesmo a filha dele, que voltou?
Entendendo que eles se referiam a Aníbal Black, confirmou com a cabeça, sem perceber o olhar de susto dos meninos. Mas Pomfrey já entrava de volta e se assustava por vê-la fora da cama. Fez com que se deitasse novamente, indiferente aos seus protestos de que estava bem, afinal quem era a curandeira ali?
Os meninos riram, mas os visitantes tiveram que sair, já haviam se demorado demais, e a enfermaria ficou em silêncio. Harry pareceu querer lhe dizer alguma coisa, mas ela adormeceu novamente, pois uma das poções que acabara de tomar era a do sono.

Quando acordou novamente, estava de volta ao seu quarto, seu velho quarto de Hogwarts!
Regina sentou-se, devagar, como se temesse ficar tonta, e olhou em volta. Perto do sofá, no tapete em frente á lareira, Maria brincava com Aldebaran. Dobby, o elfo, entrava pela porta, com uma farta bandeja e a jovem portuguesa deixou escapar um gritinho. Será que um dia se acostumaria? Regina se lembrou, divertida, de seu comentário em um email, de que era capaz de morrer de medo se ficasse frente a frente com ele. E isso pareceu ter sido há um século...
- Dobby fica feliz, porque a senhora acordou – ela ouviu sua voz esganiçada e lhe sorriu.
- Já lhe disse que gosto muito de você, Dobby? – Regina perguntou baixinho, e viu o elfo fazer algo que deveria ser o corar dos elfos.
- A senhora já disse a Dobby, sim senhora. – ele fez uma daquelas reverências de tocar o chão com o nariz e saiu do quarto.
Maria já corria para ela, trazendo o garoto, que abraçou a mãe, risonho. Regina deixou-se ficar, abraçada ao filho, olhando para a amiga que já ameaçava começar a chorar.
- Você é ou não minha enfermeira honorária? – ela indagou, com ar falso de zanga – Estou “varada” de fome! Me traga um suco de abóboras, pelo amor de Deus!
Maria trouxe-lhe o suco, sorrindo, mas comentou, muito séria, enquanto ela o bebia e também colocava um pouco na boca de Aldebaran, que agarrara o copo:
- Pensamos mesmo que estivesses...
- O que?
- Morta! Queimar daquele jeito... – Maria percebeu que falara demais e foi até a mesa, buscar mais alguma coisa para a amiga comer.
- Fawkes demora alguns dias, também. – foi só o que ele dissera.
Regina a fitou, interrogativa. Mas não se sentia mesmo com forças pra saber de nada, exceto de uma coisa:
- E o Snape? – perguntou – Onde está?
- Ah... por aí, com um grupo de aurores. Ainda tem comensais da morte soltos, e eles estão procurando. – Maria mudou de assunto – Perdeste a festa em Hogsmeade! Se eu não soubesse que... estou num povoado perdido da Escócia, teria jurado que estava no carnaval do Rio. Se bem que... – ela sorriu – Não vi nenhuma mulher seminua e com mais penas do que um pavão no traseiro, rebolando freneticamente sobre um carro alegórico...
Regina riu com gosto. Seria mesmo muito engraçado ver algo assim em plena Escócia, e num povoado bruxo, ainda por cima!
- Mas... por que tanta festa?
- Ele... o Voldemort! Harry derrotou-o finalmente! – os olhos de Maria faiscaram – Eu estive no banquete de despedida, acreditas? Apesar de... algumas perdas, o Salão Principal estava deslumbrante! E o discurso final de Dumbledore, foi inesquecível! Ah, amiga, nem imaginas! A minha mãe está quase louca! Acho que vão acabar por lhe dar um “obliviate” e mandá-la de volta, acreditando que a filhinha aqui se casou com um catedrático inglês e está a viver confortavelmente em Londres. Ela está delirante!
Regina podia imaginar. Se ela, que “conhecia” o mundo Potter tão bem, ficara extasiada ao chegar, imagine Isabel, que era fã da série, mas não tanto quanto a filha?
- Como vocês vieram parar aqui? – ela perguntou, extremamente curiosa.
- Bem... – a amiga pareceu sem jeito – Foi uma experiência muito louca, acredita! De repente, tinha um elfo no meio do quarto, depois de um estalo horrível. Eu gritei, a minha mãe veio a correr. O Dobby, porque era ele mesmo, já estava pegando o Aldebaran quando eu disse que não podia fazer isso. Ele disse que eram ordens do Prof. Dumbledore, porque tu estavas ferida – Maria respirou para continuar – Aí, eu disse que era a tutora dele, que não o deixaria ir a lugar nenhum sem mim, então ele disse que eu viesse também. Aí, foi a minha mãe quem reclamou que não ia, e ele sumiu da nossa frente. Quando já pensávamos que fora tudo um sonho, eis que ele volta, dizendo que Dumbledore autorizara a nossa vinda. E aqui estamos! Ela quase não teve tempo de deixar uma mensagem para o meu pai, arrumando uma desculpa viável para termos viajado de uma hora para outra.
- E... Há quanto tempo foi isso?
- Uma semana. – Maria respondeu. E voltou a contar tudo que tinha visto, e como Dumbledore lhe aplicara um feitiço para que pudessem ir e vir sem serem questionadas. Todos pensavam que elas eram bruxas também, mas felizmente ninguém lhe pedira pra fazer nenhum feitiço.
- E você ficou muito bem nessas vestes! Pode até se casar com um bruxo – Regina comentou, rindo ao ver a amiga corar. Tentando manter a conversa num padrão descontraído, pareceu se lembrar de algo, de repente:
- Lembra do que a Gina Black comentou no fórum, quando editei minha fic?
Maria a fitou, sem saber do que falava.
- Ela pediu que a “Regina McGonagall” ou seja, eu, lhe levasse algumas bombas de bosta e...
- Fogos Filibusteiro! Lembrei-me agora!
- Se sobrar algum no estoque, pelo que você disse... talvez devêssemos lhe mandar um sortimento das Gemialidades Weasley! Ah, e não podemos deixar de conseguir uma foto do time da Grifinória, com os gêmeos, claro, ou o Tio Jaja não vai me perdoar! Eu prometi a ele, numa MP em que ele perguntava por minhas fics...
Elas riram com vontade, Maria sentiu-se feliz por ver que a amiga voltava ao normal, ou seja, a alegria que ela sempre demonstrava no fórum, quando comentavam os livros e as fics, antes de tudo aquilo acontecer. Então, lembrou-se de outra “usuária”:
- E a Viviane? Já pensaste no que irás dizer?
- Pelo menos, ela continuará a ser a fã nº 1 de Alan Rickman e sem o risco da minha concorrência, embora...
Ela ia dizer “embora eu não tenha chance alguma com o personagem original do lado de cá”, mas isso lhe provocou uma dor intensa.
Arrependida por ter feito a amiga se lembrar do professor de poções, Maria tentou distraí-la sugerindo que tomasse um banho e se trocasse, para que pudessem se reunir aos outros nos jardins. Muitos alunos ainda estavam na escola, porque parte da linha do Expresso Hogwarts fora destruída e estava em reparos de emergência, e o trem não pudera levá-los a Londres. O dia estava quente, e ela precisava de sol, estava muito pálida.
- Nem pareces mais uma brasileira! – Maria riu, e Regina deixou passar... pois era inglesa de nascimento, afinal de contas.
Aceitou a sugestão da amiga, principalmente porque aquela camisola da ala hospitalar era ridícula, parecia da era medieval.
Caminhou devagar até o banheiro das professoras, e lá ficou por um bom tempo imersa em água quentinha e sais perfumados, recusando-se a pensar em qualquer problema dali pra frente. A guerra terminara. Voldemort se fora para sempre... Mas esse pensamento causou uma pontada incômoda em seu peito, e se deixou invadir por uma tristeza desconhecida. Não. Não ia se sentir infeliz. Tudo daria certo, a partir de agora. Severus...
Aquela frase... era o título da fic de Nina, lembrou. Mas o final dela parecera mais feliz que o seu. A personagem daquela fic se casara com Snape, afinal, mesmo tendo sofrido tantas atrocidades nas mãos dos comensais.
Pronto! Já estava pensando nele, de novo! Mas como poderia, se continuasse ali, deixar de pensar nele? Mas, se não ficasse ali, para onde iria? De volta ao mundo dos trouxas? De volta à sua vida de antes? Duvidava que tivesse forças pra isso. E, afinal de contas, era mesmo uma bruxa, tinha todo o direito de viver com tal.

