Organizção XXI
Moderators: O Ministério, Equipe - Godric's Hollow
- G. R. Martins
- Conhecendo os Marotos

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- Joined: 14/07/09, 22:03
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- Casa: Corvinal
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Organizção XXI
Capítulo 1: Alvo
E lá vou eu. Para fora dessa pequena vila, tentar resolver meu destino transtornado.
E tentar obter uma maior compreensão da magnitude dos meus poderes.
Eu estava indo embora. Minhas malas estavam prontas. Já colocara até mesmo água em meus cantis. Mas, claro, não podia sair sem me despedir de Alberto. Ele me acolheu, mesmo depois de tudo o que eu fiz... Depois da minha escapada de três semanas, quando me encontraram e me acordaram de um coma misterioso... Ele até mesmo entendia que eu precisava ir. Para lidar com minha paranóia...
Alberto: Charles, você está mesmo pronto para isso?
Charles: Sabe, acho que sim. Há muitas coisas que eu preciso resolver e perguntas que eu não conseguirei responder ao ficar aqui, parado.
Alberto: Tudo bem, Charles, eu acredito. Lembre-se, se precisar de mim, eu estarei aqui, esperando.
Charles: Ah, Alberto, você fez tanto por mim! Queria não ter que ir, mas tem muitas coisas que preciso descobrir. Sobre o meu passado... e o meu futuro... e a Corporação XXI.
Alberto: A Corporação XXI ? Não se meta com eles, Charlie! É muito perigoso!
Charles: Sim, muito perigoso... para eles. Até algum dia, Alberto.
Lá ia eu. Andando pela floresta... Eu até mesmo carregava a minha mala no braço. Era uma cena realmente muito Chapeuzinho Vermelho. Exceto pelo fato de que, se um Lobo Mau tentasse me enganar com sua lábia, eu iria dar bengaladas nele até que ele se arrependesse de ter nascido. Ah, é, eu uso uma bengala, apesar de ser uma pessoa nova. Excêntrico, não?
Charles: Bem, já posso ver os portões. Hora de calçar os sapatos.
Era bem legal andar descalço, mas entrar na cidade daquele jeito só traria ainda mais pena por parte das pessoas. Tirei da minha mala um par de sapatos pretos, lustrados e os coloquei no chão. Usei a neve para limpar meus pés, bebi um gole de água e coloquei os sapatos. Eu pensei em recuar, mas resolvi continuar. Cara, se eu soubesse tudo o que essa simples escolha acarretaria... Continuei andando, até passar por alguns arbustos perto dos portões. Um cara apareceu na minha frente.
???: Muito bem, garoto! Passe a grana!
Charles: Isso é um assalto? Ora, que tolice.
???:Ande logo, moleque, eu não estou de brincadeira!
O homem tirou uma faca. Imediatamente, abri seus cantis, percebendo que uma batalha seria necessária.
???: Bem, não vai contribuir? Acho que vou ter que chamar meus comparsas, então!
Charles: O que, não acha que pode derrotar um simples “garoto” sozinho? Vai precisar dos capanguinhas, é?
???: Sabe, garoto? Eu o deixaria ir, mas não estou mais de bom humor. Vamos lá, pessoal, quem matar ele ganha um extra!
Olhei em volta e vi que de trás dos arbustos, saíam mais e mais homens como o primeiro. Logo, dez deles me cercavam. Nos segundos de tensão antes do embate inevitável, eu só me lembro de pensar:
“Charles: Hm... Talvez eu possa criar uma névoa e despistá-los... Mas isso tomaria muita energia... Não. Tenho que atacá-los um a um. As pedras virão a ser úteis agora.”
Primeiro um deles veio marchando como um touro em minha direção. Uma formação forte, mas bem falha, tenho de dizer. Joguei uma das pedras que carregava em minha mochila na testa dele. Ele ficou com mais raiva e chegou perto de mim o suficiente para me estrangular, mas ficou com apenas um pé no chão. Concentrei-me por um segundo e movi a neve, fazendo-o escorregar e sair deslizando pela neve, acertando o segundo cara que vinha na minha direção. Um segundo depois, nocauteei o terceiro ao enfiar minha bengala em... bem, é melhor que não saibam onde foi, exatamente. Um quarto veio e eu pensei:
"Charles: Um machado leve. Perfeito."
O machado veio em minha direção. Eu chutei a mão dele, mas isso não fez nada. Eu então coloquei a ponta da minha bengala no nariz dele, o que o fez cair desmaiado no instante. Acho que... bem, o tal lugar do terceiro cara não cheirava bem... não há como eu saber, joguei aquela bengala fora naquele instante, mas nisso senti um soco no estômago e sangue subindo até a minha boca...
???: Bem, bem, bem... Parece que o garoto não sabe como lutar...
A faca desceu, mas ela foi impedida. Impedida por uma lâmina desconhecida. Abri os olhos e vi um homem de armadura branca, montado em um cavalo albino, cuja espada impedia a faca. Ele falou, e fiquei impressionado com a familiaridade de sua voz...
??????: Atacando viajantes de novo, Taj? Acho que fui bem claro em relação a isso. Vou ter que levá-los a justiça?
Taj: Vamos ter que matá-lo também! Garotos, ao ataque!
Não queria que aquele cavaleiro moresse por minha causa... Levantei, apesar de ainda estar meio fraco. Concentrei-me nas ondas sonoras e comecei a recitar:
Charles: O universo é grande. Grande mesmo. Tão infinitamente grande que qualquer outra coisa enormemente grande se torna ínfima em comparação a ele...
??????: Do que esse garoto está falando?
Eu percebi que dava certo. Os ladrões caíram no truque da minha manipulação de ondas sonoras. O cavaleiro aproveitou isso e os matou um a um.
Charles: ...tão infinitamente grande que a concepção de sua grandeza é inimaginável, o que faz com que coisas extraordinariamente grandes... Ugh...
Eu percebi que eles estavam mortos e deixei minha exaustão tomar conta de mim. Só depois pensei que não sabia nada sobre aquele homem de armadura alva. Fiquei extremamente tenso até que ele me dirigiu a palavra, o que demorou alguns instantes, que pareciam anos para mim...
??????:Quem... quem é você? E por que viaja sozinho em tempos perigosos como esses?
E lá vou eu. Para fora dessa pequena vila, tentar resolver meu destino transtornado.
E tentar obter uma maior compreensão da magnitude dos meus poderes.
Eu estava indo embora. Minhas malas estavam prontas. Já colocara até mesmo água em meus cantis. Mas, claro, não podia sair sem me despedir de Alberto. Ele me acolheu, mesmo depois de tudo o que eu fiz... Depois da minha escapada de três semanas, quando me encontraram e me acordaram de um coma misterioso... Ele até mesmo entendia que eu precisava ir. Para lidar com minha paranóia...
Alberto: Charles, você está mesmo pronto para isso?
Charles: Sabe, acho que sim. Há muitas coisas que eu preciso resolver e perguntas que eu não conseguirei responder ao ficar aqui, parado.
Alberto: Tudo bem, Charles, eu acredito. Lembre-se, se precisar de mim, eu estarei aqui, esperando.
Charles: Ah, Alberto, você fez tanto por mim! Queria não ter que ir, mas tem muitas coisas que preciso descobrir. Sobre o meu passado... e o meu futuro... e a Corporação XXI.
Alberto: A Corporação XXI ? Não se meta com eles, Charlie! É muito perigoso!
Charles: Sim, muito perigoso... para eles. Até algum dia, Alberto.
Lá ia eu. Andando pela floresta... Eu até mesmo carregava a minha mala no braço. Era uma cena realmente muito Chapeuzinho Vermelho. Exceto pelo fato de que, se um Lobo Mau tentasse me enganar com sua lábia, eu iria dar bengaladas nele até que ele se arrependesse de ter nascido. Ah, é, eu uso uma bengala, apesar de ser uma pessoa nova. Excêntrico, não?
Charles: Bem, já posso ver os portões. Hora de calçar os sapatos.
Era bem legal andar descalço, mas entrar na cidade daquele jeito só traria ainda mais pena por parte das pessoas. Tirei da minha mala um par de sapatos pretos, lustrados e os coloquei no chão. Usei a neve para limpar meus pés, bebi um gole de água e coloquei os sapatos. Eu pensei em recuar, mas resolvi continuar. Cara, se eu soubesse tudo o que essa simples escolha acarretaria... Continuei andando, até passar por alguns arbustos perto dos portões. Um cara apareceu na minha frente.
???: Muito bem, garoto! Passe a grana!
Charles: Isso é um assalto? Ora, que tolice.
???:Ande logo, moleque, eu não estou de brincadeira!
O homem tirou uma faca. Imediatamente, abri seus cantis, percebendo que uma batalha seria necessária.
???: Bem, não vai contribuir? Acho que vou ter que chamar meus comparsas, então!
Charles: O que, não acha que pode derrotar um simples “garoto” sozinho? Vai precisar dos capanguinhas, é?
???: Sabe, garoto? Eu o deixaria ir, mas não estou mais de bom humor. Vamos lá, pessoal, quem matar ele ganha um extra!
Olhei em volta e vi que de trás dos arbustos, saíam mais e mais homens como o primeiro. Logo, dez deles me cercavam. Nos segundos de tensão antes do embate inevitável, eu só me lembro de pensar:
“Charles: Hm... Talvez eu possa criar uma névoa e despistá-los... Mas isso tomaria muita energia... Não. Tenho que atacá-los um a um. As pedras virão a ser úteis agora.”
Primeiro um deles veio marchando como um touro em minha direção. Uma formação forte, mas bem falha, tenho de dizer. Joguei uma das pedras que carregava em minha mochila na testa dele. Ele ficou com mais raiva e chegou perto de mim o suficiente para me estrangular, mas ficou com apenas um pé no chão. Concentrei-me por um segundo e movi a neve, fazendo-o escorregar e sair deslizando pela neve, acertando o segundo cara que vinha na minha direção. Um segundo depois, nocauteei o terceiro ao enfiar minha bengala em... bem, é melhor que não saibam onde foi, exatamente. Um quarto veio e eu pensei:
"Charles: Um machado leve. Perfeito."
O machado veio em minha direção. Eu chutei a mão dele, mas isso não fez nada. Eu então coloquei a ponta da minha bengala no nariz dele, o que o fez cair desmaiado no instante. Acho que... bem, o tal lugar do terceiro cara não cheirava bem... não há como eu saber, joguei aquela bengala fora naquele instante, mas nisso senti um soco no estômago e sangue subindo até a minha boca...
???: Bem, bem, bem... Parece que o garoto não sabe como lutar...
A faca desceu, mas ela foi impedida. Impedida por uma lâmina desconhecida. Abri os olhos e vi um homem de armadura branca, montado em um cavalo albino, cuja espada impedia a faca. Ele falou, e fiquei impressionado com a familiaridade de sua voz...
??????: Atacando viajantes de novo, Taj? Acho que fui bem claro em relação a isso. Vou ter que levá-los a justiça?
Taj: Vamos ter que matá-lo também! Garotos, ao ataque!
Não queria que aquele cavaleiro moresse por minha causa... Levantei, apesar de ainda estar meio fraco. Concentrei-me nas ondas sonoras e comecei a recitar:
Charles: O universo é grande. Grande mesmo. Tão infinitamente grande que qualquer outra coisa enormemente grande se torna ínfima em comparação a ele...
??????: Do que esse garoto está falando?
Eu percebi que dava certo. Os ladrões caíram no truque da minha manipulação de ondas sonoras. O cavaleiro aproveitou isso e os matou um a um.
Charles: ...tão infinitamente grande que a concepção de sua grandeza é inimaginável, o que faz com que coisas extraordinariamente grandes... Ugh...
Eu percebi que eles estavam mortos e deixei minha exaustão tomar conta de mim. Só depois pensei que não sabia nada sobre aquele homem de armadura alva. Fiquei extremamente tenso até que ele me dirigiu a palavra, o que demorou alguns instantes, que pareciam anos para mim...
??????:Quem... quem é você? E por que viaja sozinho em tempos perigosos como esses?
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Re: Organizção XXI
Capítulo 2: Porto
Fui salvo por um herói de armadura alva. Que heróico. Ele anda curioso sobre mim e também vai para Vaktor. Será que há algo mais além da cidade de destino que nos une?
Charles: Uh... sou... Charles.
Me levantei e peguei minha mala, um pouco constrangido. Minhas roupas estavam encharcadas, mas não notei isso naquele momento, é claro.
Charles: Você não me disse o seu nome. Qual é?
Nergal: Sou Nergal, jovem. Quero que venha comigo. Tenho negócios a tratar em Vaktor também. Monte.
Ele me colocou no cavalo e partimos. Me senti ridículo; um suposto mago tendo de ser resgatado por um cavaleiro em seu alazão. Passamos pelos portões e os guardas de Vaktor pareciam felizes em ver Nergal. O homem falou para eles:
Nergal: É, mas eu estou só de passagem, sabe? Para aquele lugar.
Os guardas estremeceram. Não entendi porquê, nem sequer sabia de que lugar falavam.
Charles: Que lugar é “aquele lugar”?
Nergal: É a Ilha de Valor . Ninguém de fora dela é capaz de vê-la e eu sou o único que já voltou de lá.
Ele se aproximou do garoto e falou baixo o suficiente para que apenas ele pudesse ouvir.
Nergal: ...e lá existe uma cidade isolada do mundo. Palkai. Uma utopia pacífica.
Charles: Palkai, huh? Acho que valeria a pena ir para lá para conhecer o lugar.
Nergal: Mesmo? Sabe, depois de amanhã eu viajarei para lá. Posso levá-lo comigo se quiser.
Charles: Isso seria... cara... tão legal!
Nergal: E já que você chegou aqui hoje, pode se hospedar comigo.
Charles: Mas... Mas eu não... Isso é muita...
Nergal: Não se preocupe, garoto. Na verdade, você estaria me fazendo um favor.
Charles: Uh... bem, eu... tá, tudo bem.
Nergal: Ótimo. Então venha comigo.
Entramos na cada de Nergal, que era Alva também. Passamos pelos portões perolados e entramos. Nergal deixou seu cavalo no estábulo.
Charles: Essa casa é sua?!
Nergal: Sim, sim. Quando eu tenho trabalhos fora da Ilha de Valor, é aqui que eu fico.
Esperei que nós entrássemos e ele fechasse a porta, olhei para os lados e só então continuei.
Charles: Então você é um bruxo e a Ilha de Valor é uma área imapeável?
Nergal: Ora, não esperava que descobrisse tudo tão rápido!
Charles: E como você chega lá? Deve ser difícil aparatar para uma área que é vista como água em mapas.
Nergal: Uma chave de portal. Hm... ei, você usa algum tipo de medalhão?
Ri, pego de surpresa, tirei a corrente e o medalhão.
Charles: É... Eu mesmo o fiz...
Nergal: Bem interessante...
O medalhão, que estava nas mãos de Nergal era um dragão jasmim em volta de uma simples pedra transparente.
Nergal: E tem algum significado?
Charles: Bem, sim, mas... não sei muito bem como explicar...
Nergal: Ei, tudo bem se não quiser contar... Está ficando tarde. Temos que ir dormir porque amanhã será um dia bem cheio.
Charles: Dia cheio?
Nergal: Sim. Se vamos mesmo para Valor, precisará de mais roupas do que o que consegue carregar nesta maleta.
Charles: Mas eu não posso-seria muito abuso da sua...
Nergal: Ei, não se preocupe! Eu sei o que estou fazendo.
Nos separamos, tomamos banho e dormimos. No dia seguinte, ele me acordou cedo para conseguirmos tudo que fosse necessário para a viagem.
Charles: Então, senhor Nergal, o que...
Nergal: Não precisa me chamar de “senhor”! Eu me sinto velho quando você me chama assim! Ainda mais que eu tenho só 25 anos!
Charles: Desculpe!
Logo em seguida, fomos para algumas lojas para comprarmos todos os tipos de roupas para mim, o que me deixou um tanto desconfortável. Cara, eu abusava da hospitalidade dele! Nergal também insistiu em me dar uma nova mala para e dois cantis de aço brilhantes.
Charles: Sem querer ser intrometido, mas qual era a sua missão por aqui?
Nergal: Bem, eu tinha que achar uma pessoa e levá-la para a Ilha.
Charles: Mas então por que você já está voltando?
Nergal: O Imperador me chamou. Parece que há detalhes mais importantes lá do que a minha missão.
Depois disso, voltamos para a compra de alimentos e para pegar a armadura de Nergal, que estava pronta. Ela estava polida e bem restaurada. Pensei então em como seria vê-lo no auge da batalha.
Charles: Nergal... há uma coisa que eu não entendo... por que toda essa hospitalidade comigo?
Nergal: Charles... você me lembrou de um velho amigo meu... que eu não vejo há muito tempo... O meu grande amigo... Erriol.
Aquele nome fez alguma coisa estranha comigo. Uma lembrança meio apagada surgiu em minha mente, mas eu não consegui destinguí-la bem... Sangue e uma carta...
Charles: Mas... o que aconteceu entre você e seu amigo?
Nergal: Um assassinato nos jardins da minha casa. Ele vivia lá secretamente. Depois disso, ele encontrou algo na cena do crime e saiu para investigar... Nunca mais o vi... Eu me lembro bem... Nos veríamos novamente no dia seguinte, na esquina da minha casa... mas ele não apareceu. Uma semana depois, recebi um convite para ir para a Ilha de Valor. Não tive mais chances de procurá-lo ou saber o que aconteceu com ele...
Caí no chão, sentindo uma forte dor de cabeça. Eu vi várias coisas dentro da minha mente. Uma carta no meio de uma poça de sangue; um homem encapuzado que me pegou e levou para longe de onde ele queria ir; um jovem de cabelos negros que ria comigo, feliz.
Nergal: Charles! O que está acontecendo?
Charles: Não sei!... É tudo muito estranho! Por favor, Nergal... É melhor voltarmos para casa!
Nergal: Tudo bem... Já resolvemos tudo por aqui... Segure-se em mim... Isso...
Tive que me apoiar em Nergal para voltar para a casa dele. Me sentia bem fraco, confuso e tonto. Não conseguia entender o que acontecia, mas tentei absorver o máximo de informações possíveis.
Charles: Tudo me parece importante... A carta... X... X... I... – Organização XXI!
Nergal: Organização XXI?
Charles: Sim. Tenho memórias estranhas... E tenho certeza de que eles estão envolvidos em tudo isso.
Nergal: Então as respostas podem estar lá. Em Valor.
Os dois terminaram o dia normalmente, Charles parecia ter melhorado. Mas ao deitar-se, ele se viu indagando, preocupado:
Charles: ”Nergal... quem é você?”
Fui salvo por um herói de armadura alva. Que heróico. Ele anda curioso sobre mim e também vai para Vaktor. Será que há algo mais além da cidade de destino que nos une?
Charles: Uh... sou... Charles.
Me levantei e peguei minha mala, um pouco constrangido. Minhas roupas estavam encharcadas, mas não notei isso naquele momento, é claro.
Charles: Você não me disse o seu nome. Qual é?
Nergal: Sou Nergal, jovem. Quero que venha comigo. Tenho negócios a tratar em Vaktor também. Monte.
Ele me colocou no cavalo e partimos. Me senti ridículo; um suposto mago tendo de ser resgatado por um cavaleiro em seu alazão. Passamos pelos portões e os guardas de Vaktor pareciam felizes em ver Nergal. O homem falou para eles:
Nergal: É, mas eu estou só de passagem, sabe? Para aquele lugar.
Os guardas estremeceram. Não entendi porquê, nem sequer sabia de que lugar falavam.
Charles: Que lugar é “aquele lugar”?
Nergal: É a Ilha de Valor . Ninguém de fora dela é capaz de vê-la e eu sou o único que já voltou de lá.
Ele se aproximou do garoto e falou baixo o suficiente para que apenas ele pudesse ouvir.
Nergal: ...e lá existe uma cidade isolada do mundo. Palkai. Uma utopia pacífica.
Charles: Palkai, huh? Acho que valeria a pena ir para lá para conhecer o lugar.
Nergal: Mesmo? Sabe, depois de amanhã eu viajarei para lá. Posso levá-lo comigo se quiser.
Charles: Isso seria... cara... tão legal!
Nergal: E já que você chegou aqui hoje, pode se hospedar comigo.
Charles: Mas... Mas eu não... Isso é muita...
Nergal: Não se preocupe, garoto. Na verdade, você estaria me fazendo um favor.
Charles: Uh... bem, eu... tá, tudo bem.
Nergal: Ótimo. Então venha comigo.
Entramos na cada de Nergal, que era Alva também. Passamos pelos portões perolados e entramos. Nergal deixou seu cavalo no estábulo.
Charles: Essa casa é sua?!
Nergal: Sim, sim. Quando eu tenho trabalhos fora da Ilha de Valor, é aqui que eu fico.
Esperei que nós entrássemos e ele fechasse a porta, olhei para os lados e só então continuei.
Charles: Então você é um bruxo e a Ilha de Valor é uma área imapeável?
Nergal: Ora, não esperava que descobrisse tudo tão rápido!
Charles: E como você chega lá? Deve ser difícil aparatar para uma área que é vista como água em mapas.
Nergal: Uma chave de portal. Hm... ei, você usa algum tipo de medalhão?
Ri, pego de surpresa, tirei a corrente e o medalhão.
Charles: É... Eu mesmo o fiz...
Nergal: Bem interessante...
O medalhão, que estava nas mãos de Nergal era um dragão jasmim em volta de uma simples pedra transparente.
Nergal: E tem algum significado?
Charles: Bem, sim, mas... não sei muito bem como explicar...
Nergal: Ei, tudo bem se não quiser contar... Está ficando tarde. Temos que ir dormir porque amanhã será um dia bem cheio.
Charles: Dia cheio?
Nergal: Sim. Se vamos mesmo para Valor, precisará de mais roupas do que o que consegue carregar nesta maleta.
Charles: Mas eu não posso-seria muito abuso da sua...
Nergal: Ei, não se preocupe! Eu sei o que estou fazendo.
Nos separamos, tomamos banho e dormimos. No dia seguinte, ele me acordou cedo para conseguirmos tudo que fosse necessário para a viagem.
Charles: Então, senhor Nergal, o que...
Nergal: Não precisa me chamar de “senhor”! Eu me sinto velho quando você me chama assim! Ainda mais que eu tenho só 25 anos!
Charles: Desculpe!
Logo em seguida, fomos para algumas lojas para comprarmos todos os tipos de roupas para mim, o que me deixou um tanto desconfortável. Cara, eu abusava da hospitalidade dele! Nergal também insistiu em me dar uma nova mala para e dois cantis de aço brilhantes.
Charles: Sem querer ser intrometido, mas qual era a sua missão por aqui?
Nergal: Bem, eu tinha que achar uma pessoa e levá-la para a Ilha.
Charles: Mas então por que você já está voltando?
Nergal: O Imperador me chamou. Parece que há detalhes mais importantes lá do que a minha missão.
Depois disso, voltamos para a compra de alimentos e para pegar a armadura de Nergal, que estava pronta. Ela estava polida e bem restaurada. Pensei então em como seria vê-lo no auge da batalha.
Charles: Nergal... há uma coisa que eu não entendo... por que toda essa hospitalidade comigo?
Nergal: Charles... você me lembrou de um velho amigo meu... que eu não vejo há muito tempo... O meu grande amigo... Erriol.
Aquele nome fez alguma coisa estranha comigo. Uma lembrança meio apagada surgiu em minha mente, mas eu não consegui destinguí-la bem... Sangue e uma carta...
Charles: Mas... o que aconteceu entre você e seu amigo?
Nergal: Um assassinato nos jardins da minha casa. Ele vivia lá secretamente. Depois disso, ele encontrou algo na cena do crime e saiu para investigar... Nunca mais o vi... Eu me lembro bem... Nos veríamos novamente no dia seguinte, na esquina da minha casa... mas ele não apareceu. Uma semana depois, recebi um convite para ir para a Ilha de Valor. Não tive mais chances de procurá-lo ou saber o que aconteceu com ele...
Caí no chão, sentindo uma forte dor de cabeça. Eu vi várias coisas dentro da minha mente. Uma carta no meio de uma poça de sangue; um homem encapuzado que me pegou e levou para longe de onde ele queria ir; um jovem de cabelos negros que ria comigo, feliz.
Nergal: Charles! O que está acontecendo?
Charles: Não sei!... É tudo muito estranho! Por favor, Nergal... É melhor voltarmos para casa!
Nergal: Tudo bem... Já resolvemos tudo por aqui... Segure-se em mim... Isso...
Tive que me apoiar em Nergal para voltar para a casa dele. Me sentia bem fraco, confuso e tonto. Não conseguia entender o que acontecia, mas tentei absorver o máximo de informações possíveis.
Charles: Tudo me parece importante... A carta... X... X... I... – Organização XXI!
Nergal: Organização XXI?
Charles: Sim. Tenho memórias estranhas... E tenho certeza de que eles estão envolvidos em tudo isso.
Nergal: Então as respostas podem estar lá. Em Valor.
Os dois terminaram o dia normalmente, Charles parecia ter melhorado. Mas ao deitar-se, ele se viu indagando, preocupado:
Charles: ”Nergal... quem é você?”
Fala/Fala outros personagens/Pensamentos/Cartas e outros escritos
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Re: Organizção XXI
Capítulo 3: Terra
Estou confuso. Nergal é muito bondoso, mas a verdade é que eu não sei nada sobre ele! Além disso, tem o misterioso aparecimento das “memórias” que eu nunca me lembrara antes! Sei não, as coisas estão mais e mais estranhas...
Charles: Estou pronto.
Nergal: Bem na hora! Preparado? Quando eu contar três, pegue a chave e não solte.
Charles: E vamos cair na Ilha, é?
Nergal: Um... Dois... Charles, você não está...
Charles: ...Aham, espera só um momento... O que foi?
Nergal: Não é hora de ficar no celular, Charles! Pegue a chave ou vai ficar para trás!
Charles: ...É, eu tenho que ir... Tá bom... Tá, entendo... Sim, eu vou... Tchau...
Peguei a chave de portal e desaparecemos no meio do ar. Não conseguia entender nada na minha volta, era só um turbilhão de cores. Tudo foi rapidamente clareando e assim que paramos, eu me vi em uma sala toda branca, com apenas algumas almofadas claras e uma luz que vinha do teto.
Charles: Já estamos em Valor?
Nergal: Sim. Uma ilha imapeável, com uma utopia pacífica isolada do mundo.
Charles: Bem, e onde exatamente estamos?
Nergal: Dentro do Palácio Real, na sala de recepção. Logo um dos guardas virá para checar se está tudo bem. Apenas siga o meu plano.
Charles: Seu... plano?
Nergal não disse nada; passadas rápidas foram ouvidas pelo corredor perto deles e logo um guarda apareceu, abrindo a porta.
Guarda: Lorde Nergal! O senhor já está de volta!
Nergal: Sim, o Rei resolveu me convocar...
Guarda: E quem é esse garoto?
Nergal: Meu enteado, Charles. A mãe dele faleceu e o deixou sob os meus cuidados.
Charles: ...
Guarda: Entendo. Podem passar, então.
Saímos daquele quarto estranho, passando por um interessante corredor. O chão era tão limpo que eu podia ver os reflexos nele. Percebi que aquele conjunto me deixava com um ar medieval. Olhei em volta e via colunas brancas, com detalhes em bronze: belo. O teto era abobadado e de certa forma, meio sujo, em tons de bege. Passamos pelos portões principais e Nergal parou. Eu parei logo em seguida.
Nergal: Você pode explorar a cidade, Charles. Só espero que esteja aqui às seis para que eu o leve para sua nova moradia. Eu vou ficar no Palácio. Tenho assuntos para resolver.
Charles: Na frente do Palácio, as seis. Tudo bem.
Nergal: E cuidado! Não quero ter que te tirar de encrencas logo que chegamos.
Charles: Encrenca, é? Ora, Senhor Nergal, eu nunca me meto em encrencas...
Nergal: E a situação com os bandidos?
Charles: Ei, eu não tenho culpa nessa!
Acenei para Nergal, saindo dali calmamente. Eu tinha um sorriso na cara e um monte de pensamentos maravilhosos sobre o meu futuro. Meu caro, como eu estava errado. Estranhamente, meu celular tocou. Fiquei confuso, mas o abri e ouvi a mesma voz que falou comigo antes de irmos para Valor.
Charles: Alô?... Oh, olá de novo, minha cara!...
Eu andava calmamente, falando no aparelho. As crianças olhavam confusas e um pouco fascinadas comigo, falando naquele aparelho esquisito com alguém que não estava lá. Os adultos só pensavam que ele era louco, por que um celular não podia de maneira alguma em uma ilha imapeável, onde a única civilização que existe é completamente mágica e não instalaria antenas de celular em seu recinto.
Charles: ...Não, não, ele é bem gentil, na verdade! ...É, eu sei, tenho que parar de abusar da hospitalidade dele assim que eu puder...
Eu só estava distraído, calmo, falando naquele aparelho confuso. Haviam muitas pessoas em volta, falando e conversando, com várias emoções diferentes. Apesar de tudo, uma simpes palavra, do outro lado da rua, em um beco, me deixou atento.
????: Incendio.
Charles: ...Caramba, eu tenho que desligar!
Um feitiço! Eu pulei rapidamente para o outro lado e fui parar na frente do beco. Dois homens estavam lá. Um deles usava uma armadura negra com detalhes dourados um tanto aterradores e uma capa vermelha. O cabelo dele era cor de areia e tinha uma franja muito feia. O outro homem usava roupas simples, tinha um machado colocado nas costas e cabelos verdes dessarumados. O homem de cabelo verde me notou, mas não falou nada. O outro continuou:
????: Acho que devo eliminá-lo.
???: Mas... mas eu não tenho...
????: A chance de um julgamento? Ora, teria se não se metesse com um General!
???: Senhor, eu...
????: Você saberá porque me chamam de General do Fogo. Mas de que serve? Você não sobreviverá o suficiente para contar para ninguém.
O General se preparou para lançar a bola de fogo, mas eu rapidamente peguei minha varinha e bradei, sem pensar nas consequencias:
Charles: Flipendo!
O feitiço acertou o General. Ele se desequilibrou e deixou a bola de fogo cair. Ele se virou e me olhou, seus olhos extremamente cheios de ódio. Só pude pensar:
Charles “Agora ferrou.”
????: Quem você pensa que é para me atacar?
Charles: Alguém que odeia injustiças!
????: Imbecil! A palavra de um General é lei!
Charles: Venha, então!
O homem criou uma bola de fogo em suas mãos e tentou jogá-la em mim. Naquele instante, tirei a bengala que Nergal me deu do cinto e rapidamente a usei para impulsionar-me e passar por cima do General, pulando por cima dele. Eu caí no chão e corri em direção ao outro homem, abraçando-o e começando a me concentrar.
???: O que você está fazendo?
Charles: O que o grande design quer.
Dan: Sou Dan. O que você vai fazer agora?
Charles: Fugir. Bombarda!
Um buraco se abriu na terra, espalhando poeira. Ficamos cegos, mas eu só pude sorrir. Eu peguei o braço de Dan e disse:
Charles: Segure-se!
Tirei uma pedra do chão depois de muito esforço. Pulei e puxei Dan para cima dela, que veio meio confuso. Em seguida eu fiz com que a pedra se mexesse, tendo cuidado para que nada mais se movesse. Eu percebi que subíamos rapidamente e o General parecia ficar para trás.
Gale: Não desafiem o General Gale, crianças! Vocês não sabem com quem estão lidando!
Dan: Temos que descer!
Charles: Nada disso! Pro meu destino funcionar, tenho que subir!
Dan: Mas o Palácio Imperial fica lá! É onde Gale e os outros Generais estão.
Charles: Sim, eu sei. E é por isso que vamos lá.
Dan: Me tire dessa!
Dan tentou pular, mas não, de alguma forma que eu ainda não sei, o impedi.
Charles: Sinto muito, mas é assim que vai funcionar.
Subíamos em direção ao Palácio e pensei que tudo daria certo. Bem, todo herói se ilude, não?
Estou confuso. Nergal é muito bondoso, mas a verdade é que eu não sei nada sobre ele! Além disso, tem o misterioso aparecimento das “memórias” que eu nunca me lembrara antes! Sei não, as coisas estão mais e mais estranhas...
Charles: Estou pronto.
Nergal: Bem na hora! Preparado? Quando eu contar três, pegue a chave e não solte.
Charles: E vamos cair na Ilha, é?
Nergal: Um... Dois... Charles, você não está...
Charles: ...Aham, espera só um momento... O que foi?
Nergal: Não é hora de ficar no celular, Charles! Pegue a chave ou vai ficar para trás!
Charles: ...É, eu tenho que ir... Tá bom... Tá, entendo... Sim, eu vou... Tchau...
Peguei a chave de portal e desaparecemos no meio do ar. Não conseguia entender nada na minha volta, era só um turbilhão de cores. Tudo foi rapidamente clareando e assim que paramos, eu me vi em uma sala toda branca, com apenas algumas almofadas claras e uma luz que vinha do teto.
Charles: Já estamos em Valor?
Nergal: Sim. Uma ilha imapeável, com uma utopia pacífica isolada do mundo.
Charles: Bem, e onde exatamente estamos?
Nergal: Dentro do Palácio Real, na sala de recepção. Logo um dos guardas virá para checar se está tudo bem. Apenas siga o meu plano.
Charles: Seu... plano?
Nergal não disse nada; passadas rápidas foram ouvidas pelo corredor perto deles e logo um guarda apareceu, abrindo a porta.
Guarda: Lorde Nergal! O senhor já está de volta!
Nergal: Sim, o Rei resolveu me convocar...
Guarda: E quem é esse garoto?
Nergal: Meu enteado, Charles. A mãe dele faleceu e o deixou sob os meus cuidados.
Charles: ...
Guarda: Entendo. Podem passar, então.
Saímos daquele quarto estranho, passando por um interessante corredor. O chão era tão limpo que eu podia ver os reflexos nele. Percebi que aquele conjunto me deixava com um ar medieval. Olhei em volta e via colunas brancas, com detalhes em bronze: belo. O teto era abobadado e de certa forma, meio sujo, em tons de bege. Passamos pelos portões principais e Nergal parou. Eu parei logo em seguida.
Nergal: Você pode explorar a cidade, Charles. Só espero que esteja aqui às seis para que eu o leve para sua nova moradia. Eu vou ficar no Palácio. Tenho assuntos para resolver.
Charles: Na frente do Palácio, as seis. Tudo bem.
Nergal: E cuidado! Não quero ter que te tirar de encrencas logo que chegamos.
Charles: Encrenca, é? Ora, Senhor Nergal, eu nunca me meto em encrencas...
Nergal: E a situação com os bandidos?
Charles: Ei, eu não tenho culpa nessa!
Acenei para Nergal, saindo dali calmamente. Eu tinha um sorriso na cara e um monte de pensamentos maravilhosos sobre o meu futuro. Meu caro, como eu estava errado. Estranhamente, meu celular tocou. Fiquei confuso, mas o abri e ouvi a mesma voz que falou comigo antes de irmos para Valor.
Charles: Alô?... Oh, olá de novo, minha cara!...
Eu andava calmamente, falando no aparelho. As crianças olhavam confusas e um pouco fascinadas comigo, falando naquele aparelho esquisito com alguém que não estava lá. Os adultos só pensavam que ele era louco, por que um celular não podia de maneira alguma em uma ilha imapeável, onde a única civilização que existe é completamente mágica e não instalaria antenas de celular em seu recinto.
Charles: ...Não, não, ele é bem gentil, na verdade! ...É, eu sei, tenho que parar de abusar da hospitalidade dele assim que eu puder...
Eu só estava distraído, calmo, falando naquele aparelho confuso. Haviam muitas pessoas em volta, falando e conversando, com várias emoções diferentes. Apesar de tudo, uma simpes palavra, do outro lado da rua, em um beco, me deixou atento.
????: Incendio.
Charles: ...Caramba, eu tenho que desligar!
Um feitiço! Eu pulei rapidamente para o outro lado e fui parar na frente do beco. Dois homens estavam lá. Um deles usava uma armadura negra com detalhes dourados um tanto aterradores e uma capa vermelha. O cabelo dele era cor de areia e tinha uma franja muito feia. O outro homem usava roupas simples, tinha um machado colocado nas costas e cabelos verdes dessarumados. O homem de cabelo verde me notou, mas não falou nada. O outro continuou:
????: Acho que devo eliminá-lo.
