Ala Hospitalar
- Gaby Lovegood
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Re: Ala Hospitalar
A porta ao fundo da Ala hospitalar abriu-se com um sonoro rangido. Não era a primeira vez que ela abria naqueles dias, mas talvez era a primeira vez que aquilo que saia por de trás dela era algo além de um mero zumbi sem vida nos olhos. Não havia justificativa para como a curandeira havia agindo nos últimos tempos, mas também não havia aquele que poderia condená-la por completo, pois afinal, parecia que a mulher estava fadada a perder tudo o que lhe era importante.
Ao correr os olhos pela Ala, pode notar que ela não estava tão barulhenta como costuma ser, na verdade parecia que um dementador havia passado por ali, deixando uma nuvem densa e pesada no lugar. Parecia que a vida se esvaia cada vez mais rápida dos corredores da escola.
- Okay aqueles que consegue se mexer ou falar, levantem a mão e estão dispensados... Os demais, verei o que posso fazer para que sobrevivam com o mínimo de seqüelas possíveis.- Olhando ao redor, apenas Stella, a bibliotecária, e Kat, a professora, estavam na ala. Esta ultima aparentava estar num estado mais normal, suas roupas estavam sujas de sangue, e embora parecia que ela estava muito mal, Gaby descobriu que seria muito mais fácil e rápido curá-la do que a bibliotecária.
Assim que terminou com Kat, tendo a certeza que dentro de pouco tempo ela acordaria sem nenhum problema, a curandeira dirigiu-se para Stella. Sem dificuldades curou os ferimentos superficiais, o que incluía um braço quebrado, e vários ferimentos pelo corpo, contudo não demorou para que a curandeira identificasse uma maldição sobre a mulher. O que dificultava um tanto as coisas, a curandeira não sabia do que se tratava a maldição, seria muito mais fácil se a pessoa que a jogou a retirasse, ou que pelo menos ela soubesse do que se tratava. Teria que trabalhar no escuro, e com certeza o resultado dependeria mais da bibliotecária do que de seus feitiços.
- accio! - rapidamente quadro vidros vieram a sua Mão. O primeiro, o menor deles, continha uma poção branca que revirava como uma nuvem. O segundo uma poção lilás que parecia mais pesada do que chumbo, o terceiro era um pó feito com algumas ervas, e o ultimo um vidro vazio onde a curandeira fazia a mistura. Bastaram apenas alguns segundos para que a mistura ficasse pronta, e assim que Gaby mexeu esta com a ponta da varinha, ela adquiriu uma cor vermelha tão brilhante quanto o sangue que ainda estava fresco nas vestes de Stella. A poção se levantava do pequeno pote como labaredas de fogo, que em um comando, se acalmaram e em um filete de poção se levantou seguindo a ponta de sua varinha e se deixando derramar vagarosamente para dentro da boca semi aberta de Stella.
Quando a ultima gota da poção foi engolida, a curandeira passou a murmurar um feitiço enquanto sua varinha guiava a poção por todo o corpo da mulher, não demorou muito para que ela começasse a brilhar levemente em vermelho enquanto se corpo levantava-se alguns centímetros da cama. Quando a luz se extinguiu, e o corpo voltou para seu apoio, Gaby teve de se escorar na cama ao lado para que sua visão não lhe confundisse e a levasse ao chão.
- Nossa.. Parece que faz anos que não uso minha magia. - Ouvindo a própria voz proferir seu pecado perante aqueles que dependiam dela, Gaby sentiu seu estomago contorcer em resposta. - Sinto muito. - Era tudo o que ela tinha a dizer, não apenas para Stella, cujo seu descaso anterior poderia agora vir a sofrer a conseqüência, mas também para aqueles que vieram lhe procurar e ela não deu a devida atenção, se não nenhuma.
Gaby levou as duas mãos ao rosto e rezou para que seu feitiço tivesse sucesso, e ela pudesse se perdoar, mesmo que um pouco pelo tempo que desperdiçou perdida em seu labirinto de angustias.
off> Assim com a Lovegood peço desculpas a todos pela minha ausencia... tive problemas com a internet u.u mas estou de volta ^^
Ao correr os olhos pela Ala, pode notar que ela não estava tão barulhenta como costuma ser, na verdade parecia que um dementador havia passado por ali, deixando uma nuvem densa e pesada no lugar. Parecia que a vida se esvaia cada vez mais rápida dos corredores da escola.
- Okay aqueles que consegue se mexer ou falar, levantem a mão e estão dispensados... Os demais, verei o que posso fazer para que sobrevivam com o mínimo de seqüelas possíveis.- Olhando ao redor, apenas Stella, a bibliotecária, e Kat, a professora, estavam na ala. Esta ultima aparentava estar num estado mais normal, suas roupas estavam sujas de sangue, e embora parecia que ela estava muito mal, Gaby descobriu que seria muito mais fácil e rápido curá-la do que a bibliotecária.
Assim que terminou com Kat, tendo a certeza que dentro de pouco tempo ela acordaria sem nenhum problema, a curandeira dirigiu-se para Stella. Sem dificuldades curou os ferimentos superficiais, o que incluía um braço quebrado, e vários ferimentos pelo corpo, contudo não demorou para que a curandeira identificasse uma maldição sobre a mulher. O que dificultava um tanto as coisas, a curandeira não sabia do que se tratava a maldição, seria muito mais fácil se a pessoa que a jogou a retirasse, ou que pelo menos ela soubesse do que se tratava. Teria que trabalhar no escuro, e com certeza o resultado dependeria mais da bibliotecária do que de seus feitiços.
- accio! - rapidamente quadro vidros vieram a sua Mão. O primeiro, o menor deles, continha uma poção branca que revirava como uma nuvem. O segundo uma poção lilás que parecia mais pesada do que chumbo, o terceiro era um pó feito com algumas ervas, e o ultimo um vidro vazio onde a curandeira fazia a mistura. Bastaram apenas alguns segundos para que a mistura ficasse pronta, e assim que Gaby mexeu esta com a ponta da varinha, ela adquiriu uma cor vermelha tão brilhante quanto o sangue que ainda estava fresco nas vestes de Stella. A poção se levantava do pequeno pote como labaredas de fogo, que em um comando, se acalmaram e em um filete de poção se levantou seguindo a ponta de sua varinha e se deixando derramar vagarosamente para dentro da boca semi aberta de Stella.
Quando a ultima gota da poção foi engolida, a curandeira passou a murmurar um feitiço enquanto sua varinha guiava a poção por todo o corpo da mulher, não demorou muito para que ela começasse a brilhar levemente em vermelho enquanto se corpo levantava-se alguns centímetros da cama. Quando a luz se extinguiu, e o corpo voltou para seu apoio, Gaby teve de se escorar na cama ao lado para que sua visão não lhe confundisse e a levasse ao chão.
- Nossa.. Parece que faz anos que não uso minha magia. - Ouvindo a própria voz proferir seu pecado perante aqueles que dependiam dela, Gaby sentiu seu estomago contorcer em resposta. - Sinto muito. - Era tudo o que ela tinha a dizer, não apenas para Stella, cujo seu descaso anterior poderia agora vir a sofrer a conseqüência, mas também para aqueles que vieram lhe procurar e ela não deu a devida atenção, se não nenhuma.
Gaby levou as duas mãos ao rosto e rezou para que seu feitiço tivesse sucesso, e ela pudesse se perdoar, mesmo que um pouco pelo tempo que desperdiçou perdida em seu labirinto de angustias.
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- Renan
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Re: Ala Hospitalar
- Renan pôde ouvir o eco da aparatação quando aterrissou na grama úmida dos Jardins de Hogwarts. A precipitação densa chocava-se pesada contra o rosto já mais que branco; as gotas eram como pontadas de frio, machucando o mago até o cerne.
