Ala Hospitalar
- Gaby Lovegood
- Conjurando o Patrono

- Posts: 799
- Joined: 20/06/05, 14:55
- Sexo: Feminino
- Estado: SP
- Casa: Corvinal
- Location: voando O.o
Re: Ala Hospitalar
...................................................................................A little Tale of Horror III
A mulher encarava o irmão, podia facilmente ver cada sentimento que passava pelos olhos dele, não precisava se dar ao trabalho de ler sua mente. Renan lhe dizia tudo apenas pelo modo como seus olhos se moviam. O copo se quebrou. Gaby respirou esperando pelo que viria. E não tardou. Renan não acreditava, não conseguia entender, e ela deixaria que ele falasse, pois ainda tinha muito mais a contar a ele, ainda tinha muito mais para feri-lo.
"Diga!"
Renan havia a autorizado novamente. Ele queria ouvir mais. Ele queria odia-la mais. Então era isso que ela daria a ele. Gaby soltou as pernas e as jogou no chão, lentamente caminhou em direção ao irmão enquanto falava. Seus olhos sem cor, a face sem expressão, enchendo o ambiente com uma voz tão doce que não condizia com a sinistra historia.
- Se assim deseja... Perguntou-me se matava por prazer, se recebi uma lavagem cerebral, se tinha consciência... Tinha consciência de cada ato, cada morte, cada feitiço, cada palavra... tinha consciência de quem era, e de quem fui, da sua existência, e de cada gota de sangue que respingava em meu rosto...
Gaby se aproximou do irmão colocando as mãos nos braços da poltrona em que ele estava e abaixando seu rosto na altura do dele.
-Veja maninho, fui rebaixada ao ponto em que um animal não suportaria, tiraram de mim qualquer piedade, pureza, caridade... todas essas coisinhas que não muito bonitinhas e honrosas, elas simplesmente não me importavam, a única coisa que me importava era o prazer, não importa de onde ele viesse, a única coisa que me interessara era sentir o topor da adrenalina correndo no meu sangue... e por infelicidade...
A mulher levou a mão, agora fria e sem vida, ate a mão que o irmão insistia em cerrar em um punho que lhe feria, ela pegou a mão de Renan e com certa relutância dele, a abriu, correu a própria mão pela dele, manchando-a com o sangue do irmão. Olhou alguns segundos para seus dedos sujos e levou a mão próxima ao nariz para sentir o aroma.
- Acabei desenvolvendo um estranho prazer pelo cheiro de sangue, era o que mais me excitava, a cor vermelha o cheiro salgado de ferro... não me importava de onde o sangue vinha, desde que o vento pudesse me trazer seu aroma... então eu matava, da maneira mais suja possível, da forma como aquilo sangrasse mais, ansiando por aquele prazer mais do que qualquer outra coisa, mais do que eu poderia ter ansiado por sair daquele quarto vermelho...
A mulher levou os dedos uma ultima vez próximo ao nariz para sentir o aroma do sangue e então limpou os dedos na própria camisa branca.
- Mas é claro que não era todos os dias que eu saia para me divertir dessa maneira, os rosas eram sempre muito preocupados em não chamar tanto a atenção, e Fire não era usada pra qualquer trabalho, eles deixavam sempre os maiores pra mim, os mais difíceis, aqueles que eu poderia me divertir mais, mas... quando eu não tinha o sangue para me satisfazer, encontrava outras alternativas... sabe maninho, não é difícil encontrar diversão em uma organização masculina...
Ela deu um passo se afastando do irmão, não podia prever quando ele finalmente a atacaria, pois ela tinha certeza que era isso que ele faria, ele não ia suportar mais ouvir os relatos de Gaby.
- Alias, Fire foi muito bem sucedida nos rosas, não demorou muito, depois que eu comecei, que eu fosse marcada, e sabe, não são todos que são marcados assim... Gaby se virou de costas enquanto desabotoava os primeiros botões de sua camisa, deixando que um dos lados caíssem, ela enfim revelou o que sempre escondeu, no seu ombro direito uma rosa, marcada a fogo. - Não foi fácil marcar ela sabe, a dor de ter sua pele queimada com fogo é quase que estuporante, e tiveram que me queimar por vários dias seguidos, por algum motivo ela não queria se manter na minha pele...mas no final ela ficou perfeita, e eu estava completa...
Gaby se virou para o irmão novamente - Era Fire, a princesa da morte dos Rosas, adorava matar, e estava marcada. O tempo correu, mas então ainda faltava mais uma coisa para a tudo estar perfeito, Trazer para os rosas o ultimo irmão... eu mesma descobri que você tinha se tornado curandeiro, e estava em Hogwarts e liderei todo o plano para te caçar... mas alguma coisa deu errada na nossa viagem, eu não sei com exatidão o que aconteceu, nesse ponto minhas recordações pulam para uma floresta...
Ela caminhou até a janela se encostando, os raios de Sol já alto aqueciam levemente sua pele.
- Em resumo, uma velha bruxa me encontrou, e selou todas minhas memórias do tempo que estive com os rosas, quando acordei novamente, lembrava da viagem, de mais nada, ela me explicou que tive um trauma e provavelmente perdido as minhas memórias, foi então que voltei pra você... é por isso que nunca te contei nada, eu simplesmente não sabia de nada, até agora, até a tetrada desfazer todos os selos.. e eu mesma descobrir tudo...
Gaby tremeu, não podia prever o que viria agora, Estava tudo acabado, não havia mais nada que pudesse esconder do gêmeo, ele sabia de todo o passado dela agora. E ninguém poderia protegê-los. Diferente do que Gaby fez todos esses anos protegendo o irmão, diferente do que Renan fazia protegendo a irmã, diferente do dia em que o selo da mulher quase se rompeu por culpa de Henry Black e Renan o reforçou sem saber o que estava ajudando a guardar. Nada mais poderia ser feito para salvar os irmãos.
[off] gente que dramatico o.O
A mulher encarava o irmão, podia facilmente ver cada sentimento que passava pelos olhos dele, não precisava se dar ao trabalho de ler sua mente. Renan lhe dizia tudo apenas pelo modo como seus olhos se moviam. O copo se quebrou. Gaby respirou esperando pelo que viria. E não tardou. Renan não acreditava, não conseguia entender, e ela deixaria que ele falasse, pois ainda tinha muito mais a contar a ele, ainda tinha muito mais para feri-lo.
"Diga!"
Renan havia a autorizado novamente. Ele queria ouvir mais. Ele queria odia-la mais. Então era isso que ela daria a ele. Gaby soltou as pernas e as jogou no chão, lentamente caminhou em direção ao irmão enquanto falava. Seus olhos sem cor, a face sem expressão, enchendo o ambiente com uma voz tão doce que não condizia com a sinistra historia.
- Se assim deseja... Perguntou-me se matava por prazer, se recebi uma lavagem cerebral, se tinha consciência... Tinha consciência de cada ato, cada morte, cada feitiço, cada palavra... tinha consciência de quem era, e de quem fui, da sua existência, e de cada gota de sangue que respingava em meu rosto...
Gaby se aproximou do irmão colocando as mãos nos braços da poltrona em que ele estava e abaixando seu rosto na altura do dele.
-Veja maninho, fui rebaixada ao ponto em que um animal não suportaria, tiraram de mim qualquer piedade, pureza, caridade... todas essas coisinhas que não muito bonitinhas e honrosas, elas simplesmente não me importavam, a única coisa que me importava era o prazer, não importa de onde ele viesse, a única coisa que me interessara era sentir o topor da adrenalina correndo no meu sangue... e por infelicidade...
A mulher levou a mão, agora fria e sem vida, ate a mão que o irmão insistia em cerrar em um punho que lhe feria, ela pegou a mão de Renan e com certa relutância dele, a abriu, correu a própria mão pela dele, manchando-a com o sangue do irmão. Olhou alguns segundos para seus dedos sujos e levou a mão próxima ao nariz para sentir o aroma.
- Acabei desenvolvendo um estranho prazer pelo cheiro de sangue, era o que mais me excitava, a cor vermelha o cheiro salgado de ferro... não me importava de onde o sangue vinha, desde que o vento pudesse me trazer seu aroma... então eu matava, da maneira mais suja possível, da forma como aquilo sangrasse mais, ansiando por aquele prazer mais do que qualquer outra coisa, mais do que eu poderia ter ansiado por sair daquele quarto vermelho...
A mulher levou os dedos uma ultima vez próximo ao nariz para sentir o aroma do sangue e então limpou os dedos na própria camisa branca.
- Mas é claro que não era todos os dias que eu saia para me divertir dessa maneira, os rosas eram sempre muito preocupados em não chamar tanto a atenção, e Fire não era usada pra qualquer trabalho, eles deixavam sempre os maiores pra mim, os mais difíceis, aqueles que eu poderia me divertir mais, mas... quando eu não tinha o sangue para me satisfazer, encontrava outras alternativas... sabe maninho, não é difícil encontrar diversão em uma organização masculina...
Ela deu um passo se afastando do irmão, não podia prever quando ele finalmente a atacaria, pois ela tinha certeza que era isso que ele faria, ele não ia suportar mais ouvir os relatos de Gaby.
- Alias, Fire foi muito bem sucedida nos rosas, não demorou muito, depois que eu comecei, que eu fosse marcada, e sabe, não são todos que são marcados assim... Gaby se virou de costas enquanto desabotoava os primeiros botões de sua camisa, deixando que um dos lados caíssem, ela enfim revelou o que sempre escondeu, no seu ombro direito uma rosa, marcada a fogo. - Não foi fácil marcar ela sabe, a dor de ter sua pele queimada com fogo é quase que estuporante, e tiveram que me queimar por vários dias seguidos, por algum motivo ela não queria se manter na minha pele...mas no final ela ficou perfeita, e eu estava completa...
Gaby se virou para o irmão novamente - Era Fire, a princesa da morte dos Rosas, adorava matar, e estava marcada. O tempo correu, mas então ainda faltava mais uma coisa para a tudo estar perfeito, Trazer para os rosas o ultimo irmão... eu mesma descobri que você tinha se tornado curandeiro, e estava em Hogwarts e liderei todo o plano para te caçar... mas alguma coisa deu errada na nossa viagem, eu não sei com exatidão o que aconteceu, nesse ponto minhas recordações pulam para uma floresta...
Ela caminhou até a janela se encostando, os raios de Sol já alto aqueciam levemente sua pele.
- Em resumo, uma velha bruxa me encontrou, e selou todas minhas memórias do tempo que estive com os rosas, quando acordei novamente, lembrava da viagem, de mais nada, ela me explicou que tive um trauma e provavelmente perdido as minhas memórias, foi então que voltei pra você... é por isso que nunca te contei nada, eu simplesmente não sabia de nada, até agora, até a tetrada desfazer todos os selos.. e eu mesma descobrir tudo...
Gaby tremeu, não podia prever o que viria agora, Estava tudo acabado, não havia mais nada que pudesse esconder do gêmeo, ele sabia de todo o passado dela agora. E ninguém poderia protegê-los. Diferente do que Gaby fez todos esses anos protegendo o irmão, diferente do que Renan fazia protegendo a irmã, diferente do dia em que o selo da mulher quase se rompeu por culpa de Henry Black e Renan o reforçou sem saber o que estava ajudando a guardar. Nada mais poderia ser feito para salvar os irmãos.
[off] gente que dramatico o.O
- Renan
- Conjurando o Patrono

- Posts: 881
- Joined: 20/07/05, 21:36
- Sexo: Masculino
- Estado: SP
- Casa: Corvinal
- Facebook: http://www.orkut.com.br/Profile.aspx?ui ... 9801255091
- Last.fm: http://www.lastfm.com.br/user/renanenrique
- Blog: http://shardsofme.wordpress.com
- Micro Blog: http>//www.twitter.com/re_enrique
Re: Ala Hospitalar
Act 4: Are you still too weak to survive your mistakes?
- Então era isso...
"Imaginemos um castelinho. Pronto? Coloquemos uma bandeirinha no topo com o nome 'Renan'. Até aí, tudo certo. Agora, basta imaginar um monstro marinho emergindo das águas salgadas e cheias de sangue que lambiam os terrenos do castelo. Bem, esse monstro é o passado da Gaby e, com vontade e força, destruiu o castelinho Renan. Fim." Mas a realidade era bem mais real que a ficção do castelinho narrada pelo locutor dentro da cabeça do mestre de História da Magia; e quanto mais real, pior.
O homem se levantou de repente sem olhar para a irmã. Mantinha a cabeça baixa e contemplava a própria mão manchada de sangue. Era bem estranho saber que a irmã que ele abraçava e consolava havia conscientemente liderado uma perseguição a ele. Mais, ela se deliciava com aquilo. Aquilo? No singular? Definitivamente, aquela criatura revelara se deliciar com tantas coisas quanto possível para uma única pessoa, pessoa essa que Renan temia não conhecer.
Temor... Era uma boa palavra para aquele contexto. Cheia de tal sentimento, a mão direita do bruxo se moveu sozinha, cortando o ar horizontalmente na altura do ombro. Sem nenhuma palavra ou contato físico, Renan lançou a irmã para a direita com ferocidade.
- Por todos esses anos eu nutri ódio pelos Blacks - com razão, devo dizer - enquanto você era aquela que queria me caçar. - proferiu de cabeça ainda baixa, sem dar atenção ao choque do corpo de Gaby contra a parede - Inacreditável. Será que por isso tem me evitado? Para me poupar da minha morte? Fico pensando se, agora mesmo, não controla um impulso de sacar a varinha e lançar sobre esse estúpido irmão um dos seus feitiçozinhos das trevas aprendidos com aquele bando de homens.
Notoriamente, a voz do mago era carregada de... Nada (que não uma tentativa frustrada e artificial de sarcasmo). Nem era sua própria voz, pra começar. Nenhuma emoção, entonação ou sensação; as cordas vocais do inglês produziam som tosco, trabalhado pela boca seca de modo a garantir só mínimo de inteligibilidade. Em movimento não tão inexpressivo, Renan sacou a varinha velozmente e a apontou para a face oculta em sombra de Gaby.
- Me diga, querida irmã: por acaso ainda deseja me matar? Ainda deseja... sentir sangue?
Azuis e opacos, os olhos do bruxo, agora revelados e erguidos para a gêmea, choravam sem derrubar uma única lágrima ao passo que as mãos trabalhavam para explicitar todo o fervilhar de sentimentos dentro do mago. Com a varinha como faca e uma palavra sussurrada, ele cortou a palma da mão esquerda, fechando o punho para forçar mais sangue a sair. Suavemente, como se flutuando, Renan caminhou até a parede onde jazia a irmã, sem a nada reagir.
- Vê, tu, e cheira. - ordenou com a voz baixa e com arrogante e proposital formalidade antes de banhar os lábios com o próprio sangue. - Sente o sangue maldito que corre em nossas veias!
Dito, passou os lábios na rosa marcada a ferro no ombro da mulher, pagando para ver o que aconteceria quando a tatuagem fosse tocada pelo sangue tão procurado, almejado e desgraçado. Mordeu de leve a pele branca a fim de catalisar de algum modo a reação (erupção) que estava por vir.
~salvando tudo no word pra não precisar escrever de novo pro roteiro da nova novela absurda que a record vai passar.
~~pq bruxos são muito mais normais que mutantes.
- Então era isso...
"Imaginemos um castelinho. Pronto? Coloquemos uma bandeirinha no topo com o nome 'Renan'. Até aí, tudo certo. Agora, basta imaginar um monstro marinho emergindo das águas salgadas e cheias de sangue que lambiam os terrenos do castelo. Bem, esse monstro é o passado da Gaby e, com vontade e força, destruiu o castelinho Renan. Fim." Mas a realidade era bem mais real que a ficção do castelinho narrada pelo locutor dentro da cabeça do mestre de História da Magia; e quanto mais real, pior.
O homem se levantou de repente sem olhar para a irmã. Mantinha a cabeça baixa e contemplava a própria mão manchada de sangue. Era bem estranho saber que a irmã que ele abraçava e consolava havia conscientemente liderado uma perseguição a ele. Mais, ela se deliciava com aquilo. Aquilo? No singular? Definitivamente, aquela criatura revelara se deliciar com tantas coisas quanto possível para uma única pessoa, pessoa essa que Renan temia não conhecer.
Temor... Era uma boa palavra para aquele contexto. Cheia de tal sentimento, a mão direita do bruxo se moveu sozinha, cortando o ar horizontalmente na altura do ombro. Sem nenhuma palavra ou contato físico, Renan lançou a irmã para a direita com ferocidade.
- Por todos esses anos eu nutri ódio pelos Blacks - com razão, devo dizer - enquanto você era aquela que queria me caçar. - proferiu de cabeça ainda baixa, sem dar atenção ao choque do corpo de Gaby contra a parede - Inacreditável. Será que por isso tem me evitado? Para me poupar da minha morte? Fico pensando se, agora mesmo, não controla um impulso de sacar a varinha e lançar sobre esse estúpido irmão um dos seus feitiçozinhos das trevas aprendidos com aquele bando de homens.
Notoriamente, a voz do mago era carregada de... Nada (que não uma tentativa frustrada e artificial de sarcasmo). Nem era sua própria voz, pra começar. Nenhuma emoção, entonação ou sensação; as cordas vocais do inglês produziam som tosco, trabalhado pela boca seca de modo a garantir só mínimo de inteligibilidade. Em movimento não tão inexpressivo, Renan sacou a varinha velozmente e a apontou para a face oculta em sombra de Gaby.
- Me diga, querida irmã: por acaso ainda deseja me matar? Ainda deseja... sentir sangue?
Azuis e opacos, os olhos do bruxo, agora revelados e erguidos para a gêmea, choravam sem derrubar uma única lágrima ao passo que as mãos trabalhavam para explicitar todo o fervilhar de sentimentos dentro do mago. Com a varinha como faca e uma palavra sussurrada, ele cortou a palma da mão esquerda, fechando o punho para forçar mais sangue a sair. Suavemente, como se flutuando, Renan caminhou até a parede onde jazia a irmã, sem a nada reagir.
- Vê, tu, e cheira. - ordenou com a voz baixa e com arrogante e proposital formalidade antes de banhar os lábios com o próprio sangue. - Sente o sangue maldito que corre em nossas veias!
Dito, passou os lábios na rosa marcada a ferro no ombro da mulher, pagando para ver o que aconteceria quando a tatuagem fosse tocada pelo sangue tão procurado, almejado e desgraçado. Mordeu de leve a pele branca a fim de catalisar de algum modo a reação (erupção) que estava por vir.
~salvando tudo no word pra não precisar escrever de novo pro roteiro da nova novela absurda que a record vai passar.
~~pq bruxos são muito mais normais que mutantes.
- Gaby Lovegood
- Conjurando o Patrono