???: Mas... mas eu não tenho...
????: A chance de um julgamento? Ora, teria se não se metesse com um General!
???: Senhor, eu...
????: Você saberá porque me chamam de General do Fogo. Mas de que serve? Você não sobreviverá o suficiente para contar para ninguém.
O General se preparou para lançar a bola de fogo, mas eu rapidamente peguei minha varinha e bradei, sem pensar nas consequencias:
Charles: Flipendo!
O feitiço acertou o General. Ele se desequilibrou e deixou a bola de fogo cair. Ele se virou e me olhou, seus olhos extremamente cheios de ódio. Só pude pensar:
Charles “Agora ferrou.”
????: Quem você pensa que é para me atacar?
Charles: Alguém que odeia injustiças!
????: Imbecil! A palavra de um General é lei!
Charles: Venha, então!
O homem criou uma bola de fogo em suas mãos e tentou jogá-la em mim. Naquele instante, tirei a bengala que Nergal me deu do cinto e rapidamente a usei para impulsionar-me e passar por cima do General, pulando por cima dele. Eu caí no chão e corri em direção ao outro homem, abraçando-o e começando a me concentrar.
???: O que você está fazendo?
Charles: O que o grande design quer.
Dan: Sou Dan. O que você vai fazer agora?
Charles: Fugir. Bombarda!
Um buraco se abriu na terra, espalhando poeira. Ficamos cegos, mas eu só pude sorrir. Eu peguei o braço de Dan e disse:
Charles: Segure-se!
Tirei uma pedra do chão depois de muito esforço. Pulei e puxei Dan para cima dela, que veio meio confuso. Em seguida eu fiz com que a pedra se mexesse, tendo cuidado para que nada mais se movesse. Eu percebi que subíamos rapidamente e o General parecia ficar para trás.
Gale: Não desafiem o General Gale, crianças! Vocês não sabem com quem estão lidando!
Dan: Temos que descer!
Charles: Nada disso! Pro meu destino funcionar, tenho que subir!
Dan: Mas o Palácio Imperial fica lá! É onde Gale e os outros Generais estão.
Charles: Sim, eu sei. E é por isso que vamos lá.
Dan: Me tire dessa!
Dan tentou pular, mas não, de alguma forma que eu ainda não sei, o impedi.
Charles: Sinto muito, mas é assim que vai funcionar.
Subíamos em direção ao Palácio e pensei que tudo daria certo. Bem, todo herói se ilude, não?
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Re: Organizção XXI
Capítulo 4: Quarto
Mal cheguei a Valor e já me meti em enrascadas! Para salvar um cidadão de uma morte certa e ao mesmo tempo concretizar meus planos, me meti com um General! Ah, Nergal ficará decepcionado... Só espero chegar ao Palácio antes de virar churrasco!
Ascendíamos cada vez mais, quase que calmos. Já estávamos nas escadarias do Palácio quando:
Dan: O General está vindo!
Gale apareceu, voando rapidamente e com um sorriso muito cruel no rosto. Ele deu
uma risada maligna e gritou, cruelmente:
Gale: VAI SE ESCONDER NO PALÁCIO, GAROTO? NÃO VAI CONSEGUIR! QUEM MANDA NO PALÁCIO SÃO OS GENERAIS!
Gale lançou várias bolas de fogo na dupla. Dan, em um ato de proteção, me abraçou para poder me proteger, estranhamente. Tive que ignorar o ato, por mais grato que eu estivesse. Apenas concentrei-me novamente e tirei pedaços dos degraus, colocando-os na frente das bolas de fogo.
Gale: Mas o quê..?
Charles: O que você esperava, Gale?
Sorri, parando a pedra na entrada do Palácio. Estávamos cercado de vários guardas, e Gale nos olhava com um sorriso extremamente cruel, mas, ao contrário de Dan, que estava atrás dele, não me sentia desesperado ou assustado. Eu apenas sorria:
Charles: E então, Gale? Matará o último ser que seu Imperador procura há séculos?
Nergal apareceu, correndo e empurrando soldados:
Nergal: Charles, o que aconteceu?! Que confusão é essa?
Gale: General do Ar, você conhece esse garoto?
Nergal: Sim. Eu o conheci perto de Vaktor e o trouxe por achar que ele pudesse ser útil... mas eu nunca pensei que ele pudesse ser...
Gale: Isso é errado! Ele é um causador de problemas! Ele salvou um criminoso que deveria ser executado!
Dan: Eu não cometi crime algum! Do que é que você está falando?
Charles: Questões secundárias, creio eu... Acho que vocês deviam me levar até o Imperador.
Gale: Mas-mas você é...
Charles: Um transgressor? Um obstruidor da justiça? Uma ameaça?
Nergal: Charles, cuidado com suas palavras...
Charles: Nunca fui uma verdadeira ameaça. Era tudo premeditado. Vir para Vaktor, encontrar Nergal, saber sobre Valor e entrar nos lordes dos elementos. Sei que é estranho, mas é verdade.
Eu dei um sorriso cruel. Nergal me olhou triste, pensando que eu o manipulara desde o começo. Não resisti e disse em um volume muito baixo, de modo que apenas ele pudesse ouvir:
Charles: ...Blefe.
Percebi que ele sorria. Me senti um monstro por usar alguém tão gentil como Nergal em um jogo de conspiração para descobrir uma organização oculta. Valor era impossivelmente relacionada para a Organização XXI. E eu ainda por cima coloquei um inocente em um imenso risco para conseguir meus objetivos... Um cargo importante e eu poderia me tornar uma pessoa como Gale... Ah, a imagem me deixou enojado!
Nergal: ...Charles, chegamos.
Charles: Ah, claro!
Olhei em volta. Ao contrário dos corredores que percorri mais cedo, aquele recinto era totalmente negro. Um círculo complexo desenhado no chão nos separava do Imperador. Ele estava sentado em um trono de ouro, extremamente ornamentado e com quatro cristais no topo. Três deles estavam iluminados, em tons de azul, vermelho e verde, respectivamente. Um deles estava apagado.
Imperador: ...Gale e Nergal... Como água e vinho, vocês são. O que fazem aqui juntos?
Os guardas em volta de nós se ajoelharam. Dan os seguiu no movimento. Por um instante, quase o fiz, mas algo na voz do Imperador me chamou a atenção... Um quase imperceptível tom de medo... Decidi ficar de pé, mesmo depois de sentir um puxão em minha roupa.
Nergal: Eu o encontrei, Imperador. O quarto dos nossos.
Gale: O garoto é meio insubordinado, mas tenho de admitir, ele tem potencial...
Comecei a ficar irritado ao ser chamado de garoto. Não sei se já contei, mas está relacionado com o motivo de eu ter de usar uma bengala. Tenho um dom, a telecinesia. Mas ele veio com um preço grande. Meu corpo se desenvolve mais lentamente do que minha mente. Por isso, apesar de ter quase vinte e dois anos, possuo o corpo de um jovem de quinze. Isso pode ser muito inconveniente na maior parte do tempo... Claro, se não fosse pela telecinesia eu não poderia fingir ser um lorde dos elementos. Mas se não fosse por ela, eu seria só um jovem normal, sem problemas de crescimento, sem estar envolvido em conspirações da Organização XXI, sem nem mesmo ter um passado transtornado como o que eu tenho...
Imperador: ...Aproxime-se, aspirante...
Nergal me empurrou em direção ao círculo de magia. Assim que eu entrei nele, senti uma energia perturbada e doentia. O Imperador se levantou e veio até mim. Só naquele instante notei que ele não mostrava o rosto. Era encapuzado e usava uma túnica vermelha que cobria até os pés. Ele me tocou com sua mão e eu senti que aquela energia doentia era ainda maior nele...
Imperador: ...Você tem poder... Sim... Você agora é meu quarto General... O General da Terra. Meus Generais são excelentes tanto em força quanto em magia... Espero que você se prove digno desse título.
Pronto. Tinha acabado de entrar para a Ordem e logo seria expulso dela. Força? Ora, eu quase sempre precisava usar uma bengala para sequer me manter em pé! Mas tudo bem. Eu pensava que com a ajuda de Nergal eu poderia ganhar poder, soldados, descobrir a Organização XXI e desmantelá-la! Tudo daria certo...
Mal cheguei a Valor e já me meti em enrascadas! Para salvar um cidadão de uma morte certa e ao mesmo tempo concretizar meus planos, me meti com um General! Ah, Nergal ficará decepcionado... Só espero chegar ao Palácio antes de virar churrasco!
Ascendíamos cada vez mais, quase que calmos. Já estávamos nas escadarias do Palácio quando:
Dan: O General está vindo!
Gale apareceu, voando rapidamente e com um sorriso muito cruel no rosto. Ele deu
uma risada maligna e gritou, cruelmente:
Gale: VAI SE ESCONDER NO PALÁCIO, GAROTO? NÃO VAI CONSEGUIR! QUEM MANDA NO PALÁCIO SÃO OS GENERAIS!
Gale lançou várias bolas de fogo na dupla. Dan, em um ato de proteção, me abraçou para poder me proteger, estranhamente. Tive que ignorar o ato, por mais grato que eu estivesse. Apenas concentrei-me novamente e tirei pedaços dos degraus, colocando-os na frente das bolas de fogo.
Gale: Mas o quê..?
Charles: O que você esperava, Gale?
Sorri, parando a pedra na entrada do Palácio. Estávamos cercado de vários guardas, e Gale nos olhava com um sorriso extremamente cruel, mas, ao contrário de Dan, que estava atrás dele, não me sentia desesperado ou assustado. Eu apenas sorria:
Charles: E então, Gale? Matará o último ser que seu Imperador procura há séculos?
Nergal apareceu, correndo e empurrando soldados:
Nergal: Charles, o que aconteceu?! Que confusão é essa?
Gale: General do Ar, você conhece esse garoto?
Nergal: Sim. Eu o conheci perto de Vaktor e o trouxe por achar que ele pudesse ser útil... mas eu nunca pensei que ele pudesse ser...
Gale: Isso é errado! Ele é um causador de problemas! Ele salvou um criminoso que deveria ser executado!
Dan: Eu não cometi crime algum! Do que é que você está falando?
Charles: Questões secundárias, creio eu... Acho que vocês deviam me levar até o Imperador.
Gale: Mas-mas você é...
Charles: Um transgressor? Um obstruidor da justiça? Uma ameaça?
Nergal: Charles, cuidado com suas palavras...
Charles: Nunca fui uma verdadeira ameaça. Era tudo premeditado. Vir para Vaktor, encontrar Nergal, saber sobre Valor e entrar nos lordes dos elementos. Sei que é estranho, mas é verdade.
Eu dei um sorriso cruel. Nergal me olhou triste, pensando que eu o manipulara desde o começo. Não resisti e disse em um volume muito baixo, de modo que apenas ele pudesse ouvir:
Charles: ...Blefe.
Percebi que ele sorria. Me senti um monstro por usar alguém tão gentil como Nergal em um jogo de conspiração para descobrir uma organização oculta. Valor era impossivelmente relacionada para a Organização XXI. E eu ainda por cima coloquei um inocente em um imenso risco para conseguir meus objetivos... Um cargo importante e eu poderia me tornar uma pessoa como Gale... Ah, a imagem me deixou enojado!
Nergal: ...Charles, chegamos.
Charles: Ah, claro!
Olhei em volta. Ao contrário dos corredores que percorri mais cedo, aquele recinto era totalmente negro. Um círculo complexo desenhado no chão nos separava do Imperador. Ele estava sentado em um trono de ouro, extremamente ornamentado e com quatro cristais no topo. Três deles estavam iluminados, em tons de azul, vermelho e verde, respectivamente. Um deles estava apagado.
Imperador: ...Gale e Nergal... Como água e vinho, vocês são. O que fazem aqui juntos?
Os guardas em volta de nós se ajoelharam. Dan os seguiu no movimento. Por um instante, quase o fiz, mas algo na voz do Imperador me chamou a atenção... Um quase imperceptível tom de medo... Decidi ficar de pé, mesmo depois de sentir um puxão em minha roupa.
Nergal: Eu o encontrei, Imperador. O quarto dos nossos.
Gale: O garoto é meio insubordinado, mas tenho de admitir, ele tem potencial...
Comecei a ficar irritado ao ser chamado de garoto. Não sei se já contei, mas está relacionado com o motivo de eu ter de usar uma bengala. Tenho um dom, a telecinesia. Mas ele veio com um preço grande. Meu corpo se desenvolve mais lentamente do que minha mente. Por isso, apesar de ter quase vinte e dois anos, possuo o corpo de um jovem de quinze. Isso pode ser muito inconveniente na maior parte do tempo... Claro, se não fosse pela telecinesia eu não poderia fingir ser um lorde dos elementos. Mas se não fosse por ela, eu seria só um jovem normal, sem problemas de crescimento, sem estar envolvido em conspirações da Organização XXI, sem nem mesmo ter um passado transtornado como o que eu tenho...
Imperador: ...Aproxime-se, aspirante...
Nergal me empurrou em direção ao círculo de magia. Assim que eu entrei nele, senti uma energia perturbada e doentia. O Imperador se levantou e veio até mim. Só naquele instante notei que ele não mostrava o rosto. Era encapuzado e usava uma túnica vermelha que cobria até os pés. Ele me tocou com sua mão e eu senti que aquela energia doentia era ainda maior nele...
Imperador: ...Você tem poder... Sim... Você agora é meu quarto General... O General da Terra. Meus Generais são excelentes tanto em força quanto em magia... Espero que você se prove digno desse título.
Pronto. Tinha acabado de entrar para a Ordem e logo seria expulso dela. Força? Ora, eu quase sempre precisava usar uma bengala para sequer me manter em pé! Mas tudo bem. Eu pensava que com a ajuda de Nergal eu poderia ganhar poder, soldados, descobrir a Organização XXI e desmantelá-la! Tudo daria certo...
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Re: Organizção XXI
Capítulo 5: Carta
General da Terra Charles. Não soa mal, mas me deixa culpado pela teia de mentiras que criei só para alcançar esse posto. Apesar de eu desejar que tudo se torne mais fácil a partir de agora, uma pequena parte de mim tem certeza de que não será tão simples... Sei não... Poderia ela estar certa, General?
Assim que ele me deixou sair dali, eu saí. Aquela energia perturbada não demoraria a se impregnar em mim. Nergal olhou para mim e disse:
Nergal: Charles! Quando eu o conheci, nunca pensei que...
Charles: Ei, não me trate como uma criança! Eu tenho quase 17 anos!
Nergal: Não pode ser!
Mas ele não disse mais nada e eu não insisti em perguntar. Segundos depois ele olhou para mim, calmo de novo e disse:
Nergal: Agora que você é um General, posso lhe mostrar as salas de nosso uso exclusivo nosso. Apenas você, eu, Gale e Anna podem usá-la.
Charles: Anna? A General da Água?
Nergal: Exatamente. Venha comigo.
Primeiro escolhi minhas roupas de General: uma túnica azul e uma capa roxa escura com detalhes em bronze. Coloquei minha varinha embainhada na bengala com compartimento que Nergal me dera. Usei meu velho cinto com meus cantis na cintura, e voltamos para o tour pelos corredores exclusivos dos Generais dos Elementos.
Nergal me levou para a sala de jogos, a sala de duelos, os banheiros exclusivos (que eram bem luxuosos, para falar a verdade), a sala de jantar, a biblioteca... Depois dessa última, que eu gravei bem onde ficava, claro, fomos para a sala de música.
Nergal: Anna! Ficou sabendo sobre o quarto General?
Anna: Não! Finalmente encontraram? Quem é?
Charles: Eu. Sou o General da Terra. É um prazer conhecê-la, senhorita.
Anna: É um prazer conhecê-lo também, Charles. Onde estão indo?
Nergal: Estou mostrando para Charles as salas de uso exclusivo dos Generais.
Anna: Ah, claro!
Continuamos, calmos até a sala de música. Lá existiam vários instrumentos, mas o que se destacou para mim foi um belo piano de cauda. Eu sorri e olhei para o piano:
Charles: Posso tocar?
Nergal: Claro, qualquer coisa daqui. Vamos eu te acompanho.
Enquanto eu andava até o piano e me sentava em seu banquinho, Nergal pegou um violino e se sentou ao meu lado.
Charles: Eu não sei que música tocar!
Nergal: Posso tocar algo enquanto você se decide?
Charles: Claro, claro... Talvez isso possa até me ajudar em minha decisão.
Nergal começou a tocar uma melodia que eu nunca tinha ouvido antes... Estranhamente, eu de repente sabia como acompanhá-lo no piano. Comecei a tocar junto com ele e ele pareceu surpreso, mas continuou. Juntos tocamos a música que era tão estranha e ao mesmo tempo tão familiar. Eu me senti tão alegre ao tocar e ao perceber que ainda tinha habilidade porque... eu nem mesmo me lembrava quando tinha sido a última vez em que toquei! Era maravilhoso! Quando acabamos, nos levantamos. Nergal guardou o piano e nos abraçamos, alegres. Nesse momento, uma carta chegou. A coruja pousou no meu ombro e deixou a carta nas minhas mãos, saindo assim que eu peguei o papel. Abri a carta naquele instante e a li:
Charles!
Há muito tempo que não nos falamos! Uma sensação boa, creio eu que você tem nesses tempos! mande uma Carta para mim, porque estou ansiosa para saber suas novidades! Na primavera passada você nem sequer tentou me contatar, não é! Sua mãe me contou que você esteve ocupado, mas eu tinha até feito uma Capa para você! Só que não há como me cobrá-la, eu a perdi. Revele com cuidado o motivo, ou Depois você sofrerá as conseqüências! Quando eu quiser que Você me mande uma carta, receberá outra coruja. se Estiver pronto, me mande um lírio Sozinho.
com amor e um pouco de rancor,
S.
Charles: É uma carta sem nenhum sentido!
Nergal: Uma amiga com receios, talvez?
Charles: Creio que sim. Vou ter que respondê-la logo!
Nergal: É claro. Está ficando tarde, Charles. É melhor dormirmos. Amanhã vai ser um dia cheio de testes para você.
Charles: Testes?
Nergal: Sim. Para saber sua força, seu poder, sua sabedoria e coisas do tipo. Não se preocupe, você vai tirar tudo de letra!
Nergal me levou até meus novos aposentos, onde eu encontrei uma escrivaninha. Perfeito. Eu me sentei e coloquei a carta ali, mas li de novo, atento. Depois de pensar bastante, percebi que realmente havia uma mensagem oculta, como eu esperava.
Há Uma Carta Na Sua Capa Só Revele Depois Quando Você Estiver Sozinho
Eu hesitei, mas decidi averiguar. Andei até a capa, pendurada em um cabideiro e disse:
Charles: Specialis Revelio!
Uma simples carta caiu da capa no chão. Eu a peguei com cuidado e a vi. Mas quando eu li a única coisa que estava escrita nela, fiquei chocado e percebi que estava perdido. Na carta vinda da capa que eu consegui em Valor ao me tornar um de seus Generais, o que estava escrito era:
Organização XXI.
General da Terra Charles. Não soa mal, mas me deixa culpado pela teia de mentiras que criei só para alcançar esse posto. Apesar de eu desejar que tudo se torne mais fácil a partir de agora, uma pequena parte de mim tem certeza de que não será tão simples... Sei não... Poderia ela estar certa, General?
Assim que ele me deixou sair dali, eu saí. Aquela energia perturbada não demoraria a se impregnar em mim. Nergal olhou para mim e disse:
Nergal: Charles! Quando eu o conheci, nunca pensei que...
Charles: Ei, não me trate como uma criança! Eu tenho quase 17 anos!
Nergal: Não pode ser!
Mas ele não disse mais nada e eu não insisti em perguntar. Segundos depois ele olhou para mim, calmo de novo e disse:
Nergal: Agora que você é um General, posso lhe mostrar as salas de nosso uso exclusivo nosso. Apenas você, eu, Gale e Anna podem usá-la.
Charles: Anna? A General da Água?
Nergal: Exatamente. Venha comigo.
Primeiro escolhi minhas roupas de General: uma túnica azul e uma capa roxa escura com detalhes em bronze. Coloquei minha varinha embainhada na bengala com compartimento que Nergal me dera. Usei meu velho cinto com meus cantis na cintura, e voltamos para o tour pelos corredores exclusivos dos Generais dos Elementos.
Nergal me levou para a sala de jogos, a sala de duelos, os banheiros exclusivos (que eram bem luxuosos, para falar a verdade), a sala de jantar, a biblioteca... Depois dessa última, que eu gravei bem onde ficava, claro, fomos para a sala de música.
Nergal: Anna! Ficou sabendo sobre o quarto General?
Anna: Não! Finalmente encontraram? Quem é?
Charles: Eu. Sou o General da Terra. É um prazer conhecê-la, senhorita.
Anna: É um prazer conhecê-lo também, Charles. Onde estão indo?
Nergal: Estou mostrando para Charles as salas de uso exclusivo dos Generais.
Anna: Ah, claro!
Continuamos, calmos até a sala de música. Lá existiam vários instrumentos, mas o que se destacou para mim foi um belo piano de cauda. Eu sorri e olhei para o piano:
Charles: Posso tocar?
Nergal: Claro, qualquer coisa daqui. Vamos eu te acompanho.
Enquanto eu andava até o piano e me sentava em seu banquinho, Nergal pegou um violino e se sentou ao meu lado.
Charles: Eu não sei que música tocar!
Nergal: Posso tocar algo enquanto você se decide?
Charles: Claro, claro... Talvez isso possa até me ajudar em minha decisão.
Nergal começou a tocar uma melodia que eu nunca tinha ouvido antes... Estranhamente, eu de repente sabia como acompanhá-lo no piano. Comecei a tocar junto com ele e ele pareceu surpreso, mas continuou. Juntos tocamos a música que era tão estranha e ao mesmo tempo tão familiar. Eu me senti tão alegre ao tocar e ao perceber que ainda tinha habilidade porque... eu nem mesmo me lembrava quando tinha sido a última vez em que toquei! Era maravilhoso! Quando acabamos, nos levantamos. Nergal guardou o piano e nos abraçamos, alegres. Nesse momento, uma carta chegou. A coruja pousou no meu ombro e deixou a carta nas minhas mãos, saindo assim que eu peguei o papel. Abri a carta naquele instante e a li:
Charles!
Há muito tempo que não nos falamos! Uma sensação boa, creio eu que você tem nesses tempos! mande uma Carta para mim, porque estou ansiosa para saber suas novidades! Na primavera passada você nem sequer tentou me contatar, não é! Sua mãe me contou que você esteve ocupado, mas eu tinha até feito uma Capa para você! Só que não há como me cobrá-la, eu a perdi. Revele com cuidado o motivo, ou Depois você sofrerá as conseqüências! Quando eu quiser que Você me mande uma carta, receberá outra coruja. se Estiver pronto, me mande um lírio Sozinho.
com amor e um pouco de rancor,
S.
Charles: É uma carta sem nenhum sentido!
Nergal: Uma amiga com receios, talvez?
Charles: Creio que sim. Vou ter que respondê-la logo!
Nergal: É claro. Está ficando tarde, Charles. É melhor dormirmos. Amanhã vai ser um dia cheio de testes para você.
Charles: Testes?
Nergal: Sim. Para saber sua força, seu poder, sua sabedoria e coisas do tipo. Não se preocupe, você vai tirar tudo de letra!
Nergal me levou até meus novos aposentos, onde eu encontrei uma escrivaninha. Perfeito. Eu me sentei e coloquei a carta ali, mas li de novo, atento. Depois de pensar bastante, percebi que realmente havia uma mensagem oculta, como eu esperava.
Há Uma Carta Na Sua Capa Só Revele Depois Quando Você Estiver Sozinho
Eu hesitei, mas decidi averiguar. Andei até a capa, pendurada em um cabideiro e disse:
Charles: Specialis Revelio!
Uma simples carta caiu da capa no chão. Eu a peguei com cuidado e a vi. Mas quando eu li a única coisa que estava escrita nela, fiquei chocado e percebi que estava perdido. Na carta vinda da capa que eu consegui em Valor ao me tornar um de seus Generais, o que estava escrito era:
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Re: Organizção XXI
Capítulo 6: Tensão
A Organização XXI controla Valor e eu me tornei um de seus aliados! Nergal é um deles! E desde que eu fui consagrado General, não vi Dan. Será que ele está vivo? E como eu farei para fugir desse Império?
Fiquei mais desperto do que nunca assim que soube que a Organização e o Império eram a mesma coisa. Me sentia paranóico, por que aqueles que eu pensava serem meus aliados eram, na verdade, meus maiores inimigos! Com quem eu poderia contar agora? Nergal? Não acho que ele abandonaria tudo por minha causa. Gale? Hah, prefiro morrer a contar com alguém como ele. Dan? É possível, se ele estivesse vivo... Eu tinha meu objetivo. Tinha de descer até o subsolo. Para as prisões de Palkai, com o objetivo de libertar Dan e depois... bem, eu decidiria depois, não é? Coloquei a capa e saí do aposento. Vários guardas no caminho me perguntaram se eu não queria descansar, mas eu disse que precisava fazer algo antes. Quando cheguei até a cela, pude ver que Dan falava sozinho:
Dan: Aquele garoto... só me usou para se tornar General! Se algum dia eu escapar daqui, eu vou-
Charles: Fará o quê? Irá me matar?
Dan: Charles! Sorte a sua que essas grades estão entre nós!
Charles: Não por muito tempo, Dan.
Eu era esperto. Tinha sorrateiramente pegado as chaves de um guarda que falara comigo. Tirei-as do meu bolso e abri a cela de Dan.
Dan: Por que está fazendo isso?
Charles: São meus inimigos. A Corporação XXI.
Dan: Eu não... entendo.
Charles: Não importa. Agora você está livre.
Eu abri a cela calmamente. Só depois que o fiz percebi o erro. Ela ativou uma série de alarmes que fez com que um dos outros Generais descesse, junto com vários soldados.
Torcia para que fosse Gale porque eu adoraria chutar o traseiro daquele imbecil esnobe. Mas para melhor e para pior, o General que desceu era Nergal.
Nergal: Charles! O que é que está acontecendo aqui?
Era melhor que fosse Nergal, porque talvez ele me desse tempo de explicar o que estava acontecendo. Mas era muito pior que fosse Nergal, porque eu era incapaz de enfrentá-lo. Ele fez tanto por mim que eu não poderia, de maneira alguma desafiá-lo ou ferí-lo.
Charles: Nergal. Palavras são inúteis? Nós realmente temos que lidar com isso usando força bruta?
Ouvi uma porta atrás de mim se abrindo e agora as pessoas que eu temia apareciam ali. Gale e Anna. Agora as chances de sair dali ileso tinham sido jogadas pela privada.
Gale: Claro! Eu esperava pelo momento em que você escorregaria, garoto! Que bom que ele chegou antes do que eu esperava!
Anna: Sempre desconfiei desse garoto. Acho que eu estava certa no fim das contas...
Gale: Mate-o, Nergal! Prove que é um de nós!
Nergal: ...Não.
Anna: Está nos traindo também?
Nergal: Não faria isso. Mas encontrei esse papel na minha armadura há quase meia hora atrás.
Ele tirou um papel do bolso. Charles viu que o papel era idêntico ao que ele encontrara quando tentou revelar o segredo de sua capa.
Nergal: Vi a carta que você recebeu, Charles. Assim que terminei de ler, percebi a mensagem. Eu usei um feitiço para revelar os segredos da minha armadura e achei isso. Organização XXI.
Anna: Tá, somos agentes da Organização XXI! E daí?
Nergal: Vocês mataram meu pai. Por causa de vocês, minha família caiu para as trevas mais obscuras!
Gale: É, eu me lembro disso. Me lembro também de seqüestrar um garoto... Erriol, não era?
Nergal: Então foi você, Gale!
Gale: Ah, vejo que não é o suficiente. Acho que vou ter de acabar com o serviço.
Gale jogou uma bola de fogo em mim, mas eu fiz minha bengala escorregar para passar por baixo dela. Eu consegui, mas Anna logo abriu seus cantis para jogar água em mim. Felizmente, Nergal se colocou entre nós e jogou uma bola de ar que explodiu ao acertar a água. Anna imediatamente fez a água que tinha se espalhado se transformar em lascas de gelo.
Charles: Hora de acabar com minha farsa, não?
Abri meus cantis e congelei uma quantidade boa de água, usando-a para me defender das lascas que Anna lançava enquanto Nergal desviava as bolas de fogo que Gale tentava lançar em mim. Dan tinha nocauteado um dos guardas e usava a lança dele para impedir que os outros se aproximassem.
Dan: Charles, pense em alguma coisa! Não vou segurá-los para sempre!
Nesse instante, Anna assumiu controle sob o meu escudo de água e o usou para me atacar. Eu desviei um segundo mais tarde do que devia e ela congelou minha mão esquerda. Tive que rapidamente usar isso para bater em Gale, que ficou desnorteado por um instante, mas no outro já tinha recomeçado a jogar bolas em chamas a torto e a direito no instante seguinte. Nergal mal conseguia impedir que ele nos acertasse. Sua armadura alva tinha duas manchas negras de queimado. Uma musiquinha tocou.
Charles: Oh, é o meu!
Nergal: Mas isso é...
Anna: Do que é que você...
Gale: Pirou, moleque?
Todo mundo parou, extremamente confuso com a situação.
Charles: Alô... Oh, claro!
Eu peguei Nergal e puxei a gola de Dan. Disse apenas:
Charles: Me abracem.
Dan: O quê?
Gale: Um último abraço antes da morte?
Charles: É? Ora, claro. ...Sim, estamos abraçados. Ah, belo movimento, querida!
Senti que a terra abaixo de mim se mexia. Sintonizei minha mente com o movimento e a intensifiquei, fazendo com que a terra cedesse e nós três caíssemos, em direção ao subsolo...
Gale: Não vão escapar tão fácil!
Ele lançou algo... Não era uma bola de fogo, mas algo ainda mais quente, que me acertou em cheio... Aí eu perdi a consciência e o único pensamento que tive foi:
Charles “Por que assim... um fim tão inglório... para Charles...”
A Organização XXI controla Valor e eu me tornei um de seus aliados! Nergal é um deles! E desde que eu fui consagrado General, não vi Dan. Será que ele está vivo? E como eu farei para fugir desse Império?
Fiquei mais desperto do que nunca assim que soube que a Organização e o Império eram a mesma coisa. Me sentia paranóico, por que aqueles que eu pensava serem meus aliados eram, na verdade, meus maiores inimigos! Com quem eu poderia contar agora? Nergal? Não acho que ele abandonaria tudo por minha causa. Gale? Hah, prefiro morrer a contar com alguém como ele. Dan? É possível, se ele estivesse vivo... Eu tinha meu objetivo. Tinha de descer até o subsolo. Para as prisões de Palkai, com o objetivo de libertar Dan e depois... bem, eu decidiria depois, não é? Coloquei a capa e saí do aposento. Vários guardas no caminho me perguntaram se eu não queria descansar, mas eu disse que precisava fazer algo antes. Quando cheguei até a cela, pude ver que Dan falava sozinho:
Dan: Aquele garoto... só me usou para se tornar General! Se algum dia eu escapar daqui, eu vou-
Charles: Fará o quê? Irá me matar?
Dan: Charles! Sorte a sua que essas grades estão entre nós!
Charles: Não por muito tempo, Dan.
Eu era esperto. Tinha sorrateiramente pegado as chaves de um guarda que falara comigo. Tirei-as do meu bolso e abri a cela de Dan.
Dan: Por que está fazendo isso?
Charles: São meus inimigos. A Corporação XXI.
Dan: Eu não... entendo.
Charles: Não importa. Agora você está livre.
Eu abri a cela calmamente. Só depois que o fiz percebi o erro. Ela ativou uma série de alarmes que fez com que um dos outros Generais descesse, junto com vários soldados.
Torcia para que fosse Gale porque eu adoraria chutar o traseiro daquele imbecil esnobe. Mas para melhor e para pior, o General que desceu era Nergal.
Nergal: Charles! O que é que está acontecendo aqui?
Era melhor que fosse Nergal, porque talvez ele me desse tempo de explicar o que estava acontecendo. Mas era muito pior que fosse Nergal, porque eu era incapaz de enfrentá-lo. Ele fez tanto por mim que eu não poderia, de maneira alguma desafiá-lo ou ferí-lo.
Charles: Nergal. Palavras são inúteis? Nós realmente temos que lidar com isso usando força bruta?
Ouvi uma porta atrás de mim se abrindo e agora as pessoas que eu temia apareciam ali. Gale e Anna. Agora as chances de sair dali ileso tinham sido jogadas pela privada.
Gale: Claro! Eu esperava pelo momento em que você escorregaria, garoto! Que bom que ele chegou antes do que eu esperava!
Anna: Sempre desconfiei desse garoto. Acho que eu estava certa no fim das contas...
Gale: Mate-o, Nergal! Prove que é um de nós!
Nergal: ...Não.
Anna: Está nos traindo também?
Nergal: Não faria isso. Mas encontrei esse papel na minha armadura há quase meia hora atrás.
Ele tirou um papel do bolso. Charles viu que o papel era idêntico ao que ele encontrara quando tentou revelar o segredo de sua capa.
Nergal: Vi a carta que você recebeu, Charles. Assim que terminei de ler, percebi a mensagem. Eu usei um feitiço para revelar os segredos da minha armadura e achei isso. Organização XXI.
Anna: Tá, somos agentes da Organização XXI! E daí?
Nergal: Vocês mataram meu pai. Por causa de vocês, minha família caiu para as trevas mais obscuras!
Gale: É, eu me lembro disso. Me lembro também de seqüestrar um garoto... Erriol, não era?
Nergal: Então foi você, Gale!
Gale: Ah, vejo que não é o suficiente. Acho que vou ter de acabar com o serviço.
Gale jogou uma bola de fogo em mim, mas eu fiz minha bengala escorregar para passar por baixo dela. Eu consegui, mas Anna logo abriu seus cantis para jogar água em mim. Felizmente, Nergal se colocou entre nós e jogou uma bola de ar que explodiu ao acertar a água. Anna imediatamente fez a água que tinha se espalhado se transformar em lascas de gelo.
Charles: Hora de acabar com minha farsa, não?
Abri meus cantis e congelei uma quantidade boa de água, usando-a para me defender das lascas que Anna lançava enquanto Nergal desviava as bolas de fogo que Gale tentava lançar em mim. Dan tinha nocauteado um dos guardas e usava a lança dele para impedir que os outros se aproximassem.
Dan: Charles, pense em alguma coisa! Não vou segurá-los para sempre!
Nesse instante, Anna assumiu controle sob o meu escudo de água e o usou para me atacar. Eu desviei um segundo mais tarde do que devia e ela congelou minha mão esquerda. Tive que rapidamente usar isso para bater em Gale, que ficou desnorteado por um instante, mas no outro já tinha recomeçado a jogar bolas em chamas a torto e a direito no instante seguinte. Nergal mal conseguia impedir que ele nos acertasse. Sua armadura alva tinha duas manchas negras de queimado. Uma musiquinha tocou.
Charles: Oh, é o meu!
Nergal: Mas isso é...
Anna: Do que é que você...
Gale: Pirou, moleque?
Todo mundo parou, extremamente confuso com a situação.
Charles: Alô... Oh, claro!
Eu peguei Nergal e puxei a gola de Dan. Disse apenas:
Charles: Me abracem.
Dan: O quê?
Gale: Um último abraço antes da morte?
Charles: É? Ora, claro. ...Sim, estamos abraçados. Ah, belo movimento, querida!
Senti que a terra abaixo de mim se mexia. Sintonizei minha mente com o movimento e a intensifiquei, fazendo com que a terra cedesse e nós três caíssemos, em direção ao subsolo...
Gale: Não vão escapar tão fácil!
Ele lançou algo... Não era uma bola de fogo, mas algo ainda mais quente, que me acertou em cheio... Aí eu perdi a consciência e o único pensamento que tive foi:
Charles “Por que assim... um fim tão inglório... para Charles...”
