FAMILIA GRANGER WEASLEY (PQ NÓS NUNCA DESISTIMOS!)
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Betynha Sly
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Re: FAMILIA GRANGER WEASLEY (PQ NÓS NUNCA DESISTIMOS!)
Camila... o lance é:
A cena do trem e o Draco quebrando o nariz do Pottah já foi gravada e tudo o mais, tá até naquele primeiro Sneak Peek. O problema é que eles estão atropelando a história... fora que essa história de ataque à Toca é foda!
Ninguém merece a zoação que a Warner faz do canon.
>___________________________<
A cena do trem e o Draco quebrando o nariz do Pottah já foi gravada e tudo o mais, tá até naquele primeiro Sneak Peek. O problema é que eles estão atropelando a história... fora que essa história de ataque à Toca é foda!
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Slytherin is not for the faint heart!

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Re: FAMILIA GRANGER WEASLEY (PQ NÓS NUNCA DESISTIMOS!)
Depois nós reclamamos e eles falam q somos mal agradecidos
Eu mato a Warner se o filme for muito cortado igua ODF
Eu morri de raiva de um monte de coisas no filme
Mas eu tô feliz por uma coisa
EU SEI QUE VAI TER QUADRIBOL E MUITO HUMOR
Espero que sim
~~bjks~~
Eu mato a Warner se o filme for muito cortado igua ODF
Eu morri de raiva de um monte de coisas no filme
Mas eu tô feliz por uma coisa
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Espero que sim
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Re: FAMILIA GRANGER WEASLEY (PQ NÓS NUNCA DESISTIMOS!)
Fico tão feliz que tenha gostado Thaci!!!
Thanks!
Sobre os filmes, eu não gosto muito, assisto pq é HP e tudo mais, mas fico fula da vida sempre quando saio do cinema!
Editado
Abri a pág;! \\o \o/ o//
Dedico a pag. a Mione pelo dia das mães, afinal ela tem aquelas duas fofurinhas agora....
Thanks!
Sobre os filmes, eu não gosto muito, assisto pq é HP e tudo mais, mas fico fula da vida sempre quando saio do cinema!
Editado
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- Serumano
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Re: FAMILIA GRANGER WEASLEY (PQ NÓS NUNCA DESISTIMOS!)
Sobre os filmes, eu não gosto muito, assisto pq é HP e tudo mais, mas fico fula da vida sempre quando saio do cinema!
é isso acontece comigo também
Eu me mato de raiva
Eu também não gosto muito dos filme
Não em comparação com os livro que são perfeito
Na minah opinião eles deveriam fazer uma séri de HP
Mas sem faltar nada totalmente igual aos livros
O único ruim é que iria ter q trocar quase todos os atores pq a mioria (aluno principalmente) já estão grandes demais para a idade dos personagens
Se eu tivesse a oportunidade eu faria essa série ou então um desenho
Iria ser o máximo!!!!!!!!!!11
~~bjks~~
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Re: FAMILIA GRANGER WEASLEY (PQ NÓS NUNCA DESISTIMOS!)
É, a cena do Draco quebrando o nariz do Harry vai ter, mas provavelmente ela foi mto mudada!!
Eu já nem me estresso mais com a Warner (ou tento né...), cada hora eles fazem uma coisa pior que a outra...
Mas eu ainda gosto de assistir os filmes, por mais nervoso que eles me causem!!!! XD
E Gabi, de nada!!!
Depois eu te deixo um comentário decente por lá viu!!! \o\
E eu quero ler as outras fics desse Chall tbm...pq até agora só li duas!! *chora*
Anyway...
Vcs sabiam que o mais novo apelido que a Fla inventou pra minha pessoinha foi Thacislaura Joaquina?????!!!!
Please, digam pra ela que eu não mereço isso!!! *continua emburrada*
;**
Eu já nem me estresso mais com a Warner (ou tento né...), cada hora eles fazem uma coisa pior que a outra...
Mas eu ainda gosto de assistir os filmes, por mais nervoso que eles me causem!!!! XD
E Gabi, de nada!!!
Depois eu te deixo um comentário decente por lá viu!!! \o\
E eu quero ler as outras fics desse Chall tbm...pq até agora só li duas!! *chora*
Anyway...
Vcs sabiam que o mais novo apelido que a Fla inventou pra minha pessoinha foi Thacislaura Joaquina?????!!!!
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Re: FAMILIA GRANGER WEASLEY (PQ NÓS NUNCA DESISTIMOS!)
kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
again pergunto: qual o problema com Laura???
MORRA WARNER QUE SÓ FAZ MERDA!!!!
hora de ir pra aula... ú.ù
espero n sair quase 10hrs, como na quarta-feira ¬¬
again pergunto: qual o problema com Laura???
MORRA WARNER QUE SÓ FAZ MERDA!!!!
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espero n sair quase 10hrs, como na quarta-feira ¬¬
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His name… Merlin!!
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Re: FAMILIA GRANGER WEASLEY (PQ NÓS NUNCA DESISTIMOS!)
Laura?
hsauhushua
O que há de errado?
kkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
è legal
eu gostei
(pq não é comigo)
auhshauhsuhuas
Brincadeira
Warner
Vai À mer...
CRUCIO! CRUCIO! CRUICIO! CRUCIO!
hsauhushua
O que há de errado?
kkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
è legal
eu gostei
(pq não é comigo)
auhshauhsuhuas
Brincadeira
Warner
Vai À mer...
CRUCIO! CRUCIO! CRUICIO! CRUCIO!
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Betynha Sly
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Re: FAMILIA GRANGER WEASLEY (PQ NÓS NUNCA DESISTIMOS!)
Fla, tadinha da Thaci... ninguém merece... Laura. Claro que temos uma Laura na FW, mas ela é gente, não é igual aquela outra que é demente... XD~
Rimou!
\o\~
Bah, passando pra bater o ponto e dizer que vou tentar escrever o fim da fic hj...
Thaci, se tu apareceres, tem condição de colar a fic inteira aqui???
^^
Rimou!
\o\~
Bah, passando pra bater o ponto e dizer que vou tentar escrever o fim da fic hj...
Thaci, se tu apareceres, tem condição de colar a fic inteira aqui???
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Romione - Caskett - Peeniss



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Re: FAMILIA GRANGER WEASLEY (PQ NÓS NUNCA DESISTIMOS!)
Viu, eu sabia que alguém aqui ia entender o pq fiquei emburrada com o nome que a Fla inventou!! XD
Eu não tenho nada contra as Lauras (tá, talvez contra uma em específico...
), mas quando eu li o nome, logo lembrei daquele 'cerumano'...e eu não mereço né!!!!
kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
Betynha, óh aqui a fic inteira! \o\~
CAPÍTULO 1
(Juh)
"As coisas pareciam se estabilizar aos poucos. Não poderia dizer que tudo ficaria bem, o que era mentira. Pessoas queridas haviam morridos. O mundo mágico estava danificado por causa dos estragos feitos por Voldemort e seus Comensais. Não poderia colocar tudo nos eixos de maneira rápida.
As feridas estavam abertas. Os mortos, todos aqueles que lutaram contra Voldemort, estavam sendo enterrados. Não sabia o que o futuro lhe reservava. Talvez a garota ao seu lado seria o ínicio para um vida nova. Ainda não se falaram. Foi tudo tão de repente: o beijo, a guerra, Harry fingindo-se de morto, a morte de seu irmão. Tudo impedia, por agora, ele se sentar e conversar com ela...
Ele prometera não deixar passar. Esperaria que a poeira abaixasse...
- Rony, onde estamos indo? - perguntou, enquanto o ruivo a puxava pela mão. Ele não disse nada, continuaram caminhando.
Chegaram à uma orla do jardim, que ficava bem distante da Toca. Rony acreditava que ali ninguém poderia interropê-los. Seria uma conversa longa, sem enrolação...
Hermione sentou-se num galho e Rony sentou-se ao seu lado. Ele ficou quieto por alguns instantes, procurando palavras para começar...
(Betynha)
- Então, quando você vai para a Austrália? - Rony perguntou para quebrar o silêncio que havia se prolongado mais do que ele desejava.
- Em duas semanas, eu acho. Ainda tenho que ir à minha casa, afinal eu não vi o que os comensais fizeram por lá e se é que fizeram algo. - Hermione olhou para o horizonte, que ficava cada vez mais amarelado com o pôr-do-sol. Mesmo com a visão e com a consciência de que estava sozinha ao lado de Ron depois de dias, ela não conseguiu suprimir uma risada seca - Eles só não foram até lá por milagre ou desinteresse total. Não adianta eu tentar me iludir, tenho certeza que há muito o que fazer por lá antes de ir procurar meus pais.
- Bom, a gente não sabe ainda, não é? Talvez eles não tenham sido tão maus. - Ron e Hermione se olharam e caíram na risada.
Pensar que Comensais da Morte não tenham sido maus era o mesmo que imaginar Trelawney se casando com Argus Filch... inimaginável.
- Certo, se pelo menos as paredes estiverem de pé e eu possa me sentar no chão da sala sem sustos, eu já estarei satisfeita.
- É, já vai ser alguma coisa, né?
E mais uma vez o silêncio imperou entre eles. Nada anormal, mesmo depois de Hermione ter beijado Ron tão inesperadamente em Hogwarts.
Depois da batalha final, todos foram jogados num turbilhão de emoções contraditórias. Alívio, dor, esperança, revolta, ódio e amor... e eles ainda tinham um mundo para reconstruir.
Muitas responsabilidades para jovens que não tiveram a chance de serem adolescentes normais. E tudo que Hermione queria era um pouco de normalidade. Fechou os olhos, respirou o ar puro e fresco do jardim da Toca. Apreciava o momento com uma sensação de paz tão intensa que ela não percebeu quando Ron se mexeu e pigarreou e, apenas na segunda vez em que ele falou, Hermione percebeu que ele havia dito alguma coisa:
- Er... desculpe, Ron. Eu estava distraída. O que você disse? - Ele a olhou, desconfiado.
- Na verdade, eu perguntei se você pode conversar comigo agora. Há dias eu venho tentando ter essa conversa com você, mas parece que você anda mais atarefada que o Kingsley.
- Que exagero, Ron. Eu só estava ajudando seu pai com feitiços para descobrir armadilhas que ainda existam para os trouxas.
- Eu sei, mas é que eu só queria um minutinho. Se você não percebeu, eu ando bem sozinho por aqui. Só eu, mamãe, Ginny e Charlie ficamos em casa durante o dia. Às vezes eu vou pra loja com o George, mas não é sempre.
- Se sentindo sozinho mesmo co msua mãe e dois irmãos ao seu lado? - ela estranhou o que ele dissera.
- Pois é, sozinho. Eu gosto da companhia deles, mas se você não percebeu, eu gosto muito mais da sua.
Hermione corou, vermelho Gryffindor pra ser mais exata, e fixou o olhar no horizonte. Ele havia mudado, disso ela não tinha dúvidas, mas ela ainda não havia experimentado a capacidade dele de deixá-la completamente sem graça.
- Er... então... digo... hum... o que você quer conversar comigo?
- Muitas coisas. Muitas mesmo, não sei a que horas vamos terminar, mas eu não pretendo sair daqui enquanto não esclarecermos algumas coisas.
Hermione arregalou os olhos, engoliu em seco e se preparou. Aquela conversa, ela sentia isso, prometia. Contudo, sem saber explicar bem o porquê, ela sabia que não seria uma conversa que terminaria em discussão. "Tomara que eu esteja certa." E depois de pensar assim, ela olhou Ron nos olhos e perguntou:
- Certo, Ron, o que é tão importante que não pode esperar até amanhã?
De repente, o ruivo ficou bastante nervoso e em silêncio enquanto tentava descobrir um jeito de falar o que queria, mas não viu saída a não ser o mais direto possível:
- Bom, eu queria saber se... se... er...
- Se o que, Ron?
E agora, como ele iria falar?
(Juh)
--- se você me beijou por impulso ou... - agora o rosto dele estava púrpura. - Se realmente gosta de mim. Pronto, falei!
Hermione olhava-o boquiaberta. Nunca esperara essa reação do Rony. Gostar dele? Impulso? Para ela, ele iria esquecer o beijo, fingir que nada aconteceu e continuaria a implicar com ela. Mas não. Ele superou suas expectativas.
- Hermione... - Rony logo se arrependeu do que falara. Sua vontade era de enfiar a cabeça na penseira, de tanta vergonha. Assuntos como aquele não eram de seu feitio.
- Rony... - Hermione fez com que o ruivo a encarasse. - Eu não beijei você por impulso. Eu beijei você porque... - com uma coragem que não sabia de onde vinha, Hermione respondeu: - Porque eu gosto de você...