Desceu o capuz preto por sobre o rosto às vezes de protegê-lo e cantou os feitiços necessários para restituir as proteções anti-aparatação da escola. Com efeito, uma brisa morna irradiou dele por todo o terreno - e era como se sua última centelha de energia também o tivesse abandonado.
As juntas vacilaram e os objetos nas mãos, a espada, o chapéu e as varinhas, quase foram ao chão. Mas o Diretor resistiu. Caminhou vagarosamente às grandes portas de carvalho, e respirou aliviado ao cruzar o portal.
“Finalmente.”
A sua frente, sobre o chão de pedra, jazia o livro mortal que drenara a vida de Yuna. Capturou-o e logo subiu o mais rapidamente que pôde à sua própria sala, tratando de guardar com cautela todos os objetos que possuía, lacrando tudo num baú recém adquirido na Travessa do Tranco. Feito.
Levou dois tempos para deixar o escritório, mas demorou a chegar à Ala Hospitalar. Assim que abriu as portas duplas, encarou sua irmã. Considerando que só se haviam passado as férias e um dia desde o encontro fatal entre os dois, Renan deveria estar ainda magoado – e de fato estava. Contudo, a raiva já havia desaparecido e nunca na vida ele sentiu tanta vontade de perdoar Gabriella. Mas... não. Ainda não.
De qualquer modo, seus olhares se cruzaram e fitaram-se os dois bruxos cheios de hesitação. O diretor logo olhou para o lado e, vendo que Blazek e Fiori já estavam bem cuidadas, sorriu francamente e seu corpo quase desabou. Ver Stella dormindo serena o acalmava o bastante para deixar-se dormir em qualquer lugar.
Aparentemente, Gabriella percebeu o vacilo. Contemplou os sapatos e nada disse. O homem, por sua vez, deixou a voz sair sincera:
“Muito obrigado”, pronunciou com calma, meneando por um segundo a cabeça.
Ergueu-se rápido e logo girou o corpo para esquerda. Dois passos para alcançar a maca desejada e então inclinou-se sobre a moça italiana que nela jazia ainda inconsciente. Beijou –lhe a boca com ternura. “Voltei”, disse-lhe por um sorriso. Sem cerimônia derrubou-se na poltrona ao lado da maca e ocultou os olhos azul-cinzentos por detrás das pálpebras enquanto procurava com a sua mão direita a esquerda de Stella.
Fechou a mão em torno da outra e, quase imediatamente, todo e qualquer pensamento desapareceu. Era engraçado como, em presença de sua irmã, a pentagrama gravado a fogo na mão esquerda parecia fazer cócegas e afugentar o sono, um desejo que há cinco minutos ocupava toda sua consciência. Pois então deixou a mente aberta e o corpo presente. Para o que quer que viesse a ocorrer ali.
- Stella Di Fiore
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Re: Ala Hospitalar
- Stella era embalada pelo sono dos justos, embora esta prerrogativa fosse mais merecida por outra pessoa. Era um sono sem sonhos, leve como a brisa do fim de tarde. Sem dores ou torturas. Tudo estava bem finalmente. Até tinha começado a sonhar.
Seria constrangedor admitir isso acordada, mas Stella sonhava com o diretor... Renan... Em sonhos não é pecado dizer o nome dele. Ou era? Ela o viu se aproximar, sereno e cansado, como sempre o conhecera até então. Não era capaz de dizer se sorrira ou não para a presença dele, mesmo porque a italiana não focava a si mesma, mas o recém-chegado. Quando ele se inclinou, ela foi capaz de sentir os lábios quentes em uma comovente demonstração de afeto, que a fez suspirar, deliciada.
"Voltei" ele havia dito e ela quase o abraçara por isso.
Sonhar não custa nada e nesses momentos, Stella podia confessar que o queria para si. Que talvez já gostasse dele. Esse pensamento a assustou e ajudou a tirar a aura de magia do sonho. O barulho de alguém se jogando numa poltrona a trouxe a realidade, ainda que os olhos estivessem fechados. Mas quando uma mão procurou a sua ela se deu conta dos fatos. Não sonhara.
Não, talvez fosse um sonho. Estava delirando. Tinha que acordar.
"Acorda, Stella! Acorda! Steeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeella!?" Ela gritava para si mesma, parecendo insana.
Nervosa, o coração da moça acelerou e ela tremia de nervoso. Não era um ataque de loucura, mas medo puro e simples na sua forma mais visceral, dando um nó no seu estômago e arrepios pelo corpo. Ao lembrar do impulsivo beijo naquele corredor escuro, Stella achou que morrer era muito fácil, pois sua alma persistiria, lembrando-a do fato.
Abriu os olhos sem qualquer delicadeza esperada de uma bela adormecida e, sem mexer nenhum músculo do pescoço para baixo, olhou para a esquerda. E ele estava ali. Não evitou o meio-sorriso satisfeito ou o rubor. Ele estava ali, afinal. Não quis acorda-lo, mas desejou seu abraço, sem saber o porquê. Apenas quis. Simplesmente porque lhe parecia que tudo ficaria bem e que ele se sentiria melhor. E ele precisava de um abraço.
E então, gentilmente, ele pediria-lhe explicações. Ela retesou-se de pronto, tendo a presença de espírito de tentar relaxar. Respirou. E se ele perguntasse sobre o aconte? Pior: qual era a resposta dela? Não deixaria ele se infiltrar em sua fortaleza interna assim tão facilmente. Ele poderia ser bonito, gentil e carinhoso, mas e aquela marca na mão dele? E por que ele não dorme? Afinal das contas, quem era aquele homem que beija mocinhas inocentes em corredores escuros, no meio de situações perigosas?
Aquele era o lado racional e superprotetor de Stella. Um lado desenvolvido por anos de repressão e convivências sociais de aparência. Mas fora aquele lado racional que a protegera daquele mundo falso. O outro lado dizia que aquele pobre rapaz precisava de companhia e de uma cama. E que ela poderia ir descobrindo-o enquanto conversavam. Foi quando Stella fracionou-se em duas: o coração lhe dizia que tudo estava certo, a razão exigia prudência.
Na verdade, se não fosse tão perigoso se jogar no escuro, ela se jogaria nos braços dele e eles seriam felizes juntos até quando durassem. Mas a razão imperou, fazendo Stella executar uma das ordens mais difíceis de se executar: tirar sua mão da dele.
Verdade seja dita, ainda que talvez Renan já tivesse uma parte de Stella - um pedaço de coração, aliás -, cabia a ele conquistar o resto. Não que ela fosse apenas o meigo coração de manteiga derretida ou a honestidade sóbria e caustica da razão. Era bem mais que aquilo, é verdade. Também tinha dentro de si a menina acuada com os sentimentos, a moça fina e graciosa. E várias outras unidades dentro do todo chamado Stella di Fiore e se Renan a quisesse, teria que dobrá-la, amansá-la e conquista-la por inteiro. Não que a pobre moça estivesse determinando aquilo para o pobre rapaz, mas não havia tanta facilidade assim naquela menina meiga e delicada, que poderia ser forte como um touro, se preciso fosse. E aquele pedacinho de coração que já pertencia ao diretor ficou acuado com a tempestade de emoções que se instalava em Stella. Foi esse pedacinho de coração que a fez olhar para a esquerda e ver que ele lhe encarava longamente, sem saber precisar por um bom tempo. E, como alerta vermelho, bombeou o coração - o orgão - para botar ordem na casa. O lado eloquente e simpático de Stella fugiu, deixando-a apenas com as palavras convenientes:
- Oi. Tudo bem? - Ela disse baixinho, muito corada.
E, mais uma vez, Stella se arrependia de ter nascido.
-------------------
Off: Malz, Nan. Precisava te mexer de leve.