Fala/Fala outros personagens/Pensamentos/Cartas e outros escritos
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Re: Organizção XXI
Capítulo 7: Oculto
Pensei que fosse mais agonizante, sabe? A Morte... Mas o que é isso? Eu vejo algo...
Não uma luz, isso seria clichê demais. Algo diferente... Acho que lembranças, mas eu nunca as vi antes... Bem estranho...
Eu devia ter uns quatorze anos quando aquelas lembranças ocorreram. No instante em que eu vi, tive uma certeza: nunca fiquei em coma. Nas minhas três semanas apagadas, isso que eu veria agora era o que ocorreu. Eu estava na frente de uma casa... Uma mansão, na verdade, que era bem antiga e sinistra. Escutei uma única nota.
“Um violino...” pensei. O som vinha do terceiro andar, canto direito. Resolvi tentar usar minha telepatia para levitar até lá... Depois de um pouco de esforço, consegui levitar até a janela e vi um garoto tentando tocar violino, triste. Eu bati na janela.
??????: Ei, o que você está fazendo aí, flutuando no meio do ar?
Erriol: Eu? Ora, estou vendo o que está fazendo!
??????: Entre logo! Se virem você do lado de fora da janela, vão me deixar de castigo por várias semanas!
Ele abriu a janela e eu entrei. Sorri e me apresentei para ele:
Erriol: Sou Erriol! Quem é você?
Nergal: Meu nome é Nergal, mas... isso não deve ser importante... Alguém fascinante
como você, vindo falar comigo...
Erriol: Não, não, você estava tocando violino. Acho isso muito legal!
Nergal: Ah, bem... Eu estava tentando criar uma música, mas... não estou tendo muito sucesso...
Erriol: É claro que não! Precisamos de um dueto!
Eu disse e fui para o piano no quarto dele. Era um quarto legal, com uma beliche, uma estante cheia de livros, um piano, vários quadros, uma escrivaninha cheia de folhas e com um livro antigo, um banheiro bem limpo e também uma porta trancada.
Erriol: Você vive enclausurado aqui dentro?
Nergal: Bem... é, minha família tem vergonha de mim... É uma longa história...
Erriol: Ora, me conte então!
Nergal: Sou de uma família de bruxos das trevas, Erriol. Mas nasci sem o dom da família. Por isso, Ogden, o patriarca e meu pai decidiu que deveriam me trancar nesse quarto até que eu me tornasse um maior de idade. Depois disso, irão mudar meu sobrenome e me jogar para fora daqui. Pessoalmente, estou ansioso para que isso aconteça...
Erriol: Você tem uma família... mas é uma família doente... Eu não o invejo...
Nergal: E você... o que faz aqui?
Erriol: Bem, eu vinha aqui com meu responsável, Alberto, mas um erro nos aviões me fez parar aqui ao invés do meu destino real. Aí eu saí andando até achar essa casa e ouvir seu violino.
Nergal: Então, quer começar o nosso dueto?
Erriol: Claro, por que não?
Ah, foram tempos divertidos! Juntos, criamos a música que eu toquei com Nergal várias vezes depois. Descobrimos a linguagem oculta da livro antigo de Nergal e o deciframos, ensinamos um ao outro feitiços, encantamentos e até mesmo compartilhamos de nossos poderes especiais!
Nergal: ...um livro de magia arcana e divina... bem aqui. Oh, é o completo oposto do Livro de Ereshkigal, tenho de dizer!
Erriol: Nergal, o que é exatamente o Livro de Ereshkigal?
Nergal: A herança da nossa família. É um Livro que passa pelas mãos de todo patriarca e grava sua história e seu conhecimento em Artes das Trevas. Talvez seja uma leitura interessante, mas eu nunca o terei...
Erriol: Ora, se achar necessário, podemos tomá-lo. Por uma noite. Nunca vão descobrir.
Nergal: Amanhã. Depois do duelo de bengalas.
Erriol: Já estou começando a planejar.
Tudo dava tão certo e sentia que nós poderíamos continuar vivendo daquela forma por muito tempo! Mas, é claro, me enganara. Como um bolo, um simples fator externo fez a massa desandar. Foi no dia em que Odgen nos pegou dentro do quarto de Nergal. Estávamos no meio de um duelo de bengalas quando a porta que sempre ficou trancada foi escancarada:
Odgen: NERGAL! O QUE SIGNIFICA ISSO?
Nergal: Meu pai.
Ele se ajoelhou. Naquele momento, eu percebi que apesar de todo o tratamento desagradável e o isolamento de Nergal, ele era grato. Pior, ele se sentia como se devesse algo para sua família podre de feiticeiros das trevas.
Odgen: Você não tem jeito mesmo, não é?
Nergal: O que fará, Sr. Ereshkigal? Cruciatus de novo?
Odgen: Como se isso bastasse para um jovem imbecil como você! Não, vou pegar o seu “amiguinho” e mostrar o que acontece quando maçãs podres caem no meu jardim!
Ia dizer “Combinam com a paisagem.”. Mas aquele homem era patriarca de uma família de bruxos das trevas, então eu não deveria discutir com ele. Sua mão tentou me agarrar pela minha camiseta, mas eu a ataquei com a bengala e ela recuou. Ele pegou a varinha e a apontou para mim, mas antes que pudesse dizer um feitiço, todo um plano surgiu na minha mente. Com um golpe rápido e preciso da minha “parceira de dança”, eu o atingi na barriga, o que o distraiu por um instante. No instante seguinte, eu segurava a mão de Nergal enquanto pulava pela janela, seguido por Odgen. Caímos encima de um arbusto e mal tivemos tempo de sair dele antes que Odgen aterrissasse no mesmo local. Não resisti e disse:
Erriol: Devia olhar para seu “jardim” antes de falar de maçãs!
Por que eu fui dizer isso? Mal tive tempo de me esquivar de um feitiço estuporante dele. O pior é que eu ainda era de menor, então não podia atacar de volta! Usei meus dons de telepatia para mover uma pedra em sua direção. Apesar de ser levemente gordo e parecer lento, Odgen se desviou sem nenhum arranhão. Ele riu:
Odgen: O que foi, garotinho? Não consegue usar magia, é? Além de tudo, ainda por cima é um trouxa maltrapilho?
Concentrei todo o sarcasmo dentro de mim e disse, com um falsa voz manhosa:
Erriol: Oh, não! O senhor patriarca vai me atacar com seus comentários imbecis! O que um pobre e indefeso garoto como eu fará agora?
Ele não ria mais. Com uma cara nervosa, apontou com a varinha para os arbustos ao meu lado e bradou:
Odgen: Avada Kedavra!
Pensei por um segundo que ele tinha errado a mira, mas percebi que não era eu quem ele queria acertar. Quase não consegui, mas coloquei uma pedra entre Nergal e o feitiço mortal. Há uma coisa interessante que eu descobri sobre o Avada Kedavra naquele instante. Ele não atravessa coisas. Se algo sem vida é colocado em seu caminho, ele tem de destruir a coisa para passar e acertar seu alvo.
Nergal: Tentando se livrar de mim, “pai”? Acho que não!
Ele usou os ventos para fazer a pedra avançar e chegar mais perto de Odgen. Mas a pedra estava se quebrando com uma velocidade alarmante! Era rápido demais para só colocar outra pedra no caminho.
Odgen: É o fim de Nergal, a desgraça dos-
Ouvimos vários golpes de uma adaga. A frase de Odgen ficou inacabada. Ele tombou pesadamente no chão. Não sabíamos quem era o vulto encapuzado que tinha terminado o serviço e nos salvado. Ainda nos escondíamos, mas estávamos perto o suficiente para escutar o que ele disse ao fechar os olhos do cadáver:
????: A punição para traição é a morte. Pensei que soubesse disso.
Ele então sumiu.
Nergal: Ele deve ter aparatado...
Erriol: Volte para seu quarto, Nergal. Antes que alguém venha. Nos vemos amanhã, na esquina logo ali!
Nergal: Tá. Mas eu preciso...-
Não discuti mais; me esforcei e fiz com que Nergal levitasse para dentro de seu quasrto, entrando pela janela. Eu olhei para o cadáver e percebi que no meio do sangue na grama perto do corpo, tinha uma carta. Eu a li, mas só o que estava escrito era:
Organização XXI.
Coloquei-a rapidamente dentro da minha bota, porque sabia que alguém estava perto. Instantes depois, senti uma pancada na cabeça e desmaiei, fraco. Depois daquele instante, eu sabia que as três semanas tinham acabado. A escuridão me envolveu de novo...
Pensei que fosse mais agonizante, sabe? A Morte... Mas o que é isso? Eu vejo algo...
Não uma luz, isso seria clichê demais. Algo diferente... Acho que lembranças, mas eu nunca as vi antes... Bem estranho...
Eu devia ter uns quatorze anos quando aquelas lembranças ocorreram. No instante em que eu vi, tive uma certeza: nunca fiquei em coma. Nas minhas três semanas apagadas, isso que eu veria agora era o que ocorreu. Eu estava na frente de uma casa... Uma mansão, na verdade, que era bem antiga e sinistra. Escutei uma única nota.
“Um violino...” pensei. O som vinha do terceiro andar, canto direito. Resolvi tentar usar minha telepatia para levitar até lá... Depois de um pouco de esforço, consegui levitar até a janela e vi um garoto tentando tocar violino, triste. Eu bati na janela.
??????: Ei, o que você está fazendo aí, flutuando no meio do ar?
Erriol: Eu? Ora, estou vendo o que está fazendo!
??????: Entre logo! Se virem você do lado de fora da janela, vão me deixar de castigo por várias semanas!
Ele abriu a janela e eu entrei. Sorri e me apresentei para ele:
Erriol: Sou Erriol! Quem é você?
Nergal: Meu nome é Nergal, mas... isso não deve ser importante... Alguém fascinante
como você, vindo falar comigo...
Erriol: Não, não, você estava tocando violino. Acho isso muito legal!
Nergal: Ah, bem... Eu estava tentando criar uma música, mas... não estou tendo muito sucesso...
Erriol: É claro que não! Precisamos de um dueto!
Eu disse e fui para o piano no quarto dele. Era um quarto legal, com uma beliche, uma estante cheia de livros, um piano, vários quadros, uma escrivaninha cheia de folhas e com um livro antigo, um banheiro bem limpo e também uma porta trancada.
Erriol: Você vive enclausurado aqui dentro?
Nergal: Bem... é, minha família tem vergonha de mim... É uma longa história...
Erriol: Ora, me conte então!
Nergal: Sou de uma família de bruxos das trevas, Erriol. Mas nasci sem o dom da família. Por isso, Ogden, o patriarca e meu pai decidiu que deveriam me trancar nesse quarto até que eu me tornasse um maior de idade. Depois disso, irão mudar meu sobrenome e me jogar para fora daqui. Pessoalmente, estou ansioso para que isso aconteça...
Erriol: Você tem uma família... mas é uma família doente... Eu não o invejo...
Nergal: E você... o que faz aqui?
Erriol: Bem, eu vinha aqui com meu responsável, Alberto, mas um erro nos aviões me fez parar aqui ao invés do meu destino real. Aí eu saí andando até achar essa casa e ouvir seu violino.
Nergal: Então, quer começar o nosso dueto?
Erriol: Claro, por que não?
Ah, foram tempos divertidos! Juntos, criamos a música que eu toquei com Nergal várias vezes depois. Descobrimos a linguagem oculta da livro antigo de Nergal e o deciframos, ensinamos um ao outro feitiços, encantamentos e até mesmo compartilhamos de nossos poderes especiais!
Nergal: ...um livro de magia arcana e divina... bem aqui. Oh, é o completo oposto do Livro de Ereshkigal, tenho de dizer!
Erriol: Nergal, o que é exatamente o Livro de Ereshkigal?
Nergal: A herança da nossa família. É um Livro que passa pelas mãos de todo patriarca e grava sua história e seu conhecimento em Artes das Trevas. Talvez seja uma leitura interessante, mas eu nunca o terei...
Erriol: Ora, se achar necessário, podemos tomá-lo. Por uma noite. Nunca vão descobrir.
Nergal: Amanhã. Depois do duelo de bengalas.
Erriol: Já estou começando a planejar.
Tudo dava tão certo e sentia que nós poderíamos continuar vivendo daquela forma por muito tempo! Mas, é claro, me enganara. Como um bolo, um simples fator externo fez a massa desandar. Foi no dia em que Odgen nos pegou dentro do quarto de Nergal. Estávamos no meio de um duelo de bengalas quando a porta que sempre ficou trancada foi escancarada:
Odgen: NERGAL! O QUE SIGNIFICA ISSO?
Nergal: Meu pai.
Ele se ajoelhou. Naquele momento, eu percebi que apesar de todo o tratamento desagradável e o isolamento de Nergal, ele era grato. Pior, ele se sentia como se devesse algo para sua família podre de feiticeiros das trevas.
Odgen: Você não tem jeito mesmo, não é?
Nergal: O que fará, Sr. Ereshkigal? Cruciatus de novo?
Odgen: Como se isso bastasse para um jovem imbecil como você! Não, vou pegar o seu “amiguinho” e mostrar o que acontece quando maçãs podres caem no meu jardim!
Ia dizer “Combinam com a paisagem.”. Mas aquele homem era patriarca de uma família de bruxos das trevas, então eu não deveria discutir com ele. Sua mão tentou me agarrar pela minha camiseta, mas eu a ataquei com a bengala e ela recuou. Ele pegou a varinha e a apontou para mim, mas antes que pudesse dizer um feitiço, todo um plano surgiu na minha mente. Com um golpe rápido e preciso da minha “parceira de dança”, eu o atingi na barriga, o que o distraiu por um instante. No instante seguinte, eu segurava a mão de Nergal enquanto pulava pela janela, seguido por Odgen. Caímos encima de um arbusto e mal tivemos tempo de sair dele antes que Odgen aterrissasse no mesmo local. Não resisti e disse:
Erriol: Devia olhar para seu “jardim” antes de falar de maçãs!
Por que eu fui dizer isso? Mal tive tempo de me esquivar de um feitiço estuporante dele. O pior é que eu ainda era de menor, então não podia atacar de volta! Usei meus dons de telepatia para mover uma pedra em sua direção. Apesar de ser levemente gordo e parecer lento, Odgen se desviou sem nenhum arranhão. Ele riu:
Odgen: O que foi, garotinho? Não consegue usar magia, é? Além de tudo, ainda por cima é um trouxa maltrapilho?
Concentrei todo o sarcasmo dentro de mim e disse, com um falsa voz manhosa:
Erriol: Oh, não! O senhor patriarca vai me atacar com seus comentários imbecis! O que um pobre e indefeso garoto como eu fará agora?
Ele não ria mais. Com uma cara nervosa, apontou com a varinha para os arbustos ao meu lado e bradou:
Odgen: Avada Kedavra!
Pensei por um segundo que ele tinha errado a mira, mas percebi que não era eu quem ele queria acertar. Quase não consegui, mas coloquei uma pedra entre Nergal e o feitiço mortal. Há uma coisa interessante que eu descobri sobre o Avada Kedavra naquele instante. Ele não atravessa coisas. Se algo sem vida é colocado em seu caminho, ele tem de destruir a coisa para passar e acertar seu alvo.
Nergal: Tentando se livrar de mim, “pai”? Acho que não!
Ele usou os ventos para fazer a pedra avançar e chegar mais perto de Odgen. Mas a pedra estava se quebrando com uma velocidade alarmante! Era rápido demais para só colocar outra pedra no caminho.
Odgen: É o fim de Nergal, a desgraça dos-
Ouvimos vários golpes de uma adaga. A frase de Odgen ficou inacabada. Ele tombou pesadamente no chão. Não sabíamos quem era o vulto encapuzado que tinha terminado o serviço e nos salvado. Ainda nos escondíamos, mas estávamos perto o suficiente para escutar o que ele disse ao fechar os olhos do cadáver:
????: A punição para traição é a morte. Pensei que soubesse disso.
Ele então sumiu.
Nergal: Ele deve ter aparatado...
Erriol: Volte para seu quarto, Nergal. Antes que alguém venha. Nos vemos amanhã, na esquina logo ali!
Nergal: Tá. Mas eu preciso...-
Não discuti mais; me esforcei e fiz com que Nergal levitasse para dentro de seu quasrto, entrando pela janela. Eu olhei para o cadáver e percebi que no meio do sangue na grama perto do corpo, tinha uma carta. Eu a li, mas só o que estava escrito era:
Organização XXI.
Coloquei-a rapidamente dentro da minha bota, porque sabia que alguém estava perto. Instantes depois, senti uma pancada na cabeça e desmaiei, fraco. Depois daquele instante, eu sabia que as três semanas tinham acabado. A escuridão me envolveu de novo...
Fala/Fala outros personagens/Pensamentos/Cartas e outros escritos
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Re: Organizção XXI
Capítulo 8: Energia
Nergal sempre foi... o meu melhor amigo e eu nunca soube... Eu tenho que acordar. Não posso deixar esse mundo sem revelar que eu sei. Não posso sair daqui. Não posso... Ai! O que foi isso?
Acordei subitamente, com Nergal dando tapinhas no meu rosto. Podia ver que Dan também me observava, e que haviam duas outras pessoas ali, mas ao fundo...
Dan: Você nos deu um susto, garoto!
Nergal: Charles!
Charles: Eu sei... Não vê? Eu agora me lembro das duas semanas...
Nergal: É mesmo, Charles?
Charles: Gale. Ele matou seu pai e selou minhas memórias... mas por que ele fez tudo isso?
Nergal: É claro! Eles descobriram sobre mim. E por isso, desfizeram todos os obstáculos para que eu fosse com eles para Valor.
Eu me levantei, calmo e um tanto revigorado.
Charles: Sophie. Os toques falsos foram bem úteis, sabia?
Dan: Então essa coisa nunca funcionou?
Sophie: Nunca. Somos irmãos. Eu usava meu dom para fazer a música tocar e quando ele “atendia”, conversávamos telepaticamente.
Charles: Uma pergunta: como você conseguiu fazer algo tão poderoso?
Ela hesitou, mas por causa de nossa conexão, eu já sabia o que acontecera antes de perguntar: ela usou a energia de Alberto, que eu não sei como, tinha parado ali. Ele estava deitado, suado e fraco, mas levantou o rosto e falou comigo:
Alberto: Não a culpe... Eu sugeri esse plano...
Charles: Mas isso pode te matar, Alberto!
Alberto: Eu sei... Mas você é a única família que eu tenho... Eu precisava te ver novamente... Nem que fosse para dizer adeus.
Alberto então desmaiou. Eu corri até ele e percebi que ele estava vivo, mas for um fio.
Charles: Nergal! Dan! Carreguem Alberto! Sophie, tente deixá-lo vivo!
Dan: Mas-mas ele não me parece ferido!
Charles: É pior. Ele cedeu muita energia para Sophie usar em nosso resgate. O corpo dele está intacto, mas ele não consegue sustentá-lo energeticamente.
Nergal: Mas isso é muito grave! O que poderíamos fazer?
Olhei para Nergal com extrema confiança e disse meu plano maluco com a certeza de que ele daria certo:
Charles: Simples. Já que falta energia para ele, vamos roubar a energia e dá-la para ele.
Sophie: É possível. Se eu peguei energia dele, por que não fazer o oposto?
Eu sorri. Então minha irmã conseguia pensar que o plano era possível. Logo depois, puxei algo de lá de cima pesado. Um guarda caiu ali, na nossa frente, com armadura e tudo.
Guarda: Achei os traidores! Glória e riqueza a apenas dois assassinatos de distância!
Dan: Posso?
Charles: Claro.
Dan deu uma bofetada no guarda antes que ele pudesse atacar. O cara caiu desacordado no chão. Estávamos prontos. Tirei a camiseta de Alberto, porque uma conexão mais direta era necessária. Me sentei entre os dois, coloquei uma de minhas mãos na testa do soldado e outra no tronco de Alberto. Eu só me lembro então de sentir um fluxo muito forte de algo inexplicável passando por mim...
Alberto: ...Charles... O que você está... fazendo...?
Charles: Salvando sua vida.
Sophie: Posso sentir... a vitalidade de Alberto foi restaurada, Charles.
Eu parei de tocar os dois. Estava feito.
Alberto: Charlie... como eu posso retribuir...
Charles: Acredite... você já o fez...
Sophie me deu um cutucão e percebi. Estava deixando minhas emoções me controlar. Eu apenas respirei fundo e me levantei, ajudando Alberto a se levantar logo em seguida.
Alberto: Cadê a minha camiseta, Charles?
Charles: Oh, aqui!
Eu passei a camiseta para ele. Nergal resolveu falar comigo.
Nergal: E agora, Charles? Pensei que você sempre tivesse um plano.
Charles: Claro que tenho. Mataremos o Imperador.
Nergal: Mas...
Sophie: Sim, parece impossível. Mas nós seremos perseguidos pelos Generais, quer dizer; pessoas que sabem do segredo da Organização XXI. Não podemos continuar vivos, do ponto de vista deles.
Dan: E como vamos derrotar esses tais Generais?
Sophie: É simples. Há um rastreador em Nergal e um em Charles, mais provavelmente em suas roupas; afinal eles as ganharam assim que se tornaram Generais, não é? Se um deles tirar essas roupas e colocarmos em um lugar falso, os Generais se separarão e definitivamente podemos derrotar um deles solitário.
Alberto: Charles... Por que está tão quieto?
Eu estava muito pensativo. Depois de alguns instantes, uma idéia surgiu em minha mente. Uma idéia que poderia ser uma boa notícia ou uma péssima notícia, eu ainda não sabia qual dos dois era. Mas disse para eles, sem saber no que isso poderia acarretar:
Charles: O círculo de magia do Imperador. Eu já aquelas figuras antes... Em Macchu Picchu.
Sophie: Macchu Picchu?! Tem certeza, Charles?
Charles: Uh, sim... Sophie, poderia ir com Alberto para Valor? Preciso que... me arranjem algumas roupas?
Alberto: Por que nós?
Charles: Bem, vocês não são procurados. Mas antes, vamos sair daqui. Lumos.
Minha varinha se iluminou. Percebi atrás de mim que Sophie e Nergal faziam o mesmo. Seguimos por quase uma hora, até que eu percebi um pequeno raio de luz saindo da pedra. Apontei para ele e sem hesitar entoei:
Charles: Bombarda!
A parede explodiu um pouco, mas o buraco feito era pequeno demais para que alguém além de mim e Sophie pudesse passar. Tentei de novo:
Charles: Bombarda!
O feitiço acertou a pedra, mas ele não fez nada. Tentei várias outras vezes, mas alguma coisa bloqueava a minha magia! Pedi para que Sophie tentasse. Nada. Nergal também não conseguia abrir um buraco maior! Ninguém conseguia usar magia! Olhei para Sophie e tentei abrir um buraco maior, mas a rocha era dura demais para ser, de alguma forma, separada. Estávamos presos e sem nenhuma possibilidade de usar magia também!
Nergal sempre foi... o meu melhor amigo e eu nunca soube... Eu tenho que acordar. Não posso deixar esse mundo sem revelar que eu sei. Não posso sair daqui. Não posso... Ai! O que foi isso?
Acordei subitamente, com Nergal dando tapinhas no meu rosto. Podia ver que Dan também me observava, e que haviam duas outras pessoas ali, mas ao fundo...
Dan: Você nos deu um susto, garoto!
Nergal: Charles!
Charles: Eu sei... Não vê? Eu agora me lembro das duas semanas...
Nergal: É mesmo, Charles?
Charles: Gale. Ele matou seu pai e selou minhas memórias... mas por que ele fez tudo isso?
Nergal: É claro! Eles descobriram sobre mim. E por isso, desfizeram todos os obstáculos para que eu fosse com eles para Valor.
Eu me levantei, calmo e um tanto revigorado.
Charles: Sophie. Os toques falsos foram bem úteis, sabia?
Dan: Então essa coisa nunca funcionou?
Sophie: Nunca. Somos irmãos. Eu usava meu dom para fazer a música tocar e quando ele “atendia”, conversávamos telepaticamente.
Charles: Uma pergunta: como você conseguiu fazer algo tão poderoso?
Ela hesitou, mas por causa de nossa conexão, eu já sabia o que acontecera antes de perguntar: ela usou a energia de Alberto, que eu não sei como, tinha parado ali. Ele estava deitado, suado e fraco, mas levantou o rosto e falou comigo:
Alberto: Não a culpe... Eu sugeri esse plano...
Charles: Mas isso pode te matar, Alberto!
Alberto: Eu sei... Mas você é a única família que eu tenho... Eu precisava te ver novamente... Nem que fosse para dizer adeus.
Alberto então desmaiou. Eu corri até ele e percebi que ele estava vivo, mas for um fio.
Charles: Nergal! Dan! Carreguem Alberto! Sophie, tente deixá-lo vivo!
Dan: Mas-mas ele não me parece ferido!
Charles: É pior. Ele cedeu muita energia para Sophie usar em nosso resgate. O corpo dele está intacto, mas ele não consegue sustentá-lo energeticamente.
Nergal: Mas isso é muito grave! O que poderíamos fazer?
Olhei para Nergal com extrema confiança e disse meu plano maluco com a certeza de que ele daria certo:
Charles: Simples. Já que falta energia para ele, vamos roubar a energia e dá-la para ele.
Sophie: É possível. Se eu peguei energia dele, por que não fazer o oposto?
Eu sorri. Então minha irmã conseguia pensar que o plano era possível. Logo depois, puxei algo de lá de cima pesado. Um guarda caiu ali, na nossa frente, com armadura e tudo.
Guarda: Achei os traidores! Glória e riqueza a apenas dois assassinatos de distância!
Dan: Posso?
Charles: Claro.
Dan deu uma bofetada no guarda antes que ele pudesse atacar. O cara caiu desacordado no chão. Estávamos prontos. Tirei a camiseta de Alberto, porque uma conexão mais direta era necessária. Me sentei entre os dois, coloquei uma de minhas mãos na testa do soldado e outra no tronco de Alberto. Eu só me lembro então de sentir um fluxo muito forte de algo inexplicável passando por mim...
Alberto: ...Charles... O que você está... fazendo...?
Charles: Salvando sua vida.
Sophie: Posso sentir... a vitalidade de Alberto foi restaurada, Charles.
Eu parei de tocar os dois. Estava feito.
Alberto: Charlie... como eu posso retribuir...
Charles: Acredite... você já o fez...
Sophie me deu um cutucão e percebi. Estava deixando minhas emoções me controlar. Eu apenas respirei fundo e me levantei, ajudando Alberto a se levantar logo em seguida.
Alberto: Cadê a minha camiseta, Charles?
Charles: Oh, aqui!
Eu passei a camiseta para ele. Nergal resolveu falar comigo.
Nergal: E agora, Charles? Pensei que você sempre tivesse um plano.
Charles: Claro que tenho. Mataremos o Imperador.
Nergal: Mas...
Sophie: Sim, parece impossível. Mas nós seremos perseguidos pelos Generais, quer dizer; pessoas que sabem do segredo da Organização XXI. Não podemos continuar vivos, do ponto de vista deles.
Dan: E como vamos derrotar esses tais Generais?
Sophie: É simples. Há um rastreador em Nergal e um em Charles, mais provavelmente em suas roupas; afinal eles as ganharam assim que se tornaram Generais, não é? Se um deles tirar essas roupas e colocarmos em um lugar falso, os Generais se separarão e definitivamente podemos derrotar um deles solitário.
Alberto: Charles... Por que está tão quieto?
Eu estava muito pensativo. Depois de alguns instantes, uma idéia surgiu em minha mente. Uma idéia que poderia ser uma boa notícia ou uma péssima notícia, eu ainda não sabia qual dos dois era. Mas disse para eles, sem saber no que isso poderia acarretar:
Charles: O círculo de magia do Imperador. Eu já aquelas figuras antes... Em Macchu Picchu.
Sophie: Macchu Picchu?! Tem certeza, Charles?
Charles: Uh, sim... Sophie, poderia ir com Alberto para Valor? Preciso que... me arranjem algumas roupas?
Alberto: Por que nós?
Charles: Bem, vocês não são procurados. Mas antes, vamos sair daqui. Lumos.
Minha varinha se iluminou. Percebi atrás de mim que Sophie e Nergal faziam o mesmo. Seguimos por quase uma hora, até que eu percebi um pequeno raio de luz saindo da pedra. Apontei para ele e sem hesitar entoei:
Charles: Bombarda!
A parede explodiu um pouco, mas o buraco feito era pequeno demais para que alguém além de mim e Sophie pudesse passar. Tentei de novo:
Charles: Bombarda!
O feitiço acertou a pedra, mas ele não fez nada. Tentei várias outras vezes, mas alguma coisa bloqueava a minha magia! Pedi para que Sophie tentasse. Nada. Nergal também não conseguia abrir um buraco maior! Ninguém conseguia usar magia! Olhei para Sophie e tentei abrir um buraco maior, mas a rocha era dura demais para ser, de alguma forma, separada. Estávamos presos e sem nenhuma possibilidade de usar magia também!
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Re: Organizção XXI
Capítulo 9: Selo
Resumo da Ópera: Nergal, Alberto e Dan estão definitivamente presos aqui! Eu e Sophie podemos sair, mas sem magia e como o indesejável número 1 da Ilha, eu duvido que eu seja capaz de sobreviver e conseguir um modo de salvá-los!
Charles: Isso começou a acontecer só agora. Temos que investigar.
Nergal: Não podemos investigar cansados como estamos. Precisamos dormir antes de mais nada.
Nergal tentou conjurar algo, mas não conseguiu e xingou depois. Eu apenas disse:
Charles: E nós vamos investigar. Felizmente para vocês...
Eu tirei uma pequena malinha que estava pendurada no meu ombro e deixei com Nergal, continuando.
Charles: ...eu sempre carrego algumas provisões. Isso deve sustentá-los por um dia. Se formos pegos, porém, estaremos todos perdidos.
Dan: Vão. Eu tentarei usar meu machado para abrir mais o buraco.
Eu, finalmente tendo alguma atitude de um herói clássico, resolvi passar primeiro para depois ajudar Sophie a passar. Assim que ela saiu, tentei mais uma vez, do lado de fora da caverna:
Charles: Bombarda!
Agora foi pior. O feitiço nem sequer saiu da minha varinha. Tudo o que saiu foi uma ridícula fumacinha cinzenta. Sophie não conseguiu também. Uma maravilha. Éramos só nós e nossos dons contra a Organização XXI, que com seus números, não precisaria de magia, no fim das contas. Teríamos que nos mover pela ilha com cuidado e descobrir porque a magia tinha sido selada e resolver isso, tudo em um dia!
Sophie: Acalme-se, Charles... Podemos fazer isso...
Mas eu podia notar que ela tinha tanta confiança em nosso sucesso quanto eu. Olhamos em volta e percebemos onde estávamos. Nós simplesmente tínhamos ido parar no meio do Monte Krafust. Palkai devia estar para baixo!
Charles: Como nós subimos?
Sophie: Não importa, não é, irmão?
Charles: Não. O importante é que temos algum senso de direção.
Dan: Acho que a rocha não vai ceder, Charles!
Charles: Vamos!
Arranquei uma folha de árvore que era enorme e a coloquei no chão Eu e Sophie nos sentamos sobre ela e então, impulsionei nossa “prancha”. Descemos o Monte até chegarmos em Palkai. Aquilo foi bem divertido, tenho que admitir. Estávamos tão rápidos, sobre uma folha gigante que ao chegarmos na cidade, não tivemos tempo de nos esconder antes que os cidadãos nos vissem.
Sophie: Que estranho... Para indesejável número 1, você até que está passando despercebido...
Olhei em volta. As pessoas estavam, inesperadamente, em pânico. Me perguntei o que seria a causa de todo aquele pandemônio, mas percebi que eles seguravam varinhas. Cada um deles.
Charles: Não é uma mera casualidade.
Me foquei na experiência que eu tive durante meus anos naquela prisão branca que chamavam de Hospital. Lembrei-me dos vários livros que eu li lá. Em um deles, era contada uma experiência em que a magia fora bloqueada em uma área... Chamaram o culpado de “Selo”.
Charles: É um Selo. Está bloqueando toda a magia na Ilha. Acho que o deixarão assim até que nos matem...
Sophie: ...ou até o desativarmos.
Charles: Sei que seu dom de percepção é melhor que o meu, assim como meu dom de controle é melhor do que o seu. Sophie, preciso que você tente detectar a fonte de todo esse bloqueio...
Sophie: Preciso me concentrar, Charles.
Charles: Tudo bem...
Ela se sentou e focou-se no bloqueio... O que ele era e de onde ele vinha, em que forma... Mas é claro, naquele instante, uma dúzia de soldados virou uma esquina e nos viu.
Que ótimo timing deles, eu pensei.
O grupo inteiro veio nos atacar quase como uma falange romana. Não me controlei e sorri: perfeito. Eu me concentrei e tive um timing quase perfeito: quando fiz o chão afundar, onze deles ficaram presos no buraco. Apenas o que eu acreditava ser o líder daquele grupo escapou, gritou alguma coisa que eu entendi como “Vou te fechar!” e veio com uma enorme lança para cima de mim.
Charles: Uma batalha? Bem, por que não?
Ele jogou a lança e eu me desviei. Correção: quase me desviei. Saí do caminho um segundo mais tarde do que eu precisava e a lança cortou meu braço. Eu pelo menos, sorri e pensei: pelo menos agora ele está sem a lança... Mas o que era aquilo: uma corrente presa naquela arma fez com que ela voltasse para a mão dele!
Charles: Em que século que vocês estão? Não vi uma arma de fogo desde que eu cheguei nessa Ilha!
O guarda debochou de mim. Eles nem sequer precisavam de armas de fogo para derrotar um jovem fraco que pensava ser mais... Ele jogou a lança de novo e eu percebi que não era o alvo dele. Mal tive tempo de tirar Sophie da trajetória quando senti aquela coisa acertando minha perna esquerda. Ele puxou a arma de volta e caí com a dor que ela causou ao sair da minha perna.
Guarda; Não acredito que um garotinho tão idiota é o indesejável número 1 de Palkai!
Aí o cara cometeu um erro, o primeiro erro naquele dia. Ele resolveu tripudiar a vitória. Ele chegou bem perto de mim e disse, olhando nos meus olhos:
Guarda: Matá-lo aqui seria bondade demais... Vou levá-lo para Gale. Hahahahaha...
Sem pensar, coloquei a minha varinha no nariz dele. Ele tripudiou um pouco mais:
Guarda: O que vai fazer? Explodir meus miolos? É impossível, moleque! O Selo de Magia impede que qualquer tentativa sua tenha sucesso!
Charles: Estupefaça!
A cabeça dele não explodiu. Ele não saiu voando. Nem sequer caiu no chão. Mas aconteceu exatamente o que eu esperava. Lembram da fumacinha ridícula? Ela surgiu DENTRO do nariz do guarda e ele a inalou, Ele se engasgou e se afastou um pouco. Excelente. Juntei todas as minhas forças e me joguei encima do guarda, colocando a minha varinha bem perto da garganta dele, pensei nas semanas escondido no quarto de Nergal e bradei:
Charles: Expecto Patronum!
Claro, não veio a luz branca, por causa do Selo de Magia. Mas uma enorme quantidade da fumacinha surgiu e desceu direto pela traquéia dele! Ele caiu no chão, sem ar. Mas eu estava com a perna ferida e sangrando... E os outros guardas pareciam ter arranjado uma forma de sair daquele buraco. Eles vieram em minha direção rapidamente e mais uma vez, pensei que estava tudo perdido.
Resumo da Ópera: Nergal, Alberto e Dan estão definitivamente presos aqui! Eu e Sophie podemos sair, mas sem magia e como o indesejável número 1 da Ilha, eu duvido que eu seja capaz de sobreviver e conseguir um modo de salvá-los!
Charles: Isso começou a acontecer só agora. Temos que investigar.
Nergal: Não podemos investigar cansados como estamos. Precisamos dormir antes de mais nada.
Nergal tentou conjurar algo, mas não conseguiu e xingou depois. Eu apenas disse:
Charles: E nós vamos investigar. Felizmente para vocês...
Eu tirei uma pequena malinha que estava pendurada no meu ombro e deixei com Nergal, continuando.
Charles: ...eu sempre carrego algumas provisões. Isso deve sustentá-los por um dia. Se formos pegos, porém, estaremos todos perdidos.
