A muitos passos de um final.

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JCA
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Re: **A muitos passos de um final** R/Hr- ATUALIZADO! 4/10 o/

Post by JCA »

OMG*___________*
Q loiro abusado!
Eu esperando o Ron p pancadaria e a Mione acabo c td!
Achei q o Harry iria mata-la FATÃO! huashuashuashs
Foi mais fácil do q parece...algo me diz q o loiro ainda vai aprontar. Aquele "Por Enquanto" me assustou :?

Agora é esperar p ver né, o ruivo tá sumido e a Lilá tá merecendo umas porradas u.u
Traz a carteirinha tbm HAUSHUASHUASHUASHS

Fiquei curiosa pelo final do Harry nesse cap.
A Mione tá voltando ^^ e isso é mara!!!!

Aew Pansy levo uns galhos ahsuashuashuashaus eu tinha q falar isso :mrgreen:

Amei Milla.
Esperando o próximo :wink:
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Emmeline Lupin
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Re: **A muitos passos de um final** R/Hr- ATUALIZADO! 4/10 o/

Post by Emmeline Lupin »

Milla!!!
Estou amando a fic!

Adorando o Draco =P~ =P~ =P~

O Ron esta mais lerdo do que o costume ~bate~

Ansiosa pelo proximo cap.

JCA wrote: Aew Pansy levo uns galhos ahsuashuashuashaus eu tinha q falar isso :mrgreen:
elri..huahahuah...cara de buldogue...galhos bem merecidos :twisted: :mrgreen:
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Re: **A muitos passos de um final** R/Hr- ATUALIZADO! 26/01 o/

Post by JCA »

Nuss O___________________________O

Amanha eu volto p fazer um comentário... *se recuperando do momento*

omg

Milla eu já disse p volse mas vou comentar aq \o/

Capítulo M-A-R-A
Gina olhou pra menina com curiosidade, mas logo soltou uma risadinha e disse:
-Todos temos partes ruins.

Adoooooooooro, Gina super melhor amiga \o/

-Vocês só podem ser loucas! Como podem achar ele tão interresante assim. – e virou os olhos.

HAUSHUASHUSAHUAS vdd =X.... tá ele é bunitinho ... :roll:

O Ron foi o máximo qnd termino c a Lilá, firme, seguro, confiante... nem parecia o Ron, eu fiquei esperando ele intervir na situação uns 2 capítulos atrás mas valeu a pena esperar =D
*orgulho do Uon-Uon* kkkkkkkkk

Hey, se afaste dele! – falava autoritariamente a razão.
Não posso! Não quero!
Mas é o que você tem que fazer!
Não, eu quero beijá-lo!
Eu sei, mas você não pode.
Porque?
Tenho uma palavra pra você – e a razão disse acidamente: Malfoy


Morte à maldita razão \o/ :twisted: e aos monitores tbm u.u

Eles só se olhavam agora. Mas olhar é pouco. Eles se enxergavam, se encontravam uns nos outros.

Ai q lindo *O*

Não esperava o beijo tão cedo e da forma que aconteceu *__________*
Milla, alguma coisa me diz que o próximo capítulo é decisivo né, q medo do ruivo ficar mega bravo /o\
Já fiz várias teorias aq :mrgreen:

Estou esperando ansiosamente o capítulo 09, não demora pleaseeeeeeeee!
Last edited by Agatha Saphira on 27/01/10, 19:55, edited 1 time in total.
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Re: **A muitos passos de um final** R/Hr- ATUALIZADO! 26/01 o/

Post by Sugar. »

Cap. 9 – Our eyes like doors.

Amanheceu. No céu havia sinais da tempestade da noite passada e a promessa de que mais uma estava a caminho.
Ainda deitada em sua cama, Hermione olhava pela janela, encarando as nuvens carregadas. Entretanto sua atenção não estava realmente ali. Sua mente voava pelas lembranças da noite passada.
O beijo, o toque, as faíscas, Mione gravou cada detalhe. E mesmo depois quando eles não estavam se beijando, quando eles estavam apenas abraçados... Hermione podia ter ficado daquele jeito a noite inteira.

- Sonhando acordada?
Hermione virou a cabeça e encontrou Gina parada do lado da sua cama, sorrindo. A menina nada respondeu à amiga, apenas suspirou e sorriu.

- Levante-se mulher. Vamos tomar café da manhã. – Gina disse, mas Hermione não mexeu um músculo e, além disso, havia fechado os olhos.

Não havia sinais de que a menina iria se levantar. Gina teria que tomar uma atitude drástica. Ela olhou ao redor e foi até a cama ao lado. Pegou um travesseiro e foi na direção da amiga, que ainda mantinha os olhos fechados, tentando dar passos leves para que ela não os abrisse. Gina chegou mais perto e deu uma travesserada em Hermione que pulou com o susto e acabou sentando:
-Hey! – exclamou Hermione indignada.
-Hey o que? – Gina mostrava uma falsa cara de indiferença – Temos que ir – falou e foi devolver o travesseiro aonde pertencia. Quando o “pousou” na cama, sentiu uma pancada fofa. Olhou pra trás e viu Mione segurando seu travesseiro e fingindo surpresa. Gina rapidamente pegou o objeto da cama e uma guerra de travesseiros começou. As duas gargalhavam e levavam e acertavam o travesseiro uma na outra. As outras meninas que ainda estavam no dormitório riam, mas não entraram na brincadeira.

-Ok! Você venceu! – Hermione jogou o travesseiro em sua cama e levantou as mãos, se “rendendo”.
-Obrigada, obrigada – Gina agradecia as meninas que lhe aplaudiam.

As meninas foram ao grande salão comunal para finalmente tomar café. Logo avistaram Rony e Harry conversando no lugar de sempre. Andaram até lá, ainda rindo da pequena guerra de travesseiro.
Ginny sentou do lado de Harry e o cumprimentou, Hermione sentou-se ao lado de Ron e ficou envergonhada o suficiente para apenas lhe dar um sorriso. Porém o menino a surpreendeu e lhe deu um beijo e depois sussurrou um “bom dia” em seu ouvido. Os olhos da menina se fecharam rapidamente com a voz de Ron e ela sorriu de orelha a orelha. Seus rostos ainda estavam próximos e Hermione o beijou. Logo após eles viraram pra frente da mesa e encontraram Gina e Harry olhando-os e rindo.
Hermione abaixou a cabeça rindo enquanto Ron, que não havia se importado, começou a comer.

-E então? – perguntou Harry a Hermione num intervalo de uma das aulas. Eles tinham ido à biblioteca, mas Ron seguira direto para a sala. – Como estão as coisas?
Hermione ficou parada alguns segundos encarando os livros e Harry resolveu não dizer nada, pois ela parecia muito concentrada procurando os livros, como sempre. Mas ele pensou errado. Ela não estava procurando livro algum, ela estava se decidindo.

-Amanhã. – Ela disse e começou a se mexer, procurando realmente os livros.
-O quê?
Hermione se virou e encontrou Harry com uma incógnita no rosto. Ela explicou:
- Você pode falar com Ronald amanhã?
- Err... – Harry parecia surpreso. – Tudo bem... mas já?
- Como já? Eu tinha que ter feito isso antes.
- Mas Hermione...?
-Harry você não entende? Eu... eu estou usando Rony. – interrompeu a menina.
- Eu não vejo assim.
- Mas é como eu me sinto.
A menina voltou a procurar o livro e finalmente puxou da prateleira um todo empoeirado e jogou na frente do amigo que apenas a olhava.
- Que foi?
- Você tem certeza? – indagou o menino.

Hermione abaixou um pouco a cabeça e depois de alguns segundos de silêncio disse:
-N-não... mas é o certo a fazer.
Harry foi até a amiga e lhe deu um abraço. As lágrimas se acumularam em seus olhos e Hermione podia ter começado a chorar, mas não iria.
- Vai ficar tudo bem.
- Como você pode ter certeza? – Hermione disse ainda nos braços do amigo.
- Não tenho. Mas irei me esforçar o máximo pra que isso aconteça.
Ela olhou nos olhos de Harry e ele parecia tão confiante. Ela queria estar se sentindo daquele jeito. A menina balançou a cabeça formando um “sim” pois ela sabia que ele o iria fazer. O problema era: será que é suficiente?

Depois do almoço eles se encaminhavam para a próxima aula, entretanto ainda era cedo e encontraram a sala vazia exceto por duas meninas da Lufa-Lufa e um menino da Corvinal que conversavam.
Hermione sentou-se na cadeira mais próxima do professor e Harry mais Ron se acomodaram logo atrás.
-Querem saber, vou ver Gina. – Harry disse de repente e saiu da sala.
Hermione não sabia se era verdade ou se foi só uma desculpa para deixá-los sozinhos. Entretanto ela agradecia.

Rony levantou-se de sua carteira e se sentou ao lado da menina. Ela virou para ele sorrindo e ele fez o mesmo.
-Ansiosa para as provas?
-Um pouco, mas vai ser fácil.

O ruivo riu, pegou na mão de Hermione e a acariciou. A menina não se permitiu começar a pensar e fazer considerações mentalmente, ela só registrou que era amanhã que o pesadelo começaria e que o que estava por vir era uma despedida.

Eles se aproximaram como imãs. Hermione se aproximou mais do menino com a ajuda do mesmo que a puxou gentilmente pelas costas. Ela cruzou as mãos atrás do pescoço dele, porém conforme o beijo se tornou mais quente, uma de suas mãos foi para a nuca e a outra para o braço do ruivo onde ela conseguia seguir o desenho de seus músculos. Enquanto isso, Rony ainda a aproximava pelas costas e a outra mão estava em seu joelho subindo para a coxa hesitantemente às vezes.
Hermione não se incomodou. Quem se incomodaria, afinal? Tudo bem, parecia um pouco vulgar até porque eles estavam em público, mas as chances de essa ser o último momento deles juntos sem o menino tentar matá-la ou olhá-la com desprezo, que ela realmente e profundamente não se importava.

Eles pararam de se beijar, mas ainda estavam bem próximos um do outro. Suas testas estavam encostadas e os dois procuravam ar, mas isso não impediu Ron de lhe dar selinhos e Mione riu.

No fundo da sala havia um murmurinho, mas nenhum dos dois se deu o trabalho de olhar, pois provavelmente seriam aqueles alunos conversando.
Suas testas se separaram, porém as mãos não saíram de seus lugares, exceto pela mão de Ron que estava nas costas da menina e foi para um de seus cachos.
Enquanto conversavam, o pequeno falatório recomeçou seguido de algumas risadas. Uma em especial chamou a atenção de Mione que olhou naquela direção e como já esperava, lá estava Malfoy. O que a surpreendeu foi ver que ele estava encarando-a. Não só ele, mas Pansy que estava agarrada nele, seus capangas e mais três alunos da Sly faziam o mesmo.

O idiota provavelmente teria feito alguma piada sobre a sangue-ruim. Entretanto, a parte estranha foi que assim que ela encontrou seus olhos ele parou de rir, ao contrário dos outros.

Rony também olhou e quando ele encontrou Malfoy, este se livrou dos olhos de Hermione e arqueou a sobrancelha dando forma àquela cara insolente que todos já conheciam. O ruivo olhou para Hermione e ela estava visivelmente ficando irritada. Ele pegou no queixo dela e virou seu rosto pra ele.
-Não ligue para ele.
A menina sorriu e disse:
-Não ligo.
A verdade é que até Rony fazer isso ela estava sim ligando, ficara tão irritada pela presença de Draco e sua trupe... Mas não interresava mais, pois os lábios do ruivo estavam novamente nos seus.

E tudo ali sumiria se não fosse...:

-Oh, mas que cena linda! – a voz debochada de Malfoy invadiu os ouvidos de Ron e Hermione que viraram em sua direção novamente. Seus seguidores voltaram a rir e o menino continuou. – O traidor de sangue e a sangue-ruim! Vocês foram feitos um pro outro, acreditem.

Mione não sabia onde Draco queria chegar, mas não tinha um bom pressentimento. Ela olhou pro lado e encontrou Rony começando a ficar vermelho. A menina se preocupou que ele resolvesse fazer alguma coisa, o que parecia estar prestes a acontecer, e segurando a mão do menino, sussurrou:
-Fique calmo Ron. Apenas o ignore.

Entretanto não foi baixo o suficiente e Draco, com uma gargalhada falou:
-Por quê? O traidorzinho sujo quer brigar?
Houve uma curta pausa onde só se escutavam as risadinhas dos amigos de Malfoy.
-Vamos lá, Granger! Solte o rapaz! Ele não quer brigar? Estou aqui. –anunciou o louro cheio de presunção.
Rony levantou-se bruscamente e soltou o braço de Hermione, mas ela o segurou novamente.
-Ron, por favor?! – ela estava a poucos passos da súplica, porém o ruivo parecia estar dominado pela raiva. Ele começou a andar na direção de Malfoy que apenas ria despreocupado.
Hermione entrou na frente de Ron impedindo sua passagem. O menino finalmente a olhou.
-Por favor. –Ela o abraçou como numa tentativa de impedi-lo a prosseguir, porém não era mais necessário. Hermione o sentiu relaxar e podia sentir também a raiva voltando a se esconder. Rony abraçou a menina e eles voltaram para seus assentos.

Houve uma mistura de vaias com “Ah”s de desapontamento daqueles que estavam convencidos de que alguma coisa aconteceria.
- Sabia que você não iria fazer nada – provocou Malfoy.
-Por que você não cala a boca? – dessa vez foi Hermione quem falou. Ela havia levantado de sua carteira.
Enquanto seus seguidores soltavam exclamações e risadas, Draco disse com aquele sorriso cínico já conhecido no rosto:
-Ora, ora, quem resolveu tomar partido.

Mione percebeu que acabara de cometer um erro. Dera a oportunidade que o crápula precisava para falar. Rony levantou-se também e colocou sua mão na cintura da menina.
Malfoy olhou para a cena e gargalhou.

-Patéticos! Podem voltar pro... uh.... pro que vocês estavam fazendo. – Ainda rindo, deu as costas e abraçou Pansy que não saíra um minuto de perto dele.
Porém, quando Hermione puxou Rony pra sentar, Draco mais uma vez se virou e disse:
-Só uma coisa Weasley... Ela faz melhor.

Várias reações foram desencadeadas.
O sorriso de Pansy, ainda abraçada com o louro, se apagou na hora e ela olhou seriamente para ele. Malfoy estava com seu sorriso de malícia no rosto e encarava Hermione. A menina ficou visivelmente irritada e tentou sair do abraço, mas o louro era mais forte. Seus capangas, logo atrás do menino não riram, não soltaram exclamações, ficaram apenas calados. Até os outros alunos que estavam ali estavam quietos.

Hermione estava paralisada. Aquilo não podia estar acontecendo! Não! Ainda não estava na hora e aquele não era o jeito que deveria acontecer!
Ela tinha que parar de olhar pra Malfoy e olhar pra Ron. Dizer alguma coisa! Mas ela não conseguia. Simplesmente porque Draco estava prendendo-a pelo olhar e pelo medo. Ele podia começar a falar de novo a qualquer segundo e aí seria tarde.
Como que se faz pra desviar o olhar mesmo?
Ela podia sentir os olhos do ruivo encarando-a e as perguntas preenchendo a atmosfera. E mais do que isso, ela podia sentir a raiva crescendo novamente.

-Hermione, do que ele está falando? – a voz de Rony já soava descomposta.
Ela ainda olhava para Draco que parecia ser o único na sala que estava se divertindo. Sua boca se movimentou e Malfoy pronunciou sem som, apenas para a menina, as palavras “Conta para ele”.
Mione finalmente conseguiu se livrar dos olhos de Draco. Antes de chegar a Ron seu olhar percorreu toda sala. A situação não era boa. Todos olhavam para ela esperando que dissesse algo. Até Pansy parara de lutar pra se livrar dos braços de seu namorado e a olhava com uma cara beirando assassina.

Ela olhou para Ron e ele estava... indecifrável. Seus músculos estavam tensos, mas seus olhos estavam calmos, mergulhados em esperança, como se esperasse que aquela situação nada mais fosse de que engano, de que as palavras de Hermione resolveriam tudo e que Malfoy estava apenas tentando provocá-los de algum jeito.
Porque na verdade o que ele queria mesmo era estar no seu lugar. Draco Malfoy queria estar ali beijando Hermione Granger.
Ronald já desconfiava a algum tempo devido a diversos olhares que Malfoy dava a Hermione, mas esta nunca percebera porque estava ocupada demais estudando, como sempre. Mas o ruivo não era bobo. Ele conseguia perceber que o metidinho filhinho de papai queria alguma coisa. Mas será que a recíproca era verdadeira? Poderia Hermione estar escondendo esse horrível e nojento segredo dele? Ele afastou tal pensamento e a olhou. Ela parecia tensa. Ele tentou olhá-la no fundo dos olhos, como faziam quando estavam sozinhos, mas não achou nada. Isso era um bom sinal. Certo?

-O que está acontecendo? – Harry entrou pela porta da sala meio receoso, já segurando sua varinha.
Era arriscado, mas agora era a hora de Hermione falar.
-Acho que alguém lançou um Confundus no Malfoy
Para sua surpresa, entretanto, Malfoy nada disse. Apenas deu uma risadinha que só Harry e Hermione conseguiram captar, puxou Pansy, ainda irritada, pela mão e sentou-se na carteira.
Harry olhou pra Rony e o amigo estava tranqüilo, mas ele podia ver uma pintada de desconfiança ali. Seus olhos recaíram sobre Hermione bem a sua frente. Ela parecia mais pálida do que o normal e seus olhos mostravam medo. Harry pegou em sua mão e a levou em direção a sua carteira agora vazia. Rony havia voltado ao seu lugar ao lado de Harry.

Hermione sentou-se. Foi por tão pouco que tudo não acabou ali. Ela não podia esperar até amanhã, pois Malfoy podia interceptá-lo antes.
Enquanto pensava, Mione sentiu a mão de Ron pousando em seu ombro. Ela olhou pra trás e o menino lhe deu um sorriso e falou:
-Eu acredito em você.
Primeiro isso acabou de matar Hermione. Ela queria dizer que não, que não era pra ele acreditar, mas ela percebeu que a frase foi estranha. Por um tom a menos, teria sido uma pergunta. Ela tentou sorrir e virou-se para frente. O professor acabara de entrar na aula.

Hermione não prestou atenção na aula, não precisava; já havia estudado isso algumas vezes. Sua cabeça borbulhava.

-É incrível como Malfoy está sempre estragando tudo pra todo mundo. Hermione dizia indignada e Harry assentiu.
-Harry, não podemos esperar até amanhã. – disse firmemente.
O amigo a olhou e Hermione sabia que ele concordava. Os estavam parados no canto de um dos corredores do castelo.
-Onde ele está agora?

Agora – pensou Hermione. Ela sentiu um leve enjôo.

-Está n-na sala da Grifinória – sua voz caiu gradativamente.
Harry segurou sua mão, mas não ousou dizer nada. Ele queria falar pra ela que tudo ficaria bem, mas não via como isso podia acontecer.
Mione enxugou uma única lágrima que escapou. Ao fazer isso, ela sentiu algo estranho atuando sobre ela. Nada forte, mas a incomodava.
Ela olhou rapidamente para trás, mas não havia nada.

-O que foi? – indagou Harry, que seguiu o olhar da menina, mas também não achara nada.
-Nada. – Hermione falou e olhou mais uma vez para checar. – Pensei que tinha alguém nos observando.
Antes que Harry pudesse falar mais alguma coisa ela comunicou:

-Eu... vou pra biblioteca estudar. – Ela não esperou para ver a reação de Harry sobre a parte de “estudar” em uma situação dessas, muito menos para vê-lo tentar lhe consolar.
Ela andou rapidamente para a biblioteca e foi para a seção de livros sobre Aritmancia.

Leu um, dois, três parágrafos, mas não conseguiu se prender pois a tensão que lhe envolvia era profunda demais e lhe roubava todo seu poder de concentração.

Mas sua mente não ficou vazia. Ela repetia todos os fatos como se fosse uma sinopse de filme trouxa, mostrando os beijos em Malfoy e logo depois os beijos em Rony. Depois vinha a cena da sala de aula. A presunção de Malfoy, a dúvida de Rony e o seu medo.
Ela não sabia o que Harry estava fazendo agora, mas provavelmente ele estava a caminho. De alguma forma, ele estar indo até Rony parecia tão errado. Ela só não conseguia entender direito o motivo.
Mas, tirando isso, ela estava fazendo a coisa certa. Não podia continuar escondendo isso de Ron por mais tempo.
Ela tentara planejar tudo, mas nada saiu como ela queria. A despedida foi uma delas. Hermione desejava que fosse um clima de paz até onde possível para contrastar com a revolução prestes a começar. Mas lá estava Malfoy novamente para estragar com tudo.
As horas se arrastavam na biblioteca.


Harry e Ronald andavam pelos corredores do castelo em direção ao salão comunal da Grifinória. Harry sabia que agora era o momento perfeito para contar a Rony.

-Ron eu... eu precisava falar com você. – disse hesitantemente.
-Mesmo? Sobre o que?
-Hermione.
-Err... tudo bem com ela? – preocupou-se.
-Não, não, tudo ok... agora.
-Harry, o que aconteceu?! – disse com voz urgente parando na frente do amigo e obrigando-o a fazer o mesmo.
-Ron – Harry colocou as mãos no ombro do menino – Calma.
-Eu vou ficar, se você me contar o que houve. – falou indignado.
-Duvido. – sussurrou Harry.
-O que?
-Nada... Ron, sério. Eu preciso que você se mantenha calmo, ok?
Rony bufou e balançou a cabeça.
-É que Hermione... meio que... ela...

Vai ser mais difícil que eu pensei – pensou Harry, tentando decidir como soltar a granada. Bom, não importa o jeito, ela vai explodir de qualquer maneira.

-Ela... beijou um menino.

Maneira fail de dizer isso... – se fosse em outra situação ele provavelmente riria de si mesmo.

Rony ficou poucos segundos em silêncio preferindo não entender o que aquilo significava. E com um click, ele disse revoltado.
-Você está querendo me dizer que ela me traiu?
-Droga, Rony, não! – Harry disse rapidamente – Pelo menos não do jeito que você está pensando.
-Não entendi.
-Ela não ficou com ninguém enquanto estava com você.
Rony considerou a informação, se acalmou e depois de alguns poucos segundos disse:
-Então... tudo bem, acho. Afinal, eu estava com a Lilá.
-Aham, Ronald. Você realmente espera que eu acredite que isso está ok pra você?

Rony apenas olhou para o outro lado, então Harry prosseguiu:
-E isso é só uma parte. Ainda não acabei.
Ele voltou sua cabeça em direção à Harry enquanto ele voltou a falar:
-Tem um...