(Betynha)
Ele não sabia o que dizer, na verdade, não sabia o que pensar. Não esperava que ela respondesse tão... francamente. E sua expressão (cômica, para dizer o mínimo) era a mais estranha que Hermione já vira em toda sua vida, e o silêncio que se seguiu às palavras dela só fez com que Hermione se sentisse pior. Óbvio que ouvir que ele gostava dela havia sido incrível, mas ele era tão inconstante que ela não sabia o que fazer, nem o que pensar. Por isso, sem demora, ela começou a sentir um vermelhidão (muito semelhante ao vermelho Gryffindor) cobrir seu pescoço e subir pelas bochechas, um rubor que ela não conseguia controlar.
- Ron...
- Mione...
Eles falaram juntos e, surpreendidos, riram timidamente. A coincidência fez a estranha sensação que os rodeava se dissipar e ser substituida prontamente por uma leve expectativa.
- Pode falar, afinal, damas primeiro, Milady. - ele fez uma pequena reverência. Hermione percebeu que essas atitudes tão... charmosas deixam seu Ron cada vez mais encantador.
- Obrigada, Milorde. - fazendo uma reverência em resposta, Hermione olhou o ruivo nos olhos e se aproximou. Reuniu toda sua coragem e fez uma anotação mental para não esquecer de nunca dizer a ele que aquela era a faceta favorita dela. O cavalheiro. - Acho que deveríamos nos sentar, acho que essa conversa vai levar um bom tempo, afinal temos de passar várias coisas a limpo, e já que você quer, não vejo a hora de podermos esclarecer todas as confusões em que nos metemos nos últimos tempos.
Ele sorriu e pegou a mão dela e seguiu em direção a um conjunto de Salgueiros que ficava no limite da propriedade. Àquela época do ano, Ottery St. Catchpole tinha, sem sombra de dúvidas, o pôr-do-sol mais deslumbrante da Inglaterra e Ron queria que Hermione desfrutasse daquele lugar em que ele havia passado tanto tempo durante os dias em que Harry e Hermione ainda não estavam na Toca.
Sentaram-se um ao lado do outro e com uma tranquilidade que ele não sentia havia tempos, Ron começou a falar:
-----
(Thaci)
- Então...são tantas coisas pra resolver e explicar, que fica até difícil decidir qual escolher primeiro.
Hermione deu um pequeno sorriso e colocou uma das mãos no joelho de Ron. - É, eu entendo perfeitamente. Mas antes eu queria deixar uma coisa bem clara. - Respirou fundo e, olhando no fundo dos olhos de Ron, continuou - Aquele beijo, não foi uma coisa de momento. Tudo bem, por estarmos em guerra e por não saber se eu teria outra oportunidade ou não, posso ter me empolgado com tudo e agarrado o que eu achava ser uma última esperança. Não podíamos saber o que iria acontecer, e estava tudo o maior caos, e ainda tínhamos que destruir duas horcruxes...
Vendo a cara confusa e ansiosa de Ron, resolveu ir direto ao ponto - Enfim, o que eu estou tentando dizer é que o beijo pode ter acontecido não na hora mais apropriada, mas não foi uma coisa impulsiva. Eu desejei aquele beijo por tanto tempo, que acho que aquela hora na Sala Precisa foi o meu limite, eu não podia mais esperar para demonstrar tudo o que sinto por você. E perdi até as contas de quantas vezes tive vontade de largar tudo e simplesmente admitir o quanto você é importante pra mim, e o quanto eu gosto de você, mas sabia que ainda não era o momento, que tinha que deixar esses pensamentos e sentimentos guardados pra quando tudo finalmente pudesse ser esclarecido. Mas conforme a guerra foi avançando, e os perigos aumentando, eu fiquei mais angustiada e com medo de que esse nosso momento pudesse não chegar nunca. Acho que foi esse medo de não poder vivenciar o que eu mais desejei, o que eu mais esperei, que me fez agir daquela forma e te beijar sem ligar que estávamos no meio de uma guerra e sem me importar que estávamos à beira de encontrar o diadema. Então eu quero que você entenda que aquele beijo não foi uma coisa só de momento, mas foi o desejo mais profundo do meu coração, que era um dia poder te mostrar o quanto você significa pra mim.
Terminou de dizer tudo aquilo e, mais uma vez, respirou profundamente, tentando acalmar um pouco seu coração que mais parecia estar tentando sair por sua boca. Suas mãos, agora apoiadas rigidamente em suas próprias pernas, estavam geladas. Hermione não conseguia encarar Ron, permanecendo com a cabeça abaixada, esperando que ele dissesse algo e acabasse de vez com a agonia que ela estava sentindo. Agora que tinha falado tudo o que queria, pelo menos naquele primeiro momento, começou a questionar se não acabara falando mais do que devia. Seria muito cedo pra revelar tantas coisas assim? E por que Ron não falava alguma coisa, qualquer coisa? Criou coragem e olhou para o lado, encontrando aqueles olhos azuis que tanto amava fixados nela, e uma expressão quase indecifrável no rosto do ruivo.
Céus, ele está tentando me torturar com essa demora toda?! Por que não diz nada? Será que ele não estava preparado pra escutar tudo aquilo, será que eu devia ter esperado outras questões serem resolvidas para, então, começar a falar o que sinto...
Mas as infinitas perguntas de Hermione se calaram assim que ela escutou a voz de Ron, que soava um pouco fraca, não ajudando muito sua angustia e nervosismo, mas pelo menos ela iria saber o que ele estava pensando de tudo aquilo.
(Paulinha)
- Hermione...eu...gosto de você... de verdade.
Hermione o olhou encantada e como se jamais o tivesse visto antes, mas ele continuou:
- Eu sinto muito, você me desculpa?
- Desculpar por quê? - perguntou Hermione assustada
- Por ter ido embora naquele dia, na floresta.- disse ele encarando os pés
- Ahhh Ron... - começou ela
- Eu não queria ter deixado você. Eu fui um idiota.- terminou ele, agora olhando para ela
- Não você nunca foi! Você sempre foi o Ron... o Ron que eu gosto.- disse ela parecendo ofegante
O sol agora ia se pondo e pintava a terra de vermelho, mas Ron parecia mais vermelho ainda e por fim disse:
- As vezes é dificil acreditar que a gente passou por tudo isso, guerras, mortes, para poder se entender.
-É, mas quem mandou termos nos tornado amigos do Menino que sobreviveu? - disse ela com ar risonho.
-É verdade tudo culpa do Harry! -disse ele entre risos - De tanto morar em florestas, meu prato favorito até virou aqueles seus deliciosos cogumelos silvestres.
-Hahaha, muito engraçado. Eu não cozinho tão mal assim.- falou ela abrindo um largo sorriso
- Ah claro, você como cozinheira é uma ótima aluna.
Os dois riram deliciosamente, Hermione sentia-se suficientemente a vontade para fazer piadas, só ele a deixava assim. Depois de tanto rirem ela finalmente voltou a falar:
- Esse lugar é realmente bonito! - disse ela olhando em volta
- É eu sempre vinha aqui, queria que você conhecesse e ...
- Ron?
- Sim? - ele virou para ela olhando em seus olhos
- Eu sempre sonhei com esse momento sabe? Nós dois nos divertindo sem nos importar com o amanhã. Só queria saber porque demorou tanto...
- Talvez o momento certo ainda não tivesse chegado. - disse ele pegando em sua mão - Pode ter demorado...mas o que importa é que agora estamos aqui, não é?
Ela concordou com a cabeça.
- Hermione, naquela batalha cada segundo eu temia por você, temia por talvez nunca mais poder voltar a vê-la.
Eles ficaram em silencio, e enquanto isso o vento brincou com os cabelos dela. Eles então se aproximaram
(Betynha)
E Ron abraçou Hermione com força, levantando-a do chão e rodipiando. Sorrindo e sentindo uma alegria inominável, Ron colocou Hermione no chão e voltou a encará-la. Olharam-se por alguns segundos, que pareceram uma eternidade tamanha a intensidade do olhar de ambos. Como sempre, eles conseguiam se entender assim, com um olhar. E quando Ron acariciou o lábio de Hermione, a morena fechou os olhos e desfrutou da sensação estranhamente lânguida que tomava conta de seu corpo quando estava perto dele; havia borboletas no estômago de Hermione e Ron, de repente, percebeu-se surdo. O mundo havia se reduzido a apenas eles. Nada e ninguém mais importava. Então, Ron beijou Hermione delicadamente, cuidadoso de explorar todo sabor dela.
E Hermione esqueceu-se de que havia um mundo inteiro os rodeando para dedicar-se a uma de suas atividades favoritas (ainda que fosse recente) e perder-se mais nos braços de Ron, sentir o calor do corpo dele, os arrepios que ele provocava toda vez que acariciava sua língua até que...
- Espera! - ela se soltou dele e olhou para Ron, que estava com uma expressão confusa.
- Hermione, o que foi? - ele resmungou e a abraçou de novo e tentou voltar a beijá-la, mas ela precisava saber várias coisas e não havia momento melhor que esse para que eles começarem a colocar os pingos nos is.
- Por que você ficou com a Lavender? - a pergunta pegou o ruivo de surpresa, tanto que ele a soltou e virou de costas.
Por que ela perguntou aquilo? Ele não queria voltar a relembrar coisas que o incomodavam tanto.
- Por que você quer saber?
- Porque eu preciso entender o porquê de você, de repente, ter começado a me tratar tão estranhamente e do nada agarrar a Lavender daquele jeito, no meio do salão comunal e depois me tratar como se eu não significasse nada pra você.
Ron ficou vermelho. Envergonhado pelos motivos que o levaram a tomar uma atitude tão estúpida e injusta. E ao lembrar que tentando machucá-la, ele havia se machucado mais ainda, Ron decidiu ser franco e deixar o caminho do relacionamento deles limpo, pronto para um futuro que ele tinha certeza, seria promissor.
CAPÍTULO 2
(Thaci)
- Eu fui um idiota. – Ron disse fracamente, ainda de costas para Hermione, pois não sabia se teria coragem suficiente para ter essa conversa olhando nos olhos dela. – Quis te machucar por uma coisa que tinha acontecido há tanto tempo, mas que pra mim foi um baque do mesmo jeito. Eu suspeitava, é claro, mas sempre tive uma ponta de esperança de que tudo não passasse de delírios da minha cabeça. Eu sei que fui extremamente injusto com você Hermione, e sinto muito mesmo – agora ele virou e a encarou, procurando demonstrar toda a sinceridade de suas palavras com o olhar – Mas o ciúme que se apossou de mim naquele momento foi maior do que a razão, e eu não consegui pensar direito, e a única forma que eu encontrei para tentar aliviar a minha dor foi te atacar do mesmo modo que você tinha me atacado, te machucar o tanto que você me machucou...
- Ron, eu ainda não estou entendendo...quando eu te ataquei ou te magoei? O que eu fiz de tão errado pra você mudar do dia pra noite o seu comportamento comigo? – disse Hermione preocupada, tentando lembrar de todas as suas atitudes, como já tinha feito tantas vezes naquela época, procurando justificativas para as ações de Ron.
- Você beijou o Krum! – Ron disse, e mesmo agora dizer isso lhe doía, e a raiva ressurgia dentro de si...raiva dele mesmo, por ter sido tão estúpido e injusto.
Hermione ficou estática. De todas as coisas que Ron poderia ter dito, ela não esperava que esse fosse o motivo de toda a confusão causada entre eles. A surpresa estava estampada em seu rosto, tinha certeza. – Você...mas como...quem te disse isso?! – perguntou espantada.
- A Ginny – disse Ron – nós tivemos uma discussão, e ela praticamente gritou na minha cara que eu era um garotinho inexperiente, e que o Harry tinha beijado a Cho e que você tinha...tinha beijado o Krum. – disse cabisbaixo – Eu nunca me senti tão traído em toda a minha vida. Naquele momento eu senti uma raiva tão grande de você Hermione – vendo a cara de choque da garota, ele continuou – Eu sei que isso não faz sentido nenhum, e que você não tinha me traído, não de verdade, mas a dor foi inevitável...eu não pude controlar. Eu quis matar o Krum por ter tido a audácia de te beijar, pois eu sempre imaginei que eu seria o primeiro garoto a te beijar, e que quando isso acontecesse, eu seria o único também. – Ele então andou até ficar de frente com Hermione e segurou suas mãos – Eu nunca duvidei do que sinto por você. Só que me faltou coragem pra dizer tudo, e por conta disso eu acabei deixando escapar esse momento, e tantos outros. Por causa da minha teimosia e infantilidade, perdemos tanto tempo.