Saiu da banheira e voltou ao quarto, envolta no roupão felpudo e gostoso. Ao entrar, pensou que Maria estivesse lá, mas ela saíra, levando o menino, provavelmente para o jardim. Foi ao armário e, constatando que suas coisas estavam lá, escolheu com calma o que vestir para seu primeiro passeio por Hogwarts depois de tanto tempo e saiu, à procura da amiga e de seu filho. Como esperado, encontrou-os no jardim. Lá ficou, por horas, sentada na grama, perto do lago, vendo o filho tentando seus primeiros passinhos, ouvindo o riso cristalino de Maria e, pela primeira vez, sentindo inveja da amiga. Não que ela tivesse um caminho muito fácil pela frente. Casar-se com um lobisomem, ainda sem a cura completa, era arriscado. Mas pelo menos confiavam um no outro e sua juventude lhe dava perspectivas diferentes, mais promissoras...
Dali a pouco, teve mais companhia: Harry e Hermione sentaram-se perto dela, mas Harry parecia estranho, como se quisesse dizer alguma coisa.
- O que foi Harry?
- Dumbledore disse que nós dois temos mais em comum do que você imagina. Mas, agora, você já sabe porque, não?
- Harry! – Hermione o repreendeu – O Prof. Dumbledore pediu que não dissesse nada! Que ele iria contar... Ah, lá vem ele, ainda bem! – seu olhar de censura e alívio era idêntico ao de Minerva.
Com efeito, Dumbledore se aproximava e veio sentar-se ao seu lado. Era engraçado vê-lo sentado na grama como se fosse um estudante, ela pensou, e ele sorriu.
- Devemos nos lembrar de que somos jovens, enquanto nos permitirmos ser. – ele falou em tom professoral.
- Acredito que sim – Regina sorriu em resposta – Mas me sinto mais velha que o senhor, agora. E cansada, também.
- É natural! Você experimentou em si mesma um feitiço que não era executado há séculos, e sobreviveu. A única bruxa de que tenho notícias ter sobrevivido a um “fênix enervate”...sem sequelas. – ele a fitava por cima dos óculos e ela o encarou.
- Os meninos me disseram... Eu ouvi sem querer a conversa deles, na enfermaria... Mesmo assim, me parece incrível que tenha sido algo tão louco que salvou... Snape.
Mas Dumbledore sorriu daquele seu jeito de quem sabia mais das coisas do que aparentava, e continuou:
- Snape havia se prevenido. Assim como Voldemort, ele também encontrou meios de escapar da morte. Mas que não foram suficientes para que o fizesse sozinho. Seu anel – ele apontou para o anel que ainda estava em seu dedo – guardava a essência de sua vida, uma dessas formas de vencer a morte fora fazer de você sua guardiã. Mas ele não confiou inteiramente nisso, pois acreditou que o traíra – Dumbledore pareceu constrangido em dizer isso e Regina corou, desviando os olhos para a superfície do lago.
Regina se mexeu, inquieta. Estava se sentindo cada vez pior, ainda mais com os dois jovens ouvindo a conversa, não queria falar de sua fraqueza logo agora, o que eles iriam pensar? Mas Dumbledore continuou, como se não notasse seu mal estar.
- Bem, como ele não confiava, o feitiço não funcionou inteiramente como deveria. Você veio até ele, estava ao seu lado pedindo que vivesse, mas ele não a ouvia – o velho fez uma pausa, fitando também o lago – O amor é mesmo uma coisa esplendorosa! É capaz de milagres. Nos faz realizar feitos que nós até desconhecemos ser capazes! Você trazia a pena de Fawkes, então acreditou que ela poderia lhe emprestar o seu poder. É claro que o fato do cerne de sua varinha, que você trazia na ocasião, ser também uma pena de fênix, ajudou bastante. Eu percebi o seu pedido de socorro, sugeri através de meu pensamento a fórmula do feitiço que você procurava mas não conhecia, mesmo achando a possibilidade muito remota... mas você aceitou a sugestão, felizmente. E funcionou, mais espetacularmente do que poderíamos imaginar.
- Como assim? – ela o olhou, agora visivelmente curiosa.
- Como poderia narrar tal fenômeno? – ele riu – Eu estava na enfermaria, falando com o jovem Harry aqui, quando Madame Pomfrey gritou que a cama de Snape se incendiara. Ela retirou o biombo rapidamente, varinha em punho pronta para um feitiço de cessar incêndio. Ainda bem que pude impedi-la, já acostumado a ver o renascimento de Fawkes por vezes sem conta. A própria fênix invadiu o aposento, sobrevoando vocês, pronta, acredito, a se sacrificar pra ajudá-la, se preciso.
- Fawkes... Foi dela aquele calor que senti? – Regina perguntou, incrédula.
- Não. Foi seu. – ele suspirou – Você, Regina, se transformou numa fênix humana, queimando inteiramente seu corpo, estendida sobre Severus, passando a ele, através de um beijo, sua energia vital e o reanimando definitivamente. Quando ele abriu os olhos, você fechou os seus, e todos pensaram que estivesse morta. Foi preciso um feitiço de levitação para transportá-la para outro leito, e então Fawkes fez a sua parte, derramando suas lágrimas sobre seu coração.
- Então, assim como Harry, devo minha vida a ela – Regina comentou.
- Sim e não. Ela apenas garantiu que você se recuperasse mais rapidamente, embora sete dias não seja exatamente tão rápido assim, mas era esperado que acontecesse.
Regina ficou em silêncio, refletindo no que eles contaram. Permanecera ardendo em febre por sete dias, sem que nenhuma providência de Pomfrey ou de qualquer outro bruxo surtisse efeito.
Dumbledore esperou que ela assimilasse bem esta parte, porque tinha algo mais importante para falar sobre ela mesma, que muitos adivinhavam, outros como os dois jovens ali já sabiam, mas que ela provavelmente nunca cogitara, apesar das evidências claras. Pois muitas vezes somos cegos para o óbvio.
- Para muitos – ele disse, por fim – pode parecer incrível que alguém que sofreu tanto a ação das Artes das Trevas possa ter alcançado este grau tão elevado de poder, mesmo tendo vivido tanto tempo como trouxa, sem receber nenhum treinamento formal, agindo apenas por instinto. Mas é claro que seus antepassados são tão antigos quanto Hogwarts...
- Do que o senhor está falando?
- É que, e sei que Hermione pode lhe mostrar exatamente o livro em que consta tudo isso que lhe digo, para realizar o feitiço que lhe descrevi, dar a vida por alguém que já está praticamente morto, e ainda assim conservá-la, é necessário mais do que simplesmente o amor e a renúncia que você demonstrou ter. Mesmo com a ajuda de Fawkes, uma bruxa comum não sobreviveria.
- Eu não fiz nada disso, professor! Agi apenas como uma tola apaixonada, esqueci até de quem realmente precisa de mim! – ela apontou para o filho, que agora cochilava sobre uma manta à sombra das árvores, enquanto Maria conversava com Lupin, sentada ao seu lado em frente ao lago.
Por um momento, admirou-os ali, juntinhos, Lupin com o braço a envolver seu ombro, Mary com a cabeça encostada no ombro dele, e provavelmente faziam planos para o futuro.
Dumbledore sorriu e disse:
- Tem razão. Mas isso, porque confiou que ele não seria desamparado. Nem por sua amiga, nem por nós, nem pelo pai dele... Você sabe porque Snape quase sucumbiu? O que o fez baixar a guarda diante de Voldemort?
Regina balançou a cabeça negativamente.
- Porque ele finalmente descobrira sobre você e buscava alcançá-la. Snape tentou impedir.
Regina lembrou-se do pesadelo e lhe disse.
Harry se surpreendeu. Então, ele não era o único a ter visões com Voldemort...
- Ele dizia... que eu tinha a marca negra, gravada mais fundo que a de Snape.
- E você sabe por que?
- Não... mas senti a sua mão gelada sobre meu coração. E sentia que perdia Snape, por isso, vim pra cá. Eu não podia deixar que ele morresse sem... sem...
Começou a chorar silenciosamente, pois tudo aquilo fora em vão, afinal. Salvara Snape, quase perdera a própria vida, mas continuava tão só quanto antes. Ele nem ao menos a procurara.
- Como eu disse certa vez, Harry deve se lembrar e você também, porque leu naquele livro maravilhoso, Voldemort não conseguia compreender o amor. E, tanto no caso de Harry quanto no seu, o amor de mãe lhes deixou uma marca própria, superior ao poder que ele julgava ter. Por isso ele não atingiu você. Talvez... se ele tivesse podido compreender isso, não se acreditaria nascido para dominar pelo mal e pelo terror.
- Ninguém nasce pra isso. Cada ser que nasce é para crescer em luz e beleza! Só que, às vezes, fazemos outras escolhas...
Harry e Hermione permaneciam em silêncio. Fizeram menção de se afastar, mas Dumbledore fez que não, enquanto falava:
- Você deveria ter dito isso ao seu pai mas, evidentemente, não teve oportunidade para tanto.
- Meu pai morreu quando eu era criança. Não tivemos tempo para conversas filosóficas sobre o sentido da vida – ela não tivera intenção de ser sarcástica, mas não teve tempo de se desculpar.
- Não o pai que você conheceu – Dumbledore já retrucava – Falo do seu pai verdadeiro.
- Também não sei quem foi...
- Tem certeza? – Dumbledore fitou seu rosto surpreso por alguns segundos – O que você sabe sobre sua mãe?
- Só o que via em meus pesadelos, e o que meu avô contou na carta que me deixou. Ela morreu quando eu nasci..
- O que mais?
- Bem... – Regina não queria reviver o pesadelo, mas desconfiou que Dumbledore lhe estimulava as lembranças com sua legilimência.
- Não quero lembrar – ela retrucou – O senhor não sabe... como dói! Eu vejo... minha avó morrendo, enquanto aquele... ele ria, divertindo-se com a dor que causava! E usou a maldição cruciatus, e também a imperius, em uma menina tão nova, tão bonita... – ela olhou de relance para Hermione, imaginando como seria Ariadne quando terminara os estudos em Hogwarts, quais seriam seus sonhos. Todos destruídos em um segundo de crueldade – Mas quando a possuiu, com violência e crueldade, ela não estava debaixo de nenhum feitiço que aliviasse sua dor ou seu desespero e pavor... Eu vi, professor! E por mais de uma vez! Em todas as vezes que o pesadelo se repetiu!
- Você realmente não entendeu, ou se nega a enxergar a verdade? – Dumbledore pareceu exasperado, e até Hermione se assustou com seu tom de voz – E pedi que Harry e Hermione presenciassem nossa conversa, porque não se fala em outra coisa, de Hogsmeade ao Beco Diagonal, e ele, principalmente, será questionado sobre o fato. De onde acha que tirou um dom tão raro como o que demonstrou ter há poucos meses, dom este natural apenas em herdeiros diretos de Salazar Slyterin, e que tantos dissabores trouxe a Harry por possui-lo também?
Regina estacou. Ela se esquecera completamente de que descobrira ser ofidioglota. Mas isso não queria dizer...
- A marca negra a que Voldemort se referia – ele não quis adiar mais – é o seu sangue, Regina. O sangue dele que corre, ainda agora e para sempre em suas veias, porque ele era seu pai.
Tudo escureceu à sua volta. Um frio intenso a invadiu e ela fechou os olhos, encolhendo-se toda, tentando lembrar-se do que fazer para repelir os dementadores. Sim, porque só podia ser isso, estava sendo atacada por cem dementadores...
- Regina – a voz de Dumbledore vinha de muito longe – Ouça a minha voz. Abra os olhos!
Ela obedeceu. O dia continuava ali, o sol se refletindo na superfície do lago e aquecendo sua pele, seu filho dormindo ali perto, os dois jovens assustados ao seu lado, o casal de amigos correndo ao seu encontro, preocupados. Regina viu nos olhos de Maria que até ela, pottermaníaca de carteirinha, já desconfiara de algo que estaria evidente se prestasse atenção no que ela mesma escrevera sobre si naquela fic maluca!
Não tinha como negar as evidências, Dumbledore estava certo. Então fora a isso que os garotos se referiram naquela conversa na enfermaria! E ela pensara que falavam de seu avô materno. Era filha de Voldemort! E, infelizmente, de sua maldade, não de um sentimento bom que tivesse nutrido por alguém, por uma mulher que o fizesse sentir ternura ou paixão. Ariadne Black fora apenas mais uma vítima indefesa de sua crueldade doentia e ela era o fruto vivo disso.
Respirou fundo, olhando um ponto distante na superfície do lago. Vasculhou seus sentimentos, para ver o que encontrava. E só encontrou um profundo vazio, antes ocupado por uma curiosidade natural, mas que ia pouco a pouco se enchendo de outra coisa: compaixão e pesar, por um homem que podia ter escolhido um caminho melhor, mais ameno, mesmo que a ambição pelo poder continuasse a ser a mola propulsora de sua vida.
- Que bom que pensa assim – ouviu Dumbledore dizer, e sorriu. Era só o que lhe restava fazer.
Olhou para Harry. Esperava que ele não a odiasse, pois seu pai matara os pais dele. Mas não matara também sua família? Seus avós e sua mãe também haviam morrido por suas mãos, sem contar o marido... Mas o garoto a fitava com preocupação e solidariedade, talvez fosse o único capaz de entender o tormento em seu coração, por ter vivido algo semelhante, e ela entendeu isso, e lhe agradeceu mentalmente.

Sem uma palavra, pegou o filho nos braços, estava na hora de levá-lo para dentro, dar banho, alimentá-lo. Ninguém disse nada, todos a acompanharam à distância, de volta para o castelo.
Entretanto, não puderam ver a lágrima silenciosa que rolou por sua face, enquanto repetia mentalmente sua prece favorita, por alguém que já não estava ali. E esta foi, certamente, a única lágrima derramada por Tom Servolo Ridle, o Lord Voldemort, comumente chamado de Aquele-que-não-devia-ser-nomeado ou, simplesmente Você-sabe-Quem.
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(Desculpem meninas, mas este é o famoso e infalível capítulo em que Dumbledore explica todos os mistérios e filosofa sobre a vida e seus rumos estranhos)
Editado pela última vez por Regina McGonagall em 10/02/06, 06:49, em um total de 1 vez.
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Mensagempor debbie granger » 23/06/05, 09:18

Debinha... desculpe mas... essa Deborah não é você...


Pôxa... :cry: Custava deixar eu me iludir um pouquinho??? :?
Tô brincando Regina, lógico que eu sabia que não era eu, mas não resisti quando vi um nome igualzinho ao meu com acento e com H no final, não é muito comum escrever desse jeito, no meu caso foi um engano na hora de registrar :oops: Na sua fic tá escrito assim, foi engano seu ou é de verdade?
Ah! Desculpa ter sido enxerida, hehehe :mrgreen:
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Mensagempor Éowyn & Tonks » 23/06/05, 09:28

(Desculpem meninas, mas este é o famoso e infalível capítulo em que Dumbledore explica todos os mistérios e filosofa sobre a vida e seus rumos estranhos)


Desculpem porquê? O capítulo é "famoso e infalível", mesmo, se não tivesse esse capítulo é que ia ficar estranho! eheh! Dumbledore é tudo!
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Mensagempor Regina McGonagall » 23/06/05, 11:06

Debbie, brigadinha, o acento estava errado mesmo, já corrigi. e pra você não ficar brava por isso...

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Cap. 25 – Confronto final

- Você não vai a lugar nenhum!
A voz seca e autoritária de Snape teve o poder de fazê-la colar no chão como uma estátua, mesmo ele não usando nenhum feitiço para isso.
E, fitando seus olhos negros como a profundeza do mar em noite de tormenta, Regina reconheceu a inutilidade de qualquer tentativa de fugir mais uma vez desse encontro.
Todos que estavam na sala se retiraram discretamente, e eles ficaram sozinhos. Até Aldebaran foi levado por uma solícita Minerva para seu quarto e colocado no leito para dormir, sem que a mãe ao menos percebesse, presa no olhar de seu pai.

Por vários dias já, Regina evitava ficar no mesmo ambiente que Snape, mesmo que não fosse a sós com ele. Não se sentia capaz de ao menos olhar para ele sem ter vontade de chorar, e ele também não ajudava muito, mantendo-se impassível e distante.
Maria voltara com a mãe para Portugal, e Dumbledore fizera gentilmente algumas alterações em suas acomodações. Criara um quarto para o garoto, uma sala de visitas, um banheiro privativo, como se ela tivesse agora um apartamento, uma suíte de luxo em Hogwarts, que causaria inveja à maior parte de suas amigas virtuais.
E nessa sala ela recebera os amigos após o jantar daquele sábado. Lupin, Sirius e Tonks, assim como Minerva e Hermione, que estava em Hogwarts fazendo um “treinamento” especial com a professora de transfiguração, e Harry Potter. Haviam falado dos projetos profissionais dos jovens, dos planos de casamento de Lupin, fazendo-o corar, e também da possibilidade de Regina ficar em Hogwarts como “secretária da diretoria”, convite feito por Dumbledore mas que ela hesitava em aceitar. Comentou que talvez fosse melhor se mudar para Londres e procurar emprego por lá, mas esquivou-se da conversa, dizendo estar na hora de colocar o filho, que brincava no tapete com “tio” Sirius, para dormir.
Fora aí que percebera a sombra de Snape, projetada na parede, emoldurada pelo quadro luminoso que era a porta aberta, imponente como um deus, a lhe dizer que não iria a lugar nenhum.