Dan: Vão. Eu tentarei usar meu machado para abrir mais o buraco.
Eu, finalmente tendo alguma atitude de um herói clássico, resolvi passar primeiro para depois ajudar Sophie a passar. Assim que ela saiu, tentei mais uma vez, do lado de fora da caverna:
Charles: Bombarda!
Agora foi pior. O feitiço nem sequer saiu da minha varinha. Tudo o que saiu foi uma ridícula fumacinha cinzenta. Sophie não conseguiu também. Uma maravilha. Éramos só nós e nossos dons contra a Organização XXI, que com seus números, não precisaria de magia, no fim das contas. Teríamos que nos mover pela ilha com cuidado e descobrir porque a magia tinha sido selada e resolver isso, tudo em um dia!
Sophie: Acalme-se, Charles... Podemos fazer isso...
Mas eu podia notar que ela tinha tanta confiança em nosso sucesso quanto eu. Olhamos em volta e percebemos onde estávamos. Nós simplesmente tínhamos ido parar no meio do Monte Krafust. Palkai devia estar para baixo!
Charles: Como nós subimos?
Sophie: Não importa, não é, irmão?
Charles: Não. O importante é que temos algum senso de direção.
Dan: Acho que a rocha não vai ceder, Charles!
Charles: Vamos!
Arranquei uma folha de árvore que era enorme e a coloquei no chão Eu e Sophie nos sentamos sobre ela e então, impulsionei nossa “prancha”. Descemos o Monte até chegarmos em Palkai. Aquilo foi bem divertido, tenho que admitir. Estávamos tão rápidos, sobre uma folha gigante que ao chegarmos na cidade, não tivemos tempo de nos esconder antes que os cidadãos nos vissem.
Sophie: Que estranho... Para indesejável número 1, você até que está passando despercebido...
Olhei em volta. As pessoas estavam, inesperadamente, em pânico. Me perguntei o que seria a causa de todo aquele pandemônio, mas percebi que eles seguravam varinhas. Cada um deles.
Charles: Não é uma mera casualidade.
Me foquei na experiência que eu tive durante meus anos naquela prisão branca que chamavam de Hospital. Lembrei-me dos vários livros que eu li lá. Em um deles, era contada uma experiência em que a magia fora bloqueada em uma área... Chamaram o culpado de “Selo”.
Charles: É um Selo. Está bloqueando toda a magia na Ilha. Acho que o deixarão assim até que nos matem...
Sophie: ...ou até o desativarmos.
Charles: Sei que seu dom de percepção é melhor que o meu, assim como meu dom de controle é melhor do que o seu. Sophie, preciso que você tente detectar a fonte de todo esse bloqueio...
Sophie: Preciso me concentrar, Charles.
Charles: Tudo bem...
Ela se sentou e focou-se no bloqueio... O que ele era e de onde ele vinha, em que forma... Mas é claro, naquele instante, uma dúzia de soldados virou uma esquina e nos viu.
Que ótimo timing deles, eu pensei.
O grupo inteiro veio nos atacar quase como uma falange romana. Não me controlei e sorri: perfeito. Eu me concentrei e tive um timing quase perfeito: quando fiz o chão afundar, onze deles ficaram presos no buraco. Apenas o que eu acreditava ser o líder daquele grupo escapou, gritou alguma coisa que eu entendi como “Vou te fechar!” e veio com uma enorme lança para cima de mim.
Charles: Uma batalha? Bem, por que não?
Ele jogou a lança e eu me desviei. Correção: quase me desviei. Saí do caminho um segundo mais tarde do que eu precisava e a lança cortou meu braço. Eu pelo menos, sorri e pensei: pelo menos agora ele está sem a lança... Mas o que era aquilo: uma corrente presa naquela arma fez com que ela voltasse para a mão dele!
Charles: Em que século que vocês estão? Não vi uma arma de fogo desde que eu cheguei nessa Ilha!
O guarda debochou de mim. Eles nem sequer precisavam de armas de fogo para derrotar um jovem fraco que pensava ser mais... Ele jogou a lança de novo e eu percebi que não era o alvo dele. Mal tive tempo de tirar Sophie da trajetória quando senti aquela coisa acertando minha perna esquerda. Ele puxou a arma de volta e caí com a dor que ela causou ao sair da minha perna.
Guarda; Não acredito que um garotinho tão idiota é o indesejável número 1 de Palkai!
Aí o cara cometeu um erro, o primeiro erro naquele dia. Ele resolveu tripudiar a vitória. Ele chegou bem perto de mim e disse, olhando nos meus olhos:
Guarda: Matá-lo aqui seria bondade demais... Vou levá-lo para Gale. Hahahahaha...
Sem pensar, coloquei a minha varinha no nariz dele. Ele tripudiou um pouco mais:
Guarda: O que vai fazer? Explodir meus miolos? É impossível, moleque! O Selo de Magia impede que qualquer tentativa sua tenha sucesso!
Charles: Estupefaça!
A cabeça dele não explodiu. Ele não saiu voando. Nem sequer caiu no chão. Mas aconteceu exatamente o que eu esperava. Lembram da fumacinha ridícula? Ela surgiu DENTRO do nariz do guarda e ele a inalou, Ele se engasgou e se afastou um pouco. Excelente. Juntei todas as minhas forças e me joguei encima do guarda, colocando a minha varinha bem perto da garganta dele, pensei nas semanas escondido no quarto de Nergal e bradei:
Charles: Expecto Patronum!
Claro, não veio a luz branca, por causa do Selo de Magia. Mas uma enorme quantidade da fumacinha surgiu e desceu direto pela traquéia dele! Ele caiu no chão, sem ar. Mas eu estava com a perna ferida e sangrando... E os outros guardas pareciam ter arranjado uma forma de sair daquele buraco. Eles vieram em minha direção rapidamente e mais uma vez, pensei que estava tudo perdido.
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Re: Organizção XXI
Capítulo 10 – Fumacinha
Ah, agora tudo ferrou. Estou praticamente sem condições para lutar, minha irmã ainda está abstraída para achar a fonte do Selo e as outras três pessoas que poderiam me ajudar continuam presas em uma caverna! E claro, os soldados continuam vindo!
Eu olhei para cima e percebi que eles estavam parados, nos olhando. Provavelmente decidindo quem eles atacariam primeiro, os abutres. Um deles apontou a lança para minha irmã e disse:
Soldado: Essa mocinha é bonitinha, na verdade. Acho que vou ficar com ela como troféu de guerra. Imagina o que eu faria lá em casa com ela...
Os outros riram por um instante, mas pararam ao me ver. Eu não sei como até agora, mas só sei que senti uma fúria extrema. Rapidamente rasguei minha capa e coloquei sobre minha ferida, me levantando em um pulo logo em seguida. Dois deles vieram para cima de mim, um por cada lado, mas eu automaticamente coloquei minhas mãos em contato com as deles. O fluxo de energia veio até mim, e eu o usei para acelerar a cura natural da minha perna. Depois que os dois caíram, os outros soldados hesitaram por um instante. Faltavam Nove. Eu sorri e disse:
Charles: Querem dançar, garotos?
Três correram no ato, mas não correram tanto assim. Afundei os pés deles na terra, o que fez com que batessem de cara no chão. Sobraram Seis. Quatro me cercaram, pensando que eu não poderia combater todos ao mesmo tempo. Sem pensar, fiz uma jogada de eu nunca conseguiria fazer em condições normais. Peguei a lança com corrente do guarda que escapara do meu buraco e a usei para espancar dois deles quase que ao mesmo tempo. Depois disso, usei minha bengala para golpear um deles que ainda estava de pé no estômago. O último estranhamente tinha deixado sua lança cair, mas ainda achava que poderia me estrangular. Ele chegou bem perto do meu pescoço, mas assim que seus olhos estavam no meu alcance, peguei minha varinha, apontei para o meio dos olhos dele e disse:
Charles: Wingardium Leviosa!
A fumacinha veio de novo. Ele caiu no chão, cego. Dei um simples golpe na nuca dele, no ponto certo. Agora eram só dois. Um deles, na verdade, já estava vindo sorrateiramente por trás. Teria conseguido me atacar se não tivesse pisado em cima de uma das inúmeras lanças espalhadas no chão. Apenas me virei e dei uma senhora bengalada em suas “jóias da família”. O último que sobrou foi o imbecil do comentário, claro.
Soldado: Ei, eu... eu estava brincando, sabe.
Sophie: A brincadeira acabou, queridinho.
Sophie tinha se levantado. Ela apenas deu um sorriso angelical para em seguida chutar o idiota, bem no queixo. Fiquei impressionado com o alcance do pé dela. Depois disso, ela sorriu para mim e disse:
Sophie: Vejo que aprendeu os usos da transferência de energia.
Charles: Bem, eu não poderia depender de você para sempre, não é? Afinal, por que demorou tanto?
Sophie: Porque não aparenta ser só uma central. Senti quatro delas...
Quatro? É, acho que quando voltarmos para aquela caverna, ela vai ter o desagradável cheiro de apodrecimento...
Sophie: ...mas na verdade é só uma que cria o Selo em si. As outras três o amplificam. E a Central fica... na Torre mais alta do Palácio.
Nosso objetivo, na torre mais alta de um Castelo que era mortal para nós. Que clichê. Agora precisávamos de um plano, e tínhamos no máximo um prazo de três ou dois dias, sem contar que não dormíamos por pelo menos umas trinta horas...
Charles: Vamos sair daqui antes que algum deles acorde... especialmente – apontei para os dois últimos a serem nocauteados – aqueles ali.
Sophie: Temos que correr, na verdade!
Charles: Por quê?
Sophie: Eles estão se preparando... para jogar uma onda de Refluxo!
Eu li uma vez sobre o Refluxo. Definitivamente, uma experiência que qualquer pessoa com alguma possibilidade de sentir dor recusaria ter.
Charles: Quanto tempo até ela?
Sophie: Acho que meia hora!
Charles: Meia hora. Refluxo, lá vou eu.
Sophie ignorou o comentário e começou a correr. Eu fui atrás dela o mais rápido que podia, mancando e tropeçando enquanto sentia os tecidos se recuperarem... Passamos por várias ruas diferentes, mas elas estavam vazias. O Povo fora alertado sobre o Refluxo e correra para se proteger. Só sobraram dois inimigos públicos que tentavam impedir aquilo. Ah, não sei se senti alívio, dor ou tristeza ao ver que tínhamos chegado às enormes escadarias do Palácio. Decidi-me pela dor, porque elas eram tão íngremes e longas que eu precisei me apoiar em Sophie e na minha bengala. O que não ajuda ninguém quando o tempo é seu inimigo. Por mais estranho que isso parecesse, o Palácio também estava vazio. Passamos pela Sala do Trono enquanto subíamos, mas não havia ninguém lá.
Charles: Sophie... Quanto tempo temos?
Sophie: Menos de dez minutos...
Charles: Essas escadarias... estão me matando...
Nota mental: conseguir uma cadeira de rodas mágica depois de tudo isso.
Subimos as escadas, com muito mais rapidez do que eu pensava que podia aguentar. Devemos ter passado uns quatrocentos degraus, só naquela subida. Eu quase sorri quando chegamos no topo. Mas claro, não imaginava que iria encontrar Gale, Anna e uma enorme russa com uma armadura de bárbara nos esperando junto com o Selo.
Gale: Esta é Alexis, a VERDADEIRA General da Terra. Alexis, seus próximos cadáveres! Wahahaha!
Alexis: Há há há! Acho que vou me divertir com vocês.
Ela pegou um de nós com cada mão. Dei um soco no peito dela, mas foi como tentar socar um muro de concreto. Mas muros de concreto desabam. É só usar o golpe certo. Ela nos levava para o fim da Torre. Ia nos lançar, claro. Que fim dramático. Tínhamos poucos segundos para pensar em um plano...
Anna: Onde Nergal está? Cagando nas calças de medo, é? Não consegue fazer nada, não é, aquele cabeça de vento!
Cabeça de vento! Olhei para Sophie e ela olhou para mim. Pensamos a mesma coisa ao mesmo tempo. Sicronizadamente, pegamos nossas varinhas, colocamos no nariz da russa e bradamos:
Charles e Sophie: ESTUPEFAÇA!
A fumaça agiu perfeitamente de novo, fazendo a mulher cair, sem ar. Ela nos soltou e ficou caída, tentando recuperar o fôlego. Anna avançou para cima de mim com seus cantis prontos para o ataque, mas Sophie pulou e montou encima dela, as duas em uma batalha confusa. Apenas parei de olhar ao ouvir uma voz atrás de mim:
Gale: Eu sempre soube que seríamos nós dois, Charles. Estava ansioso para acabar com a sua raça, moleque.
Ele não lançou uma bola de fogo, como eu esperava. Pior. Ele nos cercou com fogo, não deixando nem sequer uma escapatória. E a pior parte de tudo é que eu tinha deixado meus cantis para Nergal, Alberto e Dan beberem.
Gale: Não parece tão forte sem seus aliados, não é?
Eu estremeci. Ele podia estar errado, mas por que não fazê-lo pensar que estava certo?
Charles: Gale...
Gale: Finalmente, moleque! Eu vou conseguir me livrar de você... Quatro vezes eu tentei... E cinco é meu número de sorte!
Quatro? Ué, pelas minhas contas eram só três... Que confuso! Ele apontou a varinha para mim e gritou:
Gale: Avada Kedavra!
Muita fumacinha, eu devo dizer. Mas nada de raio mortal oh-meu-deus-estou-ferrado ou coisa do tipo:
Charles: Dert, o Selo. Parece que o General Dragão não é muito brilhante, é?
Ele não pareceu se irritar. Estranho. Pelo contrário, ele deu um sorriso, como se fosse me mostrar algo que eu não esperava. Ele avançou para cima de mim quase que voando, e mal tive tempo de me esquivar... Mas como se nada tivesse acontecido, ele me agarrou pela capa e começamos a subir... Ele ia me tacar lá de cima para me nocautear ou até me matar com o impacto. Clássico. Bem, vamos sair do clássico, não?
Charles: Poxa vida, que clichê.
Gale: Você é um heroizinho imbecil que se meteu com mais do que pode lidar. Isso é ainda mais clichê, por isso esse fim é perfeito para você!
Charles: É meeesmo? Em meio minuto, você estará no chão.
Gale: Com seu cadáver!
Fiz a coisa mais irracional para tentar me salvar: chutei ele. Ele me soltou e eu usei minha capa como um pára-quedas improvisado. Mas ele riu, uma risada maligna, que penetrou nos meus ossos e jogou uma corda de fogo. Ela cortou minha capa e lá ia eu, caindo numa velocidade que me feriria gravemente. Aí ele só finalizaria o serviço.
Sophie: Charles!
Só ouvi Sophie gritar e sento que ela me passava um bando de imagens. O orbe era a fonte do Selo. Mas não vi mais nada, porque abri os olhos e percebi que Anna tinha derrubado minha irmã e estava pronta para atacá-la. Ela tirou a água do cantil e a moldou como uma lâmina, mas me concentrei e fiz com que a água ficasse disforme e caísse. Ela me olhou com ódio e percebeu que teria de me matar primeiro. Ótimo, um psicopata descendo na minha direção e outra que me esperava lá embaixo. Ah, não, desculpe. A russa se levantara e segurava Sophie. Percebi que Sophie acordara de novo, me olhou fundo nos olhos e eu sabia exatamente o que fazer
Anna: Não tente nenhuma gracinha, Charles! Ou ela vai pagar!
Tá bom! Como se nós dois não fôssemos nos ferrar, no fim das contas. Eu estava quase no chão agora. Me direcionei ao orbe e alguns segundos antes de virar geléia de Charles, o toquei. Ao tocá-lo, percebi que escolhera justamente o momento que o Refluxo se ativaria para fazê-lo. As coisas só ficavam cada vez piores...
Ah, agora tudo ferrou. Estou praticamente sem condições para lutar, minha irmã ainda está abstraída para achar a fonte do Selo e as outras três pessoas que poderiam me ajudar continuam presas em uma caverna! E claro, os soldados continuam vindo!
Eu olhei para cima e percebi que eles estavam parados, nos olhando. Provavelmente decidindo quem eles atacariam primeiro, os abutres. Um deles apontou a lança para minha irmã e disse:
Soldado: Essa mocinha é bonitinha, na verdade. Acho que vou ficar com ela como troféu de guerra. Imagina o que eu faria lá em casa com ela...
Os outros riram por um instante, mas pararam ao me ver. Eu não sei como até agora, mas só sei que senti uma fúria extrema. Rapidamente rasguei minha capa e coloquei sobre minha ferida, me levantando em um pulo logo em seguida. Dois deles vieram para cima de mim, um por cada lado, mas eu automaticamente coloquei minhas mãos em contato com as deles. O fluxo de energia veio até mim, e eu o usei para acelerar a cura natural da minha perna. Depois que os dois caíram, os outros soldados hesitaram por um instante. Faltavam Nove. Eu sorri e disse:
Charles: Querem dançar, garotos?
Três correram no ato, mas não correram tanto assim. Afundei os pés deles na terra, o que fez com que batessem de cara no chão. Sobraram Seis. Quatro me cercaram, pensando que eu não poderia combater todos ao mesmo tempo. Sem pensar, fiz uma jogada de eu nunca conseguiria fazer em condições normais. Peguei a lança com corrente do guarda que escapara do meu buraco e a usei para espancar dois deles quase que ao mesmo tempo. Depois disso, usei minha bengala para golpear um deles que ainda estava de pé no estômago. O último estranhamente tinha deixado sua lança cair, mas ainda achava que poderia me estrangular. Ele chegou bem perto do meu pescoço, mas assim que seus olhos estavam no meu alcance, peguei minha varinha, apontei para o meio dos olhos dele e disse:
Charles: Wingardium Leviosa!
A fumacinha veio de novo. Ele caiu no chão, cego. Dei um simples golpe na nuca dele, no ponto certo. Agora eram só dois. Um deles, na verdade, já estava vindo sorrateiramente por trás. Teria conseguido me atacar se não tivesse pisado em cima de uma das inúmeras lanças espalhadas no chão. Apenas me virei e dei uma senhora bengalada em suas “jóias da família”. O último que sobrou foi o imbecil do comentário, claro.
Soldado: Ei, eu... eu estava brincando, sabe.
Sophie: A brincadeira acabou, queridinho.
Sophie tinha se levantado. Ela apenas deu um sorriso angelical para em seguida chutar o idiota, bem no queixo. Fiquei impressionado com o alcance do pé dela. Depois disso, ela sorriu para mim e disse:
Sophie: Vejo que aprendeu os usos da transferência de energia.
Charles: Bem, eu não poderia depender de você para sempre, não é? Afinal, por que demorou tanto?
Sophie: Porque não aparenta ser só uma central. Senti quatro delas...
Quatro? É, acho que quando voltarmos para aquela caverna, ela vai ter o desagradável cheiro de apodrecimento...
Sophie: ...mas na verdade é só uma que cria o Selo em si. As outras três o amplificam. E a Central fica... na Torre mais alta do Palácio.
Nosso objetivo, na torre mais alta de um Castelo que era mortal para nós. Que clichê. Agora precisávamos de um plano, e tínhamos no máximo um prazo de três ou dois dias, sem contar que não dormíamos por pelo menos umas trinta horas...
Charles: Vamos sair daqui antes que algum deles acorde... especialmente – apontei para os dois últimos a serem nocauteados – aqueles ali.
Sophie: Temos que correr, na verdade!
Charles: Por quê?
Sophie: Eles estão se preparando... para jogar uma onda de Refluxo!
Eu li uma vez sobre o Refluxo. Definitivamente, uma experiência que qualquer pessoa com alguma possibilidade de sentir dor recusaria ter.
Charles: Quanto tempo até ela?
Sophie: Acho que meia hora!
Charles: Meia hora. Refluxo, lá vou eu.
Sophie ignorou o comentário e começou a correr. Eu fui atrás dela o mais rápido que podia, mancando e tropeçando enquanto sentia os tecidos se recuperarem... Passamos por várias ruas diferentes, mas elas estavam vazias. O Povo fora alertado sobre o Refluxo e correra para se proteger. Só sobraram dois inimigos públicos que tentavam impedir aquilo. Ah, não sei se senti alívio, dor ou tristeza ao ver que tínhamos chegado às enormes escadarias do Palácio. Decidi-me pela dor, porque elas eram tão íngremes e longas que eu precisei me apoiar em Sophie e na minha bengala. O que não ajuda ninguém quando o tempo é seu inimigo. Por mais estranho que isso parecesse, o Palácio também estava vazio. Passamos pela Sala do Trono enquanto subíamos, mas não havia ninguém lá.
Charles: Sophie... Quanto tempo temos?
Sophie: Menos de dez minutos...
Charles: Essas escadarias... estão me matando...
Nota mental: conseguir uma cadeira de rodas mágica depois de tudo isso.
Subimos as escadas, com muito mais rapidez do que eu pensava que podia aguentar. Devemos ter passado uns quatrocentos degraus, só naquela subida. Eu quase sorri quando chegamos no topo. Mas claro, não imaginava que iria encontrar Gale, Anna e uma enorme russa com uma armadura de bárbara nos esperando junto com o Selo.
Gale: Esta é Alexis, a VERDADEIRA General da Terra. Alexis, seus próximos cadáveres! Wahahaha!
Alexis: Há há há! Acho que vou me divertir com vocês.
Ela pegou um de nós com cada mão. Dei um soco no peito dela, mas foi como tentar socar um muro de concreto. Mas muros de concreto desabam. É só usar o golpe certo. Ela nos levava para o fim da Torre. Ia nos lançar, claro. Que fim dramático. Tínhamos poucos segundos para pensar em um plano...
Anna: Onde Nergal está? Cagando nas calças de medo, é? Não consegue fazer nada, não é, aquele cabeça de vento!
Cabeça de vento! Olhei para Sophie e ela olhou para mim. Pensamos a mesma coisa ao mesmo tempo. Sicronizadamente, pegamos nossas varinhas, colocamos no nariz da russa e bradamos:
Charles e Sophie: ESTUPEFAÇA!
A fumaça agiu perfeitamente de novo, fazendo a mulher cair, sem ar. Ela nos soltou e ficou caída, tentando recuperar o fôlego. Anna avançou para cima de mim com seus cantis prontos para o ataque, mas Sophie pulou e montou encima dela, as duas em uma batalha confusa. Apenas parei de olhar ao ouvir uma voz atrás de mim:
Gale: Eu sempre soube que seríamos nós dois, Charles. Estava ansioso para acabar com a sua raça, moleque.
Ele não lançou uma bola de fogo, como eu esperava. Pior. Ele nos cercou com fogo, não deixando nem sequer uma escapatória. E a pior parte de tudo é que eu tinha deixado meus cantis para Nergal, Alberto e Dan beberem.
Gale: Não parece tão forte sem seus aliados, não é?
Eu estremeci. Ele podia estar errado, mas por que não fazê-lo pensar que estava certo?
Charles: Gale...
Gale: Finalmente, moleque! Eu vou conseguir me livrar de você... Quatro vezes eu tentei... E cinco é meu número de sorte!
Quatro? Ué, pelas minhas contas eram só três... Que confuso! Ele apontou a varinha para mim e gritou:
Gale: Avada Kedavra!
Muita fumacinha, eu devo dizer. Mas nada de raio mortal oh-meu-deus-estou-ferrado ou coisa do tipo:
Charles: Dert, o Selo. Parece que o General Dragão não é muito brilhante, é?
Ele não pareceu se irritar. Estranho. Pelo contrário, ele deu um sorriso, como se fosse me mostrar algo que eu não esperava. Ele avançou para cima de mim quase que voando, e mal tive tempo de me esquivar... Mas como se nada tivesse acontecido, ele me agarrou pela capa e começamos a subir... Ele ia me tacar lá de cima para me nocautear ou até me matar com o impacto. Clássico. Bem, vamos sair do clássico, não?
Charles: Poxa vida, que clichê.
Gale: Você é um heroizinho imbecil que se meteu com mais do que pode lidar. Isso é ainda mais clichê, por isso esse fim é perfeito para você!
Charles: É meeesmo? Em meio minuto, você estará no chão.
Gale: Com seu cadáver!
Fiz a coisa mais irracional para tentar me salvar: chutei ele. Ele me soltou e eu usei minha capa como um pára-quedas improvisado. Mas ele riu, uma risada maligna, que penetrou nos meus ossos e jogou uma corda de fogo. Ela cortou minha capa e lá ia eu, caindo numa velocidade que me feriria gravemente. Aí ele só finalizaria o serviço.
Sophie: Charles!
Só ouvi Sophie gritar e sento que ela me passava um bando de imagens. O orbe era a fonte do Selo. Mas não vi mais nada, porque abri os olhos e percebi que Anna tinha derrubado minha irmã e estava pronta para atacá-la. Ela tirou a água do cantil e a moldou como uma lâmina, mas me concentrei e fiz com que a água ficasse disforme e caísse. Ela me olhou com ódio e percebeu que teria de me matar primeiro. Ótimo, um psicopata descendo na minha direção e outra que me esperava lá embaixo. Ah, não, desculpe. A russa se levantara e segurava Sophie. Percebi que Sophie acordara de novo, me olhou fundo nos olhos e eu sabia exatamente o que fazer
Anna: Não tente nenhuma gracinha, Charles! Ou ela vai pagar!
Tá bom! Como se nós dois não fôssemos nos ferrar, no fim das contas. Eu estava quase no chão agora. Me direcionei ao orbe e alguns segundos antes de virar geléia de Charles, o toquei. Ao tocá-lo, percebi que escolhera justamente o momento que o Refluxo se ativaria para fazê-lo. As coisas só ficavam cada vez piores...
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- Joined: 14/07/09, 22:03
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- Casa: Corvinal
- Blog: http://leonelementar.blogspot.com/
- Micro Blog: http://twitter.com/LeonElvenment
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- Contact:
Re: Organizção XXI
Capítulo 11: Contato
Bem, tudo está perdido. Sophie está capturada e eu vou ser atingido pelo Refluxo bem encima da fonte dele, o Selo! As coisas definitivamente vão de mal a pior!
Eu não via nada. Não ouvia nada. Tudo o que acontecia era que eu sentia o Refluxo agindo dentro de mim. Para ter uma idéia de como o Refluxo age, pense em areia. Areia dura, afiada e bem quente. Pensou? Ótimo. Agora pense em como seria se essa areia dura, afiada e bem quente estivesse fluindo pelas suas veias e artérias, junto com os glóbulos e os nutrientes, lentamente se espalhando pelo seu corpo... O Refluxo é pior do que essa imagem porque ele não só te dá toda essa dor como também mexe com você em outros níveis. Ele desregula suas energias de modos estranhos... De repente senti um pouco de alívio; Sophie usava nossa conexão para tirar um pouco da dor de mim e passar para ela. Pensei em algo e passei as imagens para ela. Ela entendeu, apesar de tudo. Pude perceber que ela tocava Alexis, porque a russa começou a tremer... Ora, ora... Por baixo daquele físico ela era bem fraca... Sophie se soltou e a russa caiu no chão. É claro que não teríamos tanto problema, porque éramos um e dois ao mesmo tempo. Dei forças para que Sophie pulasse sobre Anna. A mulher tentou escapar, mas Sophie já a segurava com todas as forças que tinha. Ela também caiu. Aí o Refluxo acabou, mas o Selo ainda continuava em vigor. Abri os olhos. Estava com os pés no chão. Creio que o Orbe era tão poderoso que ele perou a minha queda.
Gale: Você está morto, Charles!
Ah, que pena... Mexi com os seus interesses, é? Bem, não será a última vez, queridinho!
Charles: Ah, não sabe perder, é? Devia aprender, idiota. É o que mais te acontecerá daqui pra frente.
Ele me lançou uma enorme labareda de fogo, mas eu desviei, o que o deixou furioso. Sorri e pensei em uma idéia totalmente cruel, mas que daria certo. Ele jogou várias labaredas em mim. Peguei o Orbe e o tirei de seu pedestal, colocando ele na frente das bolas de fogo. Ele as absorveu, apesar de eu ter ouvido um grito agudo cada vez que ele pegava uma bola.
Charles: Vai se esconder atrás dessas chaminhas, garoto-quente?
Ele veio voando em minha direção. Ah, como é um imbecil esquentado. Joguei o Orbe nele quando ele estava bem encima de mim. Claro, acertei em cheio. O Orbe se quebrou e alguma coisa parecia ter saído lá de dentro, mas não esperei para ver. Sophie puxou minha mão e começamos a correr pra fora dali antes que mais pessoas percebessem que o Selo tinha se quebrado e corressem atrás de nós.
Charles: Uh, por que não aparatamos mesmo?
Nós dois freamos no meio do caminho e aparatamos de volta para a caverna. Nergal, Dan e Alberto tinham conseguido abri-la, mas nos esperavam lá.
Nergal: E então?
Charles: Você não acreditaria se eu te contasse.
Dan: Ah, o que aconteceu?
Contamos tudo, desde a saída da caverna até nossa fuga apressada. Nergal pareceu se preocupar ao ouvir a história...
Nergal: Acharam a General da Terra, então.
Sophie: Sim. Ela é bem forte, mas sabemos como derrotá-la, na verdade.
Dan: O que me preocupa é que a cada batalha, só saímos com vida por causa de sorte e algum elemento surpreendente... não podemos continuar assim!
Charles: Sei disso mais do que ninguém. Mas por mais que pareça um desvio inútil, creio que temos de ir a Macchu Picchu. Podemos saber o significado daqueles símbolos se formos lá!
Estava irritado. Até aquele instante, eu tinha dado a dica de Macchu Picchu várias vezes, mas ninguém tinha me escutado! Senti que alguém me cutucava, mas todos estavam em volta de mim. Ignorei o cutucão.
Alberto: O melhor a fazer é...
Não terminei de ouvir a frase, porque fui puxado para trás rapidamente. Olhei para o lado e percebi que Nergal também estava sendo puxado. O que era, uma armadilha dos Generais? Não, eles não se meteriam conosco de novo tão cedo... Paramos por menos de um segundo e tudo começou a girar e rodar e as cores das coisas se misturavam... Eu fiquei tonto e desisti de tudo, me entregando ao cansaço... Dormi...
?: Ei... Acorde...
Charles: Hã?
?: Você dormiu por mais de doze horas, garoto!
Concentrei-me e percebi que Sophie estava bem, apesar de que ela estava no meio de Palkai... Como aquilo era possível? Meu sentido devia estar com defeito! Desisti de tentar entender e perguntei:
Charles: Onde está Nergal?
?: Fillen! Já acordou o outro?
Fillen: Sim, estamos indo!
?: Esperem um pouco! O garoto precisa se trocar!
O homem que estava comigo saiu do aposento. Eu percebi que ele tinha cabelos prateados, o que era muito estranho, apesar dele parecer pouco mais velho do que Nergal. Me trocar? Nesse momento, olhei por debaixo dos lençóis e percebi que estava completamente nu. Do meu lado, o homem deixou um terno marrom, com um colete bege e uma gravata vermelha, além da minha varinha e da minha bengala. Coloquei as roupas e em seguida saí daquele quarto, indo parar em uma sala onde Nergal e os dois estranhos nos esperavam. Eu me sentei e o homem de cabelos prateados começou a falar:
L: Me chamem de L, senhores. Este é o meu amigo, Fillen.
O homem ao lado tinha cabelos pretos arrepiados e olhos castanhos. Ele usava uma armadura verde e definitivamente, não era uma pessoa que você iria querer enfrentar em uma batalha. Firion acenou para nós antes de falar:
Fillen: Estivemos procurando por vocês em toda parte. Finalmente conseguimos fazer contato.
Nergal: O que vocês querem com a gente, Firion?
L: Simples. Um garoto que eu prezo está em sérios problemas. E creio eu que vocês dois são os únicos que podem salvá-lo.
Charles: Por que nós? Nós já estamos cheios de problemas com a...
Fillen: ...Organização XXI? Sabemos. E vamos ajudar...
L: ...Sabia que Macchu Picchu foi fechada? Por causa de toda a teorização com 2012, eles tiveram que fechar temporariamente o lugar. Até 2013, na verdade. Mas... tenho uma chave de portal que poderá te levar direto para lá.
Charles: E o que vocês querem é uma troca de favores?
L: Não. É só que... o garoto que eu quero que me ajudem a salvar... vocês terão interesse em salvá-lo também quando souberem quem é.
Nergal: Chega de enrolação! Quem, afinal, é o moleque que precisa de ajuda?
Fillen: O nome dele é Lugh... Lugh Ereshkigal.
Bem, tudo está perdido. Sophie está capturada e eu vou ser atingido pelo Refluxo bem encima da fonte dele, o Selo! As coisas definitivamente vão de mal a pior!
Eu não via nada. Não ouvia nada. Tudo o que acontecia era que eu sentia o Refluxo agindo dentro de mim. Para ter uma idéia de como o Refluxo age, pense em areia. Areia dura, afiada e bem quente. Pensou? Ótimo. Agora pense em como seria se essa areia dura, afiada e bem quente estivesse fluindo pelas suas veias e artérias, junto com os glóbulos e os nutrientes, lentamente se espalhando pelo seu corpo... O Refluxo é pior do que essa imagem porque ele não só te dá toda essa dor como também mexe com você em outros níveis. Ele desregula suas energias de modos estranhos... De repente senti um pouco de alívio; Sophie usava nossa conexão para tirar um pouco da dor de mim e passar para ela. Pensei em algo e passei as imagens para ela. Ela entendeu, apesar de tudo. Pude perceber que ela tocava Alexis, porque a russa começou a tremer... Ora, ora... Por baixo daquele físico ela era bem fraca... Sophie se soltou e a russa caiu no chão. É claro que não teríamos tanto problema, porque éramos um e dois ao mesmo tempo. Dei forças para que Sophie pulasse sobre Anna. A mulher tentou escapar, mas Sophie já a segurava com todas as forças que tinha. Ela também caiu. Aí o Refluxo acabou, mas o Selo ainda continuava em vigor. Abri os olhos. Estava com os pés no chão. Creio que o Orbe era tão poderoso que ele perou a minha queda.
Gale: Você está morto, Charles!
Ah, que pena... Mexi com os seus interesses, é? Bem, não será a última vez, queridinho!
Charles: Ah, não sabe perder, é? Devia aprender, idiota. É o que mais te acontecerá daqui pra frente.
Ele me lançou uma enorme labareda de fogo, mas eu desviei, o que o deixou furioso. Sorri e pensei em uma idéia totalmente cruel, mas que daria certo. Ele jogou várias labaredas em mim. Peguei o Orbe e o tirei de seu pedestal, colocando ele na frente das bolas de fogo. Ele as absorveu, apesar de eu ter ouvido um grito agudo cada vez que ele pegava uma bola.
Charles: Vai se esconder atrás dessas chaminhas, garoto-quente?
Ele veio voando em minha direção. Ah, como é um imbecil esquentado. Joguei o Orbe nele quando ele estava bem encima de mim. Claro, acertei em cheio. O Orbe se quebrou e alguma coisa parecia ter saído lá de dentro, mas não esperei para ver. Sophie puxou minha mão e começamos a correr pra fora dali antes que mais pessoas percebessem que o Selo tinha se quebrado e corressem atrás de nós.
Charles: Uh, por que não aparatamos mesmo?
Nós dois freamos no meio do caminho e aparatamos de volta para a caverna. Nergal, Dan e Alberto tinham conseguido abri-la, mas nos esperavam lá.
Nergal: E então?
Charles: Você não acreditaria se eu te contasse.
Dan: Ah, o que aconteceu?
Contamos tudo, desde a saída da caverna até nossa fuga apressada. Nergal pareceu se preocupar ao ouvir a história...
Nergal: Acharam a General da Terra, então.
Sophie: Sim. Ela é bem forte, mas sabemos como derrotá-la, na verdade.
Dan: O que me preocupa é que a cada batalha, só saímos com vida por causa de sorte e algum elemento surpreendente... não podemos continuar assim!
Charles: Sei disso mais do que ninguém. Mas por mais que pareça um desvio inútil, creio que temos de ir a Macchu Picchu. Podemos saber o significado daqueles símbolos se formos lá!