Ron colocou uma das mãos no rosto de Hermione, e com a outra a puxou pela cintura. A garota foi sem resistência, apesar de ainda achar que tinham muitas coisas pra acertar e que a conversa estava longe de acabar, mas não conseguiu resistir à cara desolada de Ron, e quis passar a ele que estava tudo bem, que ela entendia que a conversa era dolorosa demais, mas que era muito necessária para que eles pudessem finalmente se entender e seguir em frente. Mas Ron não a beijou, como ela esperava, apenas encostou sua testa na dela e fechou os olhos, respirando profundamente.
- A Lavender não significou nada pra mim – Ron disse com firmeza – O tempo todo que estive com ela, foi apenas pra te magoar, pra te provocar. Mas depois de um tempo, eu não estava mais apenas te machucando, mas estava me machucando também. E quando eu percebi a idiotice que estava fazendo, já era tarde demais. Você não olhava mais na minha cara e me ignorava sempre que podia, e a Lavender virou um grude só e eu não sabia o que fazer pra desfazer aquela confusão toda. Várias vezes tomei a decisão de terminar tudo com ela, sem me importar com nada, apenas pensando em fazer alguma coisa pra reconquistar a sua amizade. Mas sempre desistia quando a hora chegava, me odiando por não conseguir colocar um fim naquele pesadelo que eu mesmo tinha criado. E assim o tempo foi passando, e eu vi a minha esperança de um dia voltar a falar com você cada vez mais distante... – Parou de falar ao sentir uma coisa molhada em sua mão, e ao abrir os olhos, viu que Hermione estava chorando.
- Hermione...o que foi?! – perguntou aflito.
(Dani)
Ela não conseguia mais se conter. As lembranças voltavam dolorosas à sua mente, enquanto as lágrimas escorriam pela sua face,levando todo o sentimento horrível que guardara dentro de si por tanto tempo.
- Todo aquele tempo... eu... eu pensava que todos os meus sonhos tinham sido destruídos para sempre. Foi tão de repente, me fez feridas tão profundas. Eu nunca imaginaria que toda essa confusão foi por causa do Vítor. Eu gosto dele, Ron, gosto sim - e acrescentou ao ver a cara perplexa de Ron - mas apenas como amigo. Não é como o que sinto por você.
Ao ouvir isso ele pareceu se descontrair um pouco, suas feições desanuviando aos poucos.
- Mas ele não parecia gostar de você apenas desse jeito.
- Bom, é... talvez - a voz de Hermione transparecia cansaço.
A ansiosidade voltou a estampar o rosto de Ron. E, com um suspiro final, colocou sua dúvida mais profunda em palavras. Saberia a verdade de uma vez por todas.
- Então, afinal, você beijou ou não o Krum?
(Betynha)
Hermione ficou um minuto calada, refletindo sobre a resposta que daria. Não que ela não quisesse dizer o que havia acontecido, mas é que não era fácil encarar velhas histórias, marcas que ela sabia que não se apagariam com tanta facilidade, mas que pelo menos deveriam ser tratadas para que Ron jamais desconfiasse dela novamente:
- Sim e não. - Ron olhou para ela, confuso.
- Como sim e não? Ou sim ou não, Hermione! - ele replicou em um tom exasperado, mas logo se desculpou. - Droga! Desculpe, eu me excedi e você ainda nem se explicou. Desculpe, por favor!
- Tudo bem, Ron. A minha resposta não foi a melhor, quero dizer, ela foi totalmente ambígua, mas eu pretendo esclarecer se você estiver disposto a ouvir.
Eles se olharam por uma fração de segundo, e Ron segurou as mãos de Hermione entre as suas e falou:
- Certo, prometo que vou te ouvir e não vou te interromper de novo. - ela sorriu.
- Você me perguntou se eu beijei o Vitor e eu respondi que sim e não. Bom, deixe-me explicar direito: sim, eu o beijei. Foi mais por curiosidade do que por eu estar sentindo algo por ele e confesso que não foi uma coisa muito inteligente da minha parte. - Ron apenas franziu o cenho. - E eu também disse que não, e eu realmente não o beijei porque não era quem eu queria beijar e nem o que eu queria fazer. Acho que você vai entender se eu te dizer que o que me motivou foi o seu pedido de última hora. Eu jamais me senti tão excluída e esquecida como naquele momento, mesmo você dizendo que eu era uma garota. - ela virou de costas e colocou as mãos no bolso do casaco que usava.
Ron permaneceu em silêncio porque simplesmente não sabia se deveria ou não interromper, mesmo sabendo que havia prometido não dizer nada. Tomar consciência de que ele havia sido o culpado por Hermione ter beijado Vitor Krum teve um efeito devastador no ruivo. Culpa minha, sempre minha!
Ela estava a uma pequena distância, que ele venceu com rapidez. Abraçou-a, mas permaneceu em silêncio, esperando por ela:
- Eu queria não ter ido, eu queria ter desistido daquele baile, mas o meu orgulho foi muito mais forte e me fez ter coragem de encarar a escola inteira, mesmo que por dentro eu estivesse em frangalhos. Aquela alegria que você viu era tão falsa quanto a indiferença que eu tentei passar quando você começou a agir feito um louco quando eu saí da pista com o Vitor. Depois, com aquela discussão no salão comunal, a sensação que eu tinha de que não deveria ter ido só aumentou, e quando eu vi que você não havia entendido quando eu te falei sobre ser um último recurso, eu quis ter um vira-tempo nas mãos e não aceitar o convite do Vitor. Aquela foi uma das noites mais difíceis pra mim. Eu tive certeza que você jamais me veria além da amiga. E aquela constatação doeu e eu chorei a noite inteira, Ron...
E o coração de Ron partiu-se. Ele não tinha percebido como fora cruel com ela, mas ela não sabia que vê-la com Krum havia sido doloroso para ele também. Então, ele percebeu que aquela conversa se extenderia por um bom tempo, mas naquele instante ele só queria poder abraçá-la e assegurar a ela que ele jamais a faria sofrer de novo.
Porque o sofrimento dela, também era o dele. A alegria dela, também era a dele. E Ron não queria que ela sofresse, nem que chorasse, mas de alguma forma ele sabia que não haveria saída para que ele e Hermione encontrassem um caminho em comum, uma estrada em que eles caminhassem juntos e sempre. Por isso, quando ele sentiu que ela havia relaxado um pouco, ele começou:
- Você não foi a única pessoa a ter um sono perturbado naquela noite.
(Thaci)
Hermione tentou se soltar e encarar Ron, mas ele não permitiu, apertando ainda mais os braços em volta da cintura da garota. – Como assim Ron?! – ela estava surpresa com a confissão dele, e percebeu que essa reação estava se tornando quase natural nos últimos vinte minutos. E eu tenho a leve impressão de não foi a última vez enquanto estivermos tendo essa conversa – pensou.
- Foi exatamente isso que você entendeu. Aquela noite foi uma das mais longas da minha vida. Eu não conseguia parar de pensar no desastre que tinha sido aquele baile. E a minha reação ao te ver dançando e se divertindo a noite inteira ao lado do Krum, somada à nossa briga no salão comunal me deixaram totalmente confuso, e eu simplesmente não consegui dormir. A partir daquele baile eu comecei a travar um briga enorme entre os meus sentimentos em relação à você. E eu nem sabia que era somente o começo. – disse Ron de forma descontraída, tentando dissipar um pouco a tensão que aquela conversa estava causando.
- Uma briga entre seus sentimentos? - Dessa vez Hermione conseguiu ficar de frente com Ron, mas ele não a liberou do abraço.
- Uhm. Eu sempre soube que o que sentia por você não era o que geralmente se sente pela melhor amiga. Mas sempre consegui me enganar, dizendo que não era nada e que eu estava confundindo as coisas. Até te ver no Baile de Inverno, com outro garoto. A partir daquele momento eu não consegui mais fingir que o que sentia não era nada, ou que era uma coisa passageira. Você estava deslumbrante Hermione. – nesse momento, um rubor involuntário apareceu na face de Hermione, e ela abaixou um pouco a cabeça. Segurando o queixo dela, Ron fez com que ela o encarasse. – É verdade, você estava linda. E ao ver a cara do Krum, eu senti uma coisa tão forte, que só depois da nossa briga é que eu fui entender o que era. Eu estava com ciúmes, e muito por sinal. – disse com um leve sorriso.
Ficaram se olhando por alguns instantes, e Hermione abriu e fechou a boca algumas vezes, até que uma expressão decidida tomou conta de seu rosto e ela ficou apenas olhando para Ron. Ao ver a cara divertida do ruivo, resolveu se explicar. – Eu ia dizer uma coisa, mas acho melhor esperar até que você termine de se explicar. Você ainda não terminou, não é mesmo?
Ron sorriu abertamente e, não conseguindo se conter, deu um breve beijo na morena. – Não, ainda não terminei. Mas tem certeza de que você não quer fazer seu comentário agora? – perguntou.
Hermione apenas confirmou com a cabeça e lhe lançou um olhar que dizia claramente 'Eu sei o que você está tentando fazer, e não vai funcionar'. Ron então continuou...
(Juh)
"Hermione não entendeu onde Rony queria chegar.
- Como assim?
- Quando vi você com o Krum... não queria aceitar. Pra mim, queria que você continuasse no quarto chorando. Egoismo meu. Eu sei. - falou antes que Hermione pudesse esboçar uma reação. - Quando vi você naquele baile, eu vi o quanto estava linda, se divertindo e eu, um panaca que xingava Vitor até não poder mais. Eu não aguentei, magoei você naquela noite. Me desculpe.
Hermione deu uma risadinha sem-graça.
- Rony, eu confesso que fui ao Baile para provar, principalmente a você que os garotos podiam me convidar. Provar que eu poderia me divertir. Você pensou que não existia vida, para mim, fora dos livros? Sim, Rony, eu sei que existe. Posso ser CDF, caxias, o que for. Mas sou um ser humano, Rony. Tenho direito algum tempo para mim, não acha?
Rony nunca se sentira tão sem-graça na vida como sentia naquele momento. Até o Baile, ele não via Hermione além de uma CdF que vivia mergulhada em livros (ou pelo menos queria vê-la assim, sempre).
- Você se divertiu no Baile. Isso foi o importante. Eu estraguei tudo, não foi?
Hermione deu de ombros.
- Talvez... se você tivesse me convidado... não como uma segunda opção. O Baile seria diferente. - Piscou.
Rony olhou-a, espantado. Ela tinha razão, seria muito diferente."
(Betynha)
- É, talvez, mas que pra mim foi mais fácil e mais cômodo fingir que nada havia acontecido. Isso porque, mesmo admitindo que eu estava louco de ciúmes, eu não queria me render, não tão cedo. E depois daquele baile idiota, eu tentei com todas as minhas forças manter o conflito que eu estava vivendo para mim e apenas para mim. Não sei se consegui ser bem-sucedido, mas de qualquer forma, eu fiquei na minha o resto do ano. - ele respirou fundo e esperou que ela dissesse algo.
Hermione ficou em silêncio por alguns segundos. Parecia considerar o que e como dizer e Ron, para não perder o costume, começou a ficar nervoso com a demora dela.
- É, digamos que você foi muito bem-sucedido, mas nem tanto; especialmente porque seu showzinho quando o Viktor estava se despedindo de mim foi antológico. Mas veja bem, eu sempre disse a você que nós éramos, e continuamos sendo, amigos e só. Nada além disso, apesar de tê-lo beijado, não foi um beijo de verdade. Até porque minha mãe sempre disse que eu saberia a diferença entre um beijo e o beijo. - ela o olhava atentamente, uma expressão de ternura cobria seu rosto e Ron, pela primeira vez em muito tempo, se sentia o centro da atenção de Hermione. - E eu garanto que eu não trocaria um Ronald por mil Viktors.
Bom, existem coisas que você não pode falar para um garoto que há tempos demonstra que gosta de você e uma delas é: eu não te troco por mil fulanos. Pois é, Hermione não conseguia entender como conseguiu ficar de pé e pensar com clareza porque Ron tratou de lhe tirar o fôlego com um beijo que ela entitularia, mais tarde, como um digno de ser O beijo.
Mas a verdade é que estarem juntos era uma condição tão nova e tão desconhecida que chegava a assustá-los quando percebiam como era... bom. E algumas vezes, Ron e Hermione se perguntavam o porquê de tanta demora para ficarem juntos, contudo o que sempre valeu para ambos foram todas as incontáveis vezes em que se apoiaram um no outro para não deixarem Harry sucumbir às dificuldades que encontrava pelo caminho. E sempre que pensava nisso, Hermione não conseguia deixar de se lembrar de uma coisa:
- Ron? - ela perguntou sem saber se queria que ele a soltasse. Era bom demais estar com ele e ela queria aproveitar ao máximo antes de voltar para Hogwarts.