Quando todos já haviam saído, ele fechou a porta atrás de si.
- Ouviu o que eu disse? – ele indagou, seco.
- Como se fosse possível não ouvir! – uma onda de raiva ameaçava tomar conta dela – Como se atreve a entrar aqui desse jeito, expulsar meus amigos, e ainda pensar que pode decidir o que faço da minha vida?
- Em primeiro lugar – ele se aproximou lentamente, e Regina tentou não pensar em como ele ficava atraente com aquela túnica longa, a capa jogada para trás daquele jeito – Eu não expulsei ninguém daqui, eles saíram porque têm juízo suficiente para entender quando estão “sobrando”. Em segundo lugar... se sou o pai de seu filho, como você diz – e sorriu levemente ao vê-la corar de raiva – tenho sim, o direito de opinar se você pretende levá-lo para longe de mim. Em terceiro lugar, entro aqui quando quiser e mando em sua vida sim, porque você mesma disse que ela me pertencia...
Regina respirou fundo e fechou os olhos, ele só estava querendo provocá-la, era isso. Mas ia responder à altura, sem se descontrolar, não ia se deixar abalar.
Mas abriu os olhos, assustada com o som de sua... risada? Ele estava rindo, rindo dela, por algum motivo estranho. E, pior, ela não conseguia mais deixar de olhar pra ele, nem de admirar seu rosto, tão alterado por aquela risada.
Mas, tão rápido quanto veio, o riso se foi. Ele a fitava, agora, de muito perto, e ela se lembrou do quanto era alto, pois tinha que erguer a cabeça para fitá-lo. E a estava provocando de novo, só que de um jeito diferente.
Ela até agora não se movera, mas ele sim. Aproximara-se e a segurava pela cintura, tocando a pele sob sua blusa. E movia os polegares lentamente, acariciando-a quase inconsciente de que o fazia, mas fazendo seu corpo reagir, indo de encontro ao dele.
- Ainda nos entendemos bem, nesta parte – sua voz maliciosa a assustou - Não estou reconhecendo a minha gata nervosa... Não vai me responder? Não vai me acusar de ser prepotente, odioso, intolerável?
- E adianta alguma coisa? – ela perguntou com voz fraca.
- Pelo menos, me faz notar que está viva... Ou você virou um zumbi, depois de queimar daquele jeito? Não sobrou nenhum calorzinho aí? – ele deslizou a mão livre por suas costas – Sobrou sim, sua pele está queimando, onde toco... O que você disse, aquele dia? Estava desacordado, não me lembro bem... Ah, sim!
Ele a fitou intensamente, fazendo-a tremer com a paixão que via em seu rosto, enquanto a empurrava em direção ao quarto, em direção à cama que haviam partilhado por tantas noites. Regina só percebeu quando sentiu suas pernas batendo na beirada. Mas Snape agora repetia suas palavras, com voz rouca.
- Você dizia que seria uma escrava, só respirando por mim e pra mim, que sua vida era minha... então, você mesma me deu o direito de fazer isso – ele começou a beijar seu pescoço – e isso...
Ele a ergueu nos braços e a deitou na cama, sem que Regina esboçasse qualquer reação. Ele a fitou, muito sério:
- Mas espero que tenha sobrado alguma vida aí dentro, porque não tem graça nenhuma amar uma boneca vazia.
Amar! Regina reagiu, enfim. Aquilo não era amar. Ele só queria... provar que faria dela o que quisesse... que era capaz de fazê-la ir contra todos os seus princípios, com um simples toque, e aceitar ser dominada por ele, de novo, como acontecera antes.
Tentou se levantar, mas ele não deixou, segurando-a com firmeza, mas sem machucá-la, usando o peso de seu corpo para mantê-la deitada.
- Por favor... – ela pediu – me solte.
- Você não sentiu minha falta? Não sentiu frio, à noite, dormindo sozinha todo esse tempo? Dois anos inteiros?
- Pra mim, foi só um... – ela piscou, as lágrimas ameaçando irromper de vez. Ele estava se aproveitando de sua fraqueza, por tudo que havia acontecido, de seu abalo emocional. Não era justo.
- Não foi justo o que você fez comigo... – ele rebateu. Fizera de novo. Lera sua mente. – Me fazer pensar que esperava um filho do Black...
- Você é quem se precipitou em suas conclusões!
- Acreditar que eu entregaria uma criança ao Lord...
- Eu só... – ela respirou fundo, e seu peito arfou ao fazer isso, devido ao peso dele sobre si – Me perdoe, eu não acreditava nisso, só falei pra... porque... você
- Está bem. Reconheço que fui injusto e... ciumento. Você mesma reconheceu, um dia, que só aceito exclusividade absoluta... ainda estou pensando se quero dividi-la com um filho,esse trabalho que Dumbledore resolveu arrumar pra você, ou qualquer outra coisa. Minha vontade é mantê-la presa neste quarto até achar que me compensou por tudo que me fez passar ao ir embora.
- Era preciso... que eu fosse. Eu disse que seria fiel a você, lembra?
- E ficou aos beijos com o Black assim que teve uma chance...
Regina o fitou, angustiada. Passavam por um momento crítico, ela e Sirius, e eles apenas se beijaram! Admitia que se sentira atraída, mas apenas por causa da lembrança de Tiago...
- Então, estou certo. – ele se ergueu da cama – Você prefere ficar com ele, afinal.
- Não! – ela agarrou seu braço, impedindo-o de se afastar e eles se fitaram em silêncio por um longo tempo.
- Você acha realmente que, se eu preferisse Sirius, se eu o amasse ao invés de amar você, já não teria partido com ele? Ou até, que teria vindo atrás de você, daquele jeito, arriscando tudo, até minha vida?Que, teria sido capaz de fazer algo que nem sabia como funcionava ou se funcionava?! Claro, deve ter sido só um ataque eventual de loucura mesmo, arriscar minha vida num feitiço maluco, pra tentar reviver alguém que não confiava em mim o suficiente para deixar instruções de como fazer isso, que sempre negou a sua participação tão decisiva para que eu tivesse um filho... só pra não deixar Dumbledore sem seu precioso professor de poções... Claro, foi só isso.
- Sabe de uma coisa? – ele sorria de novo, abraçando-a e recomeçando a beijá-la.
- O que? – ela começava a se deixar levar de novo por aquela sensação boa de estar caindo no mar escuro que eram seus olhos, uma pressão intensa em seu umbigo, fazendo-a pensar apenas em se agarrar a ele para não afundar sozinha.
- Eu devia ter começado a beijar você há um bom tempo, sem lhe dar chance de falar tanta bobagem. Pra variar, estamos perdendo tempo, mulher. E tempo é uma coisa que já perdemos demais...
Sem dizer mais nada, nem deixar que ela o fizesse, passou a acariciá-la com paixão e urgência, como se quisesse mesmo apagar os dois anos de ausência, como se desejasse imprimir em sua pele a sua marca, de forma indelével.
E Regina decidiu esquecer todo o resto, e dar a si mesma a chance de começar de novo a ser feliz.

Snape abriu os olhos e se viu sozinho na cama. Aonde diabos ela fora, desta vez? Olhou em volta, tentando encontrar suas vestes e notou, exasperado, que sua túnica negra sumira.
- Mais essa, agora! – ele vestiu a capa e, percebendo sons como sussurros no quarto ao lado, caminhou até lá, silenciosamente. Mas parou à porta, estarrecido com o quadro que viu.
Lá estava ela, vestindo sua túnica, aberta na altura dos seios, porque ela...amamentava seu filho! Snape não teve como não se lembrar da manhã em que a observara escondido por uma capa de invisibilidade... Tentou não se deixar notar, mas desta vez foi impossível, pois sua sombra se projetava no chão e ela o viu.
Ao contrário do que pensou, ela não se mostrou surpreendida ou encabulada. Apenas fez sinal para que permanecesse em silêncio, e Snape se aproximou sem o menor ruído, para observá-la mais de perto. Ela estava tão diferente! Seu rosto tinha uma expressão que ele nunca vira igual, mesmo naquele dia em que a vigiava. Por que agora, não tinha aquela amargura disfarçada, as lágrimas provocadas pela canção que ela ouvia, pensando que ele... Não, ela sorria, enquanto murmurava em tom extremamente carinhoso, baixinho, mas não infantilizado como vira muitas mulheres trouxas conversarem com seus filhos pequenos:
- Sabe quem está aqui, filhinho? Papai. É, ele veio ver você. Mas pode mamar sossegado. Ele vai esperar você terminar para lhe dar um beijo de boa noite...
Ela ergueu os olhos para ele, como se de repente tivesse pensado algo engraçado.
- O que foi? – ele perguntou bem baixinho, com medo de assustar o garoto, que mesmo assim fez um movimento instintivo em direção ao som de sua voz.
- É que é difícil te imaginar dando um beijo de boa noite em um bebê, ou brincando com ele no tapete. – ela respondeu no mesmo tom.
Ficaram ambos em silêncio por uns cinco minutos. O garoto deixou de mamar, ela o embalou um pouco. Depois, colocou-o no berço, afastando-se para que Snape chegasse perto. E ele foi até o menino, e lhe tocou a fronte com a ponta dos dedos, afastando uma mecha dos cabelos, abaixou-se e o beijou, murmurando um “boa noite, filho”.
Quando se ergueu e olhou pra Regina, ela tinha lágrimas nos olhos, mas se afastou rapidamente, voltando para seu quarto.
Ela sentou-se na cama, profundamente emocionada. Fechou os olhos, segurando a túnica junto ao corpo, tentando não chorar. Mas Snape se aproximou, tocando seu queixo gentilmente, e ela o fitou.
Depois de longos minutos em que apenas se olharam em silêncio, ele baixou suas mãos, fazendo com que a túnica se abrisse mais, deixando-o ver seus seios.
- Então era isso...
- O que? – ela se sentiu confusa
- Seus seios... estão diferentes. Não imaginei que ainda estava amamentando.
- E pretendo fazê-lo até que ele complete dois anos! – seu tom de desafio pareceu diverti-lo, mas ela continuou de forma mais branda – É o melhor pra criança, e quero que meu filho seja saudável, o máximo possível. Mas agora já faço isso apenas três vezes ao dia, ele já se alimenta de outras coisas.
Era engraçado dar esse tipo de explicação a ele, um homem, ainda por cima bruxo. E ela se lembrou de que ele lhe mandara uma poção para o leite. Corou, e ele riu, antes de comentar:
- Você sabe que não quero dividir você, muito menos o seu corpo... com ninguém. Mas vou abrir uma exceção, afinal ele é meu filho e eu terei algumas... vantagens com isso. – seu sorriso malicioso a fez corar mais intensamente, e ele soltou uma sonora gargalhada, assustando-a.- É que... gostei de você assim, além do mais... é bem docinho!
- Severus! – ela exclamou, constrangida, mas ele já recomeçava a beijá-la, fazendo-a se deitar novamente.
- Já lhe falei que não quero perder tempo, mulher! – ele ria, provocando-a ostensivamente – Ainda mais que tenho que “ceder” você pra ele daqui a... quantas horas?
Mas não a deixou responder, e Regina não se importou mais com isso. Tinha que admitir que o amava assim mesmo, autoritário, mandão mesmo, às vezes até rude.
- Ainda bem! – ele murmurou em resposta, rouco de paixão, entre um beijo e outro.
Editado pela última vez por Regina McGonagall em 25/05/06, 15:16, em um total de 1 vez.
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Mensagempor Lillian Potter » 23/06/05, 16:08

10 a sua fic :lol:
continua
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Mensagempor Regina McGonagall » 23/06/05, 16:45

Prontas pra mais um pouco?