Estava irritado. Até aquele instante, eu tinha dado a dica de Macchu Picchu várias vezes, mas ninguém tinha me escutado! Senti que alguém me cutucava, mas todos estavam em volta de mim. Ignorei o cutucão.
Alberto: O melhor a fazer é...
Não terminei de ouvir a frase, porque fui puxado para trás rapidamente. Olhei para o lado e percebi que Nergal também estava sendo puxado. O que era, uma armadilha dos Generais? Não, eles não se meteriam conosco de novo tão cedo... Paramos por menos de um segundo e tudo começou a girar e rodar e as cores das coisas se misturavam... Eu fiquei tonto e desisti de tudo, me entregando ao cansaço... Dormi...
?: Ei... Acorde...
Charles: Hã?
?: Você dormiu por mais de doze horas, garoto!
Concentrei-me e percebi que Sophie estava bem, apesar de que ela estava no meio de Palkai... Como aquilo era possível? Meu sentido devia estar com defeito! Desisti de tentar entender e perguntei:
Charles: Onde está Nergal?
?: Fillen! Já acordou o outro?
Fillen: Sim, estamos indo!
?: Esperem um pouco! O garoto precisa se trocar!
O homem que estava comigo saiu do aposento. Eu percebi que ele tinha cabelos prateados, o que era muito estranho, apesar dele parecer pouco mais velho do que Nergal. Me trocar? Nesse momento, olhei por debaixo dos lençóis e percebi que estava completamente nu. Do meu lado, o homem deixou um terno marrom, com um colete bege e uma gravata vermelha, além da minha varinha e da minha bengala. Coloquei as roupas e em seguida saí daquele quarto, indo parar em uma sala onde Nergal e os dois estranhos nos esperavam. Eu me sentei e o homem de cabelos prateados começou a falar:
L: Me chamem de L, senhores. Este é o meu amigo, Fillen.
O homem ao lado tinha cabelos pretos arrepiados e olhos castanhos. Ele usava uma armadura verde e definitivamente, não era uma pessoa que você iria querer enfrentar em uma batalha. Firion acenou para nós antes de falar:
Fillen: Estivemos procurando por vocês em toda parte. Finalmente conseguimos fazer contato.
Nergal: O que vocês querem com a gente, Firion?
L: Simples. Um garoto que eu prezo está em sérios problemas. E creio eu que vocês dois são os únicos que podem salvá-lo.
Charles: Por que nós? Nós já estamos cheios de problemas com a...
Fillen: ...Organização XXI? Sabemos. E vamos ajudar...
L: ...Sabia que Macchu Picchu foi fechada? Por causa de toda a teorização com 2012, eles tiveram que fechar temporariamente o lugar. Até 2013, na verdade. Mas... tenho uma chave de portal que poderá te levar direto para lá.
Charles: E o que vocês querem é uma troca de favores?
L: Não. É só que... o garoto que eu quero que me ajudem a salvar... vocês terão interesse em salvá-lo também quando souberem quem é.
Nergal: Chega de enrolação! Quem, afinal, é o moleque que precisa de ajuda?
Fillen: O nome dele é Lugh... Lugh Ereshkigal.
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Re: Organizção XXI
Capítulo 12: Rejeição
Um dos parentes de Nergal está com problemas. O misterioso L diz que nós precisamos ajudá-lo, mas... eu ainda não entendo por que somos nós que devemos fazê-lo. O quê, só porque ele e Nergal são relacionados?
Fillen: Lugh Ereshkigal... Um bom garoto, mas... problemas familiares o levaram a querer poder. Muito poder... e um ser imaterial... o usou e tomou posse do corpo dele.
Charles: Mas se chegou até esse ponto, não há nada que possamos fazer!
Nergal: Os Ereshkigal não vão bem, huh? E qual é, exatamente, o problema?
Fillen: Olha, de acordo com ele...
L: Fillen, não queremos estragar a surpresa, não é? E então, topam?
Charles: Prove que a chave de portal é verdadeira.
L: Precavido, eh? Isso é bom, garoto, muito bom!
Ele mostrou a chave de portal. Eu e ele tocamos nela e a sensação de que as cores se misturam e tudo gira (eu me acostumei com isso) veio de novo. Quando paramos, olhei em volta e tive certeza: era Macchu Picchu.
Charles: Excelente. Agora vamos voltar.
L: Não quer dar mais uma olhada?
Charles: Não, eu sei que é aqui. E Sophie nunca me perdoaria se soubesse que eu vim para Macchu Picchu sem ela!
L: Tudo bem, então. Essa chave de portal será sua quando terminarmos.
Voltamos para a misteriosa residência de L. Fillen e Nergal nos esperavam, calmos. Acenei para Nergal afirmativamente, e ele acenou de volta. Fillen prosseguiu:
Fillen: Devemos levá-los para o lugar onde mantemos o garoto?
Nergal: Vocês prenderam o garoto?
L: Mas é claro. “Lugh” é ainda mais evasivo do que vocês. Ele sabia de nós e fugiu por um bom tempo. Sorte a nossa que seres de carne sentem sono.
Charles: Vamos logo, L. Sophie deve estar preocupada.
Concentrei-me e percebi que Sophie estava fazendo os outros procurarem alguma pista, alguma coisa.
L: É inútil Não deixamos rastros. Nada.
Charles: Como você...
L: Como eu sei de sua conexão com sua irmã? Eu também nasci assim. Nossos destinos costumam ser grandiosos... isto é, quando sobrevivemos o suficiente para cumpri-los.
Charles: Ok, então... Vamos ajudar esse garoto ou não?
L: Claro, claro, Hm... O timing é perfeito. Vamos então?
Charles: Claro, claro!
Eles nos levaram voando para uma caverna estranha... Enquanto sentíamos o vento passar por nós e nossos grifos, arrisquei a perguntar:
Charles: Fillen é o seu irmão?
L: Sim. Um deles. O outro está lá em casa... Cuidando do território enquanto eu resolvo meus assuntos.
Charles: É mesmo? Que interessante...
Chegamos na caverna. Fillen entoou “Lumos!” e nós o seguimos tanto no feitiço quanto literalmente. Era uma caverna bem escura e primitiva, sem tochas nem nada:
Nergal: Vocês não alimentam o garoto?
L: Ora, por que o faríamos? Ele fica preso aqui dentro só por uma hora, independente do que ocorrer!
Charles: Hm...
Pensei na hora; eles descobriram onde estávamos, usaram um vira-tempo para nos acharem na hora certa e então tudo aconteceu. Claro, viajantes do tempo podem ter destino trágico, mas aqueles dois pareciam bem confiantes... Então chegamos no aposento final e lá eu finalmente soube por que ele não precisava de comida. Pelo menos não tão cedo...
Charles: O que é isso?
Olhei para “Lugh”. Ele tinha enormes olheiras e vapor emanava de seu corpo. Ele poderia entrar em combustão espontânea em qualquer segundo. Seus cabelos pretos estavam desgrenhados e seus olhos... olhos assustadoramente dourados estavam vermelhos... Ele parecia enfrentar um inimigo... dentro de sua mente...
L: Rejeição. Acontece de vez em quando... O corpo de Lugh uniu as forças dele para tentar expulsar “Ermenrich”, o invasor. Quando chega ao ponto que vemos aqui, há apenas três possibilidades. Ermenrich vencerá as defesas e se tornará dono deste corpo irreversivelmente; os dois seres que querem este corpo se anularão e isto que você vê se tornará nada mais, nada menos do que uma casca vazia, um corpo sem alma... E claro, o que nós queremos, que Lugh consiga expulsar o invasor... Porém, ele não está tendo forças suficientes... Acho que trazendo vocês aqui, podemos reverter isso.
Nergal: Mas-mas como?
Fillen: Não sabemos. Mas tente falar com o garoto. Pode dar em alguma coisa...
Nos entreolhamos. Eles então nos teleportaram para cá com a intenção de tentar resolver o problema e mal sabiam onde começar? Eu entendi certo?
Charles: Uh, olá Lugh.
Ele olhou para mim e Nergal, e com uma voz grave e odiosa, perguntou:
Lugh?: Quem são vocês?
Charles: Olha, meu nome é Charles... e...
“Lugh” me olhou sem interesse e se virou para meu amigo.
Nergal: É... meu nome é Nergal...
Lugh?: Nergal? Nergal Ereshkigal?
Nergal: É... sou seu tio, Lugh... e...
Lugh?: Excelente... Agora eu finalmente posso usar meu poder para acabar com você, seu maligno destruidor de famílias, seu assassino sem alma!
Lugh se aproximou do meu amigo. Eu me movi para frente para tentar fazer algo, mas L me segurou:
L: Pra quê impedir? Especialmente se está funcionando tão bem... Creio eu que dará certo... apesar de alguns riscos...
Riscos? Então ele queria ver meu melhor amigo ser morto pela possibilidade do moleque cair em si? Ora essa, aquele mago tinha pirado de vez?
Lugh: Vou matar você, Nergal. Psicopata da família Ereshkigal, que fez tudo decair e transformou seu próprio irmão em um saco de ossos!
Nergal: Ei, eu nunca fiz isso! Uthart foi o culpado desse crime hediondo!
Lugh: Uthart? Meu pai biológico, Uthart? Ele se tornou um fugitivo por sua causa!
L: Lugh. Você não é o único.
Lugh: Gah... Já me disse isso, L... Mas se... Ugh... Ora, cale-se, paspalhão. Você já não é mais dono desse corpo.
Nergal: Liberte meu sobrinho, Ermenrich!
Ermenrich: Que tio patético, Lugus... Sabe de uma coisa, garoto? Eu vou matá-lo para você... Sim, por que não? Você me deu este corpo... E agora, como retribuição, concederei todos os seus desejos mais obscuros... Nergal, o homem que você despreza. L, o homem que você inveja. Juntos, mataremos Nergal! Roubaremos o poder e a sabedoria de L... E juntos, seremos simplesmente invencíveis!
Nergal estava em perigo. Se eu tentasse me mover novamente, L me impediria, dizendo algo como “não podemos intervir”. Mas eu me mexi e não senti nada me puxando de volta. L deve ter recuperado o juízo. Legal.
Ermenrich: Sectumsempra!
O feitiço ia atingir Nergal no peito, mas eu o empurrei e fui acertado nas costas. Não gritei de dor; depois do Refluxo, muita coisa que eu pensava ser dolorosa parece ser apenas um leve formigamento. Ermenrich deu uma risada, mas ela parou em um soluço:
Lugh: Por... que você fez isso?
Charles: Nergal é meu amigo! Não vou deixar que você o mate!
Lugh: Seu amigo... mas ele é um... psico... Rahgh... Não importa, não é, Lugus? Não sairá do caminho, garoto? Pois bem, mato você antes dele... Crucio!
Tá bom... Isso continua bem doloroso. Gemi e me retorci de dor, mas pensei muito em dor. O Refluxo te dá uma dor terrível, mas enquanto você permanecer consciente, nada acontece com seu corpo. Cruciatus definitivamente não fazia isso, porque eu tinha certeza que um dos meus ombros tinha destroncado.
Ermenrich: Desista, garoto. Nergal não pode ser salvo. E você quer tanto assim salvar esse imbecil! Quero dizer, ele é um Ereshkigal, mas até agora, eu não vi a magia negra.
Ainda sentia a dor, mas pude ver, ao me contorcer e girar, que L sorria. Fillen também riu, como se essa frase de Ermenrich fosse estragar todo o seu plano.
Nergal: Expelliarmus!
A varinha de Lugh voou das mãos dele e eu senti alívio. Meu ombro continuava destroncado, claro, mas aquilo não era importante.
Nergal: Eu nunca usei magia negra! Nunca pude! Virei a vergonha da família por causa disso. Eu vivi trancado até fugir! Até fugir com a Organização XXI! E há pouco tempo, encontrei meu único amigo, Charles! E fiz novos amigos! Então se você for me chamar de psicopata, eu não me importo! Mas se tentar ferir Charles de novo, o home que salvou a minha vida de ser miserável, acho que vou tentar dar outra chance para as Artes das Trevas!
Nergal me ajudou a levantar. Olhamos para Lugh, mas ele tinha caído no chão. Uma luz verde passou a emanar dele, e vimos um círculo de magia o cercar...
Lugh: Ack... Lugus! Não ouse... Gah... Ugh.... Ah, eu ouso! Foi uma boa carona, Ermenrich, mas é hora de descer! ...Hyaaerk...
A luz se tornou púrpura. Por um instante, haviam dois seres ali. Lugh e um ser translúcido... O ser translúcido falou:
Ermenrich: Você só adiou seu destino, moleque... O grande Sir Ermenrich voltará... pelas suas cabeças! Mwahahahahahaha!
A luz púrpura, o círculo e o fantasma desapareceram. Lugh pegou sua varinha e falou com a gente:
Lugh: Bem, isso foi estranho. Mas Uthart me disse que você era um psicopata e o patriarca!
Nergal: Uthart é o atual patriarca. Por que ele mentiria dessa forma?
Charles: Não sei dizer... É tudo muito estranho... Ei, L! Fizemos nossa parte! Cadê a chave de portal?
L jogou para mim a chave de portal. Pronto. Agora iríamos para Macchu Picchu investigar as informações de lá, derrotaríamos os três Generais, o Imperador e acabaria-se... Parece simples... Na verdade, simples demais... Bem, depois de toda a compilação de L, uma situação simples não seria mal-vinda...
Um dos parentes de Nergal está com problemas. O misterioso L diz que nós precisamos ajudá-lo, mas... eu ainda não entendo por que somos nós que devemos fazê-lo. O quê, só porque ele e Nergal são relacionados?
Fillen: Lugh Ereshkigal... Um bom garoto, mas... problemas familiares o levaram a querer poder. Muito poder... e um ser imaterial... o usou e tomou posse do corpo dele.
Charles: Mas se chegou até esse ponto, não há nada que possamos fazer!
Nergal: Os Ereshkigal não vão bem, huh? E qual é, exatamente, o problema?
Fillen: Olha, de acordo com ele...
L: Fillen, não queremos estragar a surpresa, não é? E então, topam?
Charles: Prove que a chave de portal é verdadeira.
L: Precavido, eh? Isso é bom, garoto, muito bom!
Ele mostrou a chave de portal. Eu e ele tocamos nela e a sensação de que as cores se misturam e tudo gira (eu me acostumei com isso) veio de novo. Quando paramos, olhei em volta e tive certeza: era Macchu Picchu.
Charles: Excelente. Agora vamos voltar.
L: Não quer dar mais uma olhada?
Charles: Não, eu sei que é aqui. E Sophie nunca me perdoaria se soubesse que eu vim para Macchu Picchu sem ela!
L: Tudo bem, então. Essa chave de portal será sua quando terminarmos.
Voltamos para a misteriosa residência de L. Fillen e Nergal nos esperavam, calmos. Acenei para Nergal afirmativamente, e ele acenou de volta. Fillen prosseguiu:
Fillen: Devemos levá-los para o lugar onde mantemos o garoto?
Nergal: Vocês prenderam o garoto?
L: Mas é claro. “Lugh” é ainda mais evasivo do que vocês. Ele sabia de nós e fugiu por um bom tempo. Sorte a nossa que seres de carne sentem sono.
Charles: Vamos logo, L. Sophie deve estar preocupada.
Concentrei-me e percebi que Sophie estava fazendo os outros procurarem alguma pista, alguma coisa.
L: É inútil Não deixamos rastros. Nada.
Charles: Como você...
L: Como eu sei de sua conexão com sua irmã? Eu também nasci assim. Nossos destinos costumam ser grandiosos... isto é, quando sobrevivemos o suficiente para cumpri-los.
Charles: Ok, então... Vamos ajudar esse garoto ou não?
L: Claro, claro, Hm... O timing é perfeito. Vamos então?
Charles: Claro, claro!
Eles nos levaram voando para uma caverna estranha... Enquanto sentíamos o vento passar por nós e nossos grifos, arrisquei a perguntar:
Charles: Fillen é o seu irmão?
L: Sim. Um deles. O outro está lá em casa... Cuidando do território enquanto eu resolvo meus assuntos.
Charles: É mesmo? Que interessante...
Chegamos na caverna. Fillen entoou “Lumos!” e nós o seguimos tanto no feitiço quanto literalmente. Era uma caverna bem escura e primitiva, sem tochas nem nada:
Nergal: Vocês não alimentam o garoto?
L: Ora, por que o faríamos? Ele fica preso aqui dentro só por uma hora, independente do que ocorrer!
Charles: Hm...
Pensei na hora; eles descobriram onde estávamos, usaram um vira-tempo para nos acharem na hora certa e então tudo aconteceu. Claro, viajantes do tempo podem ter destino trágico, mas aqueles dois pareciam bem confiantes... Então chegamos no aposento final e lá eu finalmente soube por que ele não precisava de comida. Pelo menos não tão cedo...
Charles: O que é isso?
Olhei para “Lugh”. Ele tinha enormes olheiras e vapor emanava de seu corpo. Ele poderia entrar em combustão espontânea em qualquer segundo. Seus cabelos pretos estavam desgrenhados e seus olhos... olhos assustadoramente dourados estavam vermelhos... Ele parecia enfrentar um inimigo... dentro de sua mente...
L: Rejeição. Acontece de vez em quando... O corpo de Lugh uniu as forças dele para tentar expulsar “Ermenrich”, o invasor. Quando chega ao ponto que vemos aqui, há apenas três possibilidades. Ermenrich vencerá as defesas e se tornará dono deste corpo irreversivelmente; os dois seres que querem este corpo se anularão e isto que você vê se tornará nada mais, nada menos do que uma casca vazia, um corpo sem alma... E claro, o que nós queremos, que Lugh consiga expulsar o invasor... Porém, ele não está tendo forças suficientes... Acho que trazendo vocês aqui, podemos reverter isso.
Nergal: Mas-mas como?
Fillen: Não sabemos. Mas tente falar com o garoto. Pode dar em alguma coisa...
Nos entreolhamos. Eles então nos teleportaram para cá com a intenção de tentar resolver o problema e mal sabiam onde começar? Eu entendi certo?
Charles: Uh, olá Lugh.
Ele olhou para mim e Nergal, e com uma voz grave e odiosa, perguntou:
Lugh?: Quem são vocês?
Charles: Olha, meu nome é Charles... e...
“Lugh” me olhou sem interesse e se virou para meu amigo.
Nergal: É... meu nome é Nergal...
Lugh?: Nergal? Nergal Ereshkigal?
Nergal: É... sou seu tio, Lugh... e...
Lugh?: Excelente... Agora eu finalmente posso usar meu poder para acabar com você, seu maligno destruidor de famílias, seu assassino sem alma!
Lugh se aproximou do meu amigo. Eu me movi para frente para tentar fazer algo, mas L me segurou:
L: Pra quê impedir? Especialmente se está funcionando tão bem... Creio eu que dará certo... apesar de alguns riscos...
Riscos? Então ele queria ver meu melhor amigo ser morto pela possibilidade do moleque cair em si? Ora essa, aquele mago tinha pirado de vez?
Lugh: Vou matar você, Nergal. Psicopata da família Ereshkigal, que fez tudo decair e transformou seu próprio irmão em um saco de ossos!
Nergal: Ei, eu nunca fiz isso! Uthart foi o culpado desse crime hediondo!
Lugh: Uthart? Meu pai biológico, Uthart? Ele se tornou um fugitivo por sua causa!
L: Lugh. Você não é o único.
Lugh: Gah... Já me disse isso, L... Mas se... Ugh... Ora, cale-se, paspalhão. Você já não é mais dono desse corpo.
Nergal: Liberte meu sobrinho, Ermenrich!
Ermenrich: Que tio patético, Lugus... Sabe de uma coisa, garoto? Eu vou matá-lo para você... Sim, por que não? Você me deu este corpo... E agora, como retribuição, concederei todos os seus desejos mais obscuros... Nergal, o homem que você despreza. L, o homem que você inveja. Juntos, mataremos Nergal! Roubaremos o poder e a sabedoria de L... E juntos, seremos simplesmente invencíveis!
Nergal estava em perigo. Se eu tentasse me mover novamente, L me impediria, dizendo algo como “não podemos intervir”. Mas eu me mexi e não senti nada me puxando de volta. L deve ter recuperado o juízo. Legal.
Ermenrich: Sectumsempra!
O feitiço ia atingir Nergal no peito, mas eu o empurrei e fui acertado nas costas. Não gritei de dor; depois do Refluxo, muita coisa que eu pensava ser dolorosa parece ser apenas um leve formigamento. Ermenrich deu uma risada, mas ela parou em um soluço:
Lugh: Por... que você fez isso?
Charles: Nergal é meu amigo! Não vou deixar que você o mate!
Lugh: Seu amigo... mas ele é um... psico... Rahgh... Não importa, não é, Lugus? Não sairá do caminho, garoto? Pois bem, mato você antes dele... Crucio!
Tá bom... Isso continua bem doloroso. Gemi e me retorci de dor, mas pensei muito em dor. O Refluxo te dá uma dor terrível, mas enquanto você permanecer consciente, nada acontece com seu corpo. Cruciatus definitivamente não fazia isso, porque eu tinha certeza que um dos meus ombros tinha destroncado.
Ermenrich: Desista, garoto. Nergal não pode ser salvo. E você quer tanto assim salvar esse imbecil! Quero dizer, ele é um Ereshkigal, mas até agora, eu não vi a magia negra.
Ainda sentia a dor, mas pude ver, ao me contorcer e girar, que L sorria. Fillen também riu, como se essa frase de Ermenrich fosse estragar todo o seu plano.
Nergal: Expelliarmus!
A varinha de Lugh voou das mãos dele e eu senti alívio. Meu ombro continuava destroncado, claro, mas aquilo não era importante.
Nergal: Eu nunca usei magia negra! Nunca pude! Virei a vergonha da família por causa disso. Eu vivi trancado até fugir! Até fugir com a Organização XXI! E há pouco tempo, encontrei meu único amigo, Charles! E fiz novos amigos! Então se você for me chamar de psicopata, eu não me importo! Mas se tentar ferir Charles de novo, o home que salvou a minha vida de ser miserável, acho que vou tentar dar outra chance para as Artes das Trevas!
Nergal me ajudou a levantar. Olhamos para Lugh, mas ele tinha caído no chão. Uma luz verde passou a emanar dele, e vimos um círculo de magia o cercar...
Lugh: Ack... Lugus! Não ouse... Gah... Ugh.... Ah, eu ouso! Foi uma boa carona, Ermenrich, mas é hora de descer! ...Hyaaerk...
A luz se tornou púrpura. Por um instante, haviam dois seres ali. Lugh e um ser translúcido... O ser translúcido falou:
Ermenrich: Você só adiou seu destino, moleque... O grande Sir Ermenrich voltará... pelas suas cabeças! Mwahahahahahaha!
A luz púrpura, o círculo e o fantasma desapareceram. Lugh pegou sua varinha e falou com a gente:
Lugh: Bem, isso foi estranho. Mas Uthart me disse que você era um psicopata e o patriarca!
Nergal: Uthart é o atual patriarca. Por que ele mentiria dessa forma?
Charles: Não sei dizer... É tudo muito estranho... Ei, L! Fizemos nossa parte! Cadê a chave de portal?
L jogou para mim a chave de portal. Pronto. Agora iríamos para Macchu Picchu investigar as informações de lá, derrotaríamos os três Generais, o Imperador e acabaria-se... Parece simples... Na verdade, simples demais... Bem, depois de toda a compilação de L, uma situação simples não seria mal-vinda...
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Re: Organizção XXI
Capítulo 13: Passado
Bem, Lugh está curado. Agora, L buscou os outros e nós cinco vamos para Macchu Picchu... Só espero que as minhas suspeitas sobre aquele lugar estejam corretas...
L: Espero que nossos caminhos se encontrem outro dia, Charles. Você é um humano um tanto interessante.
Charles: Obrigado... eu acho. Vamos usar a chave de portal!
Alberto, Dan, Nergal, Sophie e eu pegamos a chave de portal. Saímos todos girando e voando de novo (sinceramente, isso começava a ficar tedioso). Paramos lá, em Macchu Picchu. Eu estava fascinado com a beleza daquele lugar.
Charles: Temos que investigar. Alguém mais sabe o que estamos procurando.
Nergal acenou positivamente. Ele devia saber, mesmo. Afinal, já vira o que procurávamos mais vezes do que eu.
Charles: Então podemos nos separar. Nergal, leve Alberto e Sophie. Dan, você vem comigo.
Nos separamos, eles indo mais para as bordas e nós mais para o centro. Dan pareceu confuso sobre porque eu escolhera ele...
Charles: Dan, eu... preciso me desculpar. Meti você em toda essa confusão...
Dan: O quê? Por me prender? Por me deixar preso em uma caverna só com um buraquinho? Por ter desaparecido do nada? Não importa mesmo! Pode ter sido desafiador, mas eu nunca me senti tão vivo, Charlie! Não desde que minha esposa morreu...
Charles: Você já foi casado?
Dan: Sim. Íamos ter um bebê, mas algumas complicações mataram os dois... Depois que isso aconteceu, eu só subvivia, esmagado pela culpa...
Charles: A culpa dos vivos... Eu entendo como é. Sabe, antes de conhecer Alberto, eu fui adotado uma vez. Era uma moça muito gentil que trabalhava em um projeto para descobrir as potencialidades de crianças como eu... Mas um dia, um assassino veio... Ele queimou o laboratório, matou os cientistas e a levou... Me lembro de ter tentado derrotá-lo, mas ele só me nocauteou... Ele deve ter achado que o fogo me mataria... Mas não. Eu já tinha um certo conhecimento...
Dan: Conhecimento?
Charles: A telepatia sozinha não é capaz de separar rochas ou blocos de água. Eu sempre soube disso... então aliei meus dons à química. Aprendi sobre as estruturas e seus pontos frágeis...
Dan: Charlie, isso é bem interessante...
Charles: É mesmo. Mas estudar sempre foi meio que uma de minhas atividades... Por isso que, assim que vi os tais símbolos, soube que tínhamos de procurar aqui.
Apontei para uma construção alta, que pensei ser um Templo. Claro, um Templo. A redoma de magia mesmo entre trouxas... Era ali que deveria estar o que procurávamos. Subimos as escadas (e que escadas!) rapidamente. Eu sorri e me concentrei, mandando uma mensagem para Sophie.
Charles: Hm... Não consigo ver nada de mais aqui... A não ser que...
Dan: Está pensando no quê? Túneis secretos no subsolo...
Charles: Na verdade, eu pensei que eu pudesse estar errado, mas gosto mais da sua teoria. Agora... se eu fosse uma alavanca que leva para túneis secretos, onde eu estaria?
Procuramos por alguns minutos. Dan percebeu algo novamente:
Dan: Hm... O esconderijo seria mágico...
Charles: Dan, é claro! Se fosse uma cobra, teria me mordido! Temos que provar para isto... – apontei para o local que eu pensava ser uma plataforma – a magia!
Dan: Magia? Bem, a minha deve ter se enferrujado um pouco, mas continua aí.
Nos colocamos sobre a tal plataforma. De modo sincronizado, estendemos nossas varinhas e bradamos
Charles e Dan: Lumos.
Nada por alguns instantes. Dan quase saiu da plataforma, mas então, sentimos que ela se mexia. Descemos muito, até chegarmos em uma sala que definitivamente estava no subsolo. Era muito escura, tendo apenas duas entradas de ar, que parcamente deixavam a luz passar. Percebi que na sala, tinham muitas tochas. Apontei para uma e disse:
Charles; Vamos ver o que acontece, então... Incendio!
Chamas apareceram, mas eram vermelho-sangue. Acendi as outras tochas, mas preferia não tê-lo feito. Eu via o mesmo círculo de magia da Sala do Trono, mas dezenas de esqueletos estavam em volta dele! Na maioria guerreiros, mas vi um ou outro esqueleto feminino e alguns de crianças...
Charles: Necromancia... Eu posso sentir... a mesma energia deturpada que sentia lá na sala do Imperador.
Dan: Mas-mas é... impossível! Esse lugar deve estar inutilizado por...
Charles: Décadas, ou mais provavelmente, séculos. Porém, não vejo outra possibilidade. O Imperador já viveu aqui... De que outro modo, ele saberia usar os símbolos desse lugar?
Saímos e subimos, confusos enojados e sobretudo, preocupados... O Imperador não era um homem. Não mais... Se tornara um monstro. Sophie, Nergal e Alberto nos encontraram pouco tempo depois... As notícias os preocuparam muito...
Alberto: Um necromago... Não pensei que veria um desses...
Sophie: Agora temos mesmo que impedi-lo. Ele é um monstro e uma grande ameaça!
Nergal: Mas os Generais... temos que pegá-los primeiro, ou não teremos acesso ao Imperador...
Eu estava iludido antes... As coisas são mais complicadas do que eu podia imaginar... Mas estávamos juntos.
Bem, Lugh está curado. Agora, L buscou os outros e nós cinco vamos para Macchu Picchu... Só espero que as minhas suspeitas sobre aquele lugar estejam corretas...
L: Espero que nossos caminhos se encontrem outro dia, Charles. Você é um humano um tanto interessante.
Charles: Obrigado... eu acho. Vamos usar a chave de portal!
Alberto, Dan, Nergal, Sophie e eu pegamos a chave de portal. Saímos todos girando e voando de novo (sinceramente, isso começava a ficar tedioso). Paramos lá, em Macchu Picchu. Eu estava fascinado com a beleza daquele lugar.
Charles: Temos que investigar. Alguém mais sabe o que estamos procurando.
Nergal acenou positivamente. Ele devia saber, mesmo. Afinal, já vira o que procurávamos mais vezes do que eu.
Charles: Então podemos nos separar. Nergal, leve Alberto e Sophie. Dan, você vem comigo.
Nos separamos, eles indo mais para as bordas e nós mais para o centro. Dan pareceu confuso sobre porque eu escolhera ele...
Charles: Dan, eu... preciso me desculpar. Meti você em toda essa confusão...
Dan: O quê? Por me prender? Por me deixar preso em uma caverna só com um buraquinho? Por ter desaparecido do nada? Não importa mesmo! Pode ter sido desafiador, mas eu nunca me senti tão vivo, Charlie! Não desde que minha esposa morreu...
Charles: Você já foi casado?
Dan: Sim. Íamos ter um bebê, mas algumas complicações mataram os dois... Depois que isso aconteceu, eu só subvivia, esmagado pela culpa...
Charles: A culpa dos vivos... Eu entendo como é. Sabe, antes de conhecer Alberto, eu fui adotado uma vez. Era uma moça muito gentil que trabalhava em um projeto para descobrir as potencialidades de crianças como eu... Mas um dia, um assassino veio... Ele queimou o laboratório, matou os cientistas e a levou... Me lembro de ter tentado derrotá-lo, mas ele só me nocauteou... Ele deve ter achado que o fogo me mataria... Mas não. Eu já tinha um certo conhecimento...
Dan: Conhecimento?
Charles: A telepatia sozinha não é capaz de separar rochas ou blocos de água. Eu sempre soube disso... então aliei meus dons à química. Aprendi sobre as estruturas e seus pontos frágeis...
Dan: Charlie, isso é bem interessante...
Charles: É mesmo. Mas estudar sempre foi meio que uma de minhas atividades... Por isso que, assim que vi os tais símbolos, soube que tínhamos de procurar aqui.
Apontei para uma construção alta, que pensei ser um Templo. Claro, um Templo. A redoma de magia mesmo entre trouxas... Era ali que deveria estar o que procurávamos. Subimos as escadas (e que escadas!) rapidamente. Eu sorri e me concentrei, mandando uma mensagem para Sophie.
Charles: Hm... Não consigo ver nada de mais aqui... A não ser que...
Dan: Está pensando no quê? Túneis secretos no subsolo...
Charles: Na verdade, eu pensei que eu pudesse estar errado, mas gosto mais da sua teoria. Agora... se eu fosse uma alavanca que leva para túneis secretos, onde eu estaria?
Procuramos por alguns minutos. Dan percebeu algo novamente:
Dan: Hm... O esconderijo seria mágico...
Charles: Dan, é claro! Se fosse uma cobra, teria me mordido! Temos que provar para isto... – apontei para o local que eu pensava ser uma plataforma – a magia!
Dan: Magia? Bem, a minha deve ter se enferrujado um pouco, mas continua aí.
Nos colocamos sobre a tal plataforma. De modo sincronizado, estendemos nossas varinhas e bradamos
Charles e Dan: Lumos.
Nada por alguns instantes. Dan quase saiu da plataforma, mas então, sentimos que ela se mexia. Descemos muito, até chegarmos em uma sala que definitivamente estava no subsolo. Era muito escura, tendo apenas duas entradas de ar, que parcamente deixavam a luz passar. Percebi que na sala, tinham muitas tochas. Apontei para uma e disse:
Charles; Vamos ver o que acontece, então... Incendio!
Chamas apareceram, mas eram vermelho-sangue. Acendi as outras tochas, mas preferia não tê-lo feito. Eu via o mesmo círculo de magia da Sala do Trono, mas dezenas de esqueletos estavam em volta dele! Na maioria guerreiros, mas vi um ou outro esqueleto feminino e alguns de crianças...
Charles: Necromancia... Eu posso sentir... a mesma energia deturpada que sentia lá na sala do Imperador.
Dan: Mas-mas é... impossível! Esse lugar deve estar inutilizado por...
Charles: Décadas, ou mais provavelmente, séculos. Porém, não vejo outra possibilidade. O Imperador já viveu aqui... De que outro modo, ele saberia usar os símbolos desse lugar?
Saímos e subimos, confusos enojados e sobretudo, preocupados... O Imperador não era um homem. Não mais... Se tornara um monstro. Sophie, Nergal e Alberto nos encontraram pouco tempo depois... As notícias os preocuparam muito...
Alberto: Um necromago... Não pensei que veria um desses...
Sophie: Agora temos mesmo que impedi-lo. Ele é um monstro e uma grande ameaça!
Nergal: Mas os Generais... temos que pegá-los primeiro, ou não teremos acesso ao Imperador...
Eu estava iludido antes... As coisas são mais complicadas do que eu podia imaginar... Mas estávamos juntos.
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Re: Organizção XXI
Capítulo 14: Família
Um Necromago e três Generais Elementais. Nossos alvos. Essa história de lista de pessoas para assassinar é tão clichê e fria! Mas se tornou a nossa sina... Já que somos os únicos que sabem sobre a Organização XXI e sua chefia podre.
Charles: Ok, estamos procurando pelos Generais... Onde poderíamos encontrá-los?
Nergal: Não sei... mas eles vão nos encontrar se não agirmos... Então temos que agir... rápido.
Sophie: Algo me diz que Gale estará em um vulcão... Sim... Lá ele poderia usar a lava em seu favor...
Charles: Mas isso não importa. Temos que encontrá-lo por último. Ele seria desetabilizado pela morte dos outros... E iria escorregar... Aí, eu o faria cair.
Dan: Não quer dizer...
Charles: Nós? Não, eu tenho que derrotá-lo sozinho... Por que todas as vezes que alguém interveio... pagou caro...
Dan: Charles... eu...
Charles: Não vai pagar o preço. Nenhum de vocês.
Eu estava irritado e chocado... Ironicamente, uma ave preta se chocou comigo naquele instante. Ela deixou algo no chão e voou para longe. Eu peguei o pacote que ela tinha deixado e o abri, calmo:
“Nergal!
Lugh está com problemas! Alexis o confundiu com um indesejável e irá matá-lo. Preciso que o salve. Toque no pequeno troféu que eu te entreguei e vocês cairão no lugar. Vocês tem uns dez minutos para chegarem até a cena do crime.”
Só pensei em um remetente possível:
Charles: L.
Alberto: Mas se L tem esses poderes, por que não impede o assassinato ele mesmo?
Charles: Pela mesma razão que ele não livrou Lugh de Ermenrich... Ele não é capaz de interferir. Não diretamente.
Dan: Vamos... Não sei quem é Lugh, mas creio eu que é uma chance perfeita de nos livrarmos da nossa primeira inimiga, Alexis. Temos que ir, não.
Sophie: E se isso fosse uma armadilha, Charles? Gale poderia pensar em uma coisa dessas!
Charles: Não acho que Gale saiba sobre Lugh... Mas ele poderia saber que era familiar de Nergal e tentar chantagem emocional... Nergal, a decisão é sua. O que faremos?