Off 2: Se vira, galã. Pensou que ia ser fácil e sem emoção? mwahahahhahaha.
Off 3: Juro que ela não é complexada. =X
Off 4: Quer moleza? Senta na gelatina light! U_U aiusdhaisuhdiausdhiuhas
Off 5: Sim, tá um lixo #RaisaFeelings. Foi só pra descoisar mesmo! U_U #DvdFeelings.
- Gaby Lovegood
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Re: Ala Hospitalar
Nunca tenha a presunção de dizer que conhece alguém plenamente.
Foi a primeira coisa que Gabriella pensou ao ver aquele com quem um dia dividiu o mesmo 'casulo' e até mesmo a mesma mente, beijando tão cheio de afeto os lábios de uma mulher que ela apenas conhecia por ver passar pelo castelo, ou é claro quando precisava ir a biblioteca. Era difícil compreender como aquele garoto que nunca soltava sua mão, agora era um homem que a ignorava, e que seguia sua vida reaprendendo a amar, como se ela, ali parada a sua a frente fosse apenas mais uma entre milhões que lhe passam na vida.
As boas etiquetas dizem que o ideal era que ela se sentisse feliz pelo irmão. Mas infelizmente sentimentos não são muito bons com etiquetas, e se fossem não teriam a menor graça. Alem disso naquele momento eram tantos esses sentimentos que brotavam dentro dela, que uma pessoa qualquer já teria entrado em colapso, Por sorte, ou por azar, Gabriella já havia experimentado sentimentos demais para que mais alguns lhe tirassem a sanidade. Contudo, não podia deixar de sentir ciumes daquela deitada a maca de sua enfermaria. Como podia uma estranha - sim, pois comparada a ela, Stella era alguns segundos na vida de Renan - receber tanto afeto de seu irmão, enquanto a ela, pelo que parecia, não havia espaço nem mais para o ódio.
Era ela assim, tão indigna de qualquer sentimento do irmão?
Gaby ficou imóvel observando-o enquanto ele se sentava ao lado da maca da bibliotecária. Era estranho pensar que alguns meses atrás antes de contar a Renan todo seu passado chegou a conclusão de que se alguém no mundo era capaz de entender o que ela passou e lhe dar a liberdade do perdão, esta pessoa seria seu irmão, afinal compartilhavam do mesmo sangue, da mesma carne, da mesma fita que cria a vida. Ele era seu gêmeo, sua outra parte, não parecia possível que ele não a perdoasse. Mas era a realidade de que não só por aquele dia, em que toda a verdade foi cuspida em sua face, mas ainda agora, e talvez para sempre, ele a culpava por ter cedido a tortura.
A culpava cegamente sem nem se dava conta de que se não a tivesse deixado de lado no dia em que ela foi seqüestrada, nada daquilo teria acontecido, se ele tivesse segurada sua mão ao invés de querer curtir as aventuras que seu amigo Henry lhe indicava, Ela nunca teria sido seqüestrada pelos rosas, nunca teria sido torturada, nunca teria cedido, nunca teria pecado.
E esta era a justiça, que dizia que ela teria que carregar aquele fardo eternamente, e sozinha.
- hummmmm... as coisas acontecem mais rápido hoje em dia aqui no castelo... - Algumas pessoas tem um certo dom, capaz de despertar o melhor de outras pessoas, e também o pior, se assim o quiser. No momento, Renan parecia despertar o pior de Gaby. - Hogwarts caindo aos pedaços, e nosso querido diretor ainda arruma tempo para um romance com a bibliotecária. Creio que já foi mais responsável irmãozinho... ou será, que andaram mexendo tanto com a sua cabeça e seu mundo perfeito, que agora está fora de orbita?
Se não poderia ter seu amor de volta, que pelo menos um prevê lampejo de atenção lhe fosse concedido. Mesmo que no iniciar de uma discussão. Para ela, não importava se o irmão estava esgotado, sem vida, sem ação, Se o mundo estava acabando, se a escola estava ruindo, Como a mais egoísta das crianças, ela iria reivindicar atenção.
- Oi. Tudo bem? - Eis que o inicio de sua reivindicação foi cortada pela 'bela' adormecida.
“Da próxima tenho que lembra de dar um sonífero para ela também...”
Foi a primeira coisa que Gabriella pensou ao ver aquele com quem um dia dividiu o mesmo 'casulo' e até mesmo a mesma mente, beijando tão cheio de afeto os lábios de uma mulher que ela apenas conhecia por ver passar pelo castelo, ou é claro quando precisava ir a biblioteca. Era difícil compreender como aquele garoto que nunca soltava sua mão, agora era um homem que a ignorava, e que seguia sua vida reaprendendo a amar, como se ela, ali parada a sua a frente fosse apenas mais uma entre milhões que lhe passam na vida.
As boas etiquetas dizem que o ideal era que ela se sentisse feliz pelo irmão. Mas infelizmente sentimentos não são muito bons com etiquetas, e se fossem não teriam a menor graça. Alem disso naquele momento eram tantos esses sentimentos que brotavam dentro dela, que uma pessoa qualquer já teria entrado em colapso, Por sorte, ou por azar, Gabriella já havia experimentado sentimentos demais para que mais alguns lhe tirassem a sanidade. Contudo, não podia deixar de sentir ciumes daquela deitada a maca de sua enfermaria. Como podia uma estranha - sim, pois comparada a ela, Stella era alguns segundos na vida de Renan - receber tanto afeto de seu irmão, enquanto a ela, pelo que parecia, não havia espaço nem mais para o ódio.
Era ela assim, tão indigna de qualquer sentimento do irmão?
Gaby ficou imóvel observando-o enquanto ele se sentava ao lado da maca da bibliotecária. Era estranho pensar que alguns meses atrás antes de contar a Renan todo seu passado chegou a conclusão de que se alguém no mundo era capaz de entender o que ela passou e lhe dar a liberdade do perdão, esta pessoa seria seu irmão, afinal compartilhavam do mesmo sangue, da mesma carne, da mesma fita que cria a vida. Ele era seu gêmeo, sua outra parte, não parecia possível que ele não a perdoasse. Mas era a realidade de que não só por aquele dia, em que toda a verdade foi cuspida em sua face, mas ainda agora, e talvez para sempre, ele a culpava por ter cedido a tortura.
A culpava cegamente sem nem se dava conta de que se não a tivesse deixado de lado no dia em que ela foi seqüestrada, nada daquilo teria acontecido, se ele tivesse segurada sua mão ao invés de querer curtir as aventuras que seu amigo Henry lhe indicava, Ela nunca teria sido seqüestrada pelos rosas, nunca teria sido torturada, nunca teria cedido, nunca teria pecado.
E esta era a justiça, que dizia que ela teria que carregar aquele fardo eternamente, e sozinha.
- hummmmm... as coisas acontecem mais rápido hoje em dia aqui no castelo... - Algumas pessoas tem um certo dom, capaz de despertar o melhor de outras pessoas, e também o pior, se assim o quiser. No momento, Renan parecia despertar o pior de Gaby. - Hogwarts caindo aos pedaços, e nosso querido diretor ainda arruma tempo para um romance com a bibliotecária. Creio que já foi mais responsável irmãozinho... ou será, que andaram mexendo tanto com a sua cabeça e seu mundo perfeito, que agora está fora de orbita?
Se não poderia ter seu amor de volta, que pelo menos um prevê lampejo de atenção lhe fosse concedido. Mesmo que no iniciar de uma discussão. Para ela, não importava se o irmão estava esgotado, sem vida, sem ação, Se o mundo estava acabando, se a escola estava ruindo, Como a mais egoísta das crianças, ela iria reivindicar atenção.
- Oi. Tudo bem? - Eis que o inicio de sua reivindicação foi cortada pela 'bela' adormecida.
“Da próxima tenho que lembra de dar um sonífero para ela também...”