- Posts: 799
- Joined: 20/06/05, 14:55
- Sexo: Feminino
- Estado: SP
- Casa: Corvinal
- Location: voando O.o
Re: Ala Hospitalar
DOEU.Gaby ouviu um leve estralar quando suas costas bateram na parede, a dor era cortante, e ela tosia para recuperar o ar, Mas não era isso que mais doía na mulher, cada palavra que Renan liberava acertava o corpo da curandeira como faca, e ao contrario do que deveriam, essas facas não entravam rapidamente em seu corpo abrindo a pele sem permissão, elas se comprimiam lentamente em cada parte de Gaby, rasgando-a, abrindo lentamente sua pele como se fosse possível ouvir a separação provocada pelas laminas. Ela já esperava por isso. Era o que ela mais temia na vida, mas o esperado, Renan nunca a perdoaria, e ela merecia. Merecia por tudo o que fez aos outros, e por tudo o que estava fazendo a ele. Ele tinha que odia-la. Ele precisava odia-la.
Com o corpo imóvel, jogado ao chão como um pedaço de pano velho e inutilizado, Gaby levantou a cabeça, encarava o irmão agora, e aquilo doía mais do que poderia suportar "Antes mais 5 meses naquela sala imunda" Ela queria pedir perdão ao irmão, mas não podia, não tinha o direito de querer o irmão de volta, não podia sonhar com isso. Agora a varinha do irmão estava apontada para a face morta de Gaby. Ele fazia as perguntas certas, era fácil responder a elas, e seria fácil fazer Renan odia-la ainda mais com as respostas certas. Mas Gaby não tinha voz, ela não queria sair, seu coração doía tanto, que havia trancado sua voz dentro do enorme buraco negro que se formava dentro dela, apenas continuou olhando para o irmão.
Quando Renan cortou a própria mão e se aproximou fazendo o sangue pingar, Gaby gelou, o que ele pretendia? Achava que agora ela iria beber o sangue dele?! Ela havia endoidado o irmão a tal ponto que agora ele misturava a realidade com fantasias trouxas? Quis fechar os olhos quando viu Renan manchar os próprios lábios de sangue. Quis gritar pra ele não fazer aquilo, já era o bastante um deles ter sangue pelo corpo, não queria ver sangue na linda face de seu irmão. Mas simplesmente não conseguia fazer nada. Quando se deu conta o cheiro de ferrugem estava próximo demais.
Renan passou os lábios pela marca da rosa no ombro da mulher, Gaby sentiu seu corpo ferver, Fire, sentiu a adrenalina correr, o cheiro de ferrugem enchendo suas narinas. Renan mordiscou a pele de Gaby fazendo com que seu coração batesse forte. Ela agarrou os cabelos do irmão, com tanta firmeza, que nunca havia usado com ele, nem na mais horrível briga entre irmãos.
- O que espera que eu diga a mais Renan? Sua voz era ríspida, quase um sibilo - Quer que eu repita que queria lhe caçar? Mas não se iluda com a morte meu irmão... morto você não valeria de nada! nem pra mim, nem para os rosas, precisávamos de você vivo, só assim poderíamos fazer a Tetrada, se esqueceu disso? Todo o propósito, sempre visou uma única coisa, a conjuração da tetrada... e eu queria muito o poder que você me traria Gaby puxou a cabeça do irmão para trás, quase arrancado um punhado de cabelo dele. - O que pretende me instigando com sangue, quer ver a Fire agir com seus próprios olhos? Quer me testar? Eu já lhe expliquei como a Fire fica diante de sangue, não lhe contei em detalhes o êxtasi que posso entrar sentindo o cheiro de sangue? Ela virou a cabeça para o ombro cheirando o sangue que o Renan depositará ali. Era inebriante. - Quer que eu lhe mostre meus métodos de tortura? Será que deveria pegar algum aluno como cobaia? O que pretende Renan? A mulher passou a mão rudemente nos lábios de Renan tirando o restava de sangue na face dele.- Você quer me ensinar o qual amaldiçoado é o nosso sangue?! Não me faça rir. Ela o puxou ainda mais para trás e o soltou, fazendo com a cabeça do irmão quicasse no chão. Gaby se levantou, sentiu uma pontada na costela mas ignorou.
- POR QUE DIABOS ACHA QUE EU TE EVITAVA!? Acha que evitei tanto te contar isso porque era divertido? Acha que eu estou orgulhosa disso tudo? Acha que me sinto bem reagindo dessa maneira ao cheiro do seu sangue? MAS VOCÊ NÃO FAZ IDEIA DO QUE É ISSO RENAN! VOCÊ NÃO FAZ IDEIA DO QUE É SER TRADADA COMO ANINAL! VOCÊ NÃO PODE SONHAR O QUE É ESTAR CERCADA POR SANGUE DIA APOS DIA! Gaby levou a mão a face cobrindo a expressão de êxtase que se formava ao se lembrar de todo o sangue que vira naquela época. Era vergonhoso. - Acha mesmo que desejo te matar? Acha que minha ânsia por sangue chega a esse nível? Acha que quero te perder?
As maos cairam, não havia mais força naquele corpo, as pernas também vacilavam, logo estaria no chão, os olhos finalmente ganharam cor, um brilho sem igual. As lagrimas começavam a querer brotar. Não era mais possivel guardar toda aquela dor.
Com o corpo imóvel, jogado ao chão como um pedaço de pano velho e inutilizado, Gaby levantou a cabeça, encarava o irmão agora, e aquilo doía mais do que poderia suportar "Antes mais 5 meses naquela sala imunda" Ela queria pedir perdão ao irmão, mas não podia, não tinha o direito de querer o irmão de volta, não podia sonhar com isso. Agora a varinha do irmão estava apontada para a face morta de Gaby. Ele fazia as perguntas certas, era fácil responder a elas, e seria fácil fazer Renan odia-la ainda mais com as respostas certas. Mas Gaby não tinha voz, ela não queria sair, seu coração doía tanto, que havia trancado sua voz dentro do enorme buraco negro que se formava dentro dela, apenas continuou olhando para o irmão.
Quando Renan cortou a própria mão e se aproximou fazendo o sangue pingar, Gaby gelou, o que ele pretendia? Achava que agora ela iria beber o sangue dele?! Ela havia endoidado o irmão a tal ponto que agora ele misturava a realidade com fantasias trouxas? Quis fechar os olhos quando viu Renan manchar os próprios lábios de sangue. Quis gritar pra ele não fazer aquilo, já era o bastante um deles ter sangue pelo corpo, não queria ver sangue na linda face de seu irmão. Mas simplesmente não conseguia fazer nada. Quando se deu conta o cheiro de ferrugem estava próximo demais.
Renan passou os lábios pela marca da rosa no ombro da mulher, Gaby sentiu seu corpo ferver, Fire, sentiu a adrenalina correr, o cheiro de ferrugem enchendo suas narinas. Renan mordiscou a pele de Gaby fazendo com que seu coração batesse forte. Ela agarrou os cabelos do irmão, com tanta firmeza, que nunca havia usado com ele, nem na mais horrível briga entre irmãos.
- O que espera que eu diga a mais Renan? Sua voz era ríspida, quase um sibilo - Quer que eu repita que queria lhe caçar? Mas não se iluda com a morte meu irmão... morto você não valeria de nada! nem pra mim, nem para os rosas, precisávamos de você vivo, só assim poderíamos fazer a Tetrada, se esqueceu disso? Todo o propósito, sempre visou uma única coisa, a conjuração da tetrada... e eu queria muito o poder que você me traria Gaby puxou a cabeça do irmão para trás, quase arrancado um punhado de cabelo dele. - O que pretende me instigando com sangue, quer ver a Fire agir com seus próprios olhos? Quer me testar? Eu já lhe expliquei como a Fire fica diante de sangue, não lhe contei em detalhes o êxtasi que posso entrar sentindo o cheiro de sangue? Ela virou a cabeça para o ombro cheirando o sangue que o Renan depositará ali. Era inebriante. - Quer que eu lhe mostre meus métodos de tortura? Será que deveria pegar algum aluno como cobaia? O que pretende Renan? A mulher passou a mão rudemente nos lábios de Renan tirando o restava de sangue na face dele.- Você quer me ensinar o qual amaldiçoado é o nosso sangue?! Não me faça rir. Ela o puxou ainda mais para trás e o soltou, fazendo com a cabeça do irmão quicasse no chão. Gaby se levantou, sentiu uma pontada na costela mas ignorou.
- POR QUE DIABOS ACHA QUE EU TE EVITAVA!? Acha que evitei tanto te contar isso porque era divertido? Acha que eu estou orgulhosa disso tudo? Acha que me sinto bem reagindo dessa maneira ao cheiro do seu sangue? MAS VOCÊ NÃO FAZ IDEIA DO QUE É ISSO RENAN! VOCÊ NÃO FAZ IDEIA DO QUE É SER TRADADA COMO ANINAL! VOCÊ NÃO PODE SONHAR O QUE É ESTAR CERCADA POR SANGUE DIA APOS DIA! Gaby levou a mão a face cobrindo a expressão de êxtase que se formava ao se lembrar de todo o sangue que vira naquela época. Era vergonhoso. - Acha mesmo que desejo te matar? Acha que minha ânsia por sangue chega a esse nível? Acha que quero te perder?
As maos cairam, não havia mais força naquele corpo, as pernas também vacilavam, logo estaria no chão, os olhos finalmente ganharam cor, um brilho sem igual. As lagrimas começavam a querer brotar. Não era mais possivel guardar toda aquela dor.
- Renan
- Conjurando o Patrono

- Posts: 881
- Joined: 20/07/05, 21:36
- Sexo: Masculino
- Estado: SP
- Casa: Corvinal
- Facebook: http://www.orkut.com.br/Profile.aspx?ui ... 9801255091
- Last.fm: http://www.lastfm.com.br/user/renanenrique
- Blog: http://shardsofme.wordpress.com
- Micro Blog: http>//www.twitter.com/re_enrique
Re: Ala Hospitalar
A erupção que Renan esperava ao colorir com seu próprio sangue a marca da rosa no ombro de Gaby veio mais lenta do que esperava. O mago imaginara que a mulher o estuporaria ou o atingiria com o primeiro feitiço que lhe passasse pela cabeça; não previra nem as palavras que se seguiram e nem o arremessar de sua cabeça no chão. A dor foi excruciante, mesmo. Tanto que o mago só ouviu o que Gaby em seguida veio a proferir por ela ter, na verdade, gritado. Atordoado, lançado ao chão de pedra de qualquer modo e com uma dor de cabeça absurda, Renan tentou contemplar o corpo exausto da gêmea enquanto apertava a mão cortada contra o crânio.
- Para quem não queria ver mais sangue... – disse ao erguer a mão esquerda, encharcada do sangue proveniente do corte nela feito e na mais recente ferida na cabeça.
O ex-curandeiro, então, ergueu o tronco lentamente e alcançou sua varinha com a mão direita. Com uns três breves encantos, Renan limpou e cicatrizou o corte em sua cabeça. No entanto, continuava um pouco tonto.
- A tétrada. – sussurrou para si mesmo ao se erguer apoiando-se na cama da irmã – Perscruto-a, ou ao menos tento, Lovegood: queria somente o poder que eu poderia ajudá-la a conquistar, então? Ridículo. Como foi capaz de me caçar com um objetivo simplesmente, meramente utilitário! Liderou uma busca pelo seu irmão, o único ser vivo com quem você pudera contar por tantos anos... E ainda ousa dizer que não queria me matar, como se tanto fizesse qualquer diferença! Que pensa que seria feito de mim uma vez que a Tétrada fosse concluída com êxito? Sua mente, com tanto fogo ou magia negra agraciada, foi tornada tão obtusa que nem ao menos conseguia vislumbrar um pouco de futuro? Ou...
Ao passo que sua voz minguava, Renan deixava que a varinha apontasse diretamente para o coração da irmã, como a flecha de uma bússola que aponta para o pólo magnético.
-... Planejou um futuro em que minha existência não lhe era necessária?!
Terminando a frase, o homem agitou o instrumento mágico três vezes para cabalisticamente potencializar o feitiço que já lhe escapava do pensamento: Elementus. Sem tê-lo dito, mas feito, o bruxo lançara contra Gaby sucessivas lufadas de ar, pequenos e compressos vendavais, empurrando-a contra a parede em que jazia, queimando-lhe a pele e fazendo-a gemer de dor.
- Minha vida estável me permitiu aprender algumas coisas interessantes também. E não se atreva a me culpar por te odiar ao menos por ora. – Enunciou o diretor, frio, ao interromper a série de feitiços.
Suspirou profundamente logo depois, expelindo a tensão que movia sua mão e tentando manter o equilíbrio de seu próprio corpo. A cabeça doía mais agora; o coração doía mais agora. Deixou-se cair no leito da curandeira, contudo forçando-se a ficar sentado. Largou a varinha e pôs-se a admirar o estado lastimável em que se encontrava a irmã gêmea. A ele, parecia que a jovem encontrava-se tão destroçada quanto aquele castelinho de areia que Renan construía em torno de si mesmo. Estavam um pouco quites.
Depois de longos minutos de profundo silêncio, o bruxo se lembrou que ainda lhe restava sua voz dentro daquele corpo desgraçado.
- Suponho não haver mais sentido em mantermos a alcunha que temos sustentado, não concorda? – retomou sem emoção. – Já é hora de enterrarmos Black e Lovegood.
Seres miseráveis que nem existem mais.
- Para quem não queria ver mais sangue... – disse ao erguer a mão esquerda, encharcada do sangue proveniente do corte nela feito e na mais recente ferida na cabeça.
O ex-curandeiro, então, ergueu o tronco lentamente e alcançou sua varinha com a mão direita. Com uns três breves encantos, Renan limpou e cicatrizou o corte em sua cabeça. No entanto, continuava um pouco tonto.
- A tétrada. – sussurrou para si mesmo ao se erguer apoiando-se na cama da irmã – Perscruto-a, ou ao menos tento, Lovegood: queria somente o poder que eu poderia ajudá-la a conquistar, então? Ridículo. Como foi capaz de me caçar com um objetivo simplesmente, meramente utilitário! Liderou uma busca pelo seu irmão, o único ser vivo com quem você pudera contar por tantos anos... E ainda ousa dizer que não queria me matar, como se tanto fizesse qualquer diferença! Que pensa que seria feito de mim uma vez que a Tétrada fosse concluída com êxito? Sua mente, com tanto fogo ou magia negra agraciada, foi tornada tão obtusa que nem ao menos conseguia vislumbrar um pouco de futuro? Ou...
Ao passo que sua voz minguava, Renan deixava que a varinha apontasse diretamente para o coração da irmã, como a flecha de uma bússola que aponta para o pólo magnético.
-... Planejou um futuro em que minha existência não lhe era necessária?!
Terminando a frase, o homem agitou o instrumento mágico três vezes para cabalisticamente potencializar o feitiço que já lhe escapava do pensamento: Elementus. Sem tê-lo dito, mas feito, o bruxo lançara contra Gaby sucessivas lufadas de ar, pequenos e compressos vendavais, empurrando-a contra a parede em que jazia, queimando-lhe a pele e fazendo-a gemer de dor.
- Minha vida estável me permitiu aprender algumas coisas interessantes também. E não se atreva a me culpar por te odiar ao menos por ora. – Enunciou o diretor, frio, ao interromper a série de feitiços.
Suspirou profundamente logo depois, expelindo a tensão que movia sua mão e tentando manter o equilíbrio de seu próprio corpo. A cabeça doía mais agora; o coração doía mais agora. Deixou-se cair no leito da curandeira, contudo forçando-se a ficar sentado. Largou a varinha e pôs-se a admirar o estado lastimável em que se encontrava a irmã gêmea. A ele, parecia que a jovem encontrava-se tão destroçada quanto aquele castelinho de areia que Renan construía em torno de si mesmo. Estavam um pouco quites.
Depois de longos minutos de profundo silêncio, o bruxo se lembrou que ainda lhe restava sua voz dentro daquele corpo desgraçado.
- Suponho não haver mais sentido em mantermos a alcunha que temos sustentado, não concorda? – retomou sem emoção. – Já é hora de enterrarmos Black e Lovegood.
Seres miseráveis que nem existem mais.
- Gaby Lovegood
- Conjurando o Patrono