=========================================
Cap. 26 – Novos tempos de paz

- Sra Snape?
Regina levantou a cabeça da lista de alunos das casas que estava conferindo, para lançar as notas de cinco matérias diferentes. Desde que aprendera a usar sua varinha com mais segurança – um curso intensivo com Flitwick e McGonagall durante o verão – não sentia mais tanta falta de seu computador, que não funcionaria mesmo por ali.
- Pode me chamar só de Regina, querida. Somos amigas, não? – ela sorriu para a setimanista ruiva à sua frente. Gina se tornava uma bela mulher.
- Bem... – a jovem pareceu mais constrangida – O Snape, quer dizer, o Prof. Snape deixou bem claro em sua aula hoje, que tiraria dez pontos de qualquer um que lhe faltasse com o respeito. Vinte pontos, se o aluno fosse da Sonserina.
Regina sorriu. Quando seu marido tomaria jeito? Seu marido... ainda soava estranho, até pra ela, quanto mais para os alunos mais antigos! Principalmente porque não sabiam que ela já estava ali dois anos antes, e se assustaram ao saber que tinham até um filho, quase completando um aninho de idade.
- Dez pontos? – ela perguntou – Vinte, se for da Sonserina?
- É que... neste caso, além de faltarem com o respeito à esposa de seu diretor, também o fazem a uma descendente direta do fundador de sua casa...
- Acho que entendi... – Regina suspirou – Alguém falou alguma coisa sobre... meu pai?
- Mais ou menos. – Gina corou e mudou de assunto. Entregou a ela os pergaminhos enviados pelo Prof. Flitwick e se despediu com um sorriso.
Enquanto juntava esses aos que já agrupava por casa, Regina pensou no que Lupin lhe contara a cerca do julgamento dos últimos comensais. Um deles acusara Snape de fazer jogo duplo, pois era amante da filha do Lord das Trevas. Snape, presente no tribunal, só não o atacara ali mesmo, porque Dumbledore e Moody o seguraram. E fora Dumbledore que revelara que a ascendência paterna da Sra Snape era de seu conhecimento muito antes que seu professor de poções sequer imaginasse tal fato. E que esta questão era completamente irrelevante, já que nenhum dos dois estava em julgamento. Regina não se surpreendeu ao saber disso. Dumbledore visitara suas lembranças, ouvira com atenção o relato de seu antigo pesadelo, deduzira com tranqüilidade o resultado das crueldades praticadas contra a jovem Black. Só ela não entendera.
Mas não ia se preocupar com isso. Seu pai estava morto, os comensais mortos ou capturados, a escola reabrira para mais um período letivo com mais histórias do que antes sendo repetidas pelos corredores. Nem todas eram felizes. Algumas famílias sofreram perdas, esposas e filhos choravam maridos e pais mortos ou presos. Alguns revoltados falavam em vingança... E o “menino que sobrevivera” aprendia agora a conviver com uma fama ainda maior, só que agora estava preparado para isso, e não estava sozinho.
Regina não pensou mais no assunto até a hora de dormir. Escovava os cabelos, completamente absorta em seus pensamentos, lembrando-se de como Snape ficara nervoso, chegando ao ponto de quase brigar com ela na frente dos alunos, no dia do primeiro passeio do ano a Hogsmeade.

Tranquila por Aldebaran estar com Wink, aceitara o convite de Gina e Luna, vestira roupas comuns e fora para o povoado, como se fosse uma aluna. Usara uma das calças jeans de que mais gostava, bordada no cós e na barra com pequeninas flores de missanguinhas coloridas, colocara uma blusa de gola rolê e um casaco que ganhara de Maria, pois já esfriara bastante. Desistiu das botas e calçou o tênis, colocou um gorro colorido sobre os cabelos soltos e o cachecol da Grifinória. Divertiu-se com as meninas, encontrou-se com os outros no “Três Vassouras” e fez todos rirem ao dizer que não pretendia passar a manhã toda servindo de vela pros casaisinhos. Notou alguns olhares estranhos, principalmente ao ficar em companhia de Harry e seus amigos (os ex-alunos aproveitavam a chance de visitar Gina e Luna) chegou a ouvir alguma coisa relativa a “Você-Sabe-Quem” e acenos em sua direção, mas não deixou que isso a afetasse. Aproveitou para perguntar a Rony como usara aquela chave de portal.
- Bem... – ele ficara com o rosto tão vermelho quanto os cabelos – Eu encontrei o camafeu numa caixa de jóias muito antiga lá no sótão. Aquele nosso vampiro me atirou ela na cabeça, quando fui lá buscar alguma coisa pra mamãe, não lembro... Quando guardava as coisas que tinham caído, o achei e... pensei que seria um bonito presente pra Hermione... – ele vacilou – Só que... fiquei tão nervoso que, ao invés de pegar a chave de portal que meu pai nos dera para buscar o Harry, peguei aquele troço e... o resto você já sabe.
Regina sorriu, ao ver que o rapaz estava bastante constrangido, e lhe disse:
- Ainda bem que fez isso, não? Ou eu teria passado o resto da vida achando que era uma trouxa, infeliz e sozinha.
Na volta, encontrara o marido esperando por ela, na porta do castelo, com cara de quem estava pronto para distribuir detenções por todos os lados. As alunas se dirigiram rapidamente para dentro, quem passava perto se assustou, mas Snape não disse nada até que ela entrasse em seus aposentos, deixando sobre a mesa uma saca de coisas que comprara.
- Não faça mais! – ele disse em tom baixo e perigoso
- O que? – ela o encarou, confusa mas desafiadora.
- Não vá a Hogsmeade... vestida desse jeito!
- O que há de errado com minhas roupas? – ela não entendia. A não ser que ele tivesse achado a roupa demasiadamente trouxa, não conseguia ver nada de errado.
Mas ele não se explicou. Ela pensou que ele fosse proibi-la de visitar o povoado, mas ele simplesmente disse:
- Da próxima vez, use uma veste bruxa. Se bem que... não vai adiantar muito.
E ele a deixara sozinha no quarto, sem entender. Poxa, pensou, já usava as vestes durante todo o tempo dentro de Hogwarts, eram roupas de trabalho. Teria que usá-las até nas horas de lazer? Claro que eram confortáveis, não via nada de errado nelas, mas também gostava de suas roupas comuns e não vira nada de mal nisso, afinal podia quase ser confundida com uma das alunas mais velhas.

Ainda agora não entendia. Com um suspiro desanimado, soltou a escova e começou a trançar os cabelos, mas foi impedida de continuar por duas mãos que afastaram as suas e passaram a desfazer o que fizera.
Surpreendida, ergueu o rosto para o homem às suas costas. Também tomara um banho, usava seu roupão negro e os cabelos estavam úmidos, lavar os cabelos era um hábito que ele agora não dispensava.
- Severus, o que...
- Eu gosto deles assim, soltos. – ele disse, simplesmente, antes de abraçá-la.

- Severus? – ela o chamou baixinho, apoiada ao seu lado.
- Sim? – ele não abriu os olhos, mas seu braço a rodeou pela cintura, fazendo-a chegar mais perto.
Regina respirou fundo. Precisava perguntar, isso a estava incomodando:
- Por que você não quer que eu use roupas... trouxas para ir a Hogsmeade.
- Você já se viu com elas? – ele perguntou, depois de alguns segundos.
- Claro, eu me olho no espelho pra me arrumar, e não achei nada de errado com elas. Não são feias, não são justas ou decotadas, não são nada provocativas...pra justificar seu ciúme, caso seja esse o motivo...
- É o que você pensa... – vendo que ela não entendera, ele continuou – Até com as vestes negras e a capa de bruxa, você é provocativa... Acho que é da sua natureza. Dizem que é o normal em suas... conterrâneas. Em um grupo de cem bruxas, mesmo de capuz e o rosto escondido, eu a identificaria à distância com facilidade. Você... anda de um jeito diferente. Não como as mulheres daqui, bruxas ou trouxas... E sou possessivo mesmo, você sabe, não gosto de ver outros homens olhando pra você e pensando em você... como eu penso.
- Ah... sei. – Regina não sabia se ficava ofendida ou lisonjeada, e resolveu esquecer o assunto, aninhando-se sobre seu peito e puxando mais as cobertas sobre eles, pois a noite estava fria.
- Mas você ainda quer saber porque andei tirando pontos dos alunos...
Será que nunca ele deixaria de fazer isso? Resignada, Regina concordou.
- Não tem cabimento você ficar intimidando os alunos por minha causa. Não vejo em que eles tenham me faltado ao respeito.
- Nem se tivessem sugerido que você está aqui, comigo, para encontrar um jeito de se vingar da morte de seu pai?
- Não entendi. – Regina se ergueu, assustada, e o fitou, com medo até de pensar no que ele dissera.
- Ora, Regina! Pense um pouco. Vamos começar por seu nome... completo, com todos os sobrenomes que você colecionou até agora: Ariadne Regina Black Ridle... ou Voldemort... Snape. O que quer que eles pensem? Ainda mais que, por causa daquela reporterzinha medíocre que se infiltrou no julgamento, todos agora sabem que fui um comensal?
Regina não acreditava! Rita Skeeter aprontara mais uma das suas! Mas Snape continuou:
- Quando aquele comensal idiota me acusou de... ser seu amante para ganhar pontos com o Lord, ele não sabia que eu tentara fazer justamente o contrário. Assim como Dumbledore, eu desconfiava, embora ele talvez pense que não. Eu sentia em você alguma coisa...
- Por isso fazia aquela marcação cerrada...
- É... por isso também. Eu descobri logo. Você não se lembra, porque eu te acalmei sem te acordar, e usei um feitiço pra fazê-la ter outros sonhos, mas uma noite em que dormimos juntos, teve aquele pesadelo de novo... e eu entrei nele, e vi o que você via. E, claro, reconheci o Lord das Trevas.
- Por que... não me contou? – ela tinha os olhos rasos dágua - Por que não me disse que sabia quem eu era?
- Eu não queria que você sofresse com isso, e também era arriscado. Você, ao voltar pra casa, sabendo a verdade, poderia alertá-lo sobre sua existência, fazê-lo querer encontrá-la.
- Mas ele já não tinha tentado antes?
- Não. O Stone foi atrás de quem ele pensou ser a jovem Ariadne, sua mãe. Ele matou Anibal, vendo-o repetir que não tocaria em sua filha, e se lembrou da jovem que... “amara” um dia. Porque Anibal não a chamava de neta, mas de filha. Então o Lord nunca soube que sua mãe morrera mas deixara você. Até...
- Sim?
- Até eu deixar que ele visse isso em minha mente! – Snape se sentou na cama, transtornado – eu estava muito enfraquecido, fui estuporado e sofri mais uma série de golpes, e estava meio zonzo. Não consegui resistir por muito tempo à maldicão imperius e disse coisas que não devia. Não o que o Lord esperava ouvir, com certeza, pois ele tentou me fazer trair Dumbledore. Mas só havia você em minha mente, naquele momento. Você e nosso filho... que eu pensava estar perdendo para sempre. E estava desesperado por isso. E baixei a guarda.
Ele fez uma pausa mais longa, apoiou-se no travesseiro com um cotovelo, e com a outra mão acariciou seu rosto:
- Você não sabe, mas acreditei no que Minerva me contou, ao voltar da visita a você. Eu vi que ela tinha razão, pois acabáramos de ver o Sirius sair daquele maldito véu, e ele nem sabia de sua existência. Eu a visitei, várias vezes, via em seus olhos, em sua mente, sem fazer força pra isso, que não existira outro homem... O que o anel teria me mostrado tmbém, admito. No dia de Natal, fui levar o meu presente para o menino, aquele cordão, que o protegeria. A poção para o leite foi um teste que eu me aventurei a fazer, um teste arriscado, eu sei. Se o garoto não fosse meu filho, poderia ter ficado doente. Me perdoe...
Ela apenas balançou a cabeça. Não tinha forças para brigar por causa disso, agora. Já era uma vitória ele estar admitindo que só não reconhecera o filho por orgulho.
- O Lord se surpreendeu por perceber o quanto eu estava envolvido por uma mulher, e foi fácil para ele descobrir sua identidade. “Então, o leal Snape quis me garantir um sucessor e, claro, com sua participação nisso. Quis ganhar este ponto com o mestre!”, foi o que ele gritou a gargalhadas. “Então Snape, o que achou de ter a filha do Lord em sua cama? Ou será que não pensou que eu poderia ter outros planos pra ela, sem sua interferência? Mas talvez isso seja útil, não é? Você poderá assistir, enquanto confiro se foi bom professor”... Eu fiquei arrasado, perdi o controle. Respondi que ele não te alcançaria, que você estava mais protegida dele agora do que antes. Ele ficou furioso ao descobrir que quase te alcançara daquela vez em que pensava estar atrás de sua mãe. E me deu um golpe mortal, que, como você sabe, quase foi fatal. E ria, dizendo que te alcançaria sim, porque você tinha a marca negra gravada no sangue, não apenas na pele, como eu e os outros comensais...
- Meu Deus! – ela se deixou cair em seu travesseiro. Ele fora ainda mais cruel do que ela imaginava.
Snape segurou sua mão e levou-a aos lábios, beijando-a docemente. Ela acariciou o rosto amado, que agora se debruçava sobre o seu, com expressão torturada.
- Vamos esquecer isso, está bem? – ela sussurrou – Voldemort faz parte do passado, tanto meu quanto seu, não podemos mudar isso, mas não estará em nosso presente, nem no futuro de nosso filho.
Snape sorriu tristemente. Gostaria de ter a mesma certeza. Sempre ficaria pairando sobre eles aquela história cruel.
- Acho que está na hora de alguém denunciá-la... – Regina disse, de repente.
- Quem? – Snape a fitou, curioso
- A Rita! Ela é uma animaga ilegal, você ainda não sabia? Se transforma em um besouro. Deve ter sido assim que se infiltrou no julgamento...
A um gesto de entendimento do marido, ela sorriu. Disposta a esquecer todas aquelas lembranças amargas, aconchegou mais seu corpo ao dele e o beijou de mansinho. Ele sorriu e a beijou de volta. A noite ainda nem começara...