Nergal: Temos que ir. Se for verdade, tenho que salvar o garoto. Se for mentira... Acabaremos com Gale. É simples.
Pensei em uma terceira possibilidade, mas não a disse por que na hora achei que ela era ridícula. Bem, não havia o que esperar, havia? Pegamos a chave de portal e giramos... muito... Quando dei por mim, tínhamos chegado... mas onde?
Alberto: Um gruta de cristais... Onde será que estamos?
Sophie: Inexplorada. Estes são cristais comuns... Mas eu sinto um rastro... de magia negra...
Charles: Posso sentí-lo também... Mas não vejo ninguém.
Estávamos confusos. Aquela era uma câmara fechada, então como sobreviveríamos lá? Era uma armadilha. Muito imbecil se me perguntar. Ia pegar a chave de portal, mas ouvi uma pedra se mexer e uma voz disse:
??????: Eu fico com isto. Accio!
A chave de portal voou para longe de mim até a pessoa que tinha acabado de aparecer. Ele não tinha nada visível, exceto sua mão com a varinha. Assim que a chave de portal chegou até ele, ele a jogou para longe. Ele tirou a capa de invisibilidade e eu vi como ele realmente era.
??????: Vejo que trouxe amigos... Melhor ainda.
O homem era bonito, mas tinha um ar de pura crueldade... Ele tinha cabelos negros penteados para trás com gel, olhos verdes e bem soturnos. Sua boca tinha um sorriso torto, meio desajustado e ele tinha um cavanhaque bem arrumado. Usava um terno que eu achava ser Armani e mocassins pretos. Ele então riu e continuou.
??????: Há quanto tempo sem nos vermos... irmão.
Nergal: Uthart. O que quer conosco?
Uthart: O garoto não o matou. E você não matou o garoto.
Nergal: Ele pensava que eu era você... Ele, Raye e...
Uthart: Raye? Raye está morto. Uma doença estranha. Escrevi para o garoto como Raye desde que ele saiu para Hogwarts...
Nergal: Seu filho quase foi dominado por um espírito cruel! E é isso que me diz? Que seu outro filho está morto? Que esse devia ter morrido também? Você diz isso com um sorriso?
Percebi que Nergal estava perdendo o controle ali. Um duelo estava próximo... E naquele espaço confinado, ele seria fatal para pelo menos um de nós...
Uthart: ...Seria bom. Lugh nasceu sem o poder, Nergal. Assim como você. Uma aberração incompetente, que mancha a honra da família... Pensei que um mataria o outro, mas fui otimista demais... Incompetentes como vocês não são capazes desse tipo de coisa, são?
Nergal: Monstro! É assim que fala de seu filho?!
Uthart: Aquela coisa não é meu filho. É uma doença. E como qualquer doença, precisa ser eliminado, sem dó nem piedade.
Alberto e Dan também ficavam nervosos... Será que eu era o único capaz de manter o controle ali? Eles não percebiam que uma briga era impraticável? Andei e passei na frente de Nergal, me colocando à frente de Uthart.
Uthart: E você, garoto? O que faz aqui?
Charles: Uthart Ereshkigal. Devo dizer, é uma honra finalmente conhecê-lo... Sabe, eu compartilho de sua ideologia. Vermes sem coragem ou estômago para usar as Artes não deveriam existir... Nem nesta família, nem no mundo.
Uthart: Você fala bonito, garoto, mas prove-me. Prove-me que você é capaz de usar as Artes! Só assim você me garantirá que não é um aliado de Nergal!
Qualquer pessoa sã desistiria do plano nesse instante. Mas eu apenas sorri. Peguei minha varinha e apontei para Sophie:
Charles: Crucio!
Ela caiu no chão e parecia se contorcer de dor. Não sabia se era real ou não, por que eu fechei a conexão para que ela não se vingasse jogando a dor para mim. Uthart riu.
Uthart: Isso mesmo, garoto! Mas... por que você escolheu a garota?
Charles: Ela me ama. Sim, ela tem esse sentimento deturpado por mim. Esse sentimento que corrompe a mente dos homens e os torna fracos. Por isso, eu deveria matá-la... Mas ela é útil. Então eu não o farei até que ela perca sua utilidade...
Uthart: Eu gosto de você, garoto!
Ele me olhou fundo nos olhos. Sabia o que ele faria, mas era tarde para me esquivar. Bem, defesa física seria inútil... Mas e a defesa mágica?
Uthart: Legilimens!
Charles: Protego!
Ele penetrou em minha mente só por um instante, mas logo depois, eu sabia que estava na dele. Olhei para onde eu estava: um gabinete que parecia bem clássico. Tinha uma lareira, um cantinho de estar com dois sofás e uma mesa de centro e várias estantes nas paredes... Mas o de mais importante era o que havia na parte superior do aposento. Ali, uma mesa bem polida, com uma cadeira enorme e confortável eram o centro do lugar. E lá, Uthart estava sentado.
Uthart: É perfeito... A Inversão dos Nomes... Agora que Raye se foi, só tenho dois inimigos... Dois obstáculos... O resto da família é subordinada a mim... Até mesmo Thomas... Ele nem sequer pensa na possibilidade de seu pai ter sido morto por mim! Hahahaha!
Um ser estranho aparatou ali dentro naquele instante. Percebi como a aura se distorcera e sabia quem era: o Imperador.
Imperador: Vida eterna... Você a quer, não é?
Uthart: Quem é você?
Imperador: Um eterno vivente... e você me fará uma tarefa...
Uthart: O que é?
Imperador: Há um garoto nessa família... que pode derrubar nós dois... Mate-o... e eu lhe mostrarei... o segredo do poder eterno...
Uthart: Claro, claro...
O Imperador desaparatou. Uthart não sabia o que esse Imperador queria e nem como ele era um eternal, mas ele tinha certeza de algo: antes que fosse derrubado, Lugh cairia. Eu sentia que saía de lá da mente dele... E quando me vi em meu corpo físico de novo, já tinha sido lançado para longe e batido na parede da caverna... Minha boca se enchera de sangue, mas o que eu precisava saber no momento não tinha nada a ver comigo:
Charles: Eu... te machuquei?
Sophie: Não, foi um belo blefe. Ainda bem que eu o percebi no último instante, não?
Uthart: Você tentou me ludibriar, moleque! Por isso, será o primeiro a morrer! Avada Kedavra!
Pronto. Paz eterna, lá vou eu... Porém, eu vi que o raio de luz não me acertara. Alberto tinha se colocado na minha frente, mas ao invés de cair morto no chão, como era o esperado, ele explodiu em chamas, deixando apenas um pouco de cinzas no chão. Não pensei em como aquilo era estranho, por que eu queria matar Uthart naquele mesmo instante... Ele estava surpreso, mas intacto, enquanto Nergal, Sophie e Dan tinham sido derrubados pela explosão. Eu era o único consciente ali, mas mal conseguia me mexer. E o homem sorria, pronto para lançar mais uma maldição.
Um Necromago e três Generais Elementais. Nossos alvos. Essa história de lista de pessoas para assassinar é tão clichê e fria! Mas se tornou a nossa sina... Já que somos os únicos que sabem sobre a Organização XXI e sua chefia podre.
Charles: Ok, estamos procurando pelos Generais... Onde poderíamos encontrá-los?
Nergal: Não sei... mas eles vão nos encontrar se não agirmos... Então temos que agir... rápido.
Sophie: Algo me diz que Gale estará em um vulcão... Sim... Lá ele poderia usar a lava em seu favor...
Charles: Mas isso não importa. Temos que encontrá-lo por último. Ele seria desetabilizado pela morte dos outros... E iria escorregar... Aí, eu o faria cair.
Dan: Não quer dizer...
Charles: Nós? Não, eu tenho que derrotá-lo sozinho... Por que todas as vezes que alguém interveio... pagou caro...
Dan: Charles... eu...
Charles: Não vai pagar o preço. Nenhum de vocês.
Eu estava irritado e chocado... Ironicamente, uma ave preta se chocou comigo naquele instante. Ela deixou algo no chão e voou para longe. Eu peguei o pacote que ela tinha deixado e o abri, calmo:
“Nergal!
Lugh está com problemas! Alexis o confundiu com um indesejável e irá matá-lo. Preciso que o salve. Toque no pequeno troféu que eu te entreguei e vocês cairão no lugar. Vocês tem uns dez minutos para chegarem até a cena do crime.”
Só pensei em um remetente possível:
Charles: L.
Alberto: Mas se L tem esses poderes, por que não impede o assassinato ele mesmo?
Charles: Pela mesma razão que ele não livrou Lugh de Ermenrich... Ele não é capaz de interferir. Não diretamente.
Dan: Vamos... Não sei quem é Lugh, mas creio eu que é uma chance perfeita de nos livrarmos da nossa primeira inimiga, Alexis. Temos que ir, não.
Sophie: E se isso fosse uma armadilha, Charles? Gale poderia pensar em uma coisa dessas!
Charles: Não acho que Gale saiba sobre Lugh... Mas ele poderia saber que era familiar de Nergal e tentar chantagem emocional... Nergal, a decisão é sua. O que faremos?
Nergal: Temos que ir. Se for verdade, tenho que salvar o garoto. Se for mentira... Acabaremos com Gale. É simples.
Pensei em uma terceira possibilidade, mas não a disse por que na hora achei que ela era ridícula. Bem, não havia o que esperar, havia? Pegamos a chave de portal e giramos... muito... Quando dei por mim, tínhamos chegado... mas onde?
Alberto: Um gruta de cristais... Onde será que estamos?
Sophie: Inexplorada. Estes são cristais comuns... Mas eu sinto um rastro... de magia negra...
Charles: Posso sentí-lo também... Mas não vejo ninguém.
Estávamos confusos. Aquela era uma câmara fechada, então como sobreviveríamos lá? Era uma armadilha. Muito imbecil se me perguntar. Ia pegar a chave de portal, mas ouvi uma pedra se mexer e uma voz disse:
??????: Eu fico com isto. Accio!
A chave de portal voou para longe de mim até a pessoa que tinha acabado de aparecer. Ele não tinha nada visível, exceto sua mão com a varinha. Assim que a chave de portal chegou até ele, ele a jogou para longe. Ele tirou a capa de invisibilidade e eu vi como ele realmente era.
??????: Vejo que trouxe amigos... Melhor ainda.
O homem era bonito, mas tinha um ar de pura crueldade... Ele tinha cabelos negros penteados para trás com gel, olhos verdes e bem soturnos. Sua boca tinha um sorriso torto, meio desajustado e ele tinha um cavanhaque bem arrumado. Usava um terno que eu achava ser Armani e mocassins pretos. Ele então riu e continuou.
??????: Há quanto tempo sem nos vermos... irmão.
Nergal: Uthart. O que quer conosco?
Uthart: O garoto não o matou. E você não matou o garoto.
Nergal: Ele pensava que eu era você... Ele, Raye e...
Uthart: Raye? Raye está morto. Uma doença estranha. Escrevi para o garoto como Raye desde que ele saiu para Hogwarts...
Nergal: Seu filho quase foi dominado por um espírito cruel! E é isso que me diz? Que seu outro filho está morto? Que esse devia ter morrido também? Você diz isso com um sorriso?
Percebi que Nergal estava perdendo o controle ali. Um duelo estava próximo... E naquele espaço confinado, ele seria fatal para pelo menos um de nós...
Uthart: ...Seria bom. Lugh nasceu sem o poder, Nergal. Assim como você. Uma aberração incompetente, que mancha a honra da família... Pensei que um mataria o outro, mas fui otimista demais... Incompetentes como vocês não são capazes desse tipo de coisa, são?
Nergal: Monstro! É assim que fala de seu filho?!
Uthart: Aquela coisa não é meu filho. É uma doença. E como qualquer doença, precisa ser eliminado, sem dó nem piedade.
Alberto e Dan também ficavam nervosos... Será que eu era o único capaz de manter o controle ali? Eles não percebiam que uma briga era impraticável? Andei e passei na frente de Nergal, me colocando à frente de Uthart.
Uthart: E você, garoto? O que faz aqui?
Charles: Uthart Ereshkigal. Devo dizer, é uma honra finalmente conhecê-lo... Sabe, eu compartilho de sua ideologia. Vermes sem coragem ou estômago para usar as Artes não deveriam existir... Nem nesta família, nem no mundo.
Uthart: Você fala bonito, garoto, mas prove-me. Prove-me que você é capaz de usar as Artes! Só assim você me garantirá que não é um aliado de Nergal!
Qualquer pessoa sã desistiria do plano nesse instante. Mas eu apenas sorri. Peguei minha varinha e apontei para Sophie:
Charles: Crucio!
Ela caiu no chão e parecia se contorcer de dor. Não sabia se era real ou não, por que eu fechei a conexão para que ela não se vingasse jogando a dor para mim. Uthart riu.
Uthart: Isso mesmo, garoto! Mas... por que você escolheu a garota?
Charles: Ela me ama. Sim, ela tem esse sentimento deturpado por mim. Esse sentimento que corrompe a mente dos homens e os torna fracos. Por isso, eu deveria matá-la... Mas ela é útil. Então eu não o farei até que ela perca sua utilidade...
Uthart: Eu gosto de você, garoto!
Ele me olhou fundo nos olhos. Sabia o que ele faria, mas era tarde para me esquivar. Bem, defesa física seria inútil... Mas e a defesa mágica?
Uthart: Legilimens!
Charles: Protego!
Ele penetrou em minha mente só por um instante, mas logo depois, eu sabia que estava na dele. Olhei para onde eu estava: um gabinete que parecia bem clássico. Tinha uma lareira, um cantinho de estar com dois sofás e uma mesa de centro e várias estantes nas paredes... Mas o de mais importante era o que havia na parte superior do aposento. Ali, uma mesa bem polida, com uma cadeira enorme e confortável eram o centro do lugar. E lá, Uthart estava sentado.
Uthart: É perfeito... A Inversão dos Nomes... Agora que Raye se foi, só tenho dois inimigos... Dois obstáculos... O resto da família é subordinada a mim... Até mesmo Thomas... Ele nem sequer pensa na possibilidade de seu pai ter sido morto por mim! Hahahaha!
Um ser estranho aparatou ali dentro naquele instante. Percebi como a aura se distorcera e sabia quem era: o Imperador.
Imperador: Vida eterna... Você a quer, não é?
Uthart: Quem é você?
Imperador: Um eterno vivente... e você me fará uma tarefa...
Uthart: O que é?
Imperador: Há um garoto nessa família... que pode derrubar nós dois... Mate-o... e eu lhe mostrarei... o segredo do poder eterno...
Uthart: Claro, claro...
O Imperador desaparatou. Uthart não sabia o que esse Imperador queria e nem como ele era um eternal, mas ele tinha certeza de algo: antes que fosse derrubado, Lugh cairia. Eu sentia que saía de lá da mente dele... E quando me vi em meu corpo físico de novo, já tinha sido lançado para longe e batido na parede da caverna... Minha boca se enchera de sangue, mas o que eu precisava saber no momento não tinha nada a ver comigo:
Charles: Eu... te machuquei?
Sophie: Não, foi um belo blefe. Ainda bem que eu o percebi no último instante, não?
Uthart: Você tentou me ludibriar, moleque! Por isso, será o primeiro a morrer! Avada Kedavra!
Pronto. Paz eterna, lá vou eu... Porém, eu vi que o raio de luz não me acertara. Alberto tinha se colocado na minha frente, mas ao invés de cair morto no chão, como era o esperado, ele explodiu em chamas, deixando apenas um pouco de cinzas no chão. Não pensei em como aquilo era estranho, por que eu queria matar Uthart naquele mesmo instante... Ele estava surpreso, mas intacto, enquanto Nergal, Sophie e Dan tinham sido derrubados pela explosão. Eu era o único consciente ali, mas mal conseguia me mexer. E o homem sorria, pronto para lançar mais uma maldição.
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- G. R. Martins
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Re: Organizção XXI
Capítulo 15: Sangue
Alberto está... morto. Não pode ser... Eu preciso me vingar, mas... Ugh... Não consigo me mexer... E Uthart me matará agora, creio eu... Não há nada que eu possa fazer, há? Pai... Espere por mim. Logo, estarei ao seu lado.
Uthart: Um sacrifício, huh? Tolice! Isso tornou tudo mais fácil! Sorria, garoto, porque lá vem o flash! Avada...
Uma faca passou pelo peito de Uthart. Estranho... O sangue dele era negro? Dois garotos estavam atrás dele. Um era Lugh, mas o outro eu não conhecia, apesar de achar que ele tinha os traços da família... Ele se pronunciou:
??????: Nunca pensou que a faca de Kyrar pudesse ser usada dessa forma, não é? Bem, também devia não ter pensado em matar meu pai, Uthart!
Lugh: Você me enoja, “pai”.
Uthart apontou a varinha para o garoto, mas antes que reagisse, Lugh deu um tapa na mão dele, jogando a varinha para longe:
Lugh: Você perdeu, Uthart. Suas jogadas envolvendo o livro e todos nós acabaram. Se renda.
Uthart fez algo que eu não esperava; na verdade algo que nenhum de nós esperava. Ele golpeou Lugh com muita força, o que fez o garoto cair encima do outro. Os dois ficaram atordoados, o que deu a ele tempo de roubar o livro da mão de Lugh e correr para cima, sangrando, mas com a faca e o livro. Percebi que Sophie tinha acordado, mas os outros dois não. Claro. Adultos nunca estão lá quando são necessários, no final das contas... Nós dois nos levantamos e ajudamos os outros dois a se levantarem.
Charles: Tudo bem, eu conheço Lugh, mas quem é você?
Thomas: Sou Thomas, primo de Lugh. Agora vamos. Sabe-se lá o que Uthart seria capaz de fazer com o livro de Ereshkigal...
Subimos as escadas de pedra rapidamente, mas com cuidado... Afinal, tinha um rastro escorregadio de sangue lá... Uthart não estava sendo discuidado, disso eu tinha certeza... Então ou aquele rastro nos levaria a nada... ou ele queria que nós o seguíssemos... Essa última possibilidade me deu calafrios...
Sophie: Eu posso sentir... Ele está no cômodo logo depois dessas escadas... mas ele está parado... É muito estranho...
Lugh subia na minha frente e eu percebi que ele suava na nuca. Suor de nuca. Isso pode significar muitas coisas, mas nenhuma das aplicáveis naquela hora era uma coisa boa...
Charles: Você está bem, Lugh?
Lugh: Eu... sim... mas lá encima... é perigoso... Cuidado...
Seguimos até o fim das escadas. Percebi que Lugh suava cada vez mais à medida que chegávamos mais perto, e nos últmos degraus, precisei ajudá-lo a subir. Quando saímos da escada de pedra, eu pude perceber que o chão era de madeira, mas não percebia mais nada, porque estava escuro. O ar era estagnado de um modo calorento.
Uthart: Eu estava esperando por vocês... Por que demoraram tanto?
Tochas se acenderam. Uthart estava sentado, a alguns metros de distância de nós. Ele sorria.
Uthart: Ora, quatro contra um? Isso parece um pouco injusto, não?
No instante em que ele falou, dois homens apareceram por trás da estante. Tentamos recuar, mas duas mulheres se colocaram atrás de nós, impedindo nossa passagem. Elas usavam vestidos longos e negros, e os homens estavam vestidos como Uthart.
Uthart: Crianças tolas. Se metendo com maus do que conseguem lidar. Deviam desistir enquanto ainda podem! Se rendam, e três de vocês irão viver!
Thomas: Assim como meu pai sobreviveu? Assim como Raye?
Lugh: Raye... está morto?
Thomas: Sim. Ele diz que foi uma doença, mas eu sei a verdade. Um Avada seria óbvio demais, então ele usou um veneno quase perfeito... quase. Pensou que ninguém iria perceber as unhas... azuis?
Uthart apenas riu. Uma risada maléfica, grave e pertubadora. Percebi que a risada deveria ter algum significado, por que os outros quatro pegaram suas varinhas. O primeiro tentou me estuporar. Eu quase desviei, mas eu tinha julgado mal meu ferimento ao ser jogado na parede e não me movi com velocidade suficiente e fui jogado para longe de novo. Caí perto de uma das mulheres. Ela quase me atacou, mas Sophie chamou a atenção dela no último instante e ela teve que se virar. Percebi que era o instante perfeito para testar um feiticinho bem interessante que eu já tinha visto em algum lugar.
Charles: Confringo!
A mulher explodiu. Literalmente. Cara, aquilo foi tão nojento! O cheiro de tripas começou a se espalhar pelo recinto e Uthart riu ainda mais. Ele segurava o livro em uma mão e a faca com seu sangue em outra. Entoou algumas palavras estranhas e diante de meus olhos, vi a ferida dele se curando do nada.
Uthart: Isso, isso! Batalhem, matem! Mwahahahaha!
Percebi que um dos homens tinha sido derrubado por Thomas e que o outro estava tentando tirar Thomas de suas costas. O jovem apenas segurava com o máximo de força, enquanto Sophie duelava com a outra mulher. Lugh estava no meio de tudo aquilo, caído no chão e suando mais do que antes... Eu me forcei a me levantar e andei até o garoto, com dificuldade...
Lugh: É o que ele... quer... Gah...
Sophie caiu no chão, estuporada. A mulher se preparava para matá-la, mas Thomas tinha sido jogado e estava voando bateu com ela. Os dois caíram no chão depois de baterem em uma parede, inconscientes. O homem tinha se livrado dele, mas Lugh pegou sua varinha e gritou:
Lugh: Petrificus Totalus!
Um feitiço bem simples... mas bem inesperado. O homem caiu no chão, petrificado. Sophie estava se levantando lentamente, mas Lugh a pegou e a colocou no chão, abraçado nela. Um gesto estranho, se me perguntar. Ele falou comigo:
Lugh: Traga Thomas, rápido! Ou eu não poderei fazer nada por ele!
Eu peguei Thomas o mais rápido que pude e o levei para Lugh, apesar de minhas feridas. Quando chegamos, o garoto apenas nos colocou no chão e se pôs sobre nós. Uthart bradou palavras estranhas de novo, mas eu pude sentir que elas eram ainda mais poderosas do que as anteriores... Eu vi que os outros três ajudantes de Uthart viravam esqueletos rapidamente, mas nada acontecia conosco.
Uthart: Mas o quê?! Por que eu não consigo suas essências?
Lugh: Por minha causa. Não vê, “pai”? Eu sou a “luz”.
Uthart: Luz? Isso é ridículo! Você está na casa das trevas! Qualquer luz que entre aqui será subjulgada rapidamente!
Lugh: Teste-me!
Uthart não ria mais. O sorriso tinha sido varrido de seu rosto. Ele apenas estendeu a mão e os esqueletos se levantaram, prontos para nos atacar. Eu lancei um feitiço no primeiro que vi, mas ele só recuou um pouco. Thomas foi mais esperto, deslizando e arrancando um osso da perna de outro esqueleto. Ele caiu ao pedaços... mas mesmo desmontados, os pedaços continuavam vindo atrás de nós. Sophie e eu tentamos manipulá-los, mas a magia de Uthart era tão forte que não conseguíamos fazer nada. Ele ainda por cima olhou para nós, novamente com seu sorriso presunçoso e disse:
Uthart: Não há como vencerem meus Inferi. Não com a magia do Imperador ao meu lado.
Necromagia. A mais profunda e poderosa das Artes das Trevas. Estávamos perdidos.
Lugh: Eu preciso daquela faca, Thomas.
Thomas acenou, entendendo algum plano deles. Eu não podia estar mais confuso. Thomas então encantou a faca, que saiu da mão de Uthart e veio até a dele. Ele a entregou para Lugh.
Lugh: Venham, montes de ossos!
Sophie: Wingardium Leviosa!
Um dos esqueletos, inesperadamente, começou a levitar e ela o colocou perto de Lugh. Era de se esperar que o garoto cortasse o esqueleto no ato, mas antes ele limpou a faca. Ele ainda olhou para Thomas, que ficou hesitante antes de oferecer a mão esquerda para Lugh. Lugh cortou a mão de Thomas com a faca e depois de ter molhado a faca com o sangue vermelho-claro de Thomas, atacou um dos esqueletos.
O esqueleto começou a queimar e virou pó, o que foi muito estranho...
Thomas: Essa faca... pertenceu a Kyrar, o pesadelo dos Inferi... Ele colocava sangue puro na faca... e ao atacar um Inferi, fazia com que ele explodisse em chamas...
Curei a mão de Thomas enquanto Lugh cuidava dos outros Inferi. Quando ele terminou, correu em direção de Uthart e o derrubou no chão.
Uthart: Não pode matar seu pai, Lugh! A luz corre pelas suas veias! Ela o torna fraco!
Olhei para os lados, mas Thomas e Sophie tinham desaparecido. Ouvi a voz de Thomas novamente e percebi que ele tinha aparatado para o lado de Lugh, junto com Sophie. Thomas pegou a faca.
Thomas: Lugh não pode. Mas eu posso.
Uthart pegou a varinha, mas foi inútil.
Sophie: Expelliarmus!
Ela voou para longe. O homem não tinha motivos para rir... Mas ele começou a rir histericamente, de uma maneira bem desconcentrante.
Thomas: Uthart, essa é pelo meu pai!
Uma facada no estômago. Escolha interessante. Ele se curou novamente, para nosso azar e eu percebi que isso não pararia de acontecer a não ser que fizéssemos alguma coisa.
Charles: Sophie! Refluxo!
Sintonizei minha mente com a de Sophie enquanto ela pegava a testa de Uthart. Naquele instante, Sophie foi jogada para longe e quase caiu no chão. Eu consegui pegá-la e protegê-la do impacto da queda, mas minha ferida piorou.
Lugh: Eu tenho que fazer isso...
Uthart: Me mate, Lugh! Contrarie todas as leis da luz! Me mate e você se tornará um andarilho das trevas! Será como eu!
Lugh: Não... Não podemos...
Lugh pegou Thomas pelo braço e se afastou. Eu percebi que Nergal e Dan estavam subindo. Agora eles chegavam, não é? Uthart se levantou. Seus olhos estavam vermelhos e sua cara tinha ficado cinzenta... Ele sorriu, de um modo extremamente maligno e começou a entonar uma magia.
Charles: É uma magia muito poderosa... e além das possibilidades dele... Eu já vi isso antes... Ele irá conseguir, com muito custo... ou morrerá na tentativa...
Não deu outra: Uthart foi envolvido por uma névoa negra e um estrondo. Quando a névoa se dissipou, tudo o que havia lá era o corpo de Uthart, caído... Ele tinha falhado... ou não? A porta estava trancada por um encantamento bem forte... e podíamos sentir que tudpo começava a desabar lentamente... Era claro o que ele queria: nos levar junto com os Ereshkigal em si...
Alberto está... morto. Não pode ser... Eu preciso me vingar, mas... Ugh... Não consigo me mexer... E Uthart me matará agora, creio eu... Não há nada que eu possa fazer, há? Pai... Espere por mim. Logo, estarei ao seu lado.
Uthart: Um sacrifício, huh? Tolice! Isso tornou tudo mais fácil! Sorria, garoto, porque lá vem o flash! Avada...
Uma faca passou pelo peito de Uthart. Estranho... O sangue dele era negro? Dois garotos estavam atrás dele. Um era Lugh, mas o outro eu não conhecia, apesar de achar que ele tinha os traços da família... Ele se pronunciou:
??????: Nunca pensou que a faca de Kyrar pudesse ser usada dessa forma, não é? Bem, também devia não ter pensado em matar meu pai, Uthart!
Lugh: Você me enoja, “pai”.
Uthart apontou a varinha para o garoto, mas antes que reagisse, Lugh deu um tapa na mão dele, jogando a varinha para longe:
Lugh: Você perdeu, Uthart. Suas jogadas envolvendo o livro e todos nós acabaram. Se renda.
Uthart fez algo que eu não esperava; na verdade algo que nenhum de nós esperava. Ele golpeou Lugh com muita força, o que fez o garoto cair encima do outro. Os dois ficaram atordoados, o que deu a ele tempo de roubar o livro da mão de Lugh e correr para cima, sangrando, mas com a faca e o livro. Percebi que Sophie tinha acordado, mas os outros dois não. Claro. Adultos nunca estão lá quando são necessários, no final das contas... Nós dois nos levantamos e ajudamos os outros dois a se levantarem.
Charles: Tudo bem, eu conheço Lugh, mas quem é você?
Thomas: Sou Thomas, primo de Lugh. Agora vamos. Sabe-se lá o que Uthart seria capaz de fazer com o livro de Ereshkigal...
Subimos as escadas de pedra rapidamente, mas com cuidado... Afinal, tinha um rastro escorregadio de sangue lá... Uthart não estava sendo discuidado, disso eu tinha certeza... Então ou aquele rastro nos levaria a nada... ou ele queria que nós o seguíssemos... Essa última possibilidade me deu calafrios...
Sophie: Eu posso sentir... Ele está no cômodo logo depois dessas escadas... mas ele está parado... É muito estranho...
Lugh subia na minha frente e eu percebi que ele suava na nuca. Suor de nuca. Isso pode significar muitas coisas, mas nenhuma das aplicáveis naquela hora era uma coisa boa...
Charles: Você está bem, Lugh?
Lugh: Eu... sim... mas lá encima... é perigoso... Cuidado...
Seguimos até o fim das escadas. Percebi que Lugh suava cada vez mais à medida que chegávamos mais perto, e nos últmos degraus, precisei ajudá-lo a subir. Quando saímos da escada de pedra, eu pude perceber que o chão era de madeira, mas não percebia mais nada, porque estava escuro. O ar era estagnado de um modo calorento.
Uthart: Eu estava esperando por vocês... Por que demoraram tanto?
Tochas se acenderam. Uthart estava sentado, a alguns metros de distância de nós. Ele sorria.
Uthart: Ora, quatro contra um? Isso parece um pouco injusto, não?
No instante em que ele falou, dois homens apareceram por trás da estante. Tentamos recuar, mas duas mulheres se colocaram atrás de nós, impedindo nossa passagem. Elas usavam vestidos longos e negros, e os homens estavam vestidos como Uthart.
Uthart: Crianças tolas. Se metendo com maus do que conseguem lidar. Deviam desistir enquanto ainda podem! Se rendam, e três de vocês irão viver!
Thomas: Assim como meu pai sobreviveu? Assim como Raye?
Lugh: Raye... está morto?
Thomas: Sim. Ele diz que foi uma doença, mas eu sei a verdade. Um Avada seria óbvio demais, então ele usou um veneno quase perfeito... quase. Pensou que ninguém iria perceber as unhas... azuis?
Uthart apenas riu. Uma risada maléfica, grave e pertubadora. Percebi que a risada deveria ter algum significado, por que os outros quatro pegaram suas varinhas. O primeiro tentou me estuporar. Eu quase desviei, mas eu tinha julgado mal meu ferimento ao ser jogado na parede e não me movi com velocidade suficiente e fui jogado para longe de novo. Caí perto de uma das mulheres. Ela quase me atacou, mas Sophie chamou a atenção dela no último instante e ela teve que se virar. Percebi que era o instante perfeito para testar um feiticinho bem interessante que eu já tinha visto em algum lugar.
Charles: Confringo!
A mulher explodiu. Literalmente. Cara, aquilo foi tão nojento! O cheiro de tripas começou a se espalhar pelo recinto e Uthart riu ainda mais. Ele segurava o livro em uma mão e a faca com seu sangue em outra. Entoou algumas palavras estranhas e diante de meus olhos, vi a ferida dele se curando do nada.
Uthart: Isso, isso! Batalhem, matem! Mwahahahaha!
Percebi que um dos homens tinha sido derrubado por Thomas e que o outro estava tentando tirar Thomas de suas costas. O jovem apenas segurava com o máximo de força, enquanto Sophie duelava com a outra mulher. Lugh estava no meio de tudo aquilo, caído no chão e suando mais do que antes... Eu me forcei a me levantar e andei até o garoto, com dificuldade...
Lugh: É o que ele... quer... Gah...
Sophie caiu no chão, estuporada. A mulher se preparava para matá-la, mas Thomas tinha sido jogado e estava voando bateu com ela. Os dois caíram no chão depois de baterem em uma parede, inconscientes. O homem tinha se livrado dele, mas Lugh pegou sua varinha e gritou:
Lugh: Petrificus Totalus!
Um feitiço bem simples... mas bem inesperado. O homem caiu no chão, petrificado. Sophie estava se levantando lentamente, mas Lugh a pegou e a colocou no chão, abraçado nela. Um gesto estranho, se me perguntar. Ele falou comigo:
Lugh: Traga Thomas, rápido! Ou eu não poderei fazer nada por ele!
Eu peguei Thomas o mais rápido que pude e o levei para Lugh, apesar de minhas feridas. Quando chegamos, o garoto apenas nos colocou no chão e se pôs sobre nós. Uthart bradou palavras estranhas de novo, mas eu pude sentir que elas eram ainda mais poderosas do que as anteriores... Eu vi que os outros três ajudantes de Uthart viravam esqueletos rapidamente, mas nada acontecia conosco.
Uthart: Mas o quê?! Por que eu não consigo suas essências?
Lugh: Por minha causa. Não vê, “pai”? Eu sou a “luz”.
Uthart: Luz? Isso é ridículo! Você está na casa das trevas! Qualquer luz que entre aqui será subjulgada rapidamente!
Lugh: Teste-me!
Uthart não ria mais. O sorriso tinha sido varrido de seu rosto. Ele apenas estendeu a mão e os esqueletos se levantaram, prontos para nos atacar. Eu lancei um feitiço no primeiro que vi, mas ele só recuou um pouco. Thomas foi mais esperto, deslizando e arrancando um osso da perna de outro esqueleto. Ele caiu ao pedaços... mas mesmo desmontados, os pedaços continuavam vindo atrás de nós. Sophie e eu tentamos manipulá-los, mas a magia de Uthart era tão forte que não conseguíamos fazer nada. Ele ainda por cima olhou para nós, novamente com seu sorriso presunçoso e disse:
Uthart: Não há como vencerem meus Inferi. Não com a magia do Imperador ao meu lado.
Necromagia. A mais profunda e poderosa das Artes das Trevas. Estávamos perdidos.
Lugh: Eu preciso daquela faca, Thomas.
Thomas acenou, entendendo algum plano deles. Eu não podia estar mais confuso. Thomas então encantou a faca, que saiu da mão de Uthart e veio até a dele. Ele a entregou para Lugh.
Lugh: Venham, montes de ossos!
Sophie: Wingardium Leviosa!
Um dos esqueletos, inesperadamente, começou a levitar e ela o colocou perto de Lugh. Era de se esperar que o garoto cortasse o esqueleto no ato, mas antes ele limpou a faca. Ele ainda olhou para Thomas, que ficou hesitante antes de oferecer a mão esquerda para Lugh. Lugh cortou a mão de Thomas com a faca e depois de ter molhado a faca com o sangue vermelho-claro de Thomas, atacou um dos esqueletos.
O esqueleto começou a queimar e virou pó, o que foi muito estranho...
Thomas: Essa faca... pertenceu a Kyrar, o pesadelo dos Inferi... Ele colocava sangue puro na faca... e ao atacar um Inferi, fazia com que ele explodisse em chamas...
Curei a mão de Thomas enquanto Lugh cuidava dos outros Inferi. Quando ele terminou, correu em direção de Uthart e o derrubou no chão.
Uthart: Não pode matar seu pai, Lugh! A luz corre pelas suas veias! Ela o torna fraco!
Olhei para os lados, mas Thomas e Sophie tinham desaparecido. Ouvi a voz de Thomas novamente e percebi que ele tinha aparatado para o lado de Lugh, junto com Sophie. Thomas pegou a faca.
Thomas: Lugh não pode. Mas eu posso.
Uthart pegou a varinha, mas foi inútil.
Sophie: Expelliarmus!
Ela voou para longe. O homem não tinha motivos para rir... Mas ele começou a rir histericamente, de uma maneira bem desconcentrante.
Thomas: Uthart, essa é pelo meu pai!
Uma facada no estômago. Escolha interessante. Ele se curou novamente, para nosso azar e eu percebi que isso não pararia de acontecer a não ser que fizéssemos alguma coisa.
Charles: Sophie! Refluxo!
Sintonizei minha mente com a de Sophie enquanto ela pegava a testa de Uthart. Naquele instante, Sophie foi jogada para longe e quase caiu no chão. Eu consegui pegá-la e protegê-la do impacto da queda, mas minha ferida piorou.