- Posts: 799
- Joined: 20/06/05, 14:55
- Sexo: Feminino
- Estado: SP
- Casa: Corvinal
- Location: voando O.o
Re: Ala Hospitalar
Renan sangrava. Gaby pensou ter passado por sua mente que talvez não deveria ter usado tanta força como usou, mas algumas coisas são simplesmente incontroláveis quando chegam ao ponto do desespero. E era indiscutível o fato de que ambos estavam envoltos em uma densa Nuvem de desespero, o mais puro e cruel desespero.
Se o que ocorria era movido por alguma ira divina, Gaby não poderia dizer, a mulher pensava estar sendo punida - e com razão - mas então porque seu irmão carregava tanta dor no olhar?! Apenas ela deveria sofrer, apenas ela tinha uma divida a ser paga, não era isso!? Porque, então estava machucando a única pessoa que não queria machucar? E porque não conseguia mais voltar atrás? Gaby não conseguia proferir uma única palavra que não fosse no intuito de magoar ainda mais o irmão. Ao que tudo caminhava, não havia mais irmão. Não havia mais volta.
"Então que tudo acabe de uma vez..."
Renan falava, com a varinha apontada para a mulher, e sem deixar espaço para respostas, mas Gaby guardou todas as perguntas, iria respondê-las na primeira oportunidade, era isso que ele queria, não? Mais palavras às respostas que ele não queria ouvir. Foi então que mais uma vez a raiva do irmão tomou forma de feitiço. Um feitiço cheio de ódio pode ser mais poderoso do que o mais perfeito feitiço conjurado pelo mais habilidoso mago. Foi esse poder que Gaby sentiu contra seu corpo a arremessando lentamente a parede, prendendo seu corpo a esta como se pretendesse unir parede e mulher, ardendo, queimando em todas as feridas que sua mente abriu em seu corpo, a voz lhe saia da boca sem nem ao mesmo pedir permissão.
Com uma frase, os feitiços terminaram, ainda que seu corpo queimasse - coberto por marcas vermelhas - Gaby soltou um suspiro em meio a um riso no canto da boca, O comentário do irmão era definitivamente hilário. Pena que ele não viu o riso debochado de Gaby, Renan havia caído na cama e agora a olhava. Ela retribuía o olhar, seu corpo doía tanto que estava começando a entrar num estado de topor, a cada respiração sentia algo furando onde deveria estar algumas de suas costelas, toda sua pele ardia num ardor de fogo, e seu coração... Bom... esse parecia ter sido engolido pelo buraco negro que se abriu dentro dela. Gaby não soube quanto tempo se passou assim, onde os dois apenas se miravam, tentando desvendar oque se passava no coração do outro, impossíveis de ler a mente como sempre faziam com facilidade, mas apos um longo tempo, e que na verdade pareceu rápido demais apos a primeira palavra, Renan retomou a fala.
Agora era sua vez.
- Realmente não creio que Lovegood seja mais aplicável a esta pessoa, Quando me foi escolhido este nome, nossos pais pensavam que amor era algo que eu sempre levaria as pessoas, com aquele sorriso idiota que eu sempre sustentava em meu rosto, Assim como seu Black, provem da sua notável habilidade de observar, em silencio e com calma, antes de tomar qualquer atitude, aquele que sem ser percebido estava em todos os lugares, como as sombras, pelo visto eles queriam que fossemos complementares, não?
Mas definitivamente não mais... As palavras saiam sussurradas, não era fácil falar, ou mesmo pensar com aquele corpo, respirar era cada vez mais difícil. - Não há mais nada de Love em mim, não há como um corpo como este carregar tal nome, não aquela que um dia foi conhecida como Fire, não é assim!? Não é assim que o fogo age? Queimando e matando tudo o que se aproxima dele? Enquanto seu crepitar baixo fascina os desatentos?
- Porém, deixe-me explicar algumas coisas, maninho, Não era somente poder, você mesmo pode sentir hoje correndo pelo seu interior o poder que estamos falando, e sabe o quam bom é isso, sabe tão bem quando uma criança sabe que Feijoezinhos de todos os sabores é perigosamente tentador... Então te caçar não foi um motivo mero, foi um bom motivo, alias um dos melhores plano de caça que fiz nos rosas, realmente não consigo entender o que deu errado naquele dia.
Gaby soltou um risinho de desdém. - Mas repito a você, não pretendia te matar, como poderia matar meu amado irmão? e além disso tínhamos sim um futuro planejado a você, tanto quanto eles haviam planejado o meu. Eu podia ter virado um animal, mas ainda raciocinava tão bem como antes, ou até melhor já que meus objetivos se escandiram tanto, sendo assim, uma vez que a tetrada fosse concluída, se você não sucumbisse ao prazer do poder, ou não me ouvisse, é claro que então, você receberia o mesmo tratamento que o meu...
Gaby sabia que jamais seria perdoada por aquelas palavras frias - assim como todas as outras já despejadas diante de Renan- falava em transformar o irmão no mesmo monstro que ela havia sido transformada, como se falava da chuva na noite anterior, Era claro que proferir aquelas palavras matavam a curandeira naquele momento, mas ela tinha que ser sincera com Renan, tinha que deixá-lo odia-la, pois era a mais pura e sinistra realidade, Um dia ela havia pensado daquela forma.
- Alias, não se te culpo por me odiar, eu te disse que você me odiaria não disse?! Eu sabia o que ia fazer com você... mas você pediu... você queria a verdade, você disse "É seguro, mana" você afirmou ser seguro para sua própria existência... E eu lhe atendi... Mesmo sabendo que não era, mesmo sabendo que sua existência seria quase pagada, devorada por mim, então me odeie Renan... assim você pode continuar sentindo seu sangue pulsando, Eu sempre soube que para o cada ato a um contra ato, e eu estou recebendo o meu... estou recebendo o troco pelo meu pequeno desejo por sangue...
Embora fossem palavras sinceras, elas vinham carregadas de um tom de deboche, não seria difícil mal interpretar o que Gaby dizia, e agora ela já nem sabia o porque continuava a provocar o irmão. Só queria que ele parasse de olhá-la com aqueles olhos. Só queria não ter mais que ve-lo. Só queria acabar com tudo.
- Você tem razão, é hora de enterrarmos Lovegood...
"Mas não creio que poderei renascer depois dela... não há como ser digna de continuar"
E para a felicidade -a unica que poderia sentir - de Gaby, Renan não iria ler sua mente por um bom tempo... talvez, tempo o suficiente para ser eternamente.
Se o que ocorria era movido por alguma ira divina, Gaby não poderia dizer, a mulher pensava estar sendo punida - e com razão - mas então porque seu irmão carregava tanta dor no olhar?! Apenas ela deveria sofrer, apenas ela tinha uma divida a ser paga, não era isso!? Porque, então estava machucando a única pessoa que não queria machucar? E porque não conseguia mais voltar atrás? Gaby não conseguia proferir uma única palavra que não fosse no intuito de magoar ainda mais o irmão. Ao que tudo caminhava, não havia mais irmão. Não havia mais volta.
"Então que tudo acabe de uma vez..."
Renan falava, com a varinha apontada para a mulher, e sem deixar espaço para respostas, mas Gaby guardou todas as perguntas, iria respondê-las na primeira oportunidade, era isso que ele queria, não? Mais palavras às respostas que ele não queria ouvir. Foi então que mais uma vez a raiva do irmão tomou forma de feitiço. Um feitiço cheio de ódio pode ser mais poderoso do que o mais perfeito feitiço conjurado pelo mais habilidoso mago. Foi esse poder que Gaby sentiu contra seu corpo a arremessando lentamente a parede, prendendo seu corpo a esta como se pretendesse unir parede e mulher, ardendo, queimando em todas as feridas que sua mente abriu em seu corpo, a voz lhe saia da boca sem nem ao mesmo pedir permissão.
Com uma frase, os feitiços terminaram, ainda que seu corpo queimasse - coberto por marcas vermelhas - Gaby soltou um suspiro em meio a um riso no canto da boca, O comentário do irmão era definitivamente hilário. Pena que ele não viu o riso debochado de Gaby, Renan havia caído na cama e agora a olhava. Ela retribuía o olhar, seu corpo doía tanto que estava começando a entrar num estado de topor, a cada respiração sentia algo furando onde deveria estar algumas de suas costelas, toda sua pele ardia num ardor de fogo, e seu coração... Bom... esse parecia ter sido engolido pelo buraco negro que se abriu dentro dela. Gaby não soube quanto tempo se passou assim, onde os dois apenas se miravam, tentando desvendar oque se passava no coração do outro, impossíveis de ler a mente como sempre faziam com facilidade, mas apos um longo tempo, e que na verdade pareceu rápido demais apos a primeira palavra, Renan retomou a fala.
Agora era sua vez.
- Realmente não creio que Lovegood seja mais aplicável a esta pessoa, Quando me foi escolhido este nome, nossos pais pensavam que amor era algo que eu sempre levaria as pessoas, com aquele sorriso idiota que eu sempre sustentava em meu rosto, Assim como seu Black, provem da sua notável habilidade de observar, em silencio e com calma, antes de tomar qualquer atitude, aquele que sem ser percebido estava em todos os lugares, como as sombras, pelo visto eles queriam que fossemos complementares, não?
Mas definitivamente não mais... As palavras saiam sussurradas, não era fácil falar, ou mesmo pensar com aquele corpo, respirar era cada vez mais difícil. - Não há mais nada de Love em mim, não há como um corpo como este carregar tal nome, não aquela que um dia foi conhecida como Fire, não é assim!? Não é assim que o fogo age? Queimando e matando tudo o que se aproxima dele? Enquanto seu crepitar baixo fascina os desatentos?
- Porém, deixe-me explicar algumas coisas, maninho, Não era somente poder, você mesmo pode sentir hoje correndo pelo seu interior o poder que estamos falando, e sabe o quam bom é isso, sabe tão bem quando uma criança sabe que Feijoezinhos de todos os sabores é perigosamente tentador... Então te caçar não foi um motivo mero, foi um bom motivo, alias um dos melhores plano de caça que fiz nos rosas, realmente não consigo entender o que deu errado naquele dia.
Gaby soltou um risinho de desdém. - Mas repito a você, não pretendia te matar, como poderia matar meu amado irmão? e além disso tínhamos sim um futuro planejado a você, tanto quanto eles haviam planejado o meu. Eu podia ter virado um animal, mas ainda raciocinava tão bem como antes, ou até melhor já que meus objetivos se escandiram tanto, sendo assim, uma vez que a tetrada fosse concluída, se você não sucumbisse ao prazer do poder, ou não me ouvisse, é claro que então, você receberia o mesmo tratamento que o meu...
Gaby sabia que jamais seria perdoada por aquelas palavras frias - assim como todas as outras já despejadas diante de Renan- falava em transformar o irmão no mesmo monstro que ela havia sido transformada, como se falava da chuva na noite anterior, Era claro que proferir aquelas palavras matavam a curandeira naquele momento, mas ela tinha que ser sincera com Renan, tinha que deixá-lo odia-la, pois era a mais pura e sinistra realidade, Um dia ela havia pensado daquela forma.
- Alias, não se te culpo por me odiar, eu te disse que você me odiaria não disse?! Eu sabia o que ia fazer com você... mas você pediu... você queria a verdade, você disse "É seguro, mana" você afirmou ser seguro para sua própria existência... E eu lhe atendi... Mesmo sabendo que não era, mesmo sabendo que sua existência seria quase pagada, devorada por mim, então me odeie Renan... assim você pode continuar sentindo seu sangue pulsando, Eu sempre soube que para o cada ato a um contra ato, e eu estou recebendo o meu... estou recebendo o troco pelo meu pequeno desejo por sangue...
Embora fossem palavras sinceras, elas vinham carregadas de um tom de deboche, não seria difícil mal interpretar o que Gaby dizia, e agora ela já nem sabia o porque continuava a provocar o irmão. Só queria que ele parasse de olhá-la com aqueles olhos. Só queria não ter mais que ve-lo. Só queria acabar com tudo.
- Você tem razão, é hora de enterrarmos Lovegood...
"Mas não creio que poderei renascer depois dela... não há como ser digna de continuar"
E para a felicidade -a unica que poderia sentir - de Gaby, Renan não iria ler sua mente por um bom tempo... talvez, tempo o suficiente para ser eternamente.
- Renan
- Conjurando o Patrono

- Posts: 881
- Joined: 20/07/05, 21:36
- Sexo: Masculino
- Estado: SP
- Casa: Corvinal
- Facebook: http://www.orkut.com.br/Profile.aspx?ui ... 9801255091
- Last.fm: http://www.lastfm.com.br/user/renanenrique
- Blog: http://shardsofme.wordpress.com
- Micro Blog: http>//www.twitter.com/re_enrique
Re: Ala Hospitalar
Tudo não passara de um jogo de perguntas e respostas, até ali. Porém não se tratava de um joguinho de conhecimentos gerais ou “passa ou repassa”: era uma desastrosa guerrilha. Renan atirava granadas incessantemente enquanto Gaby construía trincheiras de deboche e ironia e sarcasmo e... Mas que diabos de trincheiras eram essas minas? O diretor certamente detestava o tom debochado da irmã, mas compreendia que era aquela a forma que ela encontrou para não desmoronar sob seu próprio ‘monstro marinho’. Tê-la compreendido, no entanto, não significava que o mago ficaria subjugado àquela mulher. Pelo contrário, endureceu ainda mais o olhar, cristalizando no azul da íris toda a amargura que nutria, e largou a varinha de lado para entrelaçar os dedos e com eles sustentar o queixo. Como estátua que tentava ser, deixava o Renan pensador para trás. Seria gárgula, agora.
- Destarte desmantela-se a boneca. – começou como se reduzindo àquelas poucas palavras a homilia (nada santa, diga-se de passagem) ministrada pela irmã.
Sorriu, em seguida, o primeiro sorriso desde que entrara pela porta dos aposentos da curandeira. Claro, não era um sorriso alegre, mas um sorriso pequeno e gelado. Embora fosse ‘sorriso’ o suficiente para desfigurar uma gárgula, era gelado o bastante para mantê-la rija.
- Como se engana, maninha, quando diz que saber do seu passado compromete minha existência. Compromete, sim, o ser que existia sob o escudo de Black – um ser que nunca fui eu. – e riu bem alto (insano), o desdém na voz ficando cada vez mais aparente – Nossos falecidos pais não podiam ter me dado melhor e mais irônico sobrenome falso, não é? Não é?! Quem poderia dizer ou ao menos arriscar que meu caminho seria cruzado – não, definido por uma família que de fato carregava esse nome! Agora entendo, querida: deve ter sido muito duro ver sua proteção, Lovegood, se deteriorar e romper com Fire. O prazer que você sentiu deve ter sido doloroso, horrendo... sujo.
Ele fez questão de deixar a última palavra soar e ressoar com força e dureza. Acusava e desprezava ao mesmo tempo que assumia e ponderava o monstro que a curandeira acabava de revelar. Era essa dualidade que ele manteria... pra sempre.
- Sei que não pude impedir seu seqüestro. – enunciou ao jogar fora todo o desdém, acreditando ter firmado sua nova estrutura a contento – Sinto não ter sido capaz de te proteger como sempre. Talvez se o poder liberado pela Tétrada já corresse pelo meu corpo...
Deixou a voz morrer naturalmente e, embora tivesse parado de falar, seus olhos mantinham-se fixos no rosto pálido de Gaby. Mais um período de silêncio absoluto. Mais um pouquinho de tristeza a se adensar. Mas ainda restavam forças nos dois irmãos, forças que Renan tratou de concentrar nos pés. Não se deteve quando a idéia lhe ocorreu e, tão súbito quanto o acender de uma varinha, o corpo do professor se projetou para frente. Seus braços se abriram para se fechar novamente em torno da irmã dos cabelos roxos.
Apertou o abraço o mais que pôde e deixou a cabeça pender de modo que sussurrasse ao pé do ouvido da gêmea.
- Nunca fomos complementares, Gabriella, pois nunca fomos nós mesmos de verdade... Sou eu agora, e te odiarei por mais tempo do que hoje. Seria ridiculamente infantil dizer que vou esquecer as lâminas que você, e não seu passado, cravou em mim. – afirmou, deixando escapar na forma de tristeza na voz o choro que se recusava a deixar sair dos olhos – Mas não te odiarei para sempre, já que me revelou nossos monstros. Sendo eles nossos, enterremos agora, não só Lovegood, mas também Black.
- Você quer morrer, mas eu – ao menos por ora – não vejo utilidade alguma em tirar-lhe a vida quando ambos sabemos muito bem quem detestamos. Certo?
Obviamente, Renan não esperou que Gaby o respondesse. Afastou-se um pouco para trás e apoiou-se sobre um só joelho. Os olhos dos irmãos se encontravam e o homem estendia à sua irmã a mão direita, como se estivesse para fazê-la uma proposta, um pacto. Realmente, estava.
Não pôde deixar de achar graça na cena, lembrando-se de como crianças trouxas costumavam fazer promessas eternas (que duravam tanto quanto a infância). Cuspiam nas mãos antes de uni-las, atando-se uns aos outros. A memória saltou da cabeça para a boca num sorrisinho de canto que Renan não queria revelar. A graça acabou quando ele percebeu ser mais apropriado que cuspe o sangue que já estava ali mesmo.
- Compactuemos, irmã, pelo ódio que nos une: ódio à origem comum de nossos infortúnios; ódio aos rosas, que nos transformaram e nos ensinaram com o custo da vida de nossos pais. – iniciou austero e firme – Se puder concordar comigo no ódio, poderei dizer que sua vida me será preciosa o suficiente para que a mantenha como está agora e só assim, somente assim, poderemos finalmente nos admitir fogo e água sob nosso verdadeiro sobrenome.
E ele esperou pelo pacto de sangue. E esperava que não precisasse afirmar sua própria vida pelo sacrifício da vida irmã; que não precisasse se tornar gárgula pelo resto da vida.
OFF.: ANGST³³²³
- Destarte desmantela-se a boneca. – começou como se reduzindo àquelas poucas palavras a homilia (nada santa, diga-se de passagem) ministrada pela irmã.
Sorriu, em seguida, o primeiro sorriso desde que entrara pela porta dos aposentos da curandeira. Claro, não era um sorriso alegre, mas um sorriso pequeno e gelado. Embora fosse ‘sorriso’ o suficiente para desfigurar uma gárgula, era gelado o bastante para mantê-la rija.
- Como se engana, maninha, quando diz que saber do seu passado compromete minha existência. Compromete, sim, o ser que existia sob o escudo de Black – um ser que nunca fui eu. – e riu bem alto (insano), o desdém na voz ficando cada vez mais aparente – Nossos falecidos pais não podiam ter me dado melhor e mais irônico sobrenome falso, não é? Não é?! Quem poderia dizer ou ao menos arriscar que meu caminho seria cruzado – não, definido por uma família que de fato carregava esse nome! Agora entendo, querida: deve ter sido muito duro ver sua proteção, Lovegood, se deteriorar e romper com Fire. O prazer que você sentiu deve ter sido doloroso, horrendo... sujo.
Ele fez questão de deixar a última palavra soar e ressoar com força e dureza. Acusava e desprezava ao mesmo tempo que assumia e ponderava o monstro que a curandeira acabava de revelar. Era essa dualidade que ele manteria... pra sempre.
- Sei que não pude impedir seu seqüestro. – enunciou ao jogar fora todo o desdém, acreditando ter firmado sua nova estrutura a contento – Sinto não ter sido capaz de te proteger como sempre. Talvez se o poder liberado pela Tétrada já corresse pelo meu corpo...
Deixou a voz morrer naturalmente e, embora tivesse parado de falar, seus olhos mantinham-se fixos no rosto pálido de Gaby. Mais um período de silêncio absoluto. Mais um pouquinho de tristeza a se adensar. Mas ainda restavam forças nos dois irmãos, forças que Renan tratou de concentrar nos pés. Não se deteve quando a idéia lhe ocorreu e, tão súbito quanto o acender de uma varinha, o corpo do professor se projetou para frente. Seus braços se abriram para se fechar novamente em torno da irmã dos cabelos roxos.
Apertou o abraço o mais que pôde e deixou a cabeça pender de modo que sussurrasse ao pé do ouvido da gêmea.
- Nunca fomos complementares, Gabriella, pois nunca fomos nós mesmos de verdade... Sou eu agora, e te odiarei por mais tempo do que hoje. Seria ridiculamente infantil dizer que vou esquecer as lâminas que você, e não seu passado, cravou em mim. – afirmou, deixando escapar na forma de tristeza na voz o choro que se recusava a deixar sair dos olhos – Mas não te odiarei para sempre, já que me revelou nossos monstros. Sendo eles nossos, enterremos agora, não só Lovegood, mas também Black.
- Você quer morrer, mas eu – ao menos por ora – não vejo utilidade alguma em tirar-lhe a vida quando ambos sabemos muito bem quem detestamos. Certo?
Obviamente, Renan não esperou que Gaby o respondesse. Afastou-se um pouco para trás e apoiou-se sobre um só joelho. Os olhos dos irmãos se encontravam e o homem estendia à sua irmã a mão direita, como se estivesse para fazê-la uma proposta, um pacto. Realmente, estava.
Não pôde deixar de achar graça na cena, lembrando-se de como crianças trouxas costumavam fazer promessas eternas (que duravam tanto quanto a infância). Cuspiam nas mãos antes de uni-las, atando-se uns aos outros. A memória saltou da cabeça para a boca num sorrisinho de canto que Renan não queria revelar. A graça acabou quando ele percebeu ser mais apropriado que cuspe o sangue que já estava ali mesmo.
- Compactuemos, irmã, pelo ódio que nos une: ódio à origem comum de nossos infortúnios; ódio aos rosas, que nos transformaram e nos ensinaram com o custo da vida de nossos pais. – iniciou austero e firme – Se puder concordar comigo no ódio, poderei dizer que sua vida me será preciosa o suficiente para que a mantenha como está agora e só assim, somente assim, poderemos finalmente nos admitir fogo e água sob nosso verdadeiro sobrenome.
E ele esperou pelo pacto de sangue. E esperava que não precisasse afirmar sua própria vida pelo sacrifício da vida irmã; que não precisasse se tornar gárgula pelo resto da vida.
OFF.: ANGST³³²³
- Gaby Lovegood
- Conjurando o Patrono