-Você é mesmo um idiota, Weasley.
Draco apareceu com um sorriso sarcástico, mas sem os seus capangas ao seu lado. Enquanto Draco se aproximava, Harry ficou congelado em seu lugar de boca aberta, tentando acreditar que aquilo não era verdade.

Mas que bosta! – Harry pensou. Hermione tinha razão. Parecia que Malfoy ficava esperando qualquer oportunidade pra estragar as coisas pra qualquer um.

-O que você disse, Malfoy? – disse Ronald, que também se aproximou e agora encarava Draco.
O loiro riu e repetiu: - Você é um idiota, Weasley.

Harry que estivera congelado por alguns segundos andou rápido na direção dos meninos que estavam a ponto de começar uma briga e puxou Ron.

-Vamos Rony, tem gente aqui se metendo onde não é chamado.
-Me solta Harry – Rony estava a pouco de dar uma surra em Malfoy
-É Harry, solta ele! Ele vai adorar o que eu tenho pra falar!
-E o que é? –quis saber o ruivo, irritado.
-Nada de importante Ronald, vamos embora.
-Chega Potter! –Draco aumentou um pouco de sua voz e agora se dirigia à Rony – Olha eu pensei muito se eu devia falar isso pra você ou não... MAS como eu gosto de espalhar discórdia...
-Rony, por fav... –Harry estava desesperado, mas antes que pudesse terminar a frase, Draco pronunciou de repente:
-Petrificus Totalis!
-Imbecil! – Rony gritou e puxou a varinha, mas espera... onde ela estava?
Malfoy agora exibia, com um sorriso mau na cara, a varinha do menino.
-Me devolve Malfoy!
-Calma, calma! Não vou fazer nada... dessa vez. E pode ficar despreocupado com seu amiguinho que assim que eu terminar de falar eu tiro o feitiço dele – disse claramente se divertindo. –Nossa como eu estou bonzinho hoje! –dizia a si mesmo - Bom, vamos mudar isso.
-Fala logo! – Rony estava sem paciência alguma e a única coisa que o impedia de dar uns tapas no loiro era o fato de estar sem a varinha. Este rindo, falou:
-Ok! O negócio é o seguinte... o que Harry estava tentando te dizer, era que quem beijou sua sangue-ruim foi... –Draco fazia pausas para rir – Fui eu! – e ainda rindo, pronunciou:
-Finite Encantatem!

Assim, Harry que apesar de petrificado estava consciente de tudo, foi liberado do feitiço. Ainda estava em choque por Malfoy ter falado a verdade. Ele tinha totalmente descartado essa possibilidade, talvez, pra falar a verdade, ele nem tinha pensado nessa hipótese.
-Pare com essa cara, Potter. Fiz um favor pra você. Depois eu decido o que eu quero em troca, fique tranqüilo. – disse sarcasticamente. – Aliás, acho que eu já sei o que quero.
Malfoy olhou para o outro lado e viu Hermione passando com uns livros em uma mão e lendo outro. Certamente, não havia visto o que rolava ali. Ela não teria visto se um dragão estivesse ali, de qualquer jeito.
-Malfoy, cala este inferno de boca. –Harry praticamente gritou, mas Draco apenar sorriu.

Ronald estava parado, olhando pra Malfoy, vermelho de raiva e parecia decidir se acreditava ou não. Rony olhou pra Harry que abaixou a cabeça e o ruivo bufou. Ele não queria acreditar. Ele não podia acreditar.
Draco que ainda ria, jogou a varinha do ruivo no chão, na sua direção. Este abaixou e a pegou. Tentou jogar um feitiço em Draco, mas este o bloqueou e começou a falar:

-Sabe, não sei por que você prefere a Lilá... Eu analisei direitinho a sangue-ruim –Rony avançou nesse momento, mas Harry o segurou. Isso só traria mais problemas. Draco riu, mas continuou – Ela é quente! Sabe, se eu não estivesse com a Pansy, a pegaria pra mim. Tinha que ver como ela se empolgou! E ela gostou também! Até porque, modéstia a parte... Eu a deixei no ponto. Talvez se não houvessem interrupções como teve todas as vezes que tivemos um amasso eu teria feito algo mais! Pode ter certeza! – riu e fez um gesto obsceno.

-Chega Malfoy! Você já deu seu showzinho! Vamos Ron – Harry puxou Rony que parecia a ponto de explodir. O amigo deixou ser puxado, mas logo que conseguiu andar, puxou seu braço de volta. Eles andaram sem olhar pra trás, mas Ron parecia sentir o olhar de Draco e ouvir seu riso.
Eles estavam andando em direção ao salão comunal e Harry precisava dizer algo urgentemente.

-Você sabia disso, não é? – Rony falou. Ele parecia exteriormente mais calmo, mas só Merlin sabia o que realmente estava se passando dentro dele.
-Sim. E era isso que eu estava tentando de contar antes daquele imbecil aparecer.
-Isso não muda as coisas, Harry.
-Eu sei.

Rony parou de frente para uma parede, levou as mãos as madeixas ruivas e abaixou a cabeça. Harry agora estava achando Ron estranhamente calmo. O tempo de concluir esse pensamento foi o tempo para que o ruivo explodisse. Ele deu um urro de raiva e um chute na parede. Seu rosto estava manchado pela raiva que sentia.
Harry tentou se aproximar, mas Rony começou a dar passos pesados e decididos em direção ao dormitório.


-Porque você fez isso?
Hermione que estava sentada no sofá levantou a cabeça e viu Ron que estava bastante vermelho.
-Do que você está falando?

Ora, do que ele está falando? Só pode ser de uma coisa imbecil! – Hermione chegou a essa conclusão tarde de mais

-Deixa de ser cínica Hermione! – a voz do ruivo elevou um pouco e agora ele parecia soltar fumaça – Como você pôde, hã? Como você teve... coragem de bei...ficar perto daquele idiota?

Mer#a. – pensou automaticamente

-Ron, eu n-n-não sei – Ao ouvir isso Rony bufou e riu sarcasticamente, mas Hermione continuou – Eu ainda não consegui explicar pra mim mesma.
Rony agora ácido, falou:
-Você quer que eu explique então? O quanto você foi...
Nesse momento Harry e Gina apareceram com olhares alarmados e pareciam ter corrido um bocado. Antes, porém que Ronald pudesse terminar a frase, Harry disse:
-Rony, não faça isso!

Mas já era tarde. Hermione podia ter uma idéia do que seria dito e foi como se tivessem lançado-a um feitiço de petrificação.
Ela agora olhava nos olhos do ruivo, que sempre a hipnotizavam, mas hoje era diferente. Hoje tinha a força de um julgamento pesado, uma sentença de vida e emanavam raiva e desapontamento. A cada minuto, ficava mais difícil pra Hermione permanecer ali. Tudo o que ela desejava era sair daquele lugar correndo.

Não seja covarde! – disse a si mesma e se levantou.

E como se de certa forma, o ruivo tivesse ouvido seus pensamentos, ele continuou alto:
-Você é uma covarde! Nem sequer teve coragem de me contar isso. Teve que pedir para o Harry... Sua ridícula!

O silêncio permaneceu por alguns minutos. Qualquer palavra errada poderia ser outro tapa na cara e isso ajudou Hermione a decidir ficar calada. Harry foi quem rompeu o silêncio:
-Ronald, se acalme ok?
-Harry, pelo amor de Merlin! Como você quer que eu me acalme?
-Pra tudo tem um jeito, Ron.
-Não seja idiota, Ronald. – falou Gina com olhar de “desprezo” e foi para o lado de Hermione que ainda estava parada olhando para o ruivo que agora estava de costas pra ela. Ginny passou a mão pelos ombros de Mione para ajudá-la a sentar.

-Como você ficou sabendo? – perguntou Gina ao irmão.
-O próprio Malfoy me disse. – respondeu e virou pra olhar para Hermione com desprezo. A menina virou o rosto.
Harry engoliu em seco. Tinha que achar um jeito de amenizar as coisas. Olhou pra Gina, mas ela também não fazia idéia de como resolver aquilo.
-Porque você não senta? – disse Harry.
-Estou bem em pé – respondeu raivosamente
-Droga, Ronald, vamos tratar isso com um pouco de maturidade! Só desta vez! – Harry se alterou também.
-Claro! Porque você não fala pra sua amiguinha fazer o mesmo?
-Acho que ela já teve maturidade suficiente pra admitir que cometeu um erro.
-Isso é suficiente pra você.
-Então o que você quer Ronald?! – Hermione levantou-se mais uma vez e foi na direção do menino - Quer eu peça desculpa de joelho? ... Olha... Você não sabe... o quanto isso está sendo doloroso pra mim... ter que conviver com isso todas as horas do dia e ter que enfrentar.
-Pensasse nisso antes de fazer.
Rony parecia não ter mais solução. Hermione se aproximou mais do menino e disse vagarosamente:
-Rony, por favor, me perdoa.

Ele a encarou por uns segundos. A princípio, Mione conseguiu ver tão fundo nos olhos do ruivo que ela parecia parte dele. Mione levou uma mão na direção na direção do rosto do menino que fechou os olhos. Parecia aceitação, mas de repente como se tivesse fechado uma porta, Rony a expulsou e seus “novos olhos” pareciam intransponíveis. Ele tirou a mão da menina de seu rosto e disse friamente:
-Não encosta em mim.

E saiu em direção ao dormitório. Hermione ficou meio entorpecida. A única coisa que sentiu foram as mãos de Gina que tentavam lhe acalmar com um abraço. Harry também logo foi na direção da menina, mas ele não sabia o que fazer, e depois de segundos andando de um lado para o outro falou:
-Hermione, eu vou falar com ele, ok?

Embora soubesse que provavelmente seria em vão, Hermione assentiu e o menino fez o mesmo trajeto que o ruivo acabara de fazer.

-----------------------
comentem :*
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Re: **A muitos passos de um final** R/Hr- ATUALIZADO! 02/04 o/

Post by JCA »

Milla tadinha da Mione ;______;
ocê num tem dó dela não? ;__;

Fiquei emo agora ;_;

Tava td tão feliz, tão baum... aí veio o desgraçado plantar a descórdia ¬¬
O Ron ia ficar puto do msm jeito... mas se tivesse sido o harry seria diferente FATO!u_u
Ele vai perdoar ela neh? E ela vi ficar bem neh?

;___;

*pega o lencinho e espera o próximo cap*
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Re: **A muitos passos de um final** R/Hr- ATUALIZADO! 02/04 o/

Post by May WP »

Milla comecei a ler agola e ja gostei
vc num tem do d amione naum :o
¬¬ tava td tão mara ai vem um desgraçado e planta a discordia
posta o proximo capitulo rapidinho \o/
ele vai perdoar ela num vai???, diz q sim *cilios piscantes
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Re: **A muitos passos de um final** R/Hr- ATUALIZADO! 02/04 o/

Post by Sugar. »

own mininas!! que bom que vcs gostaram!!!! *-*

foi meio emo mesmo né? hauhauah
Bom, como eu estou de castigo :oops: e por enquanto ainda nao tenho provas, a fic vai sair rapdinho (espero).
bjks :mrgreen:
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Re: **A muitos passos de um final** R/Hr- ATUALIZADO! 02/04 o/

Post by Sugar. »

Cap.10 – Fim da linha.

Yes, you are my friend
(Sim, você é meu amigo)
We all have something that dig at us
(Nós todos temos algo que nos enterra)
At least we dig each other
(Pelo menos nós nos desenterramos)

So, when weakness turns my ego up
(Então, quando a fraqueza aumentar o meu ego)
I know you’ll count on the “me” from yesterday
(Eu sei que você vai contar com o “eu” de ontem)

If I turn into another
(Se eu me tornar em outro)
Dig me up from what is covering
(Me desenterre do que está cobrindo)
The better part of me
(A melhor parte de mim)
Sing this song
(Cante esta canção)
Remind me that we’ll always have each other
(Me lembre que nós sempre teremos um ao outros)
When everything else is gone
(Quando tudo mais estiver acabado)

(Dig – Incubus)



Ele entrou no quarto e a porta só não se fechou violentamente porque Harry a segurou. O que Harry estava fazendo ali? Ele queria ficar sozinho! Será que é tão difícil assim de perceber?
Ronald andou pro canto do quarto mais distante de Harry.
Ele sentia seu rosto em chamas, suas mãos tremiam levemente.
Como ela pôde?
Ele repetiu a pergunta mentalmente algumas vezes. Seu cérebro cismava de formar imagens de Hermione e Draco se beijando e isso estava irritando-o cada vez mais. Depois ele se lembrou dos seus beijos com a menina e sentiu nojo. Nojo e repulsa. Levou sua mão a boca e a limpou algumas vezes como se estivesse lidando com alguma sujeira real que não queria sair.
Rony não percebeu, mas Harry havia andado até ele e agora estava parado do seu lado, encarando-o.

-Já acabou? –Harry imaginava o que o amigo estava passando, mas de qualquer forma achava que ele estava exagerando.
Rony franziu o cenho e raivosamente olhou pra Harry por uns segundos antes de dizer:
-Porque você não vai embora? Não preciso das suas lições idiotas agora, muito menos de você tomando o partido daquelazinha.
-Hey, não chame a Hermione desse jeito. E pare com essa atitude estúpida, Ronald.
-É muito fácil pra você falar, não? –Rony ainda tinha a voz irregular e um pouco alta.
-Nem vem com essa, porque eu passei a mesma coisa quando ela me contou. E eu sei que é diferente – disse rapidamente antes que o amigo pudesse jogar isso.

-Como é que você ainda anda com ela? –quis saber ainda descomposto.
Harry ficou calado alguns segundos e disse:
-Eu a perdoei.
-Ah, fácil assim?
-Não Ronald, não foi fácil. Mas eu o fiz e não me arrependo. Você deveria tentar fazer o mesmo.
-Pode esquecer – Rony “cuspiu” as palavras e balançou a cabeça negativamente.


Hermione ficou o tempo todo calada ouvindo Gina falar que tudo iria ficar bem. Harry deveria estar lá em cima a mais de 30 minutos. Enquanto lembrava das palavras do ruivo percebeu que sua amiga havia se calado. Provavelmente deveria estar chateada por ela não estar prestando a mínima atenção ao que estava sendo dito.
Mione levantou a cabeça pra se desculpar e encontrou Gina olhando em direção ao dormitório e seguiu seu olhar. Harry estava acabando de descer as escadas. Como esperava, ele não tinha uma cara boa. Infelizmente ele não chegaria até elas e diria que estava tudo resolvido.

-Acho... melhor dar um tempo pra ele. – o menino disse com um suspiro pesado.
Hermione apenas balançou a cabeça em afirmação automaticamente.
-Isso. Tempo vai ajudar. –completou Gina que ainda estava abraçada com a amiga.
-É! –disse Harry tentando parecer animado, sem muito sucesso – Ele vai...
-Ele vai o que Harry? Me diga. –Hermione de repente o cortou e levantou da cadeira saindo do abraço de Gina. – Superar? Entender? Harry você sabe tão bem quanto eu que isso não vai acontecer. Nós o conhecemos muito bem pra sequer cogitar isso!
-Hermione, não pense assim! Você sabe que ele mudou!
A menina bufou e riu, mas Harry continuou:
-Você viu o que ele fez com a Lilá, como ele conseguiu se livrar desse problema.
-Mione, Harry está certo. Eu quase não reconheci meu irmão naquele dia.
-Eu sei o que aconteceu. Mas o que raios isso tem a ver com o que está acontecendo agora?
-Esse é o ponto, não vê? –Harry apontou para algo invisível.
-Sinceramente, não.
-Nunca pensei que fosse dizer isso, mas o Rony não é mais aquele babaca infantil que eu tinha que suportar. –Ginny disse.
-Como não? –Hermione perguntou incrédula – Você perdeu o que aconteceu? O jeito que ele está agindo é o que então?
-Não vamos comparar, ok? Por mais insuportável que a Lilá seja, ela ainda não é o Malfoy.

E isso estranhamente doeu em Hermione. Mas não era uma dor nova. Era a dor do arrependimento voltando. Era um sentimento tão raro e difícil para Hermione, a menina sabe-tudo que tinha 99% das coisas programadas e mesmo quando algo saia do controle tinha uma estratégia...
Pode soar piegas, mas fato é que no “campo de batalhas” do amor, nós jogamos de olhos vendados. Toda a racionalidade da menina serve para mais nada além de soluções racionais que funcionam tanto quanto se tentássemos curar perda de memória com Felix felicius. Seriam inúteis, inadequadas.

O pior disso era ver o quão fora de controle estava aquela situação, porque ela simplesmente não pode fazer nada para mudar.
E ela estava cansada de se sentir daquele jeito; sem poder e patética. Porque afinal é isso que essa grande bosta de amor faz. Nos tornam incapazes e patéticos.
Mas como seria bom compartilhar essas fraquezas com e alguém e...
Hermione começou a caminhar rapidamente em direção ao portal do salão comunal da Grifinória.
-Hermione, o que você... está fazendo? – A menina virou e encontrou Harry e Gina com olhos arregalados, teriam perdido alguma parte da conversa?

-Estou indo estudar. – comunicou firmemente. – Nossas provas estão batendo na porta. Vocês deveriam fazer o mesmo.
Enquanto Harry a encarava incrédulo, Gina andou até a menina e disse:
-Mione, não precisa agir desse jeito.
-Do que você está falando? – Gina nunca tinha visto a amiga tão séria como agora. –Só estou fazendo o que deveria ter feito a muito tempo.
-Mesmo? E o que seria?
-Seguir em frente.
-Mas Hermione... –insistiu Gina.

Hermione, porém virou as costas e saiu andando em direção a biblioteca.
Podia sentir as lágrimas chegando violentamente e sua garganta apertando. Ela virou a cabeça para os dois lados e não havia ninguém. Não queria ter que guardar as lágrimas ou o que estava sentindo, então simplesmente encostou-se a uma das paredes do castelo e silenciosamente chorou.

O dia seguinte estava irritantemente ensolarado pra Hermione que não estava muito bem humorada depois de ter sido acordada por um passarinho que não parou de bicar a janela próxima a sua cama até que ela se levantou e o expulsou.
Logo começariam suas provas e seu nervosismo também não ajudava muito em seu humor. Provavelmente isso traria problemas à menina se não se controlasse...
Como se ela se importasse. Já estava tudo ferrado de qualquer jeito.

Ela se levantou, se arrumou e tomou café da manhã. Sozinha.
Gina e Harry provavelmente já tinham tomado café, pois não estavam no salão comunal. Hermione logo reparou que Rony estava no lugar de sempre, mais ou menos no meio da extensa mesa onde os grifinórios se sentavam.
Sem querer olhar muito para o menino, que estava bastante focado em sua comida, Mione sentou-se na ponta da mesa de cabeça baixa. Ela queria olhá-lo, mas tinha muito medo do que poderia encontrar e sabia que não estava preparada ainda pra enfrentar qualquer que fosse a atitude dele.
Hermione mexeu na comida a sua frente sem muita vontade, forçou um pedaço de torrada com pasta de amendoim pela garganta e depois foi embora.

Enquanto se dirigia à sala passou por Draco e Pansy se agarrando no corredor. Ela rolou os olhos e desviou o olhar rapidamente. Logo mais a frente encontrou Harry e Gina. Eles não estavam se agarrando como Malfoy e Parkison, mas de qualquer forma... Porque estavam todos querendo lembrá-la de que ela poderia estar assim com Rony?

Tá, ninguém estava, porém era o que parecia, ou talvez estivesse apenas perdendo a cabeça.
Ela bufou involuntariamente e passou direto pelos amigos. Não queria parar pra conversar. Não queria falar com ninguém, apenas entrar na sala, assistir a droga de aula e depois ir estudar.
Droga de aula? Ela realmente não estava bem...
Entretanto quando estava quase alcançando o portal da sala Harry e Gina a alcançaram.

-Tsc, tsc que feio moça. –disse Gina divertida – Passou e nem sequer disse “oi”.
Hermione deu sua melhor versão de sorriso forçado e falou:
-Não queria atrapalhar vocês.
-Fala sério, Hermione. – Harry disse e riu com Ginny.

Como eles estão idiotas hoje. – Mione pensou impaciente e entrou na sala.

Colocou seu material na carteira e ia se sentar, mas uma mão segurou seu braço.
Ela virou o rosto e viu que a mão era de Gina que perguntou:
-O que houve?
-Nada. –disse.
-Tá e eu não sou bruxa.
As duas se encararam.
-Só não estou de bom humor hoje.
-Entendo. – Gina falou e olhou pra Harry lhe pedindo ajuda.
-Hermione, você sabe que pode contar com a gente, certo? –Harry disse para a amiga.
-É, estamos aqui se quiser falar sobre alg...
-Eu não quero falar nada, ok? –Hermione interrompeu Gina e rudemente continuou. – Só quero ficar quieta, será que é possível?
Harry e Gina apenas olhavam seriamente pra menina como se estivessem esperando que ela percebesse como estava agindo, mas não veio nenhuma desculpa, só:
-Gina, nosso professor chegou. Melhor você ir pra sua sala.
Novamente atingida pela frieza da amiga, Gina fechou a cara, beijou Harry rapidamente e saiu irritada. Nessa mesma hora Rony cruzou a porta quase dando um encontrão na irmã.
-Olhe por onde anda garota. –disse com raiva.

Gina fechou mais ainda a cara e empurrou o garoto que só se desequilibrou. Rony olhou pra dentro da sala e encontrou Harry e Hermione olhando pra ele, entretanto Mione desviou o olhar rapidamente e se sentou.
O ruivo andou até Harry, o cumprimentou e sentou-se atrás da amiga que estava de cabeça baixa. De qualquer forma ele teria que pensar em outra forma de citá-la pois “amiga” já não se encaixava mais.

Harry que ainda estava um pouco chocado com o jeito da menina começou a se mexer para ir sentar antes que o professor lhe chamasse atenção, porém antes resolveu dizer:
-Não devia tratar as pessoas assim, sabia?
Hermione o olhou furiosamente e falou:
-E você deveria tomar conta da sua vida, sabia?
Harry ia começar a falar, mas o professor finalmente chamou sua atenção e ele teve que ir se sentar. Estava bem chateado. O que estava acontecendo com a amiga? Ele tentou entender, afinal tinha muitas coisas acontecendo... mas de todo jeito ele conversaria com ela depois.

Rony apenas olhou para os dois sem dizer nada. Não ia se meter porque visivelmente a ami... Granger estava irritadinha. O menino bufou. Como se ela tivesse o direito de ficar assim... ela procurou por isso tudo! Bom... ele não podia negar que tinha uma parcela de culpa, mas de qualquer forma, minúscula.