- Stella Di Fiore
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Re: Ala Hospitalar
- Por que raios Stella não percebera a chegada da enfermeira? Estava tão alterada assim a ponto de não perceber uma energia ruim pairar? Não que a enfermeira - Gabriela, não? - fosse má, mas sua aura emanava algo ruim perto de Renan. E, até onde ela sabia, só perto dele. Por que Stella pensava assim? Bom, uma pessoa que vivia da cura e o fazia realmente bem não poderia ser má, poderia? Entenda, Gabriela havia curado a italiana de uma maldição imperdoável e, ainda que tenha feito com certa incerteza da causa, sua segurança havia salvado a vida da moça. E Stella seria extremamente grata a ela por isso pelo tempo que vivesse.
E lhe parecia verdadeira a recíproca de energia ruim. Stella se sentiu em meio a um fogo cruzado. De um lado, uma mulher implacável, ciente de que estava sendo desagradável e pior: parecia gostar disto. Do outro, um homem cansado que precisava reunir forças para o que parecia sua maior batalha. Nada de comensais, professores malucos, rotina estressante. O jeito defensivo com que ele se postou, depois a forma como olhou, como quem se armava, o olhar mudado. Como aqueles olhos cinzas que já a olharam com tanto afeto poderiam transmitir tanta raiva? E apenas pela presença daquela mulher? Stella quase se desesperou.
E se lembrou das palavras da mulher. "Creio que já foi mais responsável, irmãozinho". Essa última palavra ficou ecoando e lhe pareceu a chave do mistério temporário, mas ela não evitou corar quando ela falou em "arrumar romance com a bibliotecária".
Irmãos... Com um movimento rápido dos olhos, viu o caos quase instalado e teve medo. Certamente Renan estava cansado, mas também estava quando brigou com os alunos do salão. A mocinha na maca tremeu. E temeu por Gabriela. Sabia que ele seria extremamente capaz, pelo estado em que se encontrava, de fazer mal a enfermeira. E temeu por si mesma. Droga, no fim das contas, apesar das suas desconfianças e medos, Stella já gostava de Renan de alguma forma. Aliás, de uma forma diferente. E sabia que todo mundo tinha seu lado ruim, mau.
Mas a mulher que a salvou da morte não merecia aquilo no momento. E Stella não queria conhecer, ainda, o lado mau de Renan. Não naquele momento, daquele jeito. Quando seria, ela não sabia, mas não era hora para isso. Não era hora, também, para fazer julgamentos e tomar partidos. Aquela briga não era de Stella e ela estava, efetivamente, metendo a colher na relação alheia. Mas não via outra coisa a se fazer. Ela devia a vida àquela mulher e gostava daquele homem. E, por Deus, estava farta de problemas que, para variar a impediam de ser feliz!
Foi quando ela fez o que lhe parecia mais correto e sensato. Tocou a mão dele, entrelaçando os dedos com carinho, transmitindo todo o afeto que ele lhe dera há cinco segundos atrás. Ele não poderia ter esquecido disso, poderia? Os olhos castanhos buscaram os cinzentos e quando eles se encontraram - e eles se encontraram - ela abriu sua mente para ele, deixando-o ver as coisas e torcendo para que ele não visse tudo, apenas o necessário. Corou ao pensar que ele veria mais que o seu pedido: "Por favor, não...", mas que veria sua reação ao beijo, a ele, desde o começo, ainda no trem. Fez um esforço para deixar apenas o essencial, rezando para que algo desse certo.
Stella sabia que estava completamente exposta, mas lhe pareceu o mais correto a se fazer, pois nada do que ela dissesse em voz alta faria efeito.
- Hokuto
- Descobrindo a Profecia

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Re: Ala Hospitalar
- Hokuto chutou a porta com força. Era com força que carregava há algum tempo aquela mulher loira nos braços e nada se não o pesar que o movia. Na verdade, parece que ele remoía há meses o que aconteceu em algumas horas, então tudo lhe parecia mais intenso. Ele achava que estava tenso, que estava tudo errado, que ela não poderia estar assim e que a sua vida era uma droga. Quem quer tivesse feito aquilo com Katerina iria pagar. Ah, iria mesmo. Teve vontade de quebrar tudo, gritar bastante e xingar certas pessoas gratuitamente. Mas ao invés disso, deitou-a gentilmente na maca, admirando o ar suave que ela tinha. Pena que estava desmaiada. Lembrou-se de todas as brincadeiras que faria com ela. E como elas iriam piorar a cada coisa que ela dissesse.
E se ela morresse? Ele não sabia se seria capaz de suportar. E mesmo que ela sobrevivesse, o que garante que ela... Hokuto trincou os dentes, por pura frustração. Por que, para variar, as coisas simplesmente não poderiam dar certo? E se ela morresse? Ok, não estava no auge da sua força a Katerina, mas ela sempre dava um jeito. Sempre deu...
Ele a olhou com algo mais. E que se dane, o mundo poderia ruir naquele momento, mas ele estava cada vez mais perto dela. Quando as respirações se misturaram, ele pode sentir certa quentura nela. Mas ela não sentiria ou lembraria de nada.
- Até logo.
Ele esperava que ela acordasse. Mas não queria estar presente para o pior. Além do que, se ela o acordasse e ele estivesse ali, não era de se esperar um bom dia ou qualquer cumprimento educado. Ele não sabia o que esperar. Nem se deveria esperar. E ficou extremamente magoado por não saber o que fazer. Mas preferiu sair. Precisava de ar puro. Mas depois do que provara, nem todo o ar puro do mundo seria o suficiente.
- Renan
- Conjurando o Patrono

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Re: Ala Hospitalar
- Tudo o que existia era um barco na escuridão e a lua cheia no céu. Poderia ser um iate, não sabia ao certo; era como se os olhos estivessem embaçados ainda que ele, Renan, tivesse certeza de que os seus estavam secos e arregalados nalgum lugar detrás daquela visão. Só sabia que o olhar turvo contemplava, suplicante, as águas que corriam rápidas para longe, levando consigo o que quer que fosse. Involuntariamente, mirou a lua no alto.
Logo desceu o olhar e girou no eixo para, subitamente, ver por entre olhos agora semicerrados uma porta de madeira abrindo-se lentamente. Na penumbra, pôde divisar as próprias feições a compor um sorriso torto. Ao balbuciar qualquer coisa, os olhos que contemplavam o rosto do Diretor arregalaram-se num átimo e Renan pôde sentir uma euforia que não era dele.
A visão foi obscurecida mais uma vez, mas aparentemente os olhos pelos quais observava aquele monte de retalhos não voltaram a abrir. No escuro, havia familiar calma e ansiedade, mas uma desconhecida sensação de conquista, até brotar à esquerda uma centelha púrpura.
A repentina claridade arroxeada lançou luz sobre outras cenas mais curtas, como a de uma casa grande e suntuosa perdendo-se na distância, no escuro, lágrimas formando-se no canto do quadro. A visão se desmanchou noutra, de muitas cores em movimento, num lugar onde nada tinha forma e percebia-se absurda embriaguez.
A partir deste cenário, vários outros se foram moldando; várias outras cenas emergindo e submergindo. As cores se iam fundindo à medida que perdiam as tonalidades mais vivas e se condensavam, finalmente, de volta aos olhos castanhos de Stella.
O mago piscou então três vezes para que a Ala Hospitalar ressurgisse ao seu redor e os antecedentes àqueles cinco segundos de imersão na mente da moça recém curada fossem recuperados pela memória. Necessitou do tempo de mais uma piscadela para raciocinar o vindouro. Levantou-se devagar, exausto que estava, e deixou-se cair logo depois sobre a senhorita italiana, envolvendo-a num abraço que, apesar de não ser apertado, era tão grato quando a certeza do cansaço do bruxo.