- Posts: 799
- Joined: 20/06/05, 14:55
- Sexo: Feminino
- Estado: SP
- Casa: Corvinal
- Location: voando O.o
Re: Ala Hospitalar
Qual o peso de uma palavra?
Gaby se perguntava isso enquanto Renan a olhava, e seus joelhos começavam a vacilar para o chão. Apenas com palavras ela havia destruído o irmão - de maneira tão fácil quando se rasga uma folha de papel - os mais de vinte anos lado a lado, carregados de cumplicidade e amor incondicional, hoje, haviam se transformado em um mero reflexo apagado de um sonho infantil.
Mas ele sorriu. Foi então que a mulher descobriu que um sorriso pode ferir tanto quando mil palavras, e aquele sorriso do irmão tomou todo o espaço que um dia pertenceu a seu coração – agora um imenso buraco negro - e se abriu em um leque de espinhos, que lentamente crescia, enquanto Renan falava, a dominava, e a dor que antes lhe perfurava de fora para dentro, agora ia ruindo de dentro pra fora. Numa lenta tortura, Todos seus pesadelos tornaram-se verdades.
"um ser que nunca fui eu..."
"...Nossos falecidos pais..."
Gaby fechou os olhos. Os joelhos no chão. Sentia-se um como uma delicada boneca de cera.
Oca.
"...irônico sobrenome falso... falso... falso... FALSA!"
"...querida... querida... querida... querida... querida... querida..."
As palavras de Renan entravam pela sua mente vazia e ecoavam, ressoavam, se repetiam incontáveis vezes, tão nítidas quanto no momento em que foram despejadas, elas giravam e se misturavam. Misturavam-se com o riso insano do irmão, misturavam com o vermelho sangue que viu escorrer de outros, com os olhos decepcionados de Renan, com os gritos desesperados de humanos... Sentiu o enjôo subir até a garganta e buscou por ar... Mas as palavras não paravam de surgir e rodar...
"Lovegood... Fire... Prazer...Doloroso... horrendo... sujo..."
"Sujo... sujo... sujo... sujo... sujo... sujo... sujo... sujo... SUJA!"
A cada segundo o nada de uma imensidão branca se apoderava de sua mente, não havia mais forças para puxar o ar. Não havia mais porque tentar respirar, alguém como ela não merecia. Um corpo imundo como o dela não tinha o direito de permanecer sentindo – mesmo que apenas dor- Viver era uma dádiva não concedida a monstros (demônios) e agora ela entendia isso perfeitamente. Então se soltou, procurou sentir toda a dor que percorria seu corpo e sua alma, e se render a aquele topor que aos poucos tomava o lugar da dor.
Foi quando sua consciência estava para se estralar em uma ultima fagulha de fogo, que uma dor dilacerante a lembrou que suas costelas existiam, e perfuravam seu interior. Gaby abriu os olhos em busca do fato que a fizera lembrar da dor. Pensou que talvez já estivesse no inferno e todas suas dores seriam eternamente ampliadas. Ledo engano... Para aquela que um dia se chamou Fire ainda há muito que se sentir, seu sangue ainda há de pulsar.
Gaby se viu presa, em uma gaiola de músculos, cercada, e se deu conta que aqueles eram os braços do irmão. Aquilo era tudo o que ela não queria. Antes Renan continuasse por horas a fio descontando a raiva e amargura em seu corpo, do que lhe envolver naquele abraço tão quente... Tão protegido e triste.
O abraço se apertava a medida de a cabeça do irmão pendia para o vão de seu pescoço. Um lento ritual antes de proferir as palavras amaldiçoadas do feitiço que ELA havia criado. O ultimo dia que Renan usará todas as letras de seu nome era desconhecido a curandeira, Gabriella era uma palavra que não saia da boca de Renan a anos, e isso doía. Doía, mas não tanto quando o que estava por vir... As palavras eram sussurradas e doces, tão silenciosas como quando crianças conversavam escondidos pela madrugada a fora. Porém tais palavras que outrora carregavam sonhos e fantasias, hoje, trouxeram para tão próximo de seus ouvidos a certeza do ódio. Renan não exitou em fazer sua declaração. Ele a odiava, e a odiaria por muito tempo. Lagrimas secas rolaram dos olhos de Gaby a fim de se encontrarem com o ombro de Renan, Rolavam com ânsia, desesperadas para não pertencerem mais a aquele corpo, Rolavam desenfreadas, carregando consigo o alivio de não serem impuras como aquela que as geraram.
Por fim, Renan selou o destino da irmã. Ele não permitiria que ela morresse, porém não lhe estenderia a mão. Exeto aquela, a mão estendida a sua frente, banhada em sangue, esperando pela resposta a um sinistro pacto de sanguinio. Renan estava lhe propondo um pacto, repleto de mais ódio, O ódio vermelho de sangue - o sangue que Gaby tanto prezava, desejava - E embora não quisesse concordar com aquele pacto, que era apenas mais um para alimentar a dor, não podia perder a única mão que seu amado irmão lhe estenderia, a mão de sangue, era tudo o que ela poderia ter. Era mais do que ela poderia desejar...
-”E um dia... A gente aprende... O homem nasce com uma tendência natural à maldade... Ser bom, é apenas uma escolha de vida.... “ essas foram as primeiras palavras que ouvi quando acordei sem memória.... e mesmo inconscientemente, naquele segundo eu decidi... que embora The Fire vai para sempre arder em meu sangue, eu faria uma escolha...
Embora as lagrimas ainda rolassem por sua face e as palavras se enrolassem em sua boca ela tentava falar da maneira mais clara. Queria que Renan a ouvisse, mesmo que isso não diminuísse seu ódio (merecido). Gaby passou as pontas dos dedos trêmulos na face do irmão e após o ultimo contato esticou esta mão ao seu lado, apontando para a mesa que – ao que parecia anos - Renan havia quebrado uma taça de vinho. Sem palavras, sem varinha, os cacos de vidro da taça voaram em direção aos irmãos com uma rapidez incapaz de ser acompanhada por olhos humanos. Os pequenos cacos cintilaram ao lado do rosto de Renan e se cravaram nas mãos de Gaby, mais fundo do que o seguro. Rapidamente, gota após gota, seu sangue passou a cobrir o chão.
Gaby desviou os olhos do olhar do irmão, e passou a admirar o vermelho brilhante de seu sangue por alguns segundos. – Se minha vida pedisse, lhe concederia está sem exitar... Mas se meu sangue é tudo o que almeja para este pacto... Tome todo o que precisar, ele não fará falta... A mulher tornou a fitar os olhos do irmão, o rosto arrasado, molhado por insistentes lagrimas, o cabelo emaranhado, grudado à face. Lentamente suspendeu sua mão a do irmão, o sangue pingava se misturando. O amaldiçoado sangue gêmeo, daqueles que nunca deveriam ter tido seus corpos separados. Deixou então que ela caísse ao encontro da mão de Renan, A mão mais quente que já segurara em toda sua vida.
- Se hoje não vejo mais motivo para respirar, Com todo o mal que carrego em minha alma, e toda a desgraça que te trouxe... Nan... Entrego-lhe todo o sangue de Fire... Toda vida de Lovegood... E mesmo que sem o perdão, lhe peço que me aceite, Suja, impura, horrenda... Mesmo que apenas por um breve respirar, aceite Gabriella Shellden Skuli, como sua outra parte...
Gaby se perguntava isso enquanto Renan a olhava, e seus joelhos começavam a vacilar para o chão. Apenas com palavras ela havia destruído o irmão - de maneira tão fácil quando se rasga uma folha de papel - os mais de vinte anos lado a lado, carregados de cumplicidade e amor incondicional, hoje, haviam se transformado em um mero reflexo apagado de um sonho infantil.
Mas ele sorriu. Foi então que a mulher descobriu que um sorriso pode ferir tanto quando mil palavras, e aquele sorriso do irmão tomou todo o espaço que um dia pertenceu a seu coração – agora um imenso buraco negro - e se abriu em um leque de espinhos, que lentamente crescia, enquanto Renan falava, a dominava, e a dor que antes lhe perfurava de fora para dentro, agora ia ruindo de dentro pra fora. Numa lenta tortura, Todos seus pesadelos tornaram-se verdades.
"um ser que nunca fui eu..."
"...Nossos falecidos pais..."
Gaby fechou os olhos. Os joelhos no chão. Sentia-se um como uma delicada boneca de cera.
Oca.
"...irônico sobrenome falso... falso... falso... FALSA!"
"...querida... querida... querida... querida... querida... querida..."
As palavras de Renan entravam pela sua mente vazia e ecoavam, ressoavam, se repetiam incontáveis vezes, tão nítidas quanto no momento em que foram despejadas, elas giravam e se misturavam. Misturavam-se com o riso insano do irmão, misturavam com o vermelho sangue que viu escorrer de outros, com os olhos decepcionados de Renan, com os gritos desesperados de humanos... Sentiu o enjôo subir até a garganta e buscou por ar... Mas as palavras não paravam de surgir e rodar...
"Lovegood... Fire... Prazer...Doloroso... horrendo... sujo..."
"Sujo... sujo... sujo... sujo... sujo... sujo... sujo... sujo... SUJA!"
A cada segundo o nada de uma imensidão branca se apoderava de sua mente, não havia mais forças para puxar o ar. Não havia mais porque tentar respirar, alguém como ela não merecia. Um corpo imundo como o dela não tinha o direito de permanecer sentindo – mesmo que apenas dor- Viver era uma dádiva não concedida a monstros (demônios) e agora ela entendia isso perfeitamente. Então se soltou, procurou sentir toda a dor que percorria seu corpo e sua alma, e se render a aquele topor que aos poucos tomava o lugar da dor.
Foi quando sua consciência estava para se estralar em uma ultima fagulha de fogo, que uma dor dilacerante a lembrou que suas costelas existiam, e perfuravam seu interior. Gaby abriu os olhos em busca do fato que a fizera lembrar da dor. Pensou que talvez já estivesse no inferno e todas suas dores seriam eternamente ampliadas. Ledo engano... Para aquela que um dia se chamou Fire ainda há muito que se sentir, seu sangue ainda há de pulsar.
Gaby se viu presa, em uma gaiola de músculos, cercada, e se deu conta que aqueles eram os braços do irmão. Aquilo era tudo o que ela não queria. Antes Renan continuasse por horas a fio descontando a raiva e amargura em seu corpo, do que lhe envolver naquele abraço tão quente... Tão protegido e triste.
O abraço se apertava a medida de a cabeça do irmão pendia para o vão de seu pescoço. Um lento ritual antes de proferir as palavras amaldiçoadas do feitiço que ELA havia criado. O ultimo dia que Renan usará todas as letras de seu nome era desconhecido a curandeira, Gabriella era uma palavra que não saia da boca de Renan a anos, e isso doía. Doía, mas não tanto quando o que estava por vir... As palavras eram sussurradas e doces, tão silenciosas como quando crianças conversavam escondidos pela madrugada a fora. Porém tais palavras que outrora carregavam sonhos e fantasias, hoje, trouxeram para tão próximo de seus ouvidos a certeza do ódio. Renan não exitou em fazer sua declaração. Ele a odiava, e a odiaria por muito tempo. Lagrimas secas rolaram dos olhos de Gaby a fim de se encontrarem com o ombro de Renan, Rolavam com ânsia, desesperadas para não pertencerem mais a aquele corpo, Rolavam desenfreadas, carregando consigo o alivio de não serem impuras como aquela que as geraram.
Por fim, Renan selou o destino da irmã. Ele não permitiria que ela morresse, porém não lhe estenderia a mão. Exeto aquela, a mão estendida a sua frente, banhada em sangue, esperando pela resposta a um sinistro pacto de sanguinio. Renan estava lhe propondo um pacto, repleto de mais ódio, O ódio vermelho de sangue - o sangue que Gaby tanto prezava, desejava - E embora não quisesse concordar com aquele pacto, que era apenas mais um para alimentar a dor, não podia perder a única mão que seu amado irmão lhe estenderia, a mão de sangue, era tudo o que ela poderia ter. Era mais do que ela poderia desejar...
-”E um dia... A gente aprende... O homem nasce com uma tendência natural à maldade... Ser bom, é apenas uma escolha de vida.... “ essas foram as primeiras palavras que ouvi quando acordei sem memória.... e mesmo inconscientemente, naquele segundo eu decidi... que embora The Fire vai para sempre arder em meu sangue, eu faria uma escolha...
Embora as lagrimas ainda rolassem por sua face e as palavras se enrolassem em sua boca ela tentava falar da maneira mais clara. Queria que Renan a ouvisse, mesmo que isso não diminuísse seu ódio (merecido). Gaby passou as pontas dos dedos trêmulos na face do irmão e após o ultimo contato esticou esta mão ao seu lado, apontando para a mesa que – ao que parecia anos - Renan havia quebrado uma taça de vinho. Sem palavras, sem varinha, os cacos de vidro da taça voaram em direção aos irmãos com uma rapidez incapaz de ser acompanhada por olhos humanos. Os pequenos cacos cintilaram ao lado do rosto de Renan e se cravaram nas mãos de Gaby, mais fundo do que o seguro. Rapidamente, gota após gota, seu sangue passou a cobrir o chão.
Gaby desviou os olhos do olhar do irmão, e passou a admirar o vermelho brilhante de seu sangue por alguns segundos. – Se minha vida pedisse, lhe concederia está sem exitar... Mas se meu sangue é tudo o que almeja para este pacto... Tome todo o que precisar, ele não fará falta... A mulher tornou a fitar os olhos do irmão, o rosto arrasado, molhado por insistentes lagrimas, o cabelo emaranhado, grudado à face. Lentamente suspendeu sua mão a do irmão, o sangue pingava se misturando. O amaldiçoado sangue gêmeo, daqueles que nunca deveriam ter tido seus corpos separados. Deixou então que ela caísse ao encontro da mão de Renan, A mão mais quente que já segurara em toda sua vida.
- Se hoje não vejo mais motivo para respirar, Com todo o mal que carrego em minha alma, e toda a desgraça que te trouxe... Nan... Entrego-lhe todo o sangue de Fire... Toda vida de Lovegood... E mesmo que sem o perdão, lhe peço que me aceite, Suja, impura, horrenda... Mesmo que apenas por um breve respirar, aceite Gabriella Shellden Skuli, como sua outra parte...
- Renan
- Conjurando o Patrono

- Posts: 881
- Joined: 20/07/05, 21:36
- Sexo: Masculino
- Estado: SP
- Casa: Corvinal
- Facebook: http://www.orkut.com.br/Profile.aspx?ui ... 9801255091
- Last.fm: http://www.lastfm.com.br/user/renanenrique
- Blog: http://shardsofme.wordpress.com
- Micro Blog: http>//www.twitter.com/re_enrique
Re: Ala Hospitalar
O mago não soube exatamente se estava aliviado ou só um tanto mais preocupado ao sentir pousar a mão ensangüentada da irmã sobre a sua própria. Sentia-se aliviado, pois ela fez o que ele desejou no interior; preocupado, porém, na medida em que – talvez – um gêmeo a menos seria menos problema. De qualquer forma, não teve tempo nem paciência o suficiente para se demorar em pensamentos não mais tão pertinentes: Gabriella falava, dando letra à percussão de suas lágrimas. Sua música concordava com o pacto, que seria perpétuo mesmo sem ninguém para firmá-lo com magia qualquer.
Renan, como se proferisse uma magia antiga, tratou logo de selar aquele acordo sangrento.
- Shellden, para nascente; Skuli, para proteger. Protejamos então, irmã, com a alcunha que há muito nos foi tirada, nossa renascença.
As mãos que se tocavam de leve agora estavam coladas, e o tom na voz do bruxo provou-se ser não mero acidente, mas um canto (encanto) de fato. Nada de luzes explodindo como fogos de artifício ou insígnias mágicas de dois metros de raio brotando no chão. Também não houve nada como curas milagrosas de todas as feridas que os irmãos contraíram. A magia que Renan e Gabriella naquele momento criaram com o encontro das mãos e do sangue era muito mais do que alegorias em neon. Era a promessa silenciosa de não haver retorno nem porto seguro para nenhum deles; afirmação suja de não existir mais nada como felicidade plena ou qualquer coisa que lembrasse a falsa completude dos irmãos até então. Aquele encanto era o cristalizar de um futuro covalente em ódio, e dele vinham a fidelidade e o verdadeiro ser dos gêmeos Skuli.
Eles ficaram ali por alguns minutos, imóveis feito esculturas de mármore branco. É, havia o sangue a quebrar a palidez daqueles dois... Mas quem se importa? Naquele ponto, àquele ponto, o sangue era não mais que estético, visto que o passado deles (principalmente nas partes em que Gaby protagoniza, diga-se de passagem) era escrito em escarlate.
Só quando as mentes dos dois pareceram voltar a funcionar, Renan abriu os olhos.
- Acho que isso precisa de uma limpeza. – entoou em tom absolutamente monótono.
O bruxo se levantou velozmente, batendo com as mãos na capa preta para afastar sujeira imaginária. Evitando olhar para Gabriella, deu-lhe as costas e inclinou o tronco para frente a fim recuperar a varinha que jazia sobre o edredom púrpura da cama da curandeira. Guardou-a num compartimento interno da capa pesada e, com passos largos, alcançou a porta das habitações. Envolveu a maçaneta com a mão direita, impura, e arriscou olhar de esguelha para trás, fitando a irmã – com os olhos semicerrados em exaustão e inchados do choro que ainda não havia parado – recostada molemente à parede de pedra.
- Pegarei uma poção do armarinho. Trate de se recompor, Gabriella. Esse sangue não combina com suas lágrimas. – sentenciou com uma pontinha de ressentimento que logo foi esquecido. Saiu do quarto e bateu com força a porta atrás de si, não perdendo tempo em sair da Ala Hospitalar de vez.
Obviamente, não pegou nenhuma poção daquele lugar.
OFF.: Aposentos do Diretor
Renan, como se proferisse uma magia antiga, tratou logo de selar aquele acordo sangrento.
- Shellden, para nascente; Skuli, para proteger. Protejamos então, irmã, com a alcunha que há muito nos foi tirada, nossa renascença.
As mãos que se tocavam de leve agora estavam coladas, e o tom na voz do bruxo provou-se ser não mero acidente, mas um canto (encanto) de fato. Nada de luzes explodindo como fogos de artifício ou insígnias mágicas de dois metros de raio brotando no chão. Também não houve nada como curas milagrosas de todas as feridas que os irmãos contraíram. A magia que Renan e Gabriella naquele momento criaram com o encontro das mãos e do sangue era muito mais do que alegorias em neon. Era a promessa silenciosa de não haver retorno nem porto seguro para nenhum deles; afirmação suja de não existir mais nada como felicidade plena ou qualquer coisa que lembrasse a falsa completude dos irmãos até então. Aquele encanto era o cristalizar de um futuro covalente em ódio, e dele vinham a fidelidade e o verdadeiro ser dos gêmeos Skuli.
Eles ficaram ali por alguns minutos, imóveis feito esculturas de mármore branco. É, havia o sangue a quebrar a palidez daqueles dois... Mas quem se importa? Naquele ponto, àquele ponto, o sangue era não mais que estético, visto que o passado deles (principalmente nas partes em que Gaby protagoniza, diga-se de passagem) era escrito em escarlate.
Só quando as mentes dos dois pareceram voltar a funcionar, Renan abriu os olhos.
- Acho que isso precisa de uma limpeza. – entoou em tom absolutamente monótono.
O bruxo se levantou velozmente, batendo com as mãos na capa preta para afastar sujeira imaginária. Evitando olhar para Gabriella, deu-lhe as costas e inclinou o tronco para frente a fim recuperar a varinha que jazia sobre o edredom púrpura da cama da curandeira. Guardou-a num compartimento interno da capa pesada e, com passos largos, alcançou a porta das habitações. Envolveu a maçaneta com a mão direita, impura, e arriscou olhar de esguelha para trás, fitando a irmã – com os olhos semicerrados em exaustão e inchados do choro que ainda não havia parado – recostada molemente à parede de pedra.
- Pegarei uma poção do armarinho. Trate de se recompor, Gabriella. Esse sangue não combina com suas lágrimas. – sentenciou com uma pontinha de ressentimento que logo foi esquecido. Saiu do quarto e bateu com força a porta atrás de si, não perdendo tempo em sair da Ala Hospitalar de vez.
Obviamente, não pegou nenhuma poção daquele lugar.
OFF.: Aposentos do Diretor
- Gaby Lovegood
- Conjurando o Patrono