- Hum?
- Eu... eu posso te perguntar uma coisa?
- Até duas! Respondo o que você quiser.
- É verdade que você... você ficou meio descontrolado no ministério quando me viu desmaiada?
Ron congelou. Como ela sabia disso? Poucos viram, mas...
Não ia adiantar dizer que não. Ela já sabia e ele queria ser completamente franco com ela dali em diante, por isso fechou os olhos por um momento, respirou fundo e começou a falar:
(Thaci)
- Bem, eu não queria que você soubesse disso, mas já que aconteceu não adianta mentir, não é mesmo?! – Ron olhou para Hermione, se sentindo um tanto inseguro com o rumo que a conversa estava tomando – Mas é verdade sim, eu não reagi muito bem ao te ver naquele estado.
É agora, pensou Ron, respirando profundamente para tentar se acalmar. Sentiu que estava suando frio, mas sabia que não era somente por causa do nervosismo. Lembrar daquele dia no Departamento de Mistérios era uma coisa muito difícil para Ron, e até hoje ele não tinha conversado com ninguém sobre sua reação ao ver Hermione inconsciente.
- E por quê você não queria que eu ficasse sabendo, Ron? Se outra pessoa não me contasse, você nunca iria conversar comigo sobre isso? – perguntou Hermione, tentando entender melhor essa decisão de Ron.
O ruivo ficou apenas olhando pra ela, sem saber ao certo como responder. Ele sabia que a resposta talvez a deixasse chateada, ou irritada com ele, mas não adiantava fugir do assunto agora. Conhecendo Hermione como ele bem conhecia, ela não sossegaria até conseguir arrancar dele todas as informações que desejava. Por fim, resolveu ser sincero. Por mais que se sentisse desconfortável em ter que falar sobre aquele dia, esse era o objetivo de todas as revelações que estavam fazendo: serem sinceros um com o outro e assim seguirem em frente com essa nova etapa do relacionamento deles.
- Sinceramente, eu acho que não Hermione. – Ron finalmente respondeu com a voz fraca.
- E eu posso saber o porque?! – disse Hermione surpresa.
(Rafuxa)
"Realmente, é agora", pensou antes de respirar fundo e continuar:
- Tente seguir meu raciocínio. - ela levantou a sobrancelha. "Mau começo." - Eu sempre fui aquele com o qual você mais brigava, correto? Tirando o Malfoy, é claro. - ela franziu a testa - Então, ponha-se no meu lugar. Eu passei o Torneio Tribruxo todo com ciúmes seus por causa daquele búlgaro...
- Ronald, nós já conversamos sobre isso.
- Eu sei, Mione. - sorriu ternamente - Mas isso foi uma das coisas que aprendi com você. Começar do começo. - passou a mão pelos cabelos e recomeçou, olhando para baixo - Eu nunca fui muito bom em demonstrar sentimentos, como você fez questão de frisar ao comparar o meu sentimentalismo a uma colher de chá. - ela ameaçou responder mas ele sinalizou com a mão para que não o interrompesse - Então, você foi minha primeira experiência com alguém do sexo oposto que não fosse da família, o que já me fez mais tímido do que o normal. Ao longo da nossa convivência e brigas, você se tornou parte expressiva da minha vida e eu entrei em pânico por não saber como reagir.
- Mas, Ron, eu nunca te dei motivos para que se sentisse assim... - ela tentou tocar-lhe a face mas ele recuou.
- No dia em que te vi com aquele Krum, foi como se todos os dragões que Charlie cuidava tivessem caído em cima da minha cabeça. Foi naquele momento, Mione, que eu realmente percebi que o que sentia por você não era só coisa de amigo. Mas eu era muito orgulhoso para assumir isso. Ainda sou meio orgulhoso com essas coisas. No dia do Ministério, quando te vi desmaiada no canto daquele jeito, eu realmente entrei em desespero. Não sabia se estava tendo uma visão por causa dos tentáculos.Na verdade, eu queria acreditar que fosse uma ilusão porque eu estava um pouco debilitado de pensamentos racionais para poder tirá-la de lá. Mas então, quando segurei Harry pela gola da camisa para falar que Luna era um tanto quanto excêntrica, eu te vi caída no chão. - Ron baixou a vista. Seus sapatos estavam mais interessante do que Hermione o encarando séria.
- Como você sabia que era eu?
- Acho que a visão do seu corpo não seja algo que eu esqueça facilmente. - respondeu tentando afastar o frio na barriga que sentia toda vez que lembrava do Ministério. E agora ela o pergunta como sabia que era ela? - Não sei, Mione, eu simplesmente senti que era você e gritei com Harry para que te tirasse dali que eu acabaria com os Comensais. - e então, Ron levantou a vista e disse sem temer a reação dela - Por você.
- Mas por que você não me contou depois? - ela mordia o lábio inferior enquanto os olhos procuravam respostas.
- Digamos que certos passarinhos reforçaram a minha tese de que você não precisava ficar sabendo do que aconteceu. - olhou para ela sorrindo e esperando o mesmo em troca, mas Hermione o olhava ainda séria - Eu tive medo, Mione. - cruzous os braços.
- Medo? Medo de que?
- Medo de que não acreditasse em mim caso eu contasse sobre aquele dia e, mais do que tudo, medo de te perder. - e dessa vez foi ela quem tomou a iniciativa do beijo.
- Você é bobo, Ronald - disse enquanto dristibuia-lhe beijinhos na bochecha e na boca - Bobo.
- Não era bem isso que eu esperava ouvir, mas tudo bem. - ele sorria com a atitude dela - Vou tentar levar pelo lado bom.
- Bobo. - seu sorriso murchou e ela passou a encarar as mãos - Ron, posso te confessar uma coisa?
- Aproveite que estamos no ritmo das revelações e conte-me tudo. - falou divertido numa tentativa de acalmá-la - Devo me sentar antes?
- Oh, Ron! - ela agarrou-se as vestes do ruivo.
- O que houve? - acariciava os cabelos encaracolados.
- Eu tenho vergonha de dizer isso...
- Acredite, foi mais vergonhoso para mim assumir que tenho a sensibilidade de uma colher de chá. - respirou aliviado ao senti-la rir de encontro ao seu pescoço.
- Você.
- Eu? O que tem eu?
- Foi você a primeira pessoa em que pensei quando aquele Comensal me acertou. - ela o viu prender a respiração.
- Nossa, Mione, eu estou me sentindo tão importante. - um sorriso bobo estava estampado nos lábios dele.
- Sopa. - disse simplesmente. Ron abriu a boca para responder mas ela colocou o dedo para impedir-lhe - Você está a esse ponto... - fez o gesto com a mão - De evoluir para uma colher de sopa.
- Também te amo. - e então ele a olhou e pediu aos deuses para nunca esquecer a imagem dos cabelos seguindo o ritmo do vento, os lábios curvados no sorriso que o fazia encontrar algo a que se apegar quando tudo provava o contrário e, principalmente, as orbes amendoadas. Os olhos que sorriam para ele. E que esperava que o fizessem por toda a vida.
Permaneceram abraçados por um tempo indeterminado até que Ron perguntou em tom divertido.
- Mais alguma coisa que eu deva saber, futura Sra. Weasley?
(Betynha)
Pela 'boa' prática de anos sem entender direito alguns das demonstrações escandalosas de afeto um pelo outro, Hermione sequer percebeu o que Ron falou, já que estava bem mais preocupada em continuar apreciando a ainda nova condição de... namorados.
- Não sei se. Talvez haja, deixe-me ver. - Hermione realmente não queria mais falar sobre nada que reavivasse antigas dores, mas o cérebro dela costuma não obedecer quando ainda há o que ser dito.
- Me diz uma coisa, uma só.
- Digo quantas você quiser, é só me pedir. - ele respondeu, mesmo que estivesse muito mais interessado em continuar abraçado a Hermione, afinal em breve ela voltaria a Hogwarts e ele ficaria pelo menos 2 meses inteiros sem vê-la antes da primeira visita à Hogsmead.
- Alguma vez você pensou que a nossa amizade um dia fosse acabar?
Ele ficou sério. Mentiria discaradamente se dissesse que não. Na verdade, ele nunca imaginou que seriam amigos, especialmente depois do primeiro encontro no Expresso de Hogwarts.
- Se eu disser que não, eu estarei mentindo e não quero que haja mais mal-ententendidos entre nós, por isso eu quero que você entenda que o que eu vou dizer aqui não tem nada a ver com o respeito e consideração que tive por você depois daquele episódio do trasgo. Quase tudo vem antes daquele dia.
- Quase tudo?
- Calma que eu vou explicar. Só preciso que você preste atenção - ele respirou fundo e começou. - Você foi a primeira e única pessoa que conseguiu me irritar sem motivo algum. Quando você falou da sujeira no meu nariz, eu me senti absurdamente incomodado por você; mais tarde, fiquei pensando em como você se atreveu a falar comigo daquela maneira sendo que eu sequer te conhecia.
- Oh meu Deus!
- Que foi? - ele ficou assustado com a maneira que ela falou.
- É que... bem, por um segundo, eu pensei que você iria dizer... - ela engoliu em seco e ficou em silêncio.
- Dizer o que, Hermione?
- Pensei que você tivesse me chamado de... - ele sentiu muito mais que ouviu o que ela disse. - sangue-ruim
- Você deve estar ficando louca. Como é que você pensa isso de mim? Será que vomitar aquelas lesmas todas não foi prova suficiente de que eu não aceitaria que alguém te chamasse assim? Será que querer quebrar a cara pontuda do Malfoy não foi suficiente pra você acreditar que eu nunca vou deixar alguém te destratar dessa forma? - ele estava bem alterado e Hermione se arrependeu de ter duvidado dele.
- Não, não é isso! É que eu sinceramente pensei assim, especialmente porque ficamos nos bicando desde o primeiro dia e eu imaginava que você não ia querer ter uma amiga como eu.
- Hey, como assim uma amiga como você?
- Ora, sabe-tudo e viciada em livros, um pesadelo. - ele ficou vermelho-Gryffindor ao lembrar daquele dia - Aquela que sempre achou que todas as respostas do mundo estavam em um livro, mas que não demorou muito a entender que isso não era verdade, especialmente por causa do melhor amigo que ela já teve na vida.
- Eu queria muito apagar o que eu falei, mas não posso e não nego o que fiz. Só que eu também não me arrependo porque, de certa forma, foi minha língua grande demais que acabou fazendo você passar por aquele apuro com o trasgo e no fim das contas nos tornamos amigos porque você provou, acima de tudo, que não queria que a gente se desse mal. Não demorou para eu perceber que você só queria amigos. Azar de quem não te aceitou, Hermione. Ou então, sorte minha e do Harry também. Você é mais especial e importante para nós do que você possa sequer imaginar.
Lágrimas faziam os olhos de Hermione brilharem intensamente. Será que ela merecia sentir tanta felicidade? Enquanto olhava o rubor nas bochechas de Ron ceder, Hermione decidiu que era hora de parar de duvidar de tudo que estava vivendo. Se lhe foi concedida essa felicidade toda, ela ia usufruir dela inteiramente.
- Desculpa por ter duvidado de você. Desculpa por qualquer coisa. Por tudo. Foi tão difícil chegar até aqui e eu ainda fico duvidando. Eu sou tão difícil às vezes.
- Às vezes? - ele perguntou, com um leve tom divertido na voz, tentando aliviar a tensão absurda que cresceu entre eles.
- Ron! - ela tentou parecer indignada, mas era muito difícil fingir qualquer indignação enquanto o ruivo a abraçava novamente.
- Essa nossa conversa está bem ampla, você não acha?
- E como! Mas está sendo muito interessante. Então, agora quem pergunta sou eu: algo mais a dizer, Sr. Weasley?
(Paulinha)
-Não... acho que não. Nós ainda vamos ter muito tempo para longas conversas...não é? - ele olhou para ela com um olhar cheio de significação
-Vamos sim.- ela abriu um largo sorriso- E Bastante tempo.
-Agora tudo vai mudar. -disse Ron com um ar esperançoso.
-É, vamos poder aproveitar cada momento perdido e dizer tds as palavras não ditas. - falou ela olhando nos olhos dele
-E por que não... dá tds os beijos não dados?- falou ele rindo, mas já se inclinando para ela.
Hermione riu e cedeu ao beijo...
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Agora eu vou ali...mais tarde eu volto!