Não disse palavra alguma. Decidiu guardar qualquer “obrigado” para outra oportunidade qualquer, assim como decidira manter em segredo a totalidade do que vira por detrás dos olhos de Stella.
A espera pelo sono e o momentum entre Renan e a moça italiana poderiam ter acabado ali – mas este fora principiado justamente pela presença de um terceiro personagem no cômodo, quem não deveria ser ignorado. Com efeito, antes de tencionar deixar de vez aquele lugar o Diretor de Hogwarts virou-se para a curandeira.
“Não ouse questionar a minha responsabilidade, Gabriella. É apenas por conta dela que você permanece aqui.”
O golpe fora desferido com serenidade absurda. O mago estava calmo, tão seguro quanto se poderia estar depois de ver o que viu, mas não permitiria que lhe faltassem com o respeito.
“Pois você está em Hogwarts, afinal. Você pôde voltar para cá, não pôde? Já pensara no porquê? Seja grata.”
O assunto estava encerrado, ao menos o pressupusera. Voltou a olhar para Stella, deitada, mas atenta a tudo o que acontecia. Agora que conhecia como era olhar o mundo com os olhos da moça, o Diretor sabia que caminhos talvez viesse a trilhar no futuro, com a amante ou sem ela. Com isso em mente, permaneceu na Ala Hospitalar, por um lado para ver se a enfermeira reagiria à fala do homem, por outro, para testar as forças da italiana. Até onde sabia, sua mera presença ali traria efeitos dignos de serem observados.
Off: está terrível...culpa dos rojões e do corinthians (ou whatever)
- Stella Di Fiore
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Re: Ala Hospitalar
Pre-escritum: Gaby, estas ações acontecem apenas depois das suas, então você tem toda a liberdade de não incluir estes eventos no seu post, como se eles fosse ações precursoras a esta, certo? Quero dizer, qualquer escândalo ou afins tão liberados \:)/
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Post lixo, só pra parar de prender.
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- Stella, na verdade, não sabia o que pensar. Sua mente estava confusa. O que ele iria ver? O que ela queria mostrar? No fim das contas, acabou mostrando de tudo um pouco, o que a deixou constrangida, de certa forma. O que ele teria absorvido? O que ele faria diante de tudo isso? Temeu por si e pela força que essa ligação tinha. E foi inevitável apertar a mão dele. A mão que ela demorava a tocar. E demorava a soltar.
E, enquanto ela buscava racionar as consequências, ele simplesmente se levantava e caia por cima dela, que estava deitada, num abraço significativo, ainda que sem força física. E aquilo a devastou por dentro. Fazendo força para não chorar, ela o abraçou de volta, escondendo o rosto no pescoço dele, os dedos se movimentando pelas costas dele em sinal de carinho. Pior mesmo era não saber o que fazer e, tirando o abraço, ela realmente não sabia.
E não pode deixar de ficar mais triste ainda por vê-los brigar. Eram irmãos, afinal.
Quando Gabriela se retirou, Stella, que já estava sentada, olhou para Renan. Sem dizer uma palavra, a moça se levantou e praticamente carregou o rapaz para a maca, deitando-o nela. Era como dizer que ele precisava dormir, mas sem emitir som algum. Sentou-se de lado naquela cama, mirando-o diretamente. Se não fosse o impulso, Stella nunca teria começado a mexer nos cabelos dele, que estavam um pouco bagunçados. Ela quis que ele fizesse algo, qualquer coisa que a quebrasse daquele torpor que era estar ali com ele... Qualquer coisa. .
- Aposto meu reino como, da mesma forma que eu estou doida parar finalmente ter um quarto, você está doido alucinado por um descanso, não?
Sua curiosidade poderia ser saciada em outro momento, não?
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Post lixo, só pra parar de prender.
- Renan
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Re: Ala Hospitalar
- Aquele tipo de relação era muito... atípica. Para ele, pelo menos. A bruxa italiana entrelaçava os dedos nos cabelos despenteados de Renan enquanto o fitava. Só – mas era suficiente. Apesar do cansaço inegável que sentia, apesar de a pergunta de Stella ter refletido exatamente seu estado, ele estava bem ali; ele estaria bem ali.
“Um reino...” Infelizmente, deveria voltar a cuidar do seu.
Renan fechou os olhos por um instante e se levantou no que deveria ser um salto, depois de afastar-se carinhosamente de Stella. Dirigiu-se ao armarinho ao fundo da Ala Hospitalar e retirou um fraco razoavelmente largo antes de voltar para o lado da italiana.
“Vamos arranjar um quarto, então, e daí a gente cuida do reino, está bem?”, indagou tranqüilo, sem perceber o mau uso das palavras. “Quer dizer, vamos ao novo baile de abertura, sim?”
Sorriu sincero para a moça, como se quisesse que ela esquecesse de que ele havia vasculhado sua mente mais cedo. Tomou-lhe a mão com ternura e, depois de uma piscadela, puseram-se os dois a caminhar em direção aos aposentos do Diretor.
Off.:Aposentos do Diretor---> Baile.
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Re: Ala Hospitalar
- Agora vinha a parte que mais lhe dava medo. Era uma aflição involuntária que lhe dominava, com direito a apertos pelo corpo e arrepios. Era a sensação ruim de algo aconteceria. Viu um casal um tanto quanto namorador pelo corredor e reconheceu o diretor e a moça que deveria ser a nova bibliotecária. Eles tinham um ar romance. Ele parecia bonzinho com a moça, que estava feliz ao lado dele. Fechado em si mesmo, não pode deixar de sentir inveja deles.
Desviou os olhos e andou para a Ala. Aflito. Muito aflito. Com a sensação ruim de algo vai acontecer. Ou aconteceu. Ele nem sabia explicar. E se tivesse acontecido algo com ela? E, ao invés de correr, andou mais lento, como quem quer se remoer e torturar pelos fatos. Na verdade, no fim das contas, parecia que a realidade não seria muito pior do que os delírios.
E mesmo com toda a lentidão do mundo, um dia ele chegaria a Ala. Odiava profundamente ficar aflito, nervoso. E isso o fazia vacilar nos passos. Como se o gigante fosse cair antes de tropeçar. Parou, respirou fundo e andou.
- Kat? - Ele sabia que ela ficaria irada por tamanha intimidade. Mas ele sairia da vida dela este ano, então se dava este gostinho. - Kat, minha querida?
O medo começou a se transformar em desespero quando ela não respondeu. E ele se forçou a encarar de frente, andando, buscando ver a verdade. O coração ao mesmo tempo apertado e acelerado. Era como se estivesse prestes a morrer por dentro e não estava pronto para isso. Estava impotente. Logo ele que sempre fora prepotente.
E não foi indolor ver a cama vazia. Pelo contrário. O coração chegou a um nível insuportável de batimentos, a garganta se fechou, junto com os punhos, a tensão tomou conta do corpo dele e tudo era doloroso demais, com os impulsos todos vertendo-se em lágrimas silenciosas, mas correntes. Tinha razão quando soube que era mais fácil morrer do que suportar aquela perda.
Saiu vagando pelo corredor, arrastando suas correntes, como o Barão Sangrento. Quis bater um papo com o fantasma. Eles se entenderiam perfeitamente. Ambos sabiam como era perder o que nunca se teve de fato...
Ps: Quero minha amiga Lili de volta. ~momento desabafo T_T
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Re: Ala Hospitalar
Já era de conhecimento de todos que a situação entre os irmãos não era a mais amistosa do mundo, alias desde daquela briga há alguns meses tudo havia mudado. Ou seria Renan quem havia mudado. Afinal, quem sofreu nas mãos dos rosas fora Gabriela e não ele. E ainda assim ele não conseguia perdoá-la, pelo o que mesmo? Por ter sido torturada ao ponto de perder a sanidade, Ah claro, algo assim é realmente muito difícil de perdoar, já que vemos claramente que a culpa é toda da pessoa que sofreu a tortura. Maldita bruxa fraca, Se ela tivesse apenas morrido naquela época, teria poupado o pobre homem de saber que sua irmã foi uma assassina.