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Não percam o próximo capítulo: Aluado Laçado! - uma homengam especialíssima à minha querida maninha portuguesa... :lol:
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Mensagempor Regina McGonagall » 24/06/05, 11:12

aproveitando o fim de semana, vamos terminar a fic?

=========================================
Cap. 27 – Aluado laçado

- Maria que barulheira é esta? – Regina perguntou, aflita. A amiga demorou para atender ao chamado do espelho, e agora isso!
- Esqueceste que é noite de lua cheia? E que o teu priminho almofadinhas está visitando o meu marido aluado? Acabaram de fazer o meu sofá em tiras e eu os expulsei para o quintal. Um sofá novinho! Acreditas?
Regina não pôde deixar de rir. Imaginou a aflição da amiga, com dois cães imensos correndo em sua sala. Mas sabia que Lupin e Sirius consertariam tudo ao voltarem ao normal.

O casamento de Maria e Lupin ocorrera há poucos meses. Na verdade, eles haviam se casado duas vezes: um casamento trouxa em Portugal, pois apenas seus pais conheciam a real “situação” do noivo e sua “família”, e um casamento bruxo em Hogwarts...
Ao chegar em casa com a mãe, após uma quinzena em companhia de Regina em Hogwarts, Maria se virara para o pai, certa noite, após o jantar e, cheia de apreensão, perguntara:
- O que o senhor diria, pai, se eu escolhesse me casar com um lobisomem... bruxo?
José deixara de lado o jornal que lia, tranqüilamente, olhara para a esposa de respiração suspensa, depois para a filha que tinha os olhos brilhantes e ansiosos. Então, para surpresa de ambas, respondera:
- Eu não diria nada. Apenas apoiaria tua escolha, já que é a tua escolha. Se encontraste o homem que te fará feliz, só espero que ele esteja à altura de teu amor e tua dedicação. E acredito que seja, realmente, um bom homem, ou não teria conquistado o teu coração.
Maria nem acreditara em seus ouvidos. E, no dia seguinte, quando Lupin apareceu para lhe pedir a mão formalmente, acompanhado de Sirius, seu padrinho, José pareceu não se preocupar realmente com o que ele era ou deixava de ser.
Quando Regina chegou de Hogwarts uma semana antes para “ajudar” nos preparativos, encontrou Maria um pouco retraída,
- Não te zangarás comigo por ter chamado minha prima para madrinha? – Maria perguntara, hesitante.
- Aquela que te emprestou os livros, pra começar? Claro que não! Ainda mais que sou madrinha do noivo!
- Mas... o Snape concordou em vir? – Maria se surpreendeu.
- Claro, ao ver que eu não abriria mão e que, se faltasse, eu estaria ao lado do Sirius no altar... Ele ainda sente ciúmes de meu primo.

Dois dias antes do casamento, Regina chamou Maria para um passeio especial: algumas conterrâneas suas visitavam Lisboa, e ela queria vê-las. E as duas precisavam de um descanso de toda aquela agitação. Maria concordou, aliviada por ter uma chance de sair do pandemônio que sua casa parecia ter se transformado, parentes chegando até do Brasil.
Do saguão do hotel, elas foram conduzidas direto para um pequeno salão e, ao entrar, Maria teve a maior surpresa dos últimos dias: um pequeno grupo de jovens risonhas, todas vestindo camisetas em que se via uma foto sua e de Lupin estampada, logo abaixo de um nome gravado em ouro, provavelmente o nome de cada uma, que foi identificando com redobrado espanto: Debbie Granger, Zoé Magnus, Renatxinha, Luchii... até finalmente Gina Black.
Meia hora de risos e conversas haviam se passado, quando alguém colocou a cabeça pra dentro da sala, perguntando com voz de riso:
- Essa reunião é só do “clube da luluzinha”, ou marmanjos também podem entrar?
Maria se virou, soltando uma exclamação de alegria ao reconhecer aquele rosto risonho, olhos que piscavam sem parar por trás dos óculos.
- Jaja! Até você veio! – ela ria, sem acreditar
- Com família e tudo... – ele se afastou para que Zizi e Lucas entrassem.
- Mas... como? Eu... nem entrei na net esses dias, as coisas estão um tumulto, lá em casa! E, mesmo que tivesse conseguido, eu nem sei se me arriscaria a ser chamada de louca, definitivamente!
- Bem... – Regina fingiu-se envergonhada – Na verdade, eu converti alguns galeões do cofre de meu avô em dinheiro trouxa, para trazê-los até aqui.
- E aposto que também tiveste a idéia desta camiseta... – Maria forjou uma cara de zanga.
- Bem, se você notou que é o Lupin mesmo, não o David Thewlis aí contigo, confesso: fui eu sim...
- Todas nós gostamos muito da idéia, se você quer saber, mas... que história é essa de “o Lupin mesmo”? – Gina não pôde se conter.
As duas amigas olharam uma para a outra, como quem pergunta quem vai ser a corajosa a explicar. Por fim, Regina deu de ombros:
- Isso, minha cara Gina, você só vai descobrir na hora do casamento.
Mary sorriu, brejeira, disposta a não esclarecer as amigas, gostando da idéia de surpreendê-las com a verdade só na “hora H”. Mas estava feliz por ter ao seu lado quem havia acompanhado sua paixão desde o começo, lido suas fics e sonhado com ela. Nada mais justo que presenciarem a realização de seu sonho...

Se trazer os amigos do fórum para o casamento fora relativamente fácil, o mesmo não ocorreu com os amigos de Hogwarts. Além dos padrinhos do noivo, os Weasley, Harry e Hermione também não quiseram ficar de fora. E Regina se lembraria por muito tempo ainda do quanto fora trabalhoso vestir a “família do noivo” de acordo com a ocasião.
Os gêmeos teimavam em ostentar suas jaquetas de couro de dragão, Tonks exibia seu mais extravagante visual de “pantera cor de rosa” e Sirius insistia em se mostrar indeciso entre uma camisa verde berrante e calças vermelhas ou um visual tipo “juventude transviada”. Já o casal Weasley desfilava satisfeito modelitos “anos dourados”. Para seu espanto, o único com algum senso de realidade fora justamente Snape. Mesmo não abrindo mão do negro, e talvez por isso, se apresentara num visual clássico e elegante.
Regina teve que se conter para não rir, com medo de ofender os amigos queridos, mas tinha que reconhecer: bruxos, ainda mais ingleses, não eram exatamente “fashions”.
Ao fim das contas, com a ajuda decisiva de Harry e Hermione, tudo foi resolvido e as roupas de todos ficaram mais “adequadas”.

Assim, Maria se tornou a senhora Lupin, num casamento alegre e festivo junto aos seus parentes e amigos mais queridos.
- Me belisca! – “Tio” Jaja chegara perto de Regina, na festa, não sem antes se certificar de que Snape não estaria olhando, pronto a estuporá-lo.
Regina dera grandes gargalhadas, enquanto o pequeno Lucas perguntava ao pai porque estava todo mundo de Harry Potter ali na festa, disfarçados de trouxas. Claro que reconhecera a todos, afirmou convictamente. Eram os bruxos de verdade, não eram atores! E ainda completava dizendo que queria ir para Hogwarts com eles.
As garotas, lideradas por uma admirada Gina Black, também pareciam querer se beliscar. Por mais que se vestissem como “pessoas normais” aqueles convidados do noivo... Uma família completa de ruivos, que atendia pelo nome de Weasley, só existia em um lugar, elas tinham certeza. E aqueles padrinhos? O homem de semblante sério e cabelos negros e escorridos que segurava o braço de Regina possessivamente só podia ser Snape, concluíram. Quanto ao casal ao seu lado, eram sem dúvida os primos Black, e aí Gina já queria saber um pouco mais sobre tudo aquilo. Sem falar no rapaz de olhos verdes e cicatriz na testa, mal disfarçada pela franja e na moça séria de cabelos castanhos que se mantinha concentrada na cerimônia, ao lado de um dos ruivos, que atendia pelo nome de Rony...

Maria ainda não acreditava no que a amiga tinha feito, enquanto atravessava toda a nave da igreja, enfeitada de flores e luzes (só faltavam mesmo as fadinhas em cada buquê), sua mão trêmula pousada no braço de seu pai, orgulhoso e feliz.
À sua espera, diante do altar, um Lupin radiante, sem saber se ria ou chorava, sob o olhar atento de todos. Tão feliz quanto ele, provavelmente só um de seus padrinhos, Sirius, que ria de orelha a orelha. Afinal, o velho lobo fora laçado, logo ele que sempre se acreditara destinado a viver só pelo resto da vida. E Maria estava tão linda! Seu amigo maroto merecia tudo aquilo e muito mais. E seria feliz, graças àquela maluca que agora atendia pelo nome de Sra Snape.
Sirius virou-se para a “prima” e lhe piscou um olho. Ela respondeu com uma piscadela e um sorriso, mas Snape fechou a cara, ao que ele reagiu com um falso sorriso de desculpas e se virou novamente, puxado sutilmente por Tonks.
Na breve e agradável recepção, em que os jovens bruxos comparavam os refrigerantes servidos com sua costumeira cerveja amanteigada, sob o olhar de censura da Sra Weasley, os gêmeos soltaram um bom estoque de seus fogos, maravilhando a todos. Regina tranqüilizou Molly, os fogos não seriam considerados bruxaria. Então, tivera uma idéia: faria como em sua terra, e chamou Jaja a um canto. O amigo se surpreendeu com a lembrança, mas achou a idéia maravilhosa!
E foi assim que Remo Lupin se viu sem sua gravata de seda azul. Ela seria picada e vendida aos presentes. Não adiantou reclamar, pois Regina e Jaja circularam entre os convivas, um com a tesoura picando a pobre gravata, a outra com um chapéu cônico – alguns o acharam bem estranho – recolhendo o “pagamento”. Ao final da festa, o chapéu foi entregue ao noivo, repleto de moedas e cédulas, dinheiro trouxa se misturando a galeões e sicles.
Regina se aproximara sorrindo de uma atônita Zoé. Ela conseguira trocar algumas palavras com Rony, Harry e Hermione, completamente esquecida de que temera ser estuporada pela jovem bruxa se chegasse perto do ruivinho.
- E aí? – Regina perguntou – Sei que não consegui levar você pra Hogwarts como me pediu mas...
- Minha nossa, isso é mais que um sonho! Estou diante do trio, o trio verdadeiro! É muito mais emocionante que conhecer Dan, Ruppert e Emma, eu lhe garanto. Isso qualquer fã consegue – ela fez uma expressão tão engraçada que Regina não aguentou - E eu estava só zuando, quando disse isso, achava que sua fic era como as nossas, pura imaginação, não o que você viveu de verdade... Será que o Harry e a Gina gostariam da fic que escrevi pra eles? E da irmã que eu inventei pro Harry?
- Se você quiser, passo uma cópia pra eles e depois te digo. Tem como imprimir na casa da Maria...
- Não, não! – ela arregalara os olhos assombrados, enquanto Regina notava que Renatxinha e Luchii tinham chegado a um entendimento e se decidido a conversar com os gêmeos.
Claro que eles estavam aprontando, tentando confundi-las, mas Renatxinha resolvera por um fim na brincadeira deles, dizendo que não tinha problema, ficaria muito feliz com dois Freds...
Então, o verdadeiro Fred reclamara que não dividiria com o irmão até uma namorada brasileira, e Jorge fizera uma cara de dar dó, sendo logo consolado por Luchii. Dali a pouco, os dois casais passeavam pelos jardins conversando tão à vontade como se já se conhecessem há anos, sob o olhar atento de Molly Weasley, que ainda temia uma travessura dos filhos, embora Arthur, maravilhado com a oportunidade de conviver com trouxas de outras nacionalidades, não se cansasse de dizer que não devia se preocupar, que Dumbledore havia tomado “certas precauções”.
Isso tudo enquanto uma corajosa Debbie se aproximava de Rony, puxando conversa com ar inocente, mas um olho sempre atento a Hermione...
Gina Black viera lhe perguntar se Snape já a estava tratando melhor, já que, no seu final de fic “editado” as coisas ainda não estavam tão fáceis. Ela lhe garantiu que sim, e que já aprendera a “domar a fera”.
- Uma prova disso é que ele está aqui, não é? – ela retrucara – Você poderia imaginar o Ranhoso no casamento do Aluado?
- De jeito nenhum! – a outra rira – Por falar em marotos, esse Almofadinhas, hein?
As duas haviam rido juntas, esquecidas de maridos de caras amarradas ou qualquer outra coisa, Regina se permitindo ser novamente, apenas uma fã de Harry Potter, que tivesse caido de para-quedas num mundo de magia e emoção, tentando vê-los pelos olhos dos amigos que ali estavam, como os vira afinal, naquela longícua tarde em que aterrisara no quarto de Harry, levada por uma chave de portal...