Hermione sabia que o jeito que havia acabado de tratar os amigos estava errado, era totalmente injusto. Porém era o único jeito de fazer eles se calarem. Ela não queria conversar e ponto.
Ela afastou os comentários mentais e se concentrou na aula o que foi estranhamente fácil.

Depois de a aula ter acabado Hermione saiu rapidamente da sala antes que Harry pudesse tentar interceptá-la pra falar qualquer coisa chata e lhe explicar como o comportamento dela estava errado. Ela estava cansada. Entretanto ela sabia que uma hora ele ou a namoradinha dele iria conseguir falar...
Céus, ela tinha que controlar seu humor.

Na hora do almoço, após fingir não ter visto Harry acenando para ela e apontando um lugar vago no seu lado, assim como no café da manhã ela sentou-se sozinha, remexeu a comida que estava ali, porém nada comeu e saiu do lugar.

Andou até a sala da aula que aconteceria agora, abriu um livro e começou a ler.
Ela sentiu que mais alguém entrara na sala, mas não queria olhar. Primeiro porque estava com medo, segundo porque ela não queria ter que cumprimentar se fosse alguém que conhecesse.
A pessoa não falou nada e então Hermione se concentrou de novo em seu livro.
De repente, ela sentiu a tal pessoa se aproximando.
Mas que droga. – pensou
A curiosidade venceu e ela olhou pra trás. Logo se arrependeu.
Draco estava olhando-a com seu sorrisinho sínico no rosto. Porém o pior era: ele estava sozinho. Sem capangas e muito menos Pansy.
Sem saber o que fazer, virou pro seu livro e fingiu continuar a leitura. Ela sabia que não adiantaria e... afinal o que ele queria? Pensou raivosamente. A idéia de lhe azarar se tornava cada segundo mais tentadora.
-Granger, eu acho melhor você não me ignorar.
A menina deu uma piscada demorada e se virou.
-O que você quer? –perguntou irritada se levantando. Tentou seu melhor pra ser desagradável, mas ela estava lidando com Malfoy.

-Estamos mal humorados hoje, huh? –ele se divertindo, chegou mais perto de Hermione, envolveu seu braço na cintura da menina que rapidamente começou a tentar afastá-lo, Malfoy mais forte, porém conseguiu manter seu braço ali, alcançou o pé da orelha de Hermione que estava claramente nervosa e sussurrou – Posso resolver isso, se quiser.
A risada rouca do menino a atingiu, arrepiando os pelos da nuca de Hermione que tentou mais uma vez tentou se afastar. Malfoy permitiu que isso acontecesse e se encostou na mesa em frente com as mãos no bolso.
-O que foi, Granger? Não consegue resistir?
-Não seja babaca, Malfoy. Porque você não vai atrás da Parkison?
-Ela não tem mais graça. –ele sorriu e se aproximou de Hermione mais uma vez. –Ao contrário de você.
Novamente, ele passou seu braço pela cintura da menina e começou a se aproximar do rosto dela o que foi um pouco difícil, pois Hermione estava virando o rosto. Draco apertou a outra mão em sua nuca, forçando-a a parar e começou a aproximar seus lábios do dela.
-Afaste essa boca suja de mim seu verme! –Hermione voltou a lutar.
Malfoy gargalhou:
-Eu? Boca suja? A sangue-ruim aqui é você.
Ele disse com um pouco de raiva e a largou. Eles se olharam por um segundo e Hermione ficou com medo de ele tentar beijá-la de novo. Mas pra sua surpresa, ele apenas riu e saiu da sala.

A sensação de alívio veio e ela se jogou na carteira onde estava. Ela deu muita sorte. Qualquer um poderia ter entrado ali. Ronald podia ter entrado. Balançou a cabeça e sorriu feliz por “nada” ter acontecido.
Entretanto o sorriso logo se fechou. Parecia que a praga desse garoto nunca ia parar de perturbá-la...

Que mala! – pensou irritadíssima.

Alguns minutos e mais uma pessoa entrou na sala e desta vez era Ronald. Ele parou quando percebeu que só tinham eles dois na sala, mas então andou até uma carteira longe da menina e tudo ficou em completo silêncio.

Eu podia ir até lá falar com ele. –considerou a menina – Afinal, não pode acontecer nada pior...

Ela olhou pra trás e se surpreendeu com o foco que ele estava dando ao livro. Começou a caminhar até ele silenciosamente, pois não queria que ele percebesse antes dela estar perto o suficiente pra dizer qualquer coisa. Entretanto ele sentiu sua aproximação e a olhou o que fez a menina parar.
O olhar do menino era muito profundo, mas de um jeito ruim. Ele parecia estar acusando-a mentalmente e era quase como se Hermione pudesse ouvi-lo. A menina se sentiu mal e quase parou. Quase. Continuou andando e quando começou a abrir a boca pra falar alguma coisa.

-Era com você mesma que eu queria falar.

Hermione soltou a respiração que estava prendendo e ao olhar pro lado encontrou Harry e Gina parados um ao lado do outro. Eles pareciam ter percebido que haviam atrapalhado alguma coisa e ficaram bem sem-graças.
Gina foi a primeira a falar, desta vez não com o tom desafiador do que acabara de dizer, mas num tom apologético:

-Hermione, será que podemos conversar?

E de repente Hermione pareceu recuperar s sentidos e perceber o que estava acontecendo. Ela sentiu raiva por ter sido atrapalhada e isso a tornou mais ácida.

-O que vocês querem? –ela caminhou até eles que estavam no portal da sala e perguntou rudemente.
Gina sussurrou uma desculpa enquanto Harry a olhava feio.
-A gente só queria saber o que está acontecendo com você. – disse Gina, hesitante.
Hermione tentou se controlar, mas estava sendo “dominada por forças maiores”.
-Me digam, qual a parte do “eu quero ficar sozinha” vocês não entenderam?
-Hey, você não precisa ser grossa! –indignou-se Gina, mas Hermione não lhe deu atenção. Ela voltou com passos pesados a sua carteira, pegou o livro que estava lendo, mas não conseguiu voltar a fazê-lo. E pensar que ainda faltava pro dia acabar.

Mais alunos começaram a chegar e logo em seguida o professor. Ela olhou pra trás de sua carteira a fim de encontrar Harry e lhe pedir desculpa, mas ele estava ao lado de Ron no final da sala e quando seus olhares se encontraram, o ruivo desviou para o professor que já havia começado a aula.

Está tudo errado. – a menina pensava depois da aula. –Eu tenho que encontrar Harry e Gina e pedir desculpas.

Se sentindo culpada, ela decidiu ir atrás dos amigos. Entretanto seu humor ainda a incomodava. O melhor era ela se acalmar e depois ir falar com eles.
Não haviam mais aulas naquele dia então ela andou calmamente até os jardins do castelo. Fazia tanto tempo que ela não passava por ali...
Estava tudo calmo. Uma leve brisa estava no ar, e o tempo parecia estar limpando. De longe ela avistou a Floresta Proibida e depois a cabana de Hagrid.

Acho que é uma boa hora pra um chá... –pensou.

Não era só pelo chá, claro, mas essa era outra coisa que ela não fazia a um tempo...
Porém ela só evitava ir até Hagrid porque ela sempre se lembrava da época em que ela, Rony e Harry passavam um tempo lá, rindo com ele e ouvindo-o contar histórias e falar sobre criaturas mágicas. Eram bons tempos, mesmo que tais criaturas não fossem o assunto preferido deles. Era tudo mais fácil quando não tinha mais ninguém...
Ela rapidamente lembrou-se de Malfoy, mas com a mesma velocidade o afastou.

Hermione bateu na porta e logo ouviu o latido de Canino. Que saudades daquele cachorro babão... Tirando a parte do babão. Hagrid abriu a porta e seus olhos se abriram em surpresa.
-Hermione! –disse animado, mas logo ficou sério. –Quanto tempo. Vejo Harry sempre, mas você e seu amiguinho de cabelos vermelhos esqueceram-se da minha pessoa, não?
-Desculpe Hagrid - Seu rosto tinha corado um pouco. - É que estamos enrolados com provas... começam “daqui a pouco”.
-É, eu sei... Tudo bem. –disse se dando por vencido. Obviamente estava chateado com eles que estavam sempre o visitando, mas que de uns meses pra cá pareciam ter sumido de Hogwarts... bom, pelo menos de sua cabana. Apesar disso as saudades eram maiores.

-Estou terminando de fazer chá, está servida?
-Claro, obrigada. –Hermione sorriu. Mesmo ainda se sentindo culpada, ficou feliz por ver que Hagrid tinha “relaxado”.

O tempo passou rápido pela cabana e após algumas conversas e risos, Hermione teve que voltar ao castelo, mas não antes de prometer a Hagrid que da próxima vez traria Rony.
Já entrando no castelo, ela riu sem humor. Mal conseguia olhar pra ele... entretanto isso podia servir pra puxar assunto e...
Hermione fechou a cara e cruzou os braços. Estava realmente odiando ter que ir atrás dele, porque mesmo sendo a “culpada” ela ainda tinha um pouco de dignidade.
Ok, e orgulho também.

Chegou na frente do quadro da Mulher Gorda. Ela estava quase certa de que encontraria Harry e Gina ali preparados para lhe repreender... Ela bufou.
-Asnice.
-Pode entrar. –disse sorridente a mulher do quadro.
A princípio não avistou ninguém, mas logo uma menina de cabelos de fogo vinha zangada em sua direção com um menino de óculos ao seu lado, com o mesmo humor.

Perfeito.


-Primeiro, não me dê as costas novamente. Eu ainda não tinha acabado de falar. –Ginny começou, relembrando o que havia acontecido na noite anterior que Rony finalmente ficou sabendo sobre Hermione e Draco.
Hermione rolou os olhos. Desde quando a ruiva era sua mãe para lhe dar broncas sobre como agir ou não?
-Segundo, pare de agir como uma idiota.
A menina cruzou os braços e virou o rosto para não ter que encarar Gina, que continuou:
-Mione, eu sou sua amiga. Eu só estou fazendo isso porque eu quero o seu bem... É serio! –disse a menina em resposta a outra rolada de olhos de Hermione. –Eu sei que essa situação é mais difícil para você do que eu posso imaginar, mas você tem que parar de afastar as pessoas.
-E porque raios você acha que estou fazendo isso? Porque quero um pouco de espaço nem que seja por 10 minutos?

Gina e Harry ficaram alguns segundos calados, mas a ruiva começou a falar:
-Eu sei que você gosta de estudar, porém não use isso como forma de punição.

Hermione apenas balançou a cabeça negativamente. Ela não entendia. Aliás, ninguém entendia. O estudo pra ela não era algo obrigatório, mas algo tão acessível e enriquecedor... E mais importante, a única coisa que você tem que enfrentar são seus próprios limites. Não exige dependência de ninguém pra isso.
Além do mais não era forma de punição e sim uma forma de afastamento.

-Vocês estão errados. Eu não vejo desse jeito. –A menina finalmente disse.
-Eu acredito, mas... por favor... não complique mais as coisas. –Harry falou.
-Olhem, me desculpe por eu estar agindo desse jeito, ok? Eu só estou estressada com tudo que está acontecendo e as provas ainda estão chegando, e eu estou ficando louca e não quero brigar com vocês. –seus olhos se encheram de lágrimas e Harry e Gina a abraçaram.
-Nos desculpe também. –Harry começou. –A gente não respeitou o que você queria.
Hermione ajeitou seu cabelo num gesto automático e disse sorrindo:
-Está tudo bem. Eu vou dormir, ok? Esse dia já foi tenso o suficiente.
Harry e Gina concordaram e riram.
Hermione não falou mais nada e apenas seguiu para seu quarto.

-Hermione, não querendo insistir no assunto, mas ele está certo. –comentou Gina, que havia seguido-a.
Hermione ficou meio impaciente com a menina por trazer o assunto de volta, mas ela falaria sobre isso por uma última vez, para se retratar pelo jeito que os havia tratado. Suspirou e disse:
-Sobre o que?
-Sobre você estar complicando as coisas.
-Mas eu não estou fazendo isso. Pelo menos não agora. Você não vê? A culpa de isso tudo estar acontecendo é minha. Eu já compliquei tudo. E não venha discordar porque não há maior verdade aqui do que essa.

Gina permaneceu calada por alguns segundos. Realmente ela não tinha como discutir. Quando, porém, pensou em dizer algo, Hermione continuou:
-Quero me afastar do furacão por um tempo, só isso. –disse pesarosa. -Eu só estou tentando... me fazer sentir melhor.
-E está conseguindo?
-Eu estou... tentando.
Gina fechou a distância que havia e a abraçou. Mas mesmo Hermione tendo a abraçado de volta ela sentiu um pouco de frieza. As duas se sentaram na ponta da cama.
-Você sabe que tem uma maneira melhor de fazer isso, certo?
-Sério? Como? Continuar me machucando e insistindo em algo que não vai acontecer?
-Não desistindo.
-Não acho que posso. Pra mim a sua e a minha opção são as mesmas coisas.

A vista de Gina, Hermione parecia totalmente decidida a deixar tudo pra trás, porém não deixaria isso acontecer. Bom, pelo menos ela tentaria. Podia ser nada mais que uma insistência chata e ela devia estar cuidando de sua vida, mas ela não agüentava ver Hermione daquele jeito, sofrendo pelo idiota do seu irmão.

-Eu discordo. A minha opção tem vantagens, diferentemente da sua.
Mione balançou a cabeça negativamente e disse:
-Com a minha eu me mantenho inteira e salva.
-Salva de que? Do que a vida realmente é? Me surpreendo como uma apreciadora de desafios como você não quer passar pelo maior e mais emocionante de todos.
-Adepta a filosofia trouxa? – Hermione disse e as duas riram um pouco, mas Ginny logo parou.
-É sério. Você acha que essa foi a única prova, tirando as escolares, que você teve que enfrentar?
-Claro que não. Depois de tudo que passamos, seria uma tola se acreditasse nisso.
-Justamente. E você nunca desistiu! Então porque está fazendo isso agora?

Hermione calou-se e Gina ficou apenas esperando.
-Acho... Acho que deveríamos dormir.
Gina jogou a cabeça pra trás. Como ela podia estar sendo tão cabeça dura assim? Continuou calada, observando Hermione arrumando sua cama. Após fazer isso a menina foi até a amiga, lhe deu um beijo na bochecha e disse:
-Agradeço por se importar Gina. Mas deixemos isso pra lá, ok?
-Não Hermione! Não vou deixar pra lá... – Antes, porém que a ruiva continuasse, Hermione falou:
-Vamos fazer o seguinte então, eu vou pensar no que você disse e tentarei mudar meus atos.
Gina riu e disse:
-Você acha que vou acreditar? É obvio que você está blefando.
-Ok, mas não sobre as duas partes. Você acha que depois de toda a sua bronca e não vou pensar nisso nem por 5 minutos.
-É, você vai. Mudar é outra história, né?
-Completamente diferente e praticamente impossível de acontecer.
Agora foi a vez de Gina rolar os olhos
-Você e meu irmão se merecem. –repetiu a consideração que havia feito mentalmente.

Hermione deu um sorriso amarelo que rapidamente se esvaiu.
-A senhorita pode tratar de tentar, pois como falei antes eu não deixarei isso pra lá.
-Sim senhora. – Hermione disse com o intuito de acabar logo com a conversa. Gina percebendo isso a encarou seriamente, mas logo relaxou.
-Ok, boa noite então – disse Gina.
Elas se cumprimentaram novamente e foram para cada cama.
-------

Assim como previra, Hermione pensou em tudo o que ela tinha ouvido dos amigos sobre ela estar fazendo isso de maneira errada. Provavelmente eles estavam certos, pois nada do que ela tinha feito até agora com o intuito de esquecer sobre o que havia acontecido funcionou.
Gina lhe falou em não desistir, porém mesmo sendo uma opção tentadora, Hermione duvidava que funcionaria...

Quando atingiu a porta do grande salão comunal foi surpreendida por Gina.
-Hoje você se sentará conosco.
A menina disse e começou a puxar Hermione salão adentro, entretanto esta logo se soltou da mão da amiga e falou:
-O que você está pensando?
-Em você tomar café da manhã com a gente. –Ginny disse fingindo inocência.
-Engraçadinha. Estou falando sério.
-Eu também.
-Mas Gina, o Rony está lá.
-E daí?
-E daí, que eu não vou me sentar lá.
-Claro que você vai.
-E você vai me obrigar?
-Duvida? –Gina disse e colocou a mão sobre a varinha.
-Ha. Essa é uma maldição imperd...
-Vamos Hermione, não seja uma chata – disse e lhe estendeu a mão.
Hermione meio receosa, lhe deu a mão e as duas caminharam em direção a mesa, Gina com um sorriso vitorioso no rosto.
A verdade é que Mione estava com medo. Parece bobo, mas Rony poderia agir como um trasgo quando queria e isso ia deixá-la pior que já estava.
Conforme chegaram perto de onde Harry e Rony estavam sentados, Hermione sentiu o frio em sua barriga começando a crescer. Harry a recebeu com um sorriso, entretanto Rony que, como sempre, estava focado em sua comida, continuou desse jeito quando viu quem era.

Eu posso tentar... – pensou Hermione mesmo não tendo certeza que era um pensamento correto.

-Bom dia Harry. –disse a menina calmamente e continuou. –Bom dia Rony.
Rony levantou a cabeça devagar, a olhou, riu e abaixou a cabeça de novo.
Hermione quase perguntou o que era engraçado. Ela se sentou ao lado de Gina e de frente para Rony e Harry. Tanto Harry e Gina ficaram sérios quando Rony riu.
E todos comeram calados, ninguém ousou dizer uma palavra por alguns minutos.
Hermione quebrou o silêncio:
-Então Harry, como estão os estudos?
Antes, porém que Harry pudesse falar qualquer coisa, Ronald se levantou bruscamente e começou a sair do salão.
Hermione ficou meio boquiaberta. Mas já que ela resolveu se arriscar...
Ela levantou de seu banco também e começou a correr para alcançar o menino. Ela não sabia o que iria falar e muito menos o que estava fazendo, mas prosseguiu.
Finalmente chegou ao menino, já em frente a escada que havia perto do grande salão.

-Ron!
O menino que não percebera que Hermione tinha seguido-o parou de repente ao ouvir sua voz.
-Ron, será que eu... podia falar com você? –Hermione podia sentir a tensão no ar.

Rony virou para encarar Hermione. Seu rosto estava um pouco vermelho e quando Mione percebeu que suas mãos estavam fechadas em punho, não deu tempo pra acabar de se arrepender de ter ido falar com ele. O ruivo relaxou a mão, mas seu rosto ficou mais vermelho. Hermione não sabia se falava ou se voltava pro salão comunal.
-Eu queria... –Hermione começou, porém logo foi cortada. Rony se aproximou um pouco dela e suas palavras saíram fortes e frias.
-Queria o que Hermione? Pedir desculpas? Pode guardá-las.
A menina ficou congelada alguns segundos, mas falou:
-Por favor, Ron, me ouça.
Como tinha feito alguns momentos atrás, sentado na mesa, ele riu e abaixou a cabeça. Mione novamente ficou confusa, mas então ele se aproximou mais um pouco e à alguns centímetros de seu rosto ele parou.
Ele estava tão perto! Só mais um pouco e seus lábios se reencontrariam. Porém ao invés disso, Ronald pronunciou cada palavra calmamente:
-Eu não quero te ouvir.

Os olhos de Hermione encheram d’água, mas ela não iria chorar pelo menos não na frente dele.
-Você é uma cara de pau, sabia? Como é que você ainda tem coragem de falar comigo, sua mentirosa?
-Eu...
-Falei que eu não quero te ouvir. –disse rudemente.
Com certeza aquilo era um erro. Insistir nisso era um erro e Gina tinha lhe dado o pior conselho que podia. Hermione sentia raiva. Não de Gina, mas dela mesma por se colocar por livre e espontânea vontade nessa droga de situação.
-Babaca – disse ela quase inaudível.
-O que você disse? –Rony perguntou meio surpreso.
-Falei que você é um babaca – Hermione estava começando a explodir.
-Eu?
-É, você. – ela disse e deu um leve empurrão nele, apenas pra aumentar os centímetros de distância entre seus rostos. –Você fica aí agindo feito um idiota, quando tudo o que estou tentando fazer é te pedir desculpas.
-Você tem problemas auditivos? Eu falei que não as quero!
As vozes de ambos estavam bem alteradas e isso chamou a atenção de alguns poucos alunos que passavam.
Eles se encararam em silêncio por alguns segundos.
-Porque você está fazendo isso? – Hermione falou, porém sua voz estava derrotada e ela segurava suas lágrimas com toda sua vontade.
-Pelo amor de Merlin, não me venha com suas lamentações falsas. –ele disse percebendo a água no rosto da menina.
-Que inferno, Ronald, pare de agir desse jeito! – A voz de Hermione aumentara outra vez e uma lágrima rolou, A menina a enxugou rapidamente.
-Eu?! Você pediu por tudo isso!
-Acho que já chega de exagerar, huh?
Rony riu mais uma vez sem humor.
-Não vou ficar aqui discutindo com você. Tenho uma aula.

Depois de dizer isso ele virou as costas para Hermione e começou a subir as escadas, mas logo parou, desceu de novo e se dirigiu à menina que ainda o olhava com um pouco de raiva.
-Outra coisa, me deixa em paz.
Desta vez ele subiu toda a escada e desapareceu deixando Hermione ali sozinha, aliás, com seus expectadores que tinham aumentado um pouco em número.
Mione não queria ter que encarar os olhares daquelas pessoas, mas ela estava cercada e não conseguia se mover e pelo que parecia aquelas pessoas também não.

-Vamos lá, gente! O show acabou! Todo mundo indo pra sua aula.
Hermione se surpreendeu ao ouvir aquela voz irritante e teve que virar pra trás pra confirmar.
O que Lilá estava fazendo ali?
Felizmente as pessoas a ouviram e começaram a sair dali, onde só sobraram Lilá e Hermione que a olhava intrigada.
-Err... obrigada Lilá.
A menina deu um meio sorriso e começou a se afastar, entretanto Hermione disse:
-Porque você...?
-Olha só, não começa a pensar que vamos nos tornar amiguinhas não, ok? Pode tirar seu centauro da chuva.
-Mas eu não...
-Tá, tudo bem eu explico. Só fiz porque era o certo e por que era Rony.

Hermione pensou desde quando ela se importava com o que era certo.
-Então você... quer voltar com ele? –questionou Hermione.
Lilá riu e respondeu:
-Aquele idiota? Você é louca? Como se você não tivesse visto o que o uo... –Lilá parou de falar, bateu o pé no chão e continuou - o que ele fez quando terminou comigo...
-Como você sabia que...?
-Eu só tenho cara de estúpida.
Hermione apenas olhou para a menina que prosseguiu:
-Você tem toda a razão. Ele é um babaca. Além do mais, cansei dele.
Mione arregalou um pouco os olhos e ela continuou com os braços cruzados e com tom de descaso:
-Por mais que você não acredite, é verdade. Ele não me merece. Eu quero encontrar alguém que goste de mim pelo que sou.

Boa sorte com isso, então. –Hermione pensou, mas resolveu não falar, por gratidão.

-Bom, se você não se importa, estou indo pra aula... E uh, dê mais um pouco de tempo pro bobão.
Hermione ia falar, mas se calou. Como é que ela podia lhe dizer isso depois de tudo o que ela presenciou? Ela lembrou que Harry havia lhe dito o mesmo, que Rony precisava de tempo... humpf.

Ela já estava um pouco distante quando Hermione falou:
-Obrigada.
-Tanto faz. –respondeu Lilá sem olhar pra trás.

Quando começou a andar em direção a aula, que infelizmente Rony também ia estar presente, Harry e Gina a alcançaram. Ela contou tudo pros amigos que primeiro ficaram indignados com Rony e depois bastante surpresos com Lilá.

-Merlin! Quem diria que logo a Lilá faria isso. –Gina comentou ainda meio confusa e Harry concordou.
-Pois é, imagina a minha cara. –disse Hermione.

-Hermione, me desculpe – Gina lhe disse.
-E porque exatamente?
-Primeiro por eu ter te sugerido isso e segundo por meu irmão ser um imbecil.
-Você não tem culpa. –falou e lhe deu um sorriso.
-Ah, e eu retiro o que eu disse sobre ele não ser mais um babaca.
Hermione apenas sorriu, gostaria que a amiga não estivesse errada.

As duas se despediram com um abraço
-Hermione, vou levar Gina até a sala dela.
-Ok – respondeu rindo levemente, pois Gina havia murmurado “guarda costas” pra ela.
Hermione finalmente entrou na sala.

-Belo show, Granger.
A menina reconheceu a voz da cobra e nem se deu o trabalho de olhar. Ele e seus capangas riram, mas ela resolveu que não iria dar atenção.
Foi para sua carteira de costume, bem perto do professor e sentou-se.
Rony estava algumas carteiras atrás e nem sequer moveu um músculo quando ouviu a piadinha de Malfoy.
Hermione começou a pegar seu pergaminho e colocar em cima da mesa, mas foi interrompida por Draco que parou bem na sua frente.

-Ah, não acredito! Merlin, o que eu te fiz? – a menina exclamou.

Ela olhou pra trás pra confirmar o que já sabia. Não havia mais ninguém de sua trupe na sala e Malfoy aparentemente não se importava com as outras pessoas que estavam ali. Harry não estava mais na frente da sala com Gina. Provavelmente foi levá-la a sua sala.
Ela virou pra frente de novo e Draco estava apoiado em sua mesa com as mãos inclinando-se em sua direção. Ela chegou pra trás automaticamente.

-O que você quer, idiota? –disse com raiva, jogando o resto de seu material na sua mesa.
-Hey, calminha Granger. Vamos só conversar. A não ser que você queira outra coisa... –o menino soava malicioso.
-Quero sim. Quero que você saia de minha frente, obrigada.
Draco fingiu um desapontamento e depois riu. Hermione rolou os olhos.
-Sabe... –Draco começou a falar e a se sentar ao lado da menina que na mesma hora se afastou. -... se você estivesse comigo, não aconteceria o que aconteceu hoje.
Hermione gargalhou.
-Deixa de ser ridículo, Malfoy.
-Estou falando sério. –Ele disse com um sorriso debochado nos lábios e levou uma de suas mãos para o rosto da menina.
-Se você me encostar eu pego minha varinha.
-Pega a minha se quiser.
Hermione olhou indignada pra ele e tentou lhe dar um tapa na cara, mas Malfoy segurou sua mão.
-Me solta! – a menina exigiu, porém Draco não o fez.
As pessoas na sala ou não ousavam se meter ou fingiam que nada estava acontecendo.
Mione pegou a varinha e apontou pra ele causando riso no menino que finalmente a soltou, mas tentou beijá-la.
-Chega! -Hermione levantou e disse rapidamente. –Petrificus Totalis!
O corpo de Malfoy que já estava na ponta da cadeira, caiu com um baque surdo.
Last edited by Sugar. on 15/08/10, 18:15, edited 1 time in total.
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Re: **A muitos passos de um final** R/Hr- ATUALIZADO! 07/05 o/

Post by JCA »

Tadinha da Mione, sofrendo muito.
Ron está irredutível..e oi? O q fizeram c a Lilá? huashuashuas adorei!
Espero q isso se resolva logo e q o Draco se qbre em mil partes u_u

Esse capítulo foi bem interessante, um lado do Ron q poooooooutz... como ele pode ser frio, pior q eh uma vdd neh.. um fato. E uma Mione dispersa ... o q seria impossível. Gostei mto, mas ñ qro ver ela triste =/

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Re: **A muitos passos de um final** R/Hr- ATUALIZADO! 07/05 o/

Post by |Julia| »

Vo te um trecooooooooooooooooooo!!!
*pigarreia e se ajeita*
Ãhn, oi, sou leitora nova, e gostei muito de sua fic!
Tive um treco aqui, parou numa parte meio coisa, hein?
Parabéns, você escreve muito bem!

Esperando!
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Re: **A muitos passos de um final** R/Hr- ATUALIZADO! 07/05 o/

Post by neli_rosa19 »

Caraca Milla., tu ainda tah nesse cap...

huahuahau

sua cara nao keima nao eh...

me pede pra te acompanhar aki tb e ainda tah aki...

viu... a lilá como sonsa eh noticia na certa...

Mas enfim, to aki e espero q com uma leitora a mais vc poste rapidinho neh... huahuahua

ate segunda nas masmorras...

será Ana parente de SS???
huahauhau

se alguem souber disso, me matam....
entao bokinha d siri...
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Re: **A muitos passos de um final** R/Hr- ATUALIZADO! 07/05 o/

Post by Sugar. »

Cap.11 – Ilusão – Parte I

Hermione olhou o corpo de Malfoy. Ela tinha acabado de petrificar o menino que agora se encontrava estatelado no chão da sala de aula. Apesar de saber que teriam conseqüências, ela não se arrependia, mesmo.
A menina estava ciente de toda a movimentação e falatório que se instalou na sala depois do que ela havia feito, mas só o que ela conseguia fazer era encarar raivosamente Draco Malfoy totalmente incapaz. Os olhos do louro pareciam suplicar por ajuda, o que não viria já que estava sozinho (sem seus asseclas) nessa e as pessoas da sala estavam rindo ou olhando espantadas para Hermione. Alguns poucos minutos depois, porém:

-Finite Encantatem! – falou uma voz feminina vindo da entrada da sala.
Hermione olhou em direção da voz e encontrou a professora Minerva McGonagall a olhando, não parecendo muito feliz.
Malfoy depois de ter sido ajudado pela professora se mexeu rapidamente e se levantou determinadamente, mas antes que pudesse falar ou fazer qualquer coisa a professora disse firmemente:
-Os dois na minha sala.

Draco saiu na frente de cara fechada e Hermione foi logo atrás. Os alunos que estavam rindo haviam parado com a chegada da professora e se juntaram aos que observavam os dois alunos.
O caminho não foi muito longo, entretanto Mione ficou grata pela professora estar por perto. A menina nunca tinha visto e sentido Malfoy tão ameaçador como naquela hora.
Eles entraram na sala de McGonagall e se sentaram lado a lado de frente para ela que estava bem séria.

-Srta Granger, posso saber por que exatamente você enfeitiçou o Sr. Malfoy? –começou.
-Porque é uma louca, isso sim. –respondeu Malfoy indignado.
-Sr. Malfoy, a pergunta foi feita a Srta Granger. –disse seca.
Draco fechou mais ainda a cara e Hermione respondeu:
-Professora Mcgonagall, me desculpe. Isso não vai acontecer novamente.
-Você não respondeu minha pergunta, mocinha.

Hermione não queria falar o que estava realmente acontecendo. Primeiro porque a situação já era estranha o suficiente e depois porque se o fizesse pareceria uma criança pequena que não tem capacidade de resolver as coisas sozinhas e tem que apelar pra algum adulto fazer isso.

-Implicância. –ela disse.
Bom, não estava totalmente errado e foi o melhor que ela conseguiu.
-Ah sim, o de sempre, suponho. – falou a professora calmamente e depois olhou para Draco e balançou a cabeça negativamente. O menino deu uma pequena rolada de olhos.

-Bom, Sr. Malfoy, sugiro que arrume outra coisa pra fazer, como estudar. Isso! Estudar é uma coisa ótima, não Srta. Granger? Além do mais suas provas estão batendo na porta e o senhor não vai querer se sair mal, não é mesmo?

Draco assentiu de má vontade e a professora continuou:
-Srta. Granger, espero que cumpra sua promessa de que isso não irá mais acontecer.
-Sim senhora.
-De qualquer forma, 30 pontos a menos para a Grifinória pelo comportamento da senhorita... –A professora falou olhando para Hermione que apenas fez que “sim” com a cabeça” e depois olhou para Draco e terminou: ... e 60 pontos a menos para a Sonserina.
-Como assim? – Draco se levantou violentamente e bateu com as mãos na mesa da professora. – Eu sou a vítima aqui!
A professora, como se previsse o que iria acontecer, não se assustou com a reação de Malfoy, ao contrário de Hermione que deu um leve pulo da cadeira.

-Estão liberados.

A professora falou firmemente olhando para Malfoy. Os dois saíram da sala e Hermione pensou que Draco pudesse fazer alguma coisa, porém ele apenas seguiu em direção às masmorras sem nada dizer.

Graças ao bom Merlin, ao voltar para a sala, a aula já havia começado então ela não teve que se deparar com uma cena desconcertante dos alunos comentando o que aconteceu. Porém, logicamente, atraiu muitos olhares especulativos.

Hermione se dirigiu a sua cadeira e percebeu que Harry a acompanhava pelo olhar parecendo preocupado, mas o que chamou a atenção foi que Ron também a observava.
E aquela foi a primeira vez desde que tudo desmoronou que os olhos do menino não estavam acusativos e mesmo que ainda pudesse sentir um pouco de relutância seu olhar parecia mais “flexível”.
Ela finalmente sentou, mas antes que pudesse tentar abstrair tudo o que acontecera para prestar atenção a aula, a menina sentiu uma mão encostar em seu ombro.
-Está tudo bem? –perguntou Harry.
Hermione apenas fez que “sim” com a cabeça e tornou a virar pra frente.
Draco não apareceu mais na aula e sinceramente a menina não gostaria de saber por quê.

No final da aula, enquanto os demais alunos saíam da sala cochichando e Hermione se esforçou para não prestar atenção porque provavelmente adivinhara corretamente o assunto, Rony guardava suas coisas de uma maneira demasiada lenta e Harry disse:
-Fiquei sabendo do que aconteceu, Hermione. Acho que já passou da hora de eu fazer algo. –o menino soou um pouco raivoso. –Esse idiota não desiste!

-Nem me fala. – a menina suspirou impaciente. – Mas acho que depois do que eu fiz e da conversa com a McGonagall ele vai parar. – a menina fez aspas com os dedos ao dizer a última palavra. Ela queria que a confiança em suas palavras fosse igual ao que sentia...
-Vamos torcer. –falou Harry. – Mas o que a McGonagall disse?

Hermione contou o que acontecera e Harry prestava atenção. Rony parecia fazer o mesmo. O menino organizava meticulosamente seus pergaminhos e do mesmo jeito guardava suas coisas e Hermione, assim como Harry, precisou segurar um sorriso que ameaçava sair quando percebeu.
Após ter contado tudo, os três saíram da sala e Harry precisou se esforçar mais pra não rir, pois Ronald ainda fingia descaso, aliás, ele tentava.
Mas então, de repente:
- Vou ao... ao banheiro Harry. –Rony disse e saiu apressado do lado de Hermione e Harry. O menino olhou para Mione intrigado, mas falou:

-Hermione, tenho minhas dúvidas de que apenas isso vá parar Malfoy. Eu vou fazer algo a respeito e...
-Harry, não. Provavelmente só piorariam as coisas. Vamos esperar pra ver o que acontece, ok? –Hermione disse, apesar de querer que alguém realmente pudesse pará-lo, mesmo tendo consciência de que isso não era lá muito possível.

-Vamos até a biblioteca? Preciso consultar um livro. –falou a menina depois de um pequeno silêncio que se formou.
Harry concordou meio relutante com medo de mais uma tentativa da amiga de “prendê-lo” na biblioteca. Apesar disso apresentava um leve sorriso no rosto que Hermione percebeu quando já chegavam ao seu destino.
-O que é engraçado? –perguntou a menina, curiosa.
-Não é exatamente isso, é só que... sinto que as coisas estão pra mudar.
Hermione franziu o cenho ainda não entendendo qual era o motivo do sorriso e Harry notando, levantou as duas sobrancelhas.
-Duvido. – respondeu Hermione finalmente entendendo que se tratava de Rony.
-Vamos lá, não seja pessimista.

Hermione nada disse, apenas rolou os olhos. Realmente Harry poderia ter um pouco de razão. Ver Rony “fingindo” guardar seu material pra poder escutá-la dizendo o que acontecera foi bem esperançoso, era quase como se ele se importasse. De qualquer forma, Mione não quis alimentar o sentimento de felicidade que ameaçava explodir.

Com um tempo livre, Hermione resolveu ficar pela biblioteca e forçou Harry a fazer o mesmo, exatamente como o garoto temia. Saíram apenas na hora do jantar onde encontraram Rony e Gina sentados na mesa da Grifinória, conversando.
-Onde estavam? – perguntou Gina cumprimentando Harry com um rápido beijo e o menino respondeu com a voz meio cansada:
-Biblioteca.
Hermione abriu um grande sorriso, feliz por além de Harry ter feito companhia, te-lo feito estudar.
Gina riu e Hermione sentou-se de frente pra Ron, já que Harry sentara de frente para a namorada e... Espera. Ron estava... sorrindo?
Não era exatamente um sorriso grande, mas um sorriso tímido e também não era exatamente pra ela e sim pra comida em seu prato, contudo provavelmente era “dela”.
De qualquer forma ele evitou olhá-la durante todo jantar e quando seus olhares se encontravam ele rapidamente desviava.

Depois de novamente passar um tempo na biblioteca estudando, Hermione foi para a sala da Grifinória e chegando lá encontrou Harry, Gina e Rony sentados numa das mesas com vários pedaços de pergaminho e alguns livros em cima da mesa, mas nenhum dos três davam qualquer atenção ao material.
Mione andou até a mesa e assim que eles notaram sua presença, pararam de falar. Rony voltou sua atenção para o pergaminho em branco, tomou sua pena, molhou-a no tinteiro e começou a escrever algo.
Gina e Harry se olhavam e Hermione pensava que aquilo não poderia ficar mais constrangedor. Ela colocou a mão na cadeira para se sentar, porém mudou de idéia e foi direto para seu dormitório.
Poucos segundos depois Gina apareceu na porta.
-Desculpe ter atrapalhado a conversa. –começou Hermione irritada.
-Deixa de ser boba, Hermione. Não era nada demais. –falou Gina com um rolar de olhos.
-Sei. –Mione disse. –Bom, você pode voltar pra conversa. Tenho que estudar.
-Chamem os aurores, o trasgo voltou. –Gina disse irônica.
-Desculpe. –Hermione disse de má vontade. –Mas realmente preciso estudar.
-Eu sei. –Gina deu um pequeno sorriso, lhe desejou “boa noite” e desceu novamente.

Mione tentou não pensar no que é que eles estavam conversando, mas achava que fosse sobre o que acontecera com Malfoy hoje. A menina apenas tinha visto o louro novamente na hora do jantar. Ele não tinha mais aquele olhar ameaçador e nem sequer lhe dirigiu um olhar assassino. Na verdade agira como se nada tivesse acontecido e como se ela não existisse.
Hermione não sabia se isso era bom, mas de alguma forma aquilo a incomodou.



No dia seguinte Hermione e Gina foram juntas ao grande salão para tomar café da manhã. Como esperava, ao chegar lá Gina avistou seu namorado e seu irmão sentados na mesa da Grifinória. Se Merlin e Deus quisessem Ronald voltaria a falar com Mione. Na noite passada ela e Harry perderam um bom tempo tentando convencer o garoto a fazer isso falando que os dois estavam agindo que nem crianças e outras coisas assim. Ela realmente esperava que desse certo. Seria um passo rumo à junção deles.
Apesar de ter contado com a ajuda de Harry, este não aprovou de todo sua decisão. Disse-lhe que eles estavam se intrometendo demais naquela história e que se eles continuassem a fazê-lo alguma coisa parecida e até pior com o que havia ocorrido quando Hermione e Rony brigaram ia acontecer.
Gina sabia que existia essa chance de tudo dar errado, mas ela tinha que arriscar. A menina só tinha medo que o irmão fizesse isso de má vontade.

Felizmente quando as meninas pararam em frente a Harry e Ron, este disse:
-Bom dia pirralha. – falou sorrindo pra irmã que lhe mostrou a língua e depois disse timidamente:
-Bom dia Hermione.
A menina que se sentava, parou no meio do ato e o encarou um pouco surpresa. Hermione olhou para Harry e Gina como se perguntasse se era ilusão, mas eles apenas sorriam abraçados.
-B-bom dia Rony. – gaguejou. Como ela sentiu saudades de se dirigir a ele, de pronunciar seu nome.
A menina acabou de se sentar e apenas acenou pra Harry, talvez ainda surpresa demais pra falar outra coisa.

Ouvir Rony dizer seu nome sem ser pra dizer alguma coisa ruim contra ela foi fácil o que lhe deu a melhor sensação de tudo o que acontecera naqueles dias. Ela tentava sem muito sucesso parar de sorrir, pois provavelmente estava parecendo uma idiota, porém não conseguia. Pra sua sorte Ron encarava a própria comida então não percebia o que estava acontecendo.
-Vamos pra sala? – perguntou Gina?
-Mas já? – falou Ron de boca cheia.
-Eu acabei de começar a comer e hoje temos um dia cheio, então tenho que me alimentar bem e...
-Ah, então acho que... – Harry interrompeu Hermione desatasse a falar. –... Vou indo com Gina na frente. –disse sorrindo e antes que qualquer um dos dois pudesse falar algo, Gina disse:
-Bom, então tudo bem! Vejo vocês mais tarde! –Ginny se levantou da mesa, beijou Hermione no rosto e saiu de mão dadas com Harry, deixando Hermione e Rony meio paralisados.

-Vai ter morte hoje... –Hermione disse quase inaudível.
-Quê? –Rony franziu o cenho.
-Nada. –a menina apressou-se em dizer e logo depois ruborizou.

O café da manhã foi silencioso tirando a parte que Rony e Hermione levaram suas mãos ao mesmo tempo para o último pedaço de torta de maçã.
-Pode ficar. - disse a menina gentilmente.
-Tem certeza? –perguntou o menino.
-Claro. –a menina respondeu com um pequeno sorriso que o ruivo retribuiu.
Depois de alguns minutos o mesmo disse:
-Acho que agora sim está na hora de irmos, não?
-Sim, sim. –disse a menina depois de consultar o relógio de pulso.

Os dois se levantaram e foram andando lado a lado até a sala.
-Harry te avisou? – perguntou Rony ainda no caminho pra sala de aula.
-Sobre o que? –quis saber a menina.
-Parece que estão querendo fazer uma visita a Hogsmedale no próximo fim de semana.
-Mas as provas vão começar na segunda! – disse indignada.
Rony sorriu e disse:
-Falei pro Harry que iria dizer isso.
A menina apenas o olhou intrigada.
-Então, você vai? – perguntou Hermione.
-Com certeza. Quero passar na DedosdeMel. Você deveria fazer o mesmo. Pra se livrar do stress...
-Não sei. Com certeza seria ótimo, mas com as provas... não sei. –Hermione disse e os dois finalmente chegaram à sala e encontraram Harry lá.

A aula passou sem nada de mais a não ser Harry que a olhava com um risinho brincando nos lábios. Hermione apenas balançava a cabeça negativamente.
Rony voltara a falar com ela, mas parecia ainda estar se readaptando. Suas pequenas conversas eram rápidas e tímidas. Era melhor que nada de qualquer forma.
Dois dias depois veio a confirmação da visita a Hogsmedale que aconteceria não antes das provas como Rony havia dito, mas na semana seguinte das provas e antes do Natal.

Isso deixou a menina mais tranqüila. Não gostaria de ir para o vilarejo preocupada com provas que era a única coisa que parecia lhe incomodar agora.
Nesse dois dias, Malfoy continuou se apresentando visualmente muito calmo e sempre ao lado de Pansy. Parecia até carinhoso com ela, o que era estranho partindo dele, porém ela resolveu abstrair. Ela finalmente se permitiu sentir que tudo andaria pra frente a partir de agora, como Harry dissera.
----

Fazia três dias desde o ocorrido. Quando a nojenta daquela sangue-ruim o ridicularizara na frente de toda a sala. Fazia três dias e raiva que o possuíra desde aquele momento e ainda não havia se esvaído. Ele queria se vingar e ele iria.
Porém desta vez iria ser diferente. Não “atacaria” Granger. Não... Iria em cima de algo mais irritável.
Ele tinha tudo arquitetado. Não era algo que lhe exigiria muito, algo bem simples na verdade, apenas tinha que dizer as palavras certas e então o pobrezinho seria capaz de torturar alguém e com um pouco de sorte ele iria atrás dela. Draco podia vê-lo gritando com ela e lhe chamando de nomes que só se falaria pra pessoas dos piores tipos. E depois disso: cheque-mate.
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-Hoje é...
-Quinta. –Hermione respondeu à Harry
-Como esse tempo passou tão rápido? –perguntou Rony indignado. –As provas já são segunda!
Hermione riu timidamente do menino.
-Terminei. –falou Harry de repente jogando um grosso livro em cima da mesa da sala comunal da Grifinória.
-Finalmente. –Rony soava impaciente. –Podemos ir comer agora? Não estou conseguindo pensar direito de tanta fome.

Os três saíram do salão e foram almoçar.
-Onde está Gina? –perguntou Hermione aos meninos depois de algum tempo.
-Cheguei! –disse uma menina de cabelos ruivos se aproximando com um enorme sorriso no rosto. Ela andou até Harry e lhe tascou um beijo, não tímido como o usual, mas justamente ao contrário, fazendo Hermione e Rony ruborizarem. Eles olharam um para o outro e deram um risinho sem graça.
-Feliz com que? –perguntou Harry à namorada, depois da mesma ter desgrudado seus lábios do dele.
-Provas. –disse a menina simplesmente.
Todos paralisaram uns segundos e a encararam com olhos abertos.
-O quê? – a ruiva quis saber. –Só acho que vou me dar muito bem. –disse e seu sorriso aumentou.
-Tudo bem, Hermione. –falou Rony e todos riram.
- Harry, você já terminou? –Gina perguntou ao menino com um tom descontraído.
-Eu... porque? – o menino estranhou e em resposta Gina arqueou uma das sobrancelhas e lhe deu um pequeno sorriso malicioso.
Hermione assistiu a cena um pouco desconfortável, mas nada se comparava com o que Rony parecia estar sentindo. Seu rosto estava um pouco vermelho e ele tentava se distrair com a comida. Apesar de já ter aceitado aquela situação a muito tempo, havia momentos como esse em que o ruivo desejava desaparatar dali.

Gina e Harry se levantaram ao mesmo tempo e sem sequer “tchau” dizer, deixaram o grande salão.
-Nossa. - foi a única coisa que Hermione disse antes de voltar a comer.
Rony continuou calado.

Gina e Harry andavam rapidamente pelos corredores.
-Quanto tempo ainda temos? – perguntou a menina
-O suficiente. –Harry respondeu e a menina sorriu.
Eles entraram num corredor aparentemente vazio e depois em uma sala vazia.

Na sala ao lado, Malfoy perdia a paciência com Pansy.
-Só mais um beijo, amor. –suplicava a menina.
-Não me chama de amor. – o menino disse rudemente e a beijou. O beijo não era calmo e muito menos doce.
A cabeça de Draco estava longe dali. Era hora de colocar o plano final em prática. Ele parou de beijar Pansy de repente e disse:
-Tenho que ir.
Saiu antes que a menina pudesse protestar, mas havia conseguido que queria dela sem perguntas inconvenientes de “o que é isso” ou “pra quem é isso”.
Ele foi em direção ao corujal com o pedaço de pergaminho na mão. Tinha que ser rápido.Queria ter terminado antes da primeira aula da tarde começar. Ele entrou no lugar, dobrou o pergaminho em dois, achou a coruja e então amarrou a carta na perna do animal que saiu imediatamente.

----
Rony e Hermione continuavam almoçando. O almoço parecia melhor que nunca, mas ambos tinham certeza que era só porque passaram a manhã inteira “dando o sangue” ao estudar.
Hermione levantou a cabeça distraidamente e viu que a sua coruja adentrava o espaço.
-Carta hoje? –Hermione estranhou e logo ficou preocupada pensando que poderia ser alguma coisa com seus pais.
Rony levantou a cabeça e concordou:
-Estranho mesmo.
Porém antes que pudesse dizer qualquer coisa, a sua coruja também entrou no grande salão.
Os amigos se olharam intrigados, mas pegaram suas respectivas cartas e leram.
Após ler a carta Hermione olhou para Rony que tinha uma expressão estranha no rosto.
-O que houve? – a menina perguntou.
Rony levantou a cabeça vagarosamente como se não pudesse falar e pensar ao mesmo tempo e depois de uns segundos disse:
-Nada importante. E a sua? –o menino perguntou curioso já com a expressão normal.
-Nada de mais também. –Hermione disse depressa.
-Eu preciso ir e... – os dois disseram na mesma hora e riram.
-Tenho que passar na biblioteca antes da aula – a menina comunicou.
-Tudo bem, tenho que ir buscar o livro que esqueci lá no dormitório.
-Ok. Nos vemos na aula então. –disse a menina já se levantando.
Rony fez a mesma coisa e assentiu. Ele saiu na frente, deixando a menina desconfiada pra trás. Saindo do salão, Hermione bateu os olhos na mesa da Sonserina e do nada parou de andar.
Draco Malfoy a encarava com um sorriso malvado nos lábios. Não parecia ameaçador, parecia apenas estar se divertindo.
-Tudo bem, Hermione?
Um menino perguntou e quando Hermione tirou os olhos do louro, viu que Neville estava parado na sua frente. Ela apenas assentiu e saiu apressadamente do lugar.

-----

Encontre-me nos jardins do castelo.

Não tinha nome, era apenas uma caligrafia caprichada. Um palpite lhe surgiu, mas preferiu afastá-lo e continuou rumo ao lugar marcado. Curiosidade? Impaciência? Os motivos que lhe levavam até lá não estavam claros.
Mil possibilidades voltaram a cruzar sua mente, porém havia uma, aquele primeiro palpite que era mais forte e que parecia ser o certo a cada passo que dava. Ao ir saindo do castelo em direção ao jardim, podia perceber que ali quase não haviam pessoas.
Simplesmente por não querer enfrentar tudo aquilo pensou em voltar, mas desistiu.
Quando finalmente chegou lá, confirmou o que pensara.
O bilhete não era verdadeiro e aquilo não passava de uma cilada.
Entretanto andou até a pessoa que lhe enviava um olhar divertido, mas mau.
-O que você quer Malfoy?
-Calma, Weasleyzinho...
Last edited by Sugar. on 04/08/10, 18:38, edited 1 time in total.
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Re: **A muitos passos de um final** R/Hr- ATUALIZADO! 02/08 o/

Post by neli_rosa19 »

A.R.
Ahhhhhh.... Adorei....
Eles se merecem msm viu... dois cabeças duras...
Apesar de achar que um dia a Gina ainda vai ser dar mal bancando a cupido, amo quando ela faz isso...

E quem mandou vc parar logo agora, só naofico tao "revolts" pois sei q está d ferias e tem tempo pra postar mais... hauhauhau

falei msm...

ahhh AMEI a minha foto com o Stark... huahauha

Bjs da sua amiga Z.R.
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Re: **A muitos passos de um final** R/Hr- ATUALIZADO! 02/08 o/

Post by JCA »

Ahhhhhhhhhhhhhh Milla T____________T
Paro bem aí, quer me matar? x_x
Ele começou a ceder, não podia ter parado agora ;_;
E oi? Gina c um fogo q peloamorddels HUASUASHUASHASUASUHASUHUA pq foi do nada! P mim ela tava sobre a maldição Imperius :roll:
To amando Milla, mas vc tá me matando de ansiedade x_______x vc me mando a mp aí eu falei: Não vou esperar o fim de semana, vai q eles já voltaram... não quer ler rápido Quase acertei! AHUSHUASUHASHSUA mas mas mas vc só fez a parte I .-. e não gostei do titulo, é só uma ilusão msm?
To morrendo de curiisidade x__________x

Não demora por favor!
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Post by Sugar. »

Cap.11 – Ilusão – Parte II

-... só quero conversar. –disse o menino com um sorrisinho no rosto
-É, mas infelizmente eu tenho aula agora. –Rony disse e deu as costas ao louro que falou:
-Que pena, eu tenho certeza que você ia se interessar pelo que eu ia dizer sobre sua namoradinha.
Ron não queria parar, pois sabia que Malfoy só estava querendo irritá-lo ainda mais. Entretanto foi o que ele fez. Ele se virou para o menino e relutantemente disse:
-O que é?
Draco riu um pouco e começou:
-Eu vi que você voltou a falar com a san... Granger. Aí eu pensei: “ele tem o direito de saber exatamente o que aconteceu”.
Rony riu sem humor.

Draco só podia estar tirando uma com a cara dele.
O ruivo sabia que não deveria escutar, mas uma parte dele queria saber o que levou Hermione a fazer aquilo, mesmo sabendo que Draco não era a pessoa certa para fazê-lo.

-Você não precisa me dizer nada Malfoy. Eu sei, que apesar de você tentar lutar contra, você gosta dela.
Malfoy deu uma gargalhada, mas logo o efeito da “piada” passou e ele olhou raivosamente para Rony:
-Nunca mais diga isso. Ela não passa de uma sangue-ruim nojenta.
Rony agarrou ele pela gola da blusa e com a mão livre lhe deu um soco.
-Você nunca mais diga isso!
Após dizer isso empurrou Malfoy que ligeiramente se desequilibrou. Ron pensou que o menino fosse revidar o soco, mas ele apenas sorriu e disse:
-Eu já lhe disse sobre o quanto ela gostou, não disse?

Rony queria dar outro soco, mas ao invés disse sua parte que queria saber a verdade o segurou, mantendo suas mãos fechadas em punho ao lado do corpo. Draco continuou:
-Naquele dia, na sala, antes do pequeno desentendimento de vocês, eu estava os observando se beijando e eu tenho que te dizer que ela faz melhor... ah –Malfoy bateu com a mão na testa teatralmente – mas isso eu também já te falei. O ponto é que eu andei pensando e eu cheguei a conclusão de que o problema não é ela, e sim você. Tá, também é ela, mas sabe você tem que saber como beijar uma mulher. Senão, você sabe o que pode acontecer, né? Ela vai voltar pros meus braços...

Estava cada vez mais difícil para Ron se controlar. Mas agora a raiva não era só de Malfoy, sentia raiva de Hermione também. A raiva/mágoa que ele pensou que estivesse arrancado de si estava o alimentando novamente. Combustível e fogo.

-Você sabe que isso vai acontecer, não é? Você é muito entediante e eu sou... como posso dizer... melhor. Quando ela perceber isso, ela irá me procurar. O resultado é que além de enfeitar sua testa... – Malfoy fez uma pausa e quando recomeçou soava um pouco sombrio. -... Eu vou acabar com ela. De todas as maneiras que você pensar. Das boas e principalmente das ruins. –O louro disse as últimas três palavras com grande ênfase e depois riu.

Rony não sabia o que fazia. Se ia até Malfoy e espancava até que alguém aparecesse pra salvar o crápula ou se ia até Hermione e gritava com ela, usando as piores palavras que ele podia pensar. Isso o deixou totalmente paralisado e Draco percebendo que o garoto não ia fazer nada, olhou para o relógio e disse:
-Olha só, vamos nos atrasar para aula.
E saiu andando na direção que as costas de Rony estava virada. Antes, porém de prosseguir:
-E Weasley?
O ruivo virou e foi pego de surpresa por um soco, o que o fez cair.
-Você não achou que eu ia deixar por isso mesmo, né? –Draco disse, o chutou e foi para o castelo.


Hermione estava correndo para a sala. A aula já devia ter começado. Ela recebeu um bilhete pela coruja de um anônimo pedindo para se encontrar na biblioteca, mas chegando lá não havia ninguém. Hermione bufou. Porque raios ela tinha ido até lá?

Enquanto chegava perto da sala a menina diminuiu a velocidade. E Ron? O que será que estava escrito no bilhete dele? Bom, alguma coisa com certeza não estava certa e Hermione tinha 99% de certeza que Malfoy estava envolvido nisso.

Ela entrou na sala esperando encontrar o ruivo lá, o que a tranqüilizaria de alguma forma, mas só encontrou Harry. A menina sentou-se rapidamente depois de um olhar feio do professor. Harry olhou-a com curiosidade.
-Estava na biblioteca. –susurrou a menina.
-Ah sim. –disse o menino não se convencendo muito.
-Onde está Rony?
-Não sei, pensei até que estivesse com você – respondeu intrigado.

-Não, não estava. –Hermione sentia a ruga de preocupação em seu rosto e Harry também percebendo o estado da menina, perguntou:
-O que aconteceu?
-Por enquanto nada.
Harry arqueou uma sobrancelha.
-Acho que Malfoy está armando alguma coisa.
A menina terminou a frase e Draco entrou pela porta. Sorrindo, apesar de ter o olho um pouco roxo e inchado.
-Droga. –Hermione disse baixinho.
-O quê? –Harry perguntou impaciente.

Hermione contou a história dos bilhetes que eles receberam e o que acontecera depois.
-Definitivamente tem algo errado aí – disse Harry.
Na mesma hora Rony chegou na sala. Também tinha um olho um pouco roxo, mas não sorria. Pelo contrário, parecia bem mal-humorado.

-Qual é o problema de vocês alunos? Não sabem o que é horário não?

O professor ficou reclamando por alguns 5 minutos mais. Harry e Hermione se entreolhavam e olhavam para Rony que aparentemente prestava atenção na aula.

O final da aula chegou e Harry foi logo até Ron que saiu rapidamente da sala, com Hermione meio receosa do seu lado.
-Rony! Espera! –Harry gritou pelo corredor pois o ruivo praticamente corria.
Ao contrário do que Mione esperava, o menino parou.
-Hey, o que houve? –Harry perguntou.
-Nada – Ron respondeu rápido e secamente.
-Ah tá, e seu olho...?
-Não quero falar sobre isso.

O menino disse, deu uma longa olhada para Hermione e depois continuou a andar.

Mais tarde na sala comunal da Grifinória, Harry e Hermione dividiram a história com Gina que logo ficou preocupada com o irmão. Harry a tranqüilizou dizendo que ele estava no dormitório dos meninos, mas não queria falar com ninguém.

-O que você acha que isso quer dizer? –perguntou Gina.
-Acho que Malfoy deu algo a ele pra pensar, além do soco... – disse Hermione sem humor.
Harry e Gina se entreolharam e na cabeça de ambos corria o mesmo pensamento. Seja lá o que Malfoy disse ao ruivo, traria conseqüências ao relacionamento com a Hermione.

Hermione precisava falar com ele. Sabia que ia ser difícil, mas provavelmente a melhor solução é clarear as coisas.
Eles continuaram conversando um pouco e quando deu a hora da janta Harry falou:
-Vocês vão indo que vou chamar ele.
-Ok – Gina disse e Hermione apenas fez que “sim” com a cabeça.

-Hermione, temos que dar um jeito no Malfoy...
-Mesmo? –a menina respondeu irônica, mas percebendo que Gina, naturalmente, não havia ficado feliz ela disse com um suspiro: - Desculpe. Eu sei... Você tem alguma idéia?
-Não sei... Pensei em falar com Fred e Jorge. Sei lá, alguma poção ou sei lá
-É, soa como alguma coisa. Eu não faço idéia do que podemos fazer.
Fez-se um silêncio e Hermione falou:
-Eu estava pensando em falar com ele, entende? Clarear tudo.
-Bom faça isso antes que Malfoy o faça – a ruiva relembrou o que acontecera antes.
Mesmo tendo a impressão de que Draco já o fizera, Hermione disse:
-Eu sei.
-Sabe, eu acho que isso pode realmente funcionar. Pelo menos entre vocês... Acho que se estiver tudo esclarecido Malfoy não vai ter mais onde atacar.
-Foi o que eu pensei – Hermione tomara a decisão. Iria falar com ele. Um sentimento enorme de dejá vù se apossou dela.

As meninas se sentaram à mesa do grande salão e começaram a comer. Menos de 5 minutos depois Harry e Rony entraram no lugar. O olho do menino não estava roxo ou inchado. Gina pensou que muito provavelmente existia algum feitiço que ajudava com isso. Ela tinha que se lembrar de perguntar para Hermione depois. Seu irmão não parecia tão mal, afinal. Parecia um pouco mal-humorado e talvez um pouco desconfortável. De qualquer forma ela não tocaria no assunto “Draco” a não ser que o próprio irmão começasse. Gina olhou para Hermione e a menina tinha sua cabeça virada para o prato e ela soube que Mione decidira fazer o mesmo.

Harry se sentou do lado da namorada, mas Rony não sentou do lado de Hermione e sim do lado da irmã. Dessa forma, Mione era a única que estava virada em direção a mesa da Sonserina. Eles ficaram em silêncio por alguns minutos o que foi quebrado por Harry e Gina. Eles tentavam incluir Rony e Hermione na conversa, mas aparentemente era impossível. Só conseguiam arrancar acenos de cabeça e sorrisos forçados.

Hermione sentia uma enorme vontade de se levantar e abraçar Rony e também de ir até Malfoy e lançar o pior azaramento que conhecia. Seus olhos batiam na mesa da Sonserina uma vez ou outra, mas assim como temia Rony a pegou olhando para lá o que fez a menina não olhar pra nada mais além da sobremesa que estava na sua frente.

-Mione? – Gina chamou forçando a menina a olhar pra cima. – Tem recebido notícias dos seus pais?
-Sim. Eles estão bem. – Hermione sabia que era mais uma tentativa da ruiva de começar uma conversa, mas o que ela queria era sair dali. Ela podia sentir os olhos de alguém sobre ela e ela sabia que eram os de Malfoy.
-Hermione? – Dessa vez quem chamou foi Ron o que fez a menina parar alguns segundos de respirar. –Você vai comer? – O menino apontou para o pedaço de torta que estava na sua frente.
-Não... é todo seu. –Hermione ficou com vontade de rir, mas logo passou, pois ela confirmou o que previra antes. Os olhos que sentira eram os de Malfoy. Ele olhava para ela sombrio como sempre, mas não sorria dessa vez. Draco parecia sentir raiva.
Ela sem querer deixou cair o talher de sua mão se assustando e fazendo Rony, Gina e Harry olharem para ela. Ela sorriu sem graça, pegou o garfo e voltou a comer. Seus olhos foram para a mesa da Sonserina novamente, porém Malfoy tinha sumido. Ela olhou pelo grande salão e nada do louro.

-O que houve, Hermione? –Harry perguntou.
-Deve estar procurando Malfoy... –Ron disse quase inaudívelmente, mas Hermione o ouviu, virou em sua direção e o encarou com a boca entreaberta.
-O que você... disse?
Harry e Gina também olhavam para o garoto que inocentemente respondeu:
-Nada.
Hermione franziu o cenho enquanto continuava a encarar o menino com curiosidade. Ron deu uma leve levantada de sobrancelha.
O jantar passou sem mais nada importante. Harry e Gina continuavam a tentar por os dois na conversa, mas não adiantou.

Eles voltaram a sala comunal da Grifinória onde usualmente eles ficavam conversando até que algum monitor os “expulsasse” de lá. Desta vez, depois de 10 minutos de conversa entre Harry e Gina, Hermione disse:
-Gente, estou indo dormir.
-Mas já? – perguntou Gina.
-É, quero descansar. – a menina disse com um sorriso amarelo e saiu. Enquanto fechava a porta do dormitório percebeu que Ronald também havia se levantado para se recolher mais cedo.

Estranhamente, Hermione pegou no sono na mesma hora que encostou no travesseiro. Depois do que pareceram minutos, a menina acordou. Havia muitas nuvens no céu, porém o Sol brilhava, mesmo que fracamente.
Ela percorreu o olhar pelo dormitório e percebeu que foi a primeira a acordar. Ela tentou voltar a dormir, mas não conseguiu.
Ela mirou o teto uns minutos, pensando em nada e foi bom, nada com que se preocupar. Entretanto seus pensamentos logo começaram a surgir agitados. O que Draco havia dito para Rony afinal? Ela queria falar com ele o quanto antes. Tinha que haver uma saída.

Ela pensou que tinha encontrado uma, que tudo estava resolvido quando Rony aparentemente tinha perdoado ela, mas estava errada. Nada passou de uma daquelas visões que aparecem pelo deserto que são tão reais quanto o que seus olhos podem ver, porém tão falsas quanto o que some ao toque. E agora novamente ela está presa num labirinto de tijolos sem saída. Entretanto, a menina achava que tal coisa não existia, não ter saída. Ela encontraria uma solução. Ela tinha que.

Hermione forçou seus pensamentos a se calarem. Todas as meninas ainda estavam dormindo. Ela rolou na cama até seu malão, pegou um livro e começou a estudar.


-Você realmente está prestes a perder a cabeça. – Gina olhava com espanto para Hermione que havia lido umas 5 páginas até aquele momento. – Com isso de estudar, eu digo. Acho que você tem que descansar, mulher.
-Descansar? Temos prova daqui a dois dias. – Hermione sentiu como se tivesse ouvido o maior absurdo de sua vida.
-Eu sei. –Gina falou com os olhos arregalados. – Bom, descansar antes das provas funciona pra mim. Você deveria tentar...
-Sem chances.
Gina rolou os olhos e disse:
-Se arrume pra gente poder descer.
-Já vou mãe - Hermione disse com um sorriso no rosto.

As meninas se arrumaram e foram direto para o grande salão onde, como sabiam, encontraram Harry e Rony já tomando o café da manhã. Nenhum dos dois falava nada.
Elas disseram “bom dia” aos meninos que também responderam.
Hermione sentou-se do lado de Rony, novamente de frente para a mesa da Sonserina, porém desta vez ela não deixou seus olhos irem naquela direção.
As panquecas estavam deliciosas e ela comeu mais do que normalmente fazia. Seus amigos também notaram isso e quando a menina colocou o último pedaço na boca ela viu que os três a olhavam com um sorriso começando a aparecer.
-Quê? – perguntou intrigada. –Estão maravilhosas.
-Ok, Rony – Gina disse arrancando risada de todos.
-Hermione, passa o suco de abóbora pra mim? – Rony pediu. Ele parecia normal. Sem tom algum em sua voz.
-Aqui – a menina passou a garrafa para o menino e suas mãos se encostaram. Como acontecia nos filmes trouxas que Hermione já vira com seus pais, ela ficou parada alguns segundos aproveitando a eletricidade que passava de Rony para ela. A melhor parte era que o menino parecia sentir o mesmo.
Ele foi o primeiro a se desligar, ruborizando que nem Hermione.

Após o café, Gina se despediu dos três amigos que foram para a aula.
Eles não sabiam se era porque era a última aula antes das provas ou se havia outro motivo, mas os alunos estavam inquietos e tagarelas, o que irritou Hermione um bocado, pois ela tentava prestar atenção a aula sem muito sucesso. A professora tentava calar os alunos o que funcionava por alguns minutos e depois eles voltavam ao que estavam fazendo.
-Desiste. –disse Harry.
-O que está acontecendo com essas pessoas? – Hermione estava bem irritada.
Os meninos deram de ombros. Eles também não pareciam se importar muito.
-Vamos à biblioteca depois? –perguntou a menina.
Harry e Rony fizeram cara feia, mas assentiram.

Por um instante tudo parecia normal, como era antes de tudo. Isso era tão reconfortante para Hermione. Fazia a menina ser preenchida pelos bons momentos que os três já tiveram. Era tudo mais fácil de certa forma.

A aula acabou e eles foram até a biblioteca que não estava tão cheia quanto Hermione pensou que estaria. Vai ver todos adotaram a idéia de “descansar antes da prova” que Gina falou.

Os meninos passaram o resto do dia inteiro na biblioteca, saindo apenas para almoçar e voltando depois com Ginny que, por insistência de Hermione, estudou.
Mais ou menos três horas após o almoço e de extremo silêncio e concentração, Harry desiste:
-É isso. Eu paro por aqui. – O menino jogou o livro na mesa e assistiu Hermione se levantar e se assustou pensando que a menina ia fazer o mesmo, porém ela começou a procurar outro livro na prateleira.
Rony também desistira assim como Ginny. Eles conversavam enquanto Mione procurava o tal livro.

Não é possível... Ele devia estar aqui

Hermione checou a prateleira umas quatro vezes e depois foi para a de trás e nada do livro. Ela voltou, estressada, para onde os meninos e Gina estavam. Eles riam de alguma coisa e Mione só pensou em como eles conseguiam fazer aquilo e voltou à sua pesquisa nas prateleiras.

-Hey, Hermione, nós vamos para a sala da Gryffa. – Rony falou.
-Okay. – a menina respondeu quase não dando atenção ao que Rony disse.
-Vamos! – Gina disse empolgada.
Hermione bufou e disse sem, novamente, olhar para eles:
-Estou estudando.
Ela ouviu a bufada dos três e ela apenas rolou os olhos. Mione olhou em volta, pras prateleiras mais distantes e para os outros corredores se perguntando apenas se tinham mudado o livro de posição.

-Pare um pouco, Mione. Você já tem estudado muito. –Harry tentou.
-O que você está procurando afinal? –perguntou Gina impaciente.
-Malfoy? – Rony disse e Hermione finalmente olhou para eles.
Gina olhava incrédula para o irmão assim como Harry e Hermione só mantinha sua boca aberta como se fosse dizer algo. Mas o que poderia ser dito?
-Tenho certeza que ele não vem aqui hoje, mas se você for até as masmorras, quem sabe...
O ruivo dizia as palavras com uma raiva controlada, porém Mione podia senti-la.
-Vamos. –Harry disse puxando Rony pelo braço.
-Ron, você pode ficar aqui pra conversarmos? – disse decididamente. Ele estava conseguindo irritá-la muito mais do que o desaparecimento do livro estava. Era hora de por os pingos nos is, como diriam os trouxas.
Harry e Gina saíram da biblioteca olhando toda hora pra trás, mas nem Hermione nem Rony prestaram atenção neles. Ambos se olhavam intensamente.
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Re: A muitos passos de um final R/Hr- ATUALIZADO! 15/08 o/

Post by JCA »

Aí sim hein! No msm dia!
Acabei d ler... agorinha 8)
Q orgulho, a verdadeira Hermione voltou! E q milagre q o ruivo não perdeu a cabeça /o\ se fosse tinha matado o Malfoy ¬¬

Man, essa conversa vai pegar fogo *______________________________* A-M-E-I Milla, a Mione tomou uma decisão, finalmente! Os dois mto bravos :twisted: hohohohoho qro mto saber.

*senta e espera o próximo cap*
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Re: A muitos passos de um final R/Hr- ATUALIZADO! 04/09 o/

Post by Sugar. »

Cap. 12 – Bombarda Máxima!


-Tem certeza que não quer o Malfoy no meu lugar? – provocou o menino.
-Você quer, por favor, parar de fazer isso! –disse quase gritando.
O ruivo parou na mesma hora, mas ficou sério, quase raivoso.

-Porque você, simplesmente, não me ouve? – suplicou.
Depois de alguns segundos Ron disse:
-Porque nada do que você disser vai mudar o que você fez. –o menino falou calmamente.
-Eu sei... – a menina disse e abaixou a cabeça. –Eu só quero te contar o que realmente aconteceu.
Ele riu. Como se ele não soubesse o que ela havia feito... Ela não ia conseguir apagar aquelas imagens asquerosas que o menino tinha produzido dela e de Malfoy juntos se... se beijando. Ele pensara que conseguiria deixar isso pra lá, e ele realmente tentou com todas as suas forças apagar tudo e recomeçar, mas era uma luta difícil demais.
Como se tivesse lido seus pensamentos, Hermione falou:
-Me deixe tentar. –O menino não falou nada, então Hermione insistiu. - Por favor?
E Ron disse com um suspiro:
-Ok, me divirta. – Seu olhar era duro e parecia irredutível como antes. Com um pouco de medo e com muita raiva de Malfoy, Hermione começou:

-É, eu beijei ele sim e como eu já disse os motivos ainda não estão claros.
Rony riu sarcasticamente, tentando disfarçar a dor que essas palavras lhe trouxeram.
-Estou falando sério. Eu podia inventar desculpas, mas eu estou dizendo a verdade.
Rony apenas a olhava incapaz de dizer qualquer coisa
.
-Foi tudo muito estranho. Eu tinha plena consciência do que estava acontecendo... até que... ele encostava em mim. – Hermione disse meio receosa de ser demais para o ruivo, porém foi o que ocorrera. O menino não apresentou nenhuma reação grande. Apenas arqueou uma das sobrancelhas e Hermione pensou que isso era bom, que ele finalmente pretendia ouvi-la.
- E quando isso acontecia –prosseguiu – Era como se ele me fizesse esquecer quem ele era, esquecer quem eu era e pelo que eu lutava. Essa sensação não foi nada boa, acredite. Eu queria me afastar e lançar qualquer feitiço sobre ele, mas eu simplesmente não podia. Infelizmente, se eu te disser que não gostei do beijo eu estarei mentindo.

Ron virou-se na direção contrária, mas não ameaçou sair. Hermione pensou que chegara muito perto de seu limite, entretanto continuou:
-Mas a partir do momento que ele se afastava de mim, a minha consciência voltava e eu sentia nojo de mim mesma. Nojo por estar traindo a mim e tudo. Me sentia suja e o arrependida. O que eu mais desejava era acabar com aquilo, acabar com ele. Porém eu não achava saída. Eu tentei, mas ele obviamente não consentia. E aí Harry descobriu, e foi horrível porque eu só me sentia pior a cada minuto e não compreendia... eu não compreendo o que me levou até aquilo, o que eu estava pensando ao trocar meus amigos, a traí-los por causa daquele verme. Gina sempre ficou do meu lado e ela realmente me ajudou.

- E como Harry superou? – era a primeira vez que o menino falava, mas ele continuava de costas pra ela.
- Bom, acho que ele só... superou. Ele viu uma das vezes que eu tentei me livrar do Malfoy e apesar de estar sempre lá, ele pode enxergar em meus olhos toda vergonha e arrependimento que eu sentia.
Houve um silêncio mútuo. Rony porque estava tentando compreender e Hermione por estar tentando decidir o que falar. Porém ambos estavam tentando.

- Por que você resolveu me falar?
- Porque eu realmente gosto de você. Eu... quero ser sincera.
- Você sabe que Draco passou sua frente e me contou as coisas né? Bom, do jeito dele, mas... porque você demorou tanto?
- Pois eu sabia como você agiria depois disso. E eu também sabia que as minhas chances de ficar com você após te contar seriam nulas e por isso eu demorei tanto. Me doía tanto saber que não ficaríamos. E Ron... – ela se aproximou do menino e levou sua mão ao ombro dele que não a afastou, mas nada fez. – eu amo você – ela disse quase baixo demais - sempre amei, mas toda aquela infantilidade do meu orgulho me impedia de reconhecer isso.
- Você não foi a única. – Rony finalmente se virou, porém não a olhou nos olhos e sim para o lado.
- O que? – Hermione estava realmente surpresa pelo que ele havia dito, mas estava ansiosa pelo que viria.
- Também nunca tive coragem de admitir.
- Oh.

E os seus olhos se encontraram. Houve mais um tempo de puro silêncio. Mione tentava entender o que se passava em seus olhos, porém as portas ainda continuavam fechadas. Ele parecia tentar fazer o mesmo, a diferença era que ele não encontraria resistência, pois Hermione não tinha mais nada a esconder.
A menina queria, mas tinha medo de falar alguma coisa que pudesse acabar com aquele momento. Todavia, antes que ela pudesse pensar em qualquer outra coisa, Rony suspirou e começou a andar para fora da biblioteca.

-Rony... espera. – Porque ele estava indo embora? Ele não havia dito nada sobre o que iria acontecer.
O ruivo parou onde estava e se virou. Seu rosto era neutro, não havia nenhuma emoção escapando de nenhum lugar.
-Você... –Ela não sabia o que falar – Você... vai me perdoar? – Foi a primeira coisa que lhe veio a cabeça.
Eles se olharam mais uma vez. Hermione estava muito apreensiva e um frio tomava conta de sua barriga, porém a resposta não veio. Ele simplesmente se virou e a deixou na sala sozinha, sem dar uma palavra e nem mesmo mostrar qualquer sinal.

E foi isso.
Hermione assistiu Ron sair da biblioteca sem uma vez olhar pra trás. A menina, furiosa, se sentou no banco e se virou para os livros.
Será que ela perdeu alguma parte da conversa? Pois sinceramente a atitude do menino não fazia nenhum sentido.
Ela se sentia boba, como se fosse uma criancinha que acabara de admitir seu amor por um adulto (o que não era o caso de Ron).

-Bom, não há mais nada que eu possa fazer. – Hermione concluiu com um sussurro pra si.
----

Os dias que precederam as provas, já sem aulas, Hermione passou estudando e evitando encontrar Harry, Gina e principalmente Rony. Ela não se ocuparia mais com isso até o final das provas. Foi o que prometera a si mesma.
Um dia antes do início da prova, à noite, porém Gina conseguiu encontrá-la na biblioteca.

-Onde você estava? – disse a menina.
-Estudando. – disse Hermione disse sem tirar os olhos do livro que estava lendo.
-Como agora. –Gina disse com uma risadinha olhando a pilha de livro e pergaminho que estava na mesa da sala comunal da Grifinória onde elas se encontravam.
Hermione não disse mais nada e nem Gina por alguns minutos.
-Mione? –Gina chamou, tentando fazer com que Hermione a olhasse, o que não adiantou.
-Sim.
-Pode olhar pra mim alguns segundos?

Gina pediu e Hermione olhou-a meio impaciente.
-O que é?
-Preciso que você venha comigo. –Gina disse decididamente.
-Quê? Pra quê?
-Só venha.
-Não, estou estudando, não está vendo?
-Sim, eu estou e eu tenho certeza que você já sabe isso mais do que a própria pessoa que escreveu esse livro.
Hermione apenas a olhou.
-Por favor! Não vamos demorar, eu prometo.
Mione se deu por vencida e seguiu a ruiva de má vontade.

-Você pode me dizer pelo menos o que é?
-Deixe de ser ansiosa. – Gina falou se lembrando da vez que levou Hermione pra ver Ron terminando com Lilá. Mas desta vez seria muito melhor. Se Merlin e Deus quisessem.

As meninas viraram algumas esquerdas e direitas pelos corredores do castelo que tinha pouca gente.
-Já está quase na hora de não podermos mais sair. – disse Hermione emburrada.
-Chegamos. – Gina parecia bem animada. – Faça silêncio, ok?
-Escutar mais conversas Gina? Me recuso! – Hermione disse e já ia saindo quando Gina a segurou pelo pulso.
-Ouça.

Gina parecia decidida a não deixar Hermione sair dali. Então ela bufou e imitou a ruiva colando a orelha na porta. Gina pegou sua varinha e da ponta dela saiu um pontinho vermelho que passou por debaixo da porta.
Gina viu a cara de curiosidade de Hermione e disse:
-Harry e Rony estão estudando com Neville e Luna aí.

Dentro da sala, Harry não parava de olhar pra porta pra ver se tinha algum sinal. Apesar de ele continuar achando que nem ele, nem Gina e nem ninguém deveria se meter no assunto de Ron e Mione ele concordou com a namorada em fazer isso. Neville e Luna estavam entretidos demais com os bichos que tinham no fundo da sala e não seriam problema.

Harry finalmente viu o sinal vermelho de Gina, suspirou e começou:
-Então Ron, o que Hermione falou com você na biblioteca?
Rony olhou para Harry meio intrigado, mas falou:
-Ela... me disse o que aconteceu com ela e com Malfoy.
-Tudo?
-Sim, sim
-E aí? – quis saber Harry.
-E aí, que eu ouvi o que ela disse.

Isso vai ser difícil – pensou Harry – aparentemente Rony não tinha qualquer vontade de falar sobre isso.
-E depois?
Rony se levantou da mesa meio raivoso e disse:
- E depois nada! Ou você acha que eu ia correr pros braços dela?
Harry pensava em como os dois eram tão ridicularmente orgulhosos.
Rony encostou na mesa e Harry se levantou calmamente.
-Ela me magoou, Harry.
-Como se você não tivesse feito o mesmo, não é?
Ron olhou pro amigo. Ele sabia que aquilo era verdade, mas Rony também sabia que Harry estava tentando fazer ele ficar com Hermione. Ok, isso era idiota.
-Eu sei.
-Então qual é o problema Ronald?

Rony respirou fundo e falou:
-O problema é que... eu sinto nojo dela Harry... Do que ela fez...
Harry engoliu seco.

Do outro lado da porta, as palavras foram perfurando Hermione como estacas. Mas ela não se sentia de todo triste; a maior parte de suas células gritavam de raiva e o que ela queria era entrar naquela sala e jogar o pior tipo de feitiço naquele ruivo idiota.
O pior era saber que tudo o que ela havia feito não adiantara de nada. Todos os pontos que ela mudou, todas as chances que ela pegou não foram suficientes. Ela havia praticamente virado outra pessoa e pra que? Pra conseguir o perdão de um babaca daqueles.

Gina a observava com um olhar receoso. Ela conseguia perceber o sangue da amiga fervendo e só o que vinha a sua cabeça era como o irmão dela podia ser tão... tão... Na verdade ela realmente não tinha uma palavra perfeita pra isso.
Sem fazer nada apesar de tudo, Hermione saiu de onde estava. Gina apenas a olhou. Não podia segui-la mesmo que quisesse; sentia-se envergonhada do que fizera. Com a ajuda de seu maravilhoso irmão acabara de destruir Hermione.

-Mas eu a amo.
-Gina voltou a cabeça pra sala e percebeu que Ron continuava a falar. Ela ficou alguns segundos congelada.

Ron olhava pela janela e Harry o olhava com um pequeno sorriso na cara.
-Isso. Eu a amo. Mesmo depois do caso com Malfoy. –ele se virou pra Harry que o encarava em silêncio. –Eu sou um idiota?
-É. –Harry finalmente disse. –Mas não por isso.
Rony franziu o cenho e Harry continuou:
-Você é um idiota por não tê-la perdoado ainda.

Ronald ficou calado o olhando. Sabia que isso era verdade.
-Eu sei. Mas quando eu penso nela com Malfoy...
-Rony! Isso já acabou há muito tempo! Não existe mais Hermione e Draco e você sabe muito bem que ela faria de tudo que pudesse pra apagar isso. –disse Harry impaciente, com a voz um pouco alterada. Ele andou até Ron, colocou uma mão em seu ombro e com receio de que ou Luna ou Neville resolvessem perguntar o que estava acontecendo, ele abaixou a voz e continuou:
-Escuta, realmente não há nada que mude o que ela fez. Nem mesmo um vira-tempo resolveria. Mas já passou da hora de virar o capítulo e começar uma nova página, não acha?

Rony assentiu e Harry o abraçou. Apesar de discordar do jeito que ele agiu, imaginava o quanto aquilo era doloroso pra ele.
Do lado de fora Gina olhava a cena ainda um pouco paralisada. Como raios ela iria fazer pra Hermione ouvir isso? Gina tinha certeza que a amiga não acreditaria nela imaginando que tudo não passava de uma tentativa de amenizar a situação.

Os meninos saíram da sala ainda abraçados e olharam para Gina parada na porta. A menina parecia bem confusa, Harry logo ficou um pouco preocupado e perguntou:
-O que houve Gina?
-Hermione – a menina falou simplesmente.
-O que tem ela? – quis saber Ron.
-Ela ouviu a conversa. – informou Harry ainda preocupado com a expressão de Gina.
-Isso é... bom... não? –Rony estava confuso.
-Ela só ouviu metade. – disse Gina, triste. – Mas especificamente até a parte do nojo.

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Re: A muitos passos de um final R/Hr- ATUALIZADO! 04/09 o/

Post by JCA »

Ah .-.
Mas mas mas ;__;

Que ruivo idiota T___________T
Nossa ela deve tah podre agora, fiquei malz d ler .-.

Tão estranho ver a Mione cedendo assim.. aí ele vai e faz isso ¬¬
Não q ele tivesse que correr atrás feito um cãozinho, mas deveria ter dado mais atenção neh

Agora vai demorar mais .-.
É a vez dele.

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Que sonho conturbado .___.

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Re: A muitos passos de um final R/Hr- ATUALIZADO! 04/09 o/

Post by Sugar. »

Cap. 13 - Ultimato

Provas, provas, provas e provas. Essa foi a rotina de Hermione na semana que antecedia o Natal. Ela não precisara se esforçar muito para tirar boas notas, porém o fez mesmo assim. Queria cada segundo do seu dia consumido por isso, só queria seus pensamentos voltados para o estudo. Entretanto algumas poucas vezes era inundada com as lembranças da última conversa que ouvira entre Harry e Rony.

Eu sinto nojo dela Harry...

A voz de Ron teimava em dizer, fazendo eco em sua cabeça.

Hermione chacoalhou a cabeça percebendo o lugar onde estava. A sala estava cheia de alunos com suas provas descansadas em suas respectivas mesas. Alguns pareciam ter certa facilidade com a prova enquanto outros estavam a ponto de se descabelar.
Ela se ajeitou na cadeira e percebeu sua prova logo a frente assim como os demais. Faltava apenas uma questão e após consultar o relógio constatou que ainda tinha tempo de sobra.
Sem permissão, seus olhos começaram a varrer a sala, sabe se lá a procura de que. Com cuidado para que o professor não achasse que ela estava colando, viu que Harry estava sentado na fileira ao seu lado. Ele parecia compenetrado, mas assim que o olhar da menina se dirigiu a ele, o mesmo a olhou e depois de poucos segundos lhe deu um sorriso. Hermione retribuiu timidamente, mas logo parou, pois Rony, que estava logo atrás de Harry, também a olhava sem expressão, no entanto.
Mione virou sua cabeça pra frente e bufou de raiva. Um barulho de um objeto caindo no chão lhe chamou atenção apesar de baixo. Ela olhou na direção oposta da fileira dos meninos e com um susto percebeu Malfoy encarando-a.
Ela simplesmente não conseguiu soltar seu olhar e eles ficaram “presos” por alguns minutos até que Malfoy riu baixinho, mas sombriamente.
Hermione virou-se pra frente novamente, marcou a última questão, levantou-se, foi até a mesa do professor para entregar a prova e deixou a sala com passadas rápidas.

O tempo do lado de fora estava bastante nebuloso e havia uma alta probabilidade de cair um temporal.
A menina foi diretamente para seu quarto e lá ficou estudando até a hora do jantar.

-Posso me sentar aqui? – disse uma voz doce logo a sua frente.
-Claro Luna.
Hermione vinha se sentando sozinha nas refeições por esses tempos, o que era ao mesmo tempo ruim e bastante gratificante.
Ao momento em que Luna chegou, a janela do Grande Salão foi iluminada com uma luz branca seguido de um estrondo vindo do lado de fora. Hermione percebeu que uma verdadeira queda d’água ocorria atrás da janela.
-Pasquim?
Hermione pegou da mão estendida de Luna o jornal que já conhecia. Pra falar a verdade, Mione nunca foi de se juntar com Luna, mas ela estava bastante agradecida pela loura estar ali agora, mesmo que já tenha achado que a menina era bem esquisita. Não que ela não fosse mais, ela só queria ter se livrado de seus “preconceitos” antes. Ela sentiu na pele o que é ser acusada injustamente e ser chamada de certos nomes. Na verdade, Luna era até bem parecida com Hermione.

-Luna, eu... –Hermione ia se desculpar, mas a loura a cortou.
-Tem alguma coisa te preocupando?
-Er... – Mione encarou meio assustada. -...Não exatamente. São coisas que... aconteceram.
-Elas vão se resolver, sabe? –Luna falava tão simples como se estivesse comentando o tempo. –Mas não vai ser fácil... Nunca é. E você já deve ter percebido isso, certo? – a menina tinha um sorriso enorme.
Hermione nesse momento percebeu que gostava de Luna. Mas era quando ela estava calada.
Quando Mione pensou que ela havia terminado e já estava pensando numa desculpa pra ir embora a menina continuou.
-Vencer é difícil. Perdoar é difícil. Mas a gente nunca tem exatamente o que quer, sabe? Às vezes a gente tem que fazer algo simplesmente porque é o certo, mesmo que pareça errado. Aprender. É por isso que passamos pelas coisas.

Hermione tinha os olhos arregalados. Ou alguém tinha colocado algo bem duvidoso numa poção e dado para Luna ou ela andara lendo muitos livros de auto-ajuda trouxas.
-Luna, eu... – tentou novamente, mas conseguiu continuar. –Desculpe, tenho que ir.
Hermione se levantou.
-Claro. – a voz da loura respondeu. –Cuidado com os corredores do castelo. Eles estão cheios de zomzóbulos.

Mione a olhou por alguns segundos e logo deixou o lugar. As palavras de Luna rodaram por sua cabeça, mas a menina apenas riu.
Mais tarde, após estudar Hermione deitou-se e tentou dormir. Mas não conseguia. Era como se algo muito forte estivesse a impedindo.
Ela sentou na ponta da cama, respirou algumas vezes. A chuva ainda caia do lado de fora e os trovões ainda gritavam. Ela desceu para a sala da grifinória e se sentou em frente a lareira.
Veio um silêncio profundo. Não se ouvia nada além da chuva do lado de fora. Isso permaneceu algum tempo, porém foi interrompido por um barulho que parecia vir dos corredores. Na verdade, parecia vir do retrato da Mulher Gorda.
Hermione olhou em direção a porta e nada. O barulho chegou aos seus ouvidos mais uma vez e Mione decidiu checar pra ver o que era.
Vagarosamente ela andou até a porta e abriu apenas um pequeno pedaço, milagrosamente, sem acordar a Mulher.
Nada. O castelo parecia estar totalmente vazio. O barulho veio novamente e Hermione congelou. Ela abriu a porta mais um pouco e não o fez mais, pois não queria testar sua sorte com o quadro. Ela se espremeu pela fresta da porta apenas para checar do lado de fora e quase gritou quando viu Madame Nor-ra parada logo a sua frente, olhando-a diretamente. Hermione colocou a mão na boca, entrou e fechou a porta do retrato.
Apesar de assustada, ela foi deitar-se e bem rápido caiu no sono.

Logo cedo na manhã, Hermione levantou-se para tomar café da manhã.
O Grande Salão da Grifinória tinha apenas alguns poucos estudantes que haviam caído da cama. A maioria deles tinha um livro escondendo seus rostos.
Vinte minutos mais tarde a menina andava pelos corredores em direção aos jardins do castelo. Pegou o costume de ir pra lá antes das provas para relaxar. Apesar disso, teve que ficar em baixo da “proteção” do castelo por causa da chuva. Ela se encostou na parede e olhou a chuva cair.

-Se preparando para as provas, Hermione?
Hermione se assustou com a voz e depois de novo por reconhecer seu dono.
Draco Malfoy estava parado alguns centímetros atrás. Tinha olheiras e o cabelo um pouco molhado. Ela se perguntou se ele estaria andando pela chuva. Ele tinha uma postura tensa e apesar de lhe chamar pelo primeiro nome, sua voz não era nada gentil e sua boca na verdade estava retraída juntamente com seu nariz naquela mais que conhecida cara de nojo.

Mione podia ter explodido, mas ela estava cansada de tudo. Com isso ela disse apenas sem muita vontade:
-O que você quer Malfoy?
-Você. – Ele parecia sério.
-Ah não! Mais uma vez não. –Hermione protestou e já ia saindo do lugar quando Malfoy a segurou pelo braço, levando-a de volta pro lugar onde estava.
-Me solta!
-Você não pode me dizer o que fazer!
-Olha Malfoy, sinceramente você tem que se decidir se me odeia ou não. Melhor! Já decidi por você. Você me odeia. Agora me deixa em paz! Já lhe dei um soco, já lhe lancei um feitiço e você não cai na real? Qual o seu problema, hein? –Hermione disse com a voz bem alterada e depois o empurrou.
Sem dizer uma palavra Malfoy a encostou na parede e lhe chapou um beijo nos lábios.
Hermione conseguiu se desvencilhar e lhe esbofeteou no rosto.
Malfoy riu.
-Você vai ser minha Granger. Não importa o que eu tenha que fazer ou com quem eu tenha que mexer. Você ouviu?
Mione riu sem humor e disse:
-Não tenho problemas auditivos.
Num movimento rápido, Malfoy a encostou novamente na parede, mas ao invés de beijar seus lábios, foi em direção ao pescoço da menina que ficou travada. A respiração do louro levantou os cabelos da nuca da menina que já estava com a mão na varinha. Ele beijou levemente seu pescoço e foi em direção a seus lábios parando apenas alguns poucos centímetros de distância. Rindo novamente, o menino se distanciou.
-Você me dá nojo Malfoy! – Hermione falou alto o suficiente pra Draco ouvir, mas o menino nada fez.

Não querendo pensar no que acontecera a menina consultou seu relógio e correu para a prova.
Quando chegou a sala, esta já estava cheia e a menina recebeu alguns olhares quando entrou. Ela ignorou e começou com o que seria seu penúltimo dia de prova.

Terminou a prova rapidamente, infelizmente. Isso fez sua cabeça se encher rápido de mais de tudo.
Ela também não falava com Gina a algum tempo. Ela precisava de uma amiga agora, mesmo que a ruiva estivesse diretamente envolvida com o que acontecera. O problema é que ela havia “sumido”.
Hermione avistou algumas vezes, Harry e Rony de longe na biblioteca e eles pareciam estar dando o máximo de si pra se concentrar. Gina, porém nunca estava com eles.
Isso preocupava a menina de certa forma, mas provavelmente ela estava estudando. Pelo menos era o que ela esperava.

Ela estava na biblioteca agora. Parecia mais seguro que antigamente, afinal Malfoy não aparecera mais por ali.
De repente a curiosidade a queimou quando a menina lembrou que o louro conversara com Rony. Tinha uma parte dela que desejava muito saber o que ele havia dito, mas a outra gritava que era melhor esquecer isso. E ainda tinha sua outra conversa com Malfoy. Era incrível como ele conseguia destruir tudo de bom, tudo o que ela desejava.

Após ler mais um pouco de “Hogwarts: Uma história” a menina parou um pouco com o intuito de descansar a mente. Olhou para os dois lados quase involuntariamente e como esperava não havia ninguém.
Eram essas horas que ela desejava mais que tudo que nada tivesse acontecido. Como antes sentira, sentia falta da facilidade de estar junto de Harry e principalmente de Rony. Sem culpa, sem desejos de voltar atrás. Só aquele sentimento de querer se jogar nos braços do ruivo o mais rápido possível e não sair mais.
Eram essas horas que se arrastavam e pareciam nada mais que uma eternidade.
Eram horas que ela reconhecia a solidão e percebia que havia simplesmente nada.

Ela deu um longo suspiro e deitou sua cabeça em cima do livro. Poucos segundos depois seus olhos fecharam.


-Olá Hermione. – disse uma voz tímida.
Mione abriu os olhos, alarmada e rapidamente levantou a cabeça reparando na menina que estava parada logo a sua frente.
-Gina.
Ela sorriu, se levantou e abraçou a ruiva que parecia surpresa.
-Tenho me perguntado por onde você andava.
Hermione falou.
-Estou com síndrome de Hermione.
Ambas riram, mas Gina logo ficou séria.
Puxando uma cadeira pra se sentar na frente de Hermione, a menina começou:
-Hermione, eu... não sei nem por onde começar.
Mione sabia o que viria a seguir.
-Você não precisa me pedir desculpas Gina. Eu sei que você estava tentando ajudar e sinceramente, não é sua culpa que seu irmão é um idiota.
-Mas ainda assim quero me desculpar.
-Desculpas aceitas. –Hermione disse prontamente.
-E eu queria te pedir uma coisa. –Gina disse calmamente.
Hermione esperou alguns segundos e ouviu Gina falando:
-Eu sei que isso é difícil, mas eu queria... eu quero que você passe o Natal conosco.
-Não posso. –Mione nem hesitou em responder.
-Ah, por favor, Hermione! Eu sei! Eu sei que você não quer ir por causa do Ron, mas... por favor! – Gina suspirou e continuou. – Te prometo que ficaremos juntas e longe dele. Eu só... não quero ficar lá sozinha.
Mione franziu a sobrancelha.
-Como assim sozinha? O Harry vai pra lá, certo?

Gina apenas respondeu que sim com a cabeça.
Hermione olhou a amiga direito. Tinha algo errado.
-Aconteceu algo Gina?
Os olhos da ruiva se encheram um pouco de lágrimas, mas ela logo respondeu:
-Eu e Harry não estamos mais juntos.

Isso explica algumas coisas... – Hermione pensou na distância de Harry e no “sumiço” de Gina. E de repente ela se encheu de culpa pensando que ela deixara sua amiga na mão por só se importar apenas com o que ela estava sentindo.

-Mas... o que ele fez?
-Eu recebi uma carta. –Gina respirou fundo. –Dizendo que Harry estava escondendo uma coisa e me dando o local pra eu descobrir o que era. E quando eu cheguei ao tal lugar... eu... eu vi Harry com Vane.
Hermione arregalou os olhos e deu um abraço na amiga que finalmente deixou as lágrimas escaparem. Tudo bem, isso passava de todos os níveis de estranhisse das coisas que estavam acontecendo atualmente. Hermione sabia que Harry é louco por Gina e que o que ele quer de Vane é distância. Ela estava deixando escapar alguma coisa.

-Gina, você tem certeza disso? – perguntou Hermione, agora olhando nos olhos da menina.
Ela assentiu e depois de alguns segundos:
-Não deu pra ver seus rostos por que os braços atrapalham e o que eu menos queria ver naquela hora era aquela agarração. Porque você pergunta isso?
Bom, estranho novamente. A única pessoa que Harry já se agarrou tinha sido com Gina. (Isso ela ouviu numa conversa pouco conveniente de Harry e Rony sobre “agarração” algum tempo atrás. Depois de perceberem que a menina não se sentia nada a vontade com isso, eles nunca mais retomaram o assunto, perto dela pelo menos.)
Alguns poucos segundos se passaram quando ela se lembrou de duas frases que tinha ouvido recentemente.

Cuidado com os corredores do castelo. Eles estão cheios de zomzóbulos.

Não importa o que eu tenha que fazer ou com quem eu tenha que mexer.


Essas frases de Luna e Draco pareciam. de alguma forma, conectadas. Essa constatação lhe deu algo que ela não gostava nada, nada.

-Você chegou a conversar com Harry?
-Claro que não! Ele com certeza negaria. A única coisa que fiz foi terminar tudo sem lhe dar chances de dizer isso. Eu sinceramente não agüentaria.
Hermione ficou algum tempo olhando-a, apenas pensando.
-O que foi Hermione? Você sabe de alguma coisa?
-Não... mas eu tenho uma teoria.
-Que? De que?
-Gina, eu não acho que quem você viu foi o Harry.
A ruiva arregalou os olhos.
-Mas... claro que foi! Você está tentando protegê-lo? –Gina levantou bruscamente da cadeira, mas Hermione a segurou pelo braço.
-Calma... é só que eu acho que isso foi obra de Malfoy.
-Malfoy? Mas por que? Porque eu? Isso não faz sentido...
Hermione suspirou e disse:
-Acho que isso é um ultimato.
-Um o que?
-Ultimato.
-Eu entendi Hermione, quero saber o por que.
-Ah tá.

Hermione contou toda a conversa.
Gina num ato de revolta bateu com a mão na mesa.
-Eu estou cansada desse garoto!
-Imagine eu. –Hermione riu sem humor. Isso deixou a ruiva meio sem graça, mas ela continuou.
-Nós temos que fazer alguma coisa Hermione!
Hermione assentiu.
-Eu sei disso.
-E eu acho que sei o que fazer. –Gina disse confiante.
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Re: A muitos passos de um final R/Hr- ATUALIZADO! 26/12 o/

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Cap. 14 – Playing with fire

As provas finalmente acabaram e a última coisa que fariam em Hogwarts naquele ano seria a última visita ao vilarejo de Hogsmedale antes do Natal.

Visivelmente todos os alunos, que conseguiram a permissão de seus pais, preenchiam o ar do lugar com ansiedade e excitação. Conferiam suas listas de presentes para o natal: doces, objetos mágicos, entre outras coisas.

Hermione estava agora na sala comunal da Grifinória sentada de frente para uma janela.
O tempo era ameaçador, mas não parecia que de fato as gotas de água cairiam. Apesar disso, o frio, comum nesta época, parecia cada vez maior e por isso apenas alguns alunos se arriscavam do lado de fora do castelo.

Desviando seu olhar da janela, para dentro da sala, Hermione reparou num casal sentado no sofá bem em frente a ela. Ela não sabia seus nomes, apenas que eles eram de dois anos abaixo. Mas nada disso lhe chamou atenção.
Eles se olhavam tão apaixonadamente que mesmo que eles não percebessem como Hermione estava encarando, ela sentia vergonha. Ainda sim ela não conseguia desviar o olhar.
-Prometa que irá me visitar nas férias – a menina disse ternamente.
-Mas é claro amor. Como se eu conseguisse ficar longe de você por tanto tempo. – o menino explicou, com um sorriso enorme no rosto.
A menina deu um profundo suspiro apaixonado e disse, olhando diretamente nos olhos do garoto:
-Eu te amo.
O menino sorriu ainda mais e falou:
-Eu te amo mais.

De repente enjoada, Hermione finalmente parou de encarar os dois e seus olhos bateram em... Rony.
Ele estava olhando-a e provavelmente tinha visto ela encarando o casal. Hermione desejava saber o que estava na cabeça dele agora, mas de repente uma lembrança lhe atingiu friamente:

Eu sinto nojo dela Harry...

Hermione sinceramente perdera a conta de quantas vezes acordara de noite, após um pesadelo com essa frase ainda brincando em seus ouvidos. Ela teve êxito em bloquear isso acordada, mas dormir era como se abaixasse todas as suas guardas.
Sem qualquer expressão ela olhou para Harry que estava logo ao lado do ruivo, mas ele não a olhava. Sua cabeça estava virada para a direção oposta, para outra pessoa.
Gina.
Ela conversava a poucos metros de Harry com Kátia Bell, mas não parecia sequer notar a presença do garoto.
Uns dois minutos depois, Ginny começou a andar na direção de Hermione, sorrindo.
Mione sorriu de volta a medida que pode, sem antes perceber que Rony ainda a olhava.

-Como estão os preparativos? –Gina perguntou apontando para a cabeça da menina.
-Eu não sei Gina. –Hermione disse franzindo o cenho. –Você realmente acha que isso vai funcionar?
-Sabemos que vai. O certo é perguntar se você não quer desistir.
Hermione lhe lançou um olhar irritado.
-Só checando. –A menina abraçou Hermione.
-É só que ele pode tentar algo no meio do caminho. –disse preocupada.
-Tomaremos precauções contra isso ok? – Gina disse – Não saberemos o que acontecerá se não tentarmos.
-Eu sei, mas ainda não consigo me permitir ficar confiante.
-Consigo ver Mione, mas precisamos. –Gina soava mais confiante do que realmente sentia.

-Er... oi.
Hermione levantou a cabeça assustada em direção a voz, mas se tranqüilizou ao ver Harry. Profundamente ela esperava que fosse Ron, mas o menino continuava onde estava, só que dessa vez tinha sua cabeça encostada no sofá e olhava o teto.
-Oi Harry – apenas Hermione o cumprimentou.
Ele sorriu de volta para a menina e se virou para Gina.
-Será que posso falar com você?
-Como é que você se atreve a querer falar comigo? –Ginny disse bastante irritada.
As meninas, principalmente Hermione, desconfiavam que o que a ruiva vira na outra noite era na verdade Draco e Pansy, mas ainda sim não havia como confirmar.
-Gina, pelo amor de Merlin! Você sabe muito bem que eu não sei de que raios você está falando! –Harry botara as mãos na cabeça, quase que desesperado.
-Porque você não pergunta pra Vane?
-O que essa garota tem a ver com isso afinal?
Gina deu um empurrão em Harry e disse:
-Tudo, Harry! Tudo!

Hermione saiu de fininho para deixar os dois tentarem se resolver. Quando virou pra frente em direção ao retrato da Mulher Gorda, percebeu que Rony estava parado de frente para ela e parecia que ele iria falar.
A menina apenas passou por ele, saindo pelo retrato da Mulher Gorda.
O relógio marcavam 16:30 da tarde. Era hora da primeira parte do plano.


A visita ao vilarejo ocorreria na manhã seguinte e Hermione tinha que começar a se preparar para o que ela esperava que fosse o fim de sua “história” com Draco Malfoy.
Ironicamente a primeira fase do plano era... Hermione ainda sentia calafrios lembrando-se de quando Gina lhe falara isso na biblioteca... Bom ela teria que seduzi-lo.

O castelo estava praticamente vazio e Mione foi andando em direção às Masmorras.
Ela, obviamente, não conseguiria entrar, entretanto havia outros jeitos. Assim, quando já estava perto do lugar, avistou duas meninas da Sonserina que eram provavelmente primeiranistas. Sacou sua varinha, olhou para os lados. Não havia mais ninguém. Isso é o que ela chamava de sorte. Bom, showtime.

-Estupefaça! –Hermione gritou apontando a varinha pra uma das meninas.
Hermione assistiu, com nojo de si mesma, o corpo da menina voando e batendo contra uma parede. A outra menina olhava com os olhos e bocas arregalados para sua amiga que agora estava no chão inconsciente. Ela se virou pra Hermione e pareceu ainda mais surpresa ao perceber quem havia feito o ataque.
A menina agora tremia um pouco e apertava sua varinha dentro de suas vestes.
-Calma, eu não vou fazer mais nada. – Hermione disse guardando a varinha e se aproximando vagarosamente da menina que a olhava desconfiada.
-Como vou acreditar em você? – falou a voz chatinha da garota.
-Guardei minha varinha, percebe?
-O que você quer? – a garota agora assumira um tom rude.
-Quero que você dê um recado a Draco Malfoy.
-Hey, eu não sou uma coruja! –disse a menina indignada. – Se quiser falar com ele, faça você mesmo.
-Olha, sinceramente – Hermione respirou fundo e disse - Eu não quero ter que tomar mais atitudes drásticas – Ela apontou para a menina no chão. Forçando um tom autoritário continuou - Então, ache Malfoy e diga pra ele que Hermione Granger o espera na biblioteca.
A menina olhou para ela alguns segundos e Hermione vencida disse:
-Eu vou cuidar da sua amiga. Não precisa se preocupar, ela já deve estar acordando.
Ao falar isso, a menina ainda no chão, se mexeu, mas não acordou.
-Agora vá. –Hermione mandou e a garotinha saiu.

Hermione correu para a sonserina que estava no chão e após alguns segundos a menina acordou. Mione ajudou-a a senta-se e perguntou:
-Você está bem?
-Err.. sim estou. Foi você que fez isso comigo? – Do mesmo jeito que a outra, esta arregalou os olhos ao ver quem era.
-Me desculpe. –Mione estava um pouco arrependida. Ela olhou para a menina com intuito de checar e vendo que estava tudo bem, disse:
-Tenho que ir. Me desculpe mais uma vez.

Ela correu até a biblioteca que obviamente estava vazia e ela andou até uma das seções mais longes da saída. Isso seria ruim para uma fuga, mas não podia arriscar ser pega.
Mais ou menos 10 minutos depois, Hermione ouviu passos. Draco chegara.
Como se sentisse seu rastro, ele logo a achou.
-Deixando primeiranistas inconscientes, Granger? Isso não é bom para seu currículo.
Hermione desconsiderou o comentário e nervosamente disse:
-Vai a Hogsmedale amanhã?
Malfoy a encarou por alguns segundos, realmente intrigado e riu.
-Não te devo satisfações da minha vida.
Ele ainda a olhava, como se quisesse saber o que havia por trás dessa pergunta.
-Porque? –disse finalmente.

Hermione respirou fundo e andou em sua direção.
-Eu estava pensando se... –ela colocou uma mão na nuca do menino e se aproximou até deixar apenas poucos centímetros de distância entre seus lábios e o do louro. –...Se você não quer me encontrar por lá.
Mais do que antes, Draco a encarou de olhos arregalados. Ele a empurrou levemente e perguntou:
-O que aconteceu com você Granger?
Ela tentou abraçá-lo novamente, mas ele se afastou.
-Estou bem Draco, não precisa fugir de mim. – a menina falou docemente.
-Eu, fugir de você?
Ele riu e ela deu apenas um pequeno sorriso sedutor.
-Então? O que acha?
O menino se encostou em uma das mesas com um sorriso desafiador e disse:
-Me convença.
-O que? –Hermione disse surpresa.
-Me convença de que você que se encontrar comigo amanhã.

Droga – pensou a menina. Por essa ela não esperava. Ela sabia o que tinha que fazer, só lhe faltava coragem.
-Estou esperando – Draco disse, claramente se divertindo com a súbita paralisia de Mione.
-Como quiser. –Mione falou decididamente. Andou até onde ela estava e lhe chapou um beijo. Não durou mais de 5 segundos e ela se afastou.
Draco gargalhou.
-Você quer que eu acredite nisso?
Hermione tinha o rosto vermelho de vergonha.
-Você costumava ser melhor.
Hermione não conseguiu evitar rolar os olhos.
-Ou talvez... –Malfoy se aproximou perigosamente e alisou a bochecha de Hermione. -... Você esteja precisando de um estímulo. –Após dizer isso ele foi se aproximando vagarosamente e do mesmo jeito encostou os lábios nos lábios de Hermione que não conseguia nem dizer nem fazer nada. A situação piorou quando Malfoy realmente a beijou, mas dessa vez foi diferente. O beijo era calmo e suave. Se fosse privada de todos os sentidos podia jurar que o beijo era muito parecido ao de Ron.
Mas ela não podia deixar se perder, não podia deixá-lo assumir o controle.
Então ela deixou a vergonha e o medo que estava sentindo de lado.

Ela o empurrou e ele bateu na mesa onde estava apoiado à alguns minutos e realmente o beijou. O beijou era profundo e quente e a princípio por ter ficado surpreso, Draco não respondeu. Hermione tinha esperanças de que continuasse assim, mas era óbvio que isso não aconteceria.
Ele a pegou pela cintura e a colocou encostada na mesa. Beijou seu pescoço e sussurrou em seu ouvido:
-Adoro o jeito que você me surpreende.
Os pêlos da nuca de Hermione se arrepiaram de “medo”, mas Malfoy não interpretou desse jeito.
A boca do menino voltou a beijar a de Hermione, do mesmo jeito que ela o beijava.

Internamente, Hermione travava uma luta. Uma luta contra seus hormônios para se manter no controle. Por pior que Malfoy fosse, ela não podia negar que ele era quente.
As mãos de Draco corriam suas costas, seus lábios beijavam seu pescoço e orelha. Após um tempo, ambos pararam procurando por ar. O menino percebeu que Hermione estava a ponto de falar alguma coisa e disse:
-Não fala nada.
Mais uma vez pela cintura, beijando-a, ele a pegou e dessa vez a sentou na mesa colocando a mão em suas coxas e depois em suas nádegas.
Ok, isso já estava entrando em situação de alerta vermelho. Estava cada vez mais difícil para Hermione se segurar.
A ponto de se entregar, felizmente algo a acordou. Malfoy colocou uma de suas mãos por baixo da blusa de Mione e ia subindo. Ela rapidamente segurou a mão dele e eles pararam de se beijar. Dessa vez antes que Malfoy falasse alguma coisa ela disse ao pé de seu ouvido.
-Amanhã. Na Casa dos Gritos.
Draco a olhava perguntando mentalmente se ela estava louca.

-O que foi Draco? – Ainda sentada na mesa, ela debruçou seu braço nos ombros do menino se inclinando pra ele. –Todo mundo sabe que não há nada lá. –Ela ficou muito perto de seu rosto separada apenas por uma fina camada de ar. –Não seja um covarde. –Ela disse e beijou o lábio superior do menino. –Além do mais... – Hermione beijou o lábio inferior desta vez. –Ouvi dizer que lá tem uma cama. – Com isso, ela o beijou inteiramente e deu uma leve mordida no lábio inferior dele, puxando um pouco pra frente.
Ela desceu da mesa, não se importando em como seus corpos se encostaram. Ela queria sumir dali.
Hermione deixou Draco parado na biblioteca, ainda meio abobalhado e saiu correndo.

Ela foi direto para o banheiro das meninas mais próximo da biblioteca sem se importar muito com a possibilidade de Murta lhe fazer uma visita.
Ela se jogou no chão e soltou o ar que parecia estar preso a muito tempo. Ficou sentada por um tempo olhando o nada, pensando em nada, o que era muito raro de acontecer. De repente, com urgência, a menina se levantou e correu até a pia do banheiro abrindo-a rapidamente. Encheu as mãos com água e jogou em seu rosto esfregando-o algumas vezes. Depois, colocou água na boca e cuspiu. Repetiu isso algumas vezes e depois voltou a sentar no chão. Uma única lágrima correu. Hermione estava preenchida por um sentimento que não conseguia nomear. Era raiva, misturada com angústia, medo, desespero, desejo e tristeza.
Como antes, ficou algum tempo olhando para um ponto fixo sem realmente estar prestando atenção. Sua mente estava apagada e a única coisa que acontecia era no campo sensorial. Sentia o toque de Draco, seu beijo, sua respiração, de novo e de novo. Ela não sabia se conseguia ficar mais enojada de si mesma mais que isso. E confusa.

Um pouco mais tarde ela finalmente decidiu ir para seu dormitório, sabendo que se demorasse demais algum monitor poderia encontrá-la.

Seguindo direto para o quarto, encontrou Gina sentada em sua cama. Ela ficou alguns segundos parada abaixo do portal sem saber direito o que falar. A ruiva, percebendo o estado da amiga, levantou-se rapidamente e lhe abraçou.
-Mione, está tudo bem?

Hermione considerou a pergunta um pouco.
-É... está sim. Eu acho.
-O que houve? O plano deu errado?
-Não, não. É só que...
A menina respirou profundamente.
-Me prometa que amanhã quando estivermos na Casa dos Gritos, vamos terminar o mais rápido possível? Não quero que ele encoste em mim novamente.
Gina assentiu e novamente a abraçou.
-Você tem certeza de que quer fazer aquilo?
Hermione olhou pra ela alarmada.
-Quê? Sim! Quer dizer... você que sugeriu!
-Hey, calma Hermione! –Gina tratou de dizer vendo o desespero da amiga- Eu sei disso. É só que... você entende exatamente o que iremos fazer certo?
Hermione franziu o cenho.
-Não entendo onde está querendo chegar.
-Você sabe... não poderá se arrepender uma vez feito.
-Ginerva, você por acaso está insinuando que eu vou me arrepender? –Disse impaciente, já que era a segunda vez que a amiga questionava sua coragem.
Gina rolou os olhos e disse:
-Ok, esquece.


A noite pareceu mais longa do que realmente foi e Hermione mais rolou em sua cama do que dormiu.
Ficou aliviada ao amanhecer. Suas tentativas de fechar os olhos e esperar que o sono a pegasse, só a fez lembrar de Malfoy. Sabendo que daqui a poucas horas ela estaria com ele novamente, sentiu o alívio lhe deixando.

Ela se arrumou e juntamente a Gina foi ao Grande Salão tomar café da manhã.
-O que aconteceu ontem com Harry depois que eu saí?
-Ah... –Gina bufou- Ele ficou tentando me convencer que a idéia dele com a Romilda era absurda e blá, blá, blá.
-Gina, você sabe que ele pode estar certo né?
A ruiva aparentemente havia esquecido da desconfiança delas, sobre Draco ter armado tudo aquilo. Após pensar um pouco ela disse:
-Não sei Hermione. Seria um absurdo se eu apenas ignorasse o que eu vi na outra noite e ficasse com Harry, mesmo sabendo desta possibilidade.
-Eu não estou te pedindo isso Gina. Só estou dizendo que você não deveria deixar o ciúme de cegar.
As meninas se olharam e Ginny falou:
-Você provavelmente está certa. Acho que eu exagerei.
-Provavelmente.
-Realmente não cabe na minha cabeça porque Draco mexeria comigo.
-Isso é o que ele faz. Ele é capaz de mexer com todos pra conseguir o que quer. Acho que desta vez ele pensou que atrapalhando você e Harry, me deixaria com medo do que mais ele poderia fazer. Assim eu desistiria de lutar contra ele.
-Ele é um idiota. Porque ele não fica com a Pansy?
-É uma ótima pergunta. –Hermione tentou achar a resposta. Não poderia afirmar nada com certeza absoluta, mas seu principal palpite era que a sonserina não passava de uma diversão casual e um objeto para Malfoy.

Neste momento Harry e Rony entraram pelo salão, acompanhados de Neville que vestia um divertido suéter provavelmente recebido de sua avó. Os meninos se sentaram distantes de Hermione e Gina que tentaram sem muito êxito parar de olhar para Rony e Harry respectivamente.

Mione foi de repente surpreendida por um movimento de sua amiga. Ela havia se levantado e agora andava em direção à Harry.
A menina parou ao seu lado e Harry imediatamente se levantou.
-Tem certeza que você não estava com Vane naquela noite?
-Eu já lhe disse que não. Vane! – Harry a chamou com urgência e segurando a mão de Gina foi até a menina que estava parada um pouco surpresa.
-Não fiz poção nenhuma desta vez. Eu juro!
-Quem falou em poção? –Harry disse intrigado. –A questão não é essa. Por acaso a gente vem se beijando?
As duas meninas olharam pra ele assustadas e Harry imediatamente ficou vermelho.

-Er... não. – Romilda respondeu intrigada.
-Viu só? –Harry olhou pra Gina.
-Por mais que eu ainda queira, sabe? Soube que vocês dois brigaram então... – ela disse sorrindo para Harry, ignorando Gina que agora tinha a boca aberta.
-Quê? Você pode tirar seu unicórnio, seu centauro, o que você quiser da chuva, ok? –a ruiva disse com raiva.
-Que seja. –Romilda bufou e andou em direção à mesa.

-Eu te disse. –Harry olhava para Gina e colocou uma mecha de cabelo atrás da orelha dela.
Sem falar mais nada, a menina saiu e voltou para perto de Hermione.
-Foi Malfoy.
Mione apenas a olhou. A amiga parecia estar com bastante raiva, o que foi confirmado pela fala seguinte de Gina.
-Vamos acabar com isso.
As meninas se levantaram e voltaram rapidamente ao dormitório para pegar seus casacos, tocas e luvas.

Já em Hogsmedale as meninas andavam pelo lugar parando ocasionalmente em uma vitrine ou outra.
-Acho que você deveria tentar resolver as coisas com meu irmão também.
Hermione olhou Gina seriamente e disse:
-Depois que ele falou para o Harry? Que tinha nojo de mim?
-O quê? Ah! –aconteceram tantas coisas que a ruiva havia se esquecido de voltar a esse assunto e lhe falar o que Ron disse após ela ter saído de trás da porta. –Você saiu cedo demais de lá.
Hermione franziu a testa e Gina continuou.
-Depois que você saiu, eles continuaram a falar. Rony ainda te ama. E muito. Mesmo depois de toda a coisa com Malfoy.
Hermione deliberou e finalmente falou:
-Porque eu acreditaria nisso?
-Porque eu mentiria pra você?
-Por que você está vendo seu irmão sofrer. –Hermione concluiu.
-Exatamente. Ele está sofrendo por que ele te quer Mione. Acredite em mim.

Quando a menina não disse nada, Ginny disse:
-Você não precisa se jogar nos braços dele. Eu sei que o que ele disse não foi legal, mas... você deveria se permitir conversar com ele da próxima vez.
-Eu não vou correr atrás dele. –Hermione disse transbordando de sentimentos orgulhosos.
-Eu sei. Não disse isso. É que apenas diálogos funcionam.
-É mesmo Srta. Weasley? –Hermione disse irônica se lembrando dela com Harry.
-Falar é mais fácil que fazer. –Gina falou como um pedido de desculpa.
Hermione riu.
-Só pense nisso. –A ruiva pediu e Hermione timidamente concordou.
Após alguns segundos caladas:
-Está na hora. –Mione disse sombriamente.

Elas andaram até o lugar e entraram na casa sem serem vistas, o que não foi surpresa.
-Bom, se algo não sair como planejado, grite. –Gina parecia menos otimista ainda agora.
Elas se abraçaram.
-Me esconderei aqui perto e então quando você me der o sinal, nós agimos.
-Okay.
-Vai dar tudo certo, Hermione.
-É o que eu espero.

Mione assistiu Gina procurando um lugar perto pra se esconder de Malfoy e ela se dirigiu ao quarto extremamente empoeirado.

-Urgh. –disse tentando não encostar em nada.
Provavelmente ela tinha pouco tempo antes do louro chegar e resolveu aproveitar esse tempo para se preparar psicologicamente.
Uns 15 minutos depois, Mione ouviu um movimento no andar de baixo. Ela deu mais um suspiro profundo, verificou sua varinha e esperou.
-Olá. –a menina disse quando Draco entrou no quarto.
Ele parecia de certa forma surpreso e ao mesmo tempo bem atento como se esperasse que algo acontecesse. Se Hermione não tomasse cuidado ele descobriria. Seus olhos mostravam sua desconfiança. E seu plano de não encostar nele foi por água abaixo. Ela teria que ganhar a confiança dele.

-Não pensei que você viesse. –Hermione falou. –Pensei que me faria esperar.
Draco a olhou e sem dizer qualquer palavra, andou até a menina, segurou sua nuca, puxando talvez um pouco forte seus cabelos. Olhou dentro de seus olhos e lhe chapou um beijo.
Hermione respondeu e beijou de volta. Mas desta vez sem medo de desistir de tudo por ele. O que Gina lhe disse mais cedo, que Rony a amava... bom, isso havia abalado sua cabeça e de uma forma estranha Hermione sabia que era verdade. Ela só não faria nada, como dissera mais cedo. Seu progresso de vencer seu próprio orgulho ficou bem prejudicado com isso. E o culpado estava agora bem a sua frente, estava encostando em seus lábios e a pressionando contra ele.
Mione retirou vagarosamente a varinha de sua veste e realizando um feitiço não-verbal, mandou a Gina uma semelhante esfera de luz daquela que a amiga mandara para Harry.
A menina guardou sua varinha novamente e parou de beijar Malfoy, porém antes que ele perguntasse porque, ela posicionou uma cadeira atrás do menino e disse:
-Sente-se
-Quê? –Draco perguntou intrigado.
Ela pôs as mãos no ombro do menino, “ajudando-o” a sentar.
-É só algo especial que quero fazer. –Hermione tentou dar um sorriso sedutor e apesar de ter se preocupado, pareceu funcionar pois o menino lhe lançou um sorriso maldoso.
Ela retirou a toca, o cachecol e as luvas lançando as peças em cima da cama suja e quebrada.
-Novamente me surpreendendo.
Hermione sorriu e uma sensação enorme de poder se apossou da menina. Malfoy de certa forma estava em suas mãos agora.
Ela começou a tirar seu casaco, a manga esquerda primeiro. Antes, porém que a varinha se revelasse escondida na manga direita, ela retirou o casaco de uma vez só, sacou a varinha e gritou:
-Incarcerous!

Malfoy percebeu tarde de mais e as cordas se enrolaram nele apertando e sufocando o menino. Hermione apreciava a visão agora. Malfoy sofrendo tanto quanto ele fez com ela. A sensação era parecida. Hermione tinha uma corda em torno de si, apertando-a e a sufocando toda vez que esse garoto nojento mexia com ela, não desistindo em nenhuma hipótese.
Seu pensamento de vingança foi substituído pela voz de Gina que entrou correndo no quarto.
-Hermione, está matando ele!
E realmente estava. Seu rosto estava vermelho e sua voz não saia mais. As pontas de seus dedo estavam um pouco roxas. Ele tentava inutilmente lutar contra as cordas. Hermione nada fez a não ser sorrir.
Gina então agitou sua varinha, fazendo com que a corda parece de sufocá-lo, mas não deixando-o livre. A corda parou de mexer e ficou apenas em torno do menino, que agora tentava procurar desesperadamente por um ar que não parecia ter dentro do quarto.
Hermione agora parecia perceber o que estava a ponto de acontecer e lançou um olhar apologético em direção a Gina que deu um leve sorriso de entendimento.

-Sua sangue-ruim! –Malfoy gritou após ter recuperado o fôlego – Me solte daqui agora!
-Por que? Você vai chamar seu pai? –Gina disse sarcástica.
-A conversa não chegou no subúrbio, Weasley.

Era incrível como ele ainda era rude e desagradável, mesmo estando em desvantagem. Gina levantou a mão para lhe esbofetear e Hermione interviu:
-Não, Gina! Não vale a pena.
Sabendo que a amiga estava certa, a ruiva deu uns passos para trás como que para se impedir de agredir o menino.

Um silêncio profundo caiu no quarto. Hermione sabia o que vinha a seguir, mas ela estava assustada demais para sequer mexer seus pés.
-Então, o que? Vamos ficar aqui pra sempre? –Malfoy perguntou com um sorriso irritante no rosto.
Hermione olhou pra Gina que apenas assentiu, encorajando-a. Porém antes que Mione pudesse agir, Draco começou a falar novamente, desta vez em direção a Gina.
-Acredito que você tenha gostado da cena.
Gina apenas olhou pro menino tentando entender sobre o que ele falava e assistindo ele se divertir quando a memória se iluminou dentro de sua cabeça.
-Seu querido Potter não estava com a Vane naquela noite. Éramos só eu e Pansy.- o menino riu. – Mas agradeço pela diversão que você me proporcionou, traidora de sangue.
Hermione não conseguiu se segurar. Andou com passos fortes até Malfoy e lhe deu um tapa.
-Calado, seu idiota!
Draco a encarou de um jeito tão malvado e profundo que Hermione quase saiu correndo. Quase. Agora era vez de ela falar.
-Sabe Malfoy, eu simplesmente não entendo o porque disso tudo. Não é como se você realmente se importasse comigo ou se fosse real esse sentimento que você diz ter por mim.
O menino apenas ficou calado, olhando-a do mesmo jeito.
-Isso, porque você não parece ser capaz de sentir nada. Ainda mais amor.
-Você não sabe de nada Granger!
Hermione realmente hesitou alguns segundos pensando no que isso significava.
-Eu te disse pra ficar calado! Você já falou e fez mais do que devia.
-Então porque não me mata logo? –Draco questionou.
Hermione olhou para Gina e as duas instantaneamente começaram a rir.
-Não seja bobo, Malfoy. Não sujaríamos as nossas mãos e muito menos nossas vidas com alguém asqueroso como você. –Gina falou rispidamente.
-Porque são duas fracas!
-Isso não é sobre fraqueza. É sobre não brincar de Deus. Como você, seu pai e aqueles idiotas lunáticos faziam. –Hermione disse.
Draco rolou os olhos e riu.
-O que vamos fazer aqui é mais simples, mas de qualquer forma definitivo.
Malfoy esperou, claramente apreensivo.
-Faremos um voto perpétuo. –Hermione finalmente disse.
Draco gargalhou. Realmente gargalhou.
-Mas nunca! Eu não concordo!
-Ah, mas você vai fazer sim! Nem que seja obrigado! –Gina disse raivosamente se aproximando do menino.
-Eu adoraria ver você tentar. –Draco disse olhando para Hermione.
-Você vai fazer exatamente o que para impedir? Você está amarrado! –Gina apontou.
-Eu tenho que dizer: “eu prometo” para isso funcionar. –Draco sorriu malicioso. –Então, nada feito!

Gina hesitou percebendo um furo no plano. Mas sem querer desistir continuou:
-Ok, levaremos o tempo necessário. – A menina puxou uma cadeira e sentou-se de frente para Malfoy, que não parecia acreditar que o que foi dito seria verdade.

-De quem foi a idéia? –Malfoy perguntou após alguns minutos. –Sua Hermione? –perguntou sorrindo.
-Isso não te interessa, imbecil! –Gina interviu.
-Você tem certeza que conseguiria Granger? –Malfoy soava maldoso.
Hermione perdida em seus pensamentos, tentando achar algo que pudesse acabar logo com aquilo, perdeu a pergunta o que fez Draco rir.
-Parece que você está sozinha nessa, Weasley.
-Você está enganado! –Hermione disse.
-Ah é mesmo?! Então você estaria disposta a fazer um voto perpétuo?
-É por isso que estou aqui. – a menina disse como se fosse algo óbvio.
-Não é porque você está aqui que terá coragem de fazê-lo. –Draco apontou sentindo-se vitorioso quando a menina ficou calada.

-Pense bem Hermione. Você sabe que se fizermos um voto perpétuo, não poderemos desobedecê-lo. Senão...
-Você não precisa me ensinar nada sobre feitiços. –Hermione disse logo.
-Eu sei, eu sei. Mas veja, você e eu sabemos que não concordarei com isso, porque você e eu sabemos que você irá se arrepender. Você está agora toda apaixonada por aquele idiota traidor de sangue, mas não pode negar o que sente quando me beija. Duvido que Weasley traga o mesmo efeito pra você.
-Isso não é dá su...
-Só se imagine daqui a um tempo. Quando você estiver cansada desse banho-maria e quiser esquentar as coisas... Você não poderá! Simplesmente porque Ronald Weasley não capaz de fazer isso melhor do que eu... Isso se ele sequer for capaz de fazê-lo. E aí virá o arrependimento. Fazendo o que você acha que quer, você não poderá me procurar por mais que queria. E sabemos que você quer. Você quer a mim e não ele, sangue-ruim. Eu sou melhor! –Draco terminou sombriamente.

Hermione absorveu as palavras do louro. Ela realmente pensou sobre o futuro. Tentou se imaginar enjoada de Rony e arrependida de ter prosseguido com isso tudo com Malfoy. Mas ela não conseguiu. Ela sabe que o amor cega e todo esse blá, blá, blá que as pessoas sempre falam. Mas isso era de certa forma mais do que o amor que ela sentia por Rony. Sim! Ela ama Ronald Weasley! Porém isso também se trata de seus amigos e de seu mundo. As palavras que o menino acabara de dizer, a memória de como tudo costumava ser, Rony, tudo isso atingiu Hermione de uma só vez, e ela soube que Draco Malfoy estava errado.
Mirando para a cadeira onde o menino estava sentado, Hermione gritou:
-Reducto!
A cadeira virou nada mais que poeira, fazendo o menino bater contra o chão.
-Acho melhor você fazer essa droga de voto, porque da próxima vez eu não vou errar!

Draco a olhou e Hermione podia dizer que ele estava com medo, o que não era difícil já que ele era um covarde. Mas Hermione soube que havia algo mais quando olhou Gina. Ela a encarava boquiaberta e de olhos um pouco arregalados. Mione percebeu que todos seus músculos estavam tensos e mesmo não sabendo como, ela estava a poucos centímetros de Malfoy, sua varinha apontada diretamente pra ele.
Gina sorriu para a amiga o que fez ela relaxar.

Tudo depois passou rápido. Hermione levou sua mão em direção à Draco e ele não a pegou. Então Hermione segurou fortemente a mão dele, se dirigiu a Gina e disse:
-Faça!
Gotas de suor percorriam o rosto de Malfoy que parecia tão determinado a fazer o voto como antes, mas na sua cara tinha medo suficiente estampado pra discordar de qualquer coisa que Hermione falasse.
Gina apontou sua varinha para as mãos dos dois e deu uma olhada para Hermione como se perguntasse novamente se ela tinha certeza do que estava fazendo. A menina assentiu com a mais pura certeza e Gina começou a dizer as palavras:
-Você, Draco Malfoy, promete não chegar mais perto de Hermione Granger, beijá-la ou forçá-la a fazer qualquer coisa que ela não queira?
Draco nada disse e Hermione apontou sua varinha no rosto de Draco. Toda a paciência que ainda lhe restava foram embora e só o fato de que ele tinha que prometer a impedia de deixá-lo inconsciente.
-Chega de mexer com a minha vida. –Hermione disse forte e raivosamente. Mais uma vez Draco nada falou. Eles apenas se encararam alguns minutos e quando Hermione pensou em desistir porque Malfoy não iria fazer isso, ela ouviu o menino dizer:
-Eu prometo.
A fina língua de fogo apareceu envolvendo as duas mãos e tanto Gina quanto Hermione ficaram tão supressas com a desistência dele, olhando o arame em brasa sumir selando a promessa, que perderam Malfoy formar as palavras “Eu te amo” em seus lábios sem fazer qualquer som.
-Você promete não atacar ou fazer qualquer coisa contra a qualquer uma de nós duas, amigos, familiares, qualquer pessoas que se Hermione se importe como vingança disso?
Após poucos segundos, o menino prometeu.

Algumas horas mais tarde, as meninas estavam de volta no castelo. O encontro não durara muito mais e assim que Gina soltou as cordas de Malfoy, ele se levantou olhou alguns segundos para Hermione e saiu.
As meninas conversaram mais um pouco e percebendo que já era tarde se encaminharam ao dormitório.
-Amanhã será um dia melhor – Gina disse mais pra si mesmo e Hermione apenas sorriu. –Você sabe que ainda não acabou certo?
Hermione arregalou os olhos e disse:
-Porque?
-Meu irmão...
-Gina, eu lhe disse que pensaria a respeito.
-Hermione, pelo amor de Merlin! Isso é medo de admitir que você o ama? Ou você acha que eu acredito que você fez isso tudo, chegou até aqui só por você?
Hermione calou-se.
-Você poderia ter apenas se conformado e deixado as coisas como estavam. Mas você resolveu lutar. Eu vi sua força e coragem quando você começou a gritar com ele... Draga Hermione, você venceu Draco Malfoy! Como pode não vencer seu próprio orgulho?
Elas se encararam. Hermione sentiu seu rosto esquentar.
-Eu...
-Ah, esqueça! Não quero mais perder meu tempo com isso. –Gina concluiu antes que a amiga pudesse falar.
Hermione assistiu Ginny ir pra sua cama, apagar o abajur logo ao seu lado, lhe desejar boa noite de uma forma meio grossa e dormir.
A menina fez o mesmo, tirando a parte de dormir.
Ela se sentia estranha. Estava muito feliz que toda a história com Malfoy estava acabada, mas não podia deixar de relembrar as cenas do que acontecera.
Depois que Gina soltou as cordas do menino, ele se levantou do chão, sem nunca deixar o olhar de Mione. Eles expressaram a princípio algo que ela não conseguia dizer 100% de certeza o que era... Seria culpa da humilhação que acabara de passar ou então... dor? Não do tipo física, mas sentimental.
Hermione pensou, mas concluiu que realmente não queria a resposta.

Ainda sim, enquanto ele se afastava ainda sem deixar seus olhos, um pensamento engraçado e incomodo lhe veio a mente.
Draco Malfoy não lhe perturbaria mais, ele não podia mais encostar nela, nem em seus amigos. Tudo, infelizmente, havia ido longe demais e Hermione se sentiu estúpida por ter se deixado levar pelo momento. E mesmo agora, protegida dos toques do louro e enojada por todos os previamente recebidos, mesmo estando mais do que nunca afastada dele, ela percebeu que eles estavam juntos, presos um ao outro pra sempre... ainda que pelo voto perpétuo.
She's a rebel, she's a saint.


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