*sai roendo os dedos*
;**
Eu não tenho nada contra as Lauras (tá, talvez contra uma em específico...
kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
Betynha, óh aqui a fic inteira! \o\~
CAPÍTULO 1
(Juh)
"As coisas pareciam se estabilizar aos poucos. Não poderia dizer que tudo ficaria bem, o que era mentira. Pessoas queridas haviam morridos. O mundo mágico estava danificado por causa dos estragos feitos por Voldemort e seus Comensais. Não poderia colocar tudo nos eixos de maneira rápida.
As feridas estavam abertas. Os mortos, todos aqueles que lutaram contra Voldemort, estavam sendo enterrados. Não sabia o que o futuro lhe reservava. Talvez a garota ao seu lado seria o ínicio para um vida nova. Ainda não se falaram. Foi tudo tão de repente: o beijo, a guerra, Harry fingindo-se de morto, a morte de seu irmão. Tudo impedia, por agora, ele se sentar e conversar com ela...
Ele prometera não deixar passar. Esperaria que a poeira abaixasse...
- Rony, onde estamos indo? - perguntou, enquanto o ruivo a puxava pela mão. Ele não disse nada, continuaram caminhando.
Chegaram à uma orla do jardim, que ficava bem distante da Toca. Rony acreditava que ali ninguém poderia interropê-los. Seria uma conversa longa, sem enrolação...
Hermione sentou-se num galho e Rony sentou-se ao seu lado. Ele ficou quieto por alguns instantes, procurando palavras para começar...
(Betynha)
- Então, quando você vai para a Austrália? - Rony perguntou para quebrar o silêncio que havia se prolongado mais do que ele desejava.
- Em duas semanas, eu acho. Ainda tenho que ir à minha casa, afinal eu não vi o que os comensais fizeram por lá e se é que fizeram algo. - Hermione olhou para o horizonte, que ficava cada vez mais amarelado com o pôr-do-sol. Mesmo com a visão e com a consciência de que estava sozinha ao lado de Ron depois de dias, ela não conseguiu suprimir uma risada seca - Eles só não foram até lá por milagre ou desinteresse total. Não adianta eu tentar me iludir, tenho certeza que há muito o que fazer por lá antes de ir procurar meus pais.
- Bom, a gente não sabe ainda, não é? Talvez eles não tenham sido tão maus. - Ron e Hermione se olharam e caíram na risada.
Pensar que Comensais da Morte não tenham sido maus era o mesmo que imaginar Trelawney se casando com Argus Filch... inimaginável.
- Certo, se pelo menos as paredes estiverem de pé e eu possa me sentar no chão da sala sem sustos, eu já estarei satisfeita.
- É, já vai ser alguma coisa, né?
E mais uma vez o silêncio imperou entre eles. Nada anormal, mesmo depois de Hermione ter beijado Ron tão inesperadamente em Hogwarts.
Depois da batalha final, todos foram jogados num turbilhão de emoções contraditórias. Alívio, dor, esperança, revolta, ódio e amor... e eles ainda tinham um mundo para reconstruir.
Muitas responsabilidades para jovens que não tiveram a chance de serem adolescentes normais. E tudo que Hermione queria era um pouco de normalidade. Fechou os olhos, respirou o ar puro e fresco do jardim da Toca. Apreciava o momento com uma sensação de paz tão intensa que ela não percebeu quando Ron se mexeu e pigarreou e, apenas na segunda vez em que ele falou, Hermione percebeu que ele havia dito alguma coisa:
- Er... desculpe, Ron. Eu estava distraída. O que você disse? - Ele a olhou, desconfiado.
- Na verdade, eu perguntei se você pode conversar comigo agora. Há dias eu venho tentando ter essa conversa com você, mas parece que você anda mais atarefada que o Kingsley.
- Que exagero, Ron. Eu só estava ajudando seu pai com feitiços para descobrir armadilhas que ainda existam para os trouxas.
- Eu sei, mas é que eu só queria um minutinho. Se você não percebeu, eu ando bem sozinho por aqui. Só eu, mamãe, Ginny e Charlie ficamos em casa durante o dia. Às vezes eu vou pra loja com o George, mas não é sempre.
- Se sentindo sozinho mesmo co msua mãe e dois irmãos ao seu lado? - ela estranhou o que ele dissera.
- Pois é, sozinho. Eu gosto da companhia deles, mas se você não percebeu, eu gosto muito mais da sua.
Hermione corou, vermelho Gryffindor pra ser mais exata, e fixou o olhar no horizonte. Ele havia mudado, disso ela não tinha dúvidas, mas ela ainda não havia experimentado a capacidade dele de deixá-la completamente sem graça.
- Er... então... digo... hum... o que você quer conversar comigo?
- Muitas coisas. Muitas mesmo, não sei a que horas vamos terminar, mas eu não pretendo sair daqui enquanto não esclarecermos algumas coisas.
Hermione arregalou os olhos, engoliu em seco e se preparou. Aquela conversa, ela sentia isso, prometia. Contudo, sem saber explicar bem o porquê, ela sabia que não seria uma conversa que terminaria em discussão. "Tomara que eu esteja certa." E depois de pensar assim, ela olhou Ron nos olhos e perguntou:
- Certo, Ron, o que é tão importante que não pode esperar até amanhã?
De repente, o ruivo ficou bastante nervoso e em silêncio enquanto tentava descobrir um jeito de falar o que queria, mas não viu saída a não ser o mais direto possível:
- Bom, eu queria saber se... se... er...
- Se o que, Ron?
E agora, como ele iria falar?
(Juh)
--- se você me beijou por impulso ou... - agora o rosto dele estava púrpura. - Se realmente gosta de mim. Pronto, falei!
Hermione olhava-o boquiaberta. Nunca esperara essa reação do Rony. Gostar dele? Impulso? Para ela, ele iria esquecer o beijo, fingir que nada aconteceu e continuaria a implicar com ela. Mas não. Ele superou suas expectativas.
- Hermione... - Rony logo se arrependeu do que falara. Sua vontade era de enfiar a cabeça na penseira, de tanta vergonha. Assuntos como aquele não eram de seu feitio.
- Rony... - Hermione fez com que o ruivo a encarasse. - Eu não beijei você por impulso. Eu beijei você porque... - com uma coragem que não sabia de onde vinha, Hermione respondeu: - Porque eu gosto de você...
(Betynha)
Ele não sabia o que dizer, na verdade, não sabia o que pensar. Não esperava que ela respondesse tão... francamente. E sua expressão (cômica, para dizer o mínimo) era a mais estranha que Hermione já vira em toda sua vida, e o silêncio que se seguiu às palavras dela só fez com que Hermione se sentisse pior. Óbvio que ouvir que ele gostava dela havia sido incrível, mas ele era tão inconstante que ela não sabia o que fazer, nem o que pensar. Por isso, sem demora, ela começou a sentir um vermelhidão (muito semelhante ao vermelho Gryffindor) cobrir seu pescoço e subir pelas bochechas, um rubor que ela não conseguia controlar.
- Ron...
- Mione...
Eles falaram juntos e, surpreendidos, riram timidamente. A coincidência fez a estranha sensação que os rodeava se dissipar e ser substituida prontamente por uma leve expectativa.
- Pode falar, afinal, damas primeiro, Milady. - ele fez uma pequena reverência. Hermione percebeu que essas atitudes tão... charmosas deixam seu Ron cada vez mais encantador.
- Obrigada, Milorde. - fazendo uma reverência em resposta, Hermione olhou o ruivo nos olhos e se aproximou. Reuniu toda sua coragem e fez uma anotação mental para não esquecer de nunca dizer a ele que aquela era a faceta favorita dela. O cavalheiro. - Acho que deveríamos nos sentar, acho que essa conversa vai levar um bom tempo, afinal temos de passar várias coisas a limpo, e já que você quer, não vejo a hora de podermos esclarecer todas as confusões em que nos metemos nos últimos tempos.
Ele sorriu e pegou a mão dela e seguiu em direção a um conjunto de Salgueiros que ficava no limite da propriedade. Àquela época do ano, Ottery St. Catchpole tinha, sem sombra de dúvidas, o pôr-do-sol mais deslumbrante da Inglaterra e Ron queria que Hermione desfrutasse daquele lugar em que ele havia passado tanto tempo durante os dias em que Harry e Hermione ainda não estavam na Toca.
Sentaram-se um ao lado do outro e com uma tranquilidade que ele não sentia havia tempos, Ron começou a falar:
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(Thaci)
- Então...são tantas coisas pra resolver e explicar, que fica até difícil decidir qual escolher primeiro.
Hermione deu um pequeno sorriso e colocou uma das mãos no joelho de Ron. - É, eu entendo perfeitamente. Mas antes eu queria deixar uma coisa bem clara. - Respirou fundo e, olhando no fundo dos olhos de Ron, continuou - Aquele beijo, não foi uma coisa de momento. Tudo bem, por estarmos em guerra e por não saber se eu teria outra oportunidade ou não, posso ter me empolgado com tudo e agarrado o que eu achava ser uma última esperança. Não podíamos saber o que iria acontecer, e estava tudo o maior caos, e ainda tínhamos que destruir duas horcruxes...
Vendo a cara confusa e ansiosa de Ron, resolveu ir direto ao ponto - Enfim, o que eu estou tentando dizer é que o beijo pode ter acontecido não na hora mais apropriada, mas não foi uma coisa impulsiva. Eu desejei aquele beijo por tanto tempo, que acho que aquela hora na Sala Precisa foi o meu limite, eu não podia mais esperar para demonstrar tudo o que sinto por você. E perdi até as contas de quantas vezes tive vontade de largar tudo e simplesmente admitir o quanto você é importante pra mim, e o quanto eu gosto de você, mas sabia que ainda não era o momento, que tinha que deixar esses pensamentos e sentimentos guardados pra quando tudo finalmente pudesse ser esclarecido. Mas conforme a guerra foi avançando, e os perigos aumentando, eu fiquei mais angustiada e com medo de que esse nosso momento pudesse não chegar nunca. Acho que foi esse medo de não poder vivenciar o que eu mais desejei, o que eu mais esperei, que me fez agir daquela forma e te beijar sem ligar que estávamos no meio de uma guerra e sem me importar que estávamos à beira de encontrar o diadema. Então eu quero que você entenda que aquele beijo não foi uma coisa só de momento, mas foi o desejo mais profundo do meu coração, que era um dia poder te mostrar o quanto você significa pra mim.
Terminou de dizer tudo aquilo e, mais uma vez, respirou profundamente, tentando acalmar um pouco seu coração que mais parecia estar tentando sair por sua boca. Suas mãos, agora apoiadas rigidamente em suas próprias pernas, estavam geladas. Hermione não conseguia encarar Ron, permanecendo com a cabeça abaixada, esperando que ele dissesse algo e acabasse de vez com a agonia que ela estava sentindo. Agora que tinha falado tudo o que queria, pelo menos naquele primeiro momento, começou a questionar se não acabara falando mais do que devia. Seria muito cedo pra revelar tantas coisas assim? E por que Ron não falava alguma coisa, qualquer coisa? Criou coragem e olhou para o lado, encontrando aqueles olhos azuis que tanto amava fixados nela, e uma expressão quase indecifrável no rosto do ruivo.
Céus, ele está tentando me torturar com essa demora toda?! Por que não diz nada? Será que ele não estava preparado pra escutar tudo aquilo, será que eu devia ter esperado outras questões serem resolvidas para, então, começar a falar o que sinto...
Mas as infinitas perguntas de Hermione se calaram assim que ela escutou a voz de Ron, que soava um pouco fraca, não ajudando muito sua angustia e nervosismo, mas pelo menos ela iria saber o que ele estava pensando de tudo aquilo.
(Paulinha)
- Hermione...eu...gosto de você... de verdade.
Hermione o olhou encantada e como se jamais o tivesse visto antes, mas ele continuou:
- Eu sinto muito, você me desculpa?
- Desculpar por quê? - perguntou Hermione assustada
- Por ter ido embora naquele dia, na floresta.- disse ele encarando os pés
- Ahhh Ron... - começou ela
- Eu não queria ter deixado você. Eu fui um idiota.- terminou ele, agora olhando para ela
- Não você nunca foi! Você sempre foi o Ron... o Ron que eu gosto.- disse ela parecendo ofegante
O sol agora ia se pondo e pintava a terra de vermelho, mas Ron parecia mais vermelho ainda e por fim disse:
- As vezes é dificil acreditar que a gente passou por tudo isso, guerras, mortes, para poder se entender.
-É, mas quem mandou termos nos tornado amigos do Menino que sobreviveu? - disse ela com ar risonho.