Depois de muitos vivas e fogos, Maria atirara seu buquê, que fora apanhado por uma entusiasmada Tonks, para tristeza de algumas colegas de faculdade de Maria. Mas a bruxa não se fez de rogada, logo se aproximou de Sirius, brejeira, perguntando se ele não queria aproveitar que o padre ainda estava por perto e todos os amigos presentes.
Mas ele escapulira com graça, perguntando a Harry se poderia passar uns dois anos sem vê-lo de novo, pois considerava a séria possibilidade de se atirar naquele véu novamente...
- Ninguém coloca uma coleira em Almofadinhas... – ele piscara para a prima, que sorrira sem graça, mas logo recuperava o bom humor e retrucava com um balançar de ombros.
- Ninguém pode culpar uma garota por tentar a sorte... Mas talvez seja mais seguro enfrentar um batalhão de bruxos das trevas...
E a festa terminara, com alegria e paz, com os noivos partindo para o que os parentes e amigos portugueses pensaram ser a lua de mel.
De todos os “convidados especiais”, apenas Regina ficou mais um pouco. Snape não concordara muito, mas ultimamente não se sentia com ânimo para discutir com ela, que se mostrara obstinada em tudo que se referira a este casamento. Limitou-se a recomendar que tomasse cuidado com o que dissesse e não fizesse nada que os obrigasse a se valer de um “obliviate” geral...
Regina quis acompanhar os amigos de volta ao hotel, tentaria responder a pelo menos uma parte de suas perguntas...
Mas ao cair da noite já estava novamente em Hogwarts, preparando-se para outra cerimônia. E para esta, estava realmente nervosa. Ela já passara pelos mesmos rituais há poucos meses, e rezava em silêncio por sua amiga, ainda mais aflita e trêmula do que estivera diante do padre e dos seus, dando adeus à vida que conhecera até então.
E, no mundo bruxo, dessa vez conforme costumes seculares, Maria se tornou então, finalmente e verdadeiramente, Mary Lupin, a felicíssima esposa do bruxo Remus Lupin.

Em sua casa nos arredores de Londres havia um quarto onde Lupin se trancava durante suas transformações. Nunca permitia que Mary estivesse com ele, por mais que ela afirmasse que não se assustaria. Depois da transformação completa, quando ele se transformava num lobo cinzento, imenso, mas pacífico afinal, permitia que ela se aproximasse, pois já conseguia manter uma certa lucidez, graças ao uso constante da poção. Se sentisse, porém, algum indício de ferocidade, afastava-se dela completamente, pois o que mais temia agora era feri-la. Por isso, montara aquele quarto, trancando-o com magia. Então, só um bruxo poderia entrar, e neste dia, Sirius o fizera. E os dois saíram pela casa, como se fosse a casa dos gritos, e Mary estava furiosa.
- Não rias, minha amiga! Estou quase louca!
Regina mudou de assunto, agora que o barulho dos “cães” se distanciava, provavelmente haviam corrido para o parque próximo.
- Escute, você conseguiu conexão? Como combinamos?
- Consegui. E estavas certa! “HP e a Ordem da Fênix” será lançado no feriado de Ação de Graças, igual ao quarto filme. Por que? O que estás pretendendo, amiga?
- Ora, você ainda não sabe? – Regina riu para o reflexo da amiga – Eu vou falar com o Severus que preciso visitar você no próximo fim de semana. Talvez ele não queira ir...
- Eu sei, não te preocupes com isso. Tenho que confessar que também não morremos de amores pelo teu marido, embora eu lhe agradeça de coração a cada nova remessa da poção mata-cão... Mas ele não nos aceita bem, não é mesmo?
- Ele é assim mesmo, o que fazer? Mas é só casca, eu lhe garanto. Bem, em todo caso, se eu for sozinha, poderemos conversar com mais tranqüilidade. E estou louca pra ver o que tem acontecido naquele nosso fórum...
- Já estou até ficando com medo de tuas idéias...
Regina McGonagall
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Mensagempor Regina McGonagall » 24/06/05, 11:17

Este capítulo é didicado a Jaja Weasley (que o betou maravilhosamente e foi o autor do discurso de Dumbledore!)
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Cap. 28 – A Avant premiere

Quando chegou a data que esperava com ansiedade crescente, veio a parte mais difícil de sua tarefa. Discutiu longamente com Snape, até convencê-lo a ir.
- É uma oportunidade única, Severus. E você poderá ficar frente a frente com a autora dos livros, e tentar descobrir alguma coisa sobre como ela “descobrira” a história de Harry Potter.
Com um sorriso, descobriu que encontrara o argumento certo. Essa era uma preocupação que Snape ainda guardava, embora Dumbledore não tivesse se preocupado mais, pois os dois mundos pareciam só entrar em contato quando ela usava sua chave de portal especial, mesmo ainda não entendendo inteiramente a distorção temporal que sofria.
O contato com os outros foi mais fácil. A sede de aventura de Sirius e seu afilhado era muito grande pra deixar passar uma oportunidade como aquela! Harry perdera totalmente o contato com o mundo trouxa, já que não precisava mais morar com os tios. Apenas Hermione, por causa de seus pais, continuava a fazê-lo com freqüência, quando os estudos e treinamentos para sua nova carreira o permitiam.
Então, numa noite fria de novembro, eles se encontraram todos no escritório de Dumbledore. Iriam na viagem Sirius e Tonks, Lupin e Mary, Harry, Gina, Rony e Hermione. Na última hora conseguiram convencer Minerva e Dumbledore, que concordara com a expectativa de uma noite divertida.
- Regina, somos um grupo muito grande... Como vais fazer? – Mary estava preocupada – Não podemos aparecer de repente no meio de muita gente... ou nos arriscar a nos separar...
- Calma, eu já sei. Vou primeiro, escolho um lugar, e volto pra buscá-los. Você quer ir comigo?
- Acho melhor, mas o Lupin vai junto!
Ante um olhar de censura de Snape, ela concordou, explicando:
- O Lupin está mais acostumado com ambientes trouxas, ultimamente. Ele e Mary, Harry e Hermione, vão comigo agora, e eu busco os outros em um minuto, está bem?
Então, chamou-os para perto de si, acionou sua chave especial e os levou para uma noite de surpresas. Deixou-os num vasto salão de cinema. Após verificar os trajes dos convidados, e instruir Hermione quanto às correções “necessárias” com bastante discrição, pois a ocasião não era tão formal como pensaram a princípio, retornou rapidamente a Hogwarts. Apenas alguns segundos haviam se passado.
Ela acionou a varinha – já se sentia segura nisso - ajustando seus estilos, negando-se a passar pelo mesmo sufoco do casamento de Mary: Sirius deu um jeitinho de ficar mais “a sua cara”,com uma camisa verde limão sob o blazer esportivo e calça jeans, e Dumbledore teve que se esforçar para não parecer um papai Noel disfarçado, adotando um estilo despojado e chique ao mesmo tempo. McGonagall é que lhe deu mais trabalho, mas acabou dando apenas uma modernizada em seu estilo escocês, e Gina e Tonks ficaram bem em seus vestidos. Quanto a Snape... se recusava a vestir-se como um trouxa. Com muito custo, viu-o menos contrariado com um visual todo negro, a camisa de decote alto que dispensava uma gravata, o terno negro de estilo arrojado que usara no casamento de Lupin. Conseguira que jogasse seus cabelos para trás, quase um “Antonio”, e ele estava apaixonante, assim.
- Se eu já não fosse, me apaixonaria por você, agora! – ela piscou e o beijou, sem se importar com os gracejos de Sirius e a expressão feroz de seu marido.
Ela mesma vestia um “pretinho básico”, um vestido de alças largas e decote acompanhando a curva dos seios, uma echarpe de seda sobre o pescoço, as pontas caindo sobre os ombros, e usando as jóias da família Snape, um fino cordão de esmeraldas e brincos combinando.
O filme lhes causou tudo o que ela imaginara que ia causar. Na infalível cena de Harry na penseira, em que o rapaz se remexeu, bastante inquieto, os Marotos e Snape também ficaram tensos. A sequência de cenas no Ministério também foi impressionante, mas ao final, Dumbledore comentou sorridente que esperava nunca mais ter tanto trabalho para reparar seu escritório. Estavam em uma suíte de hotel, e claro que os mais surpreendidos eram Rony e Gina, que nunca haviam entrado em um cinema na vida. A um canto, Regina percebeu que Lupin e Sirius, juntamente com Harry, haviam se aproximado de Snape e só podiam estar falando de uma coisa, e acertou: a penseira. Aproximou-se devagar, a tempo de ouvir Sirius comentar em tom de desculpas:
- Éramos completos idiotas, mesmo!
- Não se preocupem mais com isso! – ela abraçou o marido, assustando-os – Se acontecesse hoje, o Severus não reclamaria tanto...
Ao olhar surpreso de todos, explicou:
- É que dei uma renovada em certos itens de seu guarda-roupa... – ela piscou, rindo de sua cara brava, enquanto Tonks comentava que andava pensando em fazer também essa boa ação por alguém que conhecia, fazendo Sirius corar. Os outros ainda não sabiam que estavam juntos!
As três amigas riram com vontade. “Vocês são tão bobos!”, disseram a três homens atônitos, e foram secundadas por Dumbledore, que afirmou que se fosse cem anos mais jovem teria passado a perna nos três, sem nenhuma dificuldade.
Apenas McGonagall manteve a pose de seriedade, enquanto os jovens se admiravam da facilidade daquelas três mulheres falarem certas coisas...