Contudo apesar de todas as brigas e discuções que tiveram até o momento, aquela tinha sido diferente. Discutir com Renan era a única ligação que Gabriela ainda conseguia manter entre os dois, e embora ele sempre a tratava de maneira ríspida e rancorosa, ela tinha certeza que em algum lugar ali dentro ele ainda a amava e a queria bem, então tudo aquilo não era nada que o tempo não pudesse curar por isso as brigas estavam de bom tamanho para ela. Isso talvez fosse verdade ou talvez fosse o que ela queria acreditar, e naquele momento mais do que nunca ela tinha certeza de que era apenas algo que ela queria acreditar, pois se Renan ainda sentisse que ela era sua Irma ele nunca teria a ameaçado de tirá-la de Hogwarts. Ele sabia que a escola era tudo o que restava para ela, ele sabia que aquela enfermaria e seus alunos estrupiados, era todo o mundo que ela tinha. Ele não ameaçaria tira-la a única coisa que ainda a fazia sentir-se viva.
Mas era exatamente isso que Renan tinha deixado claro naquele momento, o que ainda a mantinha ali não era o vestígio de amor do irmão, e sim piedade, pena ou quem sabe apenas preguiça de procurar uma nova curandeira.
As palavras não saiam da boca da mulher, não que tentasse processar o que havia sido dito, pois tudo estava bem claro para ela, mas porque palavras não eram mais úteis, nem mesmo aquelas malcriadas que ela acreditava que a mantinha unida a Renan, pois simplesmente não havia mais o que unir.
Sentindo que os olhos estavam prestes a brilhar por lagrimas, Gabriela murmurou um inalditivel ''sinto muito senhor. '' e se afastou para os fundos da enfermaria atrás de uma cortina puxada.
Gaby observou por de trás dos panos o diretor sair da Ala ao lado da mulher que ela havia curado. Ainda havia ternura em Renan, ele ainda podia emanar aconchego e afeto, isso era um alivio, contudo, nada disso seria dado a ela . Naquele momento Gabriela sabia que tinha perdido não só os pais, e o homem que amava, mas também o irmão.
Estava definitivamente sozinha.
Contudo apesar de todas as brigas e discuções que tiveram até o momento, aquela tinha sido diferente. Discutir com Renan era a única ligação que Gabriela ainda conseguia manter entre os dois, e embora ele sempre a tratava de maneira ríspida e rancorosa, ela tinha certeza que em algum lugar ali dentro ele ainda a amava e a queria bem, então tudo aquilo não era nada que o tempo não pudesse curar por isso as brigas estavam de bom tamanho para ela. Isso talvez fosse verdade ou talvez fosse o que ela queria acreditar, e naquele momento mais do que nunca ela tinha certeza de que era apenas algo que ela queria acreditar, pois se Renan ainda sentisse que ela era sua Irma ele nunca teria a ameaçado de tirá-la de Hogwarts. Ele sabia que a escola era tudo o que restava para ela, ele sabia que aquela enfermaria e seus alunos estrupiados, era todo o mundo que ela tinha. Ele não ameaçaria tira-la a única coisa que ainda a fazia sentir-se viva.
Mas era exatamente isso que Renan tinha deixado claro naquele momento, o que ainda a mantinha ali não era o vestígio de amor do irmão, e sim piedade, pena ou quem sabe apenas preguiça de procurar uma nova curandeira.
As palavras não saiam da boca da mulher, não que tentasse processar o que havia sido dito, pois tudo estava bem claro para ela, mas porque palavras não eram mais úteis, nem mesmo aquelas malcriadas que ela acreditava que a mantinha unida a Renan, pois simplesmente não havia mais o que unir.
Sentindo que os olhos estavam prestes a brilhar por lagrimas, Gabriela murmurou um inalditivel ''sinto muito senhor. '' e se afastou para os fundos da enfermaria atrás de uma cortina puxada.
Gaby observou por de trás dos panos o diretor sair da Ala ao lado da mulher que ela havia curado. Ainda havia ternura em Renan, ele ainda podia emanar aconchego e afeto, isso era um alivio, contudo, nada disso seria dado a ela . Naquele momento Gabriela sabia que tinha perdido não só os pais, e o homem que amava, mas também o irmão.
Estava definitivamente sozinha.
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Re: Ala Hospitalar
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*Morgana entrou num rompante na ala hospitalar com um menino desacordado em uma maca logo atrás, imediatamente ela tratou de acomoda-lo em uma cama enquanto chamava por alguém*
- Por favor, há um aluno necessitando de cuidados urgente! *a garota segurava a mão do menino já na cama ainda desacordado, ela olhava para os lados esperando a responsável pelo lugar chegar*

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Re: Ala Hospitalar
O inconsciente, certas vezes, traz sonhos... E ele estava tendo um naquele momento. Ele estava em um escritório escuro e cheio de estantes com muitos livros. Em uma mesa, um homem encapuzado usando roupas claras estava sentado, e outro, igualmente de capuz, estava de pé, falando com ele.
-Grande Solem. O assassino chegará logo...
-Então é melhor o recebermos bem, não acha?
-Ele tem um companheiro. O que devemos fazer com ele?
-Vamos recebê-lo também. Não acho que podemos nos dar ao luxo de sermos maldosos, podemos? Além disso... com ou sem companheiro, temos algo que fará com que nossa oferta seja irrecusável.
Ele sentiu um calafrio e antes que pudesse perceber, estava em outro lugar. Agora o lugar se tornara uma planície escura, com árvores mortas e um clima frio e enevoado. Duas pessoas estavam falando uma com a outra. Um deles estava caído no chão, aparentemente ferido e ajoelhado e o outro em pé, segurando uma varinha.
-Então... porque não me mata logo?
"Uthart?! Ele está..."
-Não posso. Esta não é a minha história.
"L?!"
-Você já me fez perder tudo! Tudo!
-Eu? Ah, não, eu não fiz nada. Você mesmo causou isso, Uthart. Sua raiva e desejo por poder são os verdadeiros culpados. Mas ainda há tempo para se redimir... tudo o que você precisa fazer é...
Lugh não foi capaz de escutar o resto; ele caiu na total inconsciência logo em seguida. Porém, aquelas imagens de seus sonhos o atormentariam por muito mais tempo...
-Grande Solem. O assassino chegará logo...
-Então é melhor o recebermos bem, não acha?
-Ele tem um companheiro. O que devemos fazer com ele?
-Vamos recebê-lo também. Não acho que podemos nos dar ao luxo de sermos maldosos, podemos? Além disso... com ou sem companheiro, temos algo que fará com que nossa oferta seja irrecusável.
Ele sentiu um calafrio e antes que pudesse perceber, estava em outro lugar. Agora o lugar se tornara uma planície escura, com árvores mortas e um clima frio e enevoado. Duas pessoas estavam falando uma com a outra. Um deles estava caído no chão, aparentemente ferido e ajoelhado e o outro em pé, segurando uma varinha.
-Então... porque não me mata logo?
"Uthart?! Ele está..."
-Não posso. Esta não é a minha história.
"L?!"
-Você já me fez perder tudo! Tudo!
-Eu? Ah, não, eu não fiz nada. Você mesmo causou isso, Uthart. Sua raiva e desejo por poder são os verdadeiros culpados. Mas ainda há tempo para se redimir... tudo o que você precisa fazer é...
Lugh não foi capaz de escutar o resto; ele caiu na total inconsciência logo em seguida. Porém, aquelas imagens de seus sonhos o atormentariam por muito mais tempo...