-É verdade tudo culpa do Harry! -disse ele entre risos - De tanto morar em florestas, meu prato favorito até virou aqueles seus deliciosos cogumelos silvestres.
-Hahaha, muito engraçado. Eu não cozinho tão mal assim.- falou ela abrindo um largo sorriso
- Ah claro, você como cozinheira é uma ótima aluna.
Os dois riram deliciosamente, Hermione sentia-se suficientemente a vontade para fazer piadas, só ele a deixava assim. Depois de tanto rirem ela finalmente voltou a falar:
- Esse lugar é realmente bonito! - disse ela olhando em volta
- É eu sempre vinha aqui, queria que você conhecesse e ...
- Ron?
- Sim? - ele virou para ela olhando em seus olhos
- Eu sempre sonhei com esse momento sabe? Nós dois nos divertindo sem nos importar com o amanhã. Só queria saber porque demorou tanto...
- Talvez o momento certo ainda não tivesse chegado. - disse ele pegando em sua mão - Pode ter demorado...mas o que importa é que agora estamos aqui, não é?
Ela concordou com a cabeça.
- Hermione, naquela batalha cada segundo eu temia por você, temia por talvez nunca mais poder voltar a vê-la.
Eles ficaram em silencio, e enquanto isso o vento brincou com os cabelos dela. Eles então se aproximaram
(Betynha)
E Ron abraçou Hermione com força, levantando-a do chão e rodipiando. Sorrindo e sentindo uma alegria inominável, Ron colocou Hermione no chão e voltou a encará-la. Olharam-se por alguns segundos, que pareceram uma eternidade tamanha a intensidade do olhar de ambos. Como sempre, eles conseguiam se entender assim, com um olhar. E quando Ron acariciou o lábio de Hermione, a morena fechou os olhos e desfrutou da sensação estranhamente lânguida que tomava conta de seu corpo quando estava perto dele; havia borboletas no estômago de Hermione e Ron, de repente, percebeu-se surdo. O mundo havia se reduzido a apenas eles. Nada e ninguém mais importava. Então, Ron beijou Hermione delicadamente, cuidadoso de explorar todo sabor dela.
E Hermione esqueceu-se de que havia um mundo inteiro os rodeando para dedicar-se a uma de suas atividades favoritas (ainda que fosse recente) e perder-se mais nos braços de Ron, sentir o calor do corpo dele, os arrepios que ele provocava toda vez que acariciava sua língua até que...
- Espera! - ela se soltou dele e olhou para Ron, que estava com uma expressão confusa.
- Hermione, o que foi? - ele resmungou e a abraçou de novo e tentou voltar a beijá-la, mas ela precisava saber várias coisas e não havia momento melhor que esse para que eles começarem a colocar os pingos nos is.
- Por que você ficou com a Lavender? - a pergunta pegou o ruivo de surpresa, tanto que ele a soltou e virou de costas.
Por que ela perguntou aquilo? Ele não queria voltar a relembrar coisas que o incomodavam tanto.
- Por que você quer saber?
- Porque eu preciso entender o porquê de você, de repente, ter começado a me tratar tão estranhamente e do nada agarrar a Lavender daquele jeito, no meio do salão comunal e depois me tratar como se eu não significasse nada pra você.
Ron ficou vermelho. Envergonhado pelos motivos que o levaram a tomar uma atitude tão estúpida e injusta. E ao lembrar que tentando machucá-la, ele havia se machucado mais ainda, Ron decidiu ser franco e deixar o caminho do relacionamento deles limpo, pronto para um futuro que ele tinha certeza, seria promissor.
CAPÍTULO 2
(Thaci)
- Eu fui um idiota. – Ron disse fracamente, ainda de costas para Hermione, pois não sabia se teria coragem suficiente para ter essa conversa olhando nos olhos dela. – Quis te machucar por uma coisa que tinha acontecido há tanto tempo, mas que pra mim foi um baque do mesmo jeito. Eu suspeitava, é claro, mas sempre tive uma ponta de esperança de que tudo não passasse de delírios da minha cabeça. Eu sei que fui extremamente injusto com você Hermione, e sinto muito mesmo – agora ele virou e a encarou, procurando demonstrar toda a sinceridade de suas palavras com o olhar – Mas o ciúme que se apossou de mim naquele momento foi maior do que a razão, e eu não consegui pensar direito, e a única forma que eu encontrei para tentar aliviar a minha dor foi te atacar do mesmo modo que você tinha me atacado, te machucar o tanto que você me machucou...
- Ron, eu ainda não estou entendendo...quando eu te ataquei ou te magoei? O que eu fiz de tão errado pra você mudar do dia pra noite o seu comportamento comigo? – disse Hermione preocupada, tentando lembrar de todas as suas atitudes, como já tinha feito tantas vezes naquela época, procurando justificativas para as ações de Ron.
- Você beijou o Krum! – Ron disse, e mesmo agora dizer isso lhe doía, e a raiva ressurgia dentro de si...raiva dele mesmo, por ter sido tão estúpido e injusto.
Hermione ficou estática. De todas as coisas que Ron poderia ter dito, ela não esperava que esse fosse o motivo de toda a confusão causada entre eles. A surpresa estava estampada em seu rosto, tinha certeza. – Você...mas como...quem te disse isso?! – perguntou espantada.
- A Ginny – disse Ron – nós tivemos uma discussão, e ela praticamente gritou na minha cara que eu era um garotinho inexperiente, e que o Harry tinha beijado a Cho e que você tinha...tinha beijado o Krum. – disse cabisbaixo – Eu nunca me senti tão traído em toda a minha vida. Naquele momento eu senti uma raiva tão grande de você Hermione – vendo a cara de choque da garota, ele continuou – Eu sei que isso não faz sentido nenhum, e que você não tinha me traído, não de verdade, mas a dor foi inevitável...eu não pude controlar. Eu quis matar o Krum por ter tido a audácia de te beijar, pois eu sempre imaginei que eu seria o primeiro garoto a te beijar, e que quando isso acontecesse, eu seria o único também. – Ele então andou até ficar de frente com Hermione e segurou suas mãos – Eu nunca duvidei do que sinto por você. Só que me faltou coragem pra dizer tudo, e por conta disso eu acabei deixando escapar esse momento, e tantos outros. Por causa da minha teimosia e infantilidade, perdemos tanto tempo.
Ron colocou uma das mãos no rosto de Hermione, e com a outra a puxou pela cintura. A garota foi sem resistência, apesar de ainda achar que tinham muitas coisas pra acertar e que a conversa estava longe de acabar, mas não conseguiu resistir à cara desolada de Ron, e quis passar a ele que estava tudo bem, que ela entendia que a conversa era dolorosa demais, mas que era muito necessária para que eles pudessem finalmente se entender e seguir em frente. Mas Ron não a beijou, como ela esperava, apenas encostou sua testa na dela e fechou os olhos, respirando profundamente.
- A Lavender não significou nada pra mim – Ron disse com firmeza – O tempo todo que estive com ela, foi apenas pra te magoar, pra te provocar. Mas depois de um tempo, eu não estava mais apenas te machucando, mas estava me machucando também. E quando eu percebi a idiotice que estava fazendo, já era tarde demais. Você não olhava mais na minha cara e me ignorava sempre que podia, e a Lavender virou um grude só e eu não sabia o que fazer pra desfazer aquela confusão toda. Várias vezes tomei a decisão de terminar tudo com ela, sem me importar com nada, apenas pensando em fazer alguma coisa pra reconquistar a sua amizade. Mas sempre desistia quando a hora chegava, me odiando por não conseguir colocar um fim naquele pesadelo que eu mesmo tinha criado. E assim o tempo foi passando, e eu vi a minha esperança de um dia voltar a falar com você cada vez mais distante... – Parou de falar ao sentir uma coisa molhada em sua mão, e ao abrir os olhos, viu que Hermione estava chorando.
- Hermione...o que foi?! – perguntou aflito.
(Dani)
Ela não conseguia mais se conter. As lembranças voltavam dolorosas à sua mente, enquanto as lágrimas escorriam pela sua face,levando todo o sentimento horrível que guardara dentro de si por tanto tempo.
- Todo aquele tempo... eu... eu pensava que todos os meus sonhos tinham sido destruídos para sempre. Foi tão de repente, me fez feridas tão profundas. Eu nunca imaginaria que toda essa confusão foi por causa do Vítor. Eu gosto dele, Ron, gosto sim - e acrescentou ao ver a cara perplexa de Ron - mas apenas como amigo. Não é como o que sinto por você.
Ao ouvir isso ele pareceu se descontrair um pouco, suas feições desanuviando aos poucos.
- Mas ele não parecia gostar de você apenas desse jeito.
- Bom, é... talvez - a voz de Hermione transparecia cansaço.
A ansiosidade voltou a estampar o rosto de Ron. E, com um suspiro final, colocou sua dúvida mais profunda em palavras. Saberia a verdade de uma vez por todas.
- Então, afinal, você beijou ou não o Krum?
(Betynha)
Hermione ficou um minuto calada, refletindo sobre a resposta que daria. Não que ela não quisesse dizer o que havia acontecido, mas é que não era fácil encarar velhas histórias, marcas que ela sabia que não se apagariam com tanta facilidade, mas que pelo menos deveriam ser tratadas para que Ron jamais desconfiasse dela novamente:
- Sim e não. - Ron olhou para ela, confuso.
- Como sim e não? Ou sim ou não, Hermione! - ele replicou em um tom exasperado, mas logo se desculpou. - Droga! Desculpe, eu me excedi e você ainda nem se explicou. Desculpe, por favor!
- Tudo bem, Ron. A minha resposta não foi a melhor, quero dizer, ela foi totalmente ambígua, mas eu pretendo esclarecer se você estiver disposto a ouvir.
Eles se olharam por uma fração de segundo, e Ron segurou as mãos de Hermione entre as suas e falou:
- Certo, prometo que vou te ouvir e não vou te interromper de novo. - ela sorriu.
- Você me perguntou se eu beijei o Vitor e eu respondi que sim e não. Bom, deixe-me explicar direito: sim, eu o beijei. Foi mais por curiosidade do que por eu estar sentindo algo por ele e confesso que não foi uma coisa muito inteligente da minha parte. - Ron apenas franziu o cenho. - E eu também disse que não, e eu realmente não o beijei porque não era quem eu queria beijar e nem o que eu queria fazer. Acho que você vai entender se eu te dizer que o que me motivou foi o seu pedido de última hora. Eu jamais me senti tão excluída e esquecida como naquele momento, mesmo você dizendo que eu era uma garota. - ela virou de costas e colocou as mãos no bolso do casaco que usava.
Ron permaneceu em silêncio porque simplesmente não sabia se deveria ou não interromper, mesmo sabendo que havia prometido não dizer nada. Tomar consciência de que ele havia sido o culpado por Hermione ter beijado Vitor Krum teve um efeito devastador no ruivo. Culpa minha, sempre minha!
Ela estava a uma pequena distância, que ele venceu com rapidez. Abraçou-a, mas permaneceu em silêncio, esperando por ela:
- Eu queria não ter ido, eu queria ter desistido daquele baile, mas o meu orgulho foi muito mais forte e me fez ter coragem de encarar a escola inteira, mesmo que por dentro eu estivesse em frangalhos. Aquela alegria que você viu era tão falsa quanto a indiferença que eu tentei passar quando você começou a agir feito um louco quando eu saí da pista com o Vitor. Depois, com aquela discussão no salão comunal, a sensação que eu tinha de que não deveria ter ido só aumentou, e quando eu vi que você não havia entendido quando eu te falei sobre ser um último recurso, eu quis ter um vira-tempo nas mãos e não aceitar o convite do Vitor. Aquela foi uma das noites mais difíceis pra mim. Eu tive certeza que você jamais me veria além da amiga. E aquela constatação doeu e eu chorei a noite inteira, Ron...
E o coração de Ron partiu-se. Ele não tinha percebido como fora cruel com ela, mas ela não sabia que vê-la com Krum havia sido doloroso para ele também. Então, ele percebeu que aquela conversa se extenderia por um bom tempo, mas naquele instante ele só queria poder abraçá-la e assegurar a ela que ele jamais a faria sofrer de novo.
Porque o sofrimento dela, também era o dele. A alegria dela, também era a dele. E Ron não queria que ela sofresse, nem que chorasse, mas de alguma forma ele sabia que não haveria saída para que ele e Hermione encontrassem um caminho em comum, uma estrada em que eles caminhassem juntos e sempre. Por isso, quando ele sentiu que ela havia relaxado um pouco, ele começou:
- Você não foi a única pessoa a ter um sono perturbado naquela noite.