Mas o melhor ainda estava por vir: iriam ao banquete oferecido pela produção aos artistas, imprensa e convidados.
- Regina, isso é mais difícil! E as mesas? – Mary, perguntou, espantada.
- Ora, Mary! Isso é o mais fácil! É só conjurar mesas extras, que ninguém vai notar a diferença. É só tomarmos cuidado pra ninguém ver as varinhas em ação...
Assim fizeram. Logo estavam todos no imenso salão decorado com motivos do filme, posters e banners por todos os lados, numa imitação do Salão Principal de Hogwarts.
Mas as surpresas apenas começavam. Enquanto muitos nem ao menos reparavam neles, alguns os olhavam com curiosidade, já que certos membros do grupo se pareciam muito com o elenco... Principalmente os jovens, ainda mais com os cabelos flamejantes dos irmãos Weasley. Mas a maioria acabava por imaginar que eram apenas os dublês dos artistas. Ainda assim, um fotógrafo chegou a disparar vários flashs em sua direção, o que irritou profundamente a Snape. Mas Regina tocava em seu braço e dizia: fique calmo e divirta-se.
Ainda não tinham visto quem esperavam: a própria Joanne. Mas o mesmo não podia ser dito do elenco, pois num dado instante, Mary sussurrou em português, numa tentativa de que apenas Regina a entendesse:
- Minha amiga, já viste quem está a duas mesas de nós?
Acompanhando seu olhar, Regina constatou que Alan Rickman, Gary Oldman e David Thewlis estavam mais próximos do que jamais esperara. Seus olhos brilharam, e Snape a fitou com cenho carregado. Ela se desculpou com um ar maroto:
- Desculpe,querido, mas antes de ser uma bruxa, sou uma fã dessa turma. E tenho que fazer isso. – e voltando-se para Maria – vamos lá?
- Ai, não tenho coragem! – Mary tremia.
- Que é isso? Depois de encontrar seu verdadeiro “Lobo”, não quer apertar a mão do homem que emprestou seu rosto a ele por tanto tempo em seus banners no fórum?
A jovem portuguesa a fitou com as faces em fogo, enquanto Lupin ria disfarçadamente de seu embaraço.
- Vá, eu entendo. E Regina tem razão. Olha, eu também gostaria de cumprimentá-lo, é excelente ator. Quer que eu vá junto?
Ela balançou a cabeça, confusa, e Regina a puxou pela mão. Mas também estava excitada. Afinal, ídolos são ídolos, quase um pouco mais que homens comuns!
Sem a caracterização dos personagens, eles eram eles mesmos, ali à sua frente. Pra ela, era a hora da verdade. Qual Snape era realmente o dono de seu coração? O verdadeiro, que a observava de longe, procurando sondar seus pensamentos e conter seus ímpetos de possessividade e ciúme, ou o dono de seu rosto nas telas, o ator que o representara tão bem, cujas fotos haviam recheado os arquivos de seu computador e as portas de seu armário, um dia, e que agora a fitava com curiosidade, os charmosos cabelos grisalhos, tão diferentes daquela peruca que usava nos filmes?
Os artistas perceberam a aproximação das duas mulheres, desconhecidas e belas, e as fitaram com curiosidade. Regina foi a primeira a se recuperar e conseguir falar sem tremer a voz.
Apresentou-se como brasileira, agora vivendo na Inglaterra e trabalhando em uma escola onde “praticamente” se respirava Harry Potter. Os atores riram, Mary a fitou alarmada, mas ela conseguiu manter-se num padrão equilibrado, comentando sobre os outros trabalhos de cada um e citando os que mais gostara, para que eles percebessem não ser só uma pottermaníaca.
De repente, Sirius se aproximou, antes que Snape o fizesse já de varinha em punho. Gary o fitou com curiosidade, dizendo não se lembrar dele como dublê.
- O que é isso? – o bruxo perguntou com um meio sorriso de curiosidade e Regina o cutucou. Mas ele ficara muito próximo e ela notou que a semelhança era grande, mesmo, principalmente naquele sorriso. E comentou com Maria, em português:
- Entendeu o que eu disse sobre o filme três? Por isso passei mal, no cinema.
- Isso é alguma brincadeira? – Oldman não resistiu – Vocês foram contratados pela produção para se passarem pelos personagens reais, é isso? – ele apontara para a mesa, de onde Snape acabara de se levantar, seguido de Lupin pronto a “apagar qualquer incêndio”, e eram observados por um atento e divertido Dumbledore – Mas quem, exatamente, seria você? – ele ainda perguntou, fitando Regina com olhos penetrantes.
- A Sra Snape! – o próprio Snape respondeu, fazendo o ator levantar a sobrancelha em sinal de entendimento. Rickman então, atalhou:
- Espero então que a Joanne permita alterar o roteiro do próximo filme, e encontremos uma atriz que lhe esteja à altura!
O galanteio não agradou Snape, que pareceu penetrar a mente do outro e não gostar do que viu. Mas Regina segurou seu braço e disse com doçura.
- Severus, por favor. Ele pensa que somos atores, tanto quanto eles mesmos. E só está sendo galante, apenas isso.
- Certamente que não! – Snape a olhou significativamente, e ela adivinhou o que acontecera. Ruborizou-se involuntariamente, e ele se afastou, ressentido mas contendo-se, como sempre um mestre em esconder seus sentimentos.
- Meu marido é... muito ciumento. – ela sorriu um pouco sem jeito – Mas você deve entender, afinal, o representa com perfeição. Ele é... profundamente possessivo.
Disposto a entrar no que parecia ser um jogo pra ele, Rickman concordou e se desculpou. Claro, o outro era legilimente, deve ter percebido o quanto ela o impressionara. Isso queria dizer que ele não poderia lhe telefonar?
- Claro que não, homem! – foi Sirius quem respondeu – Por muito menos ele já quase me estuporou. E ela é minha prima, e ex-cunhada também! Imagine você, um estranho? Maldição imperdoável na certa!
- Sirius, não exagere! Ai, eu acho que isso tudo foi uma péssima idéia!
Ela queria se afastar, mas não teve tempo. Algum fotógrafo resolveu fotografá-los nesse exato momento. E ela se imaginou na capa de algum tablóide “trouxa”. Bom, pelo menos a matéria teria um tom menos comprometedor que as de Rita Skeeter. O que poderia ser? Dublês causam reboliço no lançamento? Talvez nada mais além disso...
Mary parecia estar se dando melhor, ou Lupin fora bem mais tranqüilo para aceitar o inusitado da situação. David Thewlis o olhava com curiosidade, e comentara que o bruxo se parecia um pouco com ele mesmo, mais jovem. Maria aproveitou pra dizer que admirava muito o trabalho de sua esposa, também, e ele sorriu, satisfeito. Mas Anne não viera à festa, ficara com o filho, em casa. Preferira assim, era muito amorosa e cuidadosa.
- Que pena! Gostaria muito de conhecê-la. Aquele filme, ”Sonhos de uma noite de verão”, eu fiz aquele papel no teatro, o da Hermia.
- Então, o Gary está certo? Vocês são atores?
- Eu sou atriz. Ou fui. – Mary sorriu, achando a situação pra lá de engraçada, afinal. Quando, em seus devaneios e sonhos, poderia imaginar que se veria nessa situação, algum dia? Entre Lupin e David Thewlis?
Mas Harry se aproximou, e disse que Dumbledore achava melhor eles irem embora. Nesse exato momento, ninguém menos que Joanne K. Rowling se aproximou, alertada por alguém de que “seus personagens” passeavam pela festa.
Ela olhou, surpreendida, para Harry. Aquele rapaz... era exatamente o Harry que imaginara ter visto em Kings Cross. E disse isso em voz alta. Harry se surpreendeu também por um minuto, depois disse:
- Eu me lembro da senhora! Estava procurando a plataforma 9 ¾ e lhe perguntei se sabia onde era... Até que a Sra Weasley passou e a ouvi falar de “trouxas”.
- Mas isso não está no livro – Joanne retrucou.
- Não, não está! – Regina confirmou, como quem grita: Eureka!
- Então... como você sabe? – ela encarou Harry – Como disse que se chamava, rapaz?
- Harry. Harry Potter.
- Ah! – ela o olhava, chocada.
- Não ligue, Joanne. – Alan Rickman atalhou – Eles foram contratados para se passarem por nós, quer dizer... pelos personagens.
Mas Joanne tinha uma expressão estranha, e Regina resolveu indagar corajosamente:
- Sra Rowling, lembra-se dos emails que recebeu de uma fã brasileira, pedindo que não matasse o Snape nos últimos livros? – ela esperou que o grupo absorvesse a pergunta, a autora agora a fitando interrogativa – Era eu. Eu já estivera em Hogwarts e... estava apaixonada por Snape. E morria de medo de que ele morresse no final. O que quase aconteceu...Mas claro que isso não entrou no último livro...
Confusa, a escritora olhou para a mesa, encaminhando-se pra lá automaticamente. Lá estavam mais alguns de seus personagens, que acompanhavam o diálogo com atenção e interesse. Ela não concordava com Rickman, aquelas pessoas não eram atores. Mas como ter uma prova? Não poderia pedir-lhes um feitiço agora. Talvez Dumbledore ou o próprio Snape, por serem legilimentes...
- Certamente que não seria prudente usarmos nossas varinhas na frente de tantos... trouxas. – Snape se adiantou, comprovando com sua fala que lera sua mente. Ele se erguera à sua aproximação, assim como Dumbledore e Roni. Ela olhava de um para o outro.
- E claro que estamos felizes por conhecer aquela que foi responsável por levar nossa história até os trouxas, sem que eles ao menos se dessem conta disso. – Dumbledore a fitou por cima dos óculos meia lua, sorrindo.
- Se são vocês, de verdade, então alguns detalhes em meus livros não espelhavam a verdade dos fatos.
- Claro. Embora Regina ainda não tenha “se lembrado” de nos emprestar os dois últimos livros, acredito que uma pequena distorção, completamente compreensível para o sucesso de uma obra literária, possa ter ocorrido – Dumbledore argumentou com sua calma peculiar, fazendo Joanne fitá-lo com ainda maior curiosidade.
Um grupo de fotógrafos e repórteres se aproximara, atraídos pelo inusitado da cena. Joanne K. Rowling conversando com seus “personagens”? Era, sem dúvida, um furo de reportagem!
Dumbledore percebeu a movimentação inusitada, a atenção que estavam chamando sobre si, e o olhar de apreensão dos Snape. Então, ergueu-se e pediu a palavra ostensivamente, fazendo todos os presentes se calarem para escutá-lo, como se estivesse à frente dos alunos no banquete de abertura no Salão Principal de Hogwarts, enquanto Joanne, que estava tonta com o que aquele velhinho estava lhe falando, era toda olhos e ouvidos.
- Prezada Sra. Rowling, eu e todos do meu mundo que estamos aqui, gostaríamos de lhe agradecer e lhe prestar uma homenagem do maior feito que a Sra. realizou: A de levar crianças e jovens de volta aos livros e a um mundo de alegria e esperança que de forma brilhante, a Sra. teve a genialidade de criar. Num mundo em que vivemos de dura realidade, miséria, ódio e pobreza que se espalham como uma praga por todo esse lindo planeta em que vivemos, sua criação foi uma benção. Tenho certeza que a senhora. sabe da importância de tirar, mesmo que seja por um tempo, as crianças da frente dos aparelhos de TV, onde não se cansam de dar maus exemplos, e de se mostrar atrocidades feitas pelo homem. A senhora. com toda a sua inteligência e perspicácia sabe da importância de suscitar nos menores o prazer da leitura e em que isso vai alterar e ajudar em suas futuras vidas e carreiras.
- Além de ser o bruxo mais poderoso do mundo, Dumbledore é também o mais esperto! – Sirius cochichou ao ouvido de Regina, mas desta vez até Snape deu um sorriso de compreensão.
Apesar de concordar com tudo o que Dumbledore dizia (agora ela não tinha mais dúvidas de estar na frente do verdadeiro personagem, que ela havia criado em seus livros), ela se mostrou profundamente emocionada de estar ouvindo essas palavras sendo ditas por aquela pessoa com sua voz tão profunda, grave, mas que ao mesmo tempo lhe infundia um calor maravilhoso em seu coração. Com os olhos lavados em lágrimas ela (a Grande Rowling) só conseguiu balbuciar:
- O senhor. sabia que toda a saga me apareceu nos meus sonhos...
Ao que Dumbledore rapidamente respondeu:
- Essa é a verdadeira magia: dos corações puros, bons e que lutam por um mundo melhor é que sempre dão frutos para as verdadeiras e importantes obras primas para o bem do real desenvolvimento do homem.
E colocando ambas as mãos sobre a cabeça da escritora falou:
- Abençoada seja essa sua tão criativa mente. Que você possa continuar por longos anos a trazer sempre o bem estar das pessoas.
Agora Joanne estava realmente aos prantos e deu um abraço apertado em Dumbledore, e logo depois um abraço e um beijo em Harry, que assistia a tudo bem de perto e com grande atenção.
- Obrigado, meu filho, por você simplesmente existir, e me deixar conhecê-lo e aos seus tão bem...
Palmas se fizeram ouvir por todo o salão, e ela agradeceu a todos, comovida, e se retirou para o banheiro a fim de se recompor, pois a necessidade do dever do resto da noite a aguardava.
Os três atores se mantinham à parte, mas Regina sentia um ligeiro incômodo. Algo não estava certo. Dumbledore a fitou com olhar de entendimento, e pediu que todos dessem um jeito de se retirarem aos pares, para não chamar a atenção com uma saída em bloco, depois de seu discurso inusitado. Assim fizeram, misturando-se às pessoas e desaparatando atrás de uma pilastra. Lupin levou Mary consigo e, por fim, ficaram apenas Regina e Snape, frente aos atores espantados pelo fato de todos terem desaparecido rapidamente do local. A segurança fora alertada sobre possíveis penetras, mas ninguém viu mais o estranho grupo de “dublês”.
- Precisamos ir... agora! – Snape sussurrou em seu ouvido, em tom imperativo.
Ela sorriu para o grupo de atores, desculpou-se com graça e se virou para acompanhar o marido. Mas Alan Rickman segurou seu braço.
- Depois que essa... brincadeira acabar, gostaria de conhecê-la melhor. – ela não soube dizer se era força do hábito um ator dizer aquele tipo de coisa para uma fã, ou se ele era sincero, afinal era um homem comprometido e... lembrou-se, pelo menos vinte anos mais velho que ela.
Snape levantara as sobrancelhas perigosamente, a mão no bolso da capa que vestira sobre o terno. Regina segurou seu braço, pediu-lhe que tivesse um pouco mais de calma. Depois, ajeitando uma capa de veludo verde esmeralda sobre os ombros, sorriu seu sorriso mais encantador para o outro homem e disse:
- Eu ficaria muito feliz com isso... se não fôssemos ambos comprometidos. Boa noite. Boa noite, senhores! – ela sorriu igualmente para Gary e David, e acompanhou os passos de Snape até sumirem atrás de uma pilastra.
Alan, que fizera uma jogada perigosa, reconhecia, apenas para ver até onde ia aquela farsa, correu, mas eles haviam, simplesmente, sumido. Balançou a cabeça negativamente, em resposta ao olhar de Gary.