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Re: Ala Hospitalar
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*Morgana estava sentada ao lado de Lugh, ainda segurava sua mão e aguardava impaciente a pessoa responsavel pela infermária e já começava a pensar em um plano B se demorasse para alguém aparecer*

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Re: Ala Hospitalar
Deitada em sua cama na sala ao fundo da ala hospitalar, Gaby pensava no que tinha acabado de ocorrer. Seu irmão havia lhe tratado de forma mais fria do que nunca, e agora aparentemente estava declarando uma guerra fria contra ela.
Mas como sempre a ala hospitalar - em hogwarts- não era um lugar para longos devaneios, pois em algum lugar dentro da ala, alguem entrava, sem muito cuidados com a porta, enquanto clamava por ajuda.
Gaby ajeitou a cara amassada, ajustando suas feições para o modo curandeira, e entrou na ala seguindo diretamente ao aluno desacordado na maca.
- O que ocorreu com ele? - Enquanto estudava o desacordado, Gaby dirigia a fala a garota que segurava a mão do rapaz, afinal informações obtidas de alguem acordado eram sempre mais fáceis de se entender.
Antes que a garota pudesse falar, a curandeira tratou de tirar um frasco do bolso do jaleco, o liquido era verde e parecia emitir um brilho. a mulher abriu o frasco e o aproximou do nariz do garoto, não à pessoa viva que não acorde com o cheiro do liquido duvidoso. E não há quem conteste que cuidar de alguém desacordado é muito inconveniente.
off>> Galerinha, desculpe a demora pra postar, eu nao esperava que ia aparecer alguem na ala ^^v
ps: Morgana, cuidado com os posts muito curtos, eles são considerados Flood e podem ser deletados (equipe Mapa do maroto)
Mas como sempre a ala hospitalar - em hogwarts- não era um lugar para longos devaneios, pois em algum lugar dentro da ala, alguem entrava, sem muito cuidados com a porta, enquanto clamava por ajuda.
Gaby ajeitou a cara amassada, ajustando suas feições para o modo curandeira, e entrou na ala seguindo diretamente ao aluno desacordado na maca.
- O que ocorreu com ele? - Enquanto estudava o desacordado, Gaby dirigia a fala a garota que segurava a mão do rapaz, afinal informações obtidas de alguem acordado eram sempre mais fáceis de se entender.
Antes que a garota pudesse falar, a curandeira tratou de tirar um frasco do bolso do jaleco, o liquido era verde e parecia emitir um brilho. a mulher abriu o frasco e o aproximou do nariz do garoto, não à pessoa viva que não acorde com o cheiro do liquido duvidoso. E não há quem conteste que cuidar de alguém desacordado é muito inconveniente.
off>> Galerinha, desculpe a demora pra postar, eu nao esperava que ia aparecer alguem na ala ^^v
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Re: Ala Hospitalar
Um novo sonho aflorou na mente do garoto depois de mais algum tempo... Nele, Thomas parecia estar correndo de algo...
-Espero que Lugh não esteja vendo isso... e que ele não venha atrás de mim...
"Tarde demais. Oh, bem..." Lugh pensou, por um instante, antes de ver o que estava atrás de seu primo. Uma dúzia ou mais vultos estavam atrás dele, e eles usavam as mesmas roupas que os outros... Solem. Um deles tentou estuporar seu primo, mas o jovem conseguiu se esquivar e lançou uma azaração de impedimento que derrubou o homem e retardou outros dois. Ainda assim, Lugh percebia que eles estavam alcançando Thomas e pouco depois, ele estava cercado.
-Renda-se. É melhor para você.
-Não. Não sei o que querem de mim, mas não lhes darei nada.
-Ah, mas... - o homem começou a dizer, mas a voz dele começou a se perder... de repente, tudo ficava verde e um cheiro insuportável invadia seus sentidos, o deixando confuso. Ele então só conseguiu captar outro fragmento, com uma voz irreconhecível e bem distante antes de acordar...
-AVADA KEDAVRA!
Ele acordou e levantou o corpo em um salto, ofegante:
-THOMAS! NÃO... NÃO PODE SER... NÃO ELE!
Lugh se sentia meio cansado e um pouco tonto por causa do cheiro, mas aquilo não importava. Algo dentro dele dizia que aquilo era mais do que um sonho... e ele tinha de saber se Thomas, seu único verdadeiro aliado naquele jogo de grandes estava vivo ou morto. No instante seguinte, ele percebeu que não estava sozinho, mas sim na Ala Hospitalar e teve que se controlar, meramente falando:
-O-onde estou agora, Morgana? O que aconteceu?
"Se aconteceu... a culpa é minha? Eu deixei isso acontecer? Eu devia tê-lo deixado fora do meu jogo? Thomas... me dê notícias logo... por favor..."
-Espero que Lugh não esteja vendo isso... e que ele não venha atrás de mim...
"Tarde demais. Oh, bem..." Lugh pensou, por um instante, antes de ver o que estava atrás de seu primo. Uma dúzia ou mais vultos estavam atrás dele, e eles usavam as mesmas roupas que os outros... Solem. Um deles tentou estuporar seu primo, mas o jovem conseguiu se esquivar e lançou uma azaração de impedimento que derrubou o homem e retardou outros dois. Ainda assim, Lugh percebia que eles estavam alcançando Thomas e pouco depois, ele estava cercado.
-Renda-se. É melhor para você.
-Não. Não sei o que querem de mim, mas não lhes darei nada.
-Ah, mas... - o homem começou a dizer, mas a voz dele começou a se perder... de repente, tudo ficava verde e um cheiro insuportável invadia seus sentidos, o deixando confuso. Ele então só conseguiu captar outro fragmento, com uma voz irreconhecível e bem distante antes de acordar...
-AVADA KEDAVRA!
Ele acordou e levantou o corpo em um salto, ofegante:
-THOMAS! NÃO... NÃO PODE SER... NÃO ELE!
Lugh se sentia meio cansado e um pouco tonto por causa do cheiro, mas aquilo não importava. Algo dentro dele dizia que aquilo era mais do que um sonho... e ele tinha de saber se Thomas, seu único verdadeiro aliado naquele jogo de grandes estava vivo ou morto. No instante seguinte, ele percebeu que não estava sozinho, mas sim na Ala Hospitalar e teve que se controlar, meramente falando:
-O-onde estou agora, Morgana? O que aconteceu?
"Se aconteceu... a culpa é minha? Eu deixei isso acontecer? Eu devia tê-lo deixado fora do meu jogo? Thomas... me dê notícias logo... por favor..."
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Re: Ala Hospitalar
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*Morgana interrompe seus pensamentos quando uma mulher entrar apressada no local, já lhe perguntando o que havia e sem dar tempo a resposta já começava a tratar de Lugh, a garota observava tudo preocupada, viu o menino se debater um pouco para acordar num rompante praticamente gritando*
-THOMAS! NÃO... NÃO PODE SER... NÃO ELE!
- Lugh!! *ela o abraçou alivida, viu que ele estava meio aéreo, mas logo voltou a si percebendo onde estava*
-O-onde estou agora, Morgana? O que aconteceu?
*ela sorriu para tranquiliza-lo*
- Calma, está tudo bem... Que bom que acordou! *segurava o rosto dele entre as mãos o avaliando, era até engraçado o pensamento que brincava em sua mente, ela parecia a irmã mais velha do menino, cheia de cuidados e preocupações* Você desmaiou no corredor, se lembra? Me deu um baita susto mocinho!
*Morgana olhou para a moça agradecida*
- Obrigada, ele não estava se sentindo muito bem e quando tentei traze-lo para cá, se recusou mas instantes depois desmaiou...