(Thaci)
Hermione tentou se soltar e encarar Ron, mas ele não permitiu, apertando ainda mais os braços em volta da cintura da garota. – Como assim Ron?! – ela estava surpresa com a confissão dele, e percebeu que essa reação estava se tornando quase natural nos últimos vinte minutos. E eu tenho a leve impressão de não foi a última vez enquanto estivermos tendo essa conversa – pensou.
- Foi exatamente isso que você entendeu. Aquela noite foi uma das mais longas da minha vida. Eu não conseguia parar de pensar no desastre que tinha sido aquele baile. E a minha reação ao te ver dançando e se divertindo a noite inteira ao lado do Krum, somada à nossa briga no salão comunal me deixaram totalmente confuso, e eu simplesmente não consegui dormir. A partir daquele baile eu comecei a travar um briga enorme entre os meus sentimentos em relação à você. E eu nem sabia que era somente o começo. – disse Ron de forma descontraída, tentando dissipar um pouco a tensão que aquela conversa estava causando.
- Uma briga entre seus sentimentos? - Dessa vez Hermione conseguiu ficar de frente com Ron, mas ele não a liberou do abraço.
- Uhm. Eu sempre soube que o que sentia por você não era o que geralmente se sente pela melhor amiga. Mas sempre consegui me enganar, dizendo que não era nada e que eu estava confundindo as coisas. Até te ver no Baile de Inverno, com outro garoto. A partir daquele momento eu não consegui mais fingir que o que sentia não era nada, ou que era uma coisa passageira. Você estava deslumbrante Hermione. – nesse momento, um rubor involuntário apareceu na face de Hermione, e ela abaixou um pouco a cabeça. Segurando o queixo dela, Ron fez com que ela o encarasse. – É verdade, você estava linda. E ao ver a cara do Krum, eu senti uma coisa tão forte, que só depois da nossa briga é que eu fui entender o que era. Eu estava com ciúmes, e muito por sinal. – disse com um leve sorriso.
Ficaram se olhando por alguns instantes, e Hermione abriu e fechou a boca algumas vezes, até que uma expressão decidida tomou conta de seu rosto e ela ficou apenas olhando para Ron. Ao ver a cara divertida do ruivo, resolveu se explicar. – Eu ia dizer uma coisa, mas acho melhor esperar até que você termine de se explicar. Você ainda não terminou, não é mesmo?
Ron sorriu abertamente e, não conseguindo se conter, deu um breve beijo na morena. – Não, ainda não terminei. Mas tem certeza de que você não quer fazer seu comentário agora? – perguntou.
Hermione apenas confirmou com a cabeça e lhe lançou um olhar que dizia claramente 'Eu sei o que você está tentando fazer, e não vai funcionar'. Ron então continuou...
(Juh)
"Hermione não entendeu onde Rony queria chegar.
- Como assim?
- Quando vi você com o Krum... não queria aceitar. Pra mim, queria que você continuasse no quarto chorando. Egoismo meu. Eu sei. - falou antes que Hermione pudesse esboçar uma reação. - Quando vi você naquele baile, eu vi o quanto estava linda, se divertindo e eu, um panaca que xingava Vitor até não poder mais. Eu não aguentei, magoei você naquela noite. Me desculpe.
Hermione deu uma risadinha sem-graça.
- Rony, eu confesso que fui ao Baile para provar, principalmente a você que os garotos podiam me convidar. Provar que eu poderia me divertir. Você pensou que não existia vida, para mim, fora dos livros? Sim, Rony, eu sei que existe. Posso ser CDF, caxias, o que for. Mas sou um ser humano, Rony. Tenho direito algum tempo para mim, não acha?
Rony nunca se sentira tão sem-graça na vida como sentia naquele momento. Até o Baile, ele não via Hermione além de uma CdF que vivia mergulhada em livros (ou pelo menos queria vê-la assim, sempre).
- Você se divertiu no Baile. Isso foi o importante. Eu estraguei tudo, não foi?
Hermione deu de ombros.
- Talvez... se você tivesse me convidado... não como uma segunda opção. O Baile seria diferente. - Piscou.
Rony olhou-a, espantado. Ela tinha razão, seria muito diferente."
(Betynha)
- É, talvez, mas que pra mim foi mais fácil e mais cômodo fingir que nada havia acontecido. Isso porque, mesmo admitindo que eu estava louco de ciúmes, eu não queria me render, não tão cedo. E depois daquele baile idiota, eu tentei com todas as minhas forças manter o conflito que eu estava vivendo para mim e apenas para mim. Não sei se consegui ser bem-sucedido, mas de qualquer forma, eu fiquei na minha o resto do ano. - ele respirou fundo e esperou que ela dissesse algo.
Hermione ficou em silêncio por alguns segundos. Parecia considerar o que e como dizer e Ron, para não perder o costume, começou a ficar nervoso com a demora dela.
- É, digamos que você foi muito bem-sucedido, mas nem tanto; especialmente porque seu showzinho quando o Viktor estava se despedindo de mim foi antológico. Mas veja bem, eu sempre disse a você que nós éramos, e continuamos sendo, amigos e só. Nada além disso, apesar de tê-lo beijado, não foi um beijo de verdade. Até porque minha mãe sempre disse que eu saberia a diferença entre um beijo e o beijo. - ela o olhava atentamente, uma expressão de ternura cobria seu rosto e Ron, pela primeira vez em muito tempo, se sentia o centro da atenção de Hermione. - E eu garanto que eu não trocaria um Ronald por mil Viktors.
Bom, existem coisas que você não pode falar para um garoto que há tempos demonstra que gosta de você e uma delas é: eu não te troco por mil fulanos. Pois é, Hermione não conseguia entender como conseguiu ficar de pé e pensar com clareza porque Ron tratou de lhe tirar o fôlego com um beijo que ela entitularia, mais tarde, como um digno de ser O beijo.
Mas a verdade é que estarem juntos era uma condição tão nova e tão desconhecida que chegava a assustá-los quando percebiam como era... bom. E algumas vezes, Ron e Hermione se perguntavam o porquê de tanta demora para ficarem juntos, contudo o que sempre valeu para ambos foram todas as incontáveis vezes em que se apoiaram um no outro para não deixarem Harry sucumbir às dificuldades que encontrava pelo caminho. E sempre que pensava nisso, Hermione não conseguia deixar de se lembrar de uma coisa:
- Ron? - ela perguntou sem saber se queria que ele a soltasse. Era bom demais estar com ele e ela queria aproveitar ao máximo antes de voltar para Hogwarts.
- Hum?
- Eu... eu posso te perguntar uma coisa?
- Até duas! Respondo o que você quiser.
- É verdade que você... você ficou meio descontrolado no ministério quando me viu desmaiada?
Ron congelou. Como ela sabia disso? Poucos viram, mas...
Não ia adiantar dizer que não. Ela já sabia e ele queria ser completamente franco com ela dali em diante, por isso fechou os olhos por um momento, respirou fundo e começou a falar:
(Thaci)
- Bem, eu não queria que você soubesse disso, mas já que aconteceu não adianta mentir, não é mesmo?! – Ron olhou para Hermione, se sentindo um tanto inseguro com o rumo que a conversa estava tomando – Mas é verdade sim, eu não reagi muito bem ao te ver naquele estado.
É agora, pensou Ron, respirando profundamente para tentar se acalmar. Sentiu que estava suando frio, mas sabia que não era somente por causa do nervosismo. Lembrar daquele dia no Departamento de Mistérios era uma coisa muito difícil para Ron, e até hoje ele não tinha conversado com ninguém sobre sua reação ao ver Hermione inconsciente.
- E por quê você não queria que eu ficasse sabendo, Ron? Se outra pessoa não me contasse, você nunca iria conversar comigo sobre isso? – perguntou Hermione, tentando entender melhor essa decisão de Ron.
O ruivo ficou apenas olhando pra ela, sem saber ao certo como responder. Ele sabia que a resposta talvez a deixasse chateada, ou irritada com ele, mas não adiantava fugir do assunto agora. Conhecendo Hermione como ele bem conhecia, ela não sossegaria até conseguir arrancar dele todas as informações que desejava. Por fim, resolveu ser sincero. Por mais que se sentisse desconfortável em ter que falar sobre aquele dia, esse era o objetivo de todas as revelações que estavam fazendo: serem sinceros um com o outro e assim seguirem em frente com essa nova etapa do relacionamento deles.
- Sinceramente, eu acho que não Hermione. – Ron finalmente respondeu com a voz fraca.
- E eu posso saber o porque?! – disse Hermione surpresa.
(Rafuxa)
"Realmente, é agora", pensou antes de respirar fundo e continuar:
- Tente seguir meu raciocínio. - ela levantou a sobrancelha. "Mau começo." - Eu sempre fui aquele com o qual você mais brigava, correto? Tirando o Malfoy, é claro. - ela franziu a testa - Então, ponha-se no meu lugar. Eu passei o Torneio Tribruxo todo com ciúmes seus por causa daquele búlgaro...
- Ronald, nós já conversamos sobre isso.
- Eu sei, Mione. - sorriu ternamente - Mas isso foi uma das coisas que aprendi com você. Começar do começo. - passou a mão pelos cabelos e recomeçou, olhando para baixo - Eu nunca fui muito bom em demonstrar sentimentos, como você fez questão de frisar ao comparar o meu sentimentalismo a uma colher de chá. - ela ameaçou responder mas ele sinalizou com a mão para que não o interrompesse - Então, você foi minha primeira experiência com alguém do sexo oposto que não fosse da família, o que já me fez mais tímido do que o normal. Ao longo da nossa convivência e brigas, você se tornou parte expressiva da minha vida e eu entrei em pânico por não saber como reagir.
- Mas, Ron, eu nunca te dei motivos para que se sentisse assim... - ela tentou tocar-lhe a face mas ele recuou.
- No dia em que te vi com aquele Krum, foi como se todos os dragões que Charlie cuidava tivessem caído em cima da minha cabeça. Foi naquele momento, Mione, que eu realmente percebi que o que sentia por você não era só coisa de amigo. Mas eu era muito orgulhoso para assumir isso. Ainda sou meio orgulhoso com essas coisas. No dia do Ministério, quando te vi desmaiada no canto daquele jeito, eu realmente entrei em desespero. Não sabia se estava tendo uma visão por causa dos tentáculos.Na verdade, eu queria acreditar que fosse uma ilusão porque eu estava um pouco debilitado de pensamentos racionais para poder tirá-la de lá. Mas então, quando segurei Harry pela gola da camisa para falar que Luna era um tanto quanto excêntrica, eu te vi caída no chão. - Ron baixou a vista. Seus sapatos estavam mais interessante do que Hermione o encarando séria.
- Como você sabia que era eu?
- Acho que a visão do seu corpo não seja algo que eu esqueça facilmente. - respondeu tentando afastar o frio na barriga que sentia toda vez que lembrava do Ministério. E agora ela o pergunta como sabia que era ela? - Não sei, Mione, eu simplesmente senti que era você e gritei com Harry para que te tirasse dali que eu acabaria com os Comensais. - e então, Ron levantou a vista e disse sem temer a reação dela - Por você.
- Mas por que você não me contou depois? - ela mordia o lábio inferior enquanto os olhos procuravam respostas.
- Digamos que certos passarinhos reforçaram a minha tese de que você não precisava ficar sabendo do que aconteceu. - olhou para ela sorrindo e esperando o mesmo em troca, mas Hermione o olhava ainda séria - Eu tive medo, Mione. - cruzous os braços.
- Medo? Medo de que?
- Medo de que não acreditasse em mim caso eu contasse sobre aquele dia e, mais do que tudo, medo de te perder. - e dessa vez foi ela quem tomou a iniciativa do beijo.
- Você é bobo, Ronald - disse enquanto dristibuia-lhe beijinhos na bochecha e na boca - Bobo.
- Não era bem isso que eu esperava ouvir, mas tudo bem. - ele sorria com a atitude dela - Vou tentar levar pelo lado bom.
- Bobo. - seu sorriso murchou e ela passou a encarar as mãos - Ron, posso te confessar uma coisa?
- Aproveite que estamos no ritmo das revelações e conte-me tudo. - falou divertido numa tentativa de acalmá-la - Devo me sentar antes?
- Oh, Ron! - ela agarrou-se as vestes do ruivo.
- O que houve? - acariciava os cabelos encaracolados.
- Eu tenho vergonha de dizer isso...
- Acredite, foi mais vergonhoso para mim assumir que tenho a sensibilidade de uma colher de chá. - respirou aliviado ao senti-la rir de encontro ao seu pescoço.
- Você.
- Eu? O que tem eu?