Lugh: Eu tenho que fazer isso...
Uthart: Me mate, Lugh! Contrarie todas as leis da luz! Me mate e você se tornará um andarilho das trevas! Será como eu!
Lugh: Não... Não podemos...
Lugh pegou Thomas pelo braço e se afastou. Eu percebi que Nergal e Dan estavam subindo. Agora eles chegavam, não é? Uthart se levantou. Seus olhos estavam vermelhos e sua cara tinha ficado cinzenta... Ele sorriu, de um modo extremamente maligno e começou a entonar uma magia.
Charles: É uma magia muito poderosa... e além das possibilidades dele... Eu já vi isso antes... Ele irá conseguir, com muito custo... ou morrerá na tentativa...
Não deu outra: Uthart foi envolvido por uma névoa negra e um estrondo. Quando a névoa se dissipou, tudo o que havia lá era o corpo de Uthart, caído... Ele tinha falhado... ou não? A porta estava trancada por um encantamento bem forte... e podíamos sentir que tudpo começava a desabar lentamente... Era claro o que ele queria: nos levar junto com os Ereshkigal em si...
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Re: Organizção XXI
Capítulo 16: Separação
Uthart está morto. Mas a casa está lentamente sucumbindo e aparentemente, a única saída foi selada. E agora?
Lugh: Eu devia ter... matado ele... Agora, eu condenei a todos nós... Não, vocês podem aparatar.
Dan tentou aparatar, mas reapareceu segundos depois no mesmo lugar. Tenso.
Charles: Uma magia realmente avançada... Acho que Uthart resolveu desistir de seu Império decadente e ao mesmo tempo se livrar de nós, que causamos a queda definitiva. Os trouxas vão pensar que a casa simplesmente sucumbiu por peso excessivo e achar corpos indefinidos. Indefinidos, mas não os nossos.
Sophie: Não os nossos... mas, Charles... como o faremos?
Thomas: Entendo o que você quer dizer... Uthart pensou na possibilidade de sobreviver à magia... Então ele deve ter alguma saída em algum lugar por aqui... Só temos que achá-la antes que tudo desabe.
Pensei um pouco... e percebi uma enorme falcatrua:
Charles: Ele não está morto!
Nergal: Isso é impossível, Charles! Você viu a enorme magia que ele executou!
Olhei para o lugar onde Uthart estava caído. Ele tinha sumido.
Charles: Não vê? Um esquema envolvendo meios trouxas. Ele ativou o selo antes de usar a última magia e armou para que a casa desabasse. A névoa? Gelo seco. O estrondo? Explosivos que tinham sido colocados embaixo da casa. Ele só cometeu o erro mais clássico de todos: nos subestimou. Agora, só temos que achar a saída que ele pegou.
Dan: ...Antes que todo o piso se torne isso!
Um cristal simplesmente surgiu no meio de nós, quebrando o piso. Calculei que tínhamos cerca de um minuto e meio antes do chão inteiro ficar daquele jeito...
Charles: Ok, eu sou um psicopata paranóico de uma dinastia mágica decadente que quer se livrar de seus inimigos e de seus rastros sem morrer... Onde eu ocultaria uma passagem?
Sophie: Não esconderia em um lugar muito óbvio como atrás de uma estante... nem em um lugar de acesso difícil demais, porque eu não iria querer que me vissem antes de escapar...
Um estrondo. Outro cristal tinha perfurado o solo, entre nós. A terra cedia ao peso, mas os cristais não o faziam, perfurando tudo. Uthart devia ter premeditado isso... Cristais... ótimos condutores de magia... Será que daria certo? Apontei para o cristal que estava logo à minha frente e bradei:
Charles: Wingardium Leviosa!
Nada, claro. Uthart tinha colocado o selo. Afinal, ele conhecia o Imperador... Era tudo um grande estratagema deles, desde o começo... O Selo, claro! Antes que se pudesse entonar “quadribol”, falei:
Charles: A FACA! NO GLOBO!
Thomas olhou para mim como se eu fosse maluco, mas assentiu e jogou a Faca de Kyrar no globo dourado de Uthart. Não ia fazer falta mesmo, não é? O globo soltou uma onda translúcida e desapareceu. Senti um enorme alívio. Realmente era o Selo, não é? Três cristais surgiram ao mesmo tempo, quebrando o chão em três partes e fazendo uma estante quase esmagar Lugh.
Lugh: Aparatar. Vamos?
Segurei Sophie e aparatei sem nem pensar nos outros, rapidamente. Só quando todos nós nos vimos no jardim dos Ereshkigal, todos vivos, que nos tranqüilizamos de novo. Eu então peguei Thomas, Lugh e Sophie e os coloquei junto comigo.
Charles: Nergal. Dan. Foi divertido, mas creio que não possamos continuar dessa forma. Vocês se arriscam demais; é hora de ficarem para trás.
Nergal: Do que está falando, Charles?
Charles: A verdade, então?
Em um instante, olhei para Sophie e ela olhou para mim. Ela pegou Lugh, eu peguei Thomas, e antes que eles pudessem reagir, já tínhamos aparatado para outro lugar...
Thomas: Charlie, cara! Por que você fez isso?
Charles: Ora, precisamos deixá-los fora disso... Já envolvi Dan em coisas demais e... não me perdoaria se eu perdesse um deles... Vocês já lidaram com coisas desse tipo... Isso, assumindo que virão comigo...
Lugh: Está brincando? Nunca me diverti ou vi tanto naquele castelo!
Sophie: E você, Thomas?
Thomas: Eu não poderia deixar vocês terem toda a diversão sozinhos, não é?
Sophie: Então vamos! Sei onde encontrar Anna!
Uthart está morto. Mas a casa está lentamente sucumbindo e aparentemente, a única saída foi selada. E agora?
Lugh: Eu devia ter... matado ele... Agora, eu condenei a todos nós... Não, vocês podem aparatar.
Dan tentou aparatar, mas reapareceu segundos depois no mesmo lugar. Tenso.
Charles: Uma magia realmente avançada... Acho que Uthart resolveu desistir de seu Império decadente e ao mesmo tempo se livrar de nós, que causamos a queda definitiva. Os trouxas vão pensar que a casa simplesmente sucumbiu por peso excessivo e achar corpos indefinidos. Indefinidos, mas não os nossos.
Sophie: Não os nossos... mas, Charles... como o faremos?
Thomas: Entendo o que você quer dizer... Uthart pensou na possibilidade de sobreviver à magia... Então ele deve ter alguma saída em algum lugar por aqui... Só temos que achá-la antes que tudo desabe.
Pensei um pouco... e percebi uma enorme falcatrua:
Charles: Ele não está morto!
Nergal: Isso é impossível, Charles! Você viu a enorme magia que ele executou!
Olhei para o lugar onde Uthart estava caído. Ele tinha sumido.
Charles: Não vê? Um esquema envolvendo meios trouxas. Ele ativou o selo antes de usar a última magia e armou para que a casa desabasse. A névoa? Gelo seco. O estrondo? Explosivos que tinham sido colocados embaixo da casa. Ele só cometeu o erro mais clássico de todos: nos subestimou. Agora, só temos que achar a saída que ele pegou.
Dan: ...Antes que todo o piso se torne isso!
Um cristal simplesmente surgiu no meio de nós, quebrando o piso. Calculei que tínhamos cerca de um minuto e meio antes do chão inteiro ficar daquele jeito...
Charles: Ok, eu sou um psicopata paranóico de uma dinastia mágica decadente que quer se livrar de seus inimigos e de seus rastros sem morrer... Onde eu ocultaria uma passagem?
Sophie: Não esconderia em um lugar muito óbvio como atrás de uma estante... nem em um lugar de acesso difícil demais, porque eu não iria querer que me vissem antes de escapar...
Um estrondo. Outro cristal tinha perfurado o solo, entre nós. A terra cedia ao peso, mas os cristais não o faziam, perfurando tudo. Uthart devia ter premeditado isso... Cristais... ótimos condutores de magia... Será que daria certo? Apontei para o cristal que estava logo à minha frente e bradei:
Charles: Wingardium Leviosa!
Nada, claro. Uthart tinha colocado o selo. Afinal, ele conhecia o Imperador... Era tudo um grande estratagema deles, desde o começo... O Selo, claro! Antes que se pudesse entonar “quadribol”, falei:
Charles: A FACA! NO GLOBO!
Thomas olhou para mim como se eu fosse maluco, mas assentiu e jogou a Faca de Kyrar no globo dourado de Uthart. Não ia fazer falta mesmo, não é? O globo soltou uma onda translúcida e desapareceu. Senti um enorme alívio. Realmente era o Selo, não é? Três cristais surgiram ao mesmo tempo, quebrando o chão em três partes e fazendo uma estante quase esmagar Lugh.
Lugh: Aparatar. Vamos?
Segurei Sophie e aparatei sem nem pensar nos outros, rapidamente. Só quando todos nós nos vimos no jardim dos Ereshkigal, todos vivos, que nos tranqüilizamos de novo. Eu então peguei Thomas, Lugh e Sophie e os coloquei junto comigo.
Charles: Nergal. Dan. Foi divertido, mas creio que não possamos continuar dessa forma. Vocês se arriscam demais; é hora de ficarem para trás.
Nergal: Do que está falando, Charles?
Charles: A verdade, então?
Em um instante, olhei para Sophie e ela olhou para mim. Ela pegou Lugh, eu peguei Thomas, e antes que eles pudessem reagir, já tínhamos aparatado para outro lugar...
Thomas: Charlie, cara! Por que você fez isso?
Charles: Ora, precisamos deixá-los fora disso... Já envolvi Dan em coisas demais e... não me perdoaria se eu perdesse um deles... Vocês já lidaram com coisas desse tipo... Isso, assumindo que virão comigo...
Lugh: Está brincando? Nunca me diverti ou vi tanto naquele castelo!
Sophie: E você, Thomas?
Thomas: Eu não poderia deixar vocês terem toda a diversão sozinhos, não é?
Sophie: Então vamos! Sei onde encontrar Anna!
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Re: Organizção XXI
Capítulo 17: Aurora
Eles precisam ficar para trás. Estão cansados, tensos e eles tem que continuar suas vidas. Além disso, não é como se adultos como eles soubessem toda a versatilidade de planos e estratagemas que os jovens espertos são capazes de criar. Sophie diz que achou Anna, mas e se esse rastro for uma armadilha fatal?
Lugh: Me pergunto onde aquele desprezível Uthart está se escondendo... Não devíamos acabar com ele primeiro?
Charles: O Imperador que queremos matar é quem ensinou aquelas magias negras para ele... Além disso, tecnicamente, Uthart é inútil para aquele monstro... Sophie... Quando eu invadi a mente de Uthart... você viu o que eu vi?
Sophie: Sim... Ele disse que um dos garotos da família Ereshkigal iria causar a decadência de ambos... E na verdade, Uthart já decaiu. É por isso que queríamos vocês do nosso lado... Se isso for uma profecia... Vocês podem realizá-la.
Thomas: Sim, claro, claro... Mas, só uma perguntinha: Onde nós estamos?!
Sophie: Groelândia. Eu achei que seria óbvio que se Anna soubesse que nós iríamos atrás dela antes de ir até o Imperador, ela encontraria um lugar com condições propícias para sua batalha. Isso seria Rússia, algum dos países nórdicos, ou Alaska e Canadá. Ela não escolheria algum lugar do Pólo Sul por que isso tornaria nossa chegada até lá mais difícil, já que o ponto mais próximo onde chegaríamos era Macchu Picchu...
Charles: A Europa é o pólo do Ministério da Magia, então tentar assassinar um grupo de bruxos lá era muito arriscado. Anna é francesa, então ela nunca iria aos Estados Unidos por ódio aos americanos... E ela sabe que eu conheço muito bem o território russo, já que eu vivi lá por pelo menos seis anos... Com isso sobra Groelândia e Canadá... Mas uma ilha seria perfeita. Ela só precisaria nos matar, jogar nossos corpos nas águas internacionais e se nos achassem algum dia, pensariam que fomos vítimas de algum naufrágio. Em terra continental, seria mais difícil.
Lugh: Hm, bem interessante sua linha de pensamento... E com sua sensação, Sophie, eu diria que vocês acertaram em cheio... Eu posso sentir uma leve dor de cabeça, o que significa que o perigo não está longe.
Thomas: É, é, temos que caçá-la, mas não podemos deixar isso para amanhã? Afinal, estamos no meio da noite, não é? Acho que devíamos dormir antes de começar essa procura...
Felizmente para nós, estávamos perto de uma vila. A pousada não parecia ser muito barata, mas depois de um certo “negócio” com o dono da pousada, conseguimos estadia para quatro por um preço razoável. Tivemos uma boa noite de sono, apesar de estar bem frio lá. Acordamos, mas eu olhei para a janela e ainda estava de noite! Falei com o dono da pousada, mas ele falou que isso era normal, que não demoraria para o Sol nascer e que nessa época, a Aurora Boreal era ainda mais ativa.
Charles: A Aurora Boreal... Já que estamos aqui, deveríamos vê-la, não?
Lugh: Charles... Você não está se esquecendo do que viemos fazer aqui, não é?
Charles: Ora, claro que não... Mas há lendas de que a Aurora Boreal pode dizer coisas para os suficientemente sensíveis para escutá-la... E eu quero tentar escutá-la, entendeu?
Thomas: O cara da pousada também falou que no topo da colina que fica a Oeste dessa vila é um lugar bom para se observar...
Sophie: Ele disse mais alguma coisa?
Thomas: Hm... Ele me perguntou o que nosso grupinho estranho fazia aqui.
Lugh: É mesmo?! E o que você disse?
Thomas: A verdade. Que procurávamos uma mulher de cabelos longos que sempre carrega cantis de água. Ele me disse que ele viu alguém desse jeito por aqui ontem mesmo.
Sophie: Talvez ela tenha pagado o homem. Talvez tudo seja uma armadilha...
Charles: Não sei. Talvez seja. Mas é a única pista que temos. Peercebem? E mesmo se for uma armadilha, temos nossa equipe. Podemos fazer dar certo.
Thomas: Confio em você então, Charlie.
Charles: Obrigado. Eu não falharei. Não posso deixar.
Subimos a colina, rapidamente. Nada de Aurora Boreal, mas nada de Anna também. Apenas o leve cair da neve e um ruído estranhamente silencioso. Eu me sentia tenso, mas não conseguia explicar porque isso acontecia... Lugh mexeu-se, sentindo uma dor de cabeça e nós sabíamos o que isso significava. Algo estava errado... e isso seria ou muito bom, ou muito ruim...
Sophie: Varinhas.
Nós automaticamente as colocamos em nossas mãos. A leve queda de neve começou a fortalecer-se, até se tornar uma nevasca bem intensa. Só podia ser Anna, em uma tentativa de nos separar.
Thomas: Segurem-se! Juntos!
Eu ouvi Thomas, mas um som doce e extremamente atrativo me impediu de agir. Instintivamente olhei para cima, mas ao invés de ver a névoa que cercava por todos os outros lados, vi o céu e a Aurora Boreal... Ela se movia, fluida e o som doce acompanhava o movimento... Eu estava hipnotizado. Ouvia tudo o que ocorria ao meu redor, mas de modo abafado.
Thomas: É ela!
Anna: Ora, você é novo aqui, garoto! Quer realmente duelar comigo?
Lugh: Charles! Acorde!
Tentei me mover, mas não conseguia! Eu estava começando a perceber uma certa linguagem na canção da Aurora! Não podia desistir agora, depois de tudo!
Anna: ESTUPEFAÇA!
Lugh: Sophie!
Sophie tinha sido estuporada. E eu não fazia nada.
Anna: Vocês me parecem familiares, garotos! São parentes daquele inútil, Nergal, não é?
Thomas: Expelliarmus!
Ouvi o som de algo voando. Assumi que era a varinha de Anna. Ela riu.
Anna: Eu não preciso dela para nocauteá-los! Agora, garotos, vocês saberão por que eu sou chamada General da Água!
Ouvi a nevasca aumentando. Pensei que naquele instante a conexão se quebraria, mas eu parei de ouvir, porque Aurora passara a cantar...
Três você vai procurar...
Um na terra de gelar...
Tá, isso eu já sabia e já tinha feito...
Outro no vulcão impuro...
E o último no cemitério duro...
Gale e Alexis. Claro.
Mas só dois vai alcançar...
O último outro irá achar...
O quê? Ela me conta a missão só pra falar: ah, só pra constar, você não vai conseguir.
Um pela própria arma irá perecer...
Outro irá do nada morrer...
Aquelas palavras eram duras demais... Um deles ia morrer?! Então minha promessa tinha sido falha? Eu ia deixá-los na mão... ou o morto seria eu?
O objetivo final você deve exterminar...
O monstro que não devia vivo estar...
Mas para fazê-lo o descanso conhecer...
Um grande sacrifício você deverá fazer...
Eu gostava cada vez menos disso, mas tudo que eu podia fazer era escutar... e torcer para que aquela voz mágica estivesse errada...
O fim é o que esperamos...
Com esse aviso, te deixamos...
A voz ficava cada vez mais baixa, até desaparecer... O barulho da nevasca também desaparecera. Quando tudo acabou, percebi que Sophie estava desacordada e que Lugh e Thomas tinham acabado de ser congelados.
Anna: Eu poderia matar vocês dois... Mas Charles será o primeiro a ter as honras...
Ela criou várias lanças de gelo e me cercou com elas antes que eu pudesse reagir. A mulher sorria, louca pelo gosto da vitória... Bem, eu não iria dá-lo. Não sem fazer tudo o que pudesse antes, mas a situação parecia meio impossível...
Anna: Quais são suas últimas palavras, Charles?
Charles: Sol.
Tirei meu medalhão de dentro da minha blusa e refleti a luz do nascer do sol nos olhos de Anna. Ela cambaleou e caiu na neve, com raiva. Antes que ela se levantasse, peguei minha varinha e bradava, repetidamente:
Charles: Incendio! Incendio!
As lanças dela derretiam. Como eu pretendia... Porém, sem que eu visse, ela criou outra delas e lançou em mim, acertando minha mão esquerda. A dor não era leve, mas me limitei a rir, como se aquilo não fosse nada. Silenciosamente, apontei para os dois garotos congelados e disse, o mais baixo possível:
Charles: Incendio. – Ei, Anna! Quer me matar? Então vai ter que me encontrar primeiro!
Aparatei, sem nenhuma noção de qual seria meu destino. Apenas precisava afastar aquela vaca dos outros para que meu plano tivesse alguma chance de funcionar... Acabei quase indo parar dentro da água gelada, me vendo encima de um bloco de gelo. Era o mar? Coloquei minha mão na água sem nem pensar e depois a tirei, deixando uma única gota cair em meus lábios... Não, era água doce. Um lago. Ouvi um riso, o último riso que eu queria escutar.
Anna: Isso facilita muito as coisas para mim, Charlie! Obrigada! Hahahahaha!
Charles: Ora, de nada... É um cenário tão perfeitamente irônico para o seu fim!
Ela estava com a varinha de volta. TENSO.
Anna: Avada Kedavra!
Ah, o Avada. Tão previsível... mas isso não o tornava menos eficaz. No instante que eu tinha, instintivamente pulei na água, só para depois pensar no grande erro que isso foi. Eu estava no território dela agora. Ele pulou dentro d’água. Ótimo. Além do frio de matar, eu ainda tinha que lidar com uma doida aquática!
Anna: O que foi, garoto? Não sabe nadar?
Percebi que eu estava recebendo oxigênio. Então minha irmã tinha acordado. Só tinha um plano para executar.
Charles: Glacius!
Congelei a perna de Anna. Ela tentou me congelar também, mas antes que pudesse, eu agarrei a perna dela e calmamente comecei a me concentrar para nos colocar no fundo... Ela me batia e tentava me chutar, mas a resistência dela era cada vez menor... Ora, quem diria, a General da Água fora afogada! Me concentrei para subir de novo, mas não daria tempo, porque Sophie não conseguia mais respirar o suficiente para nós dois! Com as últimas forças do meu corpo quase sem ar e que definitivamente estaria com hipotermia, coloquei minha varinha apontando para o fundo e disse:
Charles: Ascendio!
Saí do lago voando e não conseguia ver meus arredores, porque assim que eu resspirei pela primeira vez, perdi a consciência... Quando eu acordei, estava em uma cama confortável, dentro de uma casa de madeira. Minha varinha tinha sido colocada na escrivaninha ao meu lado e uma garota veio falar comigo...
?????: Eu sei que vocês bruxos podem fazer muitas coisas estranhas, mas nunca pensei que eu veria um de vocês cair do céu!
Charles: Hã? Quem é você?
Nadia: Sou Nadia. E você meio que caiu encima de mim depois de sair voando do meio do lago... Você não sabia que era perigoso cair naquela água! Quer dizer, quando eu te vi, você estava azul de frio!
Ouvimos algumas batidas. A menina foi atender a porta, o que me deu alguns segundos para pensar. A profecia da Aurora dizia as três localizações, mas também dizia que apenas duas delas eram acessíveis para nós... Não queria simplesmente ficar cara a cara com a morte tão cedo se pudesse evitar, e tinha contas para acertar com Gale. Era simples então. O próximo passo era o vulcão impuro... mas qual ele seria?
Eles precisam ficar para trás. Estão cansados, tensos e eles tem que continuar suas vidas. Além disso, não é como se adultos como eles soubessem toda a versatilidade de planos e estratagemas que os jovens espertos são capazes de criar. Sophie diz que achou Anna, mas e se esse rastro for uma armadilha fatal?
Lugh: Me pergunto onde aquele desprezível Uthart está se escondendo... Não devíamos acabar com ele primeiro?
Charles: O Imperador que queremos matar é quem ensinou aquelas magias negras para ele... Além disso, tecnicamente, Uthart é inútil para aquele monstro... Sophie... Quando eu invadi a mente de Uthart... você viu o que eu vi?
Sophie: Sim... Ele disse que um dos garotos da família Ereshkigal iria causar a decadência de ambos... E na verdade, Uthart já decaiu. É por isso que queríamos vocês do nosso lado... Se isso for uma profecia... Vocês podem realizá-la.
Thomas: Sim, claro, claro... Mas, só uma perguntinha: Onde nós estamos?!
Sophie: Groelândia. Eu achei que seria óbvio que se Anna soubesse que nós iríamos atrás dela antes de ir até o Imperador, ela encontraria um lugar com condições propícias para sua batalha. Isso seria Rússia, algum dos países nórdicos, ou Alaska e Canadá. Ela não escolheria algum lugar do Pólo Sul por que isso tornaria nossa chegada até lá mais difícil, já que o ponto mais próximo onde chegaríamos era Macchu Picchu...
Charles: A Europa é o pólo do Ministério da Magia, então tentar assassinar um grupo de bruxos lá era muito arriscado. Anna é francesa, então ela nunca iria aos Estados Unidos por ódio aos americanos... E ela sabe que eu conheço muito bem o território russo, já que eu vivi lá por pelo menos seis anos... Com isso sobra Groelândia e Canadá... Mas uma ilha seria perfeita. Ela só precisaria nos matar, jogar nossos corpos nas águas internacionais e se nos achassem algum dia, pensariam que fomos vítimas de algum naufrágio. Em terra continental, seria mais difícil.
Lugh: Hm, bem interessante sua linha de pensamento... E com sua sensação, Sophie, eu diria que vocês acertaram em cheio... Eu posso sentir uma leve dor de cabeça, o que significa que o perigo não está longe.
Thomas: É, é, temos que caçá-la, mas não podemos deixar isso para amanhã? Afinal, estamos no meio da noite, não é? Acho que devíamos dormir antes de começar essa procura...
Felizmente para nós, estávamos perto de uma vila. A pousada não parecia ser muito barata, mas depois de um certo “negócio” com o dono da pousada, conseguimos estadia para quatro por um preço razoável. Tivemos uma boa noite de sono, apesar de estar bem frio lá. Acordamos, mas eu olhei para a janela e ainda estava de noite! Falei com o dono da pousada, mas ele falou que isso era normal, que não demoraria para o Sol nascer e que nessa época, a Aurora Boreal era ainda mais ativa.
Charles: A Aurora Boreal... Já que estamos aqui, deveríamos vê-la, não?
Lugh: Charles... Você não está se esquecendo do que viemos fazer aqui, não é?
Charles: Ora, claro que não... Mas há lendas de que a Aurora Boreal pode dizer coisas para os suficientemente sensíveis para escutá-la... E eu quero tentar escutá-la, entendeu?
Thomas: O cara da pousada também falou que no topo da colina que fica a Oeste dessa vila é um lugar bom para se observar...
Sophie: Ele disse mais alguma coisa?
Thomas: Hm... Ele me perguntou o que nosso grupinho estranho fazia aqui.
Lugh: É mesmo?! E o que você disse?
Thomas: A verdade. Que procurávamos uma mulher de cabelos longos que sempre carrega cantis de água. Ele me disse que ele viu alguém desse jeito por aqui ontem mesmo.
Sophie: Talvez ela tenha pagado o homem. Talvez tudo seja uma armadilha...
Charles: Não sei. Talvez seja. Mas é a única pista que temos. Peercebem? E mesmo se for uma armadilha, temos nossa equipe. Podemos fazer dar certo.
Thomas: Confio em você então, Charlie.
Charles: Obrigado. Eu não falharei. Não posso deixar.
Subimos a colina, rapidamente. Nada de Aurora Boreal, mas nada de Anna também. Apenas o leve cair da neve e um ruído estranhamente silencioso. Eu me sentia tenso, mas não conseguia explicar porque isso acontecia... Lugh mexeu-se, sentindo uma dor de cabeça e nós sabíamos o que isso significava. Algo estava errado... e isso seria ou muito bom, ou muito ruim...
Sophie: Varinhas.
Nós automaticamente as colocamos em nossas mãos. A leve queda de neve começou a fortalecer-se, até se tornar uma nevasca bem intensa. Só podia ser Anna, em uma tentativa de nos separar.
Thomas: Segurem-se! Juntos!
Eu ouvi Thomas, mas um som doce e extremamente atrativo me impediu de agir. Instintivamente olhei para cima, mas ao invés de ver a névoa que cercava por todos os outros lados, vi o céu e a Aurora Boreal... Ela se movia, fluida e o som doce acompanhava o movimento... Eu estava hipnotizado. Ouvia tudo o que ocorria ao meu redor, mas de modo abafado.
Thomas: É ela!
Anna: Ora, você é novo aqui, garoto! Quer realmente duelar comigo?
Lugh: Charles! Acorde!
Tentei me mover, mas não conseguia! Eu estava começando a perceber uma certa linguagem na canção da Aurora! Não podia desistir agora, depois de tudo!
Anna: ESTUPEFAÇA!
Lugh: Sophie!
Sophie tinha sido estuporada. E eu não fazia nada.
Anna: Vocês me parecem familiares, garotos! São parentes daquele inútil, Nergal, não é?
Thomas: Expelliarmus!
Ouvi o som de algo voando. Assumi que era a varinha de Anna. Ela riu.
Anna: Eu não preciso dela para nocauteá-los! Agora, garotos, vocês saberão por que eu sou chamada General da Água!
Ouvi a nevasca aumentando. Pensei que naquele instante a conexão se quebraria, mas eu parei de ouvir, porque Aurora passara a cantar...
Três você vai procurar...
Um na terra de gelar...
Tá, isso eu já sabia e já tinha feito...
Outro no vulcão impuro...
E o último no cemitério duro...
Gale e Alexis. Claro.
Mas só dois vai alcançar...
O último outro irá achar...
O quê? Ela me conta a missão só pra falar: ah, só pra constar, você não vai conseguir.
Um pela própria arma irá perecer...
Outro irá do nada morrer...
Aquelas palavras eram duras demais... Um deles ia morrer?! Então minha promessa tinha sido falha? Eu ia deixá-los na mão... ou o morto seria eu?
O objetivo final você deve exterminar...
O monstro que não devia vivo estar...
Mas para fazê-lo o descanso conhecer...
Um grande sacrifício você deverá fazer...
Eu gostava cada vez menos disso, mas tudo que eu podia fazer era escutar... e torcer para que aquela voz mágica estivesse errada...
O fim é o que esperamos...
Com esse aviso, te deixamos...
A voz ficava cada vez mais baixa, até desaparecer... O barulho da nevasca também desaparecera. Quando tudo acabou, percebi que Sophie estava desacordada e que Lugh e Thomas tinham acabado de ser congelados.
Anna: Eu poderia matar vocês dois... Mas Charles será o primeiro a ter as honras...
Ela criou várias lanças de gelo e me cercou com elas antes que eu pudesse reagir. A mulher sorria, louca pelo gosto da vitória... Bem, eu não iria dá-lo. Não sem fazer tudo o que pudesse antes, mas a situação parecia meio impossível...
Anna: Quais são suas últimas palavras, Charles?
Charles: Sol.
Tirei meu medalhão de dentro da minha blusa e refleti a luz do nascer do sol nos olhos de Anna. Ela cambaleou e caiu na neve, com raiva. Antes que ela se levantasse, peguei minha varinha e bradava, repetidamente:
Charles: Incendio! Incendio!
As lanças dela derretiam. Como eu pretendia... Porém, sem que eu visse, ela criou outra delas e lançou em mim, acertando minha mão esquerda. A dor não era leve, mas me limitei a rir, como se aquilo não fosse nada. Silenciosamente, apontei para os dois garotos congelados e disse, o mais baixo possível:
Charles: Incendio. – Ei, Anna! Quer me matar? Então vai ter que me encontrar primeiro!
Aparatei, sem nenhuma noção de qual seria meu destino. Apenas precisava afastar aquela vaca dos outros para que meu plano tivesse alguma chance de funcionar... Acabei quase indo parar dentro da água gelada, me vendo encima de um bloco de gelo. Era o mar? Coloquei minha mão na água sem nem pensar e depois a tirei, deixando uma única gota cair em meus lábios... Não, era água doce. Um lago. Ouvi um riso, o último riso que eu queria escutar.
Anna: Isso facilita muito as coisas para mim, Charlie! Obrigada! Hahahahaha!
Charles: Ora, de nada... É um cenário tão perfeitamente irônico para o seu fim!
Ela estava com a varinha de volta. TENSO.
Anna: Avada Kedavra!
Ah, o Avada. Tão previsível... mas isso não o tornava menos eficaz. No instante que eu tinha, instintivamente pulei na água, só para depois pensar no grande erro que isso foi. Eu estava no território dela agora. Ele pulou dentro d’água. Ótimo. Além do frio de matar, eu ainda tinha que lidar com uma doida aquática!
Anna: O que foi, garoto? Não sabe nadar?
Percebi que eu estava recebendo oxigênio. Então minha irmã tinha acordado. Só tinha um plano para executar.
Charles: Glacius!
Congelei a perna de Anna. Ela tentou me congelar também, mas antes que pudesse, eu agarrei a perna dela e calmamente comecei a me concentrar para nos colocar no fundo... Ela me batia e tentava me chutar, mas a resistência dela era cada vez menor... Ora, quem diria, a General da Água fora afogada! Me concentrei para subir de novo, mas não daria tempo, porque Sophie não conseguia mais respirar o suficiente para nós dois! Com as últimas forças do meu corpo quase sem ar e que definitivamente estaria com hipotermia, coloquei minha varinha apontando para o fundo e disse:
Charles: Ascendio!
Saí do lago voando e não conseguia ver meus arredores, porque assim que eu resspirei pela primeira vez, perdi a consciência... Quando eu acordei, estava em uma cama confortável, dentro de uma casa de madeira. Minha varinha tinha sido colocada na escrivaninha ao meu lado e uma garota veio falar comigo...
?????: Eu sei que vocês bruxos podem fazer muitas coisas estranhas, mas nunca pensei que eu veria um de vocês cair do céu!
Charles: Hã? Quem é você?
Nadia: Sou Nadia. E você meio que caiu encima de mim depois de sair voando do meio do lago... Você não sabia que era perigoso cair naquela água! Quer dizer, quando eu te vi, você estava azul de frio!
Ouvimos algumas batidas. A menina foi atender a porta, o que me deu alguns segundos para pensar. A profecia da Aurora dizia as três localizações, mas também dizia que apenas duas delas eram acessíveis para nós... Não queria simplesmente ficar cara a cara com a morte tão cedo se pudesse evitar, e tinha contas para acertar com Gale. Era simples então. O próximo passo era o vulcão impuro... mas qual ele seria?
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Re: Organizção XXI
Capítulo 18: Cova
Isso é tão estranho... Charles nos abandona e some com aqueles garotos! Um ato bem incompreensível, na verdade... Mas se ele acha que se livrou de nós, está errado...
Olhei para Dan, que ainda estava perplexo. Ele olhou de volta e finalmente falou alguma coisa, depois de alguns instantes.
Dan: O que fazemos agora, Nergal?
Nergal: Não podemos simplesmente deixá-los irem. Temos que prosseguir.
Dan: Mas... o que podemos fazer, Nergal?
Nergal: O Imperador tem Generais dos três elementos que não o ar. Charles definitivamente caçará Gale. E acho que Anna tentará pegá-lo antes disso. Então nossa primeira meta é Alexis.
Dan: Alexis?
Nergal: Sim. A última General. Aquela sobre quem Charles, nos falou, preocupado.
Dan: Ah, a russa. Será se temos chance contra ela?
Nergal: Temos que tentar. Não vou abandonar a causa de Charles; é minha causa também.
Dan pensou um pouco, mas não disse nada... Acho que isso significava que ele estava comigo e mesmo que fosse pelo fato de não ter muita escolha, eu me sentia grato por seu ato. Ia dizer algo mais, mas as palavras se perderam, porque do outro lado da estrada um vulto passou. Não foi sua nenhum aspecto de sua aparência ou de seu figurino que tinha me chamado a atenção. Foi uma coisa muito simples, que quase passou despercebida, mas que assim que eu vi, descobri o que era...
Em uma de suas mãos cobertas, ele carregava um papel azul petróleo. Só vira um papel daquela cor duas vezes antes. E em ambas, as mesmas palavras estavam escritas nele. Organização XXI.
Nergal: Aquele vulto – temos que seguí-lo.
Dan acenou e nós dois começamos a correr, chegando em uma pequena cidade depois de perseguir aquele ser por alguns minutos. Era tão perto da minha antiga moradia que eu deveria saber que cidade era aquela, mas eu não fazia idéia. Ele continuou andando, então eu não era mais capaz de devanear... Tinha que seguí-lo. A pessoa misteriosa entrou em um cemitério e parou ali, no meio de uma seção de tumbas luxuosas. Paramos logo na frente dela.
??????: Você não é o garoto... Ah, espero que seja útil.
Ela tirou a capa e o capuz. Em uma armadura selvagem, Alexis se revelara na nossa frente... Mas o fato de ela estar ali, sozinha fazia tudo parecer fácil. Fácil demais.
Nergal: O que vai fazer, mulher? Me matar?
Alexis: Ah, eu sei quem você é! O ex-General do Ar. O Mestre queria que eu fizesse outra coisa com você.
Percebi naquele instante o que estava errado... O cheiro de magia negra estava no ar... Magia muito, mas muito negra. Eu devia ter corrido, mas estava determinado a impedir Alexis.
Nergal: Então venha! Um duelo!
Alexis: O Grande Imperador me alertou que você me tentaria. Sinto muito, mas não tenho interesse em brincar com você, Nerguinho...
Antes que eu pudesse reagir, ela pulou por trás de mim e imobilizou meus braços com uma só mão, os colocando em minhas costas. Eu tentei chutá-la, mas ela imobilizou minhas pernas também. Ela então colocou algo na minha nuca. Algo pontudo e bem velho.
Eu nunca poderei esquecer a dor que tive naquele momento. Senti uma picada e de repente, me sentia como se alguma coisa muito boa estivesse me deixando... Comecei a ofegar, sem ar, e aí percebi o que ocorria... Ela tirava o meu dom de controle do ar... E o enviou para algum outro lugar.
Alexis: O ar é traiçoeiro. Mestre me alertou para me livrar de seu elemento.
Nergal: Então... por que você não me matou?