- Posts: 799
- Joined: 20/06/05, 14:55
- Sexo: Feminino
- Estado: SP
- Casa: Corvinal
- Location: voando O.o
Re: Ala Hospitalar
Nascer para proteger. Foi para isso que foram postos ao mundo, foi para isso que os destinos de seus pais se cruzaram para gerar Renan e Gabriela Shellden Skuli. Enfim vinha a tona, o nome que esconderam por toda a vida, assim como agora surgiam às personalidades que foram moldadas durante toda a vida. Há quem diga que o destino é algo imutável, mas tão fina linha pode se romper tão facilmente quando se emaranha em um nó encasulado. Eis que agora a dupla linha que segue a vida de gêmeos se encontra ao vento, solta, sem rumo, com nós e ruída... Ainda há quem acredite em destino...
Enquanto o sangue se misturava naquele aperto de mão - tão frio e tão quente - Renan selava o pacto. Gotas de sangue pingavam em uma pequena poça Gaby olhava para o irmão de olhos fechados. Olhando para o rosto mármore do irmão, não pode deixar de rezar novamente por sua morte, a cada segundo continuava a manchar o irmão com sangue, a corrompê-lo, a sujá-lo... Sentia que toda sua podridão poderia contaminar o irmão, e isso era inadmissível. O que sua mãe pensaria se a visse fazendo isso... Sujando de sangue seu lindo cristal precioso... Usando novamente o honroso nome dos Skuli, era muita pretensão se achar no direito, mas... Renan havia lhe estendido à mão... A mão que ela olhou novamente, embebida em sangue, sentiu seu coração pular e o delicioso aroma de sangue lhe encher os pulmões, Fechou os olhos, Definitivamente, ela não era digna naquela doce mão ensangüentada.
O calor se foi. Renan se levantou desprendendo as mãos, sua voz era fria, envolta num cinismo gélido. Ele não a olhava, mas Gaby acompanhava com suplica os atos do irmão, não queria que ele se fosse, queria olhar ainda mais para aquele rosto, queria segurar por mais um pouco aquelas mãos. Renan parou com a mão na maçaneta da porta e a olhou, ele estava indo embora.
Gabriella. Esse sangue não combina com suas lágrimas.
A mulher correu passar a mão no rosto para afastar o caminho de lagrimas que despendia de seus olhos, sentiu espinhos arranharem sua face. O sangue das mãos agora tingia sua face arranhada pelos cacos de vidros que ainda lhe fincavam a pele. O baque da porta fez seu coração pular, as lagrimas saiam em uma velocidade indescritível, interrompida por soluços secos. Gabriella olhava para a porta rezando intimamente para que o irmão voltasse sustentando o quente sorriso e lhe chamando. Mas sonhos, são apenas sonhos, eles não atravessam o portal da mente para o mundo real.
Seu corpo caiu no chão, como uma boneca de pano sem miolo, sem alma, desprovida de vida. Gaby passou a observar cada dor que lhe envolvia enquanto sussurrava a doce canção de ninar que embalou os sonos dos gêmeos por tão poucos anos, a voz de sua mãe lhe acompanhava ao pé do ouvido...
Suas costelas a perfurava, doíam, a pele por todo o corpo tinha pequenas escoriações vermelhas. Ela lembrava das tardes em que se trancavam no quarto planejando a maior aventura de suas vidas no dia seguinte - que provavelmente os levaria nada além da segunda curva do rio que corria próximo a casa - E os pequenos furtos de biscoito para a viagem...
Sentia seu coração pulsar, mais por insistência de seu corpo do que pela vontade de viver e lembrou-se dos gêmeos, sozinhos no mundo, com as mãos grudadas num forte aperto rezando em silencio pelos pais que haviam se apagados como os valagumes um dia apagaram...
off: como nao aco que esse player vai funfa, segue o link
http://www.esnips.com/doc/4b865fb9-45d8 ... ders-Blues
OFF [Aos viajantes peço que não interfiram na Gaby até que Leto Black post... tks ^^]
Enquanto o sangue se misturava naquele aperto de mão - tão frio e tão quente - Renan selava o pacto. Gotas de sangue pingavam em uma pequena poça Gaby olhava para o irmão de olhos fechados. Olhando para o rosto mármore do irmão, não pode deixar de rezar novamente por sua morte, a cada segundo continuava a manchar o irmão com sangue, a corrompê-lo, a sujá-lo... Sentia que toda sua podridão poderia contaminar o irmão, e isso era inadmissível. O que sua mãe pensaria se a visse fazendo isso... Sujando de sangue seu lindo cristal precioso... Usando novamente o honroso nome dos Skuli, era muita pretensão se achar no direito, mas... Renan havia lhe estendido à mão... A mão que ela olhou novamente, embebida em sangue, sentiu seu coração pular e o delicioso aroma de sangue lhe encher os pulmões, Fechou os olhos, Definitivamente, ela não era digna naquela doce mão ensangüentada.
O calor se foi. Renan se levantou desprendendo as mãos, sua voz era fria, envolta num cinismo gélido. Ele não a olhava, mas Gaby acompanhava com suplica os atos do irmão, não queria que ele se fosse, queria olhar ainda mais para aquele rosto, queria segurar por mais um pouco aquelas mãos. Renan parou com a mão na maçaneta da porta e a olhou, ele estava indo embora.
Gabriella. Esse sangue não combina com suas lágrimas.
A mulher correu passar a mão no rosto para afastar o caminho de lagrimas que despendia de seus olhos, sentiu espinhos arranharem sua face. O sangue das mãos agora tingia sua face arranhada pelos cacos de vidros que ainda lhe fincavam a pele. O baque da porta fez seu coração pular, as lagrimas saiam em uma velocidade indescritível, interrompida por soluços secos. Gabriella olhava para a porta rezando intimamente para que o irmão voltasse sustentando o quente sorriso e lhe chamando. Mas sonhos, são apenas sonhos, eles não atravessam o portal da mente para o mundo real.
Seu corpo caiu no chão, como uma boneca de pano sem miolo, sem alma, desprovida de vida. Gaby passou a observar cada dor que lhe envolvia enquanto sussurrava a doce canção de ninar que embalou os sonos dos gêmeos por tão poucos anos, a voz de sua mãe lhe acompanhava ao pé do ouvido...
"Lavender's blue, dilly dilly, lavender's green,
When I am king, dilly, dilly, you shall be queen.
Who told you so, dilly, dilly, who told you so?
'Twas my own heart, dilly, dilly, that told me so."
A respiração era rasa, e o soluço só piorava a dor. Ela lembrava das manhas quentes em que os gêmeos costumavam correr pelo campo, rindo e gritando, sempre à frente esperando para saber qual seria o vencedor a alcançar aquela enorme pedra onde sua mãe ficava sentada a ler...When I am king, dilly, dilly, you shall be queen.
Who told you so, dilly, dilly, who told you so?
'Twas my own heart, dilly, dilly, that told me so."
"Call up your men, dilly, dilly, set them to work
Some with a rake, dilly, dilly, some with a fork.
Some to make hay, dilly, dilly, some to thresh corn.
While you and I, dilly, dilly, keep ourselves warm."
Some with a rake, dilly, dilly, some with a fork.
Some to make hay, dilly, dilly, some to thresh corn.
While you and I, dilly, dilly, keep ourselves warm."
Suas costelas a perfurava, doíam, a pele por todo o corpo tinha pequenas escoriações vermelhas. Ela lembrava das tardes em que se trancavam no quarto planejando a maior aventura de suas vidas no dia seguinte - que provavelmente os levaria nada além da segunda curva do rio que corria próximo a casa - E os pequenos furtos de biscoito para a viagem...
“Lavender's green, dilly, dilly, Lavender's blue,
If you love me, dilly, dilly, I will love you.”
Em suas mãos pequenos cacos de vidro continuavam a rasgar sua pele a medida que mexia os dedos, olhou para o sangue e se lembrou das noite em que saiam escondidos para o orla da floresta com potinhos de vidro em uma mochila e a exitação de caçar vagalumes, brilhantes vagalumes que iluminavam os sonhos das crianças, como seu pai dizia...If you love me, dilly, dilly, I will love you.”
“Let the birds sing, dilly, dilly, And the lambs play;
We shall be safe, dilly, dilly, Out of harm's way.”
We shall be safe, dilly, dilly, Out of harm's way.”
Sentia seu coração pulsar, mais por insistência de seu corpo do que pela vontade de viver e lembrou-se dos gêmeos, sozinhos no mundo, com as mãos grudadas num forte aperto rezando em silencio pelos pais que haviam se apagados como os valagumes um dia apagaram...
“I love to dance, dilly, dilly, I love to sing;
When I am queen, dilly, dilly, You'll be my king.”
Gabriella fechou os olhos, tentando esquecer toda a dor e todas as memórias -que só acentuavam a dor - e então a musica ficou ressoando em sua mente enquanto as lágrimas caíam e seu coração pedia (suplicava) por perdão...When I am queen, dilly, dilly, You'll be my king.”
“Who told me so, dilly, dilly, Who told me so?
I told myself, dilly, dilly, I told me so. “
E ali ela ficou, a murmurar sua canção de ninar, sem forças para se mover... Apenas a murmurar... sozinha....I told myself, dilly, dilly, I told me so. “
"When i am Queen Dilly.. Dilly, You'll Be my King... Dilly Dilly"
off: como nao aco que esse player vai funfa, segue o link
http://www.esnips.com/doc/4b865fb9-45d8 ... ders-Blues
OFF [Aos viajantes peço que não interfiram na Gaby até que Leto Black post... tks ^^]
- Leto Black
- Recebendo a visita de Hagrid

- Posts: 22
- Joined: 28/05/08, 14:14
- Sexo: Masculino
- Estado: SP
- Casa: Sonserina
Re: Ala Hospitalar
"Não vim até Hogwarts para ser deixado de parte da mobília. Espero que tenha uma boa desculpa pra me fazer esperar, Lovegood"
O pensamento egoísta, mas para Leto factual, acompanha-o até se deparar com as portas duplas da Ala Hospitalar. Sem mais nem menos, chuta uma das portas comprometendo sua posição já não tão segura. Como sujeira pouca é bobagem, não pensou duas vezes antes de socar a madeira velha para, agora, fechar a porta. Um vez dentro do lugar, procura com o olhar pela responsável.
"Então já está dormindo?"
Adentrando a ala, ele caminha em direção aos aposentos da curandeira. Não prestando muita atenção em nada, simplesmente ruma para a segunda porta que teria de derrubar. Bater na porta estava fora de cogitação. A porta está fechada, ele a abre com outro chute e sente o cheiro de sangue. Entra no quarto e a vê caida no chão, sem forças e quase sem vida.
-Ora, ora... Vejo que você tem uma excelente desculpa Gabriella. Que sujeira hein?
Leto abre um sorriso sarcastico, olha mais uma vez a curandeira estirada no chão. Ele saca a varinha e aponta para ela, fazendo- a flutuar até a cama. Virou as costas e voltou a ala. Caminhou até o armario de medicamentos. "Ela sempre dá uma poção azul para os doentes, deve ser algo que resolva." Ele procura por um frasco com um liquido de cor azul, conforme pega os errados, ele os larga no chão. "Aqui está... não vai ser desta vez." Leto volta para o quarto de Gabriella, deixando os medicamentos totalmente bagunçados, ele olha para a bagunça por cima dos ombros. "Ela que arrume. Se tivesse ido me encontrar não estaria assim". Ele continua andando até chegar ao leito da curandeira.
-Gabriella tome isso. Ela não reage. Vamos Gabriella, você não é tão fraca assim. Ela ainda não reage. Ele olha os olhos encharcados da mulher e sobe em cima dela. Você não vai morrer moça... Sua voz saía sussurada, era uma mistura de sarcasmo e docura. Com uma das mãos Leto segura os rosto inexpressivo da curandeira, com a outra mão ele coloca o liquido em sua propria boca.
"Se isso for veneno, creio que morreremos juntos."
Leto se inclina em direção a Gabriella, e como em um longo beijo, ele a faz beber toda a poção. Percebe que as lagrimas da mulher ainda escorrem pelo rosto. Ele deita-se ao seu lado e a abraça, segurando-a contra seu peito.
-Não vou perguntar nada a você. Mas fique ciente que não se livrar de mim tão cedo.
O pensamento egoísta, mas para Leto factual, acompanha-o até se deparar com as portas duplas da Ala Hospitalar. Sem mais nem menos, chuta uma das portas comprometendo sua posição já não tão segura. Como sujeira pouca é bobagem, não pensou duas vezes antes de socar a madeira velha para, agora, fechar a porta. Um vez dentro do lugar, procura com o olhar pela responsável.
"Então já está dormindo?"
Adentrando a ala, ele caminha em direção aos aposentos da curandeira. Não prestando muita atenção em nada, simplesmente ruma para a segunda porta que teria de derrubar. Bater na porta estava fora de cogitação. A porta está fechada, ele a abre com outro chute e sente o cheiro de sangue. Entra no quarto e a vê caida no chão, sem forças e quase sem vida.
-Ora, ora... Vejo que você tem uma excelente desculpa Gabriella. Que sujeira hein?
Leto abre um sorriso sarcastico, olha mais uma vez a curandeira estirada no chão. Ele saca a varinha e aponta para ela, fazendo- a flutuar até a cama. Virou as costas e voltou a ala. Caminhou até o armario de medicamentos. "Ela sempre dá uma poção azul para os doentes, deve ser algo que resolva." Ele procura por um frasco com um liquido de cor azul, conforme pega os errados, ele os larga no chão. "Aqui está... não vai ser desta vez." Leto volta para o quarto de Gabriella, deixando os medicamentos totalmente bagunçados, ele olha para a bagunça por cima dos ombros. "Ela que arrume. Se tivesse ido me encontrar não estaria assim". Ele continua andando até chegar ao leito da curandeira.
-Gabriella tome isso. Ela não reage. Vamos Gabriella, você não é tão fraca assim. Ela ainda não reage. Ele olha os olhos encharcados da mulher e sobe em cima dela. Você não vai morrer moça... Sua voz saía sussurada, era uma mistura de sarcasmo e docura. Com uma das mãos Leto segura os rosto inexpressivo da curandeira, com a outra mão ele coloca o liquido em sua propria boca.
"Se isso for veneno, creio que morreremos juntos."
Leto se inclina em direção a Gabriella, e como em um longo beijo, ele a faz beber toda a poção. Percebe que as lagrimas da mulher ainda escorrem pelo rosto. Ele deita-se ao seu lado e a abraça, segurando-a contra seu peito.
-Não vou perguntar nada a você. Mas fique ciente que não se livrar de mim tão cedo.

- Gaby Lovegood
- Conjurando o Patrono

- Posts: 799
- Joined: 20/06/05, 14:55
- Sexo: Feminino
- Estado: SP
- Casa: Corvinal
- Location: voando O.o
Re: Ala Hospitalar
O tempo que transcorreu enquanto olhava para a porta esperando que Renan a abrisse Gaby nunca poderá dizer se foi muito ou pouco. Sendo o tempo relativo, para ela, aquele tempo foi à eternidade, uma eternidade que nunca se acabou, que ficou gravada por uma espera em vão. Sua eternidade era embalada pela canção de ninar que morreu em sua boca, já sem forças para sussurrá-la, mas permaneceu ressoando em sua mente, até que seus olhos pesados, já não conseguissem focalizar seu quarto e se fechassem - embora as lágrimas ainda caíssem -.
“É reconfortante a dor do apagar...” Assim como os vaga-lumes, conhecidos como chama que voa, um dia se apagam. Gaby também queria que sua chama se apagasse, e o que restasse voasse para bem longe carregado pelo vento. Envolvida pelo NADA, queria se apegar àquela dor, aquela existência que sumia, Se sua chama se cessasse não precisaria pensar no que foi (Fire), ou no que perdeu (Renan). E a doce possibilidade de se apagar era cada vez mais reconfortante ao seu coração perdido.
A mulher não ouviu os dois "baques" rudes nas portas da enfermaria, e tão pouco a voz que se dirigia a ela, apenas sentia no fundo de seu cérebro um pequeno incomodo por alguém estar querendo a despertar, a reacendê-la.
Sentiu seu corpo ser levantado no ar. Talvez fosse esse o inicio de sua morte, embora jurasse que deveria ir para o inferno, seu corpo parecia descordar, pairando no ar, e logo fora pousado em uma aconchegante nuvem. Talvez alguém, queria lhe punir pessoalmente...
Ouviu uma voz distante a chamar, definitivamente aquele que a chamava, não conhecia o prazer de estar envolta na anestesia da dor, e em como é irritante ser tirada de lá. Mas a voz era insistente. Tão insistente que uma sensação conhecida cutucava sua mente – Embora não soubesse identificar qual sensação era essa, e muito menos buscar por lembranças - Tamanha insistência e “delicadeza” não era algo comum aos seres, apenas raros deles conseguiam ostentar tantos pontos negativos. Gabriella já não estava mais tão mergulhada na sua mente – contudo lutava para não quebrar a placa de Gelo que a envolvia (protegia) - alguns pensamentos conseguiam despontar em sua mente, e teve ânsia em pensar que um deles poderia estar correto.
Abriu os olhos. Embora nada enxergasse -pois as lagrimas ainda lhe escorriam pelo rosto e uma fina camada leitosa lhe cobria a visão - Viu um vulto, que rapidamente se moveu para cima dela, parecia lhe dizer algo, mas ela não quis ouvir, fechou os olhos novamente, não importava o que o vulto queria, se fosse a matar só lhe faria um favor, Já que a mulher apenas pensava em voltar para seu aconchegante NADA.
Um perfume conhecido lhe chegou ao nariz, não era de sangue, mas tão bom quanto, lhe trazia memórias, que não conseguia ver, mas reconhecia. Seus lábios queimaram, Delicadamente eles foram separados, algo gelado escorria por sua garganta enquanto o calor em seus lábios se misturava a um delicioso cheiro de rosas. Seus olhos se abriram em um estralo, algumas coisas começavam a fazer sentido em sua mente, enquanto seus olhos começavam a focar o vulto que a beijava.
Gaby sabia que: O que escorria por sua boca, era uma de suas poções; Em poucos minutos seu corpo estaria mais forte, e sua mente mais consciente, embora não curasse nenhum de seus ferimentos. E o vulto que tentava salva-la, era simplesmente a última pessoa que gostaria de ver enquanto desejava morrer (e até mesmo se desejasse viver).
LETO BLACK.
Agora seus olhos focavam o rosto daquele Black, a pele pálida, o cabelo branco que lhe caia à face, a feição dura, Gaby conhecia muito bem aquele rosto. Tentou se mover, mas seu corpo ainda não a respondia - assim como suas lágrimas não paravam de cair - o homem deitou-se ao seu lado a abraçando. Gaby sentiu suas costelas e o amaldiçoou. Embora tivesse que admitir que parte dela desejava ser abraçada e amparada - levada para longe de todo o mal que havia criado - Não podia admitir que aquele que tentava realizar um de seus desejos fosse Leto Black, aquele que desejava lhe salvar era justamente um dos que a havia a atirado na escuridão.
Aos poucos sua mente e seu corpo começavam a lhe responder, embora as dores também retornavam e com muito mais intensidade. Gaby deixou que a mão - ainda machucada e sangrando - caísse ao lado de seu corpo. Embalada pelo respirar de Leto, murmurou, "Accio" a varinha que se encontrava caída no chão depois que a curandeira havia sido arremessada contra a parede voou até sua mão. Instantaneamente Gaby moveu a ponta da varinha contra o pescoço de Leto.
- S...A...I...A...A voz era arrastada e tremida, porém seca e com comando, Gaby sentiu as costas doerem, Era muito mais difícil falar do que respirar, e as duas coisas ao mesmo tempo pareciam impossíveis.
- Você é a ultima pessoa de que quero proximidade Leto, ainda mais no estado que me encontro... Saída do meu quarto... À medida que falava a consciência se aguçava, estava aos braços de Leto, O homem que havia assinado a morte de seus pais, o homem que decidiu fechar os olhos enquanto ela era levada para a organização - da qual ele fazia parte - para ser reduzida a um animal. O homem por quem havia se apaixonado, e desapareceu sem lhe dizer adeus, o homem que a induziu a um coma para que ela não lhe fizesse perguntas, Este homem, Black, que havia contribuído para arruinar sua vida e de seu irmão, agora a segurava tão gentilmente nos braços. A salvava. A queria viva. Sua mente borbulhava.
- SAIA LETO! O grito saiu a assustando, a dor que se seguiu cortando o seu corpo a fez gemer – a respiração cortada - não estava em condições de exigir nada, e seu corpo a alertava disso. Mas não queria ouvir, não queria que um Black a ajudasse, não queria que ele estendesse a mão que Renan havia escondido. Não queria que o irmão sonhasse que neste instante estava aos braços de Leto Black – o inimigo -. O ódio de si mesma por não se mover era crescente, respirava fundo tentando amenizar a dor – em vão - a varinha tremeu em sua mão e cedeu um pouco da força que comprimia a garganta do Black.
Gaby não passava de uma boneca de pano. Inútil.
“É reconfortante a dor do apagar...” Assim como os vaga-lumes, conhecidos como chama que voa, um dia se apagam. Gaby também queria que sua chama se apagasse, e o que restasse voasse para bem longe carregado pelo vento. Envolvida pelo NADA, queria se apegar àquela dor, aquela existência que sumia, Se sua chama se cessasse não precisaria pensar no que foi (Fire), ou no que perdeu (Renan). E a doce possibilidade de se apagar era cada vez mais reconfortante ao seu coração perdido.
A mulher não ouviu os dois "baques" rudes nas portas da enfermaria, e tão pouco a voz que se dirigia a ela, apenas sentia no fundo de seu cérebro um pequeno incomodo por alguém estar querendo a despertar, a reacendê-la.
Sentiu seu corpo ser levantado no ar. Talvez fosse esse o inicio de sua morte, embora jurasse que deveria ir para o inferno, seu corpo parecia descordar, pairando no ar, e logo fora pousado em uma aconchegante nuvem. Talvez alguém, queria lhe punir pessoalmente...
Ouviu uma voz distante a chamar, definitivamente aquele que a chamava, não conhecia o prazer de estar envolta na anestesia da dor, e em como é irritante ser tirada de lá. Mas a voz era insistente. Tão insistente que uma sensação conhecida cutucava sua mente – Embora não soubesse identificar qual sensação era essa, e muito menos buscar por lembranças - Tamanha insistência e “delicadeza” não era algo comum aos seres, apenas raros deles conseguiam ostentar tantos pontos negativos. Gabriella já não estava mais tão mergulhada na sua mente – contudo lutava para não quebrar a placa de Gelo que a envolvia (protegia) - alguns pensamentos conseguiam despontar em sua mente, e teve ânsia em pensar que um deles poderia estar correto.
Abriu os olhos. Embora nada enxergasse -pois as lagrimas ainda lhe escorriam pelo rosto e uma fina camada leitosa lhe cobria a visão - Viu um vulto, que rapidamente se moveu para cima dela, parecia lhe dizer algo, mas ela não quis ouvir, fechou os olhos novamente, não importava o que o vulto queria, se fosse a matar só lhe faria um favor, Já que a mulher apenas pensava em voltar para seu aconchegante NADA.
Um perfume conhecido lhe chegou ao nariz, não era de sangue, mas tão bom quanto, lhe trazia memórias, que não conseguia ver, mas reconhecia. Seus lábios queimaram, Delicadamente eles foram separados, algo gelado escorria por sua garganta enquanto o calor em seus lábios se misturava a um delicioso cheiro de rosas. Seus olhos se abriram em um estralo, algumas coisas começavam a fazer sentido em sua mente, enquanto seus olhos começavam a focar o vulto que a beijava.
Gaby sabia que: O que escorria por sua boca, era uma de suas poções; Em poucos minutos seu corpo estaria mais forte, e sua mente mais consciente, embora não curasse nenhum de seus ferimentos. E o vulto que tentava salva-la, era simplesmente a última pessoa que gostaria de ver enquanto desejava morrer (e até mesmo se desejasse viver).
LETO BLACK.
Agora seus olhos focavam o rosto daquele Black, a pele pálida, o cabelo branco que lhe caia à face, a feição dura, Gaby conhecia muito bem aquele rosto. Tentou se mover, mas seu corpo ainda não a respondia - assim como suas lágrimas não paravam de cair - o homem deitou-se ao seu lado a abraçando. Gaby sentiu suas costelas e o amaldiçoou. Embora tivesse que admitir que parte dela desejava ser abraçada e amparada - levada para longe de todo o mal que havia criado - Não podia admitir que aquele que tentava realizar um de seus desejos fosse Leto Black, aquele que desejava lhe salvar era justamente um dos que a havia a atirado na escuridão.
Aos poucos sua mente e seu corpo começavam a lhe responder, embora as dores também retornavam e com muito mais intensidade. Gaby deixou que a mão - ainda machucada e sangrando - caísse ao lado de seu corpo. Embalada pelo respirar de Leto, murmurou, "Accio" a varinha que se encontrava caída no chão depois que a curandeira havia sido arremessada contra a parede voou até sua mão. Instantaneamente Gaby moveu a ponta da varinha contra o pescoço de Leto.
- S...A...I...A...A voz era arrastada e tremida, porém seca e com comando, Gaby sentiu as costas doerem, Era muito mais difícil falar do que respirar, e as duas coisas ao mesmo tempo pareciam impossíveis.
- Você é a ultima pessoa de que quero proximidade Leto, ainda mais no estado que me encontro... Saída do meu quarto... À medida que falava a consciência se aguçava, estava aos braços de Leto, O homem que havia assinado a morte de seus pais, o homem que decidiu fechar os olhos enquanto ela era levada para a organização - da qual ele fazia parte - para ser reduzida a um animal. O homem por quem havia se apaixonado, e desapareceu sem lhe dizer adeus, o homem que a induziu a um coma para que ela não lhe fizesse perguntas, Este homem, Black, que havia contribuído para arruinar sua vida e de seu irmão, agora a segurava tão gentilmente nos braços. A salvava. A queria viva. Sua mente borbulhava.
- SAIA LETO! O grito saiu a assustando, a dor que se seguiu cortando o seu corpo a fez gemer – a respiração cortada - não estava em condições de exigir nada, e seu corpo a alertava disso. Mas não queria ouvir, não queria que um Black a ajudasse, não queria que ele estendesse a mão que Renan havia escondido. Não queria que o irmão sonhasse que neste instante estava aos braços de Leto Black – o inimigo -. O ódio de si mesma por não se mover era crescente, respirava fundo tentando amenizar a dor – em vão - a varinha tremeu em sua mão e cedeu um pouco da força que comprimia a garganta do Black.
Gaby não passava de uma boneca de pano. Inútil.
- Leto Black
- Recebendo a visita de Hagrid