- Foi você a primeira pessoa em que pensei quando aquele Comensal me acertou. - ela o viu prender a respiração.
- Nossa, Mione, eu estou me sentindo tão importante. - um sorriso bobo estava estampado nos lábios dele.
- Sopa. - disse simplesmente. Ron abriu a boca para responder mas ela colocou o dedo para impedir-lhe - Você está a esse ponto... - fez o gesto com a mão - De evoluir para uma colher de sopa.
- Também te amo. - e então ele a olhou e pediu aos deuses para nunca esquecer a imagem dos cabelos seguindo o ritmo do vento, os lábios curvados no sorriso que o fazia encontrar algo a que se apegar quando tudo provava o contrário e, principalmente, as orbes amendoadas. Os olhos que sorriam para ele. E que esperava que o fizessem por toda a vida.
Permaneceram abraçados por um tempo indeterminado até que Ron perguntou em tom divertido.
- Mais alguma coisa que eu deva saber, futura Sra. Weasley?
(Betynha)
Pela 'boa' prática de anos sem entender direito alguns das demonstrações escandalosas de afeto um pelo outro, Hermione sequer percebeu o que Ron falou, já que estava bem mais preocupada em continuar apreciando a ainda nova condição de... namorados.
- Não sei se. Talvez haja, deixe-me ver. - Hermione realmente não queria mais falar sobre nada que reavivasse antigas dores, mas o cérebro dela costuma não obedecer quando ainda há o que ser dito.
- Me diz uma coisa, uma só.
- Digo quantas você quiser, é só me pedir. - ele respondeu, mesmo que estivesse muito mais interessado em continuar abraçado a Hermione, afinal em breve ela voltaria a Hogwarts e ele ficaria pelo menos 2 meses inteiros sem vê-la antes da primeira visita à Hogsmead.
- Alguma vez você pensou que a nossa amizade um dia fosse acabar?
Ele ficou sério. Mentiria discaradamente se dissesse que não. Na verdade, ele nunca imaginou que seriam amigos, especialmente depois do primeiro encontro no Expresso de Hogwarts.
- Se eu disser que não, eu estarei mentindo e não quero que haja mais mal-ententendidos entre nós, por isso eu quero que você entenda que o que eu vou dizer aqui não tem nada a ver com o respeito e consideração que tive por você depois daquele episódio do trasgo. Quase tudo vem antes daquele dia.
- Quase tudo?
- Calma que eu vou explicar. Só preciso que você preste atenção - ele respirou fundo e começou. - Você foi a primeira e única pessoa que conseguiu me irritar sem motivo algum. Quando você falou da sujeira no meu nariz, eu me senti absurdamente incomodado por você; mais tarde, fiquei pensando em como você se atreveu a falar comigo daquela maneira sendo que eu sequer te conhecia.
- Oh meu Deus!
- Que foi? - ele ficou assustado com a maneira que ela falou.
- É que... bem, por um segundo, eu pensei que você iria dizer... - ela engoliu em seco e ficou em silêncio.
- Dizer o que, Hermione?
- Pensei que você tivesse me chamado de... - ele sentiu muito mais que ouviu o que ela disse. - sangue-ruim
- Você deve estar ficando louca. Como é que você pensa isso de mim? Será que vomitar aquelas lesmas todas não foi prova suficiente de que eu não aceitaria que alguém te chamasse assim? Será que querer quebrar a cara pontuda do Malfoy não foi suficiente pra você acreditar que eu nunca vou deixar alguém te destratar dessa forma? - ele estava bem alterado e Hermione se arrependeu de ter duvidado dele.
- Não, não é isso! É que eu sinceramente pensei assim, especialmente porque ficamos nos bicando desde o primeiro dia e eu imaginava que você não ia querer ter uma amiga como eu.
- Hey, como assim uma amiga como você?
- Ora, sabe-tudo e viciada em livros, um pesadelo. - ele ficou vermelho-Gryffindor ao lembrar daquele dia - Aquela que sempre achou que todas as respostas do mundo estavam em um livro, mas que não demorou muito a entender que isso não era verdade, especialmente por causa do melhor amigo que ela já teve na vida.
- Eu queria muito apagar o que eu falei, mas não posso e não nego o que fiz. Só que eu também não me arrependo porque, de certa forma, foi minha língua grande demais que acabou fazendo você passar por aquele apuro com o trasgo e no fim das contas nos tornamos amigos porque você provou, acima de tudo, que não queria que a gente se desse mal. Não demorou para eu perceber que você só queria amigos. Azar de quem não te aceitou, Hermione. Ou então, sorte minha e do Harry também. Você é mais especial e importante para nós do que você possa sequer imaginar.
Lágrimas faziam os olhos de Hermione brilharem intensamente. Será que ela merecia sentir tanta felicidade? Enquanto olhava o rubor nas bochechas de Ron ceder, Hermione decidiu que era hora de parar de duvidar de tudo que estava vivendo. Se lhe foi concedida essa felicidade toda, ela ia usufruir dela inteiramente.
- Desculpa por ter duvidado de você. Desculpa por qualquer coisa. Por tudo. Foi tão difícil chegar até aqui e eu ainda fico duvidando. Eu sou tão difícil às vezes.
- Às vezes? - ele perguntou, com um leve tom divertido na voz, tentando aliviar a tensão absurda que cresceu entre eles.
- Ron! - ela tentou parecer indignada, mas era muito difícil fingir qualquer indignação enquanto o ruivo a abraçava novamente.
- Essa nossa conversa está bem ampla, você não acha?
- E como! Mas está sendo muito interessante. Então, agora quem pergunta sou eu: algo mais a dizer, Sr. Weasley?
(Paulinha)
-Não... acho que não. Nós ainda vamos ter muito tempo para longas conversas...não é? - ele olhou para ela com um olhar cheio de significação
-Vamos sim.- ela abriu um largo sorriso- E Bastante tempo.
-Agora tudo vai mudar. -disse Ron com um ar esperançoso.
-É, vamos poder aproveitar cada momento perdido e dizer tds as palavras não ditas. - falou ela olhando nos olhos dele
-E por que não... dá tds os beijos não dados?- falou ele rindo, mas já se inclinando para ela.
Hermione riu e cedeu ao beijo...
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Agora eu vou ali...mais tarde eu volto!
*sai roendo os dedos*
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tinha esquecido desse cerumano...
foi mals, honey...
nada de Laura pra vc *afofa*
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Re: FAMILIA GRANGER WEASLEY (PQ NÓS NUNCA DESISTIMOS!)
Laura = nome de de uma cantora italiana, de personagem de novela... ah, de uma louca que inventou uma comu que afronta o mundo Potteriano.
Deixa pra lá...
People, sobre o filme 6: Bom, parece que essa notícia da Tonks é apenas um boato. Sim, eles não vão dar muita importância ao Carlinhos e ao Gui. Se eles não apareceram até agora, não aparecem mais. Sobre Lupin/Tonks, eu temo como esse casal será trabalhado nos filmes.
Bom, completem a fic com o meu trecho "especial:"
Por enquanto é só...
Deixa pra lá...
People, sobre o filme 6: Bom, parece que essa notícia da Tonks é apenas um boato. Sim, eles não vão dar muita importância ao Carlinhos e ao Gui. Se eles não apareceram até agora, não aparecem mais. Sobre Lupin/Tonks, eu temo como esse casal será trabalhado nos filmes.
Bom, completem a fic com o meu trecho "especial:"
Jade Weasley Potter escreveu: Era como se o mundo em sua volta parasse. Hermione estremeceu e agarrou-se mais a ele, que gemeu ao sentila tão próxima de si. Podiam ouvir o coração um do outro batendo descompassadamente. Agora, tudo estava certo. Estava juntos, finalmente, nada mais importava...
- Hermione... - Rony afastou-se, mas as bocas continuaram de roçando. - E agora?
- Agora o quê? - Hermione perguntou confusa. Estava zonza. Seus lábios pareciam dois botões e tão avermelhados que se encontraram.
- O que vamos fazer daqui para frente? Como vai ser?
Hermione pensou um pouco. Sabia o que faria, mas não queria fazer nada antes de resvolver sua situação com Rony. Ora, ela o havia agarrado e beijado, depois de tantas brigas e cíumes. Eles tinham que colocar as coisas no eixo. Agora, quando tudo parecia mais perfeito, eles tinha que decidir o futuro. Se estivessem juntos, as coisas seriam mais fáceis.
- Eu quero ser Auror, mas não posso ser se eu não voltar para a escola e... - Hermione virou-se para ele de um jeito que seu pescoço deu uma fisgada.
- Espera, deixa ver se eu entendi direito? Você, Ronald Weasley, quer voltar para escola?
Ela não aguentou e caiu na gargalhada. Rony tinha as duas orelhas pegando fogo...
Por enquanto é só...

- E se eu for para Sonserina? (...)
... - então, a Sonserina terá ganhado um excelente estudante, não é mesmo? Não faz diferença para nós, Al.
Harry Potter e as Relíquias da Morte (Pág. 589)
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Re: FAMILIA GRANGER WEASLEY (PQ NÓS NUNCA DESISTIMOS!)
Ok, por acaso é a garota que criou a comunidade: "Se os Weasley não existissem, Harry e Mione ficariam juntos"?
E ficou muito fofo o último trecho... rs
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Re: FAMILIA GRANGER WEASLEY (PQ NÓS NUNCA DESISTIMOS!)
Gabione escreveu:Ok, por acaso é a garota que criou a comunidade: "Se os Weasley não existissem, Harry e Mione ficariam juntos"?
E ficou muito fofo o último trecho... rs
Gaby, não sei se a Laura fez isso, mas se fez...
Não iria me admirar...
E será que alguém lembra o login e senha da conta lá no ff.net?
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Re: FAMILIA GRANGER WEASLEY (PQ NÓS NUNCA DESISTIMOS!)
Já ouviu falar da comunidade: Ainda bem que temos a Warner???
U_U
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Re: FAMILIA GRANGER WEASLEY (PQ NÓS NUNCA DESISTIMOS!)
kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
Não... mas já entendi.
Menina doida!
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Re: FAMILIA GRANGER WEASLEY (PQ NÓS NUNCA DESISTIMOS!)
Nossa como vcs falaram!!
tu não merece isso não.
e tão dizendo q qm vai salvar o Harry do trem é a Luna.
dixa eu ir!
ahahahahahaahhahahahahahahhahaVcs sabiam que o mais novo apelido que a Fla inventou pra minha pessoinha foi Thacislaura Joaquina?????!!!!
Please, digam pra ela que eu não mereço isso!!! *continua emburrada*~
tu não merece isso não.
e tão dizendo q qm vai salvar o Harry do trem é a Luna.
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Re: FAMILIA GRANGER WEASLEY (PQ NÓS NUNCA DESISTIMOS!)
mandei o login pra ti, Bety...
Luna salvando Harry no trem??? n duvido...
ngm merece essa warner, fala sério... fica pior a cada filme...
deixa eu ir embora, que tenho um encontro com Edward, agora *suspira*
Luna salvando Harry no trem??? n duvido...
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Re: FAMILIA GRANGER WEASLEY (PQ NÓS NUNCA DESISTIMOS!)
O q é isso?????????/e tão dizendo q qm vai salvar o Harry do trem é a Luna.
A Warner não tem mais o que inventar...........
DEUS me livre..........
Eu espero q não tenha nada q eu não possa admitir
Eu ficaria muito chateada se perdesse o tesão pelos filmes por causa da Warner
Até hoje eu não engoli aquele lance de ODF no qual Harry Entrega a Profecia para Lúcius
Ficou muito bocó
uahsuhuah
Vamos Aguardar, né?
Fazer oq ?
~~bjks~~
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Re: FAMILIA GRANGER WEASLEY (PQ NÓS NUNCA DESISTIMOS!)
Hahaha...
Warner é para posers... *FATO*
A gente só assiste porque é HP... já reparei que esse é o discurso dos fãs de verdade...
Ou seja, nós!
Posers vão adorar H/L (que surgiu do meio do monstro de fumaça de Lost)...
E Posers também vão gostar de RonLavender... mas vai ser lindo ver a cara deles em DH... na parte II mais precisamente...
\o/
Ah, BOM DIA AMORES!
Tô por aí!
:**
Warner é para posers... *FATO*
A gente só assiste porque é HP... já reparei que esse é o discurso dos fãs de verdade...
Ou seja, nós!
Posers vão adorar H/L (que surgiu do meio do monstro de fumaça de Lost)...
E Posers também vão gostar de RonLavender... mas vai ser lindo ver a cara deles em DH... na parte II mais precisamente...
\o/
Ah, BOM DIA AMORES!
Tô por aí!
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