Alexis: O ciclo. Sempre que uma pessoa com o dom morre, ele passa para o próximo mais apto a tê-lo. O único jeito de quebrar o ciclo... A única maneira de impedir o reaparecimento do dom... é matar o possuidor com o próprio elemento que ele controla...
Dan: Isso não explica nada.
Alexis: E por que eu deveria? Logo, vocês não passarão de mais dois cadáveres no meio desse ossário...
Ela tirou a varinha e a colocou em sua mão esquerda. Tentei pegar a minha varinha, mas a perda foi grande... Eu me sentia tonto e fraco... Felizmente, Dan a desarmou antes que ela nos matasse.
Dan: Sente-se mais cooperativa agora?
Alexis: Mestre me disse tudo. Agora, vamos testar os novos amiguinhos dele...
Ela estalou os dedos. De repente, mortos começaram a reaparecer de dentro da terra... O estranho era que eles eram muito mais bem conservados do que os esqueletos padrão. Eles tinham uma aparência... quase normal. Eram bem pálidos, com olhos mortos, mas ainda tinham pele. Alguns usavam armaduras, outros túnicas e um ou dois estavam de terno. Eles não diziam nada, apenas parados esperando sua próxima ordem.
Alexis: Gostaram? Um novo experimento do Imperador. Inferi XII. Ataquem esses intrusos!
Espadas surgiram nas mãos dos mortos de armadura. Arcos nas mãos dos que usavam túnicas e para os executivos, claro, maletas. Dan tinha pegado seu machado e tentava cortar o máximo deles possível, mas aquilo não funcionava tão bem... Mortos ficavam rígidos e eram mais resistentes do que os vivos. Eu percebi que ele estava em pânico, mas podia perdoá-lo por isso. Estendi minha varinha e bradei:
Nergal: Lumos Maxima!
Os cadáveres caíram, cegos e assustados. Com isso, Dan começara a atacá-los em seu ponto mais vulnerável: o pescoço. Eu me soergui, preparado para enfrentar aquele jacaré russo que roubara meus poderes. Ela começou a fazer com que pilares de terra se levantassem, mas eu era capaz de me desviar de todos eles, não tão rapidamente quanto antes. Ela me acertou com um upper de direita quando cheguei perto demais, me jogando no chão. Assim que senti a terra, eu soube o que fazer. Alexis disse que quem fosse morto pelo elemento que controlava quebrava o ciclo, não é? Hora de testar esse mito, mocinha.
Alexis: Estupefaça!
Nergal: Protego!
Eu corri, procurando algo estritamente necessário para o meu plano até que encontrei a coisa macabra em uma seção mais simples ao leste: uma cova. Parei ali e tive que me desviar das pedras que ela me lançava. Uma delas me acertou no estômago, outra na testa e mais uma no meu pé. Eu mal conseguia me manter em pé, enquanto aquela mulher nem sequer suava. Não estaria mais fedida para o funeral.
Alexis: Uma cova, é? Já está planejando o funeral?
Nergal: Sim... mas não o meu! Petrificus Totalus!
Um truque de iniciante, tenho que admitir. Mas foi o suficiente para ela cair. Eu então tomei a varinha dela e com muito esforço joguei o corpo imóvel no fundo do buraco, o que demorou um pouco. Naquele instante, Dan chegou e vendo o meu cansaço, tampou o túmulo para mim... Aquilo era desagradável, mas estava feito. Tinha enterrado uma mulher imobilizada. Tinha a matado. E eu nem sequer sabia como alcançaríamos Charles depois daquele momento tenso...
Isso é tão estranho... Charles nos abandona e some com aqueles garotos! Um ato bem incompreensível, na verdade... Mas se ele acha que se livrou de nós, está errado...
Olhei para Dan, que ainda estava perplexo. Ele olhou de volta e finalmente falou alguma coisa, depois de alguns instantes.
Dan: O que fazemos agora, Nergal?
Nergal: Não podemos simplesmente deixá-los irem. Temos que prosseguir.
Dan: Mas... o que podemos fazer, Nergal?
Nergal: O Imperador tem Generais dos três elementos que não o ar. Charles definitivamente caçará Gale. E acho que Anna tentará pegá-lo antes disso. Então nossa primeira meta é Alexis.
Dan: Alexis?
Nergal: Sim. A última General. Aquela sobre quem Charles, nos falou, preocupado.
Dan: Ah, a russa. Será se temos chance contra ela?
Nergal: Temos que tentar. Não vou abandonar a causa de Charles; é minha causa também.
Dan pensou um pouco, mas não disse nada... Acho que isso significava que ele estava comigo e mesmo que fosse pelo fato de não ter muita escolha, eu me sentia grato por seu ato. Ia dizer algo mais, mas as palavras se perderam, porque do outro lado da estrada um vulto passou. Não foi sua nenhum aspecto de sua aparência ou de seu figurino que tinha me chamado a atenção. Foi uma coisa muito simples, que quase passou despercebida, mas que assim que eu vi, descobri o que era...
Em uma de suas mãos cobertas, ele carregava um papel azul petróleo. Só vira um papel daquela cor duas vezes antes. E em ambas, as mesmas palavras estavam escritas nele. Organização XXI.
Nergal: Aquele vulto – temos que seguí-lo.
Dan acenou e nós dois começamos a correr, chegando em uma pequena cidade depois de perseguir aquele ser por alguns minutos. Era tão perto da minha antiga moradia que eu deveria saber que cidade era aquela, mas eu não fazia idéia. Ele continuou andando, então eu não era mais capaz de devanear... Tinha que seguí-lo. A pessoa misteriosa entrou em um cemitério e parou ali, no meio de uma seção de tumbas luxuosas. Paramos logo na frente dela.
??????: Você não é o garoto... Ah, espero que seja útil.
Ela tirou a capa e o capuz. Em uma armadura selvagem, Alexis se revelara na nossa frente... Mas o fato de ela estar ali, sozinha fazia tudo parecer fácil. Fácil demais.
Nergal: O que vai fazer, mulher? Me matar?
Alexis: Ah, eu sei quem você é! O ex-General do Ar. O Mestre queria que eu fizesse outra coisa com você.
Percebi naquele instante o que estava errado... O cheiro de magia negra estava no ar... Magia muito, mas muito negra. Eu devia ter corrido, mas estava determinado a impedir Alexis.
Nergal: Então venha! Um duelo!
Alexis: O Grande Imperador me alertou que você me tentaria. Sinto muito, mas não tenho interesse em brincar com você, Nerguinho...
Antes que eu pudesse reagir, ela pulou por trás de mim e imobilizou meus braços com uma só mão, os colocando em minhas costas. Eu tentei chutá-la, mas ela imobilizou minhas pernas também. Ela então colocou algo na minha nuca. Algo pontudo e bem velho.
Eu nunca poderei esquecer a dor que tive naquele momento. Senti uma picada e de repente, me sentia como se alguma coisa muito boa estivesse me deixando... Comecei a ofegar, sem ar, e aí percebi o que ocorria... Ela tirava o meu dom de controle do ar... E o enviou para algum outro lugar.
Alexis: O ar é traiçoeiro. Mestre me alertou para me livrar de seu elemento.
Nergal: Então... por que você não me matou?
Alexis: O ciclo. Sempre que uma pessoa com o dom morre, ele passa para o próximo mais apto a tê-lo. O único jeito de quebrar o ciclo... A única maneira de impedir o reaparecimento do dom... é matar o possuidor com o próprio elemento que ele controla...
Dan: Isso não explica nada.
Alexis: E por que eu deveria? Logo, vocês não passarão de mais dois cadáveres no meio desse ossário...
Ela tirou a varinha e a colocou em sua mão esquerda. Tentei pegar a minha varinha, mas a perda foi grande... Eu me sentia tonto e fraco... Felizmente, Dan a desarmou antes que ela nos matasse.
Dan: Sente-se mais cooperativa agora?
Alexis: Mestre me disse tudo. Agora, vamos testar os novos amiguinhos dele...
Ela estalou os dedos. De repente, mortos começaram a reaparecer de dentro da terra... O estranho era que eles eram muito mais bem conservados do que os esqueletos padrão. Eles tinham uma aparência... quase normal. Eram bem pálidos, com olhos mortos, mas ainda tinham pele. Alguns usavam armaduras, outros túnicas e um ou dois estavam de terno. Eles não diziam nada, apenas parados esperando sua próxima ordem.
Alexis: Gostaram? Um novo experimento do Imperador. Inferi XII. Ataquem esses intrusos!
Espadas surgiram nas mãos dos mortos de armadura. Arcos nas mãos dos que usavam túnicas e para os executivos, claro, maletas. Dan tinha pegado seu machado e tentava cortar o máximo deles possível, mas aquilo não funcionava tão bem... Mortos ficavam rígidos e eram mais resistentes do que os vivos. Eu percebi que ele estava em pânico, mas podia perdoá-lo por isso. Estendi minha varinha e bradei:
Nergal: Lumos Maxima!
Os cadáveres caíram, cegos e assustados. Com isso, Dan começara a atacá-los em seu ponto mais vulnerável: o pescoço. Eu me soergui, preparado para enfrentar aquele jacaré russo que roubara meus poderes. Ela começou a fazer com que pilares de terra se levantassem, mas eu era capaz de me desviar de todos eles, não tão rapidamente quanto antes. Ela me acertou com um upper de direita quando cheguei perto demais, me jogando no chão. Assim que senti a terra, eu soube o que fazer. Alexis disse que quem fosse morto pelo elemento que controlava quebrava o ciclo, não é? Hora de testar esse mito, mocinha.
Alexis: Estupefaça!
Nergal: Protego!
Eu corri, procurando algo estritamente necessário para o meu plano até que encontrei a coisa macabra em uma seção mais simples ao leste: uma cova. Parei ali e tive que me desviar das pedras que ela me lançava. Uma delas me acertou no estômago, outra na testa e mais uma no meu pé. Eu mal conseguia me manter em pé, enquanto aquela mulher nem sequer suava. Não estaria mais fedida para o funeral.
Alexis: Uma cova, é? Já está planejando o funeral?
Nergal: Sim... mas não o meu! Petrificus Totalus!
Um truque de iniciante, tenho que admitir. Mas foi o suficiente para ela cair. Eu então tomei a varinha dela e com muito esforço joguei o corpo imóvel no fundo do buraco, o que demorou um pouco. Naquele instante, Dan chegou e vendo o meu cansaço, tampou o túmulo para mim... Aquilo era desagradável, mas estava feito. Tinha enterrado uma mulher imobilizada. Tinha a matado. E eu nem sequer sabia como alcançaríamos Charles depois daquele momento tenso...
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Re: Organizção XXI
Capítulo 19: Lava
Acordei em uma casa estranha, confuso. Meus aliados devem estar bem perto, mas os próximos passos podem ser ainda mais tensos do que esses...
Charles: Então vocês chegaram. Como sabiam que eu estava aqui?
Sophie: Não é óbvio? Eu SEMPRE consigo te rastrear, irmão. Só não vim antes porque estava estuporada.
Nadia: Então um duelo ocorreu.
Charles: Ela está morta. Afundada no lago. E eu acho que sei onde encontraremos o próximo.
Lugh: Você-você sabe?!
Charles: Sim. A Aurora Boreal cantou uma profecia para mim. Ela disse que um deles estaria em uma terra gelada. Anna. Acho que o próximo estará em um vulcão impuro.
Thomas: Um vulcão impuro... Então será o General do Fogo... Como você me disse, o psicopata Gale?
Charles: Não é um inimigo tão brincalhão como Anna. Ele é um verdadeiro assassino. Ele já matou antes. Todos os pesquisadores do Centro onde vivi... O avô de vocês... E provavelmente, minha primeira mãe adotiva. Ele precisa ser parado, a qualquer custo.
Lugh: Nosso avô foi morto por ele?!
Charles: Eu vi com meus próprios olhos...
Sophie: E onde esse tal vulcão impuro pode estar?
Charles: Eu pensei que você pudesse nos dizer... Sophie. Sente alguma energia distorcida?
Sophie: Não... só algo muito distante... Realmente muito distante...
Charles: Continue tentando localizá-la, Sophie. Nadia, mapa.
A jovem procurou por alguns instantes, mas achou um mapa da Groelândia e me entregou.
Charles: Procure um mapa-múndi, por favor... Sophie, está nesse mapa o lugar da energia?
Ela olhou para o mapa e se concentrou por alguns instantes, mas ao abrir os olhos, acenou negativamente. Naquele momento, Nadia me entregou o mapa e eu o passei para Sophie.
Thomas: Teremos que aparatar para algum barco... ou talvez de alguma forma, voar.
Charles: Voar... mas de que maneira o faremos?
Nadia: Papai deixou um par de vassouras comigo. Vocês podem usá-las, se quiserem.
Sophie: Está aqui! Tenho certeza de que está aqui!
Ela tinha o dedo encima de uma parte do mapa. Uma das ilhas no qüinquagésimo estado dos Estados Unidos. Havaí.
Charles: Algo mais?
Sophie: Não, só a sensação normal de Valor.
Thomas: Pode ser que... a General da Terra tenha sido pega. Talvez ela já esteja neutralizada.
Charles: Vamos nos preocupar com isso depois. Obrigado por sua ajuda, Nadia. Agora vamos.
Thomas pegou uma das vassouras e Lugh pegou a outra. Só quando estávamos do lado de fora que nos indagamos sobre quem iria em qual vassoura.
Thomas: Quem de vocês sabe usar uma vassoura?
Apenas Sophie ergueu a mão. Lugh tinha apenas 11 anos, então eu podia entender, mas eu... era uma vergonha que eu não conseguisse voar em uma vassoura!
Thomas: Charles, você é o indesejável número 1 em Valor, estou certo?
Charles: Uh, sim...
Sophie: Então é melhor que ele vá com você, Thomas. Só consigo fazer manobras básicas de vôo.
Thomas: Tudo bem... Me dêem um bastão, por que sou um excelente batedor!
Eu e Thomas nos colocamos em uma das vassouras, enquanto Sophie e Lugh foram para a outra.
Thomas: Agora!
Nós começamos a subir. Íamos mais e mais alto... Tudo o que eu pude pensar era em como aquilo me deixava arrepiado... Estar no céu, onde era frio e não havia a estabilidade do chão para nos segurar. Sophie sorria enquanto seus cabelos esvoaçavam e Lugh não podia estar mais calmo. Definitivamente, todos pareciam gostar do céu, exceto eu. Thomas percebeu a minha tensão.
Thomas: Algo errado, Charlie?
Charles: Eu-eu me sinto tenso... Voar... não é muito seguro... é...
Thomas: A sensação de liberdade, do vento! Sinta isso, Charlie! Sinta e aproveite!
Ok, eu continuei tenso. Principalmente porque Thomas começou a fazer algumas manobras encima da vassoura que me deixaram ainda mais inseguro. Depois de horas, quando finalmente pousamos, meus ombros estavam tão duros que eu quase não consegui movê-los depois de descer. Estávamos no Havaí. Cara, todo esse problema da Organização me fez viajar bastante! Fomos para uma pousada local e dormimos... Bem, dormimos é um termo relativo, porque nós praticamente só tiramos um cochilo antes do Hades cair naquele lugar. Acordamos com o pânico nas ruas e descobrimos que um vulcão supostamente inativo estava em erupção. Ah, claro.
Sophie: Só pode ser Gale! O que faremos agora? Nos aproximarmos do vulcão pode ser muito perigoso!
Lugh: Mas não é como se tivéssemos escolha, é? Acho que o melhor jeito é... voando.
Charles: Oh, ótimo!
Voamos de novo. Sabe, até que dessa vez não parecia tão tenso. Oh, Gale nos viu. Agora, com o fato de estarmos no ar E termos que desviar de bolas de fogo e de lava voadoras lançadas por um inimigo psicopata, estava TENSO. Sophie desviava calmamente, mas eu percebi que poucas estavam atrás deles. Lógico, elas seguiam a mim. Thomas conseguia desviar, mas em vez de me deixar tranqüilo, isso só me deixava ainda mais preocupado. Finalmente, pousamos.
Charles: Ufa, estamos fora do ar.
Gale: Finalmente, Charles! Hora da vingança, não é? Pela vida de todos os cientistas magos naquele laboratório... e principalmente, pela vida de Sarah.
Sophie: Não dê ouvidos a ele, Charles!
Ora, claro que não. Invocar a minha fúria... que plano imbecil... Uma materialização impediu que mais palavras fossem ditas. No meio do nada, de modo extremamente peculiar, Nergal e Dan caíram do céu.
Nergal: Finalmente te encontramos, Charles! Você não faz idéia dos lugares que aparatamos procurando por vocês!
Dan: Gale está aqui!
Dan rapidamente tirou sua varinha e seu machado, mantendo cada um deles em uma mão. Gale não parecia preocupado, pelo contrário, sorria.
Gale: Um mestre do Machado, huh? A última peça que o Imperador procurava. Eu desconfiava de você. Desde aquela época, na capital. Bem, creio que você seja uma peça tão boa quanto qualquer outra! Accio Machado!
O machado de Dan voou para a mão de Gale. O General então veio para cima de mim, mas Dan se colocou na frente, sendo atingido pelo machado bem na região do coração. Gale sorriu. Era isso que ele queria, não é?
Gale: Pensando que pode curar isto, garoto? Não posso deixá-lo, posso?
Ele então tirou uma carta da manga e a jogou sobre Dan. Assim que a carta tocou ele, ele ficou em um campo de força, impossível de ser tocado... Ele falou uma última coisa antes de fechar os olhos pelo que eu acreditava ser a última vez.
Dan: Eu... sinto muito...
Charles: Ele vai se arrepender, Dan.
Aquilo era muito estranho... Mas nada disso me preocupava. Por que a única coisa que eu queria, mais do que tudo, era vingança. Uma leve voz ecoou na minha mente antes que meu duelo com Gale se iniciasse.
Um pela própria arma irá perecer...
Gale: Cinco contra um, é? Não creio que seja uma batalha justa!
Com uma bola de fogo, ele me lançou para longe. Ele então fez Sophie se aproximar e fechou um cerco de fogo entre os dois. Ele estava pensando que Sophie seria fraca pelo fato de ser uma dama que não entrara tanto em campos de batalha contra ele. Tolo.
Sophie: Quer mesmo me enfrentar, Gale Cabeça-Quente?
Gale: Gale Cabeça-Quente? Que merda é essa?!
Sophie: Ora, ora... Eu só digo o que vejo...
Gale lançou uma bola de fogo em Sophie, mas ela desviou com maestria.
Sophie: Rictumsempra!
Ela tinha pensado em deixá-lo caído no chão por um instante, mas não, ele desviou.
Gale: Locomotor Mortis!
Sophie: Protego!
Por um instante, eles pareceram se acalmar. Porém, um segundo depois, os dois bradaram ao mesmo tempo.
Sophie e Gale: Expelliarmus!
As duas varinhas voaram. Gale deu uma risada cruel antes de usar não uma bola de fogo, mas u fluxo de fogo. Sophie desviara, mas tinha que correr porque ele ainda tantava acertá-la... E o cerco de fogo estava cada vez mais perto.
Outro irá do nada morrer...
Não podia ser Sophie... Simplesmente não podia... Olhei de novo, mas o que vi era impressionante... Ela simplesmente parara as chamas dele a milímetros de seu corpo e agora, fazia com que as chamas recuassem.
Sophie: Está ficando quente, meu velho?
Gale: Hah, isso não tem nada de quente, mocinha!
Sophie: Então o que acha disso!
Ela simplesmente quebrou o fluxo de chamas, o que deixou Gale aturdido por alguns instantes. Nesses instantes ela simplesmente pulou e deu um chute no tronco dele, fazendo com que ele caísse sobre suas próprias chamas, as do cerco que ele fizera... O cerco se quebrara.
Sophie: Um grande erro usar magia das trevas combinadas com sua habilidade. Essas chamas foram feitas para durar enquanto você vivesse, não é? Pois bem, aproveite seus últimos instantes...
Ele estava queimando vivo. Ele tentava apartar as chamas, mas elas se apagavam por menos de um segundo e ressurgiam. Depois de alguns minutos o tão vicioso e cruel Gale estava morto. Pelo seu próprio elemento. Sophie pegou sua varinha de volta.
Charles: Agora o que falta é...
Hã? Me senti desorientado por um instante. Quando voltei a mim, os dois corpos tinham desaparecido e apenas uma pedra retangular estava ali, junto com um vaso. Peguei a pedra primeiro e vi que tinham sido encravadas palavras nela.
O Ritual está quase pronto.
Eu odiaria que vocês o perdessem.
Por favor, peguem a chave de portal.
Eu espero vocês em minha morada.
Imperador.
Que estranho... Depois de tudo, ele nos esperava em sua morada? Era muito suspeito... E eu sabia que de cinco, provavelmente só quatro voltariam vivos...
Acordei em uma casa estranha, confuso. Meus aliados devem estar bem perto, mas os próximos passos podem ser ainda mais tensos do que esses...
Charles: Então vocês chegaram. Como sabiam que eu estava aqui?
Sophie: Não é óbvio? Eu SEMPRE consigo te rastrear, irmão. Só não vim antes porque estava estuporada.
Nadia: Então um duelo ocorreu.
Charles: Ela está morta. Afundada no lago. E eu acho que sei onde encontraremos o próximo.
Lugh: Você-você sabe?!
Charles: Sim. A Aurora Boreal cantou uma profecia para mim. Ela disse que um deles estaria em uma terra gelada. Anna. Acho que o próximo estará em um vulcão impuro.
Thomas: Um vulcão impuro... Então será o General do Fogo... Como você me disse, o psicopata Gale?
Charles: Não é um inimigo tão brincalhão como Anna. Ele é um verdadeiro assassino. Ele já matou antes. Todos os pesquisadores do Centro onde vivi... O avô de vocês... E provavelmente, minha primeira mãe adotiva. Ele precisa ser parado, a qualquer custo.
Lugh: Nosso avô foi morto por ele?!
Charles: Eu vi com meus próprios olhos...
Sophie: E onde esse tal vulcão impuro pode estar?
Charles: Eu pensei que você pudesse nos dizer... Sophie. Sente alguma energia distorcida?
Sophie: Não... só algo muito distante... Realmente muito distante...
Charles: Continue tentando localizá-la, Sophie. Nadia, mapa.
A jovem procurou por alguns instantes, mas achou um mapa da Groelândia e me entregou.
Charles: Procure um mapa-múndi, por favor... Sophie, está nesse mapa o lugar da energia?
Ela olhou para o mapa e se concentrou por alguns instantes, mas ao abrir os olhos, acenou negativamente. Naquele momento, Nadia me entregou o mapa e eu o passei para Sophie.
Thomas: Teremos que aparatar para algum barco... ou talvez de alguma forma, voar.
Charles: Voar... mas de que maneira o faremos?
Nadia: Papai deixou um par de vassouras comigo. Vocês podem usá-las, se quiserem.
Sophie: Está aqui! Tenho certeza de que está aqui!
Ela tinha o dedo encima de uma parte do mapa. Uma das ilhas no qüinquagésimo estado dos Estados Unidos. Havaí.
Charles: Algo mais?
Sophie: Não, só a sensação normal de Valor.
Thomas: Pode ser que... a General da Terra tenha sido pega. Talvez ela já esteja neutralizada.
Charles: Vamos nos preocupar com isso depois. Obrigado por sua ajuda, Nadia. Agora vamos.
Thomas pegou uma das vassouras e Lugh pegou a outra. Só quando estávamos do lado de fora que nos indagamos sobre quem iria em qual vassoura.
Thomas: Quem de vocês sabe usar uma vassoura?
Apenas Sophie ergueu a mão. Lugh tinha apenas 11 anos, então eu podia entender, mas eu... era uma vergonha que eu não conseguisse voar em uma vassoura!
Thomas: Charles, você é o indesejável número 1 em Valor, estou certo?
Charles: Uh, sim...
Sophie: Então é melhor que ele vá com você, Thomas. Só consigo fazer manobras básicas de vôo.
Thomas: Tudo bem... Me dêem um bastão, por que sou um excelente batedor!
Eu e Thomas nos colocamos em uma das vassouras, enquanto Sophie e Lugh foram para a outra.
Thomas: Agora!
Nós começamos a subir. Íamos mais e mais alto... Tudo o que eu pude pensar era em como aquilo me deixava arrepiado... Estar no céu, onde era frio e não havia a estabilidade do chão para nos segurar. Sophie sorria enquanto seus cabelos esvoaçavam e Lugh não podia estar mais calmo. Definitivamente, todos pareciam gostar do céu, exceto eu. Thomas percebeu a minha tensão.
Thomas: Algo errado, Charlie?
Charles: Eu-eu me sinto tenso... Voar... não é muito seguro... é...
Thomas: A sensação de liberdade, do vento! Sinta isso, Charlie! Sinta e aproveite!
Ok, eu continuei tenso. Principalmente porque Thomas começou a fazer algumas manobras encima da vassoura que me deixaram ainda mais inseguro. Depois de horas, quando finalmente pousamos, meus ombros estavam tão duros que eu quase não consegui movê-los depois de descer. Estávamos no Havaí. Cara, todo esse problema da Organização me fez viajar bastante! Fomos para uma pousada local e dormimos... Bem, dormimos é um termo relativo, porque nós praticamente só tiramos um cochilo antes do Hades cair naquele lugar. Acordamos com o pânico nas ruas e descobrimos que um vulcão supostamente inativo estava em erupção. Ah, claro.
Sophie: Só pode ser Gale! O que faremos agora? Nos aproximarmos do vulcão pode ser muito perigoso!
Lugh: Mas não é como se tivéssemos escolha, é? Acho que o melhor jeito é... voando.
Charles: Oh, ótimo!
Voamos de novo. Sabe, até que dessa vez não parecia tão tenso. Oh, Gale nos viu. Agora, com o fato de estarmos no ar E termos que desviar de bolas de fogo e de lava voadoras lançadas por um inimigo psicopata, estava TENSO. Sophie desviava calmamente, mas eu percebi que poucas estavam atrás deles. Lógico, elas seguiam a mim. Thomas conseguia desviar, mas em vez de me deixar tranqüilo, isso só me deixava ainda mais preocupado. Finalmente, pousamos.
Charles: Ufa, estamos fora do ar.
Gale: Finalmente, Charles! Hora da vingança, não é? Pela vida de todos os cientistas magos naquele laboratório... e principalmente, pela vida de Sarah.
Sophie: Não dê ouvidos a ele, Charles!
Ora, claro que não. Invocar a minha fúria... que plano imbecil... Uma materialização impediu que mais palavras fossem ditas. No meio do nada, de modo extremamente peculiar, Nergal e Dan caíram do céu.
Nergal: Finalmente te encontramos, Charles! Você não faz idéia dos lugares que aparatamos procurando por vocês!
Dan: Gale está aqui!
Dan rapidamente tirou sua varinha e seu machado, mantendo cada um deles em uma mão. Gale não parecia preocupado, pelo contrário, sorria.
Gale: Um mestre do Machado, huh? A última peça que o Imperador procurava. Eu desconfiava de você. Desde aquela época, na capital. Bem, creio que você seja uma peça tão boa quanto qualquer outra! Accio Machado!
O machado de Dan voou para a mão de Gale. O General então veio para cima de mim, mas Dan se colocou na frente, sendo atingido pelo machado bem na região do coração. Gale sorriu. Era isso que ele queria, não é?
Gale: Pensando que pode curar isto, garoto? Não posso deixá-lo, posso?
Ele então tirou uma carta da manga e a jogou sobre Dan. Assim que a carta tocou ele, ele ficou em um campo de força, impossível de ser tocado... Ele falou uma última coisa antes de fechar os olhos pelo que eu acreditava ser a última vez.
Dan: Eu... sinto muito...
Charles: Ele vai se arrepender, Dan.
Aquilo era muito estranho... Mas nada disso me preocupava. Por que a única coisa que eu queria, mais do que tudo, era vingança. Uma leve voz ecoou na minha mente antes que meu duelo com Gale se iniciasse.
Um pela própria arma irá perecer...
Gale: Cinco contra um, é? Não creio que seja uma batalha justa!
Com uma bola de fogo, ele me lançou para longe. Ele então fez Sophie se aproximar e fechou um cerco de fogo entre os dois. Ele estava pensando que Sophie seria fraca pelo fato de ser uma dama que não entrara tanto em campos de batalha contra ele. Tolo.
Sophie: Quer mesmo me enfrentar, Gale Cabeça-Quente?
Gale: Gale Cabeça-Quente? Que merda é essa?!
Sophie: Ora, ora... Eu só digo o que vejo...
Gale lançou uma bola de fogo em Sophie, mas ela desviou com maestria.
Sophie: Rictumsempra!
Ela tinha pensado em deixá-lo caído no chão por um instante, mas não, ele desviou.
Gale: Locomotor Mortis!
Sophie: Protego!
Por um instante, eles pareceram se acalmar. Porém, um segundo depois, os dois bradaram ao mesmo tempo.
Sophie e Gale: Expelliarmus!
As duas varinhas voaram. Gale deu uma risada cruel antes de usar não uma bola de fogo, mas u fluxo de fogo. Sophie desviara, mas tinha que correr porque ele ainda tantava acertá-la... E o cerco de fogo estava cada vez mais perto.
Outro irá do nada morrer...
Não podia ser Sophie... Simplesmente não podia... Olhei de novo, mas o que vi era impressionante... Ela simplesmente parara as chamas dele a milímetros de seu corpo e agora, fazia com que as chamas recuassem.
Sophie: Está ficando quente, meu velho?
Gale: Hah, isso não tem nada de quente, mocinha!
Sophie: Então o que acha disso!
Ela simplesmente quebrou o fluxo de chamas, o que deixou Gale aturdido por alguns instantes. Nesses instantes ela simplesmente pulou e deu um chute no tronco dele, fazendo com que ele caísse sobre suas próprias chamas, as do cerco que ele fizera... O cerco se quebrara.
Sophie: Um grande erro usar magia das trevas combinadas com sua habilidade. Essas chamas foram feitas para durar enquanto você vivesse, não é? Pois bem, aproveite seus últimos instantes...
Ele estava queimando vivo. Ele tentava apartar as chamas, mas elas se apagavam por menos de um segundo e ressurgiam. Depois de alguns minutos o tão vicioso e cruel Gale estava morto. Pelo seu próprio elemento. Sophie pegou sua varinha de volta.
Charles: Agora o que falta é...
Hã? Me senti desorientado por um instante. Quando voltei a mim, os dois corpos tinham desaparecido e apenas uma pedra retangular estava ali, junto com um vaso. Peguei a pedra primeiro e vi que tinham sido encravadas palavras nela.
O Ritual está quase pronto.
Eu odiaria que vocês o perdessem.
Por favor, peguem a chave de portal.
Eu espero vocês em minha morada.
Imperador.
Que estranho... Depois de tudo, ele nos esperava em sua morada? Era muito suspeito... E eu sabia que de cinco, provavelmente só quatro voltariam vivos...
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Re: Organizção XXI
Capítulo 20: Decadência
Gale, Anna e Alexis estão mortos. Nergal perdeu seus poderes. E agora, o mais estranho de tudo: fomos convidados pelo Imperador para o seu ritual... Sei não, mas não acho que tenhamos outra escolha... não se quisermos cortar os planos daquele imbecil!
Nergal tentou pegar o outro objeto, mas ele o repeliu. Ele ficou confuso por um instante, mas tentou de novo e não obteve sucesso.
Nergal: O que é isso?!
Charles: Eu diria que uma faixa etária ao contrário. Ao invés de impedir que novos demais peguem o objeto desejado, ela impede que velhos demais peguem.
Sophie: Creio que o Imperador só esteja convidando a nós para seu Palácio... Estranho...
Lugh: Eu me lembro do que você disse, porém. Supostamente, um de nós iria causar tudo isso... é? Estranho que ele não nos impeça de ir pra lá...
Thomas: Não é como se tivéssemos outra escolha, não é? Temos que ir o mais cedo possível, senão será tarde para impedir o ritual.
Charles: Nergal. Eu sabia desde o começo que o plano do Imperador era te impedir de ir lá.
Nergal: Então... o que eu posso fazer?
Lugh: Mande uma carta para L. Creio eu que ele saiba o que você deveria fazer.
Sophie: Não há mais razões para enrolar, há?
Pegamos o vaso. E voamos para Valor, uma última vez. Caímos nas portas do Palácio, que não era mais tão belo e branco como antes... Na verdade, a Ilha parecia ter envelhecido rapidamente... As casas estavam velhas e em ruínas e o Palácio em si era na verdade um castelo velho... Aquilo era muito estranho...
Sophie: É a maior... aura deturpada que eu já senti...
Magia das trevas... todos os cidadãos de Palkai tinham sumido... Aquilo passara de uma pacífica utopia para uma terra arruinada por uma guerra.
Thomas: Vamos entrar lá dentro? Não há mais nada para fazer nesse lugar arruinado...
As portas eram velhas, mas continuavam intimidantes. Eu fiquei olhando como os corredores também tinham envelhecido, e como pilastras caídas impediam os outros caminhos.
Sophie: Como esse lugar decaiu tão rápido?
Charles: O Imperador. Acho que ele não precisava mais manter a fachada de utopia, então a tirou rapidamente. Ele deve ter usado as pessoas de alguma forma...
Continuamos até uma porta que eu não me lembrava de estar lá.
Sophie: Há uma sensação ruim do outro lado... Eles só podem estar lá.
Lugh: Um grande perigo... do outro lado...
Thomas: Não temos escolha, não é, Lugh? Ou nós passamos ou deixamos ele vencer...
Charles: Não. A vitória não será dele.
Eu respirei fundo e abri a porta nova, esperando estar preparado para o que estivesse lá dentro.
Gale, Anna e Alexis estão mortos. Nergal perdeu seus poderes. E agora, o mais estranho de tudo: fomos convidados pelo Imperador para o seu ritual... Sei não, mas não acho que tenhamos outra escolha... não se quisermos cortar os planos daquele imbecil!
Nergal tentou pegar o outro objeto, mas ele o repeliu. Ele ficou confuso por um instante, mas tentou de novo e não obteve sucesso.
Nergal: O que é isso?!
Charles: Eu diria que uma faixa etária ao contrário. Ao invés de impedir que novos demais peguem o objeto desejado, ela impede que velhos demais peguem.
Sophie: Creio que o Imperador só esteja convidando a nós para seu Palácio... Estranho...
Lugh: Eu me lembro do que você disse, porém. Supostamente, um de nós iria causar tudo isso... é? Estranho que ele não nos impeça de ir pra lá...
Thomas: Não é como se tivéssemos outra escolha, não é? Temos que ir o mais cedo possível, senão será tarde para impedir o ritual.
Charles: Nergal. Eu sabia desde o começo que o plano do Imperador era te impedir de ir lá.
Nergal: Então... o que eu posso fazer?
Lugh: Mande uma carta para L. Creio eu que ele saiba o que você deveria fazer.
Sophie: Não há mais razões para enrolar, há?
Pegamos o vaso. E voamos para Valor, uma última vez. Caímos nas portas do Palácio, que não era mais tão belo e branco como antes... Na verdade, a Ilha parecia ter envelhecido rapidamente... As casas estavam velhas e em ruínas e o Palácio em si era na verdade um castelo velho... Aquilo era muito estranho...
Sophie: É a maior... aura deturpada que eu já senti...
Magia das trevas... todos os cidadãos de Palkai tinham sumido... Aquilo passara de uma pacífica utopia para uma terra arruinada por uma guerra.
Thomas: Vamos entrar lá dentro? Não há mais nada para fazer nesse lugar arruinado...
As portas eram velhas, mas continuavam intimidantes. Eu fiquei olhando como os corredores também tinham envelhecido, e como pilastras caídas impediam os outros caminhos.
Sophie: Como esse lugar decaiu tão rápido?
Charles: O Imperador. Acho que ele não precisava mais manter a fachada de utopia, então a tirou rapidamente. Ele deve ter usado as pessoas de alguma forma...
Continuamos até uma porta que eu não me lembrava de estar lá.
Sophie: Há uma sensação ruim do outro lado... Eles só podem estar lá.
Lugh: Um grande perigo... do outro lado...
Thomas: Não temos escolha, não é, Lugh? Ou nós passamos ou deixamos ele vencer...
Charles: Não. A vitória não será dele.
Eu respirei fundo e abri a porta nova, esperando estar preparado para o que estivesse lá dentro.
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