- Posts: 22
- Joined: 28/05/08, 14:14
- Sexo: Masculino
- Estado: SP
- Casa: Sonserina
Re: Ala Hospitalar
Leto percebe que a curandeira está voltando a sua conciência, minutos depois ela está com a varinha impunhada em seu pescoço. Ele ri."Porque não me surpreendo..."
- S...A...I...A... A voz da mulher sai tremida."Ainda com dor... suas poções não são grandes coisas"
- Você é a ultima pessoa de que quero proximidade Leto, ainda mais no estado que me encontro... Saída do meu quarto...Ele soltou um soriso sarcastico.
-Não vou a lugar nenhum. Creio que já havia dito isso antes... Sua voz sai debochada. Mas onde foi parar sua educação? Onde foi para o Obrigado por salvar minha vida?
- SAIA LETO! O grito da curandeira sai alto. "Mas que desperdício de energia, me pergunto porque me preocupo com ela." Leto afasta a varinha de seu pescoço, coloca a curandeira de forma mais confortável na cama e ajoelha-se de modo que seus rostos permanecem no mesmo plano.
-Não precisa me dizer o que aconteceu. Isso fica ao seu dispor. Sua voz era serena porem dura, ele a olhou com mais intensidade. Você parece quebrada... e não estou falando de seus ossos Gabriella. Essas palavras são embaladas por uma docura e gentileza jamais vista naquela voz. Ele revira os olhos, levanta-se e inicia seu monologo, porem sua voz apesar de dura continua gentil.Quando um espelho se quebra, lampejos de uma vida nova refletem-se por toda à parte. Ele a olha, constata que ela permanece imóvel, seus pensamentos apenas saem em voz alta. Janela de um recomeço...Quietude...nova luz da aurora. Leto respira fundo, senta-se no beiral da cama e olha nos olhos da mulher sem forças sobre a cama. Deixe que seu corpo vazio e silente seja preenchido e nasça outra vez.
Leto levanta-se novamente e apoia-se contra a parede, lança sorriso debochado. Sabe Gabriella, eu até pensei em curar algumas de suas costelas, mas você não está fazendo por merecer."Mulher ingrata."
Leto caminha em direção aos pés da curandeira, olhando-a miticulosamente. "Mulher irresponsável... o que pretende?" Ele senta-se ao lado de seus pés, sua voz saia doce, porém sarcástica. Tão fraca, tão indefesa... acha mesmo que pode exigir alguma coisa?
- S...A...I...A... A voz da mulher sai tremida."Ainda com dor... suas poções não são grandes coisas"
- Você é a ultima pessoa de que quero proximidade Leto, ainda mais no estado que me encontro... Saída do meu quarto...Ele soltou um soriso sarcastico.
-Não vou a lugar nenhum. Creio que já havia dito isso antes... Sua voz sai debochada. Mas onde foi parar sua educação? Onde foi para o Obrigado por salvar minha vida?
- SAIA LETO! O grito da curandeira sai alto. "Mas que desperdício de energia, me pergunto porque me preocupo com ela." Leto afasta a varinha de seu pescoço, coloca a curandeira de forma mais confortável na cama e ajoelha-se de modo que seus rostos permanecem no mesmo plano.
-Não precisa me dizer o que aconteceu. Isso fica ao seu dispor. Sua voz era serena porem dura, ele a olhou com mais intensidade. Você parece quebrada... e não estou falando de seus ossos Gabriella. Essas palavras são embaladas por uma docura e gentileza jamais vista naquela voz. Ele revira os olhos, levanta-se e inicia seu monologo, porem sua voz apesar de dura continua gentil.Quando um espelho se quebra, lampejos de uma vida nova refletem-se por toda à parte. Ele a olha, constata que ela permanece imóvel, seus pensamentos apenas saem em voz alta. Janela de um recomeço...Quietude...nova luz da aurora. Leto respira fundo, senta-se no beiral da cama e olha nos olhos da mulher sem forças sobre a cama. Deixe que seu corpo vazio e silente seja preenchido e nasça outra vez.
Leto levanta-se novamente e apoia-se contra a parede, lança sorriso debochado. Sabe Gabriella, eu até pensei em curar algumas de suas costelas, mas você não está fazendo por merecer."Mulher ingrata."
Leto caminha em direção aos pés da curandeira, olhando-a miticulosamente. "Mulher irresponsável... o que pretende?" Ele senta-se ao lado de seus pés, sua voz saia doce, porém sarcástica. Tão fraca, tão indefesa... acha mesmo que pode exigir alguma coisa?

- Gaby Lovegood
- Conjurando o Patrono

- Posts: 799
- Joined: 20/06/05, 14:55
- Sexo: Feminino
- Estado: SP
- Casa: Corvinal
- Location: voando O.o
Re: Ala Hospitalar
Há determinadas coisas que até mesmo uma pessoa com o grau de teimosia de Gabriella tem de admitir: Primeiro, ela não iria a lugar algum no estado que estava - embora lutasse contra a idéia de curar seu corpo, pois acreditava cegamente que merecia aquela dor, se não a morte -. A segunda era que Leto sabia ser incrivelmente irresistível quando queria. E pelo que lhe aparentava, ele queria muito ser irresistível naquele momento. Gaby achou tal fato extremamente injusto. Ele estava se aproveitando de sua fraqueza sem nem ao menos pedir licença (como se Leto pedisse licença para algo) e ainda era ela a sem educação.
"Lhe agradecer?! Esse foi um dos seus maiores erros... já lhe mostro toda minha gratidão..."
Leto com leveza afastou a varinha da curandeira de seu pescoço. A ajeitou na cama de forma que as costelas da mulher reclamaram novamente - Já era hora dela dar um jeito naquilo, embora ainda lutasse contra a idéia.- Em um fechar de olhos Leto estava ajoelhado ao seu lado, seus olhos a hipnotizavam (como sempre), eis então que o petulante Black inicia seu pequeno monologo sobre o estado de espírito de Gaby.
"Como se ele em algum momento da vida pudesse sonhar o que se passa dentro de mim... arrogante... petulante... exibido....”
Ele mantinha o sorriso irritante na face - irritante e cruelmente sedutor-. Essa era umas das grandes habilidades dos Black's, seduzirem suas presas de forma tão intensa a virar cicatriz no corpo. Quanto a Gaby cabia o papel de ser um filhote de raposa (machucada) inocente e tola diante de seu predador. A cama se moveu e mais uma vez Leto estava próximo, sentado ao seu lado. A irritando.
- Se fosse tão fraca e indefesa, você numa teria olhado pra mim, meu caro Leto... Gaby esboçou um sorriso de cabeça baixa, de forma que seus cabelos lhe caiam a face. A voz sussurrada - Você não é, E nunca foi do tipo que fica a admirar um aquário... Henry talvez... Mordred também... Eles gostam do poder de controlar seus peixinhos... Mas você nunca gostou desse tipo de tédio... É por isso que está aqui agora, me irritando com sua presença...
Gabriella firmou novamente a varinha na mão machucada, percebeu então que sua varinha branca agora estava coberta de sangue, seu coração não deixou de bater com a visão que a muito não tinha de sua varinha, ela respirou fundo sentindo as costelas que lhe perfuravam, apontou a varinha para o próprio corpo "Braquium Remendo". Embora continuasse não se achando digna de ter o corpo recomposto e estender sua vida por mais algum tempo, não havia como se livrar de Leto naquele estado. Além disso, Renan um dia lhe faria o favor de apagar sua existência - pelo menos assim ela acreditava-.
A curandeira sentiu seus ossos se juntarem, e não pode evitar apertar os olhos em uma careta, pela dor, algumas costelas deveriam estar em frangalhos. Ela se perguntou como ainda conseguiu manter a consciência por tanto tempo. A resposta veio em uma imagem - Renan -.
Voltou a encher os pulmões de ar e agora não tinha mais dor no ato, olhou mais uma vez para a mão. Manteria os cacos de vidros fincados ali, talvez houvesse a esperança de uma grave inflamação. Olhou para Leto.
- Acha mesmo que não posso exigir nada Senhor Black? O efeito da sua poção estava completo, ele pelo menos tinha acertado em pegar a mais forte do tipo, agora Gabriella pelo menos tinha total controle de seu corpo e mente, embora estivesse cansada, sua teimosia sempre lhe dava uma carga extra de força, ela ajoelhou na cama.
- Acha que tem algum direito de impor sua presença a mim?! Acha que tem moral alguma para me dizer lindas palavras sobre como dar a volta por cima e toda essa baboseira sem sentido?! Ela riu enquanto se aproximava das costas de Leto - Deixe-me te dizer uma coisa Leto... Gaby se aproximou suficientemente da orelha de Leto para que ele ouvisse seus sussurros em meio a sua respiração. - Você devia ter me deixado morrer...
"Everte Statum" A varinha apontada para as costas de Leto, Gaby lançou-lhe o feitiço que o arremessou de sua cama, girando no ar, ao encontro certo de uma estante. Alguns livros caíram no chão, só fazendo aumentar a bagunça no quarto.
- Alias, minha educação se perdeu quando minha vida se cruzou com os Black's, Minha educação e tudo mais, diga-se de passagem... E a sua quando foi?! Eu nunca lhe dei permissão para se sentar na minha cama.. dei!?
Ajoelhada na cama ela segurava com força a varinha na mão, mas vezes apertava mais a varinha contra a palma de forma a sentir os pequenos cacos de vidro mexendo em sua mão - a dor a ajudava a se manter disposta - enquanto o sangue continuava pingando na cama.
Off do renan (intrometido):
ahuahuuhuhuhahu! morra leto!
"Lhe agradecer?! Esse foi um dos seus maiores erros... já lhe mostro toda minha gratidão..."
Leto com leveza afastou a varinha da curandeira de seu pescoço. A ajeitou na cama de forma que as costelas da mulher reclamaram novamente - Já era hora dela dar um jeito naquilo, embora ainda lutasse contra a idéia.- Em um fechar de olhos Leto estava ajoelhado ao seu lado, seus olhos a hipnotizavam (como sempre), eis então que o petulante Black inicia seu pequeno monologo sobre o estado de espírito de Gaby.
"Como se ele em algum momento da vida pudesse sonhar o que se passa dentro de mim... arrogante... petulante... exibido....”
Ele mantinha o sorriso irritante na face - irritante e cruelmente sedutor-. Essa era umas das grandes habilidades dos Black's, seduzirem suas presas de forma tão intensa a virar cicatriz no corpo. Quanto a Gaby cabia o papel de ser um filhote de raposa (machucada) inocente e tola diante de seu predador. A cama se moveu e mais uma vez Leto estava próximo, sentado ao seu lado. A irritando.
- Se fosse tão fraca e indefesa, você numa teria olhado pra mim, meu caro Leto... Gaby esboçou um sorriso de cabeça baixa, de forma que seus cabelos lhe caiam a face. A voz sussurrada - Você não é, E nunca foi do tipo que fica a admirar um aquário... Henry talvez... Mordred também... Eles gostam do poder de controlar seus peixinhos... Mas você nunca gostou desse tipo de tédio... É por isso que está aqui agora, me irritando com sua presença...
Gabriella firmou novamente a varinha na mão machucada, percebeu então que sua varinha branca agora estava coberta de sangue, seu coração não deixou de bater com a visão que a muito não tinha de sua varinha, ela respirou fundo sentindo as costelas que lhe perfuravam, apontou a varinha para o próprio corpo "Braquium Remendo". Embora continuasse não se achando digna de ter o corpo recomposto e estender sua vida por mais algum tempo, não havia como se livrar de Leto naquele estado. Além disso, Renan um dia lhe faria o favor de apagar sua existência - pelo menos assim ela acreditava-.
A curandeira sentiu seus ossos se juntarem, e não pode evitar apertar os olhos em uma careta, pela dor, algumas costelas deveriam estar em frangalhos. Ela se perguntou como ainda conseguiu manter a consciência por tanto tempo. A resposta veio em uma imagem - Renan -.
Voltou a encher os pulmões de ar e agora não tinha mais dor no ato, olhou mais uma vez para a mão. Manteria os cacos de vidros fincados ali, talvez houvesse a esperança de uma grave inflamação. Olhou para Leto.
- Acha mesmo que não posso exigir nada Senhor Black? O efeito da sua poção estava completo, ele pelo menos tinha acertado em pegar a mais forte do tipo, agora Gabriella pelo menos tinha total controle de seu corpo e mente, embora estivesse cansada, sua teimosia sempre lhe dava uma carga extra de força, ela ajoelhou na cama.
- Acha que tem algum direito de impor sua presença a mim?! Acha que tem moral alguma para me dizer lindas palavras sobre como dar a volta por cima e toda essa baboseira sem sentido?! Ela riu enquanto se aproximava das costas de Leto - Deixe-me te dizer uma coisa Leto... Gaby se aproximou suficientemente da orelha de Leto para que ele ouvisse seus sussurros em meio a sua respiração. - Você devia ter me deixado morrer...
"Everte Statum" A varinha apontada para as costas de Leto, Gaby lançou-lhe o feitiço que o arremessou de sua cama, girando no ar, ao encontro certo de uma estante. Alguns livros caíram no chão, só fazendo aumentar a bagunça no quarto.
- Alias, minha educação se perdeu quando minha vida se cruzou com os Black's, Minha educação e tudo mais, diga-se de passagem... E a sua quando foi?! Eu nunca lhe dei permissão para se sentar na minha cama.. dei!?
Ajoelhada na cama ela segurava com força a varinha na mão, mas vezes apertava mais a varinha contra a palma de forma a sentir os pequenos cacos de vidro mexendo em sua mão - a dor a ajudava a se manter disposta - enquanto o sangue continuava pingando na cama.
Off do renan (intrometido):
ahuahuuhuhuhahu! morra leto!
- Leto Black
- Recebendo a visita de Hagrid

- Posts: 22
- Joined: 28/05/08, 14:14
- Sexo: Masculino
- Estado: SP
- Casa: Sonserina
Re: Ala Hospitalar
Leto se satifaz ao ver Gabriella sair um pouco de sua auto-piedade e reagir a sua presença.
- Se fosse tão fraca e indefesa, você numa teria olhado pra mim, meu caro Leto... Gaby esboçou um sorriso de cabeça baixa, de forma que seus cabelos lhe caiam a face. A voz sussurrada - Você não é, E nunca foi do tipo que fica a admirar um aquário... Henry talvez... Mordred também... Eles gostam do poder de controlar seus peixinhos... Mas você nunca gostou desse tipo de tédio... É por isso que está aqui agora, me irritando com sua presença...
Leto não a encara, olha para frente, suprimendo seu riso. "Tem toda razão Gabriella... adoro sua selvageria" A curandeira tagarela enquanto se cura, ele a observa de canto de olho a ouvindo, sente raiva algumas vezes, prazer em outras. Ela ajoelha-se colocando a varinha em suas costas. "O que vai aprontar garota?".
Leto é lançado contra uma estande de livros, fazendo alguns cairem no chão. Ele senta-se no chão, encosta a cabeça na estande e ri.
-Deixá-la morrer??? Leto ria como se a curandeira tivesse contando uma excelente piada. Francamente Gabriella, quanta besteira. Ele levanta-se lentamente, tirando a sujeira de suas vestes, ergue seus olhos e a olha intensamente.
-Desde quando preciso de alguma permissão? Sequer tenho permissão para estar neste castelo. Acha que me importo com essas banalidades? Leto ergue uma sombrancelha enquato fala, mas depois abre um largo sorriso e caminha até a cama da curandeira.
-Você me surpreendeu agora. Disse em tom de deboche. Realmente achei que faria algo pra me machucar... mas parece que você deseja algo mais. Um sorriso malicioso nasce em seus labios. Leto saca sua varinha e a encosta na mão que a curandeira segura a dela com tal rapidez, que ela não pode reagir."Reflexos lentos ainda..." Com a mão desocupada ele pega o queixo de Gabriella forçando seu rosto para perto do dele.
Seus rostos estão praticamente encostados, sua boca está proxima a dela, ele sente o respiração ofegande da mulher a sua frente. Acha mesmo que vou deixá-la morrer ou mesmo matá-la? Acha que vou perder a oportunidade de poder vê-la assim? A ironia toma conta de suas palavras.O que fará agora? Não poderá usar sua varinha e tem apenas uma mão desocupada...Sua voz sai sussurada e provocante, ele sorri sem deixar de encará-la. Ele encosta a boca na bochecha dela e desliza até a ponta de sua orelha ainda sussurando. Me diz... o que fará agora??? Leto da uma leve mordida na orelha de Gabriella depois desce lentamente até o pescoço e o beija demoradamente. "Me mostra como sua teimosia vai me afastar de novo, minha fera indomada..."
- Se fosse tão fraca e indefesa, você numa teria olhado pra mim, meu caro Leto... Gaby esboçou um sorriso de cabeça baixa, de forma que seus cabelos lhe caiam a face. A voz sussurrada - Você não é, E nunca foi do tipo que fica a admirar um aquário... Henry talvez... Mordred também... Eles gostam do poder de controlar seus peixinhos... Mas você nunca gostou desse tipo de tédio... É por isso que está aqui agora, me irritando com sua presença...
Leto não a encara, olha para frente, suprimendo seu riso. "Tem toda razão Gabriella... adoro sua selvageria" A curandeira tagarela enquanto se cura, ele a observa de canto de olho a ouvindo, sente raiva algumas vezes, prazer em outras. Ela ajoelha-se colocando a varinha em suas costas. "O que vai aprontar garota?".
Leto é lançado contra uma estande de livros, fazendo alguns cairem no chão. Ele senta-se no chão, encosta a cabeça na estande e ri.
-Deixá-la morrer??? Leto ria como se a curandeira tivesse contando uma excelente piada. Francamente Gabriella, quanta besteira. Ele levanta-se lentamente, tirando a sujeira de suas vestes, ergue seus olhos e a olha intensamente.
-Desde quando preciso de alguma permissão? Sequer tenho permissão para estar neste castelo. Acha que me importo com essas banalidades? Leto ergue uma sombrancelha enquato fala, mas depois abre um largo sorriso e caminha até a cama da curandeira.
-Você me surpreendeu agora. Disse em tom de deboche. Realmente achei que faria algo pra me machucar... mas parece que você deseja algo mais. Um sorriso malicioso nasce em seus labios. Leto saca sua varinha e a encosta na mão que a curandeira segura a dela com tal rapidez, que ela não pode reagir."Reflexos lentos ainda..." Com a mão desocupada ele pega o queixo de Gabriella forçando seu rosto para perto do dele.
Seus rostos estão praticamente encostados, sua boca está proxima a dela, ele sente o respiração ofegande da mulher a sua frente. Acha mesmo que vou deixá-la morrer ou mesmo matá-la? Acha que vou perder a oportunidade de poder vê-la assim? A ironia toma conta de suas palavras.O que fará agora? Não poderá usar sua varinha e tem apenas uma mão desocupada...Sua voz sai sussurada e provocante, ele sorri sem deixar de encará-la. Ele encosta a boca na bochecha dela e desliza até a ponta de sua orelha ainda sussurando. Me diz... o que fará agora??? Leto da uma leve mordida na orelha de Gabriella depois desce lentamente até o pescoço e o beija demoradamente. "Me mostra como sua teimosia vai me afastar de novo, minha fera indomada..."

- Gaby Lovegood
- Conjurando o Patrono

- Posts: 799
- Joined: 20/06/05, 14:55
- Sexo: Feminino
- Estado: SP
- Casa: Corvinal
- Location: voando O.o
Re: Ala Hospitalar
"Porque diabos todos teimam em me preservar minha existência!?"
Claro que Gabriella não havia lançado em Leto um feitiço para machuca-lo ou algo do gênero. Ela apenas queria provoca-lo. Como quando eram mais jovens e seu relacionamento se resumia em um indescritível jogo de tensão, entre uma tênue linha de amor e ódio; De forma que sempre acabavam em meio a uma luta, onde Renan de maneira propicia os interrompia antes que acabassem por se matarem. Contudo, desta vez não haveria Renan. Era um plano perfeito, se Leto não insistisse em ser tão amigável. E então ele ria.
Leto ria e zombava de sua insana vontade de morrer. Gaby se perguntou se ele assim como Mordred ignorava o que se passou com ela nos rosas - Muito embora ele mesmo tivesse facilitado as coisas para que seu irmãozinho, Mordred, a seqüestrasse - Sem mencionar a morte de seus pais. Se estava ciente de pelo menos a menor parte desses fatos, então Leto deveria ser um homem extremamente cínico.
O Black caminhou até ela ostentando aquele sorriso tentador e malicioso. Gaby sentiu uma pontada de insegurança. Ele não costumava ser muito justo com ela.
- Realmente por um breve momento havia me esquecido que você se sente o dono do mundo... E de Hogwarts... E de meus aposentos... Gaby falava com desdém, procurando não focalizar o Black que se aproximava perigosamente - Acho que isso se deve as constantes pancadas na cabeça que levei mais cedo...
Definitivamente, Leto estava perigosamente perto. Tal como Gaby estava pesarosamente lenta. Eram tantas palavras terminadas em -mente - e nenhuma a seu favor- Que Gaby buscou se concentrar em uma forma de usar sua varinha mais rápido do que Leto (impossível) e não focalizar o rosto do homem (tão impossível quanto).
Ambos pensamentos se transformaram em Pó no momento em que seu rosto foi rudemente forçado a frente. A mulher teve um mau pressentimento.
Gabriella abriu a boca na menção de revida-lo da maneira mais mal educada possível, mas as palavras lhe fugiram, bem como o ar que agora, quando resolvia lhe encher os pulmões vinha embebido em um inebriante perfume de rosas.
Nada Justo.
Embora ele a pergunta-se como ela iria se safar. Leto sabia melhor do que ninguém que por mais difícil que fosse ela encontraria uma forma. Mas aparentemente ele queria provoca-la até o ultimo instante.
Nada Justo.
Sabendo de seu poder hipnótico, aproveitando-se da ruína - física e principalmente mental- de Gaby, Leto abusava de todo seu charme, buscando deixa-la simplesmente, sem ação. Gaby sentiu os lábios de Leto se comprimirem contra sua bochecha, procurou encher os pulmões de ar, caso este resolvesse lhe faltar.
Nada Justo.
Leto contornava seu rosto até sua orelha. Gaby sentiu a respiração quente do homem seguida por um sussurro. Estava certa em querer armazenar ar, pois ao sentir os dentes de Leto lhe mordiscar a orelha, o ar simplesmente se recusou a entrar por suas narinas.
Nada Justo.
Tentou então puxar um pouco de ar pela boca, mas Leto lhe descia o pescoço rosando os lábios pelo caminho. Gaby sentiu sua boca se comprimir fechando de tal maneira que nem a mais fina agulha lhe passaria.
Nada Justo.
Leto realmente não devia conhecer o significado a palavra justiça. Muito embora toda a injustiça do Black havia trazido Gabriella de volta a vida. Talvez um dia ela lhe agradecesse - depois de tortura-lo mortalmente - se ele não a matasse do coração primeiro enquanto lhe beijava o pescoço.
Justíssimo.
Os olhos de Gaby caíram sobre a pilha de livros no chão - antigos, velhos, pesados, com capas de couro e páginas amareladas - Um sorriso torto lhe escapou no canto da boca.
- Quem lhe disse que uma bruxa com o meu poder necessita de varinha, Black...
Tão rápido quanto fogo que se alastra, os livros voaram do chão rumo a nuca de Leto. Seu corpo pendeu para frente enquanto um apos o outros, livros lhe atingiam a cabeça. Gaby aproveitou a distração para em um pulo se afastar do homem e se por de pé do outro lado da cama, com um sorriso no rosto.
Gaby olhava para Leto tonto por não saber de onde vinha o "Balaço" que lhe atingiu, e sorria, muito embora aquilo não o machucasse também, pelo menos lhe provocaria uma boa dor de cabeça.
- Já se esqueceu que tenho muito mais truques do que você jamais foi capaz de prever, meu querido Le...
Gabriella não contava com uma pequena falha em seu plano. Estava fraca demais para movimentos brutos e utilização de magia. Se não bastassem os diversos ferimentos pelo corpo, a dor de ter sido arremessada, as costelas recém remendadas, não havia se dado conta da quantidade de sangue que estava perdendo. Seu corpo balançou, a vista escureceu, sentiu sua cabeça girar rapidamente, e a ânsia lhe subiu a garganta. Ela se apoiou com as mãos na cama e a cabeça pensa para baixo.
- Por Merlin Leto, apenas me deixe em paz! Eu não estou em condições de brigar com você... Por favor, só me deixe quieta!
off: Nan não culpe o Letoa culpa eh sua.. ho ho ho
Renan diz: a culpa é dele! E sua! Aliás, alguém avisa que já tem Cullen demais no twilight e que não preciso notar mais cullen na ala hospitalar ¬¬
Gaby diz: ¬¬ Possessivo! A Gaby ja nao sofreu demais não?! Deixa ela se deliciar com o mix de Edward+Dante... e um viva para os CULLEN! VIVA!
Meiga diz: Ownnnn aculpa é dos dois lá lá lá .. ou melhor dos três ... hehehe , quanta coisa imprópria u.u ~foge
Claro que Gabriella não havia lançado em Leto um feitiço para machuca-lo ou algo do gênero. Ela apenas queria provoca-lo. Como quando eram mais jovens e seu relacionamento se resumia em um indescritível jogo de tensão, entre uma tênue linha de amor e ódio; De forma que sempre acabavam em meio a uma luta, onde Renan de maneira propicia os interrompia antes que acabassem por se matarem. Contudo, desta vez não haveria Renan. Era um plano perfeito, se Leto não insistisse em ser tão amigável. E então ele ria.
Leto ria e zombava de sua insana vontade de morrer. Gaby se perguntou se ele assim como Mordred ignorava o que se passou com ela nos rosas - Muito embora ele mesmo tivesse facilitado as coisas para que seu irmãozinho, Mordred, a seqüestrasse - Sem mencionar a morte de seus pais. Se estava ciente de pelo menos a menor parte desses fatos, então Leto deveria ser um homem extremamente cínico.
O Black caminhou até ela ostentando aquele sorriso tentador e malicioso. Gaby sentiu uma pontada de insegurança. Ele não costumava ser muito justo com ela.
- Realmente por um breve momento havia me esquecido que você se sente o dono do mundo... E de Hogwarts... E de meus aposentos... Gaby falava com desdém, procurando não focalizar o Black que se aproximava perigosamente - Acho que isso se deve as constantes pancadas na cabeça que levei mais cedo...
Definitivamente, Leto estava perigosamente perto. Tal como Gaby estava pesarosamente lenta. Eram tantas palavras terminadas em -mente - e nenhuma a seu favor- Que Gaby buscou se concentrar em uma forma de usar sua varinha mais rápido do que Leto (impossível) e não focalizar o rosto do homem (tão impossível quanto).
Ambos pensamentos se transformaram em Pó no momento em que seu rosto foi rudemente forçado a frente. A mulher teve um mau pressentimento.
Gabriella abriu a boca na menção de revida-lo da maneira mais mal educada possível, mas as palavras lhe fugiram, bem como o ar que agora, quando resolvia lhe encher os pulmões vinha embebido em um inebriante perfume de rosas.
Nada Justo.
Embora ele a pergunta-se como ela iria se safar. Leto sabia melhor do que ninguém que por mais difícil que fosse ela encontraria uma forma. Mas aparentemente ele queria provoca-la até o ultimo instante.
Nada Justo.
Sabendo de seu poder hipnótico, aproveitando-se da ruína - física e principalmente mental- de Gaby, Leto abusava de todo seu charme, buscando deixa-la simplesmente, sem ação. Gaby sentiu os lábios de Leto se comprimirem contra sua bochecha, procurou encher os pulmões de ar, caso este resolvesse lhe faltar.
Nada Justo.
Leto contornava seu rosto até sua orelha. Gaby sentiu a respiração quente do homem seguida por um sussurro. Estava certa em querer armazenar ar, pois ao sentir os dentes de Leto lhe mordiscar a orelha, o ar simplesmente se recusou a entrar por suas narinas.
Nada Justo.
Tentou então puxar um pouco de ar pela boca, mas Leto lhe descia o pescoço rosando os lábios pelo caminho. Gaby sentiu sua boca se comprimir fechando de tal maneira que nem a mais fina agulha lhe passaria.
Nada Justo.
Leto realmente não devia conhecer o significado a palavra justiça. Muito embora toda a injustiça do Black havia trazido Gabriella de volta a vida. Talvez um dia ela lhe agradecesse - depois de tortura-lo mortalmente - se ele não a matasse do coração primeiro enquanto lhe beijava o pescoço.
Justíssimo.
Os olhos de Gaby caíram sobre a pilha de livros no chão - antigos, velhos, pesados, com capas de couro e páginas amareladas - Um sorriso torto lhe escapou no canto da boca.
- Quem lhe disse que uma bruxa com o meu poder necessita de varinha, Black...
Tão rápido quanto fogo que se alastra, os livros voaram do chão rumo a nuca de Leto. Seu corpo pendeu para frente enquanto um apos o outros, livros lhe atingiam a cabeça. Gaby aproveitou a distração para em um pulo se afastar do homem e se por de pé do outro lado da cama, com um sorriso no rosto.
Gaby olhava para Leto tonto por não saber de onde vinha o "Balaço" que lhe atingiu, e sorria, muito embora aquilo não o machucasse também, pelo menos lhe provocaria uma boa dor de cabeça.
- Já se esqueceu que tenho muito mais truques do que você jamais foi capaz de prever, meu querido Le...
Gabriella não contava com uma pequena falha em seu plano. Estava fraca demais para movimentos brutos e utilização de magia. Se não bastassem os diversos ferimentos pelo corpo, a dor de ter sido arremessada, as costelas recém remendadas, não havia se dado conta da quantidade de sangue que estava perdendo. Seu corpo balançou, a vista escureceu, sentiu sua cabeça girar rapidamente, e a ânsia lhe subiu a garganta. Ela se apoiou com as mãos na cama e a cabeça pensa para baixo.
- Por Merlin Leto, apenas me deixe em paz! Eu não estou em condições de brigar com você... Por favor, só me deixe quieta!
off: Nan não culpe o Leto
Renan diz: a culpa é dele! E sua! Aliás, alguém avisa que já tem Cullen demais no twilight e que não preciso notar mais cullen na ala hospitalar ¬¬
Gaby diz: ¬¬ Possessivo! A Gaby ja nao sofreu demais não?! Deixa ela se deliciar com o mix de Edward+Dante... e um viva para os CULLEN! VIVA!
Meiga diz: Ownnnn aculpa é dos dois lá lá lá .. ou melhor dos três ... hehehe , quanta coisa imprópria u.u ~foge
- Leto Black
- Recebendo a visita de Hagrid

- Posts: 22
- Joined: 28/05/08, 14:14
- Sexo: Masculino
- Estado: SP
- Casa: Sonserina
Re: Ala Hospitalar
Leto sempre soube que era irresistivel para Gabriela e vê-la lutar contra ela propria é um prezer indescritivel para ele. Leto sente cada pulsar vindo da curandeira. Ela diz alguma coisa, que ele não presta atenção. Livros começam a cair sobre sua cabeça. "Articulosa como sempre"
A curandeira sai de seu dominio enquanto ele se inclina na cama, balança a varinha criando uma barreira contra os livros. Ele a olha pelo canto dos olhos, se acomoda na cama e ri.
- Já se esqueceu que tenho muito mais truques do que você jamais foi capaz de prever, meu querido Le...
-Você parece fraca, não que me fazer companhia nesta agradável cama? Leto bate a mão no colchão de forma chamativa e com ar de deboche.
Gabriella demonstra fraqueza, quase desfalencendo a sua frente.- Por Merlin Leto, apenas me deixe em paz! Eu não estou em condições de brigar com você... Por favor, só me deixe quieta!
Leto senta-se olhando para as mãos ensaguentadas da curandeira. Você já foi mais esperta minha cara, eu disse que não vou sair. Ele levanta-se e caminha ao encontro da mulher. Não cansou de derramar seu sangue ainda? Ou esse é o modo que pretende me manter ao seu lado? Leto soltou essas palavras em seu melhor tom de ironia, empunhou sua varinha e a apontou para as mãos feridas da curandeira que começam a curar-se rapidamente.
Leto coloca-se ao lado da curandeira, que olha para baixo. Você não deveria ter saido da cama.Mais uma vez ele usa uma gentileza que não lhe é comum, depois abre um sorriso malicioso."Você não tem como reagir a isso" Ele abaixa-se e carrega Gabriella no colo, ela luta, mas ele a segurou com força, de modo que ela não conseguia reagir e a jogou na cama.
-É melhor se recuperar com mais rapidez que isso. Não vou tolerar suas malcriações. Sua voz sai dura, mas seus olhos são penetrantes e intensos. Ele reclina-se um pouco em sua direção. Não quer que me deite ao seu lado? O sarcasmo era visivel a sua voz.
A curandeira sai de seu dominio enquanto ele se inclina na cama, balança a varinha criando uma barreira contra os livros. Ele a olha pelo canto dos olhos, se acomoda na cama e ri.
- Já se esqueceu que tenho muito mais truques do que você jamais foi capaz de prever, meu querido Le...
-Você parece fraca, não que me fazer companhia nesta agradável cama? Leto bate a mão no colchão de forma chamativa e com ar de deboche.
Gabriella demonstra fraqueza, quase desfalencendo a sua frente.- Por Merlin Leto, apenas me deixe em paz! Eu não estou em condições de brigar com você... Por favor, só me deixe quieta!
Leto senta-se olhando para as mãos ensaguentadas da curandeira. Você já foi mais esperta minha cara, eu disse que não vou sair. Ele levanta-se e caminha ao encontro da mulher. Não cansou de derramar seu sangue ainda? Ou esse é o modo que pretende me manter ao seu lado? Leto soltou essas palavras em seu melhor tom de ironia, empunhou sua varinha e a apontou para as mãos feridas da curandeira que começam a curar-se rapidamente.
Leto coloca-se ao lado da curandeira, que olha para baixo. Você não deveria ter saido da cama.Mais uma vez ele usa uma gentileza que não lhe é comum, depois abre um sorriso malicioso."Você não tem como reagir a isso" Ele abaixa-se e carrega Gabriella no colo, ela luta, mas ele a segurou com força, de modo que ela não conseguia reagir e a jogou na cama.
-É melhor se recuperar com mais rapidez que isso. Não vou tolerar suas malcriações. Sua voz sai dura, mas seus olhos são penetrantes e intensos. Ele reclina-se um pouco em sua direção. Não quer que me deite ao seu lado? O sarcasmo era visivel a sua voz.

- Gaby Lovegood
- Conjurando o Patrono

- Posts: 799
- Joined: 20/06/05, 14:55
- Sexo: Feminino
- Estado: SP
- Casa: Corvinal
- Location: voando O.o
Re: Ala Hospitalar
Gabriella sentia seu rosto arder em chamas e a respiração sair quente pela boca. Porém desta vez não era mais um efeito colateral das provocações de Leto, e sim uma tempestuosa febre que começava a tomar conta de seu corpo. Mau sinal.
Leto insistia em zombar da mulher enquanto se acomodava em sua cama. Gaby queria lançar contra o Black um turbilhão de palavras mal educada, mas ele tinha razão, Ela estava fraca para qualquer coisa. Antes que pudesse concluir seu pensamento Leto estava ao seu lado. Como esperado ele não teve dificuldades em curar as dezenas de pequenos ferimentos na mão da curandeira. Gaby sentiu cada caco de vidro que era expelido de sua mão, queria prender a sua palma seu pequeno martírio, mas Leto não permitiria. Logo, os ferimentos estavam fechados restando apenas pequenas cicatrizes avermelhadas e algumas manchas de sangue.
"Amador... se eu mesma tivesse feito isso não teria deixado uma única cicatriz... mas elas vêm a calhar..."
As cicatrizes na palma da mão pelo menos não a deixaria esquecer de seu pacto com o irmão, embora fosse impossível para ela esquecer aquilo de qualquer forma. Uma marca física é sempre mais impactante. Leto não cessava as provocações.
- Que dizer que se eu melhorar você desaparece?! Devia ter me dito isso antes Leto...
De alguma forma seus pés foram tirados do chão no momento em que ela pensou que iria desmoronar, Leto a envolvia nos braços como uma pequena trouxa de roupa. Seu primeiro impulso foi se debater, já esquecendo da varinha que segurava em mãos, mas como bem lembrava, era impossível fugir dos braços de Leto, A menos que ele quisesse. E para a sorte do coração doente de Gaby ele quis, A mulher foi lançada a própria cama sem nenhuma delicadeza, Deu graças por ter curado as costelas minutos antes, mas não pode deixar de sentir seu corpo reclamar.
"Quando a esmola é muita..."
Gaby não se mexeu, permaneceu parada com os braços abertos olhando para o teto de seu quarto Leto se encontrava em seu campo de visão e intercalava entre tratá-la como criança, e tentá-la uma mulher. Era no mínimo cômica a forma desajeitada como ele se preocupava com ela. Os Black’s nunca se deram ao trabalho de se preocupar com ninguém, e Gaby nunca se deu ao luxo de mostrar tamanha miséria na frente de qualquer um que não fosse Renan.
- Me recuperaria muito mais rápido se você desaparecesse, quebre as regras, aparate em Hogwarts e suma da Ala, o que acha?! A voz da mulher era cheia de um falso entusiasmo e um doce sarcasmo, enquanto virava lentamente a cabeça para o lado. Leto estava próximo, por algum motivo ele parecia gostar de se aproximar ameaçadoramente de Gaby, Talvez quisesse matá-la lentamente, sufocada com seu perfume. - Dispenso a compania, sei muito bem me cuidar sozinha, como sempre fiz, desde sempre, alias desde antes de você me abandonar... Bom é claro que antes você me deixou em coma, um ato gentil, pelo menos não vi Você partindo, muito reconfortante. Ainda fiquei de ferias dois meses no St Mungus, e depois achei que você tinha morrido... Gaby olhou para Leto com os olhos em chamas, talvez pela febre ou apenas pelo ódio acumulado. Mas o Black tinha esse poder (também) sobre ela. O poder de desenfrear sua língua, mesmo ela estando doente. - FRANCAMENTE LETO! Poupe-me de suas preocupações... Minha manhã já foi destrutiva demais pra eu ver sua compaixão por mim...
A curandeira puxou para ci o edredom de sua cama cobrindo o corpo e a cabeça, um travesseiro tratou de lhe cair à cabeça ajudando ainda mais a compor o perfil "Bicho de cobertor". Por de baixo dos panos Gaby levou a mão à cabeça, a febre estava mais alta do que o seguro, a respiração tão quente que lhe queimava os lábios. Buscou pela varinha que havia deixado ao seu lado e abriu um pequeno buraco para sua cabeça, pos a ponta da varinha para fora, assim como a mão livre a fim de pegar o que estava a caminho "Accio". Um frasco em forma de gota e tampa de rolha lhe veio à mão, dentro havia um liquido viscoso e multicolor.
Ignorando totalmente a presença de Leto - que facilitaria muito a vida da curandeira pegando o frasco pra ela - Gaby tentava inutilmente abrir o frasco com uma mão, a rolha estava inchada o que dificultava ainda mais o processo. E por sua pura teimosia, fazendo jus ao trado de criança que Leto lhe lançava, a mulher continuava a ignorar a presença do Black brigando com o frasco de poção.
Renan diz: Hey! Tem coisas não permitidas nesse rpg o.o Tem user crianças aqui! ~aponta alguém
Gaby: u.u e o que teve de improprio aki Nan?! Larga mao de ser ciumento, quem mandou deixar a Gaby quase morrendo quem quem?!?
Leto insistia em zombar da mulher enquanto se acomodava em sua cama. Gaby queria lançar contra o Black um turbilhão de palavras mal educada, mas ele tinha razão, Ela estava fraca para qualquer coisa. Antes que pudesse concluir seu pensamento Leto estava ao seu lado. Como esperado ele não teve dificuldades em curar as dezenas de pequenos ferimentos na mão da curandeira. Gaby sentiu cada caco de vidro que era expelido de sua mão, queria prender a sua palma seu pequeno martírio, mas Leto não permitiria. Logo, os ferimentos estavam fechados restando apenas pequenas cicatrizes avermelhadas e algumas manchas de sangue.
"Amador... se eu mesma tivesse feito isso não teria deixado uma única cicatriz... mas elas vêm a calhar..."
As cicatrizes na palma da mão pelo menos não a deixaria esquecer de seu pacto com o irmão, embora fosse impossível para ela esquecer aquilo de qualquer forma. Uma marca física é sempre mais impactante. Leto não cessava as provocações.
- Que dizer que se eu melhorar você desaparece?! Devia ter me dito isso antes Leto...
De alguma forma seus pés foram tirados do chão no momento em que ela pensou que iria desmoronar, Leto a envolvia nos braços como uma pequena trouxa de roupa. Seu primeiro impulso foi se debater, já esquecendo da varinha que segurava em mãos, mas como bem lembrava, era impossível fugir dos braços de Leto, A menos que ele quisesse. E para a sorte do coração doente de Gaby ele quis, A mulher foi lançada a própria cama sem nenhuma delicadeza, Deu graças por ter curado as costelas minutos antes, mas não pode deixar de sentir seu corpo reclamar.
"Quando a esmola é muita..."
Gaby não se mexeu, permaneceu parada com os braços abertos olhando para o teto de seu quarto Leto se encontrava em seu campo de visão e intercalava entre tratá-la como criança, e tentá-la uma mulher. Era no mínimo cômica a forma desajeitada como ele se preocupava com ela. Os Black’s nunca se deram ao trabalho de se preocupar com ninguém, e Gaby nunca se deu ao luxo de mostrar tamanha miséria na frente de qualquer um que não fosse Renan.
- Me recuperaria muito mais rápido se você desaparecesse, quebre as regras, aparate em Hogwarts e suma da Ala, o que acha?! A voz da mulher era cheia de um falso entusiasmo e um doce sarcasmo, enquanto virava lentamente a cabeça para o lado. Leto estava próximo, por algum motivo ele parecia gostar de se aproximar ameaçadoramente de Gaby, Talvez quisesse matá-la lentamente, sufocada com seu perfume. - Dispenso a compania, sei muito bem me cuidar sozinha, como sempre fiz, desde sempre, alias desde antes de você me abandonar... Bom é claro que antes você me deixou em coma, um ato gentil, pelo menos não vi Você partindo, muito reconfortante. Ainda fiquei de ferias dois meses no St Mungus, e depois achei que você tinha morrido... Gaby olhou para Leto com os olhos em chamas, talvez pela febre ou apenas pelo ódio acumulado. Mas o Black tinha esse poder (também) sobre ela. O poder de desenfrear sua língua, mesmo ela estando doente. - FRANCAMENTE LETO! Poupe-me de suas preocupações... Minha manhã já foi destrutiva demais pra eu ver sua compaixão por mim...
A curandeira puxou para ci o edredom de sua cama cobrindo o corpo e a cabeça, um travesseiro tratou de lhe cair à cabeça ajudando ainda mais a compor o perfil "Bicho de cobertor". Por de baixo dos panos Gaby levou a mão à cabeça, a febre estava mais alta do que o seguro, a respiração tão quente que lhe queimava os lábios. Buscou pela varinha que havia deixado ao seu lado e abriu um pequeno buraco para sua cabeça, pos a ponta da varinha para fora, assim como a mão livre a fim de pegar o que estava a caminho "Accio". Um frasco em forma de gota e tampa de rolha lhe veio à mão, dentro havia um liquido viscoso e multicolor.
Ignorando totalmente a presença de Leto - que facilitaria muito a vida da curandeira pegando o frasco pra ela - Gaby tentava inutilmente abrir o frasco com uma mão, a rolha estava inchada o que dificultava ainda mais o processo. E por sua pura teimosia, fazendo jus ao trado de criança que Leto lhe lançava, a mulher continuava a ignorar a presença do Black brigando com o frasco de poção.
Renan diz: Hey! Tem coisas não permitidas nesse rpg o.o Tem user crianças aqui! ~aponta alguém
Gaby: u.u e o que teve de improprio aki Nan?! Larga mao de ser ciumento, quem mandou deixar a Gaby quase morrendo quem quem?!?
- Leto Black
- Recebendo a visita de Hagrid

- Posts: 22
- Joined: 28/05/08, 14:14
- Sexo: Masculino
- Estado: SP
- Casa: Sonserina
Re: Ala Hospitalar
Gabriella começa a tagarelar, mas Leto ignora boa pate de suas palavras, e apenas a observa com certo désdem."Fala demais paa alguem tão debilitada... como ela gosta de excessos". Ele cruza os braços enquanto ela entra debaixo do edredon, logo um frasco entra dentro da "toca" feita pela curandeira.
Leto revira os olhos."Me pergunto quandos anos ela realmente tem...Dez talvez?" Ele percebe que a curandeira luta contra algo, sem lhe pedir ajuda alguma, ele se irrita, caminha em direção a cama e puxa com força o edredon, jogando-o no chão. Leto solta um sorriso debochado ao ver a cena a sua frente, Gabriella estava tentando sem sucesso tirar a rolha do frasco. Ele se aproxima e retira com brutalidade o frasco em forma de gota das mãos da curandeira que parece chocada, puxa a rolha e a retira com muita facilidade.
-Toma. Apesar do tom debochado havia comando em sua voz. Gabriella hesita, ele a olha com malicia. Quer que eu a faça beber esta poção como a outra? Aproveitando-se que a curandeira esta sem palavra, ele coloca o liquido viscoso e multicolor em sua boca, puxa a curandeira proximo a ele e força o liquido para dentro da sua boca dela, fazendo-a beber cada gota.
Ao verificar que ela havia engolido todo o liquido, ele a abraça com força e transforma a transferencia de fluido em um ardente e prolongado beijo. "Agora ela esta febril... pouco me importa o que ela fará depois... vai se divertido." Gabriella parece acompanhar o beijo, Leto engole seu sorriso cheio de malicia. "Depois você pode dar a desculpa da febre"
Leto revira os olhos."Me pergunto quandos anos ela realmente tem...Dez talvez?" Ele percebe que a curandeira luta contra algo, sem lhe pedir ajuda alguma, ele se irrita, caminha em direção a cama e puxa com força o edredon, jogando-o no chão. Leto solta um sorriso debochado ao ver a cena a sua frente, Gabriella estava tentando sem sucesso tirar a rolha do frasco. Ele se aproxima e retira com brutalidade o frasco em forma de gota das mãos da curandeira que parece chocada, puxa a rolha e a retira com muita facilidade.
-Toma. Apesar do tom debochado havia comando em sua voz. Gabriella hesita, ele a olha com malicia. Quer que eu a faça beber esta poção como a outra? Aproveitando-se que a curandeira esta sem palavra, ele coloca o liquido viscoso e multicolor em sua boca, puxa a curandeira proximo a ele e força o liquido para dentro da sua boca dela, fazendo-a beber cada gota.
Ao verificar que ela havia engolido todo o liquido, ele a abraça com força e transforma a transferencia de fluido em um ardente e prolongado beijo. "Agora ela esta febril... pouco me importa o que ela fará depois... vai se divertido." Gabriella parece acompanhar o beijo, Leto engole seu sorriso cheio de malicia. "Depois você pode dar a desculpa da febre"

- Gaby Lovegood
- Conjurando o Patrono

- Posts: 799
- Joined: 20/06/05, 14:55
- Sexo: Feminino
- Estado: SP
- Casa: Corvinal
- Location: voando O.o
Re: Ala Hospitalar
Sábio trouxa que um dia disse: "Enquanto houver uma única possibilidade de algo dar errado. Vai dar" Gaby amaldiçoou MURPHY e sua lei estúpida, enquanto tentava em vão lutar contra o frasco de poção. A luta não durou muito, Gaby se viu rolando na cama para o lado enquanto seu edredom ensangüentado era jogado no chão - mais bagunça para o quarto - Enquanto a curandeira levava o vidro de gota a boca na esperança de retirar a rolha com os dentes - o que era em vão - Leto ria descaradamente da infantil Gabriella. Ato que não a agradava nem um pouco, mas estava cansada demais para falar qualquer coisa contra o arrogante Black.
Concentrada no teimoso frasco, a mulher não se deu conta quando Leto se aproximou e arrancou o frasco das mãos de Gaby - quase levando lhe a mão junto - e para revolta definitiva e total de Gaby, ele o abre sem o menor dos esforços. Mais uma prova nítida de que homens são bons abridores de tampas. A curandeira desejou que Leto fosse uma exceção à regra, assim era algo a menos que estaria lhe devendo.
Leto estendeu o frasco a curandeira com impaciência, o fato era que Gaby não queria simplesmente dar o braço a torcer e pegar o frasco sem reclamar, contudo, sabia melhor do que ninguém que precisava da poção para o bem de seu próprio corpo. Enquanto travava sua luta mental, Leto se mostrou mais impaciente do que nunca, não foi possível a curandeira identificar o que ele estava falando - seus pensamentos estavam gritando para ultrapassar a febre e as dores - sendo assim Gaby só se deu conta do que ele pretendia dizer quando se viu puxada da cama de encontro ao corpo de Leto. Ele fez de novo.
Leto estava com o liquido que ela tanto precisava preso em sua boca. E ela precisava. Teve certeza naquele momento que o homem realmente não levava jeito para ser curandeiro, se todas as vezes que precisasse dar poção a alguém fizesse isso com a boca instalaria o caos na ala - não que a ala fosse um lugar de tranqüilo descanso - Gaby sugou a poção com rapidez, ao que parecia seu corpo entendia muito mais do que ela a urgência do liquido.
Quando já não havia mais poção a ser transferida Gaby desejou poder deitar em sua cama e dormir. Seria o cumulo da inocência se ela pensasse que Leto a deixaria tão facilmente. Antes que seus olhos pudessem abrir os braços de Leto a amarraram com força e os lábios se recusaram à separação. Mesmo que ela tentasse não era fácil fugir do sabor doce dos beijos de Leto – ainda mais quando mesmo falar era algo difícil - e Gaby já não tinha animo ou pensamentos o suficiente para amaldiçoá-lo ou acertá-lo com mais uma remessa de livros voadores. Tendo feito todos seus apontamentos diante do fato - um beijo a mais um beijo a menos que diferença faz? - Os dedos de Gaby buscaram a nuca de Leto, se entrelaçando em seus longos cabelos brancos, os prendeu entre os dedos com toda a força que ainda lhe restava, e como esta já não lhe era muita , os dedos caíram. Assim como a cabeça, separando os lábios num leve rosar que lhe fez cócegas na boca.
Suas mãos caíram ao lado do corpo, e a cabeça escorregou apoiando-se no peito de Leto. Seja pelo cansaço, pelo efeito imediato da poção, ou pelo próprio Leto –seu adorável inimigo - Gaby se deixou desligar, emergindo num mundo escuro de sombras traiçoeiras e aconchegante ao seu ver, usando suas ultimas palavras para amaldiçoar Leto Black, Gaby se entregou ao repouso, esperando que quando retornasse a despertar talvez tudo tivesse sido apenas um sonho, Leto não estaria em Hogwarts, ela não teria contado nada a Renan, que entraria pela porta de seu quarto reclamando com a irmã preguiçosa que teimava em ficar na cama.
- Maldito Leto...Malditos Black’s...
off: Leto é melhor dar o fora, Gaby fala dormindo, vc nao vai gostar de ouvir ela te amaldiçoando com nomes improprios.
Nan.. agora vc pode começar a reclamar da pegação deles u.u
Concentrada no teimoso frasco, a mulher não se deu conta quando Leto se aproximou e arrancou o frasco das mãos de Gaby - quase levando lhe a mão junto - e para revolta definitiva e total de Gaby, ele o abre sem o menor dos esforços. Mais uma prova nítida de que homens são bons abridores de tampas. A curandeira desejou que Leto fosse uma exceção à regra, assim era algo a menos que estaria lhe devendo.
Leto estendeu o frasco a curandeira com impaciência, o fato era que Gaby não queria simplesmente dar o braço a torcer e pegar o frasco sem reclamar, contudo, sabia melhor do que ninguém que precisava da poção para o bem de seu próprio corpo. Enquanto travava sua luta mental, Leto se mostrou mais impaciente do que nunca, não foi possível a curandeira identificar o que ele estava falando - seus pensamentos estavam gritando para ultrapassar a febre e as dores - sendo assim Gaby só se deu conta do que ele pretendia dizer quando se viu puxada da cama de encontro ao corpo de Leto. Ele fez de novo.
Leto estava com o liquido que ela tanto precisava preso em sua boca. E ela precisava. Teve certeza naquele momento que o homem realmente não levava jeito para ser curandeiro, se todas as vezes que precisasse dar poção a alguém fizesse isso com a boca instalaria o caos na ala - não que a ala fosse um lugar de tranqüilo descanso - Gaby sugou a poção com rapidez, ao que parecia seu corpo entendia muito mais do que ela a urgência do liquido.
Quando já não havia mais poção a ser transferida Gaby desejou poder deitar em sua cama e dormir. Seria o cumulo da inocência se ela pensasse que Leto a deixaria tão facilmente. Antes que seus olhos pudessem abrir os braços de Leto a amarraram com força e os lábios se recusaram à separação. Mesmo que ela tentasse não era fácil fugir do sabor doce dos beijos de Leto – ainda mais quando mesmo falar era algo difícil - e Gaby já não tinha animo ou pensamentos o suficiente para amaldiçoá-lo ou acertá-lo com mais uma remessa de livros voadores. Tendo feito todos seus apontamentos diante do fato - um beijo a mais um beijo a menos que diferença faz? - Os dedos de Gaby buscaram a nuca de Leto, se entrelaçando em seus longos cabelos brancos, os prendeu entre os dedos com toda a força que ainda lhe restava, e como esta já não lhe era muita , os dedos caíram. Assim como a cabeça, separando os lábios num leve rosar que lhe fez cócegas na boca.
Suas mãos caíram ao lado do corpo, e a cabeça escorregou apoiando-se no peito de Leto. Seja pelo cansaço, pelo efeito imediato da poção, ou pelo próprio Leto –seu adorável inimigo - Gaby se deixou desligar, emergindo num mundo escuro de sombras traiçoeiras e aconchegante ao seu ver, usando suas ultimas palavras para amaldiçoar Leto Black, Gaby se entregou ao repouso, esperando que quando retornasse a despertar talvez tudo tivesse sido apenas um sonho, Leto não estaria em Hogwarts, ela não teria contado nada a Renan, que entraria pela porta de seu quarto reclamando com a irmã preguiçosa que teimava em ficar na cama.
- Maldito Leto...Malditos Black’s...
off: Leto é melhor dar o fora, Gaby fala dormindo, vc nao vai gostar de ouvir ela te amaldiçoando com nomes improprios.
Nan.. agora vc pode começar a reclamar da pegação deles u.u
- Katlyn Kunogi
- Recebendo a visita de Hagrid

- Posts: 40
- Joined: 13/05/08, 11:30
- Sexo: Feminino
- Estado: SP
- Casa: Corvinal
- Location: Fire Nation
Re: Ala Hospitalar
Katlyn caminha irritada pelos corredores, se existia algo que a irritava era barulho em seu momento de leitura, Sr miag a acompanhava fielmente enquanto a garota procurava por uma sala vazia e silenciosa. "Adoraria encontrar o gato daquelas garotas... ninguem merece ter uma dona como aquela"
Sr. Miag para de súbito e começa a rosnar, a menina o olha e se vê em frenta a ala hospitalar que estava com a porta arrombada ela sente ondas de duas pessoas familiares, uma ela sabia ser a curandeira a outra ela não se lembrava exatamente quem era, mas sabia ter sentido essas ondas a muito tempo. "O que será que aconteceu??? O lugar esta emitindo ondas piores do que normalmente... que me importa!!!" Katlyn já estava preparada para proseguir seu caminho quando o felino adentra a ala rapidamente. Ela se irrita profundamente por isso, mas vai atras do bichano que para em frente a outra porta, que ela se lembrava ser os aposentos da curandeira. A menina se aproxima e torce o nariz, o cheiro de sangue era insuportável para ela, mas o gato continua e entra no quarto. "Não acredito que vou ser obrigada a socorrer alguem... não suporto cheiro de sangue"
Katlyn entra no quarto, se surpreende com a cena em sua frente agora ela entendia porque eram ondas tão confusas e eealmente ela tinha razão, eram duas presenças familiares, uma era a obvia curandeira... responsável pela confusão nas ondas e outra era um parente que ela não via a muito tempo, desde a morte de seu pai. Lembrava-se dele mais pela presença do que por qualquer outra coisa.
-Nossa! Aqui realmente é uma ala hospitalar ou uma cena de um romance trouxa.
Ela lia muito, sobre qualquer coisa, cruzou os braços nos livros enquanto o gato veio se esconder atras de suas pernas. As ondas da curandeira enfraqueceram considerávelmente. "Ela desmaiou..." A menina se encostou na porta, tampando o nariz, mas olhando fixamente para o homem que tinha o mesmo sangue correndo nas veias que o seu.
-O que pretende Sr. Black? Talvez eu deva me retirar... acho que as proximas cenas são impróprias para menores...
Katlyn preparou-se para ir embora. "Adultos!!! Quem entende? A maioria das vezes agem como animais... apenas por seus instintos"
Sr. Miag para de súbito e começa a rosnar, a menina o olha e se vê em frenta a ala hospitalar que estava com a porta arrombada ela sente ondas de duas pessoas familiares, uma ela sabia ser a curandeira a outra ela não se lembrava exatamente quem era, mas sabia ter sentido essas ondas a muito tempo. "O que será que aconteceu??? O lugar esta emitindo ondas piores do que normalmente... que me importa!!!" Katlyn já estava preparada para proseguir seu caminho quando o felino adentra a ala rapidamente. Ela se irrita profundamente por isso, mas vai atras do bichano que para em frente a outra porta, que ela se lembrava ser os aposentos da curandeira. A menina se aproxima e torce o nariz, o cheiro de sangue era insuportável para ela, mas o gato continua e entra no quarto. "Não acredito que vou ser obrigada a socorrer alguem... não suporto cheiro de sangue"
Katlyn entra no quarto, se surpreende com a cena em sua frente agora ela entendia porque eram ondas tão confusas e eealmente ela tinha razão, eram duas presenças familiares, uma era a obvia curandeira... responsável pela confusão nas ondas e outra era um parente que ela não via a muito tempo, desde a morte de seu pai. Lembrava-se dele mais pela presença do que por qualquer outra coisa.
-Nossa! Aqui realmente é uma ala hospitalar ou uma cena de um romance trouxa.
Ela lia muito, sobre qualquer coisa, cruzou os braços nos livros enquanto o gato veio se esconder atras de suas pernas. As ondas da curandeira enfraqueceram considerávelmente. "Ela desmaiou..." A menina se encostou na porta, tampando o nariz, mas olhando fixamente para o homem que tinha o mesmo sangue correndo nas veias que o seu.
-O que pretende Sr. Black? Talvez eu deva me retirar... acho que as proximas cenas são impróprias para menores...
Katlyn preparou-se para ir embora. "Adultos!!! Quem entende? A maioria das vezes agem como animais... apenas por seus instintos"