Off: Opa! Pode deixar, tomarei mais cuidado com os post. ^^

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Re: Ala Hospitalar
- Calma, está tudo bem... Que bom que acordou! - Morgana disse, segurando o rosto do garoto, tentando acalmá-lo. Mas ele não se sentia nem um pouco calmo. Não se ele estivesse desenvolvendo agora o dom da profecia...
"Hm, não se pode chamar bem de profecia se você vê algo no instante que está acontecendo, pode?"
-Você desmaiou no corredor, se lembra? Me deu um baita susto mocinho!
-Você realmente... - ele começou, mas parou ao perceber que Morgana agora se dirigia para a outra pessoa que estava ali...
-Obrigada, ele não estava se sentindo muito bem e quando tentei traze-lo para cá, se recusou mas instantes depois desmaiou...
"Desmaiei... Eu tive visões, isso sim! E saberia muito mais sobre o que aconteceu se não tivesse sido interrompido!" ele pensou. Tinha certeza de que não eram apenas sonhos, mas sim seu dom de percepção indo mais além... ele sinceramente queria que aquilo parasse, porque nenhuma das visões que ele tivera fora positiva e ele não sabia mais quanta tristeza poderia suportar antes de enlouquecer...
-Eu... isso aconteceu antes... mas não com tanta força... - ele disse para si mesmo... - ...se eu não tivesse vindo para cá... talvez eu nunca acordaria... e isso... seria melhor para todos eles?
"Hm, não se pode chamar bem de profecia se você vê algo no instante que está acontecendo, pode?"
-Você desmaiou no corredor, se lembra? Me deu um baita susto mocinho!
-Você realmente... - ele começou, mas parou ao perceber que Morgana agora se dirigia para a outra pessoa que estava ali...
-Obrigada, ele não estava se sentindo muito bem e quando tentei traze-lo para cá, se recusou mas instantes depois desmaiou...
"Desmaiei... Eu tive visões, isso sim! E saberia muito mais sobre o que aconteceu se não tivesse sido interrompido!" ele pensou. Tinha certeza de que não eram apenas sonhos, mas sim seu dom de percepção indo mais além... ele sinceramente queria que aquilo parasse, porque nenhuma das visões que ele tivera fora positiva e ele não sabia mais quanta tristeza poderia suportar antes de enlouquecer...
-Eu... isso aconteceu antes... mas não com tanta força... - ele disse para si mesmo... - ...se eu não tivesse vindo para cá... talvez eu nunca acordaria... e isso... seria melhor para todos eles?
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Re: Ala Hospitalar
Para qem estava desmaiado o garoto acordou muito bem disposto e aparentemente mal humorado. Independente de onde a mente do jovem andou Gaby sabia que boa coisa não se tratava, as vezes ser bruxo traz muito mais prejuisos as pessoas do que beneficios, Bom, pelo menos para ela este era o caso.
Apos o breve aconchego entre os conhecidos, Gaby entrou em ação como curandeira.
- Se isso já ocorreu antes devo pedir a você que volte a enfermaria no menor sinal de indisposição, pelo menos até que tenhamos certeza do que está ocorrendo e de que sua vida não está em perigo, por hoje recomento que vá direto para seu devido dormitorio e durma. - Gaby tirou a varinha do cabelo e em um leve balanço um minusculo frasco veio em sua direção. - Aqui, tome isso antes de se deitar, vai garantir que acorde novamente, Assim que se sentir confortavel o bastante para andar, está liberado por hora.
A curandeira passou a mao pelo cabelo do garoto bagunçando-o, normalmente os garotos odeiam isso, mas a curandeira não resistia em brincar com os alunos, e com um largo sorriso para os dois, se digiriu ao fundo da enfermaria a fim de organizar alguns frascos bagunçados.
off>> Sala dos Professores
Apos o breve aconchego entre os conhecidos, Gaby entrou em ação como curandeira.
- Se isso já ocorreu antes devo pedir a você que volte a enfermaria no menor sinal de indisposição, pelo menos até que tenhamos certeza do que está ocorrendo e de que sua vida não está em perigo, por hoje recomento que vá direto para seu devido dormitorio e durma. - Gaby tirou a varinha do cabelo e em um leve balanço um minusculo frasco veio em sua direção. - Aqui, tome isso antes de se deitar, vai garantir que acorde novamente, Assim que se sentir confortavel o bastante para andar, está liberado por hora.
A curandeira passou a mao pelo cabelo do garoto bagunçando-o, normalmente os garotos odeiam isso, mas a curandeira não resistia em brincar com os alunos, e com um largo sorriso para os dois, se digiriu ao fundo da enfermaria a fim de organizar alguns frascos bagunçados.
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Re: Ala Hospitalar
- Se isso já ocorreu antes devo pedir a você que volte a enfermaria no menor sinal de indisposição, pelo menos até que tenhamos certeza do que está ocorrendo e de que sua vida não está em perigo, por hoje recomento que vá direto para seu devido dormitorio e durma. Aqui, tome isso antes de se deitar, vai garantir que acorde novamente, Assim que se sentir confortavel o bastante para andar, está liberado por hora.
"Acordar... mas e se eu não quiser acordar? Afinal... Uthart finalmente se livraria de mim de uma vez por todas... eu deixaria de ser do interesse dos Solem... e com isso, talvez meu primo fosse deixado em paz... quer dizer, isso se ele estiver vivo."
-Acordar novamente... - ele disse para si mesmo enquanto a mulher bagunçou seus cabelos. Normalmente ele não gostaria daquilo, mas não se importava naquele instante. Não quando ele percebia que ele podia acabar com o jogo de modo definitivo... e que o simples preço daquilo seria uma "parada" mais definitiva. -Talvez seja mais fácil... não é? Se eu não acordar...
"Está se iludindo.""Você está fugindo!"
"É tolice pensar assim.""Thomas... L... eles precisam de você!"
"Você dizia em dar o cheque-mate.""Você estará apenas retardando a vida deles!"
-Não... eu devo prosseguir. A guerra... está só começando. ele disse de modo calmo e centrado, segurando o frasco que a curandeira lhe dera. Logo depois, de modo alegre e um pouco mais infantil... possivelmente o que era de se esperar de um garoto da idade dele, prosseguiu: -Obrigado, milady, pela preocupação... Ah, Morgana, eu te assustei tanto assim?! Desculpe-me, não era minha intenção!
"...mas meus sonhos querem me falar algo... e eu devo parar para ouví-los antes que seja tarde."
"Acordar... mas e se eu não quiser acordar? Afinal... Uthart finalmente se livraria de mim de uma vez por todas... eu deixaria de ser do interesse dos Solem... e com isso, talvez meu primo fosse deixado em paz... quer dizer, isso se ele estiver vivo."
-Acordar novamente... - ele disse para si mesmo enquanto a mulher bagunçou seus cabelos. Normalmente ele não gostaria daquilo, mas não se importava naquele instante. Não quando ele percebia que ele podia acabar com o jogo de modo definitivo... e que o simples preço daquilo seria uma "parada" mais definitiva. -Talvez seja mais fácil... não é? Se eu não acordar...
"Está se iludindo.""Você está fugindo!"
"É tolice pensar assim.""Thomas... L... eles precisam de você!"
"Você dizia em dar o cheque-mate.""Você estará apenas retardando a vida deles!"
-Não... eu devo prosseguir. A guerra... está só começando. ele disse de modo calmo e centrado, segurando o frasco que a curandeira lhe dera. Logo depois, de modo alegre e um pouco mais infantil... possivelmente o que era de se esperar de um garoto da idade dele, prosseguiu: -Obrigado, milady, pela preocupação... Ah, Morgana, eu te assustei tanto assim?! Desculpe-me, não era minha intenção!
"...mas meus sonhos querem me falar algo... e eu devo parar para ouví-los antes que seja tarde."
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