Em Hogwarts, a noite também estava muito fria. Mesmo assim, Regina subiu até a torre. A mesma, reconheceu com um sorriso triste, em que Sirius fora mantido preso e resgatado por Harry e Hermione, a mesma em que colocara o casal Sarah e Snape fazendo as pazes em uma fanfic escrita há muito, muito tempo...
Assim que chegou de volta, Dumbledore a chamara em seu escritório. Logo ao entrar, ele lhe oferecera uma xícara de chá e perguntara:
- Você percebeu o risco que correu, hoje?
- Sim. Sinto tê-los exposto a...
- Não. Não nós. Você! – ele a cortou.
- Não entendo, professor.
- Você esteve ao lado dos homens que personificaram por longo tempo seus anseios e temores... Sirius e Snape, e até mesmo Lupin, com os rostos e vozes que conheceu antes de estar aqui. O que sentiu?
- Eu... não sei exatamente.
- Pensou em retomar sua vida “normal”, não foi?
- Por um segundo, eu... pensei no que aconteceria se eu acordasse de repente e descobrisse que estivera sonhando.
- E...? – ele a olhou como sempre fazia nessas horas, os olhos azuis faiscando, preocupados.
- E vi que morreria, se isso acontecesse.
Ele sorriu, parecendo aliviado.
- Professor Dumbledore... aquele feitiço... o senhor descobriu pra mim?
- Ah, sim. Quase me esqueci. – ele lhe entregou um pedaço de pergaminho, onde ela leu o nome de um feitiço - Está mesmo decidida a usá-lo?
- Não tenho mais dúvidas de que devo usá-lo. E só eu posso fazê-lo, certo?
Dumbledore acenou afirmativamente, e ela se despediu, sentindo-se cansada, exausta mesmo. Ao sair de seu escritório, rumara direto para a torre, e ali estava há horas, insensível ao frio da noite., a capa esmeralda como único agasalho.

O céu sem nuvens estava salpicado de estrelas, muitas das quais ela sabia exatamente o nome. Sempre gostara de astronomia. Mas elas não a atraíam, agora.
Pensou no questionamento de Dumbledore. Realmente, por um segundo, pensara nisso. Pensara que talvez acordasse em seu velho quarto, sozinha. E isso doera tanto! Perder Snape, perder o filho... tudo lhe pareceu torturante só de pensar. Não ligaria em descobrir-se uma mulher comum, sem magia nenhuma, mas... perder o homem que amava e ainda mais, o filho que era fruto desse amor... Sem contar que, talvez Mary também perdesse seu Lupin, já que ela, Regina, é quem fizera esse encontro possível com sua chave de portal especial...
Não! Por mais que amasse sua amiga como a uma irmã de verdade, não fora por ela que recuara. Fora por si mesma. Como dissera a Dumbledore, não seria capaz de respirar sem Snape ao seu lado. Acordar e ver que tudo fora um sonho maluco de fã? Ficaria louca de vez, no mínimo...louca e só. Logo estaria como a Sra Figg, criando gatos em um velho e pequeno apartamento...
Riu de si mesma, pela primeira vez naquela noite. E suspirou. Só então, percebeu que não estava mais sozinha...

- Então? Você pensou mesmo em ficar lá... com aquele trouxa? – Snape perguntou, parecendo contrariado.
- Claro que não! – ela retrucou, virando-se para fitá-lo. Como ainda estava com os sapatos de salto alto e fino, seus olhos estavam praticamente na mesma altura dos dele, pela primeira vez. Mas Snape já ostentava suas vestes negras de costume, tirara o traje “trouxa” de festa.
- Me faça acreditar nisso! – ele retrucou, com um meio sorriso, apoiando as mãos na beirada da torre, mantendo-a presa entre seus braços.
- O que você quer que eu diga? – ela o fitou desconsoladamente – Que repita, mais uma vez que, se não te amasse tanto assim, não seria capaz nem de respirar? Não teria feito aquela bendita chave me achar de novo? Não teria vindo atrás de você e queimado meu corpo, literalmente, inteiramente, só pra não te deixar morrer?...
Ela fechou os olhos, sentindo de novo como se sentira naquela manhã de Natal que lhe parecera tão sem esperança.
Ao abrir os olhos, já marejados, viu que ele também parecia prestes a chorar. Que estranho, Snape chorando?
- Eu também viveria em uma escuridão total, se não tivesse você, se não amasse você. Teria sucumbido, e não apenas porque não conseguiria reagir ao feitiço do Lord das Trevas, mas porque não haveria motivos para isso, afinal. Minha vida não teria objetivo algum, sem você.
- Então, eu sei exatamente o que fazer agora.
Ante seu olhar assombrado, ela retirou do bolso da capa o camafeu, sua chave de portal. Abriu-o e retirou a foto da mãe, guardando-a com cuidado. Depois, pegou sua varinha e, apontando para o camafeu e bradou com voz firme:
- Finite portal supremus!
O camafeu brilhou intensamente, depois se apagou, e em sua mão só restavam pedaços carbonizados, que voaram levados pelo vento no alto da torre.
- Você... o destruiu. – Snape exclamou – Isso quer dizer...
- Que não poderei voltar mais para minha vida anterior. Ela não existe mais. Só o que existe... é você!
Sem dizer mais nada, Regina pegou sua mão e levou-a aos lábios, beijando-a suavemente, com devoção e carinho, enquanto Snape a fitava com expressão mista de surpresa e paixão. Depois, descansou a face em sua palma, chorando silenciosamente. Ele então a abraçou, e se beijaram como nunca haviam se beijado antes. Esquecidos de qualquer outra coisa que não fosse o amor que os unia e a força vital que isso representava, agora, mais no que nunca.

Enquanto isso, na sala comunal da Grifinória como ocorrera em uma certa fic, escrita por uma certa fã, alguns jovens ainda não haviam se recolhido aos quartos que lhes eram destinados nessa noite especial em que se hospedariam na antiga escola...
- Então? Ainda estão lá? – Rony indagava ansioso.
- Quer ver por você mesmo? – Harry respondeu, virando o Mapa do Maroto para que o amigo, e também Hermione e Gina, vissem.
Lá na torre, duas pessoas estavam neste momento muito próximas, seu registro no mapa praticamente se confundindo. Severus e Ariadne Snape.
E o sorriso de alívio em seus rostos, por essa história ter realmente um final feliz, só não era maior do que o olhar de cumplicidade e entendimento que trocaram, antes de Harry fechar o mapa e todos irem se deitar, cada um pensando em seus próprios sonhos de felicidade.
=================FIM===========================

E foi assim que recebi de volta meu nick, que emprestara a alguém que queria permanecer “invisível”, sem revelar seu nome “real”. E fico feliz por ser de novo, a única Regina McGonagall neste fórum!

Um brinde: A Ariadne Black, hoje Sra Snape, aquela que não teve medo de ir atrás de seu sonho!

(vou sentir saudades suas, minha amiga maluca!)
Editado pela última vez por Regina McGonagall em 29/06/05, 13:44, em um total de 1 vez.
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Mensagempor debbie granger » 24/06/05, 22:16

Nota dos familiares e amigos de Debbie Granger:
"Querida Regina, infelizmente, nossa Debbie não pode no momento expressar-se adequadamente pois encontra-se impossibilitada, tomada por grande emoção (leia-se em estado de choque) após terminar a leitura de sua fanfic. Aguardamos ansiosamente sua recuperação para que ela própria possa lhe dizer que achou sua história 'fantástica', 'maravilhosa' e 'perfeita' pois foram essas as suas últimas palavras diante do seu computador antes de desmaiar com um sorriso nos lábios..."
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Mensagempor Zoé Magnus » 25/06/05, 17:34

Regina c num gosta de mim? :wink: Aiai meu bumbum ainda tá doendo do tombo que eu cai, tamanho foi o meu susto.... Olha eu ali... :shock:
Regina se aproximara sorrindo de uma atônita Zoé. Ela conseguira trocar algumas palavras com Rony, Harry e Hermione, completamente esquecida de que temera ser estuporada pela jovem bruxa se chegasse perto do ruivinho.
- E aí? – Regina perguntou – Sei que não consegui levar você pra Hogwarts como me pediu mas...
- Minha nossa, isso é mais que um sonho! Estou diante do trio, o trio verdadeiro! É muito mais emocionante que conhecer Dan, Ruppert e Emma, eu lhe garanto. Isso qualquer fã consegue – ela fez uma expressão tão engraçada que Regina não aguentou - E eu estava só zuando, quando disse isso, achava que sua fic era como as nossas, pura imaginação, não o que você viveu de verdade... Será que o Harry e a Gina gostariam da fic que escrevi pra eles? E da irmã que eu inventei pro Harry?
Graças a Merlin a Mione naum me estuporou! Tá eu tava babando mas tudo bem!!! Gente tô me recompondo ate agora!!!! Ah e sera que eles gostaram? huahua :mrgreen: Eta que a Mary deve tá com caibra no rosto de tanto sorir!! Tadinha dela com dois cãozarões daqueles em casa! :P
os cabelos estavam úmidos, lavar os cabelos era um hábito que ele agora não dispensava.
Huhua a Regina consegue fazer milagres! Já imaginou? O ranho...desculpa, o Snape cherosinho (pelamor de Deus no bom sentido :roll: ) com os cabelinhu bem limpinho? hehehe
Num acreditu que acabou! Ai vô sinti tanta falta dessa fic :cry: ! Muito PERFEITA, um final lindo! :palmas :palmas :palmas :palmas Ah adorei o encontro com o Alan Rickman! Sem falar QUE EU TÔ ALI Ó! :lol:
Dexa eu i embora pq issu aqui já ta um texto enorme. :oops:
Bejocas e vê se escreve a proxima perte! Tô loca pra vê o Aldebaran berrando "Papi!!!" e a cara do Snepe claru! :?
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Mensagempor Jaja Weasley » 25/06/05, 19:32

Alô Galera,

Finalmente a nossa querida Regina pingou (seria teclou?) seu ponto final nessa maravilhosa saga Potteriana, da qual orgulhosamente faço uma ponta na cena do casamento (junto com meu filhão).

Temos que realmente parabenizar essa grande escritora que Regina é, e dar força para ela continuar a criar obras primas similares. Quem sabe até se aventurar em mundos novos e originais (sem nunca deixar de lado o maravilhoso universo Potteriano).

Só tenho uma palavra: OBRIGADO por ter nos proporcionado um prazer similar ao que temos ao ler os originais da Tia Jo! (e olhem que eu não gosto e não irei mais ler Fics enquanto não acabar a história original. É uma opção minha. Mas quando Tia Jo acabar o 7, me aguardem...)

Valeu Sra. McGonagall Snape :palmas :palmas :palmas

Um beijo do amigo

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Mensagempor Tina Granger » 28/06/05, 20:27

Caramba... Eu não consegui parar de ler... Tá DEZZZZZZZ!!!
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Duas mulheres - A um passo - A irmã da Serpente

mais fics? olhe no fanfiction.net...

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Mensagempor Éowyn & Tonks » 29/06/05, 08:35

Snif! Snif! :cry:
Terminou a fic mais linda e completa que eu já li na minha vida!!
Nem vou pedir continuação porque não tem nada para continuar! :(
Linda! :palmas
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Mensagempor Regina McGonagall » 01/07/05, 17:08

Desse jeito eu vou ficar assim... :oops: :mrgreen: :oops: por pelo menos uma semana!

Mas que bom que vocês gostaram de verdade!
Nem vou pedir continuação porque não tem nada para continuar!


é verdade... vou ficar devendo a parte do Aldebaran correndo por Hogwarts e gritando:
- papi! papi! (o snape não merece isso :lol: )
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Mensagempor Sandra » 04/07/05, 10:16

Oi!
Bem, li a fic todinha, adorei! É uma das melhores fics que li, e das mais originais, sem dúvida. Adorei mesmo